O CASTIGO DEMOCRÁTICO
No principio a gente ouvia falar de Democracia, mas na nossa aldeia ainda não tinha chegado,
Porém a vida corria normalmente e quer as ideias, quer as inicitivas, tomadas pelo colectivo e
graças ao trabalho do Regedor, a ordem publica era mantida e respeitada.
Veio o 25 de Abril em 1974 e vieram os representantes dos Partidos, com as suas ideias e orientações politicas, rotulados de Direita e Esquerda. Chegaram à aldeia e impôem os seus candidatos aos diversos cargos do Municipio, no acto eleitoral que os vai eleger.
´ O nosso candidato aqui chamado de “X” foi eleito pelo partido social democrata e durante vários mandatos à frente da autarquia a minha aldeia teve o desenvolvimento esperado. Foi sempre o amigo, o homem com capacidade para o cargo, por todos reconhecidamente.
Aconteceu que o filho discordou das ideias do pai e saiu de cena. Não aceitou concorrer pelo Partido que serviu durante muitos anos, mas aceitou como candidato Independente continuar a servir a sua aldeia e a sua gente, de quem gosta, a mesma que o elegia para o cargo novamente.
Termina aqui uma história feliz? NÃO. Aqui se descrgve uma história com alguma semelhança do que ficou dito. No dia 27 de Junho e como vai sendo habitual a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Fontelonga, realizou a tradicional Sardinhada, eu como sócio e muitos outros amigos estivemos presente. Foi notória a falta de muita mais gente da aldeia e os motivos para tal, dizia-se que: - Cá na terra há dois Partidos, e o povo dividiu-se. Não compreendi como é que tal possa acontecer, mas ouvi de boca de um aqmigo natural e residente na Fontelonga. Eu não fui e não participei porque aquela gente, não é do meu Partido.Um raio que te parta, respondi.
A finalizar aqui vos deixo mais um exemplo, este na 1ª pessoa da influência dos Partidos. Quando nas ùltimas eleições autárquicas em visita ao Pinhal do Douro, um velho amigo de longa data, diz.- bolas andas com essa gente, nem um copo de àgua te ofereço. Visivelmente perturbado, o meu amigo, não compreendia que eu concorria como outros como Independente. Mas, não gostava do tal partido. Que havemos de fazer? …Que castigo a democracia nos deu, quando divide familias e amigos?
30 junho 2010
Comemorações do 29.º ANIVERSÁRIO da ASSOCIAÇÃO
1º GRANDE TORNEIO DA SUECA EM ZEDES
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Integrado nas Comemorações do
29.º ANIVERSÁRIO da ASSOCIAÇÃO
Dia 17 de Julho de 2010
Início: 15 Horas, na Sede da ACDZ.
Prémios:
1.º - Dois Presuntos
2.º - Dois Bacalhaus
3.º - 2 Almoços
4.º - 2 livros
Inscrições (15 Zedes, por equipa) na Sede, todos os dias das 21h às 22H e no local do Torneio até às 14h30m
NOTA:
1-NO FINAL DO TORNEIO, SERÁ OFERECIDO UMA GRELHADA, PÃO E VINHO A TODOS OS PARTICIPANTES.
2- OS PRÉMIOS SERÃO ENTREGUES NO DIA 25 DE JULHO DE 2010 DURANTE OS FESTEJOS DO ANIVERSÁRIO DA ACDZ.
ESTE TORNEIO CONTA COM A COLABORAÇÃO DE:
* Loja do Hipermercado MODELO - Bragança
* Restaurante O Careca (Carrazeda de Ansiães)
29.º ANIVERSÁRIO DA ACD DE ZEDES
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Dia 25 de Julho de 2010
PROGRAMA
14.30 - Missa em Memória dos Sócios Falecidos e em Acção de Graças por mais um Aniversário da Associação.
15.30 - Conferência pela Sr.ª Dr.ª Otília Lage, subordinada ao Tema “Ansiães na República”.
16.30 - Sessão de Música e Poesia pelos alunos da Escola de Música de Zedes.
17.30 – Lanche Partilhado / Convívio de Aniversário, seguido de Baile à Moda Antiga.
- Participe, colabore e venha conviver e leve algo para partilhar -
Colaboração: * Junta de Freguesia de Zedes * Escola de Música de Zedes * Pároco de Zedes e *População de Zedes
Organização: Associação Cultural e Desportiva de Zedes
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Integrado nas Comemorações do
29.º ANIVERSÁRIO da ASSOCIAÇÃO
Dia 17 de Julho de 2010
Início: 15 Horas, na Sede da ACDZ.
Prémios:
1.º - Dois Presuntos
2.º - Dois Bacalhaus
3.º - 2 Almoços
4.º - 2 livros
Inscrições (15 Zedes, por equipa) na Sede, todos os dias das 21h às 22H e no local do Torneio até às 14h30m
NOTA:
1-NO FINAL DO TORNEIO, SERÁ OFERECIDO UMA GRELHADA, PÃO E VINHO A TODOS OS PARTICIPANTES.
2- OS PRÉMIOS SERÃO ENTREGUES NO DIA 25 DE JULHO DE 2010 DURANTE OS FESTEJOS DO ANIVERSÁRIO DA ACDZ.
ESTE TORNEIO CONTA COM A COLABORAÇÃO DE:
* Loja do Hipermercado MODELO - Bragança
* Restaurante O Careca (Carrazeda de Ansiães)
29.º ANIVERSÁRIO DA ACD DE ZEDES
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Dia 25 de Julho de 2010
PROGRAMA
14.30 - Missa em Memória dos Sócios Falecidos e em Acção de Graças por mais um Aniversário da Associação.
15.30 - Conferência pela Sr.ª Dr.ª Otília Lage, subordinada ao Tema “Ansiães na República”.
16.30 - Sessão de Música e Poesia pelos alunos da Escola de Música de Zedes.
17.30 – Lanche Partilhado / Convívio de Aniversário, seguido de Baile à Moda Antiga.
- Participe, colabore e venha conviver e leve algo para partilhar -
Colaboração: * Junta de Freguesia de Zedes * Escola de Música de Zedes * Pároco de Zedes e *População de Zedes
Organização: Associação Cultural e Desportiva de Zedes
28 junho 2010
Sobre o direito a ser informado
Tenho para mim que enquanto administrador da causa pública, devia cumprir a quem assume esses cargos o dever de informar sobre as suas decisões e seus resultados. Dirão que há órgãos próprios para que tal aconteça. Infelizmente o vulgar cidadão, se quer ser informado, tem de percorrer um calvário para o conseguir e, tal não devia ter de ser... Pessoalmente se ocupasse um cargo público, teria mesmo orgulho em informar sobre as minhas decisões. Claro que estou a partir do princípio de que havia de ter muito de bom para informar. E mesmo que tivesse más noticias, não há como justificá-las com argumentos reais e justificativos.
Desconhecendo-se o que se passa, abre-se o caminho à especulação, sem se conseguir encontrar a razão.
Informar com verdade responsabiliza e leva a partilhar também os que tomam conhecimento já que os obriga a avaliar e formular opiniões. Não está em causa o direito legal adquirido de se decidir. Simplesmente, aqueles a quem se serve, mesmo que estes não dominem todas as matérias sobre as quais se decide, não poderão depois queixar-se ou, noutra vertente, poderão encontrar pretexto para elogiar e admirar.
No caso presente e sobre o nosso município têm sido os Blogues a dar testemunho do que se vai fazendo, evidentemente que nem sempre, com a certeza da confirmação factual ou documental. Tal rigor nem sempre se lhes pode pedir.
Porque será que não se reactiva o Boletim Municipal, ou se actualiza o site da Câmara Municipal? Porque não se ouvem mais os protagonistas!? Porque não se tem melhor acesso aos comprovativos do seu trabalho!?
Enquanto se esperam melhores dias vamos especulando, pode ser que “em reacção” surja um renovado modo de estar e de actuar, por parte dos nossos protagonistas políticos e gestores autárquicos.
Desconhecendo-se o que se passa, abre-se o caminho à especulação, sem se conseguir encontrar a razão.
Informar com verdade responsabiliza e leva a partilhar também os que tomam conhecimento já que os obriga a avaliar e formular opiniões. Não está em causa o direito legal adquirido de se decidir. Simplesmente, aqueles a quem se serve, mesmo que estes não dominem todas as matérias sobre as quais se decide, não poderão depois queixar-se ou, noutra vertente, poderão encontrar pretexto para elogiar e admirar.
No caso presente e sobre o nosso município têm sido os Blogues a dar testemunho do que se vai fazendo, evidentemente que nem sempre, com a certeza da confirmação factual ou documental. Tal rigor nem sempre se lhes pode pedir.
Porque será que não se reactiva o Boletim Municipal, ou se actualiza o site da Câmara Municipal? Porque não se ouvem mais os protagonistas!? Porque não se tem melhor acesso aos comprovativos do seu trabalho!?
Enquanto se esperam melhores dias vamos especulando, pode ser que “em reacção” surja um renovado modo de estar e de actuar, por parte dos nossos protagonistas políticos e gestores autárquicos.
24 junho 2010
23 junho 2010
Sem título
Consta que a título de exemplo, o actual Presidente, no início do mandato, usou as prateleiras do Município para depositar dois embrulhos.
Ou porque pesavam muito, ou porque “ valores mais altos se levantaram”, o mesmo decidiu agora reciclar os embrulhos, dando-lhes outra oportunidade de uso. E assim, o produto passou a embrulhar de novo a cultura e o lazer do Município.
Enquanto de inicio se louvou o gesto, aguarda-se agora com expectativa os frutos desta “ novidade”.
Há quem diga que, de qualquer modo, há inovação nos processos, já que se recupera material ainda em uso e que não se pode deitar fora. Outros dizem que há material em excesso, que não falta material em stock.
Se a ideia foi a de mostrar novas maneiras de fazer embrulhos, mantendo a tradição de fabrico, não está mal, digo eu.
Para aqueles que confiavam na purificação do ambiente e davam preferência aos novos materiais, biodegradáveis, para fazer embrulhos melhores - esqueçam, como diz o Senhor Doutor.
Ou porque pesavam muito, ou porque “ valores mais altos se levantaram”, o mesmo decidiu agora reciclar os embrulhos, dando-lhes outra oportunidade de uso. E assim, o produto passou a embrulhar de novo a cultura e o lazer do Município.
Enquanto de inicio se louvou o gesto, aguarda-se agora com expectativa os frutos desta “ novidade”.
Há quem diga que, de qualquer modo, há inovação nos processos, já que se recupera material ainda em uso e que não se pode deitar fora. Outros dizem que há material em excesso, que não falta material em stock.
Se a ideia foi a de mostrar novas maneiras de fazer embrulhos, mantendo a tradição de fabrico, não está mal, digo eu.
Para aqueles que confiavam na purificação do ambiente e davam preferência aos novos materiais, biodegradáveis, para fazer embrulhos melhores - esqueçam, como diz o Senhor Doutor.
21 junho 2010
18 junho 2010
José Saramago - discurso proferido na entrega do Nobel
Discurso de Estocolmo, dez anos depois from Fundação Jose Saramago on Vimeo.
José Saramago lê o Discurso proferido no Banquete Nobel, a 10 de Dezembro de 1998
09 junho 2010
Soneto
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
José Régio
08 junho 2010
Jornal Nordeste - 01-06-2010 - Informação Regional - A mestria dos alfaiates
Jornal Nordeste - 01-06-2010 - Informação Regional - A mestria dos alfaiates: "Durbal Carvalho
– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"
– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"
“Antes, o trabalho dos alfaiates era mais para homens, mas, actualmente, tanto faço fatos para homens como para senhoras. Temos que fazer o que aparece”, alfaiate Luís Moutinho no XXI encontro de alfaiates que se realizou em Carrazeda de Ansiães
“Hoje a maioria das pessoas já compra a roupa feita. Nas lojas compra-se um fato por 100 ou 125 euros, eu tenho que levar 150 ou 200 euros, porque faço tudo de forma artesanal e por medida”, Durbal Carvalho no mesmo encontro.
Daqui
“Hoje a maioria das pessoas já compra a roupa feita. Nas lojas compra-se um fato por 100 ou 125 euros, eu tenho que levar 150 ou 200 euros, porque faço tudo de forma artesanal e por medida”, Durbal Carvalho no mesmo encontro.
Daqui
06 junho 2010
Os Vilões e os Tinhosos
Começo com este poema de Luís Pacheco
“ Como cães de festim, vis e rasteiros,
de cauda pertinaz batendo a mosca,
atordoam políticos rafeiros
a sã testa do povo, embora tosca.”
Foi um fartar vilanagem. E tudo se consentiu a pretexto da santa ignorância, da tradicional submissão ao poder, da cegueira endémica dos medrosos, da ancestral subjugação ao jugo.
Ainda constou recentemente que iria ser estimada a culpa dos que mais contribuíram para o “longa noite”. Houve quem garantisse que iria ser requerida umas sindicâncias às contas públicas. Mas já ninguém acredita que haja coragem para tanto. Afinal a culpa é de todos.
Como foi possível consentir-se tanta vilanagem!? Tanta pantominice!? Tanto desaforo!? Eu fui uma das testemunhas. Desempenhei mal o papel da criança que diz: “ o rei vai nu”. Ninguém acreditou. È por isso que não estou em paz comigo. Sou dos que não se conformam com a ideia de esquecer e absolver os principais culpados da “herança” que agora temos de suportar.
A jactância e a sobranceria atingiam tal desaforo que em muitas ocasiões, em vez de chorar, me apetecia rir às gargalhadas Quem não recorda o caricato do pagamento do aluguer de andores para fazer procissões!? Quem não se recorda do modo como se procedia aos concursos de admissão de pessoal!? Todos sabiam com antecedência a quem caberia a sorte. Uma vez até entrou um engenheiro que ainda não o era. Outra vez ainda tentaram concorrer para cargos da sua competência, deficientes físicos, sem sucesso. E aquela do funcionário, que era ao mesmo tempo decisor dos veículos a reparar e, cá fora, punha a sua empresa o fazer o serviço!? Uma vez dei-me conta que a proposta de reformulação do organigrama dos serviços da Câmara Municipal copiava a da Câmara Municipal de Beja. O esquema foi aprovado e temos assim um organigrama com a mesma hierarquia e funcionários de uma Câmara de cidade. Quem não se recorda das reformas compulsivas para se arranjar vagas para outros entrarem!?
A ronha, a matreirice a prepotência campearam, com a tolerância da grande maioria. È justo recordar aqui alguns, poucos, que tiveram a coragem de lutar contra o sistema e por isso foram renegados, sofreram a marginalização social e física. Eram os Tinhosos, aqueles com quem não convinha a associação, sob pena de conotação com estes. Eram os vermelhos, os comunistas, os lunáticos. Tive o grato prazer de conhecer e me tornar amigo de alguns. Assim pude conhecer a pureza dos seus ideais, e a nobreza dos seus princípios. Pude também testemunhar a sua condição de renegados quando os vi perder concursos, serem preteridos na prestação de trabalho, serem humilhados e menosprezados na sua disponibilidade para contribuir para a causa pública. Neste meu gesto de reconhecimento pessoal e para que fique o registo, recordo o nome de alguns da minha lembrança, estando muitos ainda vivos. O Senhor Adolfo do Amêdo a quem inclusive morreu um filho militar, na Guerra do Ultramar; O Senhor Pinheiro dos Pereiros; O Senhor Fernando Baltazar; O Senhor Victor Lopes; O Velho Senhor Rui Menezes Pimentel e posteriormente o filho; O Sr. Carlos Manuel Fernandes e antes o pai; O Doutor Orlando de Carvalho; Os Saudosos Alexandrino Rainha e Doutor Fernando Pereira, etc.
Num momento da nossa história em que a deriva da gestão pública nos aproxima agora da derrocada económica e financeira, que ao menos nos fique na recordação a luta inglória de alguns isolado, que acreditaram e lutaram por uma sociedade mais igual, menos discrepante e mais solidária.
“ Como cães de festim, vis e rasteiros,
de cauda pertinaz batendo a mosca,
atordoam políticos rafeiros
a sã testa do povo, embora tosca.”
Foi um fartar vilanagem. E tudo se consentiu a pretexto da santa ignorância, da tradicional submissão ao poder, da cegueira endémica dos medrosos, da ancestral subjugação ao jugo.
Ainda constou recentemente que iria ser estimada a culpa dos que mais contribuíram para o “longa noite”. Houve quem garantisse que iria ser requerida umas sindicâncias às contas públicas. Mas já ninguém acredita que haja coragem para tanto. Afinal a culpa é de todos.
Como foi possível consentir-se tanta vilanagem!? Tanta pantominice!? Tanto desaforo!? Eu fui uma das testemunhas. Desempenhei mal o papel da criança que diz: “ o rei vai nu”. Ninguém acreditou. È por isso que não estou em paz comigo. Sou dos que não se conformam com a ideia de esquecer e absolver os principais culpados da “herança” que agora temos de suportar.
A jactância e a sobranceria atingiam tal desaforo que em muitas ocasiões, em vez de chorar, me apetecia rir às gargalhadas Quem não recorda o caricato do pagamento do aluguer de andores para fazer procissões!? Quem não se recorda do modo como se procedia aos concursos de admissão de pessoal!? Todos sabiam com antecedência a quem caberia a sorte. Uma vez até entrou um engenheiro que ainda não o era. Outra vez ainda tentaram concorrer para cargos da sua competência, deficientes físicos, sem sucesso. E aquela do funcionário, que era ao mesmo tempo decisor dos veículos a reparar e, cá fora, punha a sua empresa o fazer o serviço!? Uma vez dei-me conta que a proposta de reformulação do organigrama dos serviços da Câmara Municipal copiava a da Câmara Municipal de Beja. O esquema foi aprovado e temos assim um organigrama com a mesma hierarquia e funcionários de uma Câmara de cidade. Quem não se recorda das reformas compulsivas para se arranjar vagas para outros entrarem!?
A ronha, a matreirice a prepotência campearam, com a tolerância da grande maioria. È justo recordar aqui alguns, poucos, que tiveram a coragem de lutar contra o sistema e por isso foram renegados, sofreram a marginalização social e física. Eram os Tinhosos, aqueles com quem não convinha a associação, sob pena de conotação com estes. Eram os vermelhos, os comunistas, os lunáticos. Tive o grato prazer de conhecer e me tornar amigo de alguns. Assim pude conhecer a pureza dos seus ideais, e a nobreza dos seus princípios. Pude também testemunhar a sua condição de renegados quando os vi perder concursos, serem preteridos na prestação de trabalho, serem humilhados e menosprezados na sua disponibilidade para contribuir para a causa pública. Neste meu gesto de reconhecimento pessoal e para que fique o registo, recordo o nome de alguns da minha lembrança, estando muitos ainda vivos. O Senhor Adolfo do Amêdo a quem inclusive morreu um filho militar, na Guerra do Ultramar; O Senhor Pinheiro dos Pereiros; O Senhor Fernando Baltazar; O Senhor Victor Lopes; O Velho Senhor Rui Menezes Pimentel e posteriormente o filho; O Sr. Carlos Manuel Fernandes e antes o pai; O Doutor Orlando de Carvalho; Os Saudosos Alexandrino Rainha e Doutor Fernando Pereira, etc.
Num momento da nossa história em que a deriva da gestão pública nos aproxima agora da derrocada económica e financeira, que ao menos nos fique na recordação a luta inglória de alguns isolado, que acreditaram e lutaram por uma sociedade mais igual, menos discrepante e mais solidária.
03 junho 2010
27 maio 2010
BB King este Sábado em Sabrosa
Sábado, às 22 horas, o palco estará pronto para que o \"monstro\" dos blues BB King faça a sua aparição. Um concerto gratuito marcará o arranque da sua digressão europeia e está a gerar grande expectativa.O concerto decorre no parque verde das piscinas cobertas de Sabrosa. Será sem dúvida o concerto do ano no Douro.
23 maio 2010
CARRAZEDA
A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães decidiu abandonar o projecto de uma parceria público-privada que previa a construção e manutenção de um parque de campismo, uma central de camionagem e um hotel, bem como a remodelação do mercado municipal.
A proposta tinha sido aprovada na sessão da Assembleia Municipal de Novembro de 2008, mas foi revogada na sessão do passado mês de Abril.
O autarca de Carrazeda, José Luís Correia, justifica que o Município não tem dinheiro para cumprir a sua parte da parceria:
“A câmara municipal não podia suportar os encargos dessa parceria e propus que se pronunciasse sobre ela. Na Assembleia Municipal foi deliberado que não se avançasse com a parceria.”
José Luís Correia acrescenta que há outras prioridades para o concelho:
“Temos de ser realistas. Quando não há condições não podemos exigir. E não temos condições financeiras para executar essas obras porque temos outras prioritárias e financiadas, que nos vão ocupar nos próximos anos”, disse. “Uma delas é a regeneração urbana, de três milhões de euros, cujo contrato foi assinado há dias. E o centro escolar, para além de outras obras”, concluiu.
Essas obras referem-se à beneficiação de algumas estradas municipais, cuja primeira fase está para breve.
Assares-Vila Flor
Os habitantes de Assares, em Vila Flor não concordam que os trabalhos nocturnos para a construção do IP2 decorram próximos da aldeia.
Queixam-se que o barulho das máquinas não os deixa dormir em paz.
O morador José Luciano Macedo é um dos contestatários e refere que as queixas são comuns a todos os habitantes da aldeia.
REGIÃO
Azeite de Trás-os-Montes DOP (Denominação de Origem Protegida) continua a somar prémios. Desta vez, num concurso nacional realizado na Feira Olivomoura, na capital do Azeite Alentejano, em Moura.
Mais um motivo de orgulho para a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD
Vila Flor
Um operário de 52 anos morreu, esta quarta-feira de manhã, depois de ser colhido por um bulldozer, nas obras do IP2, em Assares, Vila Flor, distrito de Bragança.
A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães decidiu abandonar o projecto de uma parceria público-privada que previa a construção e manutenção de um parque de campismo, uma central de camionagem e um hotel, bem como a remodelação do mercado municipal.
A proposta tinha sido aprovada na sessão da Assembleia Municipal de Novembro de 2008, mas foi revogada na sessão do passado mês de Abril.
O autarca de Carrazeda, José Luís Correia, justifica que o Município não tem dinheiro para cumprir a sua parte da parceria:
“A câmara municipal não podia suportar os encargos dessa parceria e propus que se pronunciasse sobre ela. Na Assembleia Municipal foi deliberado que não se avançasse com a parceria.”
José Luís Correia acrescenta que há outras prioridades para o concelho:
“Temos de ser realistas. Quando não há condições não podemos exigir. E não temos condições financeiras para executar essas obras porque temos outras prioritárias e financiadas, que nos vão ocupar nos próximos anos”, disse. “Uma delas é a regeneração urbana, de três milhões de euros, cujo contrato foi assinado há dias. E o centro escolar, para além de outras obras”, concluiu.
Essas obras referem-se à beneficiação de algumas estradas municipais, cuja primeira fase está para breve.
Assares-Vila Flor
Os habitantes de Assares, em Vila Flor não concordam que os trabalhos nocturnos para a construção do IP2 decorram próximos da aldeia.
Queixam-se que o barulho das máquinas não os deixa dormir em paz.
O morador José Luciano Macedo é um dos contestatários e refere que as queixas são comuns a todos os habitantes da aldeia.
REGIÃO
Azeite de Trás-os-Montes DOP (Denominação de Origem Protegida) continua a somar prémios. Desta vez, num concurso nacional realizado na Feira Olivomoura, na capital do Azeite Alentejano, em Moura.
Mais um motivo de orgulho para a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD
Vila Flor
Um operário de 52 anos morreu, esta quarta-feira de manhã, depois de ser colhido por um bulldozer, nas obras do IP2, em Assares, Vila Flor, distrito de Bragança.
19 maio 2010
13 maio 2010
COISAS DA TERRA QUE TEMOS
QUANDO A ESMOLA É GRANDE… MAIOR É A DESORDEM….
Mais uma vez a Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, deu provas de que está ao serviço e à altura de quem neles votou, de quem os elegeu. O povo tem os autarcas que merece.
Primeiro foi o derrube de árvores com muitos anos, que ali cresceram com a nossa memória do tempo de escola primária. Ficou por explicar tal desiderato. Uns dizem, que assim se vê melhor aquele monumento granitico na forma de “T” e em número de três. Outros, dizem que foi a forma que encontraram para mostrar quem são e o poder que têm perante o povo.
Foi com a estreita colaboração da Câmara Municipal que colocaram Editais nos lugares do costume, anunciando a realização de um “Passeio no Rio Douro” para o próximo dia 16 de Junho, mais se dizia que quem não tivesse o cartão de idoso da Câmara, pagaria o respectivo almoço na quantia de 7,50 €.e era tudo o necessário.
Estes passeios, não são novidade, - isto o fizeram sempre todos os que por lá passaram, - é uma maneira agradável, simpática e cultural de agradecer o voto. Na maioria dos casos foi a visita ao Santuário de Fátima. Assim sendo, respeitando a tradição, algo se passou, pois não se compreende que mereça reparo ou noticia.
E, de facto depois de se terem inscrito para o dito passeio algumas pessoas, foram surpreendidos a dois dias do mesmo, com esta resposta: - Não podem ìr ao passeio porque o mesmo é destinado sòmente a pessoas que são maiores de 65 anos. E, não tendo essa sorte, fica EXCLUIDO.
Então e só agora é que nos avisam? Que dirá a prima Caturra e a tia Efigénia, apesar de terem 85 anos, vão sózinhas? porque a familia, sendo mais jovem não os podem acompanhar.
Isto não está correcto? Pois não, confirmam e, dizem mais. - A culpa foi da “menina da Junta” que não devia ter aceite a inscrição, sabendo que havia o impedimento da idade. E nós os interessados, que culpa temos da “Incompetência” de quem tratou do assunto?! Não há culpa. Mas a Câmara dá ordens rígidas para fazer cumprir esta norma e se não podem ìr , NÃO VÃO.
Pelo que me toca, vou ficar aguardando a próxima visita destinada a Jovens que tenham até 60 anos, que ainda me apanham e daí para cima, não vai ninguém. Havemos de estar atentos aos Regulamentos de quem mais ordena. Que raio de democracia havia de nos tocar em sorte, se aqui nos ladram, além nos mordem.
É verdade que achei a ideia original e até interessante, daí ter recomendado tal passeio à família. Porém pela parte que me toca, irei ao III Passeio da Amizade, com um programa bem elaborado e já no próximo mês de Junho, aqui não há limite de idade, de religião ou sexo, há em comum o facto de sermos amigos e é em nome dessa amizade, que se vive e convive.
Da Câmara Municipal como municipe que paga impostos e não tem dívidas ao Estado, exijo uma explicação cabal ao que na verdade aconteceu. E, espero que o anunciado Passeio Pedestre para o dia 6 do próximo mês, traga mais felicidade, harmonia e sentido democrático ao actual Presidente da Junta de Freguesia, dando o exemplo de efectuar o percurso na integra.
Mais uma vez a Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, deu provas de que está ao serviço e à altura de quem neles votou, de quem os elegeu. O povo tem os autarcas que merece.
Primeiro foi o derrube de árvores com muitos anos, que ali cresceram com a nossa memória do tempo de escola primária. Ficou por explicar tal desiderato. Uns dizem, que assim se vê melhor aquele monumento granitico na forma de “T” e em número de três. Outros, dizem que foi a forma que encontraram para mostrar quem são e o poder que têm perante o povo.
Foi com a estreita colaboração da Câmara Municipal que colocaram Editais nos lugares do costume, anunciando a realização de um “Passeio no Rio Douro” para o próximo dia 16 de Junho, mais se dizia que quem não tivesse o cartão de idoso da Câmara, pagaria o respectivo almoço na quantia de 7,50 €.e era tudo o necessário.
Estes passeios, não são novidade, - isto o fizeram sempre todos os que por lá passaram, - é uma maneira agradável, simpática e cultural de agradecer o voto. Na maioria dos casos foi a visita ao Santuário de Fátima. Assim sendo, respeitando a tradição, algo se passou, pois não se compreende que mereça reparo ou noticia.
E, de facto depois de se terem inscrito para o dito passeio algumas pessoas, foram surpreendidos a dois dias do mesmo, com esta resposta: - Não podem ìr ao passeio porque o mesmo é destinado sòmente a pessoas que são maiores de 65 anos. E, não tendo essa sorte, fica EXCLUIDO.
Então e só agora é que nos avisam? Que dirá a prima Caturra e a tia Efigénia, apesar de terem 85 anos, vão sózinhas? porque a familia, sendo mais jovem não os podem acompanhar.
Isto não está correcto? Pois não, confirmam e, dizem mais. - A culpa foi da “menina da Junta” que não devia ter aceite a inscrição, sabendo que havia o impedimento da idade. E nós os interessados, que culpa temos da “Incompetência” de quem tratou do assunto?! Não há culpa. Mas a Câmara dá ordens rígidas para fazer cumprir esta norma e se não podem ìr , NÃO VÃO.
Pelo que me toca, vou ficar aguardando a próxima visita destinada a Jovens que tenham até 60 anos, que ainda me apanham e daí para cima, não vai ninguém. Havemos de estar atentos aos Regulamentos de quem mais ordena. Que raio de democracia havia de nos tocar em sorte, se aqui nos ladram, além nos mordem.
É verdade que achei a ideia original e até interessante, daí ter recomendado tal passeio à família. Porém pela parte que me toca, irei ao III Passeio da Amizade, com um programa bem elaborado e já no próximo mês de Junho, aqui não há limite de idade, de religião ou sexo, há em comum o facto de sermos amigos e é em nome dessa amizade, que se vive e convive.
Da Câmara Municipal como municipe que paga impostos e não tem dívidas ao Estado, exijo uma explicação cabal ao que na verdade aconteceu. E, espero que o anunciado Passeio Pedestre para o dia 6 do próximo mês, traga mais felicidade, harmonia e sentido democrático ao actual Presidente da Junta de Freguesia, dando o exemplo de efectuar o percurso na integra.
Pensar dos leitores. Grécia e Portugal
"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país caótico que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa da Europa - citam-se, a par, a Grécia e Portugal. Nós, porém, não possuímos como a Grécia, além de uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da Arte. Apenas nos ufamos do Sr. Lisboa, barítono, e do Sr. Vidal, lírico."
Eça de Queiroz, in "Uma Campanha Alegre", (1872) pág. 235, edição Livros do Brasil
Eça de Queiroz escreveu esta reflexão em Janeiro de 1872. Ou seja, passaram-se entretanto 138 anos e cinco meses. Reler, agora, as observações de Eça faz o país corar de vergonha. O diagnóstico, pela sua actualidade, é aterrador. A terapia, por seu lado, continua ausente. Portugal continua entretido a enganar-se a si próprio, praticando o desporto preferido das avestruzes - o de enterrar a cabeça na areia.
Mário Carvalho
Eça de Queiroz, in "Uma Campanha Alegre", (1872) pág. 235, edição Livros do Brasil
Eça de Queiroz escreveu esta reflexão em Janeiro de 1872. Ou seja, passaram-se entretanto 138 anos e cinco meses. Reler, agora, as observações de Eça faz o país corar de vergonha. O diagnóstico, pela sua actualidade, é aterrador. A terapia, por seu lado, continua ausente. Portugal continua entretido a enganar-se a si próprio, praticando o desporto preferido das avestruzes - o de enterrar a cabeça na areia.
Mário Carvalho
10 maio 2010
Empreendorismo em Carrazeda
Alunos da Escola Básica e Secundária de Carrazeda de Ansiães criaram duas miniempresas: a 100%SA, para sensibilizar os jovens para os perigos do consumo de álcool, e a CRZ Innovation, para diversificar a comercialização de maçã.
Mais aqui
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08 maio 2010
Os Lambões
Os Lambões são uma espécie animal que medrou muito nas últimas décadas, pelas nossas paragens.
Há quem os compare aos leirões já que também são mamíferos e ocupam o mesmo “habitat”. Ultimamente tenho reparado que, pelos locais onde antes os vislumbrava, verifico agora, andarem mais desaparecidos. È esta preocupação que aqui trago pois temo pela sua extinção. Conhecido por exemplo o esforço que tem sido feito para salvar o Lince da Malcata, considero eu que, de algum modo nos devemos também preocupar em preservar os nossos Lambões. Afinal de contas nenhum outro “habitat” melhor que o nosso propiciou as condições excepcionais para a sua reprodução. Os Lambões tornaram-se património nosso.
Ainda recentemente passei pelos comedouros mais usados por estes e dei-me conta do abandono e negligência a que os lugares estavam votados. Pareciam na eminência da falência, com as consequências que sobrarão para todos.
E assim que dou por mim a fazer algumas sugestões que contribuam para a salvação desta espécie.
Porque não criar-se um departamento camarário, como há para a cultura e os jardins, para preservar estes mamíferos!? Faltará o dinheiro, dirão. Mas porque não poupar antes na electricidade que se gasta a iluminar capelinhas ou a plantar violetas! Porque não passar a patacos e vender aos sucateiros os nossos parquímetros! Sejamos claros. O que sabe melhor? Apreciar um jardim de violetas ou degustar um bom naco de carne!?
Porque não repartir também pelos Lambões as despesas de representação que se atribuem aos nossos digníssimos representantes autárquicos!? Porque é que em vez de subsidiar excursões não se patrocina antes o tratamento, da cárie dentária ou da disfunção eréctil, dos nossos Lambões!?
Em suma, a ideia é mesmo a de propor a preservação de que temos tido de mais genuíno e identitário.
Afinal ainda está por se saber da importância que esta espécie tem tido, na sustentabilidade económica e melhoria da qualidade de vida da nossa região.
Que percentagem do PIB aqui foi gerada por esta espécie? Que importância social e cultural têm tido os Lambões e que influencia têm exercido nas decisões de governabilidade do nosso concelho? Qual o numero dos que seguiram este “mundus vivendi” e que sucesso se lhes perspectiva no futuro?
Tudo perguntas para as quais não tenho respostas, mas que são importantes para imaginar-mos um destino com mais ou menos Lambões.
Há quem os compare aos leirões já que também são mamíferos e ocupam o mesmo “habitat”. Ultimamente tenho reparado que, pelos locais onde antes os vislumbrava, verifico agora, andarem mais desaparecidos. È esta preocupação que aqui trago pois temo pela sua extinção. Conhecido por exemplo o esforço que tem sido feito para salvar o Lince da Malcata, considero eu que, de algum modo nos devemos também preocupar em preservar os nossos Lambões. Afinal de contas nenhum outro “habitat” melhor que o nosso propiciou as condições excepcionais para a sua reprodução. Os Lambões tornaram-se património nosso.
Ainda recentemente passei pelos comedouros mais usados por estes e dei-me conta do abandono e negligência a que os lugares estavam votados. Pareciam na eminência da falência, com as consequências que sobrarão para todos.
E assim que dou por mim a fazer algumas sugestões que contribuam para a salvação desta espécie.
Porque não criar-se um departamento camarário, como há para a cultura e os jardins, para preservar estes mamíferos!? Faltará o dinheiro, dirão. Mas porque não poupar antes na electricidade que se gasta a iluminar capelinhas ou a plantar violetas! Porque não passar a patacos e vender aos sucateiros os nossos parquímetros! Sejamos claros. O que sabe melhor? Apreciar um jardim de violetas ou degustar um bom naco de carne!?
Porque não repartir também pelos Lambões as despesas de representação que se atribuem aos nossos digníssimos representantes autárquicos!? Porque é que em vez de subsidiar excursões não se patrocina antes o tratamento, da cárie dentária ou da disfunção eréctil, dos nossos Lambões!?
Em suma, a ideia é mesmo a de propor a preservação de que temos tido de mais genuíno e identitário.
Afinal ainda está por se saber da importância que esta espécie tem tido, na sustentabilidade económica e melhoria da qualidade de vida da nossa região.
Que percentagem do PIB aqui foi gerada por esta espécie? Que importância social e cultural têm tido os Lambões e que influencia têm exercido nas decisões de governabilidade do nosso concelho? Qual o numero dos que seguiram este “mundus vivendi” e que sucesso se lhes perspectiva no futuro?
Tudo perguntas para as quais não tenho respostas, mas que são importantes para imaginar-mos um destino com mais ou menos Lambões.
05 maio 2010
Divulgação
No próximo dia 23 de Maio, Carrazeda de Ansiães vai ser palco do 1º Evento de Animação Turística para Participantes de BTT.
Um Percurso de dificuldade física média baixa, dificuldade Técnica Média, com uma distância aproximadamente de 40Km, e com paisagens deslumbrantes.
O evento será de âmbito regional e nacional, uma vez que está a ser coordenado pela Associação de Municípios do Douro Superior, tendo sido adjudicado à empresa "Activansilanis."
No mesmo dia realizar-se-á um Passeio Pedestre sob o tema: "MEXER CARRAZEDA" cuja dificuldade de trajecto foi considerada de Grau Média.
Um Percurso de dificuldade física média baixa, dificuldade Técnica Média, com uma distância aproximadamente de 40Km, e com paisagens deslumbrantes.
O evento será de âmbito regional e nacional, uma vez que está a ser coordenado pela Associação de Municípios do Douro Superior, tendo sido adjudicado à empresa "Activansilanis."
No mesmo dia realizar-se-á um Passeio Pedestre sob o tema: "MEXER CARRAZEDA" cuja dificuldade de trajecto foi considerada de Grau Média.
Dobradinha à moda de Carrazeda
(...)
Vitória justa da equipa que teve mais cabeça, organizou melhor a sua tranquilidade e teve um keeper que fez a grande diferença, perante um adversário que foi um digno vencido. Leia tudo aqui
Vitória justa da equipa que teve mais cabeça, organizou melhor a sua tranquilidade e teve um keeper que fez a grande diferença, perante um adversário que foi um digno vencido. Leia tudo aqui
03 maio 2010
02 maio 2010
A Taça é nossa!!!
Final da Taça de Futsal da A. F. Bragança - Seniores
Aí está a "DOBRADINHA".
F. C. C. A. 9 - 4 G.D.TORRE
Aí está a "DOBRADINHA".
F. C. C. A. 9 - 4 G.D.TORRE
01 maio 2010
Bispo de Bragança vai resignar
D. António Montes Moreira apresentou o pedido de resignação à Santa Sé por completar hoje, 30 de Abril, 75 anos de idade, limite estabelecido pelo direito canónico para o desempenho das suas funções.
Contactado pela Agência ECCLESIA, o Bispo de Bragança-Miranda confirmou o pedido apresentado ao Vaticano e o facto do mesmo ter sido aceite.
D. António Montes Moreira continuará em funções até à nomeação do seu sucessor, o que “acontecerá dentro de um ano”, informou o Bispo de Bragança-Miranda à Agência ECCLESIA. (...)
Mais aqui
Contactado pela Agência ECCLESIA, o Bispo de Bragança-Miranda confirmou o pedido apresentado ao Vaticano e o facto do mesmo ter sido aceite.
D. António Montes Moreira continuará em funções até à nomeação do seu sucessor, o que “acontecerá dentro de um ano”, informou o Bispo de Bragança-Miranda à Agência ECCLESIA. (...)
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30 abril 2010
vIVA A lIBERDADE E O 1º DE MAIO
A PROPÓSITO DE TRABALHO E DO DIA DO TRABALHADOR – 1º DE MAIO
Não tenho tempo para dedicar a assuntos que socialmente deviam interessar um pouco a todos nós. Há factos que falam por si e dizem tudo. Eu explico. Foi convocada uma Assembleia Geral da Cooperativa onde entre outros pontos, ….. pedia-se aos agricultores que tinham entregue o azeite, que falassem de problemas encontrados e sobre este tema o azeite.
À hora prevista e depois de aberta a sessão, não podia ter corrido melhor. Foi aprovado o orçamento e o plano de actividades para este ano de 2010. Foi aprovada uma petição subscrita por alguns elementos da Assembleia, para que esta autorizasse e aprovasse “Que os elementos da Direcção, tinham direito a vencimento, nas suas reuniões, nas actividades da Cooperativa”. Foram 4º os presentes, que entraram mudos e saíram calados, ninguém levantou ou falou sobre o azeite e o funcionamento da Cooperativa. Parabéns à Organização, continuem que esse é o caminho.
Numa outra organização ao serviço dos agricultores, foram convidados para a Assembleia Geral, os 36 sócios. À mesma reunião compareceu sómente um, pelo menos ficou elucidado da situação ee dos problemas da actividade. Foi esta associação a eleições e da lista ùnica, foram votados para mais dois anos de mandato os actuais directores. Parabéns e para o próximo ano, façam alguma coisa para que compareçam todos ou quase todos os associados, também depende um pouco do trabalho feito e a fazer, vamos a isso rapazes.
Os nossos jovens continuam a levar longe o nome de Carrazeda é o Futsal. Parece que vão ter o que merecem, boas condições para trabalharem, assim o esperam e desejam. Assim seja.
Quem me deixou atrapalhado, com as explicações dadas a propósito do desenvolvimento que se espera para Carrazeda no futuro e no presente, foi o nosso Presidente da Câmara. Quando as coisas estão mal, a culpa é sem dúvida do Executivo anterior a saber: - Desenvolvimento das Termas de São Lourenço?!!... Para quê? O estudo da àgua, a sua utilização para a cura de certas doenças ainda não está “Oficializada” e “Reconhecida” Sim, no passado fizeram-se estudos, mas não há Resultados.
O Cemitério Novo, construído em cima de um lençol de àgua e agora, para que serve?!
O Centro Cívico de Carrazeda, o projecto que “apodreceu” antes de ser utilizado, há sistemas e programas informáticos que, neste momento estão velhos, sem terem servido.
O Relógio da Torre do Edificio dos Paços do concelho. O Painel de Informação Turística e tantos outros problemas. … Soluções?! Não existem e se existem, vão demorar a serem concretizadas, pelo menos esta legislatura de 4 anos. Como gostaria que José Sócrates banisse os oncelhos com menos de 10 mil habitantes do mapa. Como seria divertido ver os nossos autarcas – Reis, principes, duques, marqueses e tantos outros- Presidentes, adjuntos, Secretários e Tesoureiros das Câmaras às Juntas de Freguesia, a ficarem no desemprego a bem da nação. A Bem de Portugal, para pagar a dívida externa, para dar futuro aos nossos filhos e netos, criando empresas e postos de trabalho. Matando a porca da politica, que tantos leitões tem sustentado, desde a 1ª República. Quem tinha razão era o velho Bordalo Pinheiro, ilustre ceramista com obra feita nas Caldas da Raínha. Estamos vivos e presente para comemorar com alegria, entusiasmo e fé num futuro risonho e próspero, para o qual vamos caminhar, mesmo contra a nosa vontade, mas a bem do País. Viva a Liberdade, Viva o 1º de Maio, Vivam os Trabalhadores.
Não tenho tempo para dedicar a assuntos que socialmente deviam interessar um pouco a todos nós. Há factos que falam por si e dizem tudo. Eu explico. Foi convocada uma Assembleia Geral da Cooperativa onde entre outros pontos, ….. pedia-se aos agricultores que tinham entregue o azeite, que falassem de problemas encontrados e sobre este tema o azeite.
À hora prevista e depois de aberta a sessão, não podia ter corrido melhor. Foi aprovado o orçamento e o plano de actividades para este ano de 2010. Foi aprovada uma petição subscrita por alguns elementos da Assembleia, para que esta autorizasse e aprovasse “Que os elementos da Direcção, tinham direito a vencimento, nas suas reuniões, nas actividades da Cooperativa”. Foram 4º os presentes, que entraram mudos e saíram calados, ninguém levantou ou falou sobre o azeite e o funcionamento da Cooperativa. Parabéns à Organização, continuem que esse é o caminho.
Numa outra organização ao serviço dos agricultores, foram convidados para a Assembleia Geral, os 36 sócios. À mesma reunião compareceu sómente um, pelo menos ficou elucidado da situação ee dos problemas da actividade. Foi esta associação a eleições e da lista ùnica, foram votados para mais dois anos de mandato os actuais directores. Parabéns e para o próximo ano, façam alguma coisa para que compareçam todos ou quase todos os associados, também depende um pouco do trabalho feito e a fazer, vamos a isso rapazes.
Os nossos jovens continuam a levar longe o nome de Carrazeda é o Futsal. Parece que vão ter o que merecem, boas condições para trabalharem, assim o esperam e desejam. Assim seja.
Quem me deixou atrapalhado, com as explicações dadas a propósito do desenvolvimento que se espera para Carrazeda no futuro e no presente, foi o nosso Presidente da Câmara. Quando as coisas estão mal, a culpa é sem dúvida do Executivo anterior a saber: - Desenvolvimento das Termas de São Lourenço?!!... Para quê? O estudo da àgua, a sua utilização para a cura de certas doenças ainda não está “Oficializada” e “Reconhecida” Sim, no passado fizeram-se estudos, mas não há Resultados.
O Cemitério Novo, construído em cima de um lençol de àgua e agora, para que serve?!
O Centro Cívico de Carrazeda, o projecto que “apodreceu” antes de ser utilizado, há sistemas e programas informáticos que, neste momento estão velhos, sem terem servido.
O Relógio da Torre do Edificio dos Paços do concelho. O Painel de Informação Turística e tantos outros problemas. … Soluções?! Não existem e se existem, vão demorar a serem concretizadas, pelo menos esta legislatura de 4 anos. Como gostaria que José Sócrates banisse os oncelhos com menos de 10 mil habitantes do mapa. Como seria divertido ver os nossos autarcas – Reis, principes, duques, marqueses e tantos outros- Presidentes, adjuntos, Secretários e Tesoureiros das Câmaras às Juntas de Freguesia, a ficarem no desemprego a bem da nação. A Bem de Portugal, para pagar a dívida externa, para dar futuro aos nossos filhos e netos, criando empresas e postos de trabalho. Matando a porca da politica, que tantos leitões tem sustentado, desde a 1ª República. Quem tinha razão era o velho Bordalo Pinheiro, ilustre ceramista com obra feita nas Caldas da Raínha. Estamos vivos e presente para comemorar com alegria, entusiasmo e fé num futuro risonho e próspero, para o qual vamos caminhar, mesmo contra a nosa vontade, mas a bem do País. Viva a Liberdade, Viva o 1º de Maio, Vivam os Trabalhadores.
25 abril 2010
22 abril 2010
Será que um islandês vendado escreve correctamente "Carrazeda de Ansiães" no seu computador? (continua)
21 abril 2010
Divulgação
Vai ser apresentado no dia 24 de Abril o livro «Mirandelês», pelas 16 horas, no Museu Armindo Teixeira Lopes.Ele é fruto do trabalho de Jorge Golias, Jorge Lage, João Rocha e Hélder Rodrigues e foi coordenado pelo Tenente-Coronel Eng. Jorge Golias.
Pretende ser um contributo para a preservação da memória imaterial de Mirandela, com palavras, expressões e ditos e nomeadas das localidades do concelho de Mirandela.
São mais de 300 páginas, com edição do Município de Mirandela, em capa dura e algumas fotografias muito raras e mais de uma centena de notas de rodapé, carregadas de informação, de etnografia e de memória.
(leia mais)
Pretende ser um contributo para a preservação da memória imaterial de Mirandela, com palavras, expressões e ditos e nomeadas das localidades do concelho de Mirandela.
São mais de 300 páginas, com edição do Município de Mirandela, em capa dura e algumas fotografias muito raras e mais de uma centena de notas de rodapé, carregadas de informação, de etnografia e de memória.
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17 abril 2010
Ipsis verbis - custos republicanos
Aludindo a diferenças entre os custos dos sistemas monárquico e republicano, o pretendente ao trono nacional frisou que o Presidente da República português, anualmente, «custa cerca de 2,9 euros por habitante» enquanto os encargos por habitante do Rei de Espanha representam «uns cêntimos por ano» aos cidadãos espanhóis,
disse quinta feira à noite, na Figueira da Foz, D. Duarte Pio de Bragança.
disse quinta feira à noite, na Figueira da Foz, D. Duarte Pio de Bragança.
15 abril 2010
Ipsis verbis - no aproveitar é que está o ganho
“o investimento não vai parar, quer no IC5, no IP2, ou na autoestrada transmontana. Agora, os transmontanos têm de saber dar resposta e potencializar essas obras, isso é evidente”. Mota Andrade, deputado e líder socialista da distrital de Bragança. Daqui
14 abril 2010
O Jóly
Quem é o Jóly!? Quem é o seu dono e qual é a sua condição de vida? Perguntas a pedir resposta. Pelo que sei o Jóly é um dos resistentes. Daqueles que viram tudo o que havia para ver. Testemunhou tudo o que havia para testemunhar. Gozou e sofreu, salvo as devidas proporções, as contingências vividas desde sempre por estas paragens. Ele nunca sentiu necessidade de ter uma opinião própria. Ignora o estado de saúde das finanças públicas. Jamais questionou a problemática do novo cemitério ou a manutenção da Linha do Tua. Não sente necessidade de usar o consciente, nem se julga culpado e, é-lhe indiferente o marasmo que o circunda, embora sinta pontualmente as consequências. Desconhece-se se já requereu a reforma, altura em que se espera também possa gozar melhor o resto dos seus dias, na companhia de um cão com “pedigree”, que o acompanhará nas longas caminhadas para a manutenção da sua boa forma física. Provavelmente pertence ao grupo dos que adoram jardins porque lá vê crescer uma relva viçosa, tanto do seu agrado.
Respeitante ao seu aspecto físico, dizem-me que se mantém conservado para a idade o que de resto terá dado origem ao nome afrancesado que lhe puseram. Não morde, é doce, meigo e obediente para com todos, particularmente para com quem lhe dá de comer. Mantém a dentição original.
Pelo que já foi dito e, perante o protótipo do que de mais genuíno tem caracterizado e exemplificado a mísera condição mas ele é casmurro de vivência generalizada por estas paragens, propõe-se a selecção do Jóly, para exemplo modelar a preservar como património imaterial do concelho. Este parece ser o único modo de passar aos vindouros o símbolo do passado desgraçado, que não se consegue olvidar e que logicamente foi moldado por indivíduos de que se propõe um símbolo e pelas suas circunstâncias.
Para quem me quiser acompanhar na luta pela persecução deste desiderato e pretenda conhecer o Jòly, informa-se que este tem residência fixa no Funda da Vila, onde todos o conhecem e poderão facultar o seu endereço electrónico.
Nota: Informa-se que houve pessoas quiçá, com intenções duvidosas, que ainda fizeram tentativas para que Jóly renegasse o seu passado mas, ele era e continua muito casmurro.
Respeitante ao seu aspecto físico, dizem-me que se mantém conservado para a idade o que de resto terá dado origem ao nome afrancesado que lhe puseram. Não morde, é doce, meigo e obediente para com todos, particularmente para com quem lhe dá de comer. Mantém a dentição original.
Pelo que já foi dito e, perante o protótipo do que de mais genuíno tem caracterizado e exemplificado a mísera condição mas ele é casmurro de vivência generalizada por estas paragens, propõe-se a selecção do Jóly, para exemplo modelar a preservar como património imaterial do concelho. Este parece ser o único modo de passar aos vindouros o símbolo do passado desgraçado, que não se consegue olvidar e que logicamente foi moldado por indivíduos de que se propõe um símbolo e pelas suas circunstâncias.
Para quem me quiser acompanhar na luta pela persecução deste desiderato e pretenda conhecer o Jòly, informa-se que este tem residência fixa no Funda da Vila, onde todos o conhecem e poderão facultar o seu endereço electrónico.
Nota: Informa-se que houve pessoas quiçá, com intenções duvidosas, que ainda fizeram tentativas para que Jóly renegasse o seu passado mas, ele era e continua muito casmurro.
13 abril 2010
É Chaves .... é Chaves
O Desportivo de Chaves acaba de eliminar o Naval e leva Trás-os-Montes à final da taça de Portugal.
Como transmontano sinto uma grande alegria por este feito do Desportivo de Chaves. Oxalá o clube seja a imagem da região, pois deve ser pelo mérito e pela qualidade que os transmontanos darão a volta a uma região deprimida e ostracizada.
12 abril 2010
Ipsis verbis - ser português
“Sou português, serei sempre. Não estou disposto a perder a minha nacionalidade (...)Estou cá (em Andorra) há 25 anos mas é a primeira vez que ouço falar em desemprego(...) a construção está parada e a hotelaria em crise”. José Manuel da Silva residente há 25 anos em Andorra e natural de Carrazeda de Ansiães. Daqui
11 abril 2010
Ipsis verbis - pare, escutre e olhe
"Já vi e vale a pena. Um documentário sobre a ignorância de uma elite incapaz e sobre um povo que foi deixado para trás. É sobre o abandono, a megalomania e a incúria. É sobre Portugal, um país falhado nas mãos de patos bravos. Desanima. Fica-se com poucas esperanças" , Daniel Oliveira a propósito da estreia do filme "Pare, escute e olhe" de Jorge Pelicano.
Trailer Cinema "Pare, Escute, Olhe" from Pare, Escute, Olhe on Vimeo.
08 abril 2010
Paintball
A Primavera já chegou. Com ela surgem as primeiras actividades desportivas de ar livre.Assim, a empresa Activansilanis realizou na passada sexta feira dia 2 de Abril, a segunda actividade de PAINTBALL num cenário muito radical na qual teve muitos participantes. A "guerra" teve inicio as 15h junto à Zona Industrial de Carrazeda de Ansiães. Muitos tiros, muita animação, muita diversão....
No final todos venceram pela boa disposição...
Obrigado a todos que participaram.
Óscar Barbosa
No final todos venceram pela boa disposição...
Obrigado a todos que participaram.
Óscar Barbosa
06 abril 2010
Casas, montes e gentes de haver música …
Peregrina do mundo desde que me reconheço
Olho sempre de novo, com esperança, de cada vez que regresso
esta nesga de terra árida e fértil onde,
viandante sem aguilhada nem caminho
em cada canto, em cada momento, renasço
Lá em cima, ao descer da estrada,
debruçada no muro que dá as boas vindas a quem entra,
janela escancarada de Marcel Duchamp,
experimento, como nos seus célebres ready made
o Douro e o Tua enleando-se, ao fundo, carinhosos, num abraço de pai e filho pródigo
reunidos no leito que os levará ao mar, rente à linha mil vezes afagada no sobe e desce sonoro do comboio
assim de longe vistos, cintilam como duas cobrinhas de água mansa,
girinos translúcidos, no tanque parado da infância, em parras fulvas e flores campestres
Olho atrás e arreceio-me dos céus cinzentos e das fragas altaneiras e esbeltas
Que serpenteiam as serranias do planalto engalanado de nevoeiro e arco íris
Saltitante o olhar desloca-se sorrateiro e manso como as ovelhas e as cabras no pasto
Até às antiquíssimas ameias do castelo ancião
E de tanto ver e imaginar passados, patrimónios e história
Divago pelas lonjuras dos nossos rasgados horizontes
Onde a abóbada celeste acende as estrelas que cintilam
Rés às nossas cabeças projectadas na lonjura do espaço cósmico
Retorno a casa, cansada de acções, rica de ideias e como Guerra Junqueiro peço
“Minha velha ama que me estás escutando
Canta-me cantigas de dormir, sonhar”
Inquieta na rasura dos dias que correm à desfilada, hoje, à nossa volta
Prolongo e renovo, à minha maneira, esse republicano poema transmontano
Sim, conta-me histórias e anseios de bem acordar…
Aconchegados nas labaredas da lareira, os sentimentos
abrem-se aos que de longe vêm “Entre quem é…”
E a hospitalidade, que o filósofo da diáspora dificilmente explica
instala-se presente e desnuda, a dentro de portas que nunca se fecham
Enquanto os sinos repicam, festivos, soando pelos campos de urzes, giestas e papoilas
sinfonia de cores na brisa quente e fresca, ondas de verde esperança ondulante
perambulo, como candeia acesa por atalhos e caminhos
Celtas, romanos, bárbaros, cristãos, empedrados e de macadame
Colhendo campainhas do monte, brancas e amarelas, silvas e amoras
As pernas me bailam lestas com abelhas, gafanhotos e lagartixas por entre muros e musgo, ao som rasante de andorinhas e cucos da carrasqueira
E vou tecendo meias, mantas e património que liga gerações
Regresso aos povoados ontem assim mesmo, hoje quase desertos
Ensombram-se-me os olhos com a falta dos risos e choros das crianças
E só então me dou conta: à volta, tanta coisa, mas gente, gente, nada.
Assalta-me o desânimo perante estes montes carecas e solitários desenhando o espaço
Que já vi fervilhando de gente e cultivados, kolkoses soviéticos sonhados em minha juventude
Porém…na verdade…todavia
não cabia então na generosidade do meu pensamento jovem
o poema da pedra do meu amado poeta brasileiro Drumond de Andrade
que, certeiro na ambiência de desânimo que nos mata, assim dizia:
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Porém, como eu dizia no início, e ao contrário do poeta,
não correm meus olhos o perigo da fadiga, de cada vez que aqui retorno
sozinha, ou bem acompanhada como aqui, hoje, sábado de aleluia,
sinto que a Fénix renasce e nas suas asas,
a crença de que sempre se pode tirar a pedra do meio do caminho.
No colectivo olhar ao fundo do túnel a alegria de uma luzinha que brilha.
Otília Lage
Casal de Tralhariz, Encontro de Carrazedenses e Colaterais, 3 de Abril de 2010
Olho sempre de novo, com esperança, de cada vez que regresso
esta nesga de terra árida e fértil onde,
viandante sem aguilhada nem caminho
em cada canto, em cada momento, renasço
Lá em cima, ao descer da estrada,
debruçada no muro que dá as boas vindas a quem entra,
janela escancarada de Marcel Duchamp,
experimento, como nos seus célebres ready made
o Douro e o Tua enleando-se, ao fundo, carinhosos, num abraço de pai e filho pródigo
reunidos no leito que os levará ao mar, rente à linha mil vezes afagada no sobe e desce sonoro do comboio
assim de longe vistos, cintilam como duas cobrinhas de água mansa,
girinos translúcidos, no tanque parado da infância, em parras fulvas e flores campestres
Olho atrás e arreceio-me dos céus cinzentos e das fragas altaneiras e esbeltas
Que serpenteiam as serranias do planalto engalanado de nevoeiro e arco íris
Saltitante o olhar desloca-se sorrateiro e manso como as ovelhas e as cabras no pasto
Até às antiquíssimas ameias do castelo ancião
E de tanto ver e imaginar passados, patrimónios e história
Divago pelas lonjuras dos nossos rasgados horizontes
Onde a abóbada celeste acende as estrelas que cintilam
Rés às nossas cabeças projectadas na lonjura do espaço cósmico
Retorno a casa, cansada de acções, rica de ideias e como Guerra Junqueiro peço
“Minha velha ama que me estás escutando
Canta-me cantigas de dormir, sonhar”
Inquieta na rasura dos dias que correm à desfilada, hoje, à nossa volta
Prolongo e renovo, à minha maneira, esse republicano poema transmontano
Sim, conta-me histórias e anseios de bem acordar…
Aconchegados nas labaredas da lareira, os sentimentos
abrem-se aos que de longe vêm “Entre quem é…”
E a hospitalidade, que o filósofo da diáspora dificilmente explica
instala-se presente e desnuda, a dentro de portas que nunca se fecham
Enquanto os sinos repicam, festivos, soando pelos campos de urzes, giestas e papoilas
sinfonia de cores na brisa quente e fresca, ondas de verde esperança ondulante
perambulo, como candeia acesa por atalhos e caminhos
Celtas, romanos, bárbaros, cristãos, empedrados e de macadame
Colhendo campainhas do monte, brancas e amarelas, silvas e amoras
As pernas me bailam lestas com abelhas, gafanhotos e lagartixas por entre muros e musgo, ao som rasante de andorinhas e cucos da carrasqueira
E vou tecendo meias, mantas e património que liga gerações
Regresso aos povoados ontem assim mesmo, hoje quase desertos
Ensombram-se-me os olhos com a falta dos risos e choros das crianças
E só então me dou conta: à volta, tanta coisa, mas gente, gente, nada.
Assalta-me o desânimo perante estes montes carecas e solitários desenhando o espaço
Que já vi fervilhando de gente e cultivados, kolkoses soviéticos sonhados em minha juventude
Porém…na verdade…todavia
não cabia então na generosidade do meu pensamento jovem
o poema da pedra do meu amado poeta brasileiro Drumond de Andrade
que, certeiro na ambiência de desânimo que nos mata, assim dizia:
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Porém, como eu dizia no início, e ao contrário do poeta,
não correm meus olhos o perigo da fadiga, de cada vez que aqui retorno
sozinha, ou bem acompanhada como aqui, hoje, sábado de aleluia,
sinto que a Fénix renasce e nas suas asas,
a crença de que sempre se pode tirar a pedra do meio do caminho.
No colectivo olhar ao fundo do túnel a alegria de uma luzinha que brilha.
Otília Lage
Casal de Tralhariz, Encontro de Carrazedenses e Colaterais, 3 de Abril de 2010
05 abril 2010
Centros de Saúde - Os 12 centros de saúde do distrito de Bragança, que fazem parte do ACES -Nordeste (Agrupamento de Centros de Saúde do Nordeste Transmontano), foram galardoados com troféus da marca de Atendimento de Qualidade Reconhecida.
Mirandela - A centenária estação de Mirandela da Linha do Tua, votada ao abandono há mais de duas décadas, poderá encher-se novamente de vida, transformando-se num centro de artes, cultura, lazer e de memória do caminho de ferro.
A Câmara local tem pronto o projeto da autoria do arquiteto Belém Lima, e o modelo de financiamento dos onze milhões de euros necessários para dar novo uso à estação de comboio com uma dinâmica cultural que passa por um centro de artes, escola de música e espaço museológico.
Macedo de Cavaleiros -Já está em Macedo de Cavaleiros o helicóptero de Suporte Avançado de Vida do INEM. O meio aéreo de socorro chegou ontem ao final da tarde, cumprindo, assim, um protocolo assinado há três anos.
Vila Real - David Fonseca e a banda histórica Xutos e Pontapés vão estar em Vila Real, na Semana Académica da UTAD, que vai decorrer de 18 a 23 de Abril.
Bragança - sinistralidade disparou nas estradas do distrito de Bragança desde o início do ano. Nos primeiros três meses de 2010, já morreram cinco pessoas nas estradas do distrito, três delas no IP4.
Desde 1 de Janeiro já morreram cinco pessoas nas estradas do distrito, metade do total de mortos registados em todo o ano de 2010.
No ano passado, por esta altura, registava-se apenas uma vítima mortal, o condutor de um autocarro sinistrado no IP4.
Mas também os feridos graves aumentaram para mais do dobro.
Em 2009 havia, até final de Março, oito feridos graves contra os 18 registados já este ano.
Mirandela - A centenária estação de Mirandela da Linha do Tua, votada ao abandono há mais de duas décadas, poderá encher-se novamente de vida, transformando-se num centro de artes, cultura, lazer e de memória do caminho de ferro.
A Câmara local tem pronto o projeto da autoria do arquiteto Belém Lima, e o modelo de financiamento dos onze milhões de euros necessários para dar novo uso à estação de comboio com uma dinâmica cultural que passa por um centro de artes, escola de música e espaço museológico.
Macedo de Cavaleiros -Já está em Macedo de Cavaleiros o helicóptero de Suporte Avançado de Vida do INEM. O meio aéreo de socorro chegou ontem ao final da tarde, cumprindo, assim, um protocolo assinado há três anos.
Vila Real - David Fonseca e a banda histórica Xutos e Pontapés vão estar em Vila Real, na Semana Académica da UTAD, que vai decorrer de 18 a 23 de Abril.
Bragança - sinistralidade disparou nas estradas do distrito de Bragança desde o início do ano. Nos primeiros três meses de 2010, já morreram cinco pessoas nas estradas do distrito, três delas no IP4.
Desde 1 de Janeiro já morreram cinco pessoas nas estradas do distrito, metade do total de mortos registados em todo o ano de 2010.
No ano passado, por esta altura, registava-se apenas uma vítima mortal, o condutor de um autocarro sinistrado no IP4.
Mas também os feridos graves aumentaram para mais do dobro.
Em 2009 havia, até final de Março, oito feridos graves contra os 18 registados já este ano.
03 abril 2010
EDP propõe autocarro e barco como alternativa ao comboio na Linha do Tua
02 abril 2010
Pensar dos leitores: lixeira
visto que a minha tentativa de publicação deste post (em anexo) no blogue pensar Carrazeda não teve eco, envio-te o mesmo para que publiques no teu.... se assim o entenderes...
A pretexto da campanha de limpeza que ocorreu em todo o país no passado dia 20 de Março, publicou este Blogue algumas imagens do trabalho realizado na limpeza de lixeiras no concelho, por alguns colaboradores. Nestas imagens houve a vontade deliberada de seleccionar algum lixo encontrado e referente à última campanha eleitoral do Bloco de Esquerda. A intenção foi a de denunciar a incoerência de um movimento que tem pugnado pela salvaguarda do equilíbrio ecológico e natural; o ataque pessoal com a difusão de imagens para denegrir e caluniar supostos autores sem oportunidade de defesa. Acontece que o único responsável pelo sucedido, sou apenas EU, que, na posse desse material, não soube cuidar devidamente da sua melhor selecção.
Efectivamente, incumbi alguém de me levar o lixo ao Ecocentro, sem me aperceber que junto estariam os ditos panfletos de propaganda política. Contudo, a funcionária deste centro recusou-se a aceitar os resíduos, que seriam essencialmente grande quantidade de detritos de gesso. Perante a situação a mesma aconselhou a “depositá-lo no monte”.
Tomei agora e deste modo, conhecimento do que terá sucedido, pelo que me propus ir ao local tentar recolher os detritos que porventura ali ainda se encontrassem e pedir à Câmara Municipal que diligencie o modo de poder desfazer-me definitivamente deste género de entulho, que não sei porquê, o nosso Ecocentro não aceita recolher.
Ante o sucedido, lamento apenas o modo como o assunto é tratado e peço desculpa a todos aqueles que são parte integrante daquela lista, que nada fizeram para verem a sua imagem retratada desta forma.
Paulo Moura
A pretexto da campanha de limpeza que ocorreu em todo o país no passado dia 20 de Março, publicou este Blogue algumas imagens do trabalho realizado na limpeza de lixeiras no concelho, por alguns colaboradores. Nestas imagens houve a vontade deliberada de seleccionar algum lixo encontrado e referente à última campanha eleitoral do Bloco de Esquerda. A intenção foi a de denunciar a incoerência de um movimento que tem pugnado pela salvaguarda do equilíbrio ecológico e natural; o ataque pessoal com a difusão de imagens para denegrir e caluniar supostos autores sem oportunidade de defesa. Acontece que o único responsável pelo sucedido, sou apenas EU, que, na posse desse material, não soube cuidar devidamente da sua melhor selecção.
Efectivamente, incumbi alguém de me levar o lixo ao Ecocentro, sem me aperceber que junto estariam os ditos panfletos de propaganda política. Contudo, a funcionária deste centro recusou-se a aceitar os resíduos, que seriam essencialmente grande quantidade de detritos de gesso. Perante a situação a mesma aconselhou a “depositá-lo no monte”.
Tomei agora e deste modo, conhecimento do que terá sucedido, pelo que me propus ir ao local tentar recolher os detritos que porventura ali ainda se encontrassem e pedir à Câmara Municipal que diligencie o modo de poder desfazer-me definitivamente deste género de entulho, que não sei porquê, o nosso Ecocentro não aceita recolher.
Ante o sucedido, lamento apenas o modo como o assunto é tratado e peço desculpa a todos aqueles que são parte integrante daquela lista, que nada fizeram para verem a sua imagem retratada desta forma.
Paulo Moura
01 abril 2010
Ipsis verbis - IP2 e IC5
"Contra ventos e marés vamos fazer o IP2 e o IC5, porque é assim que se faz tudo em Portugal." José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal
30 março 2010
Pensar dos leitores: raivas e marcas
Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.
Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.
O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.
O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:
- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.
(recebido por email)
Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.
Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.
O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.
O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:
- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.
(recebido por email)
Pensar dos leitores: privatizar
Viva Mesquita,
A publicação despertou a minha curiosidade e resolvi pesquisar sobre o assunto, espero que contribua de alguma forma para o teu blog.
Existe evidência empírica de que durante o período 1990-1996, num conjunto de 85 empresas de 13 países em vias de desenvolvimento (nesta amostra, Portugal está incluído) e 15 países industrializados, a completa ou parcial privatização implica aumentos de rentabilidade, de vendas, de eficiência operacional e de pagamento de dividendos. Também implica a diminuição dos níveis de dívida das empresas. Também é interessante referir que os níveis de investimento durante este período diminuíram assim como o emprego, no entanto, segundo os autores estes dois últimos resultados não são estatisticamente significativos.
A publicação está em: http://faculty-staff.ou.edu/M/William.L.Megginson-1/prv90pap.pdf
Em relação à opção do governo em proceder às privatizações, a meu ver já se tornaram imprescindíveis para o cumprimento do PEC apesar do timing da oferta pública não seja dos melhores. Porém, é um erro colocar tudo no mesmo saco (CTT, REN, TAP, EDP, GALP,...). São empresas diferentes que devem ser analisadas segundo várias ópticas tais como concorrência, existência de monopólios naturais, regulação no sector, valorização dos mercados e rentabilidade da própria empresa - pois ninguém está disposto a investir numa empresa que acumula perdas ano após ano. Por isto, creio ser muito mais exequível e do interesse nacional uma privatização da GALP do que dos CTT. A ideia é a seguinte, o que Estado perde através dos dividendos da empresa tem que ser compensado por um acréscimo no IRC, entre outras variáveis.
Em relação ao impacto que isto tem no Interior, é um facto que não combate a desertificação mas isso não pode ser impeditivo de aumentos de eficiência na economia portuguesa como um todo. Mas para isso existe o Estado, tem de ser chamado a desempenhar esse papel de diminuição das desigualdades regionais através de investimento público pelo menos numa fase inicial para que possa estimular posteriormente o sector privado. Governo após governo, seja de esquerda ou de direita, todos têm estado empenhados em adiar esse compromisso.
Abraço,
David
A publicação despertou a minha curiosidade e resolvi pesquisar sobre o assunto, espero que contribua de alguma forma para o teu blog.
Existe evidência empírica de que durante o período 1990-1996, num conjunto de 85 empresas de 13 países em vias de desenvolvimento (nesta amostra, Portugal está incluído) e 15 países industrializados, a completa ou parcial privatização implica aumentos de rentabilidade, de vendas, de eficiência operacional e de pagamento de dividendos. Também implica a diminuição dos níveis de dívida das empresas. Também é interessante referir que os níveis de investimento durante este período diminuíram assim como o emprego, no entanto, segundo os autores estes dois últimos resultados não são estatisticamente significativos.
A publicação está em: http://faculty-staff.ou.edu/M/William.L.Megginson-1/prv90pap.pdf
Em relação à opção do governo em proceder às privatizações, a meu ver já se tornaram imprescindíveis para o cumprimento do PEC apesar do timing da oferta pública não seja dos melhores. Porém, é um erro colocar tudo no mesmo saco (CTT, REN, TAP, EDP, GALP,...). São empresas diferentes que devem ser analisadas segundo várias ópticas tais como concorrência, existência de monopólios naturais, regulação no sector, valorização dos mercados e rentabilidade da própria empresa - pois ninguém está disposto a investir numa empresa que acumula perdas ano após ano. Por isto, creio ser muito mais exequível e do interesse nacional uma privatização da GALP do que dos CTT. A ideia é a seguinte, o que Estado perde através dos dividendos da empresa tem que ser compensado por um acréscimo no IRC, entre outras variáveis.
Em relação ao impacto que isto tem no Interior, é um facto que não combate a desertificação mas isso não pode ser impeditivo de aumentos de eficiência na economia portuguesa como um todo. Mas para isso existe o Estado, tem de ser chamado a desempenhar esse papel de diminuição das desigualdades regionais através de investimento público pelo menos numa fase inicial para que possa estimular posteriormente o sector privado. Governo após governo, seja de esquerda ou de direita, todos têm estado empenhados em adiar esse compromisso.
Abraço,
David
29 março 2010
A certeza da construção do IC5 voltou
Segundo o acórdão divulgado sexta-feira, o consórcio liderado pela Mota-Engil reduziu o valor a pagar pela Estradas de Portugal (EP) na concessão rodoviária Douro Interior, voltando ao montante inicialmente proposto, de 696 milhões de euros, em vez dos mais de 750 milhões previstos anteriormente. Recorrendo à subtracção são menos 54 milhões de euros que os contribuintes portugueses vão pagar. Esta trapalhada que assustou até os mais optimistas mostra como se desbarata o dinheiro público em Portugal, nesta como noutras concessões habituámo-nos à ditadura das concessionárias e às derrapagens escandalosas. Espera-se que nada mais assombre a construção do nosso IC5. Venha a "estrada da justiça" e depois vamos ver quem toca guitarra...
Ipsis verbis - IP2 e IC5
“O distrito de Bragança precisa como do pão para a boca da conclusão destas estradas. E foi penoso ver como se atrasaram, como os sucessivos Governos foram displicentes ou ignoraram a necessidade dos nordestinos terem estas estradas. Por isso vejo com muito contentamento que o último obstáculo a que tudo corra bem tenha sido removido”, Mota Andrade, deputado do PS pelo círculo eleitoral de Bragança.
Ipsis verbis - Norte ou Trás-os-Montes?
“O que nós queremos aqui hoje é perceber se haverá ou não condições para reunir uma comissão, que seja capaz de contactar os presidentes de Câmara e a massa critica, e perguntar se esta gente ainda está arreigada com a sua génese ou se já é a favor de uma Região Norte” José Silvano, Presidente da Câmara de Mirandela
Outra das preocupações dos jovens da Escola de Carrazeda é a violência entre namorados. "Ela existe", diz uma das alunas, "e fomos alertados para tal com um exemplo que se passou frente à nossa escola. Uma das nossas colegas foi barbaramente agredida pelo namorado (não aluno) e arrastada pelos cabelos cerca de duzentos metros. Mas o que mais nos revoltou foi no dia seguinte ela ter declarado ao Conselho Executivo que nada se passou". Aliás, o DN sabe que alertada a mãe da rapariga para as agressões, esta respondeu, simplesmente, "se as levou é porque as mereceu". É isto que queremos combater, diz Mariana, 20 anos. "Vamos mudar as mentalidades."Do DN
Alunos combatem alcoolismo
Estudantes de Carrazeda de Ansiães criaram uma mini-empresa para alertar para o problema do alcoolismo.Inseridos num concelho em que 70% dos seus sete mil habitantes têm problemas de alcoolismo, muitos dos cerca de 700 alunos do agrupamento de escolas de Carrazeda de Ansiães já têm hábitos exagerados de consumo de vinho.
No DN aqui
Passos Coelho bate Rangel no distrito de Bragança
Pedro Passos Coelho venceu em todas as Concelhias do distrito de Bragança, à excepção de Alfândega da Fé, Freixo de Espada à Cinta e Mirandela.
A vitória mais folgada do novo líder do PSD teve lugar em Mogadouro, por uma diferença de 133 votos, ao passo que Mirandela deu a maior margem a Paulo Rangel, à razão 146 votos.
Ao todo, Paulo Rangel mereceu a confiança de 613 militantes, um número muito abaixo dos 892 obtidos pelo recém-eleito presidente do PSD. Daqui
A leitura dos resultados, contudo, não se esgota nos números, pois há vencidos nas eleições para a Comissão Política Distrital que na noite de sexta-feira passaram a vencedores. Recorda-se que José Silvano recém-eleito líder da distrital perdeu e Telmo Moreno é o grande vencedor pelo apoio a Passos Coelho, ele que perdeu a distrital para Silvano.
A vitória mais folgada do novo líder do PSD teve lugar em Mogadouro, por uma diferença de 133 votos, ao passo que Mirandela deu a maior margem a Paulo Rangel, à razão 146 votos.
Ao todo, Paulo Rangel mereceu a confiança de 613 militantes, um número muito abaixo dos 892 obtidos pelo recém-eleito presidente do PSD. Daqui
A leitura dos resultados, contudo, não se esgota nos números, pois há vencidos nas eleições para a Comissão Política Distrital que na noite de sexta-feira passaram a vencedores. Recorda-se que José Silvano recém-eleito líder da distrital perdeu e Telmo Moreno é o grande vencedor pelo apoio a Passos Coelho, ele que perdeu a distrital para Silvano.
28 março 2010
27 março 2010
COM A VERDADE ME ENGANAS,SIM.SIM...
Água que move Moinhos
Foi há dois ou três anos. O tempo passa depressa. Havia um autarca que na sua freguesia achou por bem, divulgar o que de melhor havia na terra. Moinhos e um Monumento Megalítico, muito bem conservado, uma “Anta”. Na freguesia um habitante fez o trabalho de casa, levando grão de cereal, que seria transformado em farinha, graças à força da água que movia as pedras do moinho. E, a população gostou e até festejou o evento, “oferecendo aos visitantes uma prova do folar e pão caseiro” a ideia foi excelente e serviu de trampolim para voos mais altos para o nosso autarca. Hoje na mó de cima, os moinhos deixaram de trabalhar, a tradição já não é o que era e até a prova do folar, é agora pretexto para a I Mostra de folar de Carrazeda e outras cousas.
A história tem destas coisas, A propósito fui à Piscina de Vila Flor e verifiquei que as condições são óptimas para a “natação” para a aprendizagem e hidroginástica, nem por isso, mas estão ao serviço do publico dos utentes, residam ou não no concelho a título gratuito, é de louvar, estão as Piscinas ao serviço de quem as procura. Ah, na minha e na nossa terra, o que se passa?! Será que o Presidente quer que a malta acredite na história dos buracos e na generosidade e responsabilidade do construtor? Bons exemplos não faltam, vejam por favor, o Centro Cívico e o Museu de Vilarinho da Castanheira. Mas há mais, e para a próxima vamos directos ao assunto, como dizia a minha comadre:- Agora que já andam a lavar os “muros do cemitério” agora vai ser alargado?!!!. Vai?!! E há verba? E vontade?! E a oposição que teima em navegar em águas mortas.
Foi há dois ou três anos. O tempo passa depressa. Havia um autarca que na sua freguesia achou por bem, divulgar o que de melhor havia na terra. Moinhos e um Monumento Megalítico, muito bem conservado, uma “Anta”. Na freguesia um habitante fez o trabalho de casa, levando grão de cereal, que seria transformado em farinha, graças à força da água que movia as pedras do moinho. E, a população gostou e até festejou o evento, “oferecendo aos visitantes uma prova do folar e pão caseiro” a ideia foi excelente e serviu de trampolim para voos mais altos para o nosso autarca. Hoje na mó de cima, os moinhos deixaram de trabalhar, a tradição já não é o que era e até a prova do folar, é agora pretexto para a I Mostra de folar de Carrazeda e outras cousas.
A história tem destas coisas, A propósito fui à Piscina de Vila Flor e verifiquei que as condições são óptimas para a “natação” para a aprendizagem e hidroginástica, nem por isso, mas estão ao serviço do publico dos utentes, residam ou não no concelho a título gratuito, é de louvar, estão as Piscinas ao serviço de quem as procura. Ah, na minha e na nossa terra, o que se passa?! Será que o Presidente quer que a malta acredite na história dos buracos e na generosidade e responsabilidade do construtor? Bons exemplos não faltam, vejam por favor, o Centro Cívico e o Museu de Vilarinho da Castanheira. Mas há mais, e para a próxima vamos directos ao assunto, como dizia a minha comadre:- Agora que já andam a lavar os “muros do cemitério” agora vai ser alargado?!!!. Vai?!! E há verba? E vontade?! E a oposição que teima em navegar em águas mortas.


A Tragicomédia e má vizinhança....
Foi na aldeia de Pombal de Ansiães – não podia ser noutra- do concelho de Carrazeda de Ansiães que se comemorou dignamente o Dia Mundial do Teatro. Dia bonito com Sol que muitos agricultores aproveitaram para deitar o herbicida, pois o tempo não tem permitido fazer tal trabalho e para chuva, já chegava. Mas o simpático São Pedro é que sabe. Em Pombal houve sessão de teatro para os mais jovens e à noite a peça “A Rainha louca, o riso e a morte”
Porque de comédia se trata, não vou deixar passar a oportunidade de levar ao conhecimento dos leitores o seguinte:
Trágico, cómico, louco, mordaz e com intuitos assassinos, assim se pode denominar a peça diabólica e maquiavélica, que o blogue “pensar- Carrazeda” editou. Exerço o meu direito à indignação e penso que só num acto louco, tentando provocar o riso e a chacota -de quem vê e lê a peça – que podia levar à morte. Como na peça acima referida. Fraca gente que edita o que lhe dão e no caso concreto. Alguém de bom senso acredita que os visados, tivessem a coragem de fazer uma lixeira com aquele tipo de resíduos?!! A formação de todos os elementos que fizeram parte das listas, sabem “Reciclar” conhecem os “Ecopontos” e separam o papel, o plástico e o vidro.
No mínimo fico a aguardar que o responsável pelo Blogue, tenha a coragem de admitir que foi uma ideia infeliz e porque “Quem tem telhados de vidro, não deve atirar pedradas”
26 março 2010
25 março 2010
Limpar Portugal_escuteiros
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