Dos fracos Não reza a História
Para mim
Transmontanos do ano 2006
Dr José Silvano... Pres Camara de Mirandela e Dr João Luis Teixeira...Pres Camara de Murça
Esperança .. Acreditar ..Lutar......Conseguir..
votos de
mario sales de carvalho
31 dezembro 2006
Efemérides
1936- Extinção da freguesia de Samorinha
1853 - Extinção do concelho de Vilarinho da Castanheira
1853 - Extinção do concelho de Vilarinho da Castanheira
30 dezembro 2006
Bons exemplos
«Alijó aposta na divulgação dos sítios arqueológicos
Os castros do Nordeste Peninsular poderão vir a ser considerados Património Mundial da Humanidade, pelo menos é essa a intenção de uma comissão técnica que está a elaborar uma candidatura para apresentar à UNESCO.
Deste conjunto de sítios arqueológicos consta o Castro do Pópulo, no concelho de Alijó. Um monumento que foi recentemente visitado pela Equipa Técnica que está a realizar a candidatura a Património da Humanidade.
Artur Cascarejo, presidente da Câmara de Alijó, refere que os especialistas ficaram impressionados com a dimensão da primeira e segunda linhas da muralha, bem como com os acessos ao Castro do Pópulo.
Para além do Castro do Pópulo, o concelho de Alijó tem ainda outros sítios arqueológicos de interesse como por exemplo a Anta da Fonte Coberta em Vila Chã, as gravuras rupestres em Pegarinhos, Pala Pinta em Carlão, o santuário de Parafita e um conjunto de Dolmens. Sítios que podem contribuir para o fomento do turismo arqueológico.
O edil de Alijó acrescenta que esta candidatura vem servir de complemento à candidatura do Alto Douro Vinhateiro.
O Castro do Pópulo necessita agora de uma intervenção que passa pela reconstrução das principais linhas de muralha, limpeza da área envolvente, investigação cientifica e iluminação.
Obras que serão completadas com outros investimentos da autarquia e de privados no concelho que vão certamente contribuir para um desenvolvimento turístico.
O aproveitamento turístico dos sítios arqueológicos vem juntar-se a outras propostas que o concelho de Alijó está a preparar para rentabilizar as potencialidades que o município dispõe, nomeadamente as ofertas no turismo vinhateiro, a gastronomia e as belas paisagens.»
28 dezembro 2006
Mais dinheiro e mais participação dos eleitos na AM de Carrazeda de Ansiães
"O presidente da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, Rui Moreira, defende honorários mais aliciantes para os deputados municipais, bem como a alteração da legislação que regula aqueles órgãos autárquicos. Objectivo alterar o clima de passividade quase total verificado no concelho.As sessões da Assembleia Municipal de Carrazeda são habitualmente curtas e com pouco ou nenhum debate de ideias. As intervenções resumem-se praticamente ao período de antes da ordem do dia. A título de exemplo, a última reunião durou pouco mais de hora e meia, apesar dos nove pontos da ordem de trabalhos, sendo um deles o plano e orçamento para 2007."
No JN texto e foto de Eduardo PintoPara ler tudo utilizar este link
27 dezembro 2006
Offffffficina de LEtras (2)
Últimos dias, 28 e 29, pelas 14 horas, na Biblioteca, a preparar o Colóquio com Carlos Tê e Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves. Quando terminou hoje, ninguém queria sair dos seus lugares. A música dos Clã prendeu cada um dos formandos a uma ideia. Eu aprendi, pelo menos, duas novas leituras: da meiose, processo de divisão celular da Biologia (via Alexandre Quinteiro, a propósito de Gordo Segredo), e o Pi, via Orlandinho, a propósito de Problema de Expressão, número irracional que ao ser significado perde alguma informação.
Gosto muito de aprender com esta Juventude em Marcha!
vitorino almeida ventura
Gosto muito de aprender com esta Juventude em Marcha!
vitorino almeida ventura
"O grupo das três"
Tal como no Porto, também em Ílhavo (Aveiro) e em Carrazeda de Ansiães (Bragança) as câmaras estiveram a trabalhar. Não houve tolerância de ponto, apesar da decisão do Governo. "O normal é trabalhar-se no dia 26 de Dezembro e não haver essa tolerância", começou por explicar o presidente da Câmara de Carrazeda, Eugénio de Castro. Segundo o autarca, a posição "não é seguidista de ninguém", até porque foi em Fevereiro passado que foram fixadas as tolerâncias de ponto que se julgaram justificáveis dia de Carnaval e 1 de Setembro (dia seguinte ao feriado municipal). Eugénio de Castro considerou ainda que os funcionários "não têm nada que ficar incomodados", porque desde Fevereiro "sabiam com o que podiam contar".
no JN
Bons exemplos
«Autarquia quer circuito pedestre
É o primeiro investimento da autarquia de Santa Marta de Penaguião no pedestrianismo.
O município avançou com uma candidatura a fundos comunitários para a criação e construção do primeiro circuito pedestre turístico.
Vai desenvolver-se por paisagens vinhateiras e de montanha e terão como referência o rio Corgo, os miradouros, as vinhas e a Serra do Marão. Aos caminheiros que trilharem estas "rotas da vinha e da serra" será distribuído um desdobrável com vasta informação sobre o percurso.
"Será uma mais-valia para o concelho em termos da sua promoção turística e de divulgação dos seus produtos e dos usos e costumes das suas gentes" disse, ao JN, o presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião, Francisco Ribeiro. "Será interessante, pois temos paisagens lindíssimas e é uma forma de cativar muita gente para percorrer de uma forma diferente alguns dos pontos mais panorâmicos do concelho".
Os trabalhos prevêem a limpeza de alguns caminhos e a instalação de sinalização turística.»
26 dezembro 2006
23 dezembro 2006
... da essência do poema
passo a passo
pelo caminho sinuoso
da folha branca
por desflorar
sílaba a sílaba
- como num sorvo -
bebendo metáforas
e música celestial
palavra a palavra
como uma teia
pacientemente
se tece...
pétala a pétala
até que a flor
dentro de nós
C R E S C E
... e a POESIA
a m a n h e c e !
helder rodrigues
passo a passo
pelo caminho sinuoso
da folha branca
por desflorar
sílaba a sílaba
- como num sorvo -
bebendo metáforas
e música celestial
palavra a palavra
como uma teia
pacientemente
se tece...
pétala a pétala
até que a flor
dentro de nós
C R E S C E
... e a POESIA
a m a n h e c e !
helder rodrigues
21 dezembro 2006
Refer investe dois milhões na Linha do Tua
A empresa Rede Ferroviária Nacional (Refer) anunciou um investimento de cerca de dois milhões de euros na consolidação da linha do Tua, dizendo que, desta forma, está a caminhar para a sustentabilidade económica daquele troço ferroviário.
Este investimento poderá, todavia, ser um obstáculo à intenção da EDP em construir uma barragem na foz do rio Tua que, a ser concretizada, implicaria o encerramento da linha férrea entre o Tua e Mirandela.
O director-geral de exploração e infra-estruturas da Refer, Eduardo Frederico, revelou, também, que a empresa "acabou de automatizar as passagens-de- nível da cidade de Mirandela e está emconcurso a remodelação da linha entre o Cachão e Mirandela, o que traduz uma manifestação inequívoca da de que a linha não encerre".
Para o presidente da Câmara de Mirandela esta é uma boa notícia, porque, na opinião de José Silvano, "o investimento da Refer vai ser um argumento de peso para que a EDP pondere a vontade de construir a barragem do Tua e, dessa forma, se evite a morte da linha férrea entre Mirandela e o Tua."
Refer toma conta
Há ainda outra novidade. Actualmente a CP e a Refer fazem a gestão da linha entre o Tua e Mirandela, enquanto a sociedade do Metro Ligeiro de Mirandela tem a seu cargo a exploração da linha entre Mirandela e Carvalhais. Em breve, a Refer passará a ser o agente único de circulação ferroviária, regulando o tráfego a partir do Tua
Relativamente às estações que integram a via férrea e que estão em avançado estado de degradação, Eduardo Frederico revela que a empresa "está receptiva a propostas para a sua recuperação", sendo que já existe um protocolo com a Câmara Municipal que determinou a entrega do edifício da estação da CP da cidade à Autarquia com o intuito de transformar aquele imóvel numa pousada da juventude.
Fernando Pires no JN
Pensar dos leitores:
Permita-me acrescentar alguns dados ao seu pensamento:
As diferenças, no meu ponto de vista são ainda mais notórias:
Postura- O mundo global acelerou a necessidade das mudanças, de mentalidade, comportamento, sociais e económicas e a cadência dos ciclos aumentou significativamente;
Valores- A sociedade rural é conservadora e funciona como moderadora ("reserva") na mudança dos valores, exemplo disso é o posicionamento na questão do aborto;
História e tradição- Uma vez mais lenta na adaptação à mudança o mundo rural acaba por ser também uma referência na tradição pela perda tardia desses mesmos custumes.
Estas são na minha opinião as grandes diferenças entre o mundo rural e urbano.
Sobre a questão do desenvolvimento económico dos meios rurais, temos experimentado várias receitas de abandono e desprezo, a mais notória é a dos líderes locais e regionais.
O que tem faltado essencialmente é estratégia de desenvolvimento. Só "nos" lembramos dos hospitais quando eles estão para fechar, ou das escolas depois de terem fechado, das adegas quando estão falidas e das empresas quando elas já não existem. Dos idosos porque não há jovens e dos jovens porque os professores têm menos alunos.
E basta olhar os bons exemplos, apesar de raros, que estão a dar frutos nos concelhos em que as opções politicas de desenvolvimento estão viradas para as capacidades produtivas desses mesmos concelhos.
Sejam os fumeiros, o vinho, o azeite ou as amendoeiras, para não sair da região.
Vejam se é ou não verdade que as amendoeiras deixam em receitas de turismo, talvez mais do que a própria produção de amêndoa. Alguém por aqui se preocupou com a manutenção do amendoal?
Pois é, o problema é só do agricultor, os outros não vivem disso!
Temos talvez de melhorar a autoestima, olhar o que temos objectivamente, e abordar o mercado global valorizando o que produzimos, adicionando-lhe a mais valia da tradição com a boleia do turismo e vamos ver se não resulta.
A terra que por cá temos, se não for pela diferença de valor e contexto dos produtos, pouco vale para a actual "agricultura industrial", não é muito produtiva, temos pouca água e o clima não é dos mais favoráveis, a prova é a do seu abandono crescente, sem que o interesse ou valor tenha subido nas últimas décadas. o Valor relativo da terra tem descido continuamente na região, à excepção da região demarcada.
As soluções estão nas nossas mão, nossas porque não é obra de um só, é obra de todos ou pelo menos de uma parte muito significativa da vontade comum.
J.E. Martins
As diferenças, no meu ponto de vista são ainda mais notórias:
Postura- O mundo global acelerou a necessidade das mudanças, de mentalidade, comportamento, sociais e económicas e a cadência dos ciclos aumentou significativamente;
Valores- A sociedade rural é conservadora e funciona como moderadora ("reserva") na mudança dos valores, exemplo disso é o posicionamento na questão do aborto;
História e tradição- Uma vez mais lenta na adaptação à mudança o mundo rural acaba por ser também uma referência na tradição pela perda tardia desses mesmos custumes.
Estas são na minha opinião as grandes diferenças entre o mundo rural e urbano.
Sobre a questão do desenvolvimento económico dos meios rurais, temos experimentado várias receitas de abandono e desprezo, a mais notória é a dos líderes locais e regionais.
O que tem faltado essencialmente é estratégia de desenvolvimento. Só "nos" lembramos dos hospitais quando eles estão para fechar, ou das escolas depois de terem fechado, das adegas quando estão falidas e das empresas quando elas já não existem. Dos idosos porque não há jovens e dos jovens porque os professores têm menos alunos.
E basta olhar os bons exemplos, apesar de raros, que estão a dar frutos nos concelhos em que as opções politicas de desenvolvimento estão viradas para as capacidades produtivas desses mesmos concelhos.
Sejam os fumeiros, o vinho, o azeite ou as amendoeiras, para não sair da região.
Vejam se é ou não verdade que as amendoeiras deixam em receitas de turismo, talvez mais do que a própria produção de amêndoa. Alguém por aqui se preocupou com a manutenção do amendoal?
Pois é, o problema é só do agricultor, os outros não vivem disso!
Temos talvez de melhorar a autoestima, olhar o que temos objectivamente, e abordar o mercado global valorizando o que produzimos, adicionando-lhe a mais valia da tradição com a boleia do turismo e vamos ver se não resulta.
A terra que por cá temos, se não for pela diferença de valor e contexto dos produtos, pouco vale para a actual "agricultura industrial", não é muito produtiva, temos pouca água e o clima não é dos mais favoráveis, a prova é a do seu abandono crescente, sem que o interesse ou valor tenha subido nas últimas décadas. o Valor relativo da terra tem descido continuamente na região, à excepção da região demarcada.
As soluções estão nas nossas mão, nossas porque não é obra de um só, é obra de todos ou pelo menos de uma parte muito significativa da vontade comum.
J.E. Martins
20 dezembro 2006
RURAL – URBANO
Confesso que é uma problemática que me seduz. E seduz-me porque é importante saber distinguir uma sociedade urbana de uma sociedade rural e se é possível (e desejável) manter a especificidade de cada uma ou se ambas caminham para uma mesma realidade. E, a manterem-se distintas, como devem ambas caminhar, de molde a que a distinção se mantenha, partindo do pressuposto que nenhuma sociedade pode ficar parada, imóvel, indiferente ao decurso do tempo e ao avanço da tecnologia.
Houve um tempo (há bem pouco, aliás) em que as duas realidades eram bem diferentes:
Houve um tempo (há bem pouco, aliás) em que as duas realidades eram bem diferentes:
- numa, a rústica, vivia-se sobretudo do amanho da terra através da força braçal e para cultivo dos bens estritamente indispensáveis à manutenção dos pequenos aglomerados rurais. Havia um espírito elevado de entreajuda que permitia às pessoas sobrevierem nas condições precárias em que viviam;
- na outra, a urbana, o trabalho centrava-se em especial nas fábricas e nos serviços, com cujo rendimento se adquiriam os bens necessários ao dia a dia.
No campo, chamemos-lhe assim, as pessoas lidavam facilmente umas com as outras e, quase em pé de igualdade, com os animais domésticos. A familiaridade e carência de meios eram tão grandes que não havia cuidado algum especial na higiene e no vestir: - as pessoas não tinham pejo em não apresentar-se umas perante as outras de modo limpo e aprumado.
Na cidade, não era assim: - as pessoas quando saíam à rua cuidavam de aparecer apresentáveis. As casas tinham já um mínimo de apetrechos que permitiam um relacionamento mais formal.
A informalidade era própria do campo. A formalidade da cidade.
Os diferentes tipos de trabalho permitiam rendimentos diferentes, em geral, superiores na cidade.
A vida nas cidades foi evoluindo para um cada vez maior aprofundamento das suas características.
A vida no campo, pelo contrário, desmoronou-se, esboroou-se, em consequência das vicissitudes por que passou: a emigração e a consequente desertificação, aliada à não modernização não tanto dos instrumentos de trabalho mas sim das estruturas fundiárias.
O problema que se põe actualmente é se é possível ou não operar-se a mudança necessária mantendo algumas das características do viver rural: a familiaridade e entreajuda, por exemplo.
Para isso só existe uma saída, parece-me: - a associação de agricultores (sob a forma cooperativa ou societária).
A isto não ser feito, resta então como forma de aglutinação dos terrenos a compra dos vários prédios contíguos por um qualquer empresário (local ou não).
A primeira solução (a mais desejável pois o comando da agricultura continuaria nas mãos dos habitantes locais) é muito difícil dadas a idade média dos proprietários e a falta de perspectivas. As pessoas, em vez de pugnarem pelo advento da mudança, lutam precisamente contra ela e querem que o papel intermediário e complementar de dinamização que lhes compete seja exercido pelo Estado, como se este pudesse substituir-se ao trabalho e interesse das populações. Apesar de tudo, as pessoas ainda acreditam nos poderes mágicos da máquina estatal e não temem e até toleram algo de péssimo que a ela anda ligado: a burocracia.
Tudo o que vai além de uma certa rotina, em vez de ser o resultado de acção própria, seria o resultado da acção milagrosa do aparelho estatal. Ora este é formado por vários elementos que tratam de corporativamente assegurar as suas posições e de montar estruturas pessoais paralelas que vivam à custa da incapacidade de quem apenas pensa em ser protegido (como quem quer ser protegido por Deus e pelos santos, em vez de pelas próprias forças).
A aglutinação dos terrenos por um pequeno número de empresários irá trazer provavelmente maior eficiência à agricultura mas transformá-la-á numa actividade em tudo semelhante aos sectores secundário e terciário.
A proletarização dos camponeses será a consequência inevitável.
E o que restará, afinal, a fazer a diferença entre o rural e o urbano? – Muito simples: - a paisagem. No campo, continuaremos a ter vistas largas no horizonte, desprovido de grandes concentrações de casas. – Na cidade, teremos precisamente o contrário: - casas, casas e mais casas e pouco mais. – Tudo o resto será semelhante entre o rural e o urbano: - a vivência humana e os instrumentos de trabalho.
O rural terá alguns elementos urbanos: - as infra-estruturas em sítios localizados que permitam uma educação e formas de vida modernas e, disseminadas, moradias com todos os apetrechos hodiernos.
O urbano procurará contrabalançar o cimento com alguns parques e jardins.
A diferença final: - a paisagem, portanto.
João Lopes de Matos
No campo, chamemos-lhe assim, as pessoas lidavam facilmente umas com as outras e, quase em pé de igualdade, com os animais domésticos. A familiaridade e carência de meios eram tão grandes que não havia cuidado algum especial na higiene e no vestir: - as pessoas não tinham pejo em não apresentar-se umas perante as outras de modo limpo e aprumado.
Na cidade, não era assim: - as pessoas quando saíam à rua cuidavam de aparecer apresentáveis. As casas tinham já um mínimo de apetrechos que permitiam um relacionamento mais formal.
A informalidade era própria do campo. A formalidade da cidade.
Os diferentes tipos de trabalho permitiam rendimentos diferentes, em geral, superiores na cidade.
A vida nas cidades foi evoluindo para um cada vez maior aprofundamento das suas características.
A vida no campo, pelo contrário, desmoronou-se, esboroou-se, em consequência das vicissitudes por que passou: a emigração e a consequente desertificação, aliada à não modernização não tanto dos instrumentos de trabalho mas sim das estruturas fundiárias.
O problema que se põe actualmente é se é possível ou não operar-se a mudança necessária mantendo algumas das características do viver rural: a familiaridade e entreajuda, por exemplo.
Para isso só existe uma saída, parece-me: - a associação de agricultores (sob a forma cooperativa ou societária).
A isto não ser feito, resta então como forma de aglutinação dos terrenos a compra dos vários prédios contíguos por um qualquer empresário (local ou não).
A primeira solução (a mais desejável pois o comando da agricultura continuaria nas mãos dos habitantes locais) é muito difícil dadas a idade média dos proprietários e a falta de perspectivas. As pessoas, em vez de pugnarem pelo advento da mudança, lutam precisamente contra ela e querem que o papel intermediário e complementar de dinamização que lhes compete seja exercido pelo Estado, como se este pudesse substituir-se ao trabalho e interesse das populações. Apesar de tudo, as pessoas ainda acreditam nos poderes mágicos da máquina estatal e não temem e até toleram algo de péssimo que a ela anda ligado: a burocracia.
Tudo o que vai além de uma certa rotina, em vez de ser o resultado de acção própria, seria o resultado da acção milagrosa do aparelho estatal. Ora este é formado por vários elementos que tratam de corporativamente assegurar as suas posições e de montar estruturas pessoais paralelas que vivam à custa da incapacidade de quem apenas pensa em ser protegido (como quem quer ser protegido por Deus e pelos santos, em vez de pelas próprias forças).
A aglutinação dos terrenos por um pequeno número de empresários irá trazer provavelmente maior eficiência à agricultura mas transformá-la-á numa actividade em tudo semelhante aos sectores secundário e terciário.
A proletarização dos camponeses será a consequência inevitável.
E o que restará, afinal, a fazer a diferença entre o rural e o urbano? – Muito simples: - a paisagem. No campo, continuaremos a ter vistas largas no horizonte, desprovido de grandes concentrações de casas. – Na cidade, teremos precisamente o contrário: - casas, casas e mais casas e pouco mais. – Tudo o resto será semelhante entre o rural e o urbano: - a vivência humana e os instrumentos de trabalho.
O rural terá alguns elementos urbanos: - as infra-estruturas em sítios localizados que permitam uma educação e formas de vida modernas e, disseminadas, moradias com todos os apetrechos hodiernos.
O urbano procurará contrabalançar o cimento com alguns parques e jardins.
A diferença final: - a paisagem, portanto.
João Lopes de Matos
19 dezembro 2006
Mentiras Piedosas de Natal
(Estas mentiras foram seleccionadas tendo em atenção o momento de alegria e concórdia que é o período do Natal)
- Com o devido consentimento, daqui se remetem ao nosso Presidente os votos de um Feliz Natal e um próspero Ano Novo, cheio de Muitas e Boas Atitudes – nem que sejam emprestadas.
- Daqui se louva também a generosa iniciativa da CM de promover este ano, em vez do jantar da Associação de Funcionários, um “mega jantar de consoada” juntando todos os tristes, os coitados e os inocentes (aqui a ideia é conseguir também um convite) do concelho. Segundo consta tal investimento resulta da poupança feita este ano nas decorações natalícias das ruas da Vila.
- Já há quem diga que apalpou a publicação da monografia de Carrazeda de Ansiães. Havia até quem esperasse como prenda de Natal, esta oferta oferecida pela nossa querido Município. Está-se em condição de garantir que, na senda de poupança que se vem fazendo que, tal não acontecerá.
- Este ano o Ministro convidado para vir ao nosso concelho ajudar e apreciar o trabalho da apanha da azeitona, foi o Ministro das Obras Públicas – Mário Lino.
- Ainda a propósito do relatório inconclusivo do LENEC sobre a derrocada do Museu do Vilarinho “versos” contratação de advogado para decidir do inquérito, ficou a saber-se que, quem anda muito chateado com o caso é o nosso Técnico Superior Jurídico da CM. Diz ele com razão que, quando se trata de “arriar” nos colegas, nalgum processo administrativo menor, é sempre convidado a assinar por baixo. Quando se trata de decidir num processo com projecção como este, remetem o caso para um outro colega da concorrência.
- “O Mais Belo Buraco da Vila” é o título do mais recente concurso de fotografia a promover pelo Pelouro do Recreio da CM. Trata-se de seleccionar o buraco que, pelas suas características, apresente melhor aparência estética, melhor qualidade nas bordas, mais profundidade e largueza e consequente funcionalidade no uso. De momento seleccionam-se já os componentes do Júri dado que se propuseram muitos e variados especialistas na matéria.
- A Comissão Fabriqueira decidiu oferecer ao Sr. Presidente, em atenção ao enlevo com que este tem tratado os pedidos que lhe têm sido feitos pela mesma, precisamente, uma sepultura unipessoal no novo cemitério da Vila.
- Nesta fase do campeonato já é possível garantir que, não faltará até ao fim do ano civil, papel higiénico em todas as retretes públicas do concelho.
- Já estreou mais um filme do Eragão. São sempre boas notícias quando se revelam obras de conterrâneos nossos.
- Aqui se revela ainda para finalizar, que as próximas mentiras versarão a selecção de “ Os excelsos deste ano de 2006”, que se notabilizaram ao serviço da nossa comunidade.
Hélder Carvalho
Câmara isenta IMI em obras nas aldeias
«A Câmara de Montalegre vai isentar do pagamento de qualquer taxa de licença aos moradores das aldeias que reconstruam casas de granito (anteriores a 1951), muitas das quais em actual estado de ruína, contribuindo, assim, para uma imagem desoladora de algumas localidades.
(...)
Para beneficiar da isenção, os proprietários têm apenas que se comprometer a "manter a traça original" da casa e garantir o seu "carácter de ruralidade". "É uma medida que não vai fazer diminuir muito as receitas da Autarquia, mas que pode ser um estímulo para as pessoas preservarem o património das aldeias", disse o presidente da Câmara, Fernando Rodrigues.»
Vereador do PS acusa câmara de ser deserto de ideias
O vereador socialista na câmara de Carrazeda de Ansiães, Augusto Faustino, acusa o executivo social-democrata de ser um "autêntico deserto de ideias". Baseia-se no plano de actividades para 2007, para sustentar as suas críticas.
Neste contexto aponta o caso do hotel que a câmara quer construir na vila. Augusto Faustino acha que o projecto "deveria ser entregue a um privado", pois a câmara não tem vocação para este tipo de equipamentos. Primeiro deve "captar investidores para o concelho que depois poderão procurar investir num hotel".
O mesmo defende Augusto Faustino para as Termas de S. Lourenço. Ou seja, procurar um investidor privado para o local, permitindo-lhe que seja ele a elaborar o projecto para o local, ao invés da câmara impôr o plano de pormenor que está a ser executado. "Deve ser o investidor a verter ideias para o projecto, de outra forma será um erro".
O presidente da câmara de Carrazeda promete reagir mais tarde às criticas de Augusto Faustino.
Na Rádio Ansiães
Neste contexto aponta o caso do hotel que a câmara quer construir na vila. Augusto Faustino acha que o projecto "deveria ser entregue a um privado", pois a câmara não tem vocação para este tipo de equipamentos. Primeiro deve "captar investidores para o concelho que depois poderão procurar investir num hotel".
O mesmo defende Augusto Faustino para as Termas de S. Lourenço. Ou seja, procurar um investidor privado para o local, permitindo-lhe que seja ele a elaborar o projecto para o local, ao invés da câmara impôr o plano de pormenor que está a ser executado. "Deve ser o investidor a verter ideias para o projecto, de outra forma será um erro".
O presidente da câmara de Carrazeda promete reagir mais tarde às criticas de Augusto Faustino.
Na Rádio Ansiães
15 dezembro 2006
Alegação contra uma perversidade
«Nenhum dos ministros que por aí se encontram é capaz de claramente expor as intenções que os movem. As contradições do discurso governamental não pertencem às categorias da dialéctica. Correspondem, isso sim, aos domínios das malfeitorias. São golpes de rim, imbróglios e aldrabices que indignificam os princípios de Estado e causam as maiores preocupações no que resta de sociedade civil digna desse nome.»
.
Baptista Bastos in Jornal de Negócios
2006 de A a Z no "Informativo"
A minha participação no Jornal "Informativo" de 18 de Dezembro:
Alfândega
Dois investimentos que deram brado e fizeram inveja a autarcas amigos. Na área do turismo, o projecto Fun Zone Village Douro com muitos milhões de euros e uma fábrica de equipamentos para energias renováveis.
Barragens
A barragem da Foz-Tua teve luz verde por parte da Direcção-Geral de Geologia e Energia (DGGE) e a discussão só agora começou. A do Sabor continua envolta em polémica.
Cartazes
Os mais espectaculares são os de Mirandela contra pretensa retirada de serviços da região. Lia-se: "Aqui termina o Portugal …. Próxima saída (…) Espanha". Bragança anuncia que também é Portugal.
Cavaquistão
O distrito de Bragança transforma-se no novo "cavaquistão". Os resultados de Cavaco Silva, no distrito, são os maiores a nível nacional (67,30%)
Desmoronamento
de uma parte do futuro Museu Rural de Vilarinho da Castanheira, em Carrazeda de Ansiães. Um ano decorrido e ainda não há responsáveis.
Efemérides
A mais velha região demarcada do Mundo, a do Douro, hoje Património Mundial da Humanidade, está a celebrar 250 anos de existência. O povo mostra-se desinteressado, as festividades são para as elites, são os sacerdotes que o dizem. Dia 1 de Dezembro cumpriu-se o centenário da chegada do comboio a Bragança.
Enxurrada
Fortes chuvadas, com trovoada e granizo à mistura, provocaram no princípio de Setembro uma enxurrada como nunca se viu na vila de Freixo de Espada à Cinta. Os prejuízos foram muitos e as ajudas quase nulas.
Escolas
O Distrito de Bragança perdeu 225 escolas. Num total de 292 estabelecimentos de ensino só 67 reabriram.
Homenagens
A Dionísio Gonçalves, responsável pela criação de duas das mais emblemáticas instituições do Nordeste Transmontano, o IPB e o Parque Natural de Montesinho. Ao padre Belarmino Afonso que foi homenageado pelo seu trabalho à frente da revista etnográfica e cultural “Brigantia”.
Julgamentos
Deram brado os que respeitaram a supostos crimes de sequestro, lenocínio, favorecimento à prostituição e emigração ilegal, de cidadãs brasileiras. Em Carrazeda um tresloucado matou duas pessoas à navalhada.
Lista
negra. O Governo decidiu divulgar a lista das 70 câmaras que ficarão impedidas de recorrer aos créditos, entre elas Carrazeda e Torre de Moncorvo
Maternidades
Calhou a fava a Mirandela.
Multas
Uma para cada habitante foi o brinde da GNR para os habitantes de Carrazeda.
Museu
Foi dada luz verde para a verdadeira estrutura que poderá aproveitar o património das gravuras do Côa.
PIDDAC
As verbas do PIDDAC são uma desilusão. A maioria é para estradas e centros escolares.
Recordes
A Associação Nacional dos Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente promoveu o fabrico do maior cachecol de lã pura do mundo na feira de Vila Flor. Cinco ferreiros do concelho de Vinhais construíram o maior assador de castanhas do mundo.
Seca
Durou até ao início do Outono e ameaçou de ruptura o abastecimento de água em alguns concelhos.
Visitas
Ao distrito de dois presidentes. Em Fevereiro Jorge Sampaio para as despedidas, em Novembro Cavaco Silva que veio falar de inclusão. Sócrates, o primeiro-ministro chegou em Abril para uma visita de dois dias. As promessas não faltaram e proporcionaram aos nordestinos uma barrigada de ilusões.
Vitória
A Direcção Regional de Agricultura do Norte (DRAN) fica em Mirandela.
Zé Salvador
O primeiro-ministro, José Sócrates apresentou os quatro pilares em que assenta a estratégia do seu governo para salvar a Região Demarcada do Douro: Vinho, Paisagem, Cultura e Desenvolvimento Turístico.
Para breve um balanço concelhio
Alfândega
Dois investimentos que deram brado e fizeram inveja a autarcas amigos. Na área do turismo, o projecto Fun Zone Village Douro com muitos milhões de euros e uma fábrica de equipamentos para energias renováveis.
Barragens
A barragem da Foz-Tua teve luz verde por parte da Direcção-Geral de Geologia e Energia (DGGE) e a discussão só agora começou. A do Sabor continua envolta em polémica.
Cartazes
Os mais espectaculares são os de Mirandela contra pretensa retirada de serviços da região. Lia-se: "Aqui termina o Portugal …. Próxima saída (…) Espanha". Bragança anuncia que também é Portugal.
Cavaquistão
O distrito de Bragança transforma-se no novo "cavaquistão". Os resultados de Cavaco Silva, no distrito, são os maiores a nível nacional (67,30%)
Desmoronamento
de uma parte do futuro Museu Rural de Vilarinho da Castanheira, em Carrazeda de Ansiães. Um ano decorrido e ainda não há responsáveis.
Efemérides
A mais velha região demarcada do Mundo, a do Douro, hoje Património Mundial da Humanidade, está a celebrar 250 anos de existência. O povo mostra-se desinteressado, as festividades são para as elites, são os sacerdotes que o dizem. Dia 1 de Dezembro cumpriu-se o centenário da chegada do comboio a Bragança.
Enxurrada
Fortes chuvadas, com trovoada e granizo à mistura, provocaram no princípio de Setembro uma enxurrada como nunca se viu na vila de Freixo de Espada à Cinta. Os prejuízos foram muitos e as ajudas quase nulas.
Escolas
O Distrito de Bragança perdeu 225 escolas. Num total de 292 estabelecimentos de ensino só 67 reabriram.
Homenagens
A Dionísio Gonçalves, responsável pela criação de duas das mais emblemáticas instituições do Nordeste Transmontano, o IPB e o Parque Natural de Montesinho. Ao padre Belarmino Afonso que foi homenageado pelo seu trabalho à frente da revista etnográfica e cultural “Brigantia”.
Julgamentos
Deram brado os que respeitaram a supostos crimes de sequestro, lenocínio, favorecimento à prostituição e emigração ilegal, de cidadãs brasileiras. Em Carrazeda um tresloucado matou duas pessoas à navalhada.
Lista
negra. O Governo decidiu divulgar a lista das 70 câmaras que ficarão impedidas de recorrer aos créditos, entre elas Carrazeda e Torre de Moncorvo
Maternidades
Calhou a fava a Mirandela.
Multas
Uma para cada habitante foi o brinde da GNR para os habitantes de Carrazeda.
Museu
Foi dada luz verde para a verdadeira estrutura que poderá aproveitar o património das gravuras do Côa.
PIDDAC
As verbas do PIDDAC são uma desilusão. A maioria é para estradas e centros escolares.
Recordes
A Associação Nacional dos Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente promoveu o fabrico do maior cachecol de lã pura do mundo na feira de Vila Flor. Cinco ferreiros do concelho de Vinhais construíram o maior assador de castanhas do mundo.
Seca
Durou até ao início do Outono e ameaçou de ruptura o abastecimento de água em alguns concelhos.
Visitas
Ao distrito de dois presidentes. Em Fevereiro Jorge Sampaio para as despedidas, em Novembro Cavaco Silva que veio falar de inclusão. Sócrates, o primeiro-ministro chegou em Abril para uma visita de dois dias. As promessas não faltaram e proporcionaram aos nordestinos uma barrigada de ilusões.
Vitória
A Direcção Regional de Agricultura do Norte (DRAN) fica em Mirandela.
Zé Salvador
O primeiro-ministro, José Sócrates apresentou os quatro pilares em que assenta a estratégia do seu governo para salvar a Região Demarcada do Douro: Vinho, Paisagem, Cultura e Desenvolvimento Turístico.
Para breve um balanço concelhio
14 dezembro 2006
Pensar dos leitores
A pressa sempre foi má conselheira. Na Justiça, então, nem vale a pena falar. Todos os governos, quando confrontados com o "ruído" da criminalidade/corrupção, fogem em frente.
Ontem tivemos mais um exemplo, quando o Parlamento aprovou uma proposta que dá às comissões de inquérito o poder de acusar. No mesmo dia, o ministro da Justiça anunciou a criação de uma "unidade nacional", na Judiciária, para investigar a corrupção (particularmente no desporto).
A proximidade aos factos é conhecida: Camarate e Apito Dourado. A primeira iniciativa impressiona, pelo perigo subjacente: envolver um órgão político no processo judicial. E o princípio da divisão de poderes? Os revolucionários de 1789 devem ter dado uma volta na tumba!
A segunda é "à portuguesa": quando algo está mal, muda-se a lei. Nada de investigar as verdadeiras razões pelas quais os processos não chegam ao fim e há tanta gente impune... (que tal proteger a investigação criminal das pressões)?
A corrupção desportiva merece tratamento diferente? E que fará o Governo a seguir? Criar uma "unidade" para a corrupção financeira? E outra?...
Camarate é uma vergonha para a investigação criminal? É. Mas infelizmente prescreveu.
E provavelmente nem o próprio Sá Carneiro concordaria com uma solução destas.
mário carvalho recebido por email
Ontem tivemos mais um exemplo, quando o Parlamento aprovou uma proposta que dá às comissões de inquérito o poder de acusar. No mesmo dia, o ministro da Justiça anunciou a criação de uma "unidade nacional", na Judiciária, para investigar a corrupção (particularmente no desporto).
A proximidade aos factos é conhecida: Camarate e Apito Dourado. A primeira iniciativa impressiona, pelo perigo subjacente: envolver um órgão político no processo judicial. E o princípio da divisão de poderes? Os revolucionários de 1789 devem ter dado uma volta na tumba!
A segunda é "à portuguesa": quando algo está mal, muda-se a lei. Nada de investigar as verdadeiras razões pelas quais os processos não chegam ao fim e há tanta gente impune... (que tal proteger a investigação criminal das pressões)?
A corrupção desportiva merece tratamento diferente? E que fará o Governo a seguir? Criar uma "unidade" para a corrupção financeira? E outra?...
Camarate é uma vergonha para a investigação criminal? É. Mas infelizmente prescreveu.
E provavelmente nem o próprio Sá Carneiro concordaria com uma solução destas.
mário carvalho recebido por email
13 dezembro 2006
- Dr. Morais - Vida e obra -
Há pouco tempo desapareceu da nossa companhia uma pessoa que marcou décadas da vida do concelho de Carrazeda: o Dr. Morais.
A sua passagem pelo mundo divide-se em variadas facetas: - a de médico, a de político, a de empresário, a de agricultor e, por último, a de poeta.
Como médico, ele foi, a seu modo, uma espécie de derradeiro João Semana destas paragens e improvisador de soluções compagináveis com as circunstâncias temporais que lhe foi dado viver.
Ele foi tudo: - parteiro, dentista, médico de clínica geral e de alguma cirurgia.
Ficou mesmo famoso pelo método usado para tirar a dor ciática: - queimar o nervo que se situa atrás da orelha. – O seu consultório não primava pela higiene ou pelos apetrechos mais modernos. Mas, seguramente, ninguém saía sem uma consulta cuidadosa e sem o remédio necessário.
Ele era, como médico, no seu tempo, o homem certo no lugar certo. Não havia qualquer dessintonia entre o seu modo de fazer medicina e o modo de vida das gentes que tratava.
Como político, antes do vinte e cinco de Abril, foi um elemento da situação. Depois do vinte e cinco de Abril, pugnou não digo pela reposição da ordem anterior mas sim na contestação da nova ordem política. Acreditava firmemente que a política seria para uma elite, devendo todos os outros apenas cumprirem as ordens ditadas por essa elite. Pensava que só após a difusão generalizada da educação seria possível uma verdadeira democracia.
No sistema do anterior regime exerceu papel de proa a nível concelhio. Mas se nós aceitarmos duas correntes no sistema, uma em que o papel principal devia ser representado por uma elite conservadora, laudatória dos valores tradicionais e imobilista no plano económico e social, e outra em que a elite era sobretudo formada por elementos dinâmicos, desejosos do progresso económico e social, embora com o respeito dos valores tradicionais, então poderemos afirmar seguramente que o Dr. Morais era partidário desta segunda corrente.
A noção de Nação não era estática, apenas seguidora das virtudes dos nossos antepassados e cultora de uma paz social e económica que não precisava de grandes mudanças para não ocasionar grandes sobressaltos, mas sim dinâmica, de um dinamismo que modernizasse a vida económica e social e desse ao povo uma vida melhor, sempre debaixo da orientação da União Nacional.
Pela sua acção, pelo seu irrequietismo, pode com certeza garantir-se que o Dr. Morais pugnava pela modernização do país.
Isso mesmo fica provado através da sua terceira faceta: - a de empreendedor.
O exemplo mais flagrante é o da construção por ele levada a cabo do edifício onde hoje funciona a Escola Profissional. Ele realmente, para conseguir um lugar onde os carrazedenses pudessem dar continuidade aos seus estudos, lutou contra tudo e todos, desde a burocracia às más vontades que se levantaram.
Para que melhor se pudesse aquilatar da sua determinação, ele próprio ajudava nos trabalhos concretos inerentes à edificação: - ele foi servente, trolha, pedreiro – num arregaçar de mangas que mostrava a toda a gente quão longe ia o seu querer. E a obra fez-se. E num tempo em que as coisas não eram nada fáceis.
Natural de Linhares, ao que julgo, o Dr. Morais teria que ser também agricultor. A par das outras actividades, ele dedicava-se ao trabalho do campo. E mais uma vez o fazia de forma empenhada, fazendo, como mais um seu elemento, parte integrante do grupo de pessoas que trabalhava a terra: - ele cavava, regava, mondava, podava. Tudo o que os outros faziam ele fazia, mais uma vez estando assim em sintonia com as gentes que o rodeavam.
Mas o mais interessante de tudo é que as várias facetas andavam permanentemente interligadas: - no seu carro trazia instrumentos de médico, (estetoscópio), de política (apontamentos doutrinários), de empresário (utensílios de construção), de agricultor (enxada), tudo isto formando um todo pronto a ser utilizado ao longo do dia.
Tudo o atrás descrito já seria mais que suficiente para encher a vida de uma pessoa. No entanto, julgo que sem que nada o fizesse prever, o Dr. Morais apareceu-nos, por último, com a sua faceta mais sublime: - a de poeta.
Parece até que acabar em poeta é terminar ao arrepio de tudo o que antes tinha sido feito… ou talvez venha mostrar quão idealista foi em tudo aquilo a que se dedicou.
E se ele se tivesse limitado a ser um poeta vulgar, tosco, sem ideias, com rima forçada, ainda poderíamos aceitar. – Mas não: ele poetizou de forma superior, não acessível a principiantes.
Ele tem ideias, ele rima com facilidade e de formas diversas, os versos não saem forçados, podendo afirmar-se que ele nasceu mesmo poeta.
Foi durante muito tempo uma faceta desconhecida, que, quando surgiu, brotou forte, pujante, verdadeira. – Como explicar este fenómeno?
A mim só me ocorre uma explicação: – o seu cérebro nasceu já com o condão de versejar e estava à espera de uma oportunidade para se revelar; só que essa oportunidade, neste caso, só surgiu no fim da vida.
Por todas as suas facetas e, sobretudo, por esta última – a de poeta – que lhe permitiu sublimar alguns aspectos menos apreciáveis da sua personalidade, bem se pode dizer que o Dr. Morais irá constituir um paradigma para todos os seus conterrâneos.
João Lopes de Matos
12 dezembro 2006
Mentiras Piedosas de Dezembro ii
-Quando perguntam ao nosso Presidente de Junta de Freguesia qual é a sua “Obra de Regime”, ele elege sempre – O arranjo da Fonte das Sereias e sua envolvente ajardinada. Claro que entre os seus adeptos há quem discorde e considere que o Jardim da Junta de Freguesia é o mais bonito de todos. Depois há os que dizem que com isto tudo, alguns conseguiam passar a consoada com mais conforto e alegria. Estou como diz o ditado: - Preso por ter cão e…
- Para animar esta época natalícia, realizou-se o Concurso Local de Poltronas. A poltrona, feliz contemplada com o primeiro prémio foi a Poltrona da Secretária do Sr. Presidente. Será esta a proposta para nos representar no Concurso Inter-galático do género. Acredita-se no sucesso internacional da candidata até porque, por cá, já há concorrentes que cheguem para o seu lugar. Avalia-se em 500 contos mensais, o dispêndio da manutenção desta infra-estrutura do Município.
- O Sr. Presidente anda muito contente, com a rapidez das obras da envolvente ao centro da Vila. Até já prometeu que quando estas estiverem concluídas, começará logo outras no local, para a colocação de semáforos.
- O que se discute agora é se, devem ser reservados lugares cativos para o estacionamento das entidades oficiais, na zona envolvente da vila, que está a ser restaurada. Sou dos que consideram que existindo nós para servir, devemos pois saber prestar as melhores condições e comodidades a quem servimos. Assim concordo com a colocação das tabuletas, a marcar lugares reservados ás nossas entidades por exemplo, em frente ao talho, junto á barbearia, nos lugares de comes e bebes e mesmo em frente do novo cemitério.
- Morreu sem dor mais uma exposição que esteve patente na nossa Biblioteca Municipal. Tratou-se da exposição de José Rodrigues de nome “ Douro – Tentação de Baco” que esteve patente de 10 de Nov. e 1 de Dez. Nem mesmo o nome da dita permitiu que a mesma escapasse a esta passagem inglória pela terra.
- Depois de juntar “os seres pensantes” num profundo e profícuo trabalho de discussão e indagação sobre:- Propostas de desenvolvimento para Carrazeda – limite o ano de 2015, o nosso Presidente decide juntar agora os mendigos e descamisados, os deserdados e desamparados, os desempregados, os mal empregados, os desiludidos e iludidos para se discutir em conjunto sobre o tema: “ Que servir aos filhos, na noite da consoada, neste Natal de 2006. Aguardam-se conclusões.
- Com tanta chuva, têm medrado os repolhos, os nabos e as nabiças.
- A propósito de água, já é possível irmo-nos lavar á Piscina Municipal de água quente. Convém escolher um horário nocturno que é quando se dá menos nas vistas já que a obra ainda não foi inaugurada. A alternativa é sempre as Termas de S. Lourenço.
- Ao que parece torna-se cada vez mais urgente proceder-se ao restauro do antigo hospital, na posse da Santa Casa da Misericórdia. Atendendo á vaga de faltas por doença dos seus empregados, a Direcção da Misericórdia prevê agora activar esta infra-estrutura para tratar”in su sítio” as maleitas dos seus funcionários. A alternativa será a falência da instituição por falta de comparência do pessoal. Contudo há também quem pense que são já os funcionários a procurar antecipar reformas e pretender “um lugar ao sol” no Lar da Santa Casa.
Hélder Carvalho
- Para animar esta época natalícia, realizou-se o Concurso Local de Poltronas. A poltrona, feliz contemplada com o primeiro prémio foi a Poltrona da Secretária do Sr. Presidente. Será esta a proposta para nos representar no Concurso Inter-galático do género. Acredita-se no sucesso internacional da candidata até porque, por cá, já há concorrentes que cheguem para o seu lugar. Avalia-se em 500 contos mensais, o dispêndio da manutenção desta infra-estrutura do Município.
- O Sr. Presidente anda muito contente, com a rapidez das obras da envolvente ao centro da Vila. Até já prometeu que quando estas estiverem concluídas, começará logo outras no local, para a colocação de semáforos.
- O que se discute agora é se, devem ser reservados lugares cativos para o estacionamento das entidades oficiais, na zona envolvente da vila, que está a ser restaurada. Sou dos que consideram que existindo nós para servir, devemos pois saber prestar as melhores condições e comodidades a quem servimos. Assim concordo com a colocação das tabuletas, a marcar lugares reservados ás nossas entidades por exemplo, em frente ao talho, junto á barbearia, nos lugares de comes e bebes e mesmo em frente do novo cemitério.
- Morreu sem dor mais uma exposição que esteve patente na nossa Biblioteca Municipal. Tratou-se da exposição de José Rodrigues de nome “ Douro – Tentação de Baco” que esteve patente de 10 de Nov. e 1 de Dez. Nem mesmo o nome da dita permitiu que a mesma escapasse a esta passagem inglória pela terra.
- Depois de juntar “os seres pensantes” num profundo e profícuo trabalho de discussão e indagação sobre:- Propostas de desenvolvimento para Carrazeda – limite o ano de 2015, o nosso Presidente decide juntar agora os mendigos e descamisados, os deserdados e desamparados, os desempregados, os mal empregados, os desiludidos e iludidos para se discutir em conjunto sobre o tema: “ Que servir aos filhos, na noite da consoada, neste Natal de 2006. Aguardam-se conclusões.
- Com tanta chuva, têm medrado os repolhos, os nabos e as nabiças.
- A propósito de água, já é possível irmo-nos lavar á Piscina Municipal de água quente. Convém escolher um horário nocturno que é quando se dá menos nas vistas já que a obra ainda não foi inaugurada. A alternativa é sempre as Termas de S. Lourenço.
- Ao que parece torna-se cada vez mais urgente proceder-se ao restauro do antigo hospital, na posse da Santa Casa da Misericórdia. Atendendo á vaga de faltas por doença dos seus empregados, a Direcção da Misericórdia prevê agora activar esta infra-estrutura para tratar”in su sítio” as maleitas dos seus funcionários. A alternativa será a falência da instituição por falta de comparência do pessoal. Contudo há também quem pense que são já os funcionários a procurar antecipar reformas e pretender “um lugar ao sol” no Lar da Santa Casa.
Hélder Carvalho
Piscinas cobertas já abriram
«O novo complexo municipal de piscinas cobertas e aquecidas de Torre de Moncorvo já está aberto ao público. É composto por um tanque de aprendizagem e uma piscina principal com 25 metros de comprimento por 12,5 de largura. O equipamento custou cerca de 1,5 milhões de euros sendo financiado por fundos comunitários, pela Câmara e por verbas do Governo no âmbito do Piddac.»
Jornal de Notícias
11 dezembro 2006
Um turismo que "passa e não deixa nada"
Foi um dos desabafos do padre de Santa Marta de Penaguião na homília de ontem a que o JN deu voz.
Não é verdade.
Numa recente tertúlia, um amigo elucidou-me sobre o que os turistas nos trazem quando sobem o rio Douro nos barcos. Enchem os olhos e a alma de uma paisagem singular, respiram os odores únicos da região, recarregam baterias da quietude para o stress citadino, passam e não gastam um euro. Mas trazem-nos algo.
Nada mais nada menos que …LIXO!
Sim lixo! Os ancoradouros feitos com sacrifício dos Municípios ribeirinhos pouco mais servem do que ser ancoradouro para os barcos largarem os detritos resultado da vida a bordo.
E mais.
O meu amigo acrescentou os queixumes das pessoas da “ribeira”, pois os cães se encarregam logo a seguir de espalhar os dejectos, conspurcando os locais e contribuindo para o “abandalhamento” dessas zonas para desespero das gentes.
Não é verdade.
Numa recente tertúlia, um amigo elucidou-me sobre o que os turistas nos trazem quando sobem o rio Douro nos barcos. Enchem os olhos e a alma de uma paisagem singular, respiram os odores únicos da região, recarregam baterias da quietude para o stress citadino, passam e não gastam um euro. Mas trazem-nos algo.
Nada mais nada menos que …LIXO!
Sim lixo! Os ancoradouros feitos com sacrifício dos Municípios ribeirinhos pouco mais servem do que ser ancoradouro para os barcos largarem os detritos resultado da vida a bordo.
E mais.
O meu amigo acrescentou os queixumes das pessoas da “ribeira”, pois os cães se encarregam logo a seguir de espalhar os dejectos, conspurcando os locais e contribuindo para o “abandalhamento” dessas zonas para desespero das gentes.
Investigação
Deixo aqui uma simples investigação baseada na observação directa que poderá levar a que se tirem algumas conclusões que deixaria ao critério dos leitores.
Eis os factos.
Na barragem do Peneireiro de Vila Flor é possível chegar a poucos metros dos patos, portanto muito próximo. Na de Fontelonga, em Carrazeda de Ansiães, quando se chega a uma boa centena de metros, muito longe, já os patos dão “às de Vila Diogo”.
Mistérios
Anda muito boa gente intrigada pelo fraco crescimento da albufeira da barragem da Fontelonga que abastece de água o concelho de Carrazeda de Ansiães. As frequentes deslocações ao local dos carrazedenses esbarram com a contínua desilusão. A chuva tem sido abundante e frequente; se circundarmos o perímetro da albufeira deparamos com variados e robustos afluentes; tudo isto pressuporia uma maior altura da albufeira. Comparadas com outras, o índice de enchente não é satisfatório. Que se passará? Para onde é que irá tanta água? Será apenas ansiedade, e tudo estará bem? Mistério…
Fechada em casa há 20 anos
"Em Carviçais, Moncorvo, há uma mulher que não sai de casa há mais de 20 anos. Tem 36 anos de idade e garantem os vizinhos e familiares, que há 20 que não sai de casa, nem para ir á missa. Pode ser uma história insólita, mas é a vivência de Fernanda Salvador.
Os vizinhos garantem que “é uma mulher bonita”, só que vê-la não tarefa fácil. Já que a sua mãe não a deixa sair á rua “por ter medo que lhe lancem um bruxedo,” a garantia foi avançada á RBA, por uma das vizinhas que mora muito perto da casa da Fernanda, habitação que partilha com a mãe, Amélia Elisa de 78 anos.
Agora é pedida a intervenção das autoridades já que se começam a ter algumas preocupações com o futuro de Fernanda, já que a mãe está a entrar numa idade “preocupante”.
Simão Salvador, irmão de Fernanda, mostra-se preocupado com o futuro da familiar, mas diz que nada pode fazer pois a sua mãe “tem mau feitio”."
Os vizinhos garantem que “é uma mulher bonita”, só que vê-la não tarefa fácil. Já que a sua mãe não a deixa sair á rua “por ter medo que lhe lancem um bruxedo,” a garantia foi avançada á RBA, por uma das vizinhas que mora muito perto da casa da Fernanda, habitação que partilha com a mãe, Amélia Elisa de 78 anos.
Agora é pedida a intervenção das autoridades já que se começam a ter algumas preocupações com o futuro de Fernanda, já que a mãe está a entrar numa idade “preocupante”.
Simão Salvador, irmão de Fernanda, mostra-se preocupado com o futuro da familiar, mas diz que nada pode fazer pois a sua mãe “tem mau feitio”."
Na RBA
10 dezembro 2006
perda irreparável
Assinalou-se a 1 de Dezembro a efeméride dos cem anos da chegada do comboio a Bragança. O primeiro troço desta linha, entre Tua e Mirandela foi inaugurado em 29-09-1887 com a presença da família real. O "velho" desejo da chegada da máquina a vapor à capital do distrito só foi satisfeito no primeiro dia de Dezembro de 1906. Principais artifícies O Conselheiro Abílio Bessa e o empreiteiro João da Cruz. Como a linha de comboio, as pessoas mais directamente ligadas à construção tiveram um destino infeliz. O Conselheiro Abílio Beça, principal promotor do empreendimento, morreu sob as rodas de um vagão na estação de Rossas quando tentou subir para o comboio em andamento. O empreiteiro João Lopes da Cruz faliu sem ter chegado ao final da construção e o engenheiro Costa Serrão, director da construção, não conseguiu, por isso, satisfazer os seus débitos. Curioso percurso marcado pelo destino, dirão os supersticiosos. Presentemente, o comboio, mascarado de metro de superfície, faz o penoso percurso entre Foz-Tua e Mirandela e aguarda, em agonia, uma morte que parece inexorável. O desaparecimento do comboio da região constituirá uma perda irreparável.
Um novo link sobre a Linha do Tua aqui no pensar
09 dezembro 2006
Mentiras Piedosas de Dezembro i
-Ainda sobre a visita do Nosso Primeiro a El Equador, constatou-se que os naturais foram apanhados de surpresa.
Por tal facto não houve na altura tempo para reunir a fanfarra para a recepção. Regista-se contudo da visita, a pronta receptividade e empatia recíprocas que, culminou com comoventes manifestações na hora da despedida.
- Sabe-se já também que um dos objectivos que esteve subjacente à deslocação a El Equador foi, o de mobilizar empresários daquele país, para que invistam no nosso concelho, na plantação de mais bananas.
- Entretanto faz-se “bicha” para arranjar um lugar na próxima Reunião da Assembleia Municipal, para se ouvir “de viva voz”, o relatório do Nosso Primeiro, narrando os resultados desta sua visita oficial.
-Aproveitando a onda, o Nosso Primeiro aceitou agora visitar, também por proposta do Presidente da Junta de Freguesia de Linhares, a aldeia de Carrapatosa. Aqui sabe-se qual é o objectivo. Trata-se de ir lá perguntar se está tudo bem. Embora se espere que a resposta seja positiva, como são poucos os nativos, talvez haja a possibilidade de se resolver algum problema se este for denunciado.
- Sobre presidentes de junta, regista-se a alegria e a azáfama com que estes receberam a chuva que tem caído. Assim, já arranjaram que fazer na recuperação das estradas vicinais.
- Por aqui começa a usar fazer-se contas. Procede-se neste momento a um estudo económico em que se comparam os gastos resultantes do inflacionamento de obras recentes, realizadas no concelho e, a sua utilização, em projectos para os quais não deveriam faltar.
. Dão-se alguns exemplos de parcelas em confronto:
- Quantos anos de actividades culturais estariam garantidas no Centro Cultural com o dinheiro pago no inflacionamento desta obra?!
-Quanto se amortizaria da dívida pública se não se tivesse feito o Parque de Desportos Radicais, os polidesportivos desnecessários, as iluminações de vazios?!
-Quanta divulgação e dinamização cultural seria possível fazer-se com a despesa da reconstrução do Museu Rural do Vilarinho?!
-Quantas recuperações de património daria o dinheiro dispendido nos Parques de Merendas!
- Sobre este tipo de assunto, regista-se a mais recente notícia alusiva ao município. De título “ é o fim da macacada” a noticia revela-nos por palavras do nosso Primeiro que o LENEC ( instituição mais credenciada do país para fazer relatórios sobre construção civil), que este não foi conclusivo sobre a derrocada do Museu do Vilarinho. Não faltou quem se tivesse rido com tal anedota. A sugestão é, então, a de requerer os préstimos de um advogado para traduzir, interpretar e concluir finalmente sobre os culpáveis. Nesta decisão estou em desacordo, pois pelos vistos, num futuro próximo teremos “ at home” o causídico capaz de desvendar o mistério.
- Entretanto têm sido ultimamente feitas prospecções mineralógicas no concelho com o objectivo de tentar encontrar-se credibilidade no solo, para depois, dar e vender.
- Desde que foi proibido, justificar faltas mentindo, os estudantes trabalhadores do município prevêem uma grande hecatombe de chumbos para este ano lectivo. Pelos vistos até o Sr. Presidente se encontra preocupado com o prejuízo desta possibilidade de reprovações, por falta de presenças às respectivas aulas.
- Acabou com sucesso no concelho a campanha da apanha e exportação de dióspiros.
- Exclusivamente para esta rubrica segue uma interpretação de uma expressão de Louis Klan, para ser usado em coro, nas próximas campanhas eleitorais. “ Dai-nos o supérfluo, que sem o essencial temos conseguido (sobre)viver”.
Por tal facto não houve na altura tempo para reunir a fanfarra para a recepção. Regista-se contudo da visita, a pronta receptividade e empatia recíprocas que, culminou com comoventes manifestações na hora da despedida.
- Sabe-se já também que um dos objectivos que esteve subjacente à deslocação a El Equador foi, o de mobilizar empresários daquele país, para que invistam no nosso concelho, na plantação de mais bananas.
- Entretanto faz-se “bicha” para arranjar um lugar na próxima Reunião da Assembleia Municipal, para se ouvir “de viva voz”, o relatório do Nosso Primeiro, narrando os resultados desta sua visita oficial.
-Aproveitando a onda, o Nosso Primeiro aceitou agora visitar, também por proposta do Presidente da Junta de Freguesia de Linhares, a aldeia de Carrapatosa. Aqui sabe-se qual é o objectivo. Trata-se de ir lá perguntar se está tudo bem. Embora se espere que a resposta seja positiva, como são poucos os nativos, talvez haja a possibilidade de se resolver algum problema se este for denunciado.
- Sobre presidentes de junta, regista-se a alegria e a azáfama com que estes receberam a chuva que tem caído. Assim, já arranjaram que fazer na recuperação das estradas vicinais.
- Por aqui começa a usar fazer-se contas. Procede-se neste momento a um estudo económico em que se comparam os gastos resultantes do inflacionamento de obras recentes, realizadas no concelho e, a sua utilização, em projectos para os quais não deveriam faltar.
. Dão-se alguns exemplos de parcelas em confronto:
- Quantos anos de actividades culturais estariam garantidas no Centro Cultural com o dinheiro pago no inflacionamento desta obra?!
-Quanto se amortizaria da dívida pública se não se tivesse feito o Parque de Desportos Radicais, os polidesportivos desnecessários, as iluminações de vazios?!
-Quanta divulgação e dinamização cultural seria possível fazer-se com a despesa da reconstrução do Museu Rural do Vilarinho?!
-Quantas recuperações de património daria o dinheiro dispendido nos Parques de Merendas!
- Sobre este tipo de assunto, regista-se a mais recente notícia alusiva ao município. De título “ é o fim da macacada” a noticia revela-nos por palavras do nosso Primeiro que o LENEC ( instituição mais credenciada do país para fazer relatórios sobre construção civil), que este não foi conclusivo sobre a derrocada do Museu do Vilarinho. Não faltou quem se tivesse rido com tal anedota. A sugestão é, então, a de requerer os préstimos de um advogado para traduzir, interpretar e concluir finalmente sobre os culpáveis. Nesta decisão estou em desacordo, pois pelos vistos, num futuro próximo teremos “ at home” o causídico capaz de desvendar o mistério.
- Entretanto têm sido ultimamente feitas prospecções mineralógicas no concelho com o objectivo de tentar encontrar-se credibilidade no solo, para depois, dar e vender.
- Desde que foi proibido, justificar faltas mentindo, os estudantes trabalhadores do município prevêem uma grande hecatombe de chumbos para este ano lectivo. Pelos vistos até o Sr. Presidente se encontra preocupado com o prejuízo desta possibilidade de reprovações, por falta de presenças às respectivas aulas.
- Acabou com sucesso no concelho a campanha da apanha e exportação de dióspiros.
- Exclusivamente para esta rubrica segue uma interpretação de uma expressão de Louis Klan, para ser usado em coro, nas próximas campanhas eleitorais. “ Dai-nos o supérfluo, que sem o essencial temos conseguido (sobre)viver”.
Hélder Carvalho
08 dezembro 2006
Febre da carraça
"O distrito de Bragança regista a maior incidência de febre da carraça em Portugal, com um número de casos oito vezes superior à média nacional. Foi com base neste diagnóstico que o delegado distrital de saúde exigiu ontem um programa de erradicação da doença. Em declarações à agência Lusa, Vítor Lourenço referiu que nesta região são registados anualmente 80 casos por cada 100 mil habitantes, enquanto no resto do país a relação é de dez casos."
No Público
07 dezembro 2006
Bons exemplos
Bienal da Prata convida artistas a criarem peças inspiradas nas castas do Vinho do Douro
«A 2ª edição da Bienal da Prata, a decorrer no Museu de Lamego desde o dia 1 de Dezembro de 2006, tem como principal atracção peças em prata inspiradas nas castas do vinho do Douro, associando-se, assim, às comemorações dos 250 anos da Região Demarcada do Douro.
A exposição, com a duração de três meses e levada a cabo pela Associação Bienal da Prata, reúne obras de arte e jóias desenhadas por diversos artistas plásticos e arquitectos, como Alberto Carneiro, Álvaro Siza Vieira, Ângelo de Sousa, Álvaro Leite Siza Vieira, Albuquerque Mendes, Baltazar Torres, Eduardo Souto Moura, Graça Sarsfield, José Pedro Croft, Manuel Casimiro, Miguel Palma, Paulo Lobo, Pedro Cabrita Reis e Jaume Plensa, como representante internacional.»
Portugal sentado
Em Portugal, por tudo e por nada, faz-se uma reunião. Pior: fazem-se reuniões para decidir o que fazer na próxima reunião. E assim por diante. Talvez seja por isso que as decisões e as mudanças tardem. É difícil encontrar alguém disponível entre reuniões.
(...) dois terços das reuniões não começam à hora marcada. Para isso contribuiu, certamente, o facto dos portugueses não serem pontuais. O que se compreende. Para os portugueses já basta chegar ao sofá ou ao estádio a horas. Era o que faltava preocuparem-se com isso no resto da semana.
Mas voltemos às reuniões...
O estudo revela que metade das reuniões – mesmo as que começam a horas, presume-se – não servem para nada. A outra metade não possui sequer uma agenda de trabalhos distribuída previamente, o que na gíria dá azo a intermináveis discussões sobre o assunto predilecto dos unidos às reuniões: o sexo dos anjos.
(...)
quase metade das reuniões com agenda prévia, não cumprem... a agenda. O que, sendo um convite à criatividade – fala-se de tudo e de nada – deixa para a próxima reunião a agenda da primeira reunião.
Nem sempre foi assim, claro.
Imagine-se o que seria de nós e da nossa História se ao longo dos séculos tivéssemos reunido mais e decidido menos. É verdade que Colombo não chamaria índios aos índios se tivesse feito uma reunião antes de partir. Mas Vasco da Gama chegou à Índia, dobrando tormentas e sem qualquer relatório de um grupo de estudos. O 25 de Abril fez-se. E para isso, obviamente, fizeram-se reuniões. Mas ninguém encomendou um estudo de viabilidade económica para saber se a revolução ficava mais em conta. Como o fascismo decidia por livre e espontânea vontade do velho de Santa Comba, os governos democráticos criaram o hábito de reunir por tudo e por nada. Multiplicaram-se os grupos de pesquisa, de aconselhamento, de estudos, de reflexão, de crise. Nisso, Guterres foi o maior. E Santana, um desastre. O primeiro fazia do diálogo uma beatice ecuménica. O segundo não chegaria a horas nem ao seu próprio enterro, a menos que fosse no Lux.
Em Portugal, de resto, instituiu-se o hábito de pagar senhas de presença a iluminados e figuras quase divinizadas, vulgarmente conhecidos por «especialistas», a quem se encomendam decisões sobre matérias que os governos foram eleitos para... decidir. Nas empresas, o caso não muda de figura. Neste preciso momento em que escrevo, 83567 gestores estão certamente em reunião e outros 78657 mandam dizer que estão porque não querem atender a mulher. No fundo, estamos todos em reunião. Uns mais, outros menos. Conforme as necessidades.
Nos governos, nas empresas, anda, pois, a perder-se muito tempo com reuniões e a decidir pouco. Dou um exemplo: há anos, muitos anos, que ouço os empresários dizer que Portugal precisa de reformas e os governos a dizer que estão a prepará-las. Tantas reuniões depois e ninguém percebeu ainda de que reformas falam uns e outros e, já agora, a razão pela qual não foram feitas.
No fundo, Portugal gosta de se reunir. Sentar à mesa, mexer o café, perguntar pela prima, saber como correu o fim-de-semana e onde vão ser as próximas férias. Pelo meio, os homens discutem o penalty e as mulheres falam do ginásio ou da última plástica. Nisto, já foi meia-hora. Como a reunião não começou a horas nem tem agenda, define-se nesta reunião a agenda da próxima, a tal onde, finalmente já com a agenda diante dos olhos, iremos decidir o que, da agenda, pode e deve ser discutido na próxima reunião.
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Piscinas
"A abertura ao público da piscina coberta e aquecida de Vila Flor vai tardar mais do que inicialmente se previa. Primeiro foi a falta de água, agora a falta de pessoal. A Câmara fez, anteontem, a recepção provisória do equipamento, que custou mais de um milhão de euros, mas tem pela frente a necessidade de resolver o problema dos trabalhadores que hão-de assegurar o seu funcionamento, numa altura em que a escassez de água já não é problema."
(...)No JN
E a nossa? Há novidades para a abertura? Pessoal há! O equipamento parece pronto! Água também! Que faltará? Falta de vontade...
PCP acusa
Segundo o PCP de Bragança, "o próprio ministro Mário Lino confessou esta situação, na comissão parlamentar das obras ao deputado comunista Agostinho Lopes. “O ministro disse que não tem dinheiro para o IC 5, nem para o nó de acesso ao IP 4 na zona industrial de Macedo de Cavaleiros e para o IP 2 tem algumas verbas mas não há garantias que sejam para aplicar no distrito de Bragança”, referiu considerando que o próprio Primeiro-Ministro, veio a Bragança numa mera acção de “propaganda” anunciar estradas.
Não há dinheiro para fazer o IC 5 o IP 2 e nem sequer a ligação da zona industrial de Macedo de Cavaleiros ao IP 4. Esta certeza é dada por José Brinquete, líder do PCP em Bragança.
Precisamente a conclusão daquelas vias estruturantes, foram algumas das 31 propostas apresentadas pelo grupo parlamentar do PCP para incluir no PIDDAC para o distrito de Bragança, propostas que representavam um investimento de 9,1 milhões de euros, mas que foram rejeitadas pelo PS e pelo PSD e inclusive pelos quatro deputados daqueles dois partidos eleitos por Bragança: “E por isso o destino destes deputados só pode ser o caixote do lixo da história”, sublinha.
Brinquete insiste que é uma afronta aos a transmontanos o facto de alguns concelhos como Vila Flor não terem um cêntimo inscrito em PIDDAC e outros terem apenas esmolas e insurgem-se contra a passividade e quase naturalidade com que os autarcas reagiram a estas propostas de investimento descentralizado para os seus municípios. “Há alguns autarcas que gostam de ser masoquistas”, acusa.
Por tudo isto Brinquete traça um diagnóstico de pré-coma para o distrito, explicando que sofre de doenças como o isolamento a desertificação o envelhecimento e o medo. "
na Brigantia
Não há dinheiro para fazer o IC 5 o IP 2 e nem sequer a ligação da zona industrial de Macedo de Cavaleiros ao IP 4. Esta certeza é dada por José Brinquete, líder do PCP em Bragança.
Precisamente a conclusão daquelas vias estruturantes, foram algumas das 31 propostas apresentadas pelo grupo parlamentar do PCP para incluir no PIDDAC para o distrito de Bragança, propostas que representavam um investimento de 9,1 milhões de euros, mas que foram rejeitadas pelo PS e pelo PSD e inclusive pelos quatro deputados daqueles dois partidos eleitos por Bragança: “E por isso o destino destes deputados só pode ser o caixote do lixo da história”, sublinha.
Brinquete insiste que é uma afronta aos a transmontanos o facto de alguns concelhos como Vila Flor não terem um cêntimo inscrito em PIDDAC e outros terem apenas esmolas e insurgem-se contra a passividade e quase naturalidade com que os autarcas reagiram a estas propostas de investimento descentralizado para os seus municípios. “Há alguns autarcas que gostam de ser masoquistas”, acusa.
Por tudo isto Brinquete traça um diagnóstico de pré-coma para o distrito, explicando que sofre de doenças como o isolamento a desertificação o envelhecimento e o medo. "
na Brigantia
06 dezembro 2006
Mais linha do Tua
Mais fotos da linha do Tua: belas, surpreendentes, ímpares, de cortar a respiração, aqui
04 dezembro 2006
02 dezembro 2006
01 dezembro 2006
Município de Montalegre ameaça levar EDP a tribunal
O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, admitiu hoje avançar com um processo judicial contra a EDP pelo que classifica como «enriquecimento indevido» da empresa.
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