13 fevereiro 2007











Fotomontagem: Nelson Garrido/PÚBLICO
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4 comentários:

eskecido disse...

Este é o resultado do interior esquecido. Quando não se investe na modernização da linha do Tua nem do Douro até ao Pocinho, é isto... A intenção é descredibilizar este meio de tranporte no nordeste transmontano para depois este governo vir justificar que não é viável.
Pelo andar da "carruagem", no interior e especialmente no nordeste transmontano nada se justifica, porque cada vez há menos razões de cá viver... Nós os transmontanos apenas precisamos que invistam em nós umas migalhas da OTA e do TGV.

Um transmontano desiludido

laranja disse...

"Curiosidades interessentes"

“The Economist” duvida do novo aeroporto da Ota
Projecto será caro. Economista da publicação também duvida do défice.

Mónica Silvares

Portugal tem seis meses para concluir o programa de reformas, em particular o da Administração Pública, com que se comprometeu no início da legislatura, sob pena de pôr em risco todos os objectivos definidos. A presidência da União Europeia, no segundo semestre deste ano, é um “grande risco” já que as autoridades poderão cair na tentação de não dar atenção à agenda nacional e 2008 poderá ser um ano já voltado para as manobras eleitorais para garantir uma reeleição do Partido Socialista.

O alerta é feito pela economista da The Economist Intelligence Unit (EIU) - o gabinete de investigação da revista “The Economist” -, que hoje participa numa mesa redonda com o primeiro-ministro, vários membros do Governo, assim como empresários e economistas. Ania Thiemann admite que está “mais optimista do que há um ano”, quando esteve em Portugal, para a mesma conferência, mas mostra-se “muito preocupada” com os riscos que a economia nacional enfrenta.

“As reformas da Administração Pública estão a surgir demasiado tarde”, lamentou a responsável na organização pela economia portuguesa. “Esperávamos que a lei sobre a função pública tivesse sido aprovada no final do ano passado e que, em Janeiro, já estivesse em prática. No entanto, o Governo ainda está a aprovar na Assembleia as leis, uma a uma”, afirmou em entrevista ao Diário Económico.

As pressões políticas e as resistências do próprio sistema explicam, em parte, este atraso. Para Ania Thiemann este é compreensíveis dado que “são muitas as pessoas que serão afectadas por esta reforma”. Contudo, dada a grave situação orçamental em que o país se encontra, o Governo não tem margem de manobra e as reformas têm de ser implementadas, já que a alteração ao nível da função pública só por si gerará uma economia de 400 milhões de euros este ano.

O optimismo de Ania Thiemann é “cauteloso”, como a própria o classifica, já que a EIU prevê que a economia portuguesa cresça menos do que o Governo projecta e avança que o limite de 3% para o défice orçamental não será cumprido em 2008, tal como o Executivo de José Sócrates prometeu a Bruxelas.

Para adensar estas dificuldades, a economista fala da presidência portuguesa da UE – e da necessidade do “Governo não perder de vista o objectivo” – e das pressões políticas que Sócrates vai enfrentar para garantir que em 2009 o PS vença novamente as eleições legislativas. “O problema é que por trás de Sócrates existem outros ministros e um partido. Ele é pressionado para ser um bom primeiro-ministro socialista, que não é [socialista]”, sublinhou.

“O Governo não deve tornar-se complacente”, avisa. “Vai levar muito tempo até que o crescimento comece a aparecer, mas isso é uma questão estrutural e não há muito que o Executivo possa fazer. A única coisa que o Governo não está a fazer é gastar dinheiro. Se o fizer isso será um grande, grande erro”, alerta Ania Thiemann.

A economista da EIU frisa que o Governo “não tem hipótese senão fazer todas as reformas”, apesar de serem muitas e o tempo pouco. “Só foi pena não o terem feito logo no primeiro ano à seguir à eleição. Passaram demasiado tempo a discutir. O que aconteceu é que eles foram apanhados de surpresa com a eleição – porque Sócrates tinha sido eleito recentemente para secretário-geral do partido –, e não tinham ainda delineado todo o programa. Foi por isso que lhes levou cerca de um ano para preparar as reformas”, comentou a economista.


Governo pode ter de recorrer a medidas extraordinárias no final deste ano
A reforma da Administração Pública está atrasada. Com ela o Executivo esperava conseguir uma poupança de 400 milhões de euros. O crescimento da economia, de acordo com as previsões da EIU, ficará por 1,4%, este ano (e não 1,8% como estima o Governo), e evoluirá para 2% em 2008, mais uma vez aquém dos 2,4% avançados pelo Executivo. As receitas fiscais também estão um pouco sobrestimadas. Assim, Ania Thiemann admite a possibilidade de, “mais para o final do ano”, o Governo ter de “recorrer à venda de património para cumprir os objectivos do défice”. “Mesmo depois de se ter manifestado contra o recurso a medidas extraordinárias”, acrescentou. Um défice que, em 2008, ficará mais um ano acima dos 3% (3,3%) definidos pelo Pacto de Estabilidade. Em 2009 ficará à tangente (2,9%), estima EIU.

“Portugal não tem bons gestores”
“Nunca é demasiado tarde para investir em formação”, defende Ania Thiemann, acrescentando que “não há soluções rápidas” para os problemas que Portugal enfrenta. “Podemos atirar muito dinheiro para as coisas, mas depois do sistema mudar não veremos grandes alterações”, explica a economista da The Economist Intelligence Unit (EIU) num referência aos fundos estruturais a que Portugal vai aceder no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que serão na sua maioria dedicados à formação. “O problema [em Portugal] é de geração. Mesmo que tenhamos um mercado de trabalho aberto – que apenas deve ser feito com recurso à flexigurança –, não há bons gestores em Portugal. Há falta de maturidade”, lamenta. “É bom que haja pessoas jovens a entrar no mercado de trabalho, mas enquanto os gestores forem tão maus, não há muito que se possa fazer”, acrescenta. Ironizando explica que “não é possível despedir todos os gestores e trazê-los da Alemanha”. Ania Thieman aconselha paciência já que “não há nada a acontecer rapida

Zaratustra disse...

Oh eskecido,

Ainda há pouco concordava contigo...mas esta agora não!!

Que conspiração mais descabida!

mjsccarvalho disse...

http://carrisdeprata.fotopic.net/p38271830.html