Foi tambem aqui divulgada a notícia do contrato para a construção da IC5. A ser verdade , esta concretização virá a ser o maior acontecimento de que tenho memória, par a melhoria das condições de vida do meu concelho.
Aumentará a qualidade das condições de deslocação e de acesso aos grandes centros em condições que, só por utopia, se poderá exigir melhor. Melhorará assim a qualidade e rapidez de acesso, por exemplo dos nossos doentes, nas deslocações ao Porto. Melhorará, com a consequente redução de custos, o transporte dos nossos produtos para fora da região. Motivará muito mais as pessoas para se deslocarem aqui, já que reduzirá tambem substancialmente o tempo de deslocação. Poderemos antever mais afluxos, desde a chegada mais repetida dos nossos emigrantes, passando pelos turistas e acabando em potenciais investidores. Estarão criadas condições para que surja outro dinamismo e motivação para todos os que aqui vivem. Falta então planear. Falta definir um programa de acção que defina as áreas económicas mais abrangidas pelo benefício desta infraestrutura. Urge definir ideias e projectos que possam ser agarrados e potenciados por quem aqui se proponha investir. É urgente criar pequenas plataformas de escoamento de produtos e pólos industriais próximos das saídas e entradas da IC. É urgente questionar-se a criação de uma reserva cinegética na região, a fim de se potenciar o turismo da caça que virá. È urgente pensar-se na construção de mini hidricas, para alem do mais para regadio, por exemplo na zona da Veiga, a fim de se viabilizarem certas culturas fruticolas, já que o transporte será mais barato. È necessário pensar-se na transformação de matérias naturais como as madeiras e a pedra, já que o seu transporte para exportação será facilitado. O turismo rural pode melhorar muito, atendendo à qualidade da nossa riqueza natural, gastronómica e patrimonial.
Vamos deixar de nos poder queixar da falta de condições para investirmos aqui a nossa força e as nossa ideias. A questão deixará de ser a de nos qustionarmos sobre se a obra cumprirá os prazos ou não. A questão vai passar a depender antes da nossa capacidade para justificar o investimento que o país aqui vais fazer . Saibamos estar à altura de o merecer.
30 novembro 2008
29 novembro 2008
Há neve em Carrazeda
Torre de Moncorvo, tem a partir do IC2, uns acessos à vila dignos desse nome. Tem ruas de paralelos e iluminacões nas Ruas que lembram a quadra natalícia. O comércio aderiu.
Vila Flor tem ruas de paralelos, que dão cabo das suspensões dos carros -novos e velhos- mas os autarcas não ligam. Tem as Ruas iluminadas, porque vem aí o Natal. Têem estas vilas a funcionar as piscinas cobertas. Vila Flor tem para breve a inauguração do Estádio Municipal.
Carrazeda de Ansiães, tem o centro da vila com a Rua de paralelo - inimigo dos automóveis- e agora fiquenos a saber que já teve no passado, soluções crediveis para o desenvolvimento sustentado de uma vila que se quer moderna.
Carrazeda Carrazeda, por mais que te pintem, serás sempre Carrazeda.
Carrazeda tem a neve que lembra o Natal, que a Natureza enviou para abastecer a barragem da Fontelonga e aliviar os responsáveis de mais uma dor de cabeça.
O futuro vai surpreender os incrédulos, que teimam em gostar da sua terra. Há soluções mágicas que o tempo guarda e se revelam no momento próprio, acreditar ou não é com cada um.
26 novembro 2008
Efeméride ( II )
Decorreram dez anos desde que deu entrada em reunião de Câmara Municipal (09/02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
No momento em que se perspectiva a entrada no terceiro milénio e, no intuito de projectar para o futuro uma obra que constitua património relevante a deixar às gerações vindouras, pretende-se: – Que seja reequacionado o projecto de arranjo urbanístico já existente e referente ao prolongamento da Praça do Município.
Propõe-se:
Que neste local se implante um projecto com utilidade e qualidade arquitectónica que constitua uma referencia do presente para o futuro;
Que seja aberto um concurso de ideias, que permita, mediante regulamento a apresentar, apreciação e posterior aprovação do melhor anteprojecto;
Que seja estudado o modo da sua viabilização económica;
Que o prazo para a concretização de tal projecto seja o ano de 2000.
Do regulamento deverá constar:
Regras que imponham que o estudo dos projectos seja integrado na envolvente, de modo a minimizarem o impacto de algumas construções já existentes;
A obrigatoriedade das propostas envolver a integração da já existente Praça do Município;
A inclusão de uma área de carácter utilitário que integre um grande auditório para a projecção de cinema e teatro, com espaço de apoio logístico e de arrumação;
A inclusão de espaço lúdico com lugar para esplanadas, café e praceta;
A inclusão de espaço para parque de estacionamento que poderá ser subterrâneo.
A proposta foi aprovada por unanimidade.
O posterior contrato com o vencedor deste projecto só foi presente em reunião de Câmara a 1 de Junho de 2000. Passado este tempo, todos conhecem em que estado se encontra esta obra e, todos desconhecem o preço em que nos ficará.
No momento em que se perspectiva a entrada no terceiro milénio e, no intuito de projectar para o futuro uma obra que constitua património relevante a deixar às gerações vindouras, pretende-se: – Que seja reequacionado o projecto de arranjo urbanístico já existente e referente ao prolongamento da Praça do Município.
Propõe-se:
Que neste local se implante um projecto com utilidade e qualidade arquitectónica que constitua uma referencia do presente para o futuro;
Que seja aberto um concurso de ideias, que permita, mediante regulamento a apresentar, apreciação e posterior aprovação do melhor anteprojecto;
Que seja estudado o modo da sua viabilização económica;
Que o prazo para a concretização de tal projecto seja o ano de 2000.
Do regulamento deverá constar:
Regras que imponham que o estudo dos projectos seja integrado na envolvente, de modo a minimizarem o impacto de algumas construções já existentes;
A obrigatoriedade das propostas envolver a integração da já existente Praça do Município;
A inclusão de uma área de carácter utilitário que integre um grande auditório para a projecção de cinema e teatro, com espaço de apoio logístico e de arrumação;
A inclusão de espaço lúdico com lugar para esplanadas, café e praceta;
A inclusão de espaço para parque de estacionamento que poderá ser subterrâneo.
A proposta foi aprovada por unanimidade.
O posterior contrato com o vencedor deste projecto só foi presente em reunião de Câmara a 1 de Junho de 2000. Passado este tempo, todos conhecem em que estado se encontra esta obra e, todos desconhecem o preço em que nos ficará.
LITTERAE 3
Decidiu recostar-se no comprido banco de madeira. O dorso, quase comido pela carrada de anos, refilava de dor e fazia-lhe arquejar o peito. Ainda levou a palma da mão ao sítio do coração porque lhe parecia que o sentia roncar do fundo de uma caverna. Que não se lembrasse agora de interromper a longa corrida. Estava ali sozinho há mais de duas horas. Era a sala de espera de uma velha e pequena estação. Tinham-lhe dito que o comboio passaria ali às dezanove e quarenta e cinco. Mas em Dezembro, a posição da lua, encavalitada no pico da escarpa que se erguia do lado de lá do rio, nunca o enganara. Pelas suas contas, haveriam de ser já umas dez, a passar. Cerrou mais a gola peluda da samarra à volta do pescoço. Não sentia os pés, colados sobre o chão de cimento. Começara a tiritar. Se andasse um pouco? Tentou. Fincou os osssos dos dedos nas costas do banco e logrou erguer-se. Arrastou um passinho tímido, com o olhar ansioso cravado na porta escancarada ao frio assassino. Se a pudesse fechar... Conseguiu apenas uns míseros segundos de pé, como uma giesta impelida pelo vento. Sentou-se. O olhar aguado, o beiço grosso, pendente, trejeito triste, como se sentisse ali a morte a germinar. Dentro de si a noite era mais escura do que a outra que ele via mesmo à sua frente. Se alguém viesse, talvez houvesse uma fogueira redentora. Mas não haveria ninguém. O negro comboio tardava. Se calhar, nem comboio havia. Então aos domingos não parava ali o das dezanove e quarenta e cinco? Ou não seria domingo!? O tempo. Agora dava em enganar-se na corrida do tempo. Foi o que fez a longuíssima mastigação sucessiva dos dias. Sempre a remoer memórias. Mas há muito que ele perdera o futuro de ontem. Agora, ao frio, à fome e ao desespero, assaltava-o a dúvida dolorosa dos dias. Talvez fosse sábado. Mas ao sábado não passa o comboio das dezanove e quarenta e cinco. Sentiu-se mais abafado. Com a manga da samarra limpou o nariz sujo de muco e sentiu pena dele próprio, perante aquela triste e inexorável condenação à caquexia. Quando era novo, diziam-lhe que era bonito ter oitenta anos. Pois. Com o dorso alquebrado, grotesco, sacudido pelo arfar do peito roufenho, sentiu-se adormecer. Mas apenas a cabeça pendeu para o lado, logo se recostou de novo. Parecera-lhe sentir o silvo do comboio. Deitou um olhar de soslaio à escuridão, como se não quisesse espantar a luz do pretenso comboio. Esperou com a alma em sentido. Seria aquilo a esperança? Esperou. Se não fosse o correr do rio no estreito vale de fragas, o silêncio haveria de pesar ainda mais entre as paredes da salinha de espera. Mas não. Felicidade esfarelada. O tempo ria-se dele. Afinal era sábado. Não passava ali o comboio das dezanove e quarenta e cinco. Encolheu as pernas para enganar o estilete do frio. Sentiu-se molhado de um mijar inconsciente e sorrateiro, rompendo o sigilo do seu descomposto torpor. Entrelaçou as mãos. Mas a lágrima, como uma pérola, passou ao lado e caiu-lhe nos pés cruzados. Deixou-se tombar no banco comprido de madeira. Que sentido poderia ter a bênção terrena daquele piedoso invólucro de água e sal, sangue e vísceras decadentes? Deixou-se estar deitado. Encolhido sobre as tiras de madeira. Ainda ressonou um pouco, zangado com a lua traiçoeira. Mas foi por pouco tempo. Quando o comboio negro ali parou com um olho de luz matando a noite em volta,, um funcionário acercou-se do corpo gelado e mandou chamar as autoridades competentes para o levarem, sobre carris, para a morgue. Afinal era domingo!
Hélder Rodrigues
Hélder Rodrigues
Estimule-se o regresso à Terra: Jorge Laiginhas
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte apresentou no dia 13 deste mês um relatório – Emprego e Desemprego na Região do Norte – 2007 – elaborado pelo seu Centro de Avaliação de Políticas e Estudos Regionais. Este trabalho resulta da análise a dez anos (1998 – 2007) da evolução do mercado de trabalho – emprego e desemprego – da Região Norte. Eis um excerto do diagnóstico:“O agravamento dos níveis de desemprego na Região do Norte resulta, em parte, do processo de ajustamento tecnológico e estrutural que a economia regional atravessa. Embora continuando a ser, do ponto de vista da estrutura sectorial do emprego, a região portuguesa mais industrializada, o Norte vive, desde há vários anos, um processo de terciarização da sua base produtiva, ao mesmo tempo que um número crescente de empresas vê esgotado um modelo de crescimento baseado naqueles que, durante muito tempo, foram os factores tradicionais de promoção da competitividade regional. Esse modelo tradicional – que se baseava na existência de uma mão-de-obra abundante, pouco qualificada e mal remunerada e na adopção de processos produtivos (essencialmente industriais) de baixa intensidade tecnológica e geradores de baixo valor acrescentado, com modelos de negócio centrados, exclusivamente, na manufactura e pouco inovadores do ponto de vista da gestão – está hoje em regressão na economia regional, embora ainda continue a caracterizar uma parte importante do seu sistema produtivo.”
A propósito deste relatório, Alberto Castro escreveu, no JN, “perguntem a alguém como está a economia e, com elevada probabilidade, obterão como resposta qualquer coisa como “mal, muito mal”. Se insistirem, ouvirão um “pior do que nunca”. Por regiões, arrisco-me a dizer que é no Norte onde este “efeito crise” é mais evidente. Sem surpresas. A dependência de uma indústria produtora de bens sujeitos à concorrência internacional, muita dela assente numa utilização intensiva do factor trabalho, a baixa qualificação de trabalhadores e empresários, são tudo ingredientes que prenunciam dificuldades.”
De acordo. Estou – creio que estamos todos – de acordo quanto ao diagnóstico. O modelo que serviu já não serve mais. Tampouco creio que, doravante, haja mais lugar a este ou àquele modelo. Haverá, isso sim, cada vez mais empresas a vomitar homens e mulheres para o desemprego. Há que ser célere a implementar políticas de apoio a esta gente. Políticas de apoio. Não subsídios.
Penso que é chegada a hora de o governo criar um conjunto de estímulos – financiamento, a juro social, da criação do próprio emprego; disponibilização gratuita de terras que não estão a ser aproveitadas; ajuda na recuperação de casas em meio rural… – que permitam a mobilidade dos desempregados, o regresso à terra – seja à Terra (aldeia onde nasceram ou onde nasceram os seus pais ou avós), seja o regresso à Terra (agricultura, pastorícia…)
Já aqui referi que a portaria n.º 699/2008 de 29 de Julho (Ministério da Economia e da Inovação e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas) regulamenta o fornecimento directo – ao consumidor, ou a estabelecimentos de comércio retalhista que abasteçam directamente o consumidor final – pelo produtor de pequenas quantidades de produtos primários, de carne de aves de capoeira e pequenos mamíferos herbívoros abatidos na exploração. É uma possibilidade. Existem outras. Haja imaginação!
Jorge Laiginhas
25 novembro 2008
24 novembro 2008
Mentiras Piedosas de Novembro ( com a geada a castigar certas orelhas)
“…eu sou, como sabeis, um defensor dos fracos e um compadecido das misérias do mundo. A toda a hora e a todo o instante penso na maneira de resgatar o povo da ignorância e da fome, da escravidão e do embuste, para o que não perco nenhuma das ocasiões que se me ofereçam para atenuar essas misérias….”
(Tomás da Fonseca in Bancarrota Ed. dest. ao Brasil ; P. 23)
- Esmoreceu o entusiasmo pelos candidatos às próximas eleições autárquicas. De qualquer modo considera-se que, dos candidatos propostos, o que tiver mais altura parte em vantagem pois acredita-se que, no poço em que vai cair, talvez tenha mais hipóteses de não se afogar.
- Com mais entusiasmo, discute-se sobre quem virão a ser, a primeira dama, segunda e terceira.
- O objectivo é o de poupar energia. Vão ser colocados diversos sensores em locais com iluminação pública, com pouco uso. Dão-se os exemplos: - Parque de merendas do Pinocro, zona envolvente e interiores das piscinas, fontes luminosas, adros das igrejas e capelinhas iluminadas, que só serão activados quando passar gente. Esta iniciativa vai ser também tomada nas esculturas públicas. Longe vai o tempo em que a Escultura do Escultor Alberto Carneiro, era o local mais bem iluminado do Fundo da Vila. Aquilo que possuía mais de uma dúzia de focos luminosos está agora reduzido a cinco.
- No momento em que se escreve, acredita-se que os nossos funcionários autárquicos já tenham recebido o decimo terceiro mês. Julga-se que esta decisão administrativa terá resultado de um milagre da sra. dos milagres. As dúvidas, sobre se havia dinheiro disponível, surgiram quando o Nosso Primeiro começou a sugerir que todos jogassem na Lotaria do Natal.
- Vai ser contratado em “part-time” a Presidente de Junta da Freguesia vizinha de Carlão para se responsabilizar pelo uso das Termas de S. Lourenço. Tal decisão deve-se ao edital ali colocado pelo Presidente da Junta de Freguesia de Pombal que não assume qualquer responsabilidade sobre o uso das águas termais. Como pagamento por esta tarefa, foi-lhe prometida uma percentagem do ordenado mensal que recebe o Presidente da Freguesia de Pombal de Ansiães.
- Entretanto confirmam-me que, em geral, estão mais gordinhos os nossos Presidentes de Junta. È a opinião de quem esteve a assistir à mais recente Reunião de Assembleia.
- Relativamente ao Presidente da Junta de Freguesia da Vila, ainda aparece, de vez em quando, quem pergunte qual será a opinião deste sobre o que vai acontecendo por cá.
- Desta vez vão todos à Ceia de Natal. Só falta confirmar a presença do Sr. Presidente. Da festa consta a programação da iniciativa de condecorar os funcionários mais trabalhadores e dedicados. Pelos vistos o funcionário mais trabalhador, seleccionado este ano, terá sido o coveiro. Perguntarão Vossas Excelências! Qual coveiro?
- Esteve muito bem servido o Jantar de Recepção aos Professores. Todos ficaram a conhecer, pelo menos, a riqueza gastronómica do restaurante de serviço.
- Aposta-se já em acertar sobre qual terá sido o acontecimento do ano. Há quem sugira a cerimónia da inauguração da Piscina Municipal Coberta. Outros consideram que mais importante foi o seu fecho.
(Tomás da Fonseca in Bancarrota Ed. dest. ao Brasil ; P. 23)
- Esmoreceu o entusiasmo pelos candidatos às próximas eleições autárquicas. De qualquer modo considera-se que, dos candidatos propostos, o que tiver mais altura parte em vantagem pois acredita-se que, no poço em que vai cair, talvez tenha mais hipóteses de não se afogar.
- Com mais entusiasmo, discute-se sobre quem virão a ser, a primeira dama, segunda e terceira.
- O objectivo é o de poupar energia. Vão ser colocados diversos sensores em locais com iluminação pública, com pouco uso. Dão-se os exemplos: - Parque de merendas do Pinocro, zona envolvente e interiores das piscinas, fontes luminosas, adros das igrejas e capelinhas iluminadas, que só serão activados quando passar gente. Esta iniciativa vai ser também tomada nas esculturas públicas. Longe vai o tempo em que a Escultura do Escultor Alberto Carneiro, era o local mais bem iluminado do Fundo da Vila. Aquilo que possuía mais de uma dúzia de focos luminosos está agora reduzido a cinco.
- No momento em que se escreve, acredita-se que os nossos funcionários autárquicos já tenham recebido o decimo terceiro mês. Julga-se que esta decisão administrativa terá resultado de um milagre da sra. dos milagres. As dúvidas, sobre se havia dinheiro disponível, surgiram quando o Nosso Primeiro começou a sugerir que todos jogassem na Lotaria do Natal.
- Vai ser contratado em “part-time” a Presidente de Junta da Freguesia vizinha de Carlão para se responsabilizar pelo uso das Termas de S. Lourenço. Tal decisão deve-se ao edital ali colocado pelo Presidente da Junta de Freguesia de Pombal que não assume qualquer responsabilidade sobre o uso das águas termais. Como pagamento por esta tarefa, foi-lhe prometida uma percentagem do ordenado mensal que recebe o Presidente da Freguesia de Pombal de Ansiães.
- Entretanto confirmam-me que, em geral, estão mais gordinhos os nossos Presidentes de Junta. È a opinião de quem esteve a assistir à mais recente Reunião de Assembleia.
- Relativamente ao Presidente da Junta de Freguesia da Vila, ainda aparece, de vez em quando, quem pergunte qual será a opinião deste sobre o que vai acontecendo por cá.
- Desta vez vão todos à Ceia de Natal. Só falta confirmar a presença do Sr. Presidente. Da festa consta a programação da iniciativa de condecorar os funcionários mais trabalhadores e dedicados. Pelos vistos o funcionário mais trabalhador, seleccionado este ano, terá sido o coveiro. Perguntarão Vossas Excelências! Qual coveiro?
- Esteve muito bem servido o Jantar de Recepção aos Professores. Todos ficaram a conhecer, pelo menos, a riqueza gastronómica do restaurante de serviço.
- Aposta-se já em acertar sobre qual terá sido o acontecimento do ano. Há quem sugira a cerimónia da inauguração da Piscina Municipal Coberta. Outros consideram que mais importante foi o seu fecho.
23 novembro 2008
19 novembro 2008
Perigo de electrocussão
17 novembro 2008
Efeméridee (I)
( Recordando o tempo em que participei, na actividade da gestão autárquica - Assembleia e Câmara Municipal , decidi que poderia ser útil recordar factos que ocorreram, se aprovaram, mas que não passaram de compromissos deitados ao lixo.
Pela importância que lhes dei, acreditei que teriam sido úteis, por isso parece-me proveitoso evocá-los e convidar quem os ler a ajuizar sobre o seu imaginável resultado, se tivessem sido realidade.)
Fez em Outubro 10 anos que foi presente em Reunião de Câmara uma proposta apresentada pelos Vereadores Helder de Carvalho e Ricardo Pereira, com o seguinte teor:
-“ No âmbito da promoção do turismo a realizar no nosso concelho, tendo em vista as nossas potencialidades e riquezas patrimoniais, mormente a paisagística, monumental e etnográfica, bem como procurando incentivos materiais ao investimento neste sector, vimos formular a seguinte proposta:
- Que seja elaborado um Roteiro Turístico onde constem referenciados: - Os principais exemplos de património construído; os principais pontos de referência paisagística da região; o calendário das principais festas e romarias; os locais lúdicos e de recreio mais importantes; os espaços de cultura e de venda de artesanato.
- Que o Roteiro contenha: - O mapa da região, com referências aos meios de acesso; os endereços úteis do concelho; os endereços dos principais restaurantes, locais de alojamento e casas de diversão.
- Que do Roteiro conste, traduzido em inglês e francês, todo o texto impresso.
- Que seja garantida a melhor qualidade gráfica deste trabalho.
- Que o Roteiro seja divulgado pelos meios de divulgação possíveis.
- Que sejam encontrados mecanismos de apoio para esta edição.
O Senhor Presidente levou ao conhecimento da Câmara Municipal de que o assunto já está a ser tratado.
Posta a proposta à votação foi a mesma aprovada por unanimidade de votos dos membros presentes.
Pela importância que lhes dei, acreditei que teriam sido úteis, por isso parece-me proveitoso evocá-los e convidar quem os ler a ajuizar sobre o seu imaginável resultado, se tivessem sido realidade.)
Fez em Outubro 10 anos que foi presente em Reunião de Câmara uma proposta apresentada pelos Vereadores Helder de Carvalho e Ricardo Pereira, com o seguinte teor:
-“ No âmbito da promoção do turismo a realizar no nosso concelho, tendo em vista as nossas potencialidades e riquezas patrimoniais, mormente a paisagística, monumental e etnográfica, bem como procurando incentivos materiais ao investimento neste sector, vimos formular a seguinte proposta:
- Que seja elaborado um Roteiro Turístico onde constem referenciados: - Os principais exemplos de património construído; os principais pontos de referência paisagística da região; o calendário das principais festas e romarias; os locais lúdicos e de recreio mais importantes; os espaços de cultura e de venda de artesanato.
- Que o Roteiro contenha: - O mapa da região, com referências aos meios de acesso; os endereços úteis do concelho; os endereços dos principais restaurantes, locais de alojamento e casas de diversão.
- Que do Roteiro conste, traduzido em inglês e francês, todo o texto impresso.
- Que seja garantida a melhor qualidade gráfica deste trabalho.
- Que o Roteiro seja divulgado pelos meios de divulgação possíveis.
- Que sejam encontrados mecanismos de apoio para esta edição.
O Senhor Presidente levou ao conhecimento da Câmara Municipal de que o assunto já está a ser tratado.
Posta a proposta à votação foi a mesma aprovada por unanimidade de votos dos membros presentes.
Casa do Douro, até ao lavar dos cestos...

Este fim-de-semana foi apresentada a primeira candidatura à liderança da Casa do Douro. Pedro Garcias é o primeiro elemento que promete submeter-se a sufrágio para aquele organismo no dia 1 de Fevereiro de 2009. O jornalista do Público e natural de Alijó defende um acordo com o governo para resolver o principal problema da instituição, uma dívida de 100 milhões de euros. Na corrida à liderança da instituição duriense deve ainda entrar Manuel António dos Santos, o actual presidente.
Para os de fraca memória, recorda-se, os problemas da Casa do Douro iniciaram-se com a compra das acções da Real Companhia Velha (RCV). O objectivo era, para além do papel de regulação e de representação dos pequenos e médios vitivinicultores, intervir no mercado do comércio e exportação do vinho do Porto. A posição minoritária na RCV impediu a instituição duriense de ter qualquer acção no comércio do vinho do Porto e o resultado foi um grande "flop". Recorda-se também que "o negócio" foi encorajado e abençoado pelo ex-primeiro ministro Cavaco Silva. A seguir a Casa do Douro foi abandonada à sua sorte pelo seu e sucessivos governos.
(veja aqui)
Aos poucos, por acção da administração central, erros próprios e mudanças de paradigma no mercado dos vinhos, foi esvaziada de funções em claro benefício dos exportadores. A candidatura de Pedro Garcia poderá ser uma lufada de ar na asfixiante situação, ou não?
O comboio, âncora de desenvolvimento...

A reabilitação e manutenção em funcionamento do troço nordeste da Linha do Douro, entre o Pocinho e Barca d`Alva, vai custar entre 20 a 25 milhões de euros, de acordo com um estudo de viabilidade económica ontem apresentado pelo chefe da Estrutura de Missão do Douro
(...)
A reactivação do troço nordeste é apontada como um projecto âncora para o desenvolvimento regional, por potenciar o acesso dos turistas a um cenário de património da humanidade e também por pretender conciliar a exploração comercial de passageiros e mercadorias a uma região que Ricardo Magalhães classifica como o «interior do interior».
Acidente por defeitos grosseiros

O relatório ao acidente aponta "defeitos grosseiros" na linha e a desadequação das automotoras do Metro de Mirandela que fazem a ligação.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, reconheceu sexta-feira, na Assembleia da República "falha humana" neste processo e anunciou que a linha permanecerá encerrada até Março.
Neste período deverão ser executados os investimentos e medidas necessários para repor a segurança na linha do Tua, onde num ano e meio ocorreram quatro acidentes com o mesmo número de mortos.
O presidente da Câmara e do Metro de Mirandela, José Silvano, disse que já esperava que a linha permanecesse encerrada durante algum tempo e entende que nunca deve abrir sem ter todas as condições de segurança.
Lusa
foto - Leonel Castro
Uma linha ao fundo do túnel na linha do Tua
O presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, anunciou sábado que vai propor ao Governo a criação de um fundo de 50 milhões de euros para uma estratégia de desenvolvimento a partir da linha do Tua capaz de fazer "cair" a barragem que ameaça a via férrea.O autarca acredita que a manutenção do vale do Tua, principal atractivo turístico das viagens de comboio, e a reactivação da linha até Bragança, com ligação a Espanha, "será uma mais valia muito maior para o desenvolvimento da região do que a barragem" projectada para a foz do Tua.
Silvano diz que estão já em curso estudos que demonstrarão esta teoria e quer que o Governo crie um fundo de 50 milhões de euros para permitir aos agentes locais privados e públicos avançarem com os primeiros projectos e acções necessárias.
A proposta foi apresentada sábado num debate, em Mirandela, sobre a linha e a barragem promovido pelas câmara e assembleia municipais locais, onde não esteve presente nenhuma entidade responsável pela linha.
Na sessão ficou também já decidido organizar um outro debate, mas em Lisboa, em finais de Janeiro, onde pretendem apresentar os estudos e propostas.
"Lá conseguiremos sensibilizar mais facilmente, já que não conseguimos que venham cá (os responsáveis nacionais)", disse.
(...)
"Os estudos que estamos a elaborar demonstrarão que traz muito mais valia a manutenção da linha e o seu prolongamento até Espanha, em termos turísticos e económicos, do que a construção da barragem".
(...)
A EDP propõe a construção de um sistema hidráulico tipo elevador para fazer a ligação da estação do Tua, onde é feita a ligação à linha do Douro, à barragem e um percurso de barco na zona inundada.
O autarca de Mirandela rejeita as soluções propostas e continua a defender "intransigentemente" a manutenção da linha do Tua.
(...)
viva a arraia-miúda
A Comissão Europeia deixou-se de esquisitices burocráticas e passou a autorizar a comercialização de fruta e legumes não calibrados. Como tem sido possível, minhas senhoras e meus senhores, a fruta e os legumes estarem proibidos de abancar no mercado só porque não têm a altura da moda, as ancas não arrebitam ou apresentam a cara bexigosa?!... As cenouras nodosas ou de múltiplas pernas, os espinafres de folha miudinha e os pepinos retorcidos dão uma sopa óptima. Também os alhos com dentes tortos, mas asseados, e as cebolas de casca grossa fazem um refogado que puxa pelo sabor da carne mais exigente.Alexandra Carreira e Ilídia Pinto escreveram no Diário de Notícias de 13 do corrente que “contra a medida – que a Comissão justifica com a necessidade de eliminar burocracia e evitar o desperdício, da ordem de 20%, de produtos que respeitam todos os critérios de qualidade alimentar, mas não os visuais – já se manifestaram os produtores, considerando que o fim da calibragem vai levar à entrada de produtos, não normalizados, oriundos de outros países e que o consumidor não vai ver o preço das frutas e legumes baixar.”
Apetece-me trautear com a Lena de Água:
“Dão nas vistas em qualquer lugar
jogando com as palavras como ninguém
sabem como hão-de contornar
as mais directas perguntas.
Aproveitam todo o espaço
que lhes oferecem na rádio e nos jornais
e falam com desembaraço
como se fossem formados em falar demais.
Demagogia feita à maneira
é como queijo numa ratoeira.”
As frutas e legumes não calibrados vão voltar aos mercados (ele sempre há modas que não colam por mais cuspo que se lhes ponha) de toda a Europa já em Julho de 2009. Não sei se esta medida irá contribuir para que, de imediato, os preços dos produtos baixem no consumidor. Todavia, não duvido que, a curto prazo, venham a baixar. Se tal não acontecer é porque alguém está a meter a mão na fruta e na hortaliça. E não será o lavrador a meter a mão. Tenho a certeza.
Os produtos alforriados do espartilho da calibragem são os damascos, alcachofras, espargos, beringelas, abacates, feijões, couves-de-bruxelas, cenouras, couves-flores, cerejas, aboborinhas, pepinos, cogumelos de cultura, alhos, avelãs com casca, couves-repolhos, alhos franceses, melões, cebolas, ervilhas, ameixas, aipo de folhas, espinafres, nozes comuns com casca, melões e chicórias.
Convenhamos, a legislação, de tão proteccionista, era racista. Porque razão um pepino em forma de arrocho não haveria de confraternizar, numa salada, com uma couve-flor anã ou uma cenoura de duas pernas? E quem é essa imperatriz, a quem chamam Comissão Europeia, para decretar que apenas os tomates graúdos e luzidios têm direito a ser papados em cima da mesa ficando os tomates miúdos condenados ao “papanço” clandestino? Li que a Comissária da Agricultura, Mariann Ficher-Boel terá comentado: “Esta decisão marca o início de uma nova era para os pepinos curvos e as cenouras nodosas.”
Direi que esta decisão marca, isso sim, o início de uma nova era para os pequenos agricultores. Sim, os pequenos e muito pequenos agricultores. Aqueles que não se dedicam à agricultura em salas de engorda – campos onde a geada não tolhe a fruta ou o granizo não fustiga as orelhas das hortas. Abre-se a possibilidade de comercializar frutas e legumes que, apesar da sua inquestionável qualidade intrínseca, não podiam chegar, legalmente, ao consumidor. Viva a arraia-miúda!
Jorge Laiginhas
Dura Lex Sed Lex
DAR A VOLTA À LEI
Este pretende ser um breve apontamento, para dizer o que se passa neste concelho do interior que dá pelo nome de Carrazeda de Ansiães.
O Presidente da Assembleia Geral da Cooperativa Agrícola de Carrazeda, ( que tem 3.502 sócios registados oficialmente, mas se excluirmos os que já faleceram, e ainda os que não pertencem à àrea social que se circunscreve ao concelho de Carrazeda de Ansiães- artº 3º dos Estatutos, restam apenas 1.500) – convocou para o dia 25/11/2008 as Eleições para os Corpos Sociais, alegando que assinou a mesma Convocatória a solicitação do Presidente da Cooperativa.
Esta convocatória Sr. Presidente, viola a Lei Portuguesa, dado que a Cooperativa recorreu da sentença proferida pelo Digº Juiz do Tribunal Judicial de Carrazeda, e esse recurso segue os tramites legais. Mais a Cooperativa pagou a fiança de 500 € para os efeitos suspensivos. Logo, não há lugar a Eleições enquanto nada for dito sobre o Recurso que está em curso, sob pena de o Tribunal Administrativo vír a dar provimento e razão ao Recurso e com as consequências inerentes.
Que o actual Presidente queira fazer as coisas a seu gosto e a seu belo prazer como tem feito, é uma coisa, violar a Lei é outra. Não pode alegar desconhecimento de causa, porque gastou o dinheiro da Cooperativa que é dos sócios, ele é um sócio trabalhador e que cobra pelo tempo que gasta. Alegar que foi ele e sómente graças a ele que algo foi feito na Cooperativa, não passa de vaidade maldosa, desprezando o trabalho de equipa dos outros membros. Tem aqui Sr.Presidente, uma oportunidade ùnica de mostrar que é diferente:
-Aguarde com paciência o resultado do Recurso, continue o seu trabalho e em data oportuna e com a legal e devida antecedência, convoque eleições e os resultados lhe façam bom proveito.
Este pretende ser um breve apontamento, para dizer o que se passa neste concelho do interior que dá pelo nome de Carrazeda de Ansiães.
O Presidente da Assembleia Geral da Cooperativa Agrícola de Carrazeda, ( que tem 3.502 sócios registados oficialmente, mas se excluirmos os que já faleceram, e ainda os que não pertencem à àrea social que se circunscreve ao concelho de Carrazeda de Ansiães- artº 3º dos Estatutos, restam apenas 1.500) – convocou para o dia 25/11/2008 as Eleições para os Corpos Sociais, alegando que assinou a mesma Convocatória a solicitação do Presidente da Cooperativa.
Esta convocatória Sr. Presidente, viola a Lei Portuguesa, dado que a Cooperativa recorreu da sentença proferida pelo Digº Juiz do Tribunal Judicial de Carrazeda, e esse recurso segue os tramites legais. Mais a Cooperativa pagou a fiança de 500 € para os efeitos suspensivos. Logo, não há lugar a Eleições enquanto nada for dito sobre o Recurso que está em curso, sob pena de o Tribunal Administrativo vír a dar provimento e razão ao Recurso e com as consequências inerentes.
Que o actual Presidente queira fazer as coisas a seu gosto e a seu belo prazer como tem feito, é uma coisa, violar a Lei é outra. Não pode alegar desconhecimento de causa, porque gastou o dinheiro da Cooperativa que é dos sócios, ele é um sócio trabalhador e que cobra pelo tempo que gasta. Alegar que foi ele e sómente graças a ele que algo foi feito na Cooperativa, não passa de vaidade maldosa, desprezando o trabalho de equipa dos outros membros. Tem aqui Sr.Presidente, uma oportunidade ùnica de mostrar que é diferente:
-Aguarde com paciência o resultado do Recurso, continue o seu trabalho e em data oportuna e com a legal e devida antecedência, convoque eleições e os resultados lhe façam bom proveito.
16 novembro 2008
Reflexão no genuflexório
A história virá contar e, não será complacente com os que pactuaram com a triste realidade que criamos e em que agora vivemos. Evidentemente que todos somos mais ou menos coniventes. Dirão alguns que agora, importará antes virarmo-nos para o futuro. O problema é que não há futuro sem passado. E este passado recente, se foi um desastre, dificilmente nos reserva um futuro promissor, se não participarmos activamente. Poderá dizer-se também que não temos que aspirar a mais do que aquilo de que somos capazes. Eu considero que somos suficientemente capazes de, mais do que aquilo a que temos aspirado, se não desistirmos e assumirmos os desafios que aí vêm.
Teremos de encontrar respostas para reagir à degradação progressiva do nosso concelho. Teremos que encontrar quem lidere com visão e golpe de asa para, a partir daqui, nos ajudar a projectar o futuro com qualidade politica, com ética e sentido social e, com respeito pelo nosso passado, pela nossa história. Exige-se mobilização e gente com rasgo. Gente que agregue e mobilize. Gente inspiradora e que nos dê esperança de encontrarmos o caminho para um futuro melhor. O nosso futuro vai depender da maneira como a partir de agora, passarmos a reagir e a participar na transformação politica e social que se justifica, sem esquecer o triste exemplo do nosso passado recente.
Pessoalmente sinto-me no direito de fazer votos para que a história que se fizer, ao ajuizar a degradação social e política do nosso concelho saiba nomear os principais responsáveis para que constem como exemplos a desprezar para sempre.
Teremos de encontrar respostas para reagir à degradação progressiva do nosso concelho. Teremos que encontrar quem lidere com visão e golpe de asa para, a partir daqui, nos ajudar a projectar o futuro com qualidade politica, com ética e sentido social e, com respeito pelo nosso passado, pela nossa história. Exige-se mobilização e gente com rasgo. Gente que agregue e mobilize. Gente inspiradora e que nos dê esperança de encontrarmos o caminho para um futuro melhor. O nosso futuro vai depender da maneira como a partir de agora, passarmos a reagir e a participar na transformação politica e social que se justifica, sem esquecer o triste exemplo do nosso passado recente.
Pessoalmente sinto-me no direito de fazer votos para que a história que se fizer, ao ajuizar a degradação social e política do nosso concelho saiba nomear os principais responsáveis para que constem como exemplos a desprezar para sempre.
CONVIVER NO CASTANHEIRO DO NORTE
Realizou-se a 15 de Novembro de 2008, a já tradicional ”festa convivio” patrocinada pelo anfitrião Jorge Lopes, que exerce a sua actividade profissional no Rio de Janeiro- Brasil.
Gosta de passar uns dias tranquilos e em segurança, na bonita vivenda que possui na pequena freguesia de Castanheiro, rodeado de Amigos que traz do Rio de Janeiro.
Aqui promove ao calor das brasas e com a ajuda de São Pedro que ofereceu uma noite tranquila, um “Churrascão à Portuguesa” que mete “Sardinhas” o apreciado “Porco no espeto” e tudo acompanhado om o pão regional e o vinho novo que as amigos oferecem para dar alegria e vida àquilo que a imagem oferece.
Não encontro palavras, palavras que traduzam a satisfação do encontro de Amigos, que trocam segredos entre si, quando as febras estão boas, as sardinhas já se deixam comer, e o melhor vinho é aquele do garrafão que veio de Paradela.
De Tralhariz e de Paradela aqui se juntam e convivem em número superior aos habitantes da aldeia. Há fogo de artíficio e estão os foguetes no ar, há festa pela noite fora, canta-se, bebe-se e acompanha-se o vinho com castanha assada. Na despedida o agradecimento “muito obrigado por terem vindo” à portuguesa, com sotaque brasileiro e a promessa de que para o ano vamos repetir.
Gosta de passar uns dias tranquilos e em segurança, na bonita vivenda que possui na pequena freguesia de Castanheiro, rodeado de Amigos que traz do Rio de Janeiro.
Aqui promove ao calor das brasas e com a ajuda de São Pedro que ofereceu uma noite tranquila, um “Churrascão à Portuguesa” que mete “Sardinhas” o apreciado “Porco no espeto” e tudo acompanhado om o pão regional e o vinho novo que as amigos oferecem para dar alegria e vida àquilo que a imagem oferece.
Não encontro palavras, palavras que traduzam a satisfação do encontro de Amigos, que trocam segredos entre si, quando as febras estão boas, as sardinhas já se deixam comer, e o melhor vinho é aquele do garrafão que veio de Paradela.
De Tralhariz e de Paradela aqui se juntam e convivem em número superior aos habitantes da aldeia. Há fogo de artíficio e estão os foguetes no ar, há festa pela noite fora, canta-se, bebe-se e acompanha-se o vinho com castanha assada. Na despedida o agradecimento “muito obrigado por terem vindo” à portuguesa, com sotaque brasileiro e a promessa de que para o ano vamos repetir.
11 novembro 2008
10 novembro 2008
LITTERAE 2
pai. quê. já fiz dezoito anos. é verdade, parece que foi ontem. que quê, pai. que tu nasceste. pois, mas tu disseste, pai que aos dezoito. que aos dezoito quê. que me compravas a moto. ah a moto. sim a moto, pai. tens razão, eu prometi-te uma moto. então vais comprar, pai.
o pai comprou a moto. ele podia comprar. um banqueiro pode sempre. o filho. dezoito anos. voava na moto. filho de banqueiro pode voar sempre. e a estrada negra era uma centelha voadora em sentido contrário sob as botas cardadas do filho. filho de banqueiro pode voar sempre.
ganda moto, pai. obrigado pai. um banqueiro pode sempre. obrigado pai. se a mãe pudesse ver esta ganda moto, pai. a mãe já não pode ver, filho. ainda te lembras. eras pequenino. lembro, pai. tu disseste que foi cancro, pai. foi cancro, filho. gostava de a ver, pai. se ela me visse voar na moto. mas não pode, filho. foi cancro. deixa lá, pai. deixa lá, filho.
o filho voava. o vento uivava. na moto. corria. derretia o alcatrão. a estrada era dele. do filho. mais uma curva. e outra. ups esta era perigosa. e aquela. o filho deitava-se na moto deitada. eram as curvas. da estrada. derretia o alcatrão. e mais uma curva. e outra. deitados. o filho e a moto. nas curvas. todas as curvas. aquela ali é a da morte. chamam-lhe. a curva da morte. a curva era muito curva. era de morte. e a moto caiu. o filho voou. o vento uivava. o filho voou. dezoito anos. filho de banqueiro pode voar sempre. pai. pai. e caiu. no alcatrão da curva. ficou na curva da morte. morto. dezoito anos. na morte da curva da morte. puta de curva. a da morte. morto. na curva. dezoito anos.
na curva. puseram ali uma cruz. o pai. e um ramo lindo de flores. o pai. uma cruz. ficou ali na curva. o filho. uma cruz. e flores. o pai vai lá sempre. à cruz. e fica-se a olhar. o filho. a cruz. e molha as flores. chora na curva. o pai. molha as flores. todos os dias. mais flores. molhadas. na curva da morte. novo dia novas flores. são caras. as flores. mesmo molhadas. são muito caras. as flores molhadas. estão pela hora da morte. as flores. novo dia. mais flores. todos os dias. todos os dias. todos os dias. mais flores. molhadas. muitas flores. o pai. ele podia comprar flores todos os dias. um banqueiro pode sempre.
o pai comprou a moto. ele podia comprar. um banqueiro pode sempre. o filho. dezoito anos. voava na moto. filho de banqueiro pode voar sempre. e a estrada negra era uma centelha voadora em sentido contrário sob as botas cardadas do filho. filho de banqueiro pode voar sempre.
ganda moto, pai. obrigado pai. um banqueiro pode sempre. obrigado pai. se a mãe pudesse ver esta ganda moto, pai. a mãe já não pode ver, filho. ainda te lembras. eras pequenino. lembro, pai. tu disseste que foi cancro, pai. foi cancro, filho. gostava de a ver, pai. se ela me visse voar na moto. mas não pode, filho. foi cancro. deixa lá, pai. deixa lá, filho.
o filho voava. o vento uivava. na moto. corria. derretia o alcatrão. a estrada era dele. do filho. mais uma curva. e outra. ups esta era perigosa. e aquela. o filho deitava-se na moto deitada. eram as curvas. da estrada. derretia o alcatrão. e mais uma curva. e outra. deitados. o filho e a moto. nas curvas. todas as curvas. aquela ali é a da morte. chamam-lhe. a curva da morte. a curva era muito curva. era de morte. e a moto caiu. o filho voou. o vento uivava. o filho voou. dezoito anos. filho de banqueiro pode voar sempre. pai. pai. e caiu. no alcatrão da curva. ficou na curva da morte. morto. dezoito anos. na morte da curva da morte. puta de curva. a da morte. morto. na curva. dezoito anos.
na curva. puseram ali uma cruz. o pai. e um ramo lindo de flores. o pai. uma cruz. ficou ali na curva. o filho. uma cruz. e flores. o pai vai lá sempre. à cruz. e fica-se a olhar. o filho. a cruz. e molha as flores. chora na curva. o pai. molha as flores. todos os dias. mais flores. molhadas. na curva da morte. novo dia novas flores. são caras. as flores. mesmo molhadas. são muito caras. as flores molhadas. estão pela hora da morte. as flores. novo dia. mais flores. todos os dias. todos os dias. todos os dias. mais flores. molhadas. muitas flores. o pai. ele podia comprar flores todos os dias. um banqueiro pode sempre.
03 novembro 2008
Mentiras Piedosas de Outubro II (enquanto se assam as castanhas)
- O meu amigo Joca diz que agora é a altura ideal para se organizarem excursões camarárias de eleitores ao Vilarinho da Castanheira. É para se dar a conhecer a obra e os frutos do edil que por ali se tem mantido desde tempos imemoriais;
- Ao que consta, após a acto de resignação, que decidiu tomar já há longo tempo, aquele que ainda é o Nosso Primeiro concluiu propor a sua disponibilidade para continuar a ajudar, mormente na sugestão de elaboração de projectos de eventos culturais, de que poderá constar a organização de festivais alternativos e de música medieval, MIECAIS, Festas da Maçã e sardinhadas;
- Aragão diz-se decepcionado com os concorrentes que se perfilam para as candidaturas autárquicas. Por tal facto e embora já tivesse seleccionada o “slogan” de campanha, suspendeu a sua candidatura porque diz que se sente desmotivado. Mesmo assim aguarda a Festa de S. Martinho altura em que, se o vinho aprovar, julga poder contar a seu favor com todos os que gostam dele.
- Alberto João disponibilizou-se para dar estágios a candidatos do partido a necessitar de experiência, que concorram a eleições autárquicas. Na tradição do passado o objectivo é leva-los a adquirir mais ronha e aprender a vender “banha da cobra”.
- Ainda a este propósito realça-se que o primeiro livro que o Nosso Primeiro pretende publicar dá pelo título “ A Arte de Lançar Empreitadas”.
- Sobre a recente toponímia da nossa Vila soube-se agora que a rua que vai dar ao Novo Cemitério (construído) vai chamar-se Rua da Credibilidade; Ao que consta não houve consenso na Comissão da Toponomástica sobre o assunto. Apareceu uma proposta que propunha o nome Rua da Credibilidade Perdida.
-Com a chegada do Inverno, Carrazeda fica mais luminosa. O fenómeno deve-se à queda da folha das árvores que, com a sua ramagem, no Verão, encobrem os lampiões colocados tão próximo delas. Nessa altura a luz só ilumina o verde das copas das árvores. Há psiquiatras que explicam porque é que alguns técnicos instalam postes de iluminação a abraçar árvores.
- Vai ser útil ir ver as colecções de galochas Outono/ Inverno, que se vendem este “ano da graça”, no Loja dos Chineses.
- Detectado mais um “graffiti” enigmático inscrito em instalações autárquicas que diz: -“ A claridade assusta-os”;
- Ao que consta, após a acto de resignação, que decidiu tomar já há longo tempo, aquele que ainda é o Nosso Primeiro concluiu propor a sua disponibilidade para continuar a ajudar, mormente na sugestão de elaboração de projectos de eventos culturais, de que poderá constar a organização de festivais alternativos e de música medieval, MIECAIS, Festas da Maçã e sardinhadas;
- Aragão diz-se decepcionado com os concorrentes que se perfilam para as candidaturas autárquicas. Por tal facto e embora já tivesse seleccionada o “slogan” de campanha, suspendeu a sua candidatura porque diz que se sente desmotivado. Mesmo assim aguarda a Festa de S. Martinho altura em que, se o vinho aprovar, julga poder contar a seu favor com todos os que gostam dele.
- Alberto João disponibilizou-se para dar estágios a candidatos do partido a necessitar de experiência, que concorram a eleições autárquicas. Na tradição do passado o objectivo é leva-los a adquirir mais ronha e aprender a vender “banha da cobra”.
- Ainda a este propósito realça-se que o primeiro livro que o Nosso Primeiro pretende publicar dá pelo título “ A Arte de Lançar Empreitadas”.
- Sobre a recente toponímia da nossa Vila soube-se agora que a rua que vai dar ao Novo Cemitério (construído) vai chamar-se Rua da Credibilidade; Ao que consta não houve consenso na Comissão da Toponomástica sobre o assunto. Apareceu uma proposta que propunha o nome Rua da Credibilidade Perdida.
-Com a chegada do Inverno, Carrazeda fica mais luminosa. O fenómeno deve-se à queda da folha das árvores que, com a sua ramagem, no Verão, encobrem os lampiões colocados tão próximo delas. Nessa altura a luz só ilumina o verde das copas das árvores. Há psiquiatras que explicam porque é que alguns técnicos instalam postes de iluminação a abraçar árvores.
- Vai ser útil ir ver as colecções de galochas Outono/ Inverno, que se vendem este “ano da graça”, no Loja dos Chineses.
- Detectado mais um “graffiti” enigmático inscrito em instalações autárquicas que diz: -“ A claridade assusta-os”;
Linha do Douro e Regionalização - Jorge Laiginhas
O jornalista Manuel Carvalho escreveu no Público, segunda-feira passada, que o “Primeiro-ministro nada faz de diferente de muitos que o antecederam no cargo, incluindo Cavaco: na oposição foi um fiel devoto da devolução de poderes às regiões; depois de eleito, enche-se de dúvidas e não se compromete.”Está tudo dito!
Sempre que saio ao terreiro em defesa da regionalização política e administrativa do país sou apedrejado – apedrejado com cartas – por oradores sagrados adeptos do centralismo enraizado num municipalismo obsoleto e extenuado. Opinantes que, empunhando a sacra fisga, disparam de rajada: o povo já excomungou, rejeitando de cruz, em referendo, a instituição das Regiões Administrativas.
Uma vez não, não ad perpetuam!
Eu respondo (e lá vou respondendo a todas as cartas) apenas por mim pois não sei, de todo, o que o povo, neste momento, quer. É verdade que o povo recusou, no século passado, em referendo, a regionalização. Pudera. Perguntaram-lhe, manhosamente, se a nova estrada a rasgar deveria estraçalhar a leira das hortas ou a courela de pasto dos animais. O povo, avesso a raios que o partam, recusou a tal nova estrada, manhosamente alcunhada de regionalização, e continuou a andar a pé.
Pior a cura que o mal!
Como escreveu Abílio Ferreira no jornal Expresso a 18 deste mês, a Região Norte – a nossa Região Norte que tampouco Região é – “acolhe a maior fortuna do país (Américo Amorim), o maior conglomerado privado (Sonae), o maior exportador (Qimonda) e lideres sectoriais e mundiais como a RAR, Cin, Sonae Indústria ou Corticeira Amorim” e, não obstante, “a região regista uma perda acelerada de poder de compra, ao ponto de apresentar o rendimento “per capita” mais baixo da União Europeia a 15.“
Que fadário o nosso!
Sei que a regionalização do país não é vacina para todas as maleitas e, menos ainda, árvore das patacas. Todavia, creio de fé e razão, que uma Região Norte com cabeça, tronco e membros haveria de encontrar um caminho para a Linha do Douro – via-férrea estruturante para a Região Norte. Sim, estruturante para a Região Norte. Apesar de o país centralista não enxergar o quanto. Se o Terreiro do Paço enxergasse além da sua sombra – arregalemos o olho – o troço do Pocinho a Barca de Alva em tempo algum teria sido abandonado.
Mas lá que foi abandonado, foi!
A Linha do Douro tem que ser uma artéria e não um vaso capilar. É uma via estratégica para fazer circular o sangue por toda uma vasta região, incluindo o Vale do Côa ou o Douro Vinhateiro – Patrimónios da Humanidade. A qualificação de toda a Linha do Douro, assumida como eixo ferroviário fundamental para ligação da grande área metropolitana do Porto, via Barca de Alva, até Salamanca e Valladolid permitindo, a partir daí, o acesso à Europa, é uma questão que, cá para a minha pessoa, só uma Região Norte emancipada é capaz de entender e tomar em mãos.
António Barreto escreveu que “o caso do caminho-de-ferro, do Porto até Barca de Alva e depois prolongado até Espanha, é um projecto de futuro, é um projecto ecologicamente recomendável, culturalmente interessante.” É tudo isto e é, ou deve ser, um traço de união entre o povo nortenho – um desígnio para a Região Norte que está a amanhecer.
Creiamos!
Creiamos, como António Gedeão, “que o sonho comanda a vida, / que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida / entre as mãos de uma criança.”
Jorge Laiginhas
BPN também com negócio de castanhas
o BPN trabalha em quase tudo, além da Banca e da Real Seguros, também "a produção de castanha em Trás-os-Montes, vinho (com as Caves Raposeira ou a Tapada de Chaves), turismo (com o hotel do Caramulo ou o Santa Maria Park Hotel, por exemplo), as tecnologias de informação (onde, entre outras, consta a Datacomp), a saúde, onde gere os hospitais de São Luís em Lisboa e Santa Maria no Porto, o imobiliário (de que o Foz Garden é um exemplo) e o automóvel, com a Coimbracar ou a Garagem Lopes."
Mais ricos
Adriano Moreira vai doar espólio pessoal ao município de BragançaO professor Adriano Moreira decidiu doar o seu espólio pessoal ao município de Bragança, que a partir de 2009 vai disponibilizá-lo ao público no espaço autónomo com o nome do benemérito, anunciou hoje a autarquia transmontana.
O político, académico e jurista nasceu em Grijó, uma aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, mas foi Bragança a escolhida para guardar o seu acervo bibliotecário, condecorações, diplomas e atribuições honoríficas.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, admitiu que Adriano Moreira tenha feito a doação "talvez pela confiança na atitude que Bragança tem desenvolvido relativamente à área cultural".
"Quis distinguir a sua terra como transmontano que é, num gesto de elevada nobreza", disse.
"É um acto que distingue Bragança e todos os transmontanos", realçou, observando que Adriano "podia doar a instituições de Lisboa, e há várias de referência que gostavam de ter este espólio".
(...)
É, sem dívida uma mais valia para o distrito
02 novembro 2008
Dia de finados (revisto)
Desde os tempos mais remotos, a principal característica que diferenciou o animal racional dos restantes foi o culto dos mortos. Desde as antas (pensa-se!?, primeiras manifestações de veneração dos mortos, passando pelas pirâmides e múmias egípcias, as catacumbas cristãs até às modernas cremações, a morte teve uma evolução enorme no modo como é encarada pelos vivos.
EM 1846 a revolta da Maria da Fonte insurgiu-se contra a proibição dos enterramentos nas igrejas pelo governo de Costa Cabral. Surgiram os cemitérios. Aos poucos estas necrópoles tornarem-se lugares deprimentes e lúgubres, alardeando bronzes, plásticos, mármores, granitos, numa profusão de capelinhas e jazigos, em que o mau-gosto impera. O culto dos mortos é feito, amiudadas vezes, de forma ostensiva, triste, sem gosto. Quem visita os cemitérios, principalmente nas grandes cidades, depressa deseja dali fugir, pelo espaço lúgubre, deprimente e sufocante.
Os países anglo saxónicos prestam o culto aos mortos de uma forma mais singela e harmoniosa. Os espaços onde sepultam os seus entes queridos são locais naturalmente embelezados e em que naturalmente se respeita e lembra quem partiu…
Pensar que a minha eternidade (?) se passará num dos cemitérios actuais não me é particularmente atraente. Pensar que poderei passar o resto dos meus dias num lugar húmido, desconfortável, inestético, descampado como é o novo cemitério de Carrazeda causa-me arrepios.
EM 1846 a revolta da Maria da Fonte insurgiu-se contra a proibição dos enterramentos nas igrejas pelo governo de Costa Cabral. Surgiram os cemitérios. Aos poucos estas necrópoles tornarem-se lugares deprimentes e lúgubres, alardeando bronzes, plásticos, mármores, granitos, numa profusão de capelinhas e jazigos, em que o mau-gosto impera. O culto dos mortos é feito, amiudadas vezes, de forma ostensiva, triste, sem gosto. Quem visita os cemitérios, principalmente nas grandes cidades, depressa deseja dali fugir, pelo espaço lúgubre, deprimente e sufocante.
Os países anglo saxónicos prestam o culto aos mortos de uma forma mais singela e harmoniosa. Os espaços onde sepultam os seus entes queridos são locais naturalmente embelezados e em que naturalmente se respeita e lembra quem partiu…
Pensar que a minha eternidade (?) se passará num dos cemitérios actuais não me é particularmente atraente. Pensar que poderei passar o resto dos meus dias num lugar húmido, desconfortável, inestético, descampado como é o novo cemitério de Carrazeda causa-me arrepios.
01 novembro 2008
Protesto
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