15 abril 2010

Uma justa reivindicação

Os responsáveis dos serviços de transportes urbanos das Câmaras de Braga, Bragança, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Barreiro exigem que o Governo os subsidie à semelhança dos serviços homólogos de Lisboa e do Porto.
A exigência vai ser transmitida num encontro marcado para terça feira com o secretário de Estado dos Transportes, durante o qual aquelas autarquias vão reivindicar apoios da administração central.
Os seis municípios exigem que o Governo os subsidie à semelhança do que sucede com os serviços homólogos de Lisboa (Carris, Transportes Públicos de Lisboa) e do Porto (Serviços de Transportes Colectivos do Porto).

8 comentários:

Anónimo disse...

Inteiramente de acordo José A. Mesquita. Mais: se as Autarquias têm os mesmos deveres perante a Lei e a Administração Pública, não se compreende a razão, pela qual, não haverão de usufruir dos mesmos direitos?

Cumprimentos

LVS

João disse...

Se o problema pudesse resolver-se facilmente invocando apenas critérios de justiça, claro que esta reivindicação era justíssima e devia ser resolvida de pronto.Parece-me,no entanto, que a questão é bem mais complicada.
Em vez de uma solução pela positiva,parece que iremos ter uma solução pela negativa,retirando a Lisboa e ao Porto os privilégios de que agora benficiam.
Estamos em tempos de reduzir despesas e não de as aumentar.
Era um paraíso se todas as reivindicações pudessem ser satisfeitas por critérios exclusivos de justiça.
JLM

Anónimo disse...

Então, se não são satisfeitas por intermédio desses critérios, são realizadas, afinal, por quê e de que forma? Será que a JUSTIÇA de hoje, não é a mesma de outrora? É que, os descontinuísmos que emergem na área da justiça -- e muito bem! --, só se justificam quando eles visam a sua melhoria e a sua verdadeira conotação etimológica, isto é, a JUSTIÇA, propriamente dita.

Entretanto, apesar dos seus altos e baixos, quero crer que deve ser através de requisitos racionais exclusivos de JUSTIÇa que se deve dar a merecida resposta aos mais diversos conflitos que se nos deparam no dia-a-dia. Se não for assim, estou certo, haverá, cada vez mais, assimetrias regionais bastante acentuadas. E, a ser assim, neste caso, infelizmente, como compreenderá, muito mal vai o nosso torrão lusitano, como é, aliás, o caso presente que o responsável deste blogue nos focaliza.

Cumprimentos,

LVS

João disse...

Caro LVS:
Em primeiro lugar,não posso deixar de apreciar em si esse desejo irreprimível de JUSTIÇA.
E,ainda por cima, quando o seu sentido de JUSTIÇA vai muito para além dela,para passar a abarcar também a IGUALDADE.
Estes sentimentos,estes anseios,estas aspirações é que enobrecem um HOMEM e fazem-no até sofrer terrivelmente quando não consegue que esses ideais se impregnem na vida individual e colectiva.
Se o HOMEM fosse DEUS tudo seria fácil de resolver.
Como,no entanto, são precisos meios para atingir certos fins e esses meios são ,para os homens, limitados,teremos forçosamente que contentar-nos com justiças e igualdades humanas,que se transformam,quantas vezes, em injustiças e desigualdades.
JLM

Anónimo disse...

Caríssimo JLM,
Se a JUSTIÇA não é um caminho para atingir a IGUALDADE perante os cidadãos, pergunto-lhe: afinal para que é que ela NOS SERVE???!!

Cumprimentos,

LVS

João disse...

Caríssimo:
Para mim, a justiça,o sistema judicial,serve, apenas, para a resolução dos conflitos(tout court),que se desejaria célere.
Mas como ela,em geral,não é célere,confesso que não sei bem para que ela serve.
A JUSTIÇA de DEUS,essa,como sabe,é aplicada no juízo final, no DIES IRAE,e serve,ao que sei, para aterrorizar toda a gente.
JLM

Anónimo disse...

Ilustríssimo JLM,

Face à dissertação que nos apresenta, confesso, sinceramente, que concordo, em parte com ela.

Entretanto, permita-me que em relação ao segundo parágrafo o subscreva, porquanto nos refere que, infelizmente, a JUSTIÇA não é célebre, aliás, como deve ser, para bem de todos os cidadãos e instituições, na justa medida em que todos são iguais perante a LEI.

Por conseguinte, o que é mais pertinente ainda -- e permita-me que lhe diga! -- é que, a classe politica que nos (des)governa, pouco, ou quase nada, têm envidado esforços no sentido de a tornar, por exemplo, mais eficaz, dinâmica, objectiva, racional e imparcial.

Neste caso, digo imparcial e, permita-me que lhe confesse que, às vezes, penso até que, a JUSTIÇA de hoje, com o devido respeito que ela me merece, assemelha-se muito à alegoria da pulga e do elefante, isto é, quem tem poder financeiro liberta-se e, quem o não possui, fica prisioneiro dela.

Cumprimentos,

LVS

Anónimo disse...

Gosto muito da forma como opina o LVS e como apresenta o seu pensamento. PARABÉNS.