31 maio 2008

Mentiras Verrinosas ( enquanto o Sol não chega)

Nota introdutória:
Chama-se mais uma vez a atenção, para o fenómeno que tende a levar alguns a acreditar na natureza enganosa desta rubrica. Este fenómeno, sobretudo para os engajados no sistema, poderá criar náuseas e indisposições, pelo que a rubrica não se recomenda.
Esta destina-se sobretudo a ser lida pelos que gostam da sua terra, trabalham e se inteiram aqui, do contributo que os seus impostos dão para o ridículo e anedótico do sistema democraticamente instituído.

- Ultimamente têm-se feito menos “borradas” no município.
Dizem que tem havido menos “papel” higiénico disponível.

- Já há mais uma explicação para a situação de “banca rota” em que se encontra o Município. A culpa está num erro de português, nos impressos onde se inscrevem as contas a haver. No fundo do impresso em vez de somar está inscrito sumir.

- O Município de Carrazeda é já um “case study” para o estudo e a análise da sua gestão ao longo destes últimos anos.

- Perguntam: -De onde é!
Resposta: - Sou de Carrazeda.
Concluem: -Então é transmontanso!?

- Aguarda-se a chegada do bom tempo para que o nosso vereador da oposição comece a fazer sobrevoos pelo município na sua máquina voadora. O objectivo é o de se mostrar e, ao mesmo tempo, confirmar do alto as cores desbotadas do seu concelho.

- Agora, por causa da crise anda tudo a plantar nabiças.

- Perdida a esperança da realização do Museu Rural do Vilarinho foi decidido propor à Junta de Freguesia que use a grua que lá se encontra instalada, para o hastear da bandeira da Junta. Recorde-se que a grua para alem da sua altura descomunal, está estrategicamente montada no meio da rua, o que favorece a leitura á distância da bandeira desfraldada.

-Estão a ser contabilizados os idiotas inúteis a fim de lhes ser proposto um curso de formação que os torne úteis.

- A Junta de Freguesia do Pombal decidiu-se pela promoção da natalidade na freguesia. Decidiu construir um Parque de Recreio Infantil. Recorde-se que esta aldeia terá já três ou quatro crianças em idade de frequentar o dito Parque.

- Os pássaros já têm mais lugares para pousar na Praça D. Lopo Vaz de Sampaio.

- O próximo inquérito neste Blog vai colocar esta pergunta: - Você acredita que o nosso município já não está na lista dos devedores

- Como contributo para a campanha das próximas autárquicas, o município vai construir uma catapulta virada para o edifício do município, destinada ao lançamento de candidatos.

29 maio 2008

Túnel do Marão adjudicado sábado

A cerimónia de assinatura da adjudicação da Concessão do Túnel do Marão, que vai ligar Amarante a Vila Real, ao consórcio liderado pela Somague realiza-se sábado, em Amarante.

A ver passar comboios

Vale do Douro retoma histórica linha de trem neste sábado

Peso da Régua, 27 maio (Lusa) - O trem a vapor volta a percorrer a Linha do Douro (que já foi a principal ligação entre o norte português e o resto da Europa) no sábado, numa viagem que pretende levar os passageiros de volta ao início do século 20 e que vai se repetir todos os sábados até Outubro.

A primeira locomotiva do programa "Comboio [trem] Histórico do Douro 2008" parte da estação da Régua com um grupo de passageiros convidados para a viagem inaugural, que será idêntica à realizada pelos turistas.

A 30km/h, a velha locomotiva a vapor vai percorrer os 46 quilómetros que separam o Peso da Régua do Tua (distrito de Carrazeda de Ansiães), numa viagem que tem como paisagem predominante o rio Douro e as vinhas património mundial da Unesco.

O passeio será acompanhado de animação por grupo de música e cantores tradicionais da região do Douro.


A notícia é servida assim pela agência portuguesa. Estas são algumas dádivas que nos trazem. Por cá, cruzamos os braços e vemos passar o comboio... Lucra o "Calça Curta". Bem haja ele!
50 anos depois projecto de regadio do Vale da Vilariça está pronto
Foram precisos 50 anos para que o projecto de regadio do vale da Vilariça esteja praticamente concluído. Carlos Guerra, o director regional de agricultura, confirma que nos próximos meses o projecto, considerado muito importante para a região transmontana, estará concluído e que a última barragem já está a encher.

O director regional de agricultura afirma que com este projecto os valores de produção do vale da Vilariça, que já são bons, podem aumentar. Algumas das culturas podem mesmo quintuplicar. Como é o caso da amêndoa.Carlos Guerra afirmou também que este projecto vai dar a possibilidade aos agricultores do Vale da Vilariça de instalar sistemas de rega colectivos e tecnologicamente avançados. No entanto, Carlos Almendra, da associação de agricultores do Vale da Vilariça, confirmou à RBA que são poucos os agricultores que avançaram para a criação destes sistemas de rega, e que aguardam pelo quadro comunitário de apoio para decidirem se criam os referidos sistemas de rega.O projecto de regadio do Vale da Vilariça estará concluído nos próximos dois meses. A última barragem já está em fase de enchimento.Com este projecto concluído, a produção agrícola do Vale da Vilariça pode subir acentuadamente.

25 maio 2008

A dimensão da atitude

Num texto recente falei do desconhecimento que se tem da condição económica e financeira do município. Entretanto já terá sido aprovado o plano e orçamento do ano anterior e alguns terão ficado com uma leve ideia sobre esta questão. Infelizmente nem esses dados são tornados públicos
De qualquer modo o tema tornou-se pretexto para, entusiasmar a malta anónima que futurou sobre os candidatos ao poder e suas lebres.
È provável que mais uma vêz, o tema que abordo agora, despolete mais polémicas sem que se discuta o que realmente considero que seria o essencial.
Vou referir-me à mudança de atitude, de mentalidade, que será indispensável processar-se na gestão do nosso município. Falo da importância de motivar os funcionários para o gosto pelo trabalho. Falo do respeito e consideração, que tem de haver entre estes e as populações que servem. Falo da qualidade de tratamento humano, da atenção e respeito que os superiores devem devotar aos mais inferiores, sem que se perca a estima e o sentido recíproco de responsabilização. A igualdade de oportunidades deve ser permitida a todos para que concorram em pé de igualdade nos concursos de promoção. Deverá impor-se o rigor e a legalidade de processos, na selecção de candidatos, como forma primeira de restabelecimento da credibilidade e do mérito. Deverá ser-se rigoroso a avaliar mediante parâmetros realistas e previamente definidos.
Deverão usar-se todos os processos válidos de tornar públicos os sistemas e técnicas de avaliação, a implementar ou implementados.
Par uma estrutura de gestão humana ancilosada, cheia de maus vícios, e neste momento, mais à deriva do que nunca, convenhamos que será mais uma tarefa hercúlea a prosseguir. Questiona-se a tarefa humana de liderar a transformação das mentalidades e, a reconversão de vícios em virtudes. Onde hoje se vê inveja, mesquinhez, desigualdade, perversidade, bajulação e rudeza, terá de se ver, respeito, consideração, tolerância, cumprimento e dignidade.
Trata-se pois mais uma vez de nos questionar sobre quem assume um perfil de líder capaz de processar este milagre! Quem se perfila com este espírito fino e sensível! Quem consegue demonstrar este carácter de excelências e ainda convencer-nos dos seus predicados pelo exemplo da sua conduta!

22 maio 2008

DO FUNDO DA ARCA

Um qualquer dia de feira no Toural

Linha do Tua


O Partido Ecologista "Os Verdes" acusou hoje os autarcas do Vale do Tua de se prepararem para assumir o papel de "coveiros" da região e da linha-férrea devido ao "namoro consumado" com a EDP.
Os autarcas dos concelhos afectados pela construção da barragem de Foz Tua, designadamente Murça, Alijó, Mirandela, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, reuniram pela primeira vez com a concessionária da obra, a EDP, na terça-feira.
O Partido "Os Verdes", em comunicado, diz recear que o "namoro consumado "entre a EDP e os autarcas "seja indiciador de que estes se preparam para assumir o papel de coveiros do Vale e da Linha do Tua".
Acrescenta que a excepção vai para o presidente da câmara de Mirandela, José Silvano, "que até agora tem assumido outra posição", nomeadamente a defesa da continuidade da linha de ferro.
A construção da barragem, independentemente de ser à cota máxima ou mínima, vai submergir parte da linha do Tua.

(..)

A reabertura da linha do Tua em toda a sua extensão foi adiada para o próximo dia 2 de Junho. O Instituto dos Transportes e da Mobilidade Terrestre (IMTT) tinha anunciado, na passada sexta-feira, que a partir de hoje seria retomada a circulação no troço entre Abreiro e a Estação do Tua. Ontem remeteu um fax ao Metro de Mirandela revogando a primeira decisão e anunciando a nova data. Sem mais explicações.
A comunicação apanhou de surpresa o presidente do Metro e da Câmara de Mirandela, José Silvano, e não o deixou nada bem disposto. Porquê? "Porque ninguém consegue entender esta disparidade de situações", que é como quem diz, um fax na sexta a permitir a reabertura da linha e um outro, cinco dias depois, a anular a primeira decisão. "É inadmissível", protesta, indo mais longe "Não é uma questão técnica. É uma questão política!"

(...)

E para queremos a lei?

A uma semana da entrada em vigor da nova lei dos serviços públicos essenciais, o vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) disse que as autarquias vão contornar a lei para não perder as receitas.
«A taxa de aluguer dos contadores desapareceu» porque a lei assim o determinou, mas «os municípios têm de repercutir nos preços aquilo que lhes custa e fizeram-no adaptando o preço do metro cúbico ou nalgum casos através da taxa de disponibilidade de serviço que a própria lei permite que exista», explicou.

E é assim o procedimento daqueles que deviam respeitar a lei.

Bons exemplos

O Parque Biológico de Vinhais (...) inaugurada na passada sexta-feira, pelo secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, aposta na interpretação da paisagem, educação ambiental, ecoturismo e conservação da natureza.
Este é o primeiro Parque Biológico criado em Trás-os-Montes e o terceiro na região Norte, juntando-se a Vila Nova de Gaia e a Lamego.

Por outras, palavras,

Manuel, António, Pina

A GALP está inconsolável. No primeiro trimestre deste ano teve menos 8,4% de lucros do que no mesmo período do ano passado, e agora só está a ganhar 1,2 milhões de euros por dia. O que é isso comparado com mais 2 ou 3 cêntimos nos preços da gasolina e do gasóleo? Os portugueses são uns queixinhas. A GALP queria-os ver a ganhar só 1,2 milhões por dia! A culpa da pobreza extrema da GALP (um dia destes haveremos de ver o dr. Ferreira de Oliveira e os outros administradores da GALP a pedir à porta da igreja dos Congregados) é do aumento dos preços do petróleo. É certo que, entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007, o preço da gasolina 95 aumentou em Portugal 11% e o do gasóleo 17,2%, enquanto o preço médio do petróleo, em euros, subiu apenas 1,5%. Mas a GALP tem muitas despesas; ainda há dias, por exemplo, teve que comprar a Esso. Por isso, o dr. Ferreira de Oliveira vê "com profunda tristeza a especulação incompetente" (não a especulação financeira, que é, como se tem visto, particularmente "competente" a fazer subir preços, mas a dos consumidores que acusam a GALP e demais petrolíferas de cartelização, quando se sabe que os aumentos simultâneos dos preços dos combustíveis são mera coincidência). Por que não um peditório nacional a favor da GALP?

Divulgação

20 maio 2008


Estudo ambiental da barragem de Foz Tua já deu entrada no Instituto da Água

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da barragem de Foz Tua, que vai definir a cota de construção da infra-estrutura, já está a ser analisado pelo Instituto da Água (INAG), anunciaram hoje os autarcas do vale do Tua. Os presidentes das câmaras de Murça, Alijó, Mirandela, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães reuniram-se pela primeira vez com representantes da EDP, empresa a quem foi concessionada a construção da infra-estrutura.
O anfitrião da reunião, o autarca de Murça, João Teixeira, limitou-se a ler um comunicado através do qual informou que o Estudo de Impacto Ambiental da barragem foi entregue ao INAG. O representante acrescentou que se "mantêm em aberto todas as perspectivas" e que os municípios só tomarão uma posição após análise detalhada do EIA e a "apresentação do estudo de impacto", mandado elaborar pelos municípios, e que "servirá de suporte a uma decisão final".

Numa primeira reunião entre os autarcas e a Estrutura de Missão do Douro, a 16 de Abril, em Carrazeda de Ansiães, ficou decidida a realização de um estudo que contemple todos os cenários de evolução possíveis, incluindo a construção ou não da barragem de Foz Tua, bem como a manutenção ou não da Linha do Tua.

Os autarcas do vale do Tua registaram "com agrado uma mudança de comportamento da EDP na participação neste tipo de processo". A EDP foi a única concorrente à construção da barragem, tendo apresentado uma proposta de construção a uma cota de 195 metros. Após a reunião de hoje, em Murça, António Castro, da EDP Distribuição, salientou que a decisão final sobre a cota será tomada em sede de Declaração de Impacto Ambiental.

"Qualquer que seja a cota tem sempre impactos na linha do Tua. Mas isto não quer dizer que a linha desapareça, quer dizer que uma parte da linha vai ser desactivada e que podem ser criadas formas de transporte alternativas", referiu o responsável. António Castro frisou que a barragem é um "projecto estruturante" que pode ser "um motor de desenvolvimento da região" e acrescentou que o projecto será concretizado tendo em conta as necessidades dos municípios e da região.

A cota dos 170 metros parece ser a mais consensual entre os autarcas dos concelhos envolvidos, menos para José Silvano, presidente da Câmara e do Metro de Mirandela, que defende a manutenção da linha a todo o custo. O metropolitano é responsável pela circulação na Linha do Tua, ao serviço da CP, ligando Mirandela a várias aldeias da região mas principalmente à Linha do Douro, em Foz Tua.

Lusa

16 maio 2008

Mentiras Verrinosas ( enquanto se digerem as favas)

-Um grupo de turistas acidentais procurava a Terra Quente e ninguém lhes soube dizer onde era.

- A última escultura pública inaugurada no âmbito do MIECAL, tem atraído o chamado turismo religioso, desde que se decidiu chamar-lhe a auréola do Presidente.

- Foi descerrada uma lápide a comemorar a passagem do Duque de Bragança pela Estação de S. Lourenço, no seu recente passeio de comboio pela desditosa linha do Tua. Com a Barragem, admite-se que esta Estação restaurada se torne local de culto dos amantes de mergulho aquático, que gostem de admirar ruínas de estações arqueológicas subaquáticas.

- Desde que o Sr. Presidente decidiu dizer que são gratuitas as esculturas que embelezam a nossa terra, todos lhe pedem agora que consiga de graça, outras graças. Por exemplo, operações em Cuba, excursões a Andorra ou a Cabo Verde, bolsas de estudo, consultas de pediatra, etc.

- Perante o caos reinante em que são coniventes, os deputados da nossa Assembleia Municipal prometem agora concluir as reuniões a rezar o Credo.

- Actividades que se perspectiva que desapareçam por aqui a breve trecho:
- Engraxadores, Angariadores de Votos e Angariadores de devotos, Jardineiros, Calceteiros, Fiscais ecológicos, Mediadores de cunhas, Sardinheiros e Sardinheiras, Construtores de galinheiros, Vendedores de bilhetes de tômbola, Treinadores de bancada, Fiscais de parquímetros, Guardadores de rebanhos, etc.

- Parece estar agora a concluir-se que o paradigma da "Sardinha Assada" era um paradoxo.

- Apesar da crise está garantido que, o subsídio para o sustento de gado asinino irá continuar.

- A máxima que mais se ouve : “reforma-te antes que fiques órfão”.


- Já se diz que, se a oposição ganhar as próximas, em vez de Vereadores vão propor Varredores.

- Concluiu-se agora que, o maior negócio da restauração do ano que findou, foi o que resultou da movimentação de pessoal no desastre da linha do Tua.

Volta o comboio

Linha do Tua reabre na próxima quinta-feiraAté quando?

Deputados acusam Ministro da Cultura de desinteresse por candidatura à UNESCO

Os deputados eleitos pelo PSD de Bragança acusam o Ministro da Cultura de desintetesse pela candidatura das tradições orais galaico-portuguesas a Património Mundial. Os parlamentares apontam o dedo acusatório ao ministro, pelo facto de José Pinto Ribeiro não ter ainda respondido a um pedido de audiência, solicitado pela associação Luso-Galega que está a fazer o trabalho de sustentação da candidatura. Desde o dia 17 de Março que os responsáveis pela “Ponte ... nas ondas” estão à espera de uma resposta.

Olimpia Candeias, deputada social-democrata, lembra que o Estado português tem de definir o apoio a um projecto cujo prazo limite para ser apresentado é o dia 30 de Agosto. Sublinha ainda que, em contraste com o alegado desinteresse do Ministro da Cultura, o governo da Galiza está a apostar forte nesta candidatura. Teme-se que a candidatura das tradições orais galaico-portuguesas a Património Mundial possa falhar devido à falta de resposta do Ministério da Cultura.
na RBA

15 maio 2008

Migrações

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está entre as primeiras 100 instituições de Ensino Superior europeias que mais trocam população escolar no âmbito do Erasmus, um programa de mobilidade de alunos e professores.
Este ano lectivo, estão envolvidos naquele programa cerca de 300 estudantes e 90 docentes, dos quais 150 são jovens de vários países europeus que vieram estudar para Bragança, a maioria vem de Espanha, Itália e Grécia, mas as deslocações dos países de Leste estão a aumentar, nomeadamente da República Checa, Lituânia e Eslovénia.


É curiosa esta notícia do intercâmbio de estudantes. A mobilidade de alunos e professores é uma das principais conquistas de liberdade no espaço europeu. Cremos que é também na osmose de culturas que os povos constroem o seu progresso. Recorde-se o "orgulhosamente sós" que nos tornou no país mais atrasado do velho continente, em contraste com os países da Europa Central que assentaram o seu desenvolvimento na abertura de fronteiras e livre circulação de pessoas e bens.
No entanto, não se pode confundir livre circulação de pessoas com o fenómeno da emigração portuguesa ou outras. A emigração arrasta consigo problemas de desenvolvimento das pessoas em dificuldades no país de origem quanto a subsistência e mesmo nível de vida. Assim muitos portugueses emigraram para melhorar a sua situação familiar e nos tempos modernos as emigrações africanas ou dos países de leste inserem-se também nesta problemática.
Não nos devia espantar, se a memória não fosse curta, que o que se passa com as populações africanas e dos países do anterior bloco de Leste que procuram a Europa, ainda há bem pouco tempo se passou com os nossos compatriotas quando procuravam países mais desenvolvidos durante os grandes surtos de emigração portuguesa nos anos sessenta. Mesmo hoje as migrações sazonais particularmente do interior do país para a Suíça, França e Espanha comportam esta vertente. A livre circulação no seu verdadeiro significado deverá ser encarada como uma livre e espontânea vontade do trabalhador sem ter no seu pensamento única e exclusivamente a economia familiar.
No nosso concelho há, no presente, duas comunidades estrangeiras, uma do Casaquistão que aqui tem encontrado trabalho e uma outra que, por via de intercâmbios vários(?), estuda na Escola Profissional. A sua integração tem-se revelado completamente pacífica.
Duas realidades diferentes, mas que têm uma base comum, dificuldades económicas dos seus países de origem.

13 maio 2008

O lugar do morto

Por mais comentários que se façam nos próximos tempos, sobre a próxima liderança para o município, há uma circunstância que ninguém questionou e que no meu entendimento deveria ser decisiva.
Alguém faz uma ideia da situação económica e financeira do município!?
Perante o desconhecido pode imaginar-se um “mar de rosas” ou então olhar-se só para os espinhos. Na realidade nem se sabe se será possível perspectivar-se o “ meio-termo”.
Alguém faz ideia da percentagem de valor financeiro que é dispensada apenas para pagar os salários de uma Câmara, que tem um organigrama de quadros igual ao da cidade de Beja! E neste caso, quem saberá fazer-me a comparação entre o que recebe de duodécimos uma Câmara como a de Carrazeda e, outra como a cidade de Beja!? Afinal que dinheiro sobra para investimentos!? Onde se poderá fazer contenções!? Será na construção do Centro Escolar!? Será na vertente social!?
Que dinheiros se devem!? Que juros se pagam!? Que compromissos existem para o futuro!? Será que o poder central ou a Comunidade Europeia – para o caso tanto faz, continuarão no futuro a prever apoios para as regiões “ mais desfavorecidas”!? Afinal que herança nos fica!? Projectos sem papel e uma máquina desmotivada e cheia de vícios?
Só com respostas aproximadas para estas questões me parece que seria honesto questionarmo-nos sobre se alguém tem vontade e capacidade para se assumir como candidato nas próximas eleições autárquicas. O que está em causa já nem será a obtenção de uma boa reforma já que no meu entendimento o que consigo prever será um Inferno que em boa verdade ninguém tem obrigação de suportar. Ou alguém acredita que se assim não fosse o lugar ficava vago!
Câmara teve de devolver dois milhões de euros

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães foi obrigada a devolver cerca de dois milhões de euros relativos a comparticipações comunitárias de obras por não as ter executado financeiramente nos prazos devidos.
A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães vai associar-se à Confraria da Maçã Portuguesa, que tem como objectivo a defesa e divulgação deste fruto.
Esta organização já reúne outros Municípios de concelhos produtores, nomeadamente no Douro Sul, bem como cooperativas ligadas ao sector.
O presidente da Câmara de Carrazeda, Eugénio de Castro, explica as razões da adesão a esta confraria:
“Se há um pólo, agrupamento ou associação que promove determinados produtos que são locais que têm qualidade e onde se encontram alguns dos nossos, nós naturalmente temos de tirar vantagens. E quando digo nós,
refiro-me ao concelho e não ao município directamente. Da mesma forma que aderimos há dois ou três anos aos Municípios do Vinho, desta vez, aderimos à Confraria da Maçã, porque se há produto que nós temos de muita qualidade e reconhecida por esse país fora é a maçã. Por isso, não fazia sentido que a Câmara se alheasse dessa iniciativa”.

A adesão da Câmara de Carrazeda à Confraria da Maçã Portuguesa só traz vantagens, segundo António Pinto, técnico da Direcção Regional de Agricultura:
“Aqui em Carrazeda temos uma média de 400 a 450 hectares, Moimenta tem 4500 e Armamar 1800, portanto nós só temos vantagem em juntar-nos, em termos de qualidade e de confraria, aos outros concelhos. Aqui o concelho de Carrazeda tem um estrangulamento muito grande, que é a parte comercial. Há cerca de 10 anos, andei nos arranques dos pomares exactamente porque tinha um estrangulamento que era a comercialização. Os pequenos
agricultores produziam e não tinham hipótese de comercializar. Daí o arranque e a cultura alternativa foi o castanheiro”.
Apesar de tudo, António Pinto reconhece que o castanheiro não tem condições para ser rentável nos terrenos que anteriormente foram ocupados por macieiras.
Na Onda Livre

Maio em Revista

“AQUI DA MINHA RUA”
Reformado: - Amigos, vamos homenagear, guardando um minuto de silêncio, pelo grande poeta José Afonso. Autor de canções como Senhora do almortão, A morte saiu à rua e claro está, Grândola vila morena “… terra da fraternidade, o povo é quem mais ordena dentro de ti, oh cidade.” Foi com esta canção que há 34 anos atrás, os militares de Abril fizeram a Revolução dos Cravos no dia 25.
Catita: - oh, oh, oh, há 34 anos ainda eu andava por aí num vago projecto de gente, para encarnar no ventre da minha mãe, quando teve uma relação fugidia com o meu pai, assim teve início a minha vida.
Fininho: -E que vida, valeu o esforço dos teus pais és perfeita e harmoniosa nas curvas delicadas do teu corpo, tens as medidas ideais e a beleza perfeita nesse rosto, onde brilham uns olhos marotos, desculpa a franqueza Catita, mas é verdade.
Maria Fumaça:- Cravo vermelho ao peito, símbolo da liberdade e de recordação dos milhares de políticos que se aproveitaram da porca da política e se alimentaram durante muitos anos. Alguns não faziam nada na vida e foram para a política, assim é que vivem à sua custa, alimentam vícios, distribuem benesses aos familiares e amigos, porque mentiram ao povo e acertaram no Partido onde se meteram. Quem os não conhece?!!!
Gibóia: - A XX Feira do Livro de 25/04/ a 1/05/08 em Carrazeda de Ansiães, há 20 anos que assim é, o alívio da consciência perante uma data à qual se deve a felicidade de uma vida,vivida para nós, com a hipocrisia de dizer que é para o bem de todos e ao serviço dos outros. No dia 25 às 14 h Ficamos a saber: - Que em Vilarinho da Castanheira há uma Banda Filarmónica. Foi inaugurada a escultura do Italiano na Praça dos Combatentes a que deu o nome de Carrazeda de Ansiães-2007- aquele arco tem 5 m de altura e de comprimento 12 m. faz parte de um conjunto de dez obras que farão parte integrante do “PARQUE INTERNACIONAL DE ESCULTURAS EM GRANITO AO AR LIVRE” de Carrazeda de Ansiães. E desse conjunto de 10 obras já temos 4 a saber: -“ Os sete livros da arte e da vida” – Alberto Carneiro- “A pedra bulideira” – Carlos Barreira.” “Em louvor dos limites” de Michael Warren. “ Carrazeda de Ansiães-2007” de Mauro Stacioli e ainda o Mark Brusse que está já a fazer uma intervenção em 4 momentos por cada ângulo da Praça D. Lopo Vaz de Sampaio, monumento a inaugurar em 2009. Qualquer cidadão de Carrazeda, sabe da história e significado destas magnificas obras de granito, que ficaram a custo zero aos cofres da autarquia. Houve Teatro um drama representado pelos alunos do 3º Ano do Curso Técnico de Turismo /Piat da Escola Profissional de Ansiães e Poemas de Abril e outros poetas, no salão dos Bombeiros de Carrazeda, onde há espaço para a exposição de livros e um pequeno palco e auditório para actividades culturais.
Reformado: - Foi já no dia 28 que assisti à peça “ a partir de amanhã” – grupo mundo perfeito- com uma bonita e jovem intérprete que num monólogo, prendeu a atenção dos presentes, que gostaram e soube a pouco, o resto fica para amanhã. No dia 1 de Maio, assisti pelas 16 h à actuação do Rancho Folclórico “Mirandanças” que nada tem a ver com os pauliteiros de Miranda de Cércio, e com as suas danças, estes são de lá perto - como a sorrir confessava uma jovem.
Catita: - Pois foi no dia 2 de Maio, que a bomba rebentou lá em casa, a minha prima Efigénia derretida em lágrimas, porque ouviu na Rádio Ansiães que Eugénio de Castro, não se recandidata à Câmara de Carrazeda nas próximas eleições em 2009. Olhem que chorava como uma madalena, coitadinha, até parece que tinha morrido alguém da família. Coitadinha.
Fininho: - Cá para mim tenho uma teoria e explicação para isso: - Para as eleições de 2009, ainda faltam muitos dias, - muita água vai passar por baixo da ponte- e, a um ano e meio de distância, foi um belo golpe político lançar este balão de ensaio – só para ver o efeito. E, pelos vistos o movimento feminino, sentiu-se, queixou-se e ainda vai organizar o baile das carpideiras para que Eugénio de Castro mude de opinião e não será preciso carpir muito.
Maria Fumaça: - Eu cá não tenho razão de queixa, todas as minhas amigas lá têm os filhos empregados, e até o meu afilhado Joaquim conseguiu entrar para a recolha do lixo e assim ganhar para criar os filhinhos.
Gibóia: - Mas, quem se sentiu verdadeiramente foram os da Oposição, até vieram deitar foguetes e anunciar a festa. Dizem eles que Eugénio de Castro, já se sentia esgotado, já não tem mais nada para dar. Atenção rapazes… Não é com a fraqueza dos outros e à sua custa que nós vamos querer conquistar o direito ao poder. Menosprezar o sucessor do PSD, é burrice e pensar numa vitória fácil, sustentada pela queda do ídolo no mínimo é ignorância pura do que é a vida.
Catita: - Cala as tuas ideias políticas, aqui o segredo é a alma do negócio e olha que se eu contasse aquilo que sei, mas foi com o silêncio que aprendi a viver e a governar a vida, não me tenho dado mal com isso. E, para as mentes perversas que numa mini-saia ajustada a delgada cintura e perna bem torneada, já sonham com uma mulher fácil, uma mulher vadia, da vida, para esses, aqui fica o ponto final.
Sugestão: - Adquiram e leiam no “Jornal O Pombal “ do próximo mês de Maio, a continuação dos problemas, sugestões e ideias dos meus queridos amigos.

12 maio 2008

Vamos lá cambada


Banda Larga na Terra Quente
Internet mais rápida para toda a Terra Quente transmontana. Pode parecer publicidade, mas até ao final do ano vai ser mesmo realidade. Dentro em breve arrancam os trabalhos para a instalação da rede comunitária de banda larga, a qual vai ligar os municípios de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vila Flor. Em cada um destes concelhos vai ser construída uma rede local de banda larga para depois se ligarem todas entre si, formando a rede comunitária.

Este projecto com a designação oficial de “Terraquente Broadband” vai permitir criar iniciativas de combate à info-exclusão e desenvolver projecto s municipais. Esta rede comunitária de banda larga vai ser construída à volta de edifícios públicos e áreas industriais, mas vai também estar aberta aos operadores de telecomunicações, o que permite aos habitantes dos cinco concelhos contemplados aceder a serviços como internet mais rápida. A rede comunitária de banda larga da Terra Quente transmontana vai abranger cerca de 90 mil pessoas. E representa um investimento global de mais de sete milhões e meio de euros, cofinanciados pelas autarquias e fundos comunitários.
na RBA

11 maio 2008

A mudança na continuidade

A forma de fazer política em Carrazeda não tem qualquer importância, como contributo teórico global, face a nossa insignificância. Se tivesse, faria com certeza parte de um “caso de estudo”. As deficiências encontradas na “nobre arte”, aparecem por cá exponenciadas ao limite do decoro. As conquistas de poder não se conseguem pelo trabalho realizado, mas pela fragilidade alheia; o combate político não se realiza pela firmeza e convencimento ideológico, mas pela oportunidade demagógica; a praxis não se pauta pela coerência, mas segue em ziguezague oportunista; o exercício não se faz fruto de uma planificação ou assente num projecto, mas ao sabor do acaso e humores ocasionais; os cargos não se obtêm pelo currículo e valor, mas pela subserviência e beija-mão.

Terminado o ciclo político, posicionam-se na grelha de partida os putativos candidatos, alguns visíveis e outros ainda invisíveis, que ensaiam arremedos de vontade ainda envergonhados, movem influências, tacteiam suportes e um ou outro não os encontrando, nunca sairão do limbo do anonimato, ou montarão o melhor cavalo para cavalgar o poder. Começou também o tiro ao alvo, com o tempo se agravará, recorrendo ao ataque anónimo, quantas vezes mesquinho, covarde e injusto, inventando fantasmas para denegrir adversários.

Finalizada uma fase em que pouco se decidiu e executou para um futuro melhor como comunidade; se agravaram as condições de interioridade por culpas próprias e também alheias (da administração central); não se perspectivaram linhas de rumo para desenvolvimento, se semearam divisões e se alimentaram ódios, nada será como dantes ou será?

Isto também a propósito ou não das declarações do líder da oposição (podem ser lidas no site da Rádio Ansiães). Os carrazedenses ficaram a saber que “o PS, pela primeira vez, tem grandes hipóteses de ganhar a Câmara". Será porque tem uma equipa capaz e um projecto mobilizador? Não. Apenas porque o adversário não se recandidata, porque senão ele “sairia sempre vencedor enquanto quisesse concorrer”(pasme-se). Se não é o valor próprio que conta para a avaliação do sufrágio, também não há necessidade de mudar muita coisa, tudo decorreu num sossegado "mar de rosas”, já que, e citamos, o “ relacionamento entre sociais-democratas e socialistas não foi tão mau como à partida se adivinhava, o que o leva a deixar "um sinal de apreço" ao presidente da Câmara”, fim de citação.

Pois, se tudo está bem (a prática oposicionista já disso tinha dado conta), tudo deve continuar igual. A actual liderança, em caso de indefinição inultrapassável, já tem alguém para apoiar. O pedido está feito. Ficámos avisados, até porque "houve muita honestidade de parte a parte".

10 maio 2008

Memória

Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofendia' a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...

Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.

Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
(recebido por e-mail)

Quem não deve não teme

A propósito da Cooperativa de Arte e Ofícios D. Lopo que ajudei a construir, enviei um dia esta carta a quem me blasfemou. Se alguem tiver algo a acrescentar sobre este assunto que dê a cara como eu dou. Ou então que se cale para sempre como eu tenho tentado fazer.


Carta para quem me conhece bem (Agosto de 1998)



Como é do conhecimento, participei como independente, nas listas do Partido Socialista na última Campanha Autárquica.
Desta vez, o meu envolvimento e responsabilidade neste acto cívico, foi maior do que em ocasiões anteriores. Também por isso, fui alvo privilegiado de calúnias e intrigas, que nunca se soube justificar com factos.
Houve um momento, de que tive conhecimento posterior às eleições, em que os factos ultrapassaram o meu limite de decência, ao tentarem manchar a minha dignidade.
Decidi então escrever ao responsável de tais actos, propondo-lhe que se retratasse ou que acrescentasse formalidade ao que tinha afirmado e de que transcrevo estas passagens.
- “ que é feito do Cooperativa de Artes e Ofícios de Rendas e Bordados de Carrazeda de Ansiães, Prof…Helder de Carvalho? Que é que vocês fizeram? Faliram. Já prestaram contas? Já pagaram a todas as senhoras que ali prestaram trabalho e fizeram os seus tapetes? Não o fizeram! Porque nessa Cooperativa em que essas senhoras, nunca tiveram contas, nem receberam o valor do seu trabalho, foi preciso eu….comunicar ao ministério público a vossa ilegalidade para irem perante o Ministério Público dar satisfação da falência a que levaram essa Cooperativa. Onde está o dinheiro? Onde está a receita? Onde está a despesa contabilizada das dezenas de viagens que fizeram ao Alentejo, Lisboa e tantos lugares?!...”

A carta que remeti tinha o seguinte teor:

- Exmº. Sr……
Decorrido já algum tempo sobre o período das Eleições Autárquicas, em que fomos opositores políticos e, porque não esqueço as afrontas, venho agora serenamente refutar as mentiras , denunciar as incorrecções de que fui alvo, por parte da sua pessoa.
Estou em querer que não estranhará este meu acto.
Vou referir-me só às palavras proferidas em comício em que, ao referir-se à minha pessoa, atentou contra a minha dignidade e honestidade.
Ao ouvi-lo, devo dizer-lhe que me surpreende pois, julgando conhecê-lo, lhe reconhecia mais hombridade e decência. Sendo certo ter havido entre os dois algum afrontamento político, na base do confronto de ideias e princípios, sempre o respeitei e considerei, julgando merecer o mesmo tratamento.
Ao enviar-lhe a gravação que obtive, das afirmações que fez, pretendo pois que as reafirme ou se retracte, de modo a proporcionar-me exercer o meu direito de defesa da minha dignidade.
Para todas as afirmações exijo agora que confirme se eu alguma vez pertenci a direcção da Cooperativa de Artes e Ofícios D. Lopo, se alguma vez eu assumi algum cargo de gestão, se alguma vez tive alguma responsabilidade financeira ou assinei algum cheque por conta dessa Cooperativa. Dirá ainda a quem devo dinheiro e porquê!
Pretendo que me refira qual a ocasião em que fui citado a comparecer junto do Ministério Público para tratar sobre este ou qualquer outro caso. Finalmente deverá comprovar se alguma vez qualquer tostão de parte da tal Cooperativa inclusive, no que respeita a deslocações.
Relativamente à minha participação nesta Cooperativa, a única vertente a que poderia referir-se, diz respeito ao incentivo, apoio e motivação que incuti em muitas das pessoas que a constituíram, consciente que estive do valor do trabalho e da importância que esta empresa poderia ter, ao nível social e cultural, no concelho de que sou natural.
Eu sei que, para pessoas como V. Exª. É difícil acreditar que alguém actue qpenas na base do voluntarismo e da colaboração generosa.
È a altura de lhe exigir respostas esclarecedoras e fundamentadas para justificar o que disse e, consta na referida cassete.
Como faz questão de afirmar, diz-se conhecedor do processo da Cooperativa. Assim, e sendo mentira tudo o que disse, concluo que actuou com pura má fé e consciente do acto.
Fê-lo na altura em que teve necessidade de convencer as pessoas que o ouviam e, como não considerou suficiente impor as suas ideias e o seu “curriculum”, usou a calúnia para rebaixar os que se lhe opunham politicamente.
Pode pois ajuizar-se sobre o resultado de tais actos, sobre a sua eficácia e, sobre o fim atingido.
Naõ está pois em causa aceitar quaisquer pedidos de desculpa. Pretendo tão-somente que fiquem claras as respostas e prevaleça a verdade, para que, até onde for possível, se faça justiça e se minimizem os danos morais que me provocou.
Acresce que no presente, os cargos públicos que assumimos exigem que não hajam dúvidas sobre a nossa idoneidade.
Aguardo pois que tenha agora a hombridade de me responder com precisão e sem rodeios.
Ficará finalmente a saber que, independentemente da resposta, o conceito em que o tive e o respeito que me merecia desce agora ao nível a que, tão despudoradamente me colocou a mim.


A total ausência de resposta, levou-me a considerar ter o direito de tornar pública esta carta, junto dos amigos.
Concluía com três considerações:
- A primeira, dirigida aos familiares da pessoa que me tinha ofendido. Sobre eles, não pendem de mim quaisquer juízos ou valores depreciativos, Muito pelo contrário, para aqueles que conheço melhor.

A segunda consideração era dirigida à Rádio que tinha transmitido os factos sem se ter preocupado em, antes, ter confirmado a veracidade do que se tinha dito.

Finalmente dirigia-me a todos quantos no futuro, aceitem assumir participar no processo das Eleições Autárquicas do nosso concelho. Para eles dirigia a minha admiração antecipada e fazia votos de que, com dignidade, saibam enfrentar a prepotência e o caciquismo que se lhes opuser, ao lado do povo e, na perspectiva da liberdade e progresso para a nossa Terra.

08 maio 2008

Vida de tristes

Carrazeda não terá Centro Escolar. Tal facto será relevante! Terá consequências futuras! Afinal o que se pretendia era criar melhores condições de trabalho, outros meios de aprendizagem para os nossos alunos. Pelos vistos no contexto dos projectos em andamento, este não pareceu prioritário. Talvez o facto tenha a ver com a circunstância de que, o QREN apenas financia um terço da obra, tendo a autarquia de financiar o restante e, neste caso, em situação de banca rota, não há mais projectos destes.
Assim se começa a pagar o preço da gestão de fachada que se tem praticado. O problema é que o preço tem graves consequências no futuro. A não ser que não haja futuro.
Dá para perceber como seria difícil se fosse verdade elaborarem-se projectos de promoção integrada para a região, como recentemente terão dito a propósito do encontro de autarcas.
Por sua vez se verifica também que não há capacidade reivindicativa nenhuma para se exigir contrapartidas ao que nos tiram, no caso – um rio natural. Olhemos á volta para ver se alguma autarquia próxima não vai ter o seu Centro Escolar.
È a altura de se assumir com humildade a nossa condição de tristes.

Centros escolares

Sete centros escolares do distrito de Bragança obtiveram garantia oficial de financiamento esta quarta-feira. Quatro em Bragança, nas freguesias da Sé, Santa Maria, Rebordãos e Quintanilha e outros três em Macedo, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta. Só no caso de Bragança, trata-de de um investimento de quatro milhões de euros.
Nós por cá, ficamos pelos Lares dos Idosos.

06 maio 2008

Não vai cair da cadeira!



Não li a notícia e esperei para ler comentários que não surgiram. Poderei então concluir que os comentários já não têm justificação!?
Da minha parte aproveito a oportunidade para reforçar o que penso do futuro que virá. Perspectivo-o ainda mais amargo do que tem sido. Afinal alguém vai ter que tapar os buracos, vai ter que motivar as pessoas para o trabalho, vai ter que inaugurar métodos democráticos de relação, vai ter que dar atenção ao que importa, vai ter que respeitar as opiniões dos outros, vai ter que saber planear para o futuro. Terá que restabelecer o orgulho identitário, reconhecer e assumir os erros que cometer, aceitar contar com a capacidade dos outros, ser isento no trato da coisa pública, Possivelmente ainda vai ter que acabar o inacabado, suportar, o incompetente, o preguiçoso, o inadaptado, o ingrato e o maldizente.
Faltará acrescentar o que ainda virá, até que a peçonha se apague.
Sou dos que não acreditam que este país consiga a curto prazo alcançar meios que lhe permitam voltar a viver com desperdício, esbanjamento e aparência.
Parece-me demasiado árdua a missão para acreditar que sem o esforço e vontade de muitos, alguém aceite assumir sem apreensão, tomar o leme deste barco.
Para se sobressair desertificou-se á volta. Agora, vejo sobretudo deserto. Feito de oportunistas, de interesseiros e de convencidos.
È natural que o remédio seja mais uma vez meter a cabeça na areia – habito tão bem aprendido que já não esquece – e esperar por outro profeta que realize milagres idênticos aos deste. Se esse profeta não chegar ainda nos fica a possíbilidade de recordar e louvar a obra do que se fina.

05 maio 2008

Fora de horas


Daqui a pouco vai falar-se da agricultura portuguesa nos "Prós e Contras" da RTP1. O debate é sobre temas agrícolas, aumento de preços nos produtos do sector.... Presentes, o Ministro da Agricultura, os produtores e os especialistas. Os agricultores portugueses habituados a deitar cedo, vão ter que fazer uma noitada. Antes disso, mais um concurso, o Jorge vincou que é uma honra servir a cultura portuguesa, de rajada, um adágio popular, um filme estrangeiro, uma localidade de Coimbra e..., o Gabriel perguntou aos concorrentes o que iriam fazer com tanto dinheiro, se..., e os temas menos importantes para o país ficam para a madrugada. Serviço público? Não me lixem!

01 maio 2008

À conquista da Galiza este grupo de Carrazedenses, num salutar exercício físico, de um carro tradicional, cuja gasolina é a força dos pedais que as pernas imprimem para lhe dar movimento.