22 maio 2008

Por outras, palavras,

Manuel, António, Pina

A GALP está inconsolável. No primeiro trimestre deste ano teve menos 8,4% de lucros do que no mesmo período do ano passado, e agora só está a ganhar 1,2 milhões de euros por dia. O que é isso comparado com mais 2 ou 3 cêntimos nos preços da gasolina e do gasóleo? Os portugueses são uns queixinhas. A GALP queria-os ver a ganhar só 1,2 milhões por dia! A culpa da pobreza extrema da GALP (um dia destes haveremos de ver o dr. Ferreira de Oliveira e os outros administradores da GALP a pedir à porta da igreja dos Congregados) é do aumento dos preços do petróleo. É certo que, entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007, o preço da gasolina 95 aumentou em Portugal 11% e o do gasóleo 17,2%, enquanto o preço médio do petróleo, em euros, subiu apenas 1,5%. Mas a GALP tem muitas despesas; ainda há dias, por exemplo, teve que comprar a Esso. Por isso, o dr. Ferreira de Oliveira vê "com profunda tristeza a especulação incompetente" (não a especulação financeira, que é, como se tem visto, particularmente "competente" a fazer subir preços, mas a dos consumidores que acusam a GALP e demais petrolíferas de cartelização, quando se sabe que os aumentos simultâneos dos preços dos combustíveis são mera coincidência). Por que não um peditório nacional a favor da GALP?

2 comentários:

Mario disse...

Relatório aponta Portugal como campeão da desigualdade na repartição de rendimentos


22/05/2008


Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.

O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos.

"Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos", sublinha ainda o documento.

O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus.

Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.

"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.

Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

in Jornal de negócios

Anónimo disse...

Oh amigo:
O resultado do estudo refere-se a 2004!
Coloque as coisas no sitio certo. Em 2007 o cenário é diferente, felizmente para melhor muito embora esteja longe do desejável...