28 fevereiro 2007

Pensar dos leitores: acidente na linha do Tua

Mais uma vez Carrazeda, infelizmente, foi mediatizada por uma tragédia que nos entristeceu.

Lamentavelmente só nestas e outras ocasiões de angústia e de dor, é que os órgãos de informação nos visitam, como também o deveriam fazer em tudo aquilo que temos de melhor para mostrarmos ao exterior.

Não seria pretensioso, ao desejar que estas imagens do “belo horrível”, fossem algo de reflexão para quem de direito, que sucessivamente, aquando de eleições legislativas nos vêm com promessas, “de que é chegado a hora de fazer algo por este interior, sempre e sempre esquecido…, de que é chegado a hora de quebrar o isolamento de nordeste e de que o IC 5, vem já aí…(talvez de TGV).

É uma vergonha, nós valemos mais do que todos os vossos discursos misantropos, e estamos fartos das vossas falsas promessas.

E porque não, ainda em clima de referendo, procurar aos portugueses como avaliam os nossos políticos?

Deste resultado tenho duas certezas:

1ª era a de que a avaliação seria maioritariamente negativa;

e a 2ª era a de que não haveria grande abstenção.

Estamos cansados, num país onde existem dois países, onde as simetrias são cada vez mais profundas entre o país do litoral e o país do interior, onde todos pagamos e só alguns usufruem de direitos, que outros só se ficam pelos deveres.

Depois desta desgraça que mais uma vez nos enlutou, quero deixar uma palavra de auto-estima por todos aqueles que deram o melhor de si no socorro aos sobreviventes e envolvidos na procura dos desaparecidos.

Devemos por obrigação louvar e motivar aqueles que neste país dão o seu melhor!

Pena é que os governantes vão fazendo tábua rasa das nossas preocupações e das nossas necessidades.

Já Camões dizia: “O fraco rei, faz fraca a forte gente…”

Aníbal Tito Fernandes Reis

DECLARAÇÃO DE AMOR À MINISTRA DA EDUCAÇÃO (3)


Os critérios para definição dos docentes titulares, ou seja, dos ‹‹professores de primeira classe›› pela nossa Ministra da Educação são verdadeiramente extraordinários:

Com os congelamentos na carreira de (pelo menos) dois anos de serviço, só podem concorrer os docentes que, em regra, tenham mais de 45 anos; ou seja, podemos ser candidatos à presidência da república com 35 anos, mas a professor titular só a partir dos 45. É a esta Gerontocracia que a nossa Ministra chama ‹‹mérito››. E ocupados os lugares, só depois da vacatura se pode concorrer, nesta Terra do Nunca. Depois,

para esta nova categoria — bem além da dos jovens agricultores que só vai até aos 40 —, os professores maiores de 45 anos têm de, como nos cartões da GALP, ter já somado pontos (sem saber que tinham de) para poder concorrer com o mínimo de 120... E a maior pontuação anual vai para os pontos atribuídos aos titulares dos cargos de gestão. Ou seja, para a nossa Ministra da Educação os melhores professores são (por esse país fora) os profissionais do Conselho Executivo. Vamos aplicar este critério a uma Escola perto de Si e vejamos as ‹‹boas práticas›› que a Ministra releva em sua reforma:

— não dar aulas, ou haver uma turma só: neste caso, faltar muito, justificadamente;

— chamar os alunos com assobios estrídulos, como os caçadores a seus cães;

— deitar educadamente o quadro abaixo da sala dos alunos, sem burra preta nem burra branca, mal se não aprecie a música;

— haver na parede autoritária a máxima salazarista: ‹‹eu sou professor, vocês são alunos››.

— dar 'trucos' (esta expressão dos alunos é grosseira, mas a do docente ainda vai mais sexualmente explícita, quando lhes dá... ‹‹à galo››) na nuca ‹‹uma bicada››, por distracção ou mau comportamento;

— finalmente, fazer quase sempre de Homem Invisível no local de trabalho.

Fosse a comunidade educativa (professores, funcionários, pais, alunos) a atribuir o mérito a estes senhores, por esse país fora, e estariam por regra a concorrer não ao Óscar dado pela Ministra, pois tal se trata de uma sua boa interpretação, mas ao prémio de Pior Artista do Ano. Que

os alunos nunca deles se lembrariam quando se lhes pergunta por aquele professor que os marcou pela sua competência, apoio às aprendizagens e inovação, ajudando os alunos a crescer e a atingir melhores resultados. Nunca lhes fariam uma Declaração de Amor, como o grande poeta Fernando de Castro Branco a seu mestre José Augusto Seabra, (que decerto nunca chegaria a titular pela margem que trilhou), agora e na hora da sua morte:

(...)

Tu na verdade

eras um professor; e sempre foste um poeta.

E eras a inquietação, a pausa adiada,

ou asas movendo-se, agudas, pelo vento

das pedras, pelas veredas do fel.

Navegava-te um sonho que durasse mais que a noite,

e na noite vigiasses os precários clarões,

e os ousasses à beira dos precipícios,

entre a exactidão dos seixos e a água matinal.

Não longe das águias e do fulgor das

auroras, incomensuráveis as fadigas

e os ecos dos eclipses. Seguiste o lume

dos cometas, a linha quente do sol.

Todavia, partiste de leve,

rente à sombra.

Mas não te desapercebi.

Continuo no anfiteatro do campo Alegre,

lá ao fundo, à tua espera, para a aula de

Teoria da Literatura, como quem espera

o mar que varresse escombros e sargaços

até à exaustão da falésia.

Como habitualmente, talvez não chegues

às cinco em ponto da tarde, que o teu relógio

é o rasto do sol, o outono das sombras.

Mas nós, os teus alunos, esperar-te-emos algum tempo,

escondidos nesta paisagem sem Natal, lá fora.

vitorino almeida ventura

Ressalvo: os alunos nunca deles se lembrariam, a não ser para lhes exigirem de volta o dinheiro dos impostos. Fosse na América, disseram o Joaquim José Ribeiro, o Emanuel Costa, o Jota. &tc.

27 fevereiro 2007

A oportunidade para mudar

«José Sócrates chamou a si a responsabilidade política da gestão do programa de encerramento das urgências hospitalares.
É uma decisão correcta, pois Correia de Campos passou todas as marcas do politicamente razoável.
Não se pode criticar os excessos do ministro e ao mesmo tempo criticar a intervenção do chefe do Governo para os limitar.
Dito isto, importa tirar a conclusão política do recuo governamental: O estilo do ‘animal feroz’ não é para ser imitado pelos ministros, pois tem os dias contados.
José Sócrates parece ter percebido, ainda que obrigado pelos protestos populares, que a sua entrada de leão, em 2005, pode obrigá-lo a uma saída de sendeiro, em 2009.
(...)
Já começava a ser tempo de José Sócrates assumir sem rodeios os resultados medíocres da governação socialista.
Basta recordar as palavras de Jorge Coelho, na Quadratura do Círculo, na SIC Notícias: «A economia ainda não está onde queremos, as finanças públicas ainda não estão suficientemente saudáveis, o nível de emprego ainda não é aquele que precisamos e a taxa de crescimento ainda é inferior à média europeia».
Curiosamente, o ex-barão do PS esqueceu-se de referir duas áreas que poderão decidir o futuro político de José Sócrates nas eleições Legislativas de 2009: A Saúde e a Justiça.
Em relação à primeira, a desautorização política do ministro da Saúde diz tudo; em relação à segunda, tudo parece continuar a apontar para um dos maiores desaires do Executivo.
Basta ver o que aconteceu com o projecto governamental das férias judiciais, que prometia um amanhã melhor, mas que resultou num gigantesco fracasso.
(...)
A reforma da Saúde e da Justiça, sem demagogia, prepotência e golpes mediáticos condenados ao insucesso, pode ser a tábua de salvação do XVII Governo Constitucional.
José Sócrates tem de demonstrar que aprendeu com os erros políticos dos dois últimos anos.
Afinal, os resultados não se anunciam em vão eternamente.»
Rui Costa Pinto, Visão

26 fevereiro 2007

Encerramento ensombra Linha do Tua

Plano estratégico previa o encerramento da linha e a substituição do serviço ferroviário pelo rodoviário

A Linha do Tua poderá, depois deste trágico acidente, ser definitivamente encerrada. Embora não haja decisões concretas, há cerca de um ano, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, admitia fechar linhas sem sustentabilidade financeira e com alternativa de deslocação, como é o caso.
Também no plano estratégico da CP, Líder 2010, constava como medida o encerramento da linha e a substituição do serviço ferroviário pelo rodoviário.
no MB

Hospital privado para Mirandela

Mirandela pode vir a ter um novo hospital.
Trata-se de um investimento privado que deverá entrar em funcionamento em Janeiro de 2009. A noticia é avançada pela edição de hoje do jornal Região Transmontana. A nova unidade vai ser denominada de "Hospital da Terra Quente" e é propriedade do grupo privado Rede Nacional de Saude Privada, SA, detido por bancos e sociedades económicas.
Segundo o semanário, a área de construção ronda os 13 mil metros quadrados e vai incluir várias valencias, entre elas uma maternidade. Estará equipada com duas salas de dilatação, uma sala de partos e de recém-nascidos.


Afinal encerram-se valências de saúde para deixar espaço aos privados? A saúde na região será só para quem tem dinheiro?

25 fevereiro 2007

Apresentação de livro e lógicas

Foi este fim-de-semana apresentado, no Centro de Apoio Rural, o livro "Carrazeda de Ansiães" de A. M. Pires Cabral (texto) e Roberto Santandréu (fotos).
O livro com a chancela do insigne escritor transmontano pouco mais nos traz que dizer da origem do vocábulo carrazeda, derivará de lugar com carraças.
Como o próprio afirmou é uma obra despretensiosa e resultou de um convite do senhor presidente da Câmara e de "dois ou três fins-de-semana de permanência no concelho" aproveitados para aqui passear com a sua esposa. Valerão as fotografias.
Mas houve várias novidades nesta apresentação.
O escritor confidenciou que em breve sairão à estampa quatro poemas sobre o castelo de Ansiães de outros tantos poetas que convidara para uma visita de Verão.
O fotógrafo chileno presenteou os presentes com diversas sugestões para rentabilizar o "património fantástico" que o Concelho possui: um restaurante regional em Alganhafres, um museu no Tua, entre outras.
Porém a grande novidade foi-nos oferecida pelo senhor presidente: a de que as publicações do concelho, ao contrário do que muitos dirão, seguem uma lógica coerente, e outras obras se seguirão: a monografia do concelho, uma outra sobre as freguesias e ainda uma história para os jovens.
Assistentes, cerca de uma dúzia de pessoas presenteados com um exemplar. Será esta a lógica?

Pensar dos leitores

Que Dirigentes Desportivos…?

Vivemos numa terra (Carrazeda de Ansiães) em que o importante para o “dirigismo desportivo local” não é ter nas suas fileiras pessoas que querem, sabem e gostam da prática desportiva, mas sim pessoas que os acompanhe nas farras.
Não há muito tempo uma determinada pessoa foi convidada para ajudar a contribuir na formação psico-desportiva dos jovens desta terra. Acontece porém que quando determinados “dirigentes” (peço desculpa se este termo não se coaduna com as pessoas em causa) souberam de quem se tratava; exararam com a máxima urgência um comunicado verbal para que o convidado em causa fosse afastado de tal missão.
Mas porquê?
É fácil saber as razões!
A pessoa vive nesta terra de cabeça levantada, há pelo menos 40 anos. Tem feito actividades com apoio de determinadas instituições credíveis para promoção do desporto, da actividade física e da saúde local. Tem contribuído para a formação de um elevado número de jovens. Não obstante tem um grande "defeito" ou podemos dizer génio: diz as verdades, nos locais certos, no momento exacto e à pessoa indicada. Não é demagogo, nem muito menos hipócrita. É coerente é vertebral em tudo o que faz quer na vida familiar ou mesmo profissional. As verdades são como lâminas para determinados "dirigentes desportivos". Não se referencia com pessoas bajuladoras, lambe-botas, de raça camaleónica que saltam de ramo em ramo sem ter uma orientação.
Permitam-me que evoque o grande Filosofo que foi Descartes; Homem, pensador do século XVII; com uma frase que me ficou na memória na época de estudante: «cogito ergo sum» ” penso, logo existo”. Se existo, tenho obrigação em fazer algo pelo qual valha a pena lutar. A promoção da prática da actividade física da minha terra, das pessoas que vi nascer.
Que metodologia têm utilizado estes “dirigentes desportivos", oriundos sabe-se lá de onde, para promover o desporto do concelho? Apareceram talvez com a ajuda de uma varinha de condão, como nos contos de fadas. Água o deu, água o levou.
Será que, com a elaboração de projectos sem começo, meio e fim, vão promover o desporto local? Os projectos têm de ser estudados, elaborados e desenvolvidos a médio e longo prazo com objectivos bem definidos.
Dizem "eles", os entendidos (Dirigentes Desportivos), que se preocupam com os jovens. Não obstante, estes jovens servem-lhes como camuflagem para que outros possam usufruir dos caprichos de uma prática desportiva. Diria mesmo Semi-profissional.
Isto não são atitudes, posições de quem diz estar a fazer algo pelo desporto da “sua terra” e em prol da juventude.
Não iludam os nossos jovens que são o futuro do desenvolvimento deste concelho. Ensinem-lhes o lado bom da vida, Mas visto bem. Não podem. E sabem porquê? Porque estes dirigentes não são referência para alguém.
Para terminar deixo uma pergunta no ar: São estes "dirigentes desportivos" competentes, idóneos de orientar, dirigir clubes, atletas/jovens neste MEU CONCELHO? O tempo encarregar-se-á de elaborar a prova dos nove.

Quando a árvore deixar de dar frutos, só servirá para acha na fogueira.

Carlos Fernandes

Aviso à navegação

Como os mais atentos observaram, bem recentemente, o "Pensar Ansiães" mudou para o novo blogger com evidentes melhorias de grafismo e facilidade de utilização, algumas já visíveis e outra que irão surgindo.
Esta alteração repercutiu-se também em alguns comentários. Embora o utilizador não se aperceba disso, cada vez que um novo computador se liga à Rede (Internet) é-lhe atribuído um número único e irrepetível que o identifica em todas as comunicações. Assim qualquer endereço electrónico que corresponde na utilização usual pelas pessoas às letras, para os servidores eles são apenas números.Assim, alguns leitores participantes que usariam diversos usernames, na mudança, o blogger assumiu apenas um deles, para surpresa de alguns.
Este facto tem trazido alguns mal-entendidos que se repercutem em evidentes exageros e pisam o risco da boa vivência social. Informa-se que os comentários insultuosos, maledicentes e outros que tais poderão ser, pura e simplesmente, retirados. Em última análise procederemos ao seu crivo com a imposição da moderação de comentários.

Amendoeiras em flor atraem turistas

«Iniciado o período da floração primaveril, afluem ao Douro Superior muitos milhares de turistas que nesta altura são atraídos pelo tingido alvo que as amendoeiras emprestam à paisagem.
Nos concelhos de Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa, as autarquias preparam já os programas destinados a receber os visitantes que provêm fundamentalmente em excursões do litoral e da região do Minho.
(...)
Em Freixo de Espada-à-Cinta este ano aposta-se na Feira Transfronteiriça de Arribas do Douro e Águeda, em Mogadouro na Feira Franca dos Produtos da Terra e em Vila Nova de Foz-Côa em provas de cartcrosse e autocrosse, e também no património das gravuras rupestres do vale do Côa - classificado pela UNESCO como Património Mundial.»

Ditos...

«Depois das promessas de José Sócrates, algumas mais criativas do que os filmes de Steven Spielberg, aí está a realidade nua e crua: cerca de 460 mil portugueses estão desempregados, o que corresponde a 8,2% da população activa
Rui Costa Pinto, Visão
DN

23 fevereiro 2007

Um problema de testículos! (Parte I)

Houve recentemente alguém que veio pôr em causa a capacidade testicular dos continentais, no que respeita a reivindicar. Esse alguém usa os testículos para reclamar e exigir aquilo a que julga ter direito e, pelos vistos, ainda quer que outros o ajudem na tarefa, usando o mesmo método. Pessoalmente não sou apologista da demagogia na luta por reaver direitos.

Se conseguir abstrair-me de chauvinismos tenho que reconhecer que por cá, não temos sido capazes de estar à altura dos ancestrais, a pugnar pelos nossos direitos e pelo engrandecimento da terra. E não se trata tão só de ter sabido reivindicar. O facto é que eu considero que se trata apenas de obter aquilo a que temos direito e como tal é merecido. Costumo dar vários exemplos para provar o nosso merecimento. No que respeita a trabalho recordo sempre o contributo que os nossos emigrantes deram e continuam a dar para o enriquecimento do país. No que respeita às matérias-primas menciono por exemplo a valoração económica da emergia hidráulica que aqui se produz e o potencial da região por exemplo na reserva de água ou na produção de madeiras. Também costumo recordar que não deixamos de contribuir em impostos com igual percentagem à dos que vivem em meios mais desenvolvidos. Fico-me por aqui nas justificações.

O problema como disse é que, eu considero que a culpa do que se tem passado é especialmente nossa. As causas estarão sobretudo na falta de união, na incapacidade de gestão das energias colectivas, na falta de liderança e na consequente perda do sentido cívico e de solidariedade.

Só isso explica que por exemplo haja tanta gente competente para poder participar e seja esquecida ou preterida a favor de incompetentes e oportunistas. Só isso explica que se gaste tanto dinheiro em infra-estruturas de lazer quando urge promover e patrocinar certas industrias ou recuperar património. Só isso explica para mim que, por exemplo, haja miséria e desconforto no meu concelho, e se gaste tanto dinheiro a fazer arruamentos, arranjos urbanísticos e jardins. Só isso explica que, por exemplo se construam e planeiem campos de futebol, se inaugurem piscinas municipais e não se gaste um tostão a promover um qualquer desporto no concelho. Só isso explica que se esbanje tanto a construir centros culturais e centros associativos e se não patrocine devidamente alunos carenciados, criativos, grupos, bandas, ranchos, associações e variados eventos culturais. Neste particular, dou exemplos recentes de tentativas de construção de infra-estruturas museológicas, sem que em sua vez se dê prioridade por exemplo, na recolha de espólio, na preservação de património, na investigação arqueológica, na promoção do património construído.

Perante estes exemplos perco a vontade de ser exigente a reivindicar aquilo que afinal devíamos merecer junto do poder central. Pergunto-me mesmo se, nestas circunstâncias, com mais recursos vindos do poder central, seríamos capazes de os saber utilizar melhor.

Teremos que ter outra postura para podermos ser activos a perspectivar um futuro melhor. Contudo, se não concordarem comigo, que se cultivem ao menos, mais os tomates da nossa terra para que não seja por falta destes que se não lute, qualquer que seja o método, por aquilo a que temos direito.

Hélder Carvalho

Até que enfim...

Dizem-nos que já abri(u) (ram) a(s) piscina(s) de Carrazeda. Depois dos "VIP" chegou a vez da "arraia miúda". É aproveitar enquanto é de borla, todos os dias entre as 16 e as 21 horas...

Berardo e Casa do Douro

O empresário Joe Berardo quer negociar com a Casa do Douro (CD) os vinhos que esta tem em armazém, assim como stocks futuros, e ainda abre a porta à aquisição de 40% das acções da Real Companhia Velha (RCV) detidas pela instituição duriense.As negociações "decorrem há cerca de um ano, e em análise está a possibilidade de comercializar os vinhos da Casa do Douro", disse, ao JN, Joe Berardo. O empresário acrescentou que "em cima da mesa está também a possibilidade de investimento na Real Companhia Velha" e garantiu que " as negociações estão no bom caminho".

22 fevereiro 2007

Linha do Tua, espelho do interior

O acidente ocorrido na linha do Tua, para além da tragédia (o mais importante) que culminou na morte de três pessoas, é também uma grande metáfora do interior de Portugal. Isto é, tal qual a caduca locomotiva e a velha via férrea, esta é também uma região desprezada pela administração central na falta de investimentos estruturais, que resultam numa população envelhecida e a decrescer, fracos índices de desenvolvimento, um património ambiental, patrimonial e humano votados ao abandono e à inexorável morte. Assim, naquela carruagem, como refere VAV, para além dos cinco infortunados passageiros viajava todo um povo, o transmontano.

A composição que caiu ao rio Tua num local íngreme, pedregoso, inóspito confirmou um país que caminha a duas velocidades. Um que vai construir uma das linhas-férreas mais avançadas no mundo, o TGV, mobilizando incontáveis recursos, sem ainda ter discutido de uma forma lúcida e desapaixonada a sua completa utilidade, e um outro, que possui uma linha de comboios decrépita e abandonada que atravessa um dos mais belos vales do país, que se preparam para o alagar, perante a força imparável do pretenso “interesse nacional”, retirando assim à região um dos seus mais valiosos patrimónios. Deste lado ainda se demora uma hora e quarenta minutos a percorrer cinquenta e quatro quilómetros num transporte público, numa velocidade média de cerca de trinta quilómetros à hora; do outro vão disparar comboios a mais de trezentos.

A ruptura geológica que desprendeu as pedras que abalroaram a infortunada locomotiva despertou várias angústias, enlutou três famílias e mostrou ainda a tristeza da nossa solidão. Deste lado há muitos locais onde não funcionam telemóveis, há bombas de combustível que não conseguem abastecer helicópteros de salvamento, há hospitais centrais que ficam a muitos quilómetros de distância e acrescentam aflição a quem necessita de cuidados médicos.

A catástrofe ocorrida entre as estações do Castanheiro e de Santa Luzia no concelho de Carrazeda de Ansiães mostrou à saciedade a impotência dos seus naturais neste pedaço esquecido e muito longe do resto do país. A linha ferroviária transfigurada de metropolitano tem-se mantido activa graças, particularmente, à vontade da câmara municipal de Mirandela. Um projecto que José Gama idealizou e concretizou num “caricato” metro de superfície (era o segundo do país, lembram-se?), considerado à altura “ridículo” por muito sério e sensato cidadão. O edil mascarou de modernidade o transporte ferroviário atribuindo nomes de sonantes estadistas europeus às estações da cidade, pintou de verde velhas locomotivas, adquiriu vontade política do governo central em troca de muitos votos locais; e desta maneira se obstou ao encerramento do troço entre Mirandela e a estação de Foz-Tua. Do outro lado, há metros de verdade que custam milhares de milhões de euros, com execuções orçamentais que ultrapassam muitas vezes todas as previsões e têm ainda muitos gestores, principalmente políticos, a auferirem chorudos vencimentos.

A certeza que fica é que os dois feridos e principalmente os mortos não farão somente parte de uma qualquer estatística nacional, são parte de uma comunidade que se mostrou constrangida e pesarosa na desgraça, solidária no apoio. Um facto é necessário relevar: o grande empenho das equipas de busca, consubstanciadas no líder que coordenou as operações, o senhor governador civil de Bragança. A concentração de órgãos de comunicação social presentes, nomeadamente as televisões, propicia protagonismos vaidosos; a necessidade do governo central de dissimular eventuais críticas e descontentamentos redobra pseudo empenhamentos, porém não pode deixar de atribuir mérito a Jorge Gomes que sempre se manteve no local, incentivando as equipas, dando ânimo às famílias de forma a mitigar a sua dor e proporcionando aos transmontanos sinais de esperança.

O fim da Linha do Tua pode ter começado a ser traçado com este acidente. Sobre ela pendem diversas ameaças de encerramento, entre outras, a derivada da falta de rentabilidade, segurança e utilidade e a da construção de uma barragem para aproveitamento hidroeléctrico. Os nordestinos não querem também um troço ferroviário inseguro e mortífero, porém como diz Manuel Carvalho no Público: “uma obra prima da engenharia que cruza um vale espantoso, não se pode desperdiçar”.

Declaração de Amor à Ministra da Educação (2)

O po(l)vo é quem mais orden(h)a...

pelo José, in O Milagre das Rosas.



Num outro dia, _ do lançamento de Histórias fantásticas e reais do Avô Sapo, Um rogador do Douro , de Otília Lage, cujos pontos de contacto, entre a ficção e a realidade, com O violino do meu pai de Campos Gouveia, vão carregados de uma dádiva de amor a uma Terra, numa certa nostalgia do reencontro com _ seu tempo mítico: no quanto levantar de alma... ao violino, ao que ambos terminam

suas duas — como direi? —, Memórias de própria(s) História(s), embora o texto de Otília Lage se aproxime mais de um realismo mágico, mas noutro local me alongarei sobre... Ora, deu-se o caso de me encontrar no lançamento com duas pessoas que muito prezo: com o Jota, seu sobrinho; com o Pedro Cordeiro — que há muito não via —, e de trocarmos impressões sobre a Educação, neste país. Falava-me este que a Senhora Ministra passava para a Opinião Pública ideia de premiar o mérito. Atalhou

o Gilberto Pinto que não mais se poderia continuar em situação anterior de todos atingirem o topo da carreira. Também achei que se estava num + 80(0), embora nada se justifique que depois se passe a um - _ _ que 8. Pois as medidas da Ministra vão num sentido outro d' estátuas de sal. Esposas de Lot, mesmo olhando para a frente petrificam(os) na carreira, com todo _ tipo de exigências e obstáculos (vulgo: quotas) à progressão, em mantendo no poder toda uma Gerontocracia. Falando bem politiquês,

a Ministra publicita o seguir Max Weber , com grande mérito, e depois colocando _ sua reforma na gaveta, promove mas todos _ _ dinossauros excelentíssimos... Quando deveria assumir a sua verdade contabilística dessa lei comunitária para a paridade do Euro: a das sardinhas em lata.





vitorino almeida ventura





Post Scriptum: Mas também acho que muitos professores deram tiros nos pés, anos a fio, com directas e baldas à tripa-forra... Para não falar em casos escabrosos de senhores doutores a vomitarem, pela frente dos alunos, e ao lado, após percorrerem as disco-tascas ou jantares altern

a(c)tivos, a noite anterior. Numa Escola perto de Si.

Encerramentos...

Visão
DN

21 fevereiro 2007

Mentiras Piedosas Fevereiro III

- Contrariamente ao que aqui foi dito e para confirmar que era mentira, o Pai da Fartura” esteve presente assistiu e cumpriu o seu papel no nosso Carnaval. Contra todas as expectativas e inesperadamente, este aproveitou para fazer a sua candidatura ás próximas eleições autárquicas.

- Ainda sobre o Carnaval, registam-se as críticas dos que, perante a fraca participação dos naturais no desfile alegórico, sugeriam que a C.M. passasse a pagar aos participantes no desfile, como paga para a participação dos andores com os santos padroeiros nas Festas do Concelho.

- Estudo sociológico recente confirma que, “é a inércia, a doença que mais seguramente mata no nosso concelho”. Os primeiros sintomas são sintomas de embrutecimento. Mire-se ao espelho e veja se nota esses sintomas.

- A este propósito, foi encontrada mais uma citação inscrita em W C público que diz: - “ Aqui é útil ser inútil”.

- Já foi manifestada a concordância dos projectistas da nova estrada que agora leva ao Pinhal do Norte para, na curva de acesso á rotunda da entrada na Vila, se colocarem lombas artificiais, para obrigarem os condutores a abrandar, para não irem parar ao lameiro. Esse projecto tem contudo de ser estudado, executado e pago a esses projectistas.

- Com tanta lomba nas ruas de entrada na nossa Vila, alguém se lembrou de organizar um “Concurso de Lombas”. A Lomba vencedora será aquele que motive mais reclamações de condutores com os amortecedores partidos ou danificados.

- Também aqui já foi proposto um outro concurso que, propunha saber-se quem ia ser o primeiro a deitar abaixo um dos novos postes de electricidade nos arruamentos em reconstrução. Chama-se á atenção de não pode ser declarado vencedor o proprietário do automóvel que já embateu num desses postes junto á saudosa Casa do Douro, porque o concurso só tem inicio após a inauguração das obras concluídas.

- Foi mais uma vez testado o nosso Campo de Futebol do Carrazeda para a aterragem de helicópteros. Ficou assim confirmada a eficiência e as excepcionais condições da infra-estrutura para aterragens, o que nos deixa sempre muito orgulhosos.

- Também na semana que decorreu se ultrapassou o recorde de “ uso da palavra” junto da imprensa falada”, das entidades públicas da nossa região.

- Aproxima-se a época das tosquias. Em rebanho ou personalizadamente, hoje já poucos escapam a ser tosquiados. Os postos de atendimento são ora na nossa Câmara Municipal ora na Repartição de Finanças.

- Entretanto também por aqui se ratifica a redução de responsabilidades do espermatozóide.

Hélder Carvalho

Pensar dos leitores

Linha do Tua, rio Tua, o nosso rio…Espero que o desastre que se deu não seja o derradeiro fim…O pretexto que tantos ansiavam para a encerrar definitivamente, e calar o som das límpidas águas e as tornar definitivamente mortas…Oh gente da minha Terra não vos deixeis enganar por grandes obras que daí não há-de vir o nosso sustento, arrancar-nos o coração, despedaçar a nossa paisagem com um paredão não nos vai fazer felizes, não vos iludais com promessas de emprego, esta maldita barragem só trará um lucro rápido aos senhores dos terrenos desapropriados e aos trabalhadores vindos de fora para a sua construção durará três, quatro anos no máximo e depois o que mais vai restar? Deixarão de vir os turistas para ver, o nosso orgulho, o nosso rio pois ele ficará moribundo. E Portugal tem de apostar no turismo sustentado, isso sim poderá trazer evolução e emprego, temos de aproveitar o que a Natureza nos dá, como as Caldas de São Lourenço e Carlão, a fantástica linha que é só a linha de montanha mais bonita da Europa, basta divulgação e criar as devidas condições pois o resto já temos e devemos agradecer a Deus termos nascido nesta terra, e aí sim, poderá existir postos de trabalho numa região tão necessitada como a nossa.
Acreditem, como é bonito ver o brilho nos olhos de quem vê a nossa terra pela primeira vez, enche-nos o peito de orgulho e dizemos “ esta é a minha Terra, este é o meu rio”, Tua, o nosso rio que até o no seu nome se despoja de tudo e se entrega a nós. Talvez esta entrega fosse a confiança que depositou nas suas gentes para que o protejam. Talvez esta seja a hora da nossa recompensa por nos primar com a sua Beleza e se queremos que os nossos filhos vejam um rio com vida, está então na Hora de ser feito alguma coisa, e salvar o nosso rio desta agonia…Com pesar e respeito pelas vitimas cuidemos agora dos vivos.

Erica
recebido por email

Manutenção evitaria queda da automotora

«O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, considerou que o acidente na linha do Tua podia ter sido evitado caso as estruturas ferroviárias tivessem sido alvo de manutenção.
Em entrevista ao programa "Diga lá Excelência", da Rádio Renascença e do jornal Público, Fernando Santo referiu, citado pela Lusa, que o acidente é "mais uma" consequência do "desmantelamento" dos organismos públicos responsáveis pela manutenção "deste tipo de obras"(...)»

20 fevereiro 2007

Descubra as diferenças

"...a Câmara de Mirandela decidiu cancelar o cortejo de Carnaval, marcado para a tarde de hoje. Segundo o presidente, José Silvano, o concelho está de luto e associa-se à dor da família de Ricardo Santos, que durante uma semana sofreu. As cerimónias fúnebres começam hoje às 15 horas, na Igreja S. Bento."
Por cá tudo decorreu como nada se tivesse passado...

Carrazeda, uma vila global

A conversa com Carlos Tê , projecto Oficina de Letras, assinatura VAV, encheu de talentos, massa crítica (?), uma das salas da Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães, no passado domingo. CT, regalado da curiosidade dos jotas e mais seniores, dissertou sobre diversos temas da música portuguesa com uma forte pronúncia do norte. Deliciou! Por mim há água na boca, venham os Clã...

Do Acidente

O sintoma, pelas reacções ao acidente, é de que todo um povo trás-(d)os-Montes viajava naquela carruagem. Como se todos os rios nos cercassem ilhas e as montanhas desabassem, pondo a nu a nossa solidão. A fractura geológica apenas sublinha essa outra: humana, a nossa. E aqueles corpos não fossem os dos mortos e _ _ dos feridos - mas celebrassem uma outra bem maior. A (da) nossa própria Morte.

Vitorino Almeida Ventura

Fotos do acidente


recebidas por email
para visualizar outras siga o link http://acidentelinhatua.blogspot.com/2007/02/fotos.html

Acidente na linha do Tua

O corpo do maquinista do comboio que há uma semana caiu ao rio Tua foi encontrado esta tarde pelas equipas de busca, confirmando-se assim o balanço de três vítimas mortais do acidente.
Muito poderá ser dito sobre esse acidente, porém um facto é necessário releva: o grande empenho das equipas de busca, consubstanciadas no líder que coordenou as operações, o governador civil de Bragança. A concentração de órgãos de comunicação social presentes, nomeadamente as televisões, a necessidade do governo central de dissimular eventuais críticas e descontentamentos, não pode deixar de ser atribuído mérito a Jorge Gomes que sempre se manteve no local, incentivando as equipas, dando ânimo às famílias de forma a mitigar a sua dor e proporcionando aos transmontanos sinais de esperança.

16 fevereiro 2007

Os submissos

«(...) no geral, os cidadãos nacionais gostam de entregar o destino das suas opções nas mãos de outros, demitem-se das suas responsabilidades, não fiscalizam os eleitos e mantêm traços bem vincados de submissão.
Ou seja, os portugueses não têm consciência dos seus direitos e deveres, sentem-se confortáveis por saber que alguém manda e nisso não disfarçam a velha mentalidade salazarenta. Com um povo assim, muito dado à má-língua entre um penalty duvidoso e a lamechice de telenovela, é natural que os mandatários se abstenham de prestar contas e facilmente assumam tiques de... mandantes.
Recordei-me destas ideias quando olhei os números da participação no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. Sejamos claros: um povo que, na sua maioria, se demite de exercer os seus direitos – e numa matéria tão importante como o aborto – é um povo submisso, entregue à vidinha e pouco dado a sobressaltos cívicos. E isso, além de trágico, continua a ser perigoso.
(...)
O que verdadeiramente inquieta é o que este referendo esconde: um Portugal de antanho, sem opinião ou entregue à preguiça de dá-la, demasiado atarefado com a soleira da porta ou a ganhar calos de sofá.
Este Portugal calaceiro, atávico, medalhado no queixume e na lamúria, podia ser um País de comédia, uma espécie de enclave anedótico e provinciano para o qual a esmagadora massa de cidadãos olharia de quando em vez para se lembrar do País que não quer. Mas não. Esse Portugal miudinho, tão afoito na corrida à maledicência e ao desprezo, é a nossa maior tragédia. Ao mesmo tempo que «elege», sem sair do sofá, um Salazar de concurso televisivo «para pôr ordem nisto», não descalça as pantufas para ver a revolução passar à porta.
Este Portugalzinho está aí, pelos vistos para durar. E com grande audiência. Pena que o outro País, o daqueles que, bem ou mal, votam, escolhem e questionam, não possa mudar de canal. E tenha de tomar decisões andando à chuva. E molhando-se.»
Miguel Carvalho, Visão

insólito

Alegadamente devido a falta de acompanhamento por parte dos serviços do hospital de Bragança, o funcionário de uma agência funerária daquela cidade acabou por levantar da morgue e entregar a uma família o cadáver errado. Uma mulher com 79 anos de idade faleceu anteontem a caminho do hospital de Bragança. O óbito foi confirmado nas urgências da unidade e o corpo encaminhado para a casa mortuária. A família contratou os serviços de uma funerária para transportar a idosa para a aldeia natal, Morais, em Macedo de Cavaleiros, e já na localidade, ao abrir a urna verificou que o cadáver pertencia a uma desconhecida.

Trindade sem luz

A aldeia de Trindade, no concelho de Vila Flor, esteve nove dias sem iluminação pública, mas, mais do que as ruas às escuras, o desespero dos locais resulta da ausência de interlocutor a quem pudessem comunicar a avaria. Com o fecho do serviço de atendimento da EDP na sede do concelho, os moradores desmultiplicaram-se em telefonemas para os mais diversos números, mas só ao nono dia é que as suas reclamações acabaram por ter eco.

Público
A automotora acidentada já não voltará a circular entre o Tua e Mirandela (na foto) e deverá ser desmantelada no Verão, quando o leito do rio o permitir.

PÚBLICO

Origem do acidente

No dia em que foi encontrado mais um corpo, crescem as dúvidas sobre a origem da queda da automotora que ligava o Tua a Mirandela

O relatório preliminar efectuado pelo Instituto Nacional do Transporte Ferroviário (INTF) aponta para a hipótese de o acidente no Tua ter sido provocado por uma rocha que abalroou a automotora na parte traseira. Ontem, no entanto, um dos dois passageiros envolvidos avançou uma explicação completamente diferente.
De acordo com Orlando Barbosa, um dos dois sobreviventes, o primeiro embate só foi sentido quando o comboio chocou com a ravina, já em plena queda. O jovem, de 23 anos e natural do Pinhão, disse aos seus familiares ter ouvido o maquinista proferir um desabafo de angústia pouco antes do acidente. O maquinista terá tido o desabafo, quando se apercebeu da derrocada dos carris e da presença de grandes pedras na linha. Talvez devido à fraca visibilidade que se fazia sentir na altura - já tinha anoitecido e o tempo estava chuvoso -, o maquinista não conseguiu frenar a automotora a tempo.

Quando o comboio chocou com a ravina, os vidros partiram-se e projectaram Sara Raquel, a outra passageira envolvida e que sofreu apenas ferimentos ligeiros. Orlando Barbosa foi projectado um pouco mais abaixo, já depois de a automotora ter dado a primeira cambalhota em direcção ao rio. Os dois seguiam na parte de trás da carruagem, enquanto os três ferroviários seguiam à frente.

A confirmar-se a versão do passageiro de que não houve abalroamento da automotora, a tragédia poderia ter sido evitada, caso houvesse no Tua o sistema preventivo já instalado na Linha da Beira Baixa, o qual funciona com barreiras de cabos com corrente eléctrica ou feixes de luz, que, ao serem atravessados por blocos de pedras, accionam sinais junto do posto regulador que comanda a circulação e que manda parar os comboios.

No PÚBLICO

15 fevereiro 2007

Bons exemplos

A população de Fonte d'Aldeia, em Miranda do Douro, vai ter à disposição um acesso a internet cedido pela junta de freguesia.
Através de um equipamento de internet sem fios, já instalado, todos os habitantes da localidade podem aceder à web em casa.
A ligação será feita a partir de um posto já existente na Associação Cultural e Recreativa local.
A cobertura na aldeia será total, com acesso livre à população, sendo necessário apenas um registo na junta de freguesia.

Amanhã continuam as buscas

A busca do único desaparecido do acidente ferroviário de segunda-feira na Linha do Tua foram hoje interrompidas pelas 18:30, depois de encontrada a segunda vítima mortal da queda da automotora ao rio Tua.

As buscas do passageiro que continua desaparecido recomeçam sexta-feira de manhã, o quarto dia de buscas.

Impulsionador do comboio morreu na Linha do Tua

As estatísticas oficiais dizem que o acidente de segunda-feira no Tua foi o primeiro mortal nesta linha mas há quase um século o ilustre Bragançano Abílio Beça acabou por ser vítima do comboio por que tanto lutou.

Nasceu em Vinhais, no ano em que se inaugurou o caminho-de-ferro em Portugal (1856), empenhou todo a sua influência política para fazer chegar a Linha do Tua de Mirandela até Bragança e tombou nos carris, trucidado por uma locomotiva a carvão.

Na memória colectiva da aldeia de Salsas, próxima de Bragança, permanece a história do dia 27 de Abril de 1910, em que Abílio Beça, que viajava de Lisboa para Bragança, saiu do comboio para cumprimentar a população, aproveitando a paragem na estação local.
(...)Abílio Beça correu para o comboio já em movimento, ficou com o sobretudo preso e foi trucidado pela locomotiva a carvão.

O episódio «horrorizou os presentes», segundo trabalhos escritos sobre o sucedido, sobretudo pela «ironia do destino» de ver morrer debaixo do comboio o principal impulsionador da maior extensão da Linha do Tua, entre Mirandela e Bragança.
(...)
No Diário Digital

Encontrado um outro corpo

As equipas de busca localizaram esta tarde nas margens do rio Tua o corpo de uma das vítimas do acidente ferroviário de segunda-feira, anunciou o governador civil de Bragança, Jorge Gomes.

O corpo da segunda vítima mortal do acidente, 53 anos, um ferroviário natural de Vieiro, no concelho de Vila Flor, foi encontrado junto a uma margem do rio Tua pelo piloto do helicóptero que participa nas buscas, segundo o governador civil.

O cadáver foi encontrado numa zona de águas paradas, com uma corrente muito fraca, e de difícil acesso para os mergulhadores, sendo, por isso, um local onde ainda não tinha sido possível realizar buscas.

Cem operacionais continuam no terreno a tentar encontrar o terceiro desaparecido, na sequência do acidente que provocou também a morte do revisor e dois feridos, que não correm perigo de vida.

A ler

Editorial do Público.
O que pensam muitos transmontanos como Manuel Carvalho. O que faltava escrever sobre o acidente e sobre a linha do Tua. O editoralista do Público disse quase tudo. Grande texto. A não perder!
clique para aumentar

Mentiras piedosas de Fevereiro

- Só nos faltava esta. Consta que o Pai da Fartura está cansado de fazer o Carnaval pindérico de Carrazeda. Pelos vistos pretende também imigrar para lugares mais apaixonantes.

- Quem tem razão para estar chateado é Nosso Primeiro. Pelos vistos, ainda faltam três anos para acabar o mandato e os seus correligionários já andam a inventar candidatos para o seu lugar.

- Como se tinha dito, é já amanhã que abre ao público a Nova Piscina Municipal. Pressões nesse sentido estão a ser feitas pelas nossas casas de comércio de fotografias, que pretendem utilizar aquele espaço para novo cenário, de sessões de fotografias de casamentos e baptizados.

- Entretanto, a sensação de que ninguém paga a despesa da manutenção desta infra-estrutura está a ser muito bem vista pelos potenciais utilizadores. Trata-se de uma sensação agradável de esvaziar realidades, que alguns apelidam de “efeito hipnótico do bumerang”.

- Já foi também definido o grau de qualidade de serviços, a constituir norma na Piscina Municipal. A ideia é a de não criar expectativas diferentes das comummente usadas em serviços públicos, para não habituar mal os utentes.

- Prepara-se com azáfama a candidatura ao prémio nacional do melhor preservador da espécie do “asno”. Há quem garanta que esta espécie está em extinção na razão directa de que também está em extinção a raça humana por estas paragens. Com o objectivo referido encima, estão a ser organizados para o concurso, os dossiers das mais recentes obras públicas, inacabadas.

- A propósito de confirmação da extinção das espécies na nossa região, tal é a razão do desuso de expressões como, “ninho feito pega morta”, “ caiu como um tordo”, “ come como um pisco”, “canta como um rouxinol”. Também já ninguém chama cucos aos naturais de Pereiros nem pateiros aos de Arnal, ( Mem, Arq. Hist. Tomo IX Pag. 250).

- Sobre a extinção das espécies cinegéticas regista-se ainda a ideia original do Clube de Pesca e Caça que decidiu adquirir uma quantidade de sinais de trânsito, que distribuiu pelos terrenos de caça e que agora são utilizados para alvos de tiro dos associados. No fim de um dia de caça, ouvem-se agora entre os caçadores, expressões no género “ tombei d´asa seis sinais de stop”.

- As salutares discussões intelectuais que se desenvolve pontualmente no Blog, têm previsto para breve discutir o tema “ a importância do plágio no epicentro da paixão de criar”.

- Algumas breves:

Citação recolhida em parede de espaço público “As coações estão mais ocultas”.

Reformou-se o funcionário que ordenhava a cabra.

Os de Luzelos garantem que já são anexos à Vila.

Prepara-se a constituição da Confraria da “Vitela Assada”. Ora aqui está uma boa ideia.

Está criada uma tendência no Partido Socialista em Carrazeda. Adoptou o nome “Os Socialistas do Tédio”.

Hélder Carvalho

SER OU NÃO SER


— EIS A QUESTÃO DE MARIA LIMÃO

Pois terá a pseudo Rita T. desvelado a verdadeira identidade de Maria Limão?, nesse

H2Omem,

pra lavar a roupa suja...

Arnaldo Antunes/Clã.

Após haver deixado passar a tormenta, quero dizer que a iniciativa em torno do Clã, a qual começa com a audição do principal letrista — Carlos Tê —, já no próximo domingo, dia 18 de Fevereiro, com a moderação de Alexandre Quinteiro na Biblioteca Municipal, gozou aqui no blog de boa publicidade, _ _ _ pelas piores razões de um pseudónimo Limão que, não podendo atacar a substância da iniciativa, resolveu arrasá-la, com o argumento verdadeiramente académico da ‹‹conduta (anti-)social›› do autor da mesma, esclarecendo por diversas ocasiões que mal me conhece... O que revela um bom princípio — esse de formular juízos de valor sobre o desconhecido.

Em segundo lugar, quero dizer que é muito provável que seja o tal H2omem, de acordo com os dados fornecidos à História pela própria Maria Limão... Que deforma os factos, pela arte da fuga. Assim, quanto mais dados falsos, entre si tão contraditórios, acrescenta, vai dando força à mera especulação de Rita T. sobre se Mota lhe foi _ _ ortónimo (que claramente Limão conhece — para depois o negar como Pedro a Cristo, mais à frente —, em se voltando para Rita T.: ‹‹Está completamente enganada na porta. Nunca me meti em políticas nem quero meter››, não vendo que tal negação não há qualquer sustentação, completamente anulada pelo objectivo que declarara: ‹‹contra-argumentar o poder local aí instalado››), e Maria Limão _ _ pseudónimo de um-qualquer H2omem, que diz ser uma ‹‹velhinha que até há bem pouco tempo leccionou numa privada››... Um elemento mais para despistar da sua identidade, uma vez que só em Lisboa, até ao fim dos anos 90, havia Cursos de Letras, em privadas, e ele (dizer) viver no Carvalhido... — Em qual loja de conveniência? Não acredito, até porque afirma, noutro local: — Que venha, então, Carlos Tê!, só se entendendo o verbo se a pessoa estiver por Carrazeda, como é óbvio.

Também me parece que um docente universitário não falharia para Gilberto Pinto o termo de ‹‹autor implícito, como diria Genette››, pois este afirma que, entre narrador e autor, tal ‹‹confusão seria apenas legítima no caso de uma narrativa histórica ou de uma autobiografia real, mas não quando se trata de uma narrativa de ficção›› (in Discurso da Narrativa). Mais:

se nas respostas que, ao prof. dr. Gilberto Pinto, deu a prof. dr.a Maria Limão que me conhece, mas mal...— e que eu, desconhecendo-a, desde início, afirmei um Homem que gostava de se travestir num Carnaval todo-o-ano, com diz A. Jabor, tentando fazer com que a cultura desapareça para fixar numa época mais selvagem —, há um estilo erudito, noutros pontos ele é mais coincidente com o que poderia oferecer um-qualquer prof. H2omem... 2º Maria Limão... docente universitário. (Não preciso deitá-lo no sofá de Freud, para interpretar este seu sonho... reprimido). Ficar-me-ia por docente,

infelizmente. Veja-se o seu comentário à minha elucubração "Eu versus Escuteiros", de um nível que roça o calão numa intriga da má-língua, e depois contra Gilberto Pinto, via Rita Tormenta. E aí é mesmo difícil descortinar (se não dissesse que era Vosselência o prof. dr.) qual das duas personagens, Limão/Tormenta leccionara uma cadeira de literatura brasileira de cordel. E, ao final, no drama de que fora ‹‹insultada››, como se nada fizesse por isso — e tal não fosse apenas um mecanismo de defesa do eu: em projecção, vendo nos outros aquilo (de mais obsceno) que não consegue admitir em si.

Ética: — Mais um argumento em favor da existência, por trás da máscara, do animal político H2omem, pois que perderia uma ‹‹velhinha›› no atacar de frente e com propostas alternativas, não se refugiando como _ _ _ ratazana dos esgotos ao underground partidário?,

nada!, se não demolisse todas as construções: boas ou más!, em negativo contraponto de outros citrinos, para quem tudo vai bem, vogando na lua!,

em reconhecendo ao adversário alguns aspectos positivos e não só negativos, numa oposição responsável?. Como acreditar, então, em quem não tira a máscara para atirar sobre tudo o que mexe? Em quem

só está interessado no contra-poder de demolir tudo, como fez comigo, só pelo facto de ser (ou não) formalmente apoiado pela Câmara, uma vez que as suas pulsões gritam gritam gritam: desalojar a todo-preço o instalado para ocupar o seu lugar?. Daí, o recurso verbal a métodos dos grupos extremistas dos anos 70, que usavam a violência, para alcançarem na Terra a soberania do Paraíso... Ora,

passando pelo blog, (onde estive quase morto no deserto), a divulgar as letras e artes de Carrazeda — continuação no próximo livro 'crónicas de Sancho Pança' (edições afrontamento), sobre: Álvaro S., Campos Gouveia, Gilberto Pinto, Hélder Rodrigues, João Cardoso, J. Morais Fernandes, Mário Cândido Pereira... Não é pelo facto de ser ou não apoiado pela Câmara (ou pelo blog) que esse apoio irá manchar _ minha forma de actuar. Que não fui eu que mudei. Porque ando há muito a falar, como falo, diferente: se o que faço é (n)o que sempre fiz — de reparar no trabalho de todos os outros para a Comunidade. Tão-só, que é para mim a única atitude cultural possível.

Mas é evidente que o prof. H2omem tem o direito de me achar um musicólogo de pacotilha e ao prof. dr. Gilberto Pinto um escritor de 2ª, que só sabe arremedar... Mário de Sá Carneiro! Em Carrazeda, provavelmente só haverá um escritor que valha a pena, nessa pena _ _ Maria Limão. — Espelho meu... Embora depois diga que ‹‹nós, carrazedenses, bem precisamos de artistas, escritores, pintores, escultores, músicos››, em mais um ziguezague.

Que se Rita T. tem razão — acresce o cinismo total naquela expressão tão ao gosto popular que o prof. dr. Maria Limão subscreveu do ‹‹bebé chorão... por regaço e mama››, uma vez que é, com todo o mérito (dos artistas com ‹‹raízes›› no concelho de Carrazeda), o maior beneficiário líquido da Câmara. Repito: com todo _ mérito, pela quantidade da sua obra, e seria completamente vil classificá-lo nas palavras de uma-qualquer Maria Limão, sem atender a que é um justo reconhecimento pelo trabalho realizado.

vitorino almeida ventura

Post Scriptum: Para que não haja dúvidas — Aceito as suas desculpas, senhor prof. H2omem. Mesmo se não libertando da con_

fusão entre a sua identidade com Maria Limão, à sua obra continuo a dever-lhe a mesmíssima admiração.


Vitorino Almeida Ventura

Razões de continuidade

http://carrisdeprata.fotopic.net/p38271830.html

Aqui estão todas as razões para que a linha do Tua não feche

13 fevereiro 2007











Fotomontagem: Nelson Garrido/PÚBLICO
clique para aumentar

Tua: automotora vai ser virada para tentar encontrar dois desaparecidos

13.02.2007 - 18h59 Lusa, PUBLICO.PT

A carruagem que ontem caiu ao rio vai ser virada, para apurar se algum dos dois desaparecidos está dentro ou debaixo da composição, anunciou o governador civil de Bragança.

Acidente na linha do Tua: fotos

As fotos de Nelson Garrido no PÚBLICO - http://www.publico.clix.pt/docs/imagens/Acidentetua/

Trapalhadas

Alguns excertos da excelente reportagem de Pedro Garcias do Jornal Público que mostra muitas das trapalhadas ocorridas nas operações de socorro:

"Quase quatro horas depois, os dois feridos foram resgatados de helicóptero, que tentou aterrar no Tua para os deixar no hospital de campanha instalado pelo INEM. Mas, por falta de visibilidade, a operação teve que ser abortada e os feridos tiveram que regressar a Carrazeda de Ansiães, para ser transportados de ambulância para o Tua. Por volta das 23h00, já estabilizados pelos médicos do INEM, foram novamente transportados de ambulância para Carrazeda de Ansiães, seguindo depois de helicóptero para Vila Real.

Já passava da meia-noite quando uma equipa de mergulhadores de Mirandela se deslocou para o local do acidente, através de uma drezine (pequeno veículo ferroviário). Mergulhadores de Macedo de Cavaleiros já lá tinham estado, mas não possuíam meios suficientes para entrar no interior da carruagem.

Caos marcou operação de socorro (…) com informações contraditórias a serem veiculadas por vários responsáveis directamente envolvidos, a começar pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, que informou o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano de que os cinco ocupantes do comboio já tinham sido localizados, dando-lhe a entender que estariam todos vivos. Ouvido pela TSF, o autarca fez eco desse optimismo, sem imaginar que a realidade era bem diferente."

A PRIMEIRA VEZ POR DOIS €UROS:

Inaugurada em Abril de 1906, a linha do Vale do Corgo, entre a Régua e Vila Real, é uma via de comunicação muito importante para a região e o concelho de Vila Real, assim se lê na acta que os ilustres e responsáveis na época lavraram.
Para comemorar os 100 anos de existência no dia 1/04/2006 foi colocada uma lápide na Estação de Vila Real, sendo Presidente da Câmara o Dr. Manuel do Nascimento Martins.
Com quatro composições diárias, que saindo do Porto para a Régua dão ligação directa a Vila Real. No sentido Régua –Vila Real há cinco e em sentido inverso há seis composições que diáriamente servem as estações do : - Corgo; Tanha; Alvações; Povoação; Carrazedo; Cruzeiro e finalmente Vila Real.
Foi a primeira vez que efectuei esta viagem, um trajecto de 25 Kilómetros, percorrido em 57 minutos dentro de uma belíssima e confortável automotora com ar climatizado, e com capacidade para 48 lugares sentados e 30 lugares de pé, numa fria manhã de Inverno, partindo da estação da Régua, às 11,20h lá vai o comboio, num percurso sinuoso, com o Rio Corgo revolto no seu leito a contornar estreitos vales, e a aldeia de “Alvações do Corgo” fica no meio das vias de comunicação, a A24 moderna e veloz que passa lá no cimo da aldeia ao meio a estrada nacional e no fundo o comboio, lento nas apertadas curvas a aldeia de Vale de Ermida, cercada por olivais e vinhas e é sempre assim um trajecto que se adivinha. Na estação de Carrazedo, mesmo em frente do outro lado do morro, lá vai passar o comboio, não há pontes de ligação, mas sim aquelas curvas que serpenteiam o vale até à bonita cidade de Vila Real.
Quem tem vertigens não pode olhar para baixo, a linha tem no seu percurso íngremes declives de meter medo. Em certas ocasiões a máquina vai a 20 Klm hora, e dentro do comboio seguiam alunos do curso de “condução de máquinas” da Refer ao chegar a Vila Real, dizia o Revisor: - Vamos chegar atrasados, a máquina pode andar mais um pouco, aselha.
No sentido inverso de Vila Real à Régua as cenas com o maquinista aprendiz, foram mais hilariantes, deixando ìr abaixo o motor da composição: - Olha a agulha diziam os Colegas a sorrir e lá no fundo bem abaixo uns 50 ou 60 metros o rio a fugir em direcção à foz, ao Douro. Dizia com graça o Revisor: - Esta linha é mais “Monumental” espectacular, do que a linha do Tua, dado que tem este Vale do Corgo em todo o percurso, enquanto que a o Tua, só é bonita no percurso de 10 Kilómetros, de Abreiro acima é diferente. Foi ao Klm 6 que em 12/02/2007 se deu na Linha do Tua um grave acidente, descarrilou a carruagem do Metro de Mirandela e lá dentro cinco pessoas, destas infelizmente três encontraram a morte.
Quando escrevi este apontamento era um convite para visitar as linhas que estão ameaçadas de encerrar a saber: - a linha do Tua, do Vale do Corgo e do Tâmega. O País assistiu à reportagem que as televisões fizeram do acontecimento, vimos lá o Presidente da Metro de Mirandela, que é também o Presidente da Câmara de Mirandela, o ùnico responsável autárquico que defende a continuação da linha do Tua, parenta e ameaça da EDP em construir uma Barragem ali, muito perto da zona, onde se deu o acidente. Coincidência?! O rigoroso inquérito que está em curso dirá quais as verdadeiras causas deste infeliz acidente.
Sou a favor da manutenção das linhas estreitas do Tua, do Vale do Corgo ou do Tâmega, pela beleza do seu traçado, pela história da sua paisagem, falam as imagens que vos deixo sobre a linha do Vale do Corgo. Vale a pena efectuar esta viagem.

Manuel Barreiras Pinto

Pensar dos leitores

Era uma vez um país que se dividiu em dois.
Um desses países chora a morte de 3 pessoas no descarrilamento da Linha do Tua. O outro sonha com o TGV.
Um desses países demora 1 hora e 40 minutos a percorrer 54 Km. O outro sonha em submergir essa linha com uma barragem.
Um desses países ainda é Portugal. O outro já é Europa.

Pedro Morgado

Acidente Tua: Os Verdes exigem presença de Mário Lino na AR

O Partido Ecologista «Os Verdes» lamentou hoje o acidente ocorrido segunda-feira na Linha do Tua e exigiu a presença do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, na Assembleia da República.

Os Verdes querem que o governante vá à Comissão de Obras Públicas dar explicações e exigem a reposição imediata da linha, anunciam num comunicado em que apresentam condolências aos ferroviários, passageiros e famílias, fazendo votos de que venham a ser encontradas as pessoas desaparecidas.

Diário Digital / Lusa

Corpo de uma das vítimas do acidente na Linha do Tua foi hoje encontrado

13.02.2007 - 08h58

Um dos corpos das vítimas do acidente de ontem com um comboio na Linha do Tua foi encontrado hoje de manhã. Dois ferroviários continuam desaparecidos.
Toda a história contada por Pedro Garcias no Público

Acidente na linha do Tua : desaparecidos

As três pessoas ainda desaparecidas no acidente na linha do Tua são dois funcionários do metro de Mirandela e um da CP, segundo as autoridades no local.

Fonte RTP

Acidente na linha do Tua: Inquérito

O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações vai abrir um inquérito ao acidente que provocou a queda de uma automotora com cinco pessoas no rio Tua, disse à Agência Lusa fonte oficial.
Fonte TVI

Acidente na linha do Tua: salvamentos

De acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica, os dois resgatados foram sujeitos a tratamento de emergência no posto médico avançado montado junto à Estação do Tua, apresentando condição "estável".

Posteriormente, foram ambos transportados no helicóptero do INEM para Vila Real, onde estão disponíveis as valências médicas necessárias, nomeadamente cirurgia geral e ortopedia, adiantou a mesma fonte.

Um dos sinistrados é Orlando Barbosa de 23 anos, estudante em Mirandela.

A segunda vítima resgatada é Sara Raquel, com a mesma idade, de Ervedosa do Douro.

De acordo com o INEM, o resgate foi feito pelo helicóptero dos Bombeiros de Santa Comba Dão, o único na região com capacidade para a operação, dado que a gravidade dos ferimentos e a inclinação do terreno impediam a evacuação por terra.

Os dois jovens foram resgatados entre as 21:30 e 22:00, cerca de uma hora depois do primeiro contacto com as vítimas.

O reconhecimento da situação foi feito por um médico descido por cordas até junto dos jovens, encontrados pelos seus pedidos de socorro.

A jovem apresentava suspeita de fractura da bacia e traumatismo abdominal interno.

A condição do outro resgatado era de suspeita de fractura de membro inferior, traumatismos e luxação do ombro, de acordo com a mesma fonte.

Os dois sinistrados encontravam-se 50 metros abaixo da linha férrea e a cerca 50 metros do Rio Tua, onde jaziam os restos da composição descarrilada.

O pedido de ajuda foi recebido pelo INEM cerca das 19:00, por um dos acidentados.

Fonte RTP

Acidente na linha do Tua: Causas

"Fonte da GNR disse à Lusa na Estação da Foz do Tua, onde estão concentrados os meios de socorro e apoio logístico, que "a causa do acidente terá sido um deslizamento de terras".
(...)
O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, a garantiu em declarações à Lusa que "o engenheiro responsável pela manutenção assegurou que as carruagens estão em perfeitas condições e com as revisões e procedimentos de segurança em dia".


fonte SIC

Pensar dos leitores: Perplexidades

Se isto é verdade, é no mínimo, inacreditável!

Monta-se um hospital de campanha no Tua? Porquê?
Os feridos vêem de helicóptero desde o local do acidente, próximo do São Lourenço, até ao campo de futebol de Carrazeda e depois vão de ambulância de Carrazeda para o Tua, para o hospital de campanha montado pelo INEM. Sem comentários... só mesmo quem não conhece a região.
Posted by eskecido to pensar ansiães at 2/12/2007 11:50:46 PM

Incredulidades

Já passaram mais de sete horas desde o acidente e como é possível haver dúvidas quanto ao número de passageiros e consequentemente de vítimas?
Não se saber se a locomotiva está ou não submersa?
Não se conhecerem as causas do acidente?

Acidente na linha do Tua - viabilidade da linha

Espera-se que esta não seja a razão (última desculpa) para encerrar definitivamente a linha centenária do rio Tua.

Acidente na linha do Tua - meios

O difícil acesso ao local do acidente, só possível através de helicóptero ou com material de escalada, e a fraca cobertura das comunicações móveis na zona estão a dificultar as operações, adiantou o governador civil que garante, porém, ter ao seu dispor meios de socorro suficientes.

Nas operações de busca e resgate participam quatro corporações de bombeiros da região, efectivos da GNR de Bragança e duas equipas de mergulhadores. O governador civil revelou que foi dada ordem para o encerramento das comportas da barragem que se encontra a montante do local do acidente, a fim de diminuir o caudal do rio Tua, mas escusou-se a revelar se a automotora se encontra submersa.

Determinantes nas operações estão a ser os dois helicópteros enviados para o local, um do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, com uma equipa de apoio helitransportada, e o segundo do INEM, acompanhada por pessoal médico. No local está também a viatura de emergência médica (VMER) de Vila real e uma viatura de apoio a catástrofes vinda do Porto.

no Público

Acidente na linha do Tua: vítimas

Continuam por localizar três dos ocupantes da automotora que caiu esta tarde ao rio Tua, estando as operações de busca a ser dificultadas pelos maus acessos ao local do acidente. Os dois feridos foram já transportados para o hospital de campanha montado pelo INEM.

As informações foram confirmadas à TSF pelo governador civil de Bragança, Jorge Gomes, que se afirmou como a única pessoa autorizada a prestar declarações sobre as operações de socorro, depois de terem sido divulgadas várias informações que acabaram por não se confirmar.

Ainda assim, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano, revelou à Lusa que os desaparecidos são dois funcionários do metro de superfície da cidade - a empresa que opera na linha do Tua - e um funcionário da CP que regressava a casa depois do trabalho na estação do Tua (linha do Douro).

Segundo o governador civil, os dois feridos – um rapaz e uma rapariga – estão a ser estabilizados no hospital de campanha montado pelo INEM junto à estação da Foz do Tua, antes de serem transferidos para o hospital de Vila Real.

No Público

12 fevereiro 2007

Acidente na linha do Tua - apoio às vítimas

Duas das vítimas do descarrilamento de hoje na Linha do Tua encontram-se já no hospital de campanha do INEM instalado próximo da zona do acidente, confirmou a Lusa no local.

Os dois sinistrados, uma idosa com a bacia partida e um rapaz com uma perna partida vão agora ser sujeitos a uma avaliação médica mais pormenorizada, depois de terem sido estabilizados no local do acidente.

Entre os meios de socorro disponibilizados encontram-se dois helicópteros do INEM e do Serviço Nacional de Bombeiros, que para além do resgate das vítimas estão ainda prontos para proceder à sua evacuação para unidades de saúde mais especializadas, se a situação clínica o exigir.

Fonte da GNR disse à Lusa na Estação da Foz do Tua, onde estão concentrados os meios de socorro e apoio logístico, que "a causa do acidente terá sido um deslizamento de terras".

Já o porta-voz da CP, Carlos Madeira, disse que a empresa continua sem "qualquer indicação acerca das causas do acidente", assim como sobre quando a circulação será restabelecida.

Acidente na linha do Tua -local do acidente


Ao que foi possível apurar, a automotora caiu numa ravina, entre as estações de Tua e Santa Luzia, pouco antes das 18h30. A CP diz ter informações de que seguiam apenas três passageiros e dois tripulantes a bordo da automotora – uma das quatro composições do metro de superfície de Mirandela ao serviço da CP, para ligar aquela cidade à linha do Douro.

Segundo o governador civil, só é possível aceder ao local de helicóptero ou com equipamento de escalada, o que está a dificultar as operações de resgate. As causas do acidente são ainda desconhecidas e nenhum dos responsáveis contactados quis precisar a situação em que se encontra a automotora.

do PÚBLICO

Acidente na linha do Tua

A esta hora quatro vezes um helicóptero sobrevoou a minha habitação. A direcção tomada é o local do acidente e os Bombeiros locais: Quem conhece o local ou tem uma ideia sabe que é inóspito, pedregoso, íngreme, até medonho. Adivinho a aflição daqueles que estão ser socorridos. A distância dos hospitais centrais mais acrescenta à angustia dos acidentados e à impotência dos seus naturais neste interior esquecido e muito longe do resto do país face ao desprezo dos governantes.

Acidente na linha do Tua

Quatro das cinco pessoas que se encontravam na automotora que caiu ao rio Tua, por volta das 19:00, na zona entre Tua e Santa Luzia, foram já resgatadas, informou à Lusa o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real.

O segundo comandante do CDOS, Guilherme Mamede, confirmou entretanto que a quinta vítima do acidente já foi também encontrada e está em contacto com as equipas de socorro. A mesma fonte informou entretanto que a equipa de mergulhadores que se encontrava no local foi dispensada, assim que se confirmou não estar qualquer vítima no rio.

Carlos Madeira, porta-voz da CP, explicou à Lusa que na composição do Metro de Mirandela ao serviço da CP seguiam três passageiros e dois tripulantes.

Segundo o governador civil de Bragança, Jorge Gomes, dois helicópteros sobrevoaram o local à procura das vítimas do acidente, auxiliados por elementos das corporações de Vila Real e de Bragança, bem como, numa primeira fase das buscas, por uma equipa de mergulhadores.

A CP desconhece para já as circunstâncias em que se deu o acidente com a automotora que viajava de Tua para Mirandela e saiu da linha perto das 19:00, nas proximidades de Santa Luzia.

Segundo o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, acorreram ao local do acidente 35 bombeiros, 11 viaturas e dois helicópteros.

NO JN

mapa do acidente


no PÚBLICO

Composição de passageiros caiu ao rio Tua

Regiões menos povoadas

...vão receber Lojas do Cidadão itinerantes

O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Rui Baleiras, anunciou hoje que ao longo dos próximos sete anos as localidades das regiões com baixa densidade populacional em Portugal vão dispor de lojas do cidadão ambulantes, mas escusou-se a adiantar se serão as autarquias ou privados a avançar com os projectos.

(...)

haverá um conjunto de carrinhas, que semanalmente e em dias pré-determinados, levarão a cada uma das populações mais remotas dos territórios com baixa densidade populacional os serviços públicos, como por exemplo um médico ou um ajudante do cartório ou carteiro.

"Não é possível, não é económico, criar centros de notário, ter centro de saúde, ter posto de correios, ter um centro de formação profissional ou ter um tribunal em toda e cada localidade de baixa densidade", considerou o governante.

O secretário de Estado disse já haver um compromisso assumido politicamente para que as lojas do cidadão ambulante sejam criadas "gradualmente ao longo dos anos de execução do QREN", estando mesmo a ser feita a sua calendarização.

No Público

Ecos do referendo

O diácono de Macedo de Cavaleiros, que em Janeiro prometia apelar ao voto no Não, no próprio dia do referendo, foi ontem mais contido nas palavras.
Ainda assim, durante a homilia que realizou na aldeia de Soutelo Mourisco, a mensagem que dirigiu aos fiéis foi nesse sentido, embora implicitamente.

Os meus agradecimentos à fonte anónima

Registo e agradeço a elevação com que Vossa Excelência me responde. Parece-me ainda que não ficaram dúvidas de que afinal nenhum dos dois esteve a “falar por falar”. Assim, resta-nos confiar que tenha valido a pena a nossa explanação. Para que definitivamente “desaparecesse o fumo” arriscava contudo pedir que de algum modo se conseguisse esclarecer sobretudo os restantes alunos da nossa comunidade escolar, da razão de ser e da sua eficácia, no uso de diferentes estratégias para os diferentes casos em apreciação.
Sobre as interrogações apostas nas iniciais, tal deve-se apenas ao facto de desconhecer a tradução do seu significado.
Quanto ao mais talvez estejamos ambos de acordo precisamente com o texto que António Barreto escreve no Público com data de 11 de Fevereiro e que acaba assim: “ É por isso que a liberdade é sobretudo a de criticar, não a de elogiar”.

Hélder Carvalho

E agora

há 2 238 053 de portugueses em risco de excomunhão?

11 fevereiro 2007

Referendo 7

TOTAL NACIONAL

Sim
2238053 Votos
59.25 %

Não
1539078 Votos
40.75 %

Referendo 6

COMPARATIVO: BRAGANÇA

Freguesias apuradas 299
Freguesias por apurar 0

Ano 2007 1998
Inscritos 148904 147777
Votantes 51163 34.36% 42235 28.58%
Em Branco 587 1.15% 388 0.92%
Nulos 424 0.83% 327 0.77%


2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 20562 41.00 Sim 10899 26.25
Não 29590 59.00 Não 30621 73.75

Referendo 5

COMPARATIVO: CARRAZEDA DE ANSIÃES

Freguesias apuradas 19
Freguesias por apurar 0

Ano 2007 1998
Inscritos 7618 7944
Votantes 2521 33.09% 2445 30.78%
Em Branco 30 1.19% 30 1.23%
Nulos 35 1.39% 21 0.86%


2007 1998
Opções Votos % Opções Votos %
Sim 1026 41.78 Sim 645 26.94
Não 1430 58.22 Não 1749 73.06

O número de votantes, nesta eleição, cresceu apenas 76 votos.
A participação aumenta, no actual referendo, 3%.
O sim cresce em cerca de 400 votos.
O não desce mais de 300 votos.
Curioso é o mesmo número de votos em branco - 30.

Referendo 4

RESULTADOS FINAIS:
CARRAZEDA DE ANSIÃES

Freguesias apuradas 19
Freguesias por apurar 0

Inscritos 7618
Votantes 2521 33.09%
Em Branco 30 1.19%
Nulos 35 1.39%


Opções Votos %
Sim 1026 41.78
Não 1430 58.22

Referendo 3

5 freguesias sim.
Para além de Carrazeda:

RESULTADOS: Marzagão

Inscritos 297
Votantes 86 28.96%
Em Branco 0 0.00%
Nulos 0 0.00%

Opções Votos %
Sim 52 60.47
Não 34 39.53

RESULTADOS: Parambos

Inscritos 325
Votantes 116 35.69%
Em Branco 2 1.72%
Nulos 2 1.72%

Opções Votos %
Sim 58 51.79
Não 54 48.21

RESULTADOS: Ribalonga

Inscritos 155
Votantes 41 26.45%
Em Branco 2 4.88%
Nulos 2 4.88%

Opções Votos %
Sim 21 56.76
Não 16 43.24

RESULTADOS: Seixo de Ansiães

Inscritos 404
Votantes 108 26.73%
Em Branco 2 1.85%
Nulos 1 0.93%

Opções Votos %
Sim 55 52.38
Não 50 47.62

fonte STAPE