31 março 2008



Carta aberta (também) aos Autarcas do Vale do Tua

Silencial, 29 de Março de 2008


Caro amigo,

se desde há muito acredito que a construção de uma barragem na foz do rio Tua pode contribuir para aliviar as dores que nos doem - a nós, àqueles que por cá se vão arrastando - na passada terça-feira consolidei a minha opinião. Passo a explicar:
Depois de haver calcorreado, a sandes e água, o caminho-de-ferro do Tua, tenho vindo a subir e descer as duas margens do vale, aldeias incluídas, e na terça-feira feira passada – após horas, escorrega aqui, escorrega além, pela meia encosta do vale do rio Tua – apeteceu-me acabar o dia com uma cerveja na aldeia mais próxima: Brunheda, no concelho de Carrazeda de Ansiães. Pergunto à primeira pessoa que vejo – uma mulher de rosto apaziguado com a vida – se há um café na aldeia.
- Já houve três, oiça bem, três, e agora não há nenhum – respondeu-me, aquela mulher, como quem pede desculpa por não haver um café na aldeia.

Foi a falta de trabalho, meu amigo, que apagou os cafés daquela aldeia. De tantas aldeias das duas margens do rio Tua! Terra onde não há trabalho é abocanhada pelo silêncio. Pelo silêncio que abocanha e apaga. E tal não acontece por culpa do Presidente da Câmara Municipal de Alijó ou do Presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. Falo destes porque os conheço e, apesar de militarem em partidos diferentes, sei que querem as “suas” aldeias acesas e não apagadas. As Câmaras Municipais, e respectivos executivos, são o que, por cá, nos vai amornando o corpo e alma. São o governo que temos para nosso governo. Gostemos ou não dos respectivos camaristas, são nossos vizinhos. Não vivem lá longe, na grande cidade.

A culpa do apagamento dos cafés das nossas aldeias é de todos. Também nossa. Sem dúvida. Mas – é só a minha opinião – a culpa maior é daqueles que tudo fazem para que tudo continue como está. São eles que, lá da grande cidade onde vivem, esperneiam,
- A barragem de Foz Tua afoga os passarinhos, coitadinhos!...
e esperneiam porque, no entender deles, construir uma barragem, ou uma estrada, no interior do país significa uma ponte, ou um aeroporto, a menos à porta de suas casas. Suas deles, ecologistas escatológicos, que nos tratam como se nós não fossemos adultos, capazes de cuidar da nossa vida.

Os autarcas dos concelhos de Alijó, Murça, Mirandela, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães vão reunir no próximo dia oito de Abril. Torço para que sejam capazes de, como vizinhos, defender os interesses da vizinhança. Eles, os autarcas, são a voz. A nossa voz. A voz dos vizinhos. E somos já tão poucos! Que exijam da EDP contrapartidas à construção da barragem. Sim, senhor. Contrapartidas e não esmolas. Que a EDP, e o país, paguem o preço justo pela exploração dos nossos recursos.

Deixo-lhes, – atrevimento de um vizinho que escreve cartas abertas – senhores presidentes de câmara, um pedido: entusiasmem a EDP a construir a barragem à cota máxima, e entusiasmem-na, mais ainda, a construir outra barragem a montante daquela de modo a que, o Vale do Rio Tua venha a ser o Vale da Água, e, como água é vida, o VALE DA VIDA.

Abraço (também para os autarcas que vão cuidar do nosso futuro a oito de Abril) do
Jorge Laiginhas



no DT

30 março 2008

Mentiras Verrinosas de Março ( na mudança da hora de Inverno)

- Inquérito recente às novas gerações confirma que estas não acreditam que o criador tenha alguma vez passado por aqui.

- Depois da limpeza de árvores feita na avenida principal, que tanto jeito dava como sombra no verão, foi já decidido montar um esquema para colocar estafetas que façam sombra por ali, sempre que tal o justifique e, enquanto outras árvores a plantar não crescem.

- Este ano, desentenderam-se as equipas do “Compasso” quanto a quem cumpria levar a Cruz ao Bairro do Iraque.

- Informações recentes dão conta de que terá já desaparecido o último comunista activo, por estas paragens. Dividem-se as opiniões sobre a causa de mais esta extinção. Uns culpam as mudanças do clima propício para a manutenção da espécie, ao longo destes últimos 30 anos. Outros argumentam com a falta de “genes” dos naturais par a procriação de humanistas.

- Regista-se a frase enigmática, inscrita por desconhecido na fachada do Centro Cívico e que diz: - Eu não sou cego.

- A mais recente aquisição de material electrónico pelo município, foi um comando à distância. A intenção é a de este ajudar o Nosso Primeiro a comandar, quando se encontra em Lisboa, a frequentar frequências.

- A reunião prevista, dos autarcas das regiões abrangidas pela questão da Barragem do Tua, foi prevista para Carrazeda para não dar pretexto ao Nosso Primeiro de escapar a dar a sua opinião e manifestar as suas ideias. Há quem diga que desta vez, estas vão ser públicas.

- A este propósito e numa campanha de marketing digna de referência e que visa conquistar para a causa, foi já decidido convidar os nossos ecologistas para as próximas merendas gratuitas, patrocinadas pela C.M.

- No âmbito das decisões a tomar com vista à poupança de água potável para o Verão, e tendo sempre por garantido que a relva dos espaços públicos, é para ser mantida viçosa, vão ser tomadas medidas drásticas que incluem a obrigatoriedade de as pessoas, para não descarregarem o autoclismo, passarem a ir” ir a campo” fazer as suas necessidades.
Ainda não está contabilizado o prejuízo que a Empresa de Águas sofrerá com, o que se espera que seja uma mudança de hábitos, num retorno a práticas ancestrais já elogiadas pelos ecologistas.

- Foi resolvido o problema social da última família do concelho que não tinha electricidade instalada. Atendendo á sua avançada idade, o casal foi entregue aos filhos, para tratarem deles.

28 março 2008

As merendas e o sorriso

O presidente do Núcleo da Quercus de Vila Real, João Branco, acusa o Executivo da Câmara de Carrazeda de Ansiães de apoiar a construção da barragem do Tua para, com as compensações que receberá da EDP, poder "manter as clientelas e continuar a pagar jantaradas".

Como se vê pela notícia transcrita do JN, as nossas "merendas" estão a ficar famosas (...)

(...) não tanto ainda as respostas às críticas que são muitas vezes um sorriso. Mas lá chegaremos.

Tua: Movimento cívico lança petição em defesa da linha e contra a barragem

Uma petição em defesa da linha do Tua e contra a construção da barragem de Foz Tua foi ontem lançada na Net por um movimento cívico que defende a classificação desta via férrea como monumento nacional.
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) pede, com esta iniciativa, apoio na luta pela preservação e desenvolvimento do último troço de caminho-de-ferro do Nordeste Transmontano.
A petição está disponível na Internet e é em e é dirigida aos presidentes da República e da Assembleia da República, Governo, presidente da Comissão Europeia e UNESCO.
Veja e/ou assine aqui:
http://www.petitiononline.com/tuaviva/petition.html

Prorrogação de licença

"O MCLT - Movimento Cívico pela Linha do Tua recebeu com satisfação a notícia da prorrogação da licença provisória de circulação na Linha do Tua, emitida pelo Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) por mais dois meses, permitindo assim que LNEC e REFER efectuem os trabalhos e estudos necessários de maneira a garantir todas as condições para restabelecer a normalidade da circulação ferroviária."
Eis o comunicado:
Voos da Aerocondor suspensos desde dia 17
Governo procura alternativas para ligações aéreas Bragança-Vila Real-Lisboa
27.03.2008 - 18h41 Lusa
O deputado do PS por Bragança Mota Andrade anunciou hoje que "o Governo está estudar uma solução alternativa para retomar as ligações aéreas entre Bragança e Lisboa".

TEATRO: Começou, ontem, o festival de teatro "Vinte e Sete", organizado pelo Teatro Municipal de Vila Real, que este ano realiza a quarta edição.
Até ao próximo dia 27, quatro cidades da região Norte - Vila Real, Bragança, Chaves e Espinho - vão acolher, ao todo, 37 espectáculos, levados aos palcos por 20 companhias oriundas de cinco países, juntando actores conhecidos do grande público e pequenas companhias independentes.
No JN

A4: A concessão da Auto-Estrada Transmontana (A4) entre Vila Real e Bragança vai ser disputada por seis consórcios envolvendo 44 empresas, foi hoje anunciado pelo Ministério das Obras Públicas.
Segundo aquele ministério, foram apresentadas propostas para a concessão daquela via de seis consórcios, liderados pelas empresas Cintra, Dragados, Mota-Engil, Somague, Soares da Costa e Brisa.
A Auto-Estrada Transmontana faz parte de seis concessões lançadas pelo Ministério das Obras Públicas em Novembro de 2007, num total de 1250 quilómetros, 815 dos quais correspondendo à construção de novas vias.
As outras cinco concessões incluem as auto-estradas Douro Interior (IP2 e IC5), Baixo Alentejo (IP8), Baixo Tejo (IC32), Algarve Litoral (EN125) e Litoral Oeste (IC2, IC9 e IC36).
no DD
Barragem Foz Tua: Autarcas dos cinco concelhos afectados reunem-se a 08 de Abril
27 de Março de 2008, 21:53

Vila Real, 27 Mar (Lusa) - Os cinco autarcas dos concelhos afectados pela Barragem do Foz Tua reúnem a 08 de Abril, em Carrazeda de Ansiães, para concertarem uma posição "única" para negociarem com a concessionária da obra, disse hoje fonte da autarquia de Alijó.

A reunião vai contar com a presença dos autarcas de Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor e Mirandela, e ainda com o chefe de projecto da Unidade de Missão do Douro, Ricardo Magalhães.

O presidente da Câmara de Alijó (PS), Artur Cascarejo, disse à agência Lusa que o objectivo do encontro é consertar uma "posição única" em defesa dos interesses das populações, para depois negociarem com a concessionária da obra.

O encontro foi agendado depois de ter sido conhecida a proposta da única concorrente, a EDP, à construção da Barragem, com uma cota de 195 metros.

A EDP já esclareceu que se trata apenas de uma proposta e que a decisão final sobre a cota será tomada em sede de Declaração de Impacto Ambiental.

O presidente da Câmara de Murça (PS), João Teixeira, já disse ter obtido informações, "junto de uma fonte fidedigna", que referem que poderá ser escolhida a cota 170.

A perspectiva dos 170 metros agrada a todos os autarcas dos Concelhos envolvidos (Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor), menos ao de Mirandela, José Silvano, que, não podendo salvar a Linha do Tua para garantir transportes turísticos até e desde a Linha do Douro, preferia a "cota máxima".

João Teixeira refere que, desta forma, se manteria a maior parte da área de vinha e olival em Murça, o Concelho que será mais afectado em termos agrícolas.

Artur Cascarejo diz que é necessário encontrar "um ponto de equilíbrio" entre o aproveitamento hidro-eléctrico, o ambiente e os interesses das populações que serão afectadas com a subida das águas.

Os estudos prévios para a construção da Barragem analisaram várias cotas, entre 160 e 200 metros, e em todos os cenários ficará submersa a parte mais atractiva, do ponto de vista turístico, da linha e a ligação desta à Linha do Douro e ao litoral.

Na cota mínima, serão engolidos pela albufeira os últimos 15 metros da linha, enquanto que com a cota máxima restará pouco mais no outro extremo, ficando a ligação reduzida a um percurso entre Mirandela e o Cachão.

PLI/HFI

Lusa/Fim

26 março 2008

Barragem do Tua e o que nos interessa

Recentemente recebi resposta do Instituto da Água às dúvidas por mim colocadas sobre a construção da Barragem do Tua aquando da Consulta Pública do Programa Nacional de Barragens que passo a citar:
"Ficaram registados os aspectos levantados sobre o aproveitamento de Foz Tia. Salienta-se que estão previstas novas alternativas incorporadas no Programa, com vista a minimizar alguns dos potenciais problemas identificados na consulta pública, que serão alvo de uma análise mais aprofundada em fase de projecto."
Depois de se concluir que o principal problema é a submersão da linha, considerou-se "o interesse em minimizar a interferência com esta linha de caminho de ferro (para a cota proposta seriam afectados cerca de 35 km de linha), o que poderá conduzir à adopção de uma cota significativamente inferior, da ordem dos 170 m, de forma a salvaguardar parte da linha situada a norte da estação da Brunheda (reduzindo assim em cerca de 15 km o comprimento da linha afectado). A adopção da cota de cerca de 160 metros para o NPA possibilitaria ainda manter a linha ao longo de mais 7 km, a norte da localidade do Amieiro (estação de Sta. Luzia)..."
Continuo a pensar que a construção da barragem nada de positivo nos trará. A consequência será mais uma albufeira, qual charco de água estagnada, que nos adiantará ainda menos que a da Valeira. Já que a construção parece imparável, conviria, perante as hipóteses definidas pelo Instituto da Água, definir a mais interessante e pugnar por ela. Penso que a cota inferior será a mais vantajosa tendo em conta as nossas idiossincrasias. S. Lourenço poderia ser a parte terminal da linha potenciando as suas características.
Depois será muito importante reivindicar uma alternativa de acesso a Foz Tua e a sua concretização tem de ser imperativa perante uma pretensa negociação da EDP. Ela é essencial para um corredor turístico fundamental junto do Tua e do Douro a potenciar no futuro.
Por último, a construção de uma eclusa que faria a ligação fluvial ao Douro deveria ser uma exigência irrevogável.
Barragem Foz Tua: Cota proposta pela EDP submerge quase toda a linha do Tua
A linha do Tua ficará praticamente toda submersa se for aprovada a proposta hoje apresentada pela EDP para a construção da barragem de Foz Tua com uma quota de 195 metros.
na RTP


EDP propõe afundar35 km da ferrovia
A proposta apresentada ontem pela EDP-Energias de Portugal para a construção de uma barragem junto à foz do rio Tua prevê a submersão de cerca de 35 quilómetros da linha ferroviária que liga a Linha do Douro a Mirandela.
no JN

25 março 2008

Migalhas da Páscoa

(clique para aumentar)

Divisão territorial trama municípios do Côa e Douro

(Eduardo Pinto no JN)
-clique para aumentar-

Ajuda à economia

(no Público)

Ipsis verbis

(Engenheiro Pedro Serra, presidente das Águas de Portugal - no Público)

Vaga de empregos


(no Público)

Foz-Tua com caminho complicado


(no Público)

Barragem do Tua em marcha

A EDP - Energias de Portugal foi a única empresa a apresentar uma proposta para a construção da barragem de Foz Tua, apurou a agência Lusa junto de fonte ligada ao processo.

Na cerimónia, que decorreu hoje no Instituto da Água (INAG), apenas a EDP apresentou uma proposta para a construção e posterior exploração da barragem de Foz Tua por um período de 75 anos.

A construção da barragem, com uma capacidade de 324 megawatts (MW), deve-se iniciar em Setembro de 2009, tendo uma duração prevista de quatro anos.

(Colaboração de Mário Carvalho)

Fox-Tua, uma barragem contra o país

"Com os autarcas da região (com a notável excepção do de Mirandela) a trocarem um património exclusivo por mais um lençol de água e lama, de pouco hão-de servir os apelos, as dúvidas, os protestos de instituições públicas" (...)

Manuel Carvalho no Público (clique para aumentar e ler todo o artigo de opinião)
LINHA DO TUA: Metro e CP pedem prorrogação da licença provisória por mais dois meses
Mirandela, 19 Mar (Lusa) - A CP e o Metro de Mirandela pediram hoje a prorrogação por mais dois meses da licença provisória de circulação na linha do Tua, o prazo reclamado pela REFER e LNEC para conclusão das medidas de segurança.
na RTP

CARRAZEDA: Associação de Municípios do Vinho quer abranger 100 concelhos até final 2008
A Associação de Municípios Portugueses do Vinho, constituída no ano passado por 45 autarquias para valorizar e promover os vinhos e regiões de origem, conta já com 85 concelhos e espera chegar aos cem até ao final de 2008.
(...)A associação começou por integrar os municípios da Mealhada, Vidigueira, Almeirim, Alpiarça, Arruda dos Vinhos, Borba, Lamego, Palmela, Peso da Régua, Praia da Vitória, Reguengos de Monsaraz, Cartaxo, Bombarral, Cadaval, Redondo, Alenquer, Loures, Óbidos, Torres Vedras, Cascais, Sintra, Santarém, Tomar, Chamusca, Armamar, Paredes, Famalicão, Sabrosa, Montijo, Rio Maior, Tábua, Cantanhede, Barcelos, Gouveia, Cuba, Mafra, Oeiras, Ourém, Alandroal, Vila Franca de Xira, Santa Marta de Penaguião, Baião, Azambuja, Carrazeda de Ansiães e Anadia.
no DESTAK

Aerocondor: rota Bragança/Vila Real/Lisboa suspensa até 5ª-feira
A ligação aérea entre Bragança, Vila Real e Lisboa vai continuar suspensa até quinta-feira devido a «problemas técnicos», disse hoje à Lusa fonte da Aerocondor, empresa responsável pelos voos.
no DD

24 março 2008

Desmistificação dos ataques aos professores

Os professores têm sido por aqui e ali atacados profusamente, muitas vezes de forma vil, com base na argumentação dos altos ordenados auferidos, da sua formação académica e da pouca produtividade conseguida, pressupondo quase sempre um profundo desconhecimento, má-fé e também uma inveja pouco fundamentada, pensa-se alicerçada em frustrações profissionais e mesquinhos provincianismos.

As remunerações dos professores são comparáveis às dos técnicos superiores da função pública pela função, formação e importância social desempenhada: Se dispensarmos a função e a importância social, polémicas quanto baste, no que concerne à formação, a base comum de partida para carreira superior da administração pública, é uma licenciatura, no presente e para a função docente exige-se o mestrado.
Mas se quisermos especificar a profissão, os últimos dados divulgados sobre o estado da Educação nos países da OCDE, referem que os salários dos professores e educadores portugueses situam-se abaixo da média dos outros países. Na verdade, o último estudo já divulgado em 2006, (veja aqui) refere que no ingresso na carreira e nos escalões intermédios, os salários dos docentes portugueses situam-se abaixo da média dos salários praticados nos países da OCDE e só no final ultrapassam esse nível médio. Nos últimos anos com o congelamento das carreiras, a perda de salários reais face à inflação, mais se acentuará esta discrepância.
Releva ainda o facto de, em Portugal, o acesso ao topo da carreira demorar mais anos para ser atingido do que acontece, em média, nos países da OCDE (agora 32 em Portugal e 24, em média, na OCDE) e vai restringir-se, também no novo estatuto, a um universo muito pequeno (prevê-se muito menos de um terço) o acesso aos três níveis remuneratórios mais elevados.
Acresce que os docentes são considerados quadros superiores do estado mas não dispõem de ajuda à fixação em zonas desfavorecidas, bem como, serão dos profissionais sujeitos a maior mobilidade com os óbvios gastos daí decorrentes, que com a subida constante dos combustíveis se tornam em muitos casos quase insuportáveis. Junte-se ainda o não poderem descontar no IRS as despesas decorrentes com o seu desempenho profissional e formação contínua, entre as quais livros, deslocações, cursos de formação a que são obrigados para um bom desempenho.

Ao nível de formação, lembra-se que o novo regime jurídico de habilitação profissional para a docência, publicado em Diário da República, prevê que o mestrado passe a ser o grau mínimo de qualificação para acesso à carreira docente, conferido pelas universidades e institutos politécnicos segundo modelos e regras estabelecidos pela tutela que são os ministérios da educação e do ensino superior. Dada a degradação que nos últimos anos putativamente se verificará na formação inicial de docentes, a mesma tutoria que deveria qualificar a formação pela inspecção e pela definição de currículos exigentes, restringe o acesso à profissão com novos exames e notas mínimas, o que não encontra paralelo noutras profissões de serviço público.

No que respeita à fraca produtividade conseguida espelhada nos “rankings”, muita da fraude argumentativa esquece os contextos sociais dos alunos abrangidos, o apetrechamento em equipamento e outros já largamente falados, mas e sobretudo a massificação da população escolar. A escola para todos, ao escancarar as suas portas a novos públicos escolares trouxe uma realidade qualitativamente distinta, com a qual os decisores políticos, os estudantes e as suas famílias, a opinião pública em geral, têm tido dificuldade em lidar. Logo que se concretizem para os universos dos alunos do ensino especial, com insucesso escolar repetido, com problemas de integração na comunidade escolar, com risco de abandono da escolaridade básica, com dificuldades condicionantes da aprendizagem, currículos adaptados e alternativos e se aperfeiçoarem as respostas do Estado e da escola a estes grupos escolares, logo as estatísticas mudarão. Todos os professores sabem que os alunos com famílias bem estruturadas, com condições e capacidades obtêm sucesso. Se queremos uma escola para todos e não só para uma elite como acontecia no passado é tempo das avaliações do sistema serem mais rigorosas e contemplarem todas as variáveis.
LINHA DO TUA: Termina hoje o prazo de entrega das propostas para a concepção, construção e exploração da Barragem do Tua. Um empreendimento, cuja construção, significa a submersão parcial da Linha do Tua. Apesar de tudo, esse parece ser um facto desconhecido por parte da administração da REFER, que não terá sido avisada oficialmente pelo Ministério das Obras Públicas e Transportes. O assunto só será conhecido pelos responsáveis da empresa, através das notícias na imprensa.
na RBA
FOZ- CÔA: Chegou ao fim o contencioso em Bruxelas por causa da barragem do Baixo Sabor. A queixa que foi apresentada há dois anos pela Plataforma Sabor Livre, foi definitivamente arquivada pelo Colégio de Comissários.A decisão relativa ao arquivamento tinha sido tomada já em finais de Janeiro, tendo sido dado um prazo de 30 dias para que as associações ambientalistas que promoveram a queixa o pudessem contestar, o que foi feito. O Colégio de Comissários que acompanha o caso considerou que “não foram apresentados novos dados, que pusessem por em causa a decisão inicial” e optou por arquivar o processo.
na RBA
VILA FLOR: Despiste de motociclo provocou um morto
Um homem morreu em Vila Flor, vítima de um acidente que envolveu um motociclo. Aconteceu na sexta-feira, cerca das 15 horas, numa recta junto ao cruzamento que dá acesso a Mirandela.
na RA
ALIJÓ: Dois meses depois de um homem ter morrido em Alijó, por uma alegada falha de comunicação entre os bombeiros e o INEM, a Inspecção-Geral das Actividades da Saúde ainda não concluiu o inquérito ao caso. Contudo, os bombeiros de Alijó já reforçaram o quartel.
Citado pela TSF, o comandante dos bombeiros de Alijó, António Fontinha, reconhece que depois da noite de 22 de Janeiro nada podia ficar como antes e que é preciso aprender com os erros. O número de bombeiros com curso de operador central aumentou e a corporação conta agora com uma equipa de socorro permanente.
no Público
CHAVES: Algumas das colecções de acessórios de moda vendidos por grandes marcas europeias têm mão flaviense. A "Caminhos da Seda", que está em Chaves há 12 anos, foi fundada por uma ex-emigrante em França e produz quase em exclusivo peças para exportar. A famosa Moschino, a conceituada estilista francesa Sonia Rykiel, a britânica Hobbs ou Caroline Biss são algumas das marcas suas clientes.
no JN
BARROSO: Inspirados na dança que antecede os jogos da selecção de râguebi da Nova Zelândia, um grupo de amigos de Montalegre decidiu criar uma representação semelhante para o Barroso.
Copiaram a coreografia, adaptaram a letra, gravaram tudo e puseram o vídeo no sítio da net da TV Barroso. Resultado poucos dias depois, o vídeo da Haka Barrosã já circulava de mail em mail e a letra de boca em boca. Hoje, só no YouTube, o vídeo já foi visto por mais de 50 mil pessoas.
no DT
BRAGANÇA: O distrito de Bragança foi contemplado com duas comarcas na reforma da justiça. O novo mapa judiciário foi apresentado na passada terça-feira pelo Governo e fica marcado pela concentração de comarcas.
Para o distrito de Bragança estava prevista apenas uma, na capital de distrito. Mas o Governo acabou por criar uma segunda comarca, cuja localização ainda não é conhecida, mas tudo aponta para que fique sedeada em Mirandela.
no DT
REGIÃO: Mirandela e Bragança são as únicas transmontanas que vão lutar pelo acesso à segunda divisão nacional. Ambas as equipas conseguiram ficar entre os seis primeiros na tereceira divisão serie A. Se a formação da cidade do Tua já o tinha conseguido precocemente, o Bragança só assegurou essa condição na última jornada, disputada este sábado, ao ganhar ao Morais, por 3-0.
O Mirandela terminou o campeonato regular no 2º lugar da classificação, o desportivo, em sexto. Na mesam serie, ficaram na zona de despromoção o Macedo, Vidago e Morais. Na serie B, o Moncorvo também só conseguiu o 7º posto da classificação e também vai agora jogar na liguilha da permanência.
Na RBA
VALPAÇOS: Vestígios de uma povoação romana foram encontrados num local ermo em Sanfins, Valpaços. Foi um segredo bem guardado desde 2005, pelo investigador Mário Tavares, um homem de 56 anos, residente em Lebução, que agora resolveu dar a conhecer a sua descoberta.
A estrutura de uma possível vila romana viu a luz do dia, graças a uma escavação que durou cerca de mês e meio, num terreno no Lugar do Cabeço, na freguesia de Sanfins. "Podemos estar na presença de um dos achados arqueológicos mais importantes de Trás-os-Montes", assegura.
no CM

22 março 2008

Ipsis verbis

Na Escola Carolina Michaëlis do Porto, uma escola da classe média e não uma escola "problema" de um bairro popular, a professora de Francês (altamente qualificada, por sinal) confiscou um telemóvel a uma aluna. (...). A dita aluna berrou e agrediu a professora. (...) No fim, já havia um molho tumultuário e confuso, que outra criancinha prestavelmente filmava e que dali a pouco apareceu no YouTube e, a seguir, na televisão. (...)
Perante isto, os nossos comentadores descobriram logo um culpado: os pais. Toda a gente imagina a cantilena: pais que não se interessam pelos filhos; pais que não "educam" os filhos; pais que não lhes transmitem os "valores" do respeito, da dignidade e da convivência. Muito bem. Mas não me cheira que a aluna do telemóvel bata habitualmente nos pais como bateu na professora. Porquê? Porque não acredito que ela goze em casa a impunidade de que goza na escola. Na escola não lhe podem responder bofetada a bofetada. Não a podem em definitivo pôr fora do sistema de ensino (excepto com a aprovação pessoal do ministro). Não a podem sequer fazer perder o ano por faltas. Não há melhor ambiente para um tiranete. É a lei da rua. Em última análise, é a lei da violência.

Vasco Pulido Valente no Público

21 março 2008

Páscoa Feliz

Para além do contexto religioso apenso a esta época, sublinho o pretexto que esta nos traz por tradição, de irmos ao encontro das nossas raízes, para revermos amigos, familiares e lugares.
Sublinho pessoalmente esse pretexto, que esta época do ano me dá desde a juventude onde, como muitos, tive de emigrar para a cidade à procura de realização, para voltar sempre com o prazer e alegria de reviver a família e os amigos.
Para estes e para todos os exilados, que só nesta altura almejam a possibilidade de voltar, vão pois os meus votos de um feliz reencontro com tudo o que lhes é querido. Uma palavra especial para todos os que ainda se não conformaram e sonham com o caminho de uma nova chegada, definitiva.

19 março 2008

Suspensão

"As ligações aéreas Bragança-Vila Real-Lisboa estão mais uma vez suspensas. Desta vez, desde a tarde de segunda-feira e pelo menos durante toda esta semana. A ATA Aerocondor, empresa que explora esta linha de ligação aérea, informou o PÚBLICO de que, "por razões de ordem técnica e até dia 25, não haverá voos entre Lisboa e as cidades de Vila Real e Bragança". No início do mês o serviço já tinha estado parado por dois dias e pelas mesmas razões." (...)
no Público

18 março 2008

Desinteresse e desleixo

«Movimento cívico acusa REFER e LNEC de «desinteresse e desleixo»»

Mentiras Verrinosas ( a acompanhar o afular)

- Estão a ser estudadas as medidas a tomar, em caso de diarreia prolongada do gestor supremo dos nossos destinos;

- O recente investimento na compostura do Relógio da Torre superou em contentamento o investimento da Nova Relva no Jardim da Telheira;

- A mais recente novidade do empenhamento da nossa Deputada dá conta do esforço que está a fazer, no sentido de implementar nas Comissões da Assembleia da República , sessões de leitura a que chamará “ A Hora do Conto”;

- O Blog é acusado de estar a tirar clientes aos psiquiatras;

- Inventário de doenças profissionais, resultantes do desgaste de se ser autarca por período prolongado: - mau humor, e mau hálito, pedras nos rins, gota, flatulências várias, senilidade precoce; queda de bigode; frúnculos traseiros, cirrose hepática, hemorróidas, esclerose múltipla, desgaste do palato.

- Apesar da situação de crise financeira na autarquia, foram abertas excepções para a entrada gratuita dos nossos autarcas nas piscinas municipais. Contudo e pela mesma razão, é permitido que estes usem calção fio dental.

- Admite-se já que, em caso de seca, seja permitido aos cães e gatos que reguem os jardins públicos.

- Os “ anónimos” que aqui se consagram no Blog, são agora convidados a usar antes, alcunhas conhecidas e tradicionais. O objectivo é o de promover a tradição e a cultura imaterial do concelho e o intuito específico é o de recordar a memória de muitos “ cromos” já desaparecidos.

- No âmbito do novo acordo ortográfico estão a ser recuperadas palavras do vocabulário, hoje em desuso por aqui …bagatelas, quimeras, desbaratar, obscuridade, inabilidade, calamitosa, comatosa, improdutiva, liliputiana, penosidade, desamortização, inenarrável, inepta, inconclusivo…

- Estão a ser planeados curso de formação para candidatos a autarcas com vista a prepará-los para campanhas em zonas desérticas.

- Tudo indica que, os votantes a favor dos pagamentos, em zonas de estacionamento na Vila com parquímetros, sejam aqueles que têm estacionamentos reservados.

- Tudo indica que amanhã a ementa do dia seja – Cosidos.

16 março 2008

Passarinhos a cantar e boas carnes

A excepção que conheço

A época da Páscoa era tradicionalmente a altura em que se deslocavam à sua terra milhares de emigrantes e residentes longe da família aqui radicada.
Com a tradição pascal, o fim do rigor do Inverno e a chegada da Primavera, criavam-se as condições ideia para se visitar os familiares e amigos, aproveitando-se para gozar as alegrias e prazeres que a terra ainda dava. Hoje em dia já é menor o afluxo. Os pretextos são agora diferentes. Há cada vez menos gente e vão-se perdendo as raízes. Não faltariam contudo justificativos para que se mudasse mais esta fatalidade.
Como sempre, mais do que ideias originais, o que se propõe, apenas exige que se trabalhe e se cumpram as responsabilidades que se têm na dinamização sócio-cultural e económica do meio. Sugestões não faltariam para motivar esta leva de pessoas que ajudariam, a impulsionar nesta altura, a região.
Desconheço qualquer estratégia planeada pela C.M. sobre este assunto. Contudo existem as estruturas e os meios por exemplo, para se promover um concerto com a banda ou grupos que se subsidiam no concelho. Existem espaços, artistas e intelectuais, para promover o mais diversificado género de palestras, colóquios e exposições. Existem produtos e produções nesta época, que justificariam por exemplo a realização de feiras ou mostras, para a sua promoção e venda. Existem associações diversas, julgo que devidamente subsidiadas, por exemplo para promover, raids todo o terreno, concursos de tiro aos pratos, concursos de pesca, etc. Existem associações onde, só o facto de organizarem um baile na aldeia, ou um espectáculo de variedades, já justificavam o facto de existirem.
O problema é que, é tudo uma questão de trabalho. Mas há uma excepção que conheço e que registo. È o caso da Associação Recreativa e Cultural de Pombal que prevê realizar nas suas instalações a Festa do Folar no dia 16 de Março.

15 março 2008

No meu corpo mando eu


O PS entregou ontem na Assembleia da República (AR) um projecto-lei que proíbe a colocação daqueles acessórios na língua e na boca, bem como "na proximidade de vasos sanguíneos, de nervos e de músculos", o que inclui os órgãos genitais. (Público 15/2/2008)

Instituto dos Transportes Terrestres manda encerrar Linha do Tua

"A Linha do Tua vai encerrar a partir de amanhã entre a Brunheda e a foz do Tua por razões de segurança, inviabilizando, assim, a ligação com os comboios do Douro. A decisão foi tomada por Crisóstomo Teixeira, presidente do Conselho Directivo do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), que já deu instruções à CP, à Refer e à Empresa do Metro Ligeiro de Mirandela (EMLM).
Na nota interna do IMTT, a que o PÚBLICO teve acesso, Crisóstomo Teixeira explica que, "devido a não estarem completos os estudos" para o estabelecimento de um regime de circulação de segurança diferente do que existia entre a estação do Tua e o apeadeiro da Ribeirinha, situado já depois da Brunheda, fica interdita a exploração ferroviária entre este apeadeiro e o Tua. No troço entre Brunheda e o apeadeiro de Ribeirinha, a circulação terá que ser feita em marcha à vista.
Curiosamente, foram divergências entre a CP e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o conceito de marcha à vista que levaram a esta decisão do IMTT. Os dois organismos não se entenderam sobre qual a velocidade máxima permitida, uma vez, que para a CP, o conceito de marcha à vista não estabelece uma velocidade máxima, dependendo das condições do troço e de visibilidade avaliadas pelo maquinista. Ou seja, em certos pontos a marcha à vista pode obrigar a uma velocidade máxima de 30 quilómetros por hora e noutros essa velocidade pode ser superior.
O IMTT tinha emitido uma licença de exploração ferroviária até ao dia 15 de Março, mas, como a CP e o LNEC não se entenderam sobre as condições de seguranças necessárias, aquele organismo decidiu interditar a circulação imediatamente."

no Público

Serviço Público

Considerando que a profissão de professor é muito apetecível pelos altos ordenados auferidos, pelo pouco trabalho desenvolvido na função... como parecem indicar um grande número de comentários abaixo exarados, O "Pensar", imbuído do serviço público que também o caracteriza, disponibiliza alguns endereços electrónicos de inscrição em cursos de docência, para que todos atinjam a profissão de sonho, particularmente dos seus, aqui e aqui.

12 março 2008

À pesca


Dizem-nos que as bogas e os escalos estão a desaparecer do Douro com a introdução dos achigãs. Com as barragens desapareceram as enguias e a lampreia já não sobe o rio. Depois a poluição... O "peixe do rio" ainda é um petisco que acrescenta mais magia ao Douro.

Ipsis verbis

«Os professores e educadores deste país são um grupo decisivo para o futuro do país, um grupo porventura mais decisivo que os políticos, que os técnicos e os financeiros»
D. José Policarpo na Rádio Renascença

Dar de comer e beber

Parcerias

A aldeia de Picote, em Miranda do Douro, no Nordeste Transmontano, onde está instalada uma das mais emblemáticas barragens do Douro Internacional, está a ser alvo de um projecto de recuperação em parceria com a EDP, divulgaram hoje responsáveis locais..
Em vésperas da construção da Barragem do Tua, eis um exemplo das parcerias que se exigem. E porque não um projecto financiado pela eléctrica nacional para recuperação e reabilitação das Caldas de S. Lourenço?

Sinais dos tempos

O grupo CESPU, ligado ao ensino e serviços na área da saúde, anunciou hoje que vai investir 25 milhões de euros num hospital privado em Bragança, com ensino superior em vertentes menos convencionais do sector.
O que o Público abandona, substitui o privado...

10 março 2008

Comemorações


do Dia Internacional de Acção pelos Rios

Fumar ou não fumar

Diz-nos a notícia que "as discotecas consideradas como "estabelecimentos de bebidas destinados a dança" com menos de 100 metros quadrados podem permitir fumar em todo o espaço, desde que cumpram os requisitos de sinalização, ventilação e extracção de fumo."
A definição consta de um acordo assinado na semana passada entre a Direcção-Geral de Saúde e a Associação de Discotecas Nacional.
Se era isto que na lei se preceituava porquê dizê-lo em especial para as discotecas. Mistérios!!!
PS elege sete concelhias

Oito SAP´s de Bragança fecham em Julho

07 março 2008

Ipsis verbis

"O país está todo em guerra, de Bragança ao Algarve. Nunca houve uma situação como esta e, por isso, eu optaria pelo caminho do diálogo, que é o caminho histórico do PS"
(Teresa Portugal, deputada do PS a propósito da revolta dos professores)

Fotos à espera de legenda

Sobre a revolta

É curioso, ou talvez não, que todos queiram dar umas dicas sobre a educação e opinar sobre o actual momento da classe docente dizendo tudo saberem e entenderem.
É sintomático referir-se que, os senhores professores nada podem dizer, pois são corporativistas, querem defender o "status quo" e o pretenso laxismo e também nada perceberão de assuntos de educação, pois serão os principais responsáveis pelos elevados níveis de abandono e de insucesso escolar que caracterizam o sistema de ensino.
É notório que uma grande parte da população portuguesa se sinta satisfeita pela redução dos ditos “privilégios” dos professores, que se saldaram numa diminuição dos salários e dos direitos profissionais.
É visível que nestes últimos três anos se procedeu a uma guerra diária, que teve como principal objectivo afrontar a classe docente, criar um clima de intimidação, mobilizar a sociedade contra os educadores.
É manifesto que através das mais diversas formas se lançou exclusivamente sobre o professor o ferrete da desconfiança e da responsabilidade dos baixos índices educativos face aos outros pares europeus e até mundiais.

O clima que se criou na escola é doentio. Ninguém deve estranhar o descontentamento que atravessa todos os profissionais de ensino porque ele advém da incerteza, da frustração, da perplexidade, do afrontamento gratuito e do profundo sentimento de injustiça.
A avalanche legislativa que este governo atirou contra as escolas inundando-a de decretos, portarias, despachos e circulares, tornaram a vida dos professores num inferno de cumprimentos burocráticos inúteis, prova disto são algumas aulas de substituição que não servem absolutamente para mais nada se não entreter as crianças, as contínuas reuniões para interpretação de regulamentos que mudam continuamente, a confusão generalizada na adopção dos melhores procedimentos.
As escolas transformam-se, quantas vezes, em puros armazéns onde as crianças passam dez ou mais horas em actividades louváveis, mas sem espaços adequados à sua prática, e reforçam um sentimento de aversão ao ensino, passando em longas e intermináveis viagens casa-escola-casa, sem tempo de lazer e da necessária socialização familiar.
A fractura a que se procedeu na carreira, dividindo-a em duas categorias, do qual saltou o professor titular, foi objecto de um processo caricato e profundamente injusto. Só se consideraram os últimos sete anos apagando-se todos os outros; os candidatos só puderam concorrer onde estavam colocados; muitos ultrapassaram os mais experientes, mais competentes, mais preparados e formados. Muitos professores que, pela força do concurso geral, foram colocados longe, viram-se ultrapassados por outros muitos mais novos.

O actual modelo de avaliação do desempenho que se quer impor é no mínimo insensato. O esquema que sintetiza todas as intervenções no processo é um autêntico labirinto. Basta ler o actual decreto-lei para perceber que o novo sistema engendrado se pauta por um processo burocrático, subjectivo, injusto e complexo que tem como principal objectivo domesticar a classe e forçar a estagnação profissional de dois terços dos docentes, uma clara avaliação por quotas que tem um único objectivo economicista.
Pelo diploma perpassam regras verdadeiramente desumanas: mais de metade dos parâmetros estão relacionados com os índices de sucesso dos alunos, avalie-se o que isto pode significar pelas diferentes populações escolares que enfrentam os docentes; só com 5% de faltas, mesmo justificadas se pode progredir na carreira.
Com a observação das aulas a todos os docentes, a compilação de enviesadas grelhas de observação de atitudes e comportamentos, a análise detalhada de processos e documentos que a todos são comuns e contratualizados está a ajudar-se a criar um monstro que vai consumir milhões de horas de trabalho nas escolas e infernizar a vida de muitos professores, roubando-lhes a motivação e a energia para a relação pedagógica e a preparação das aulas.
O espírito competitivo que está na base de todas estas medidas contrastará com a solidariedade, a contratualização de vontades que o acto de educar transporta e sem ele não haverá uma clara distinção entre a escola e a lei da selva. A escola deverá ser um local onde se prepara sim para a sociedade competitiva, mas terá sempre de apontar para a utopia e para uma sociedade mais humana.

Os professores não suportam mais a indignidade com que têm sido tratados. Exemplos são as várias manifestações e uma quase unânime unidade. Nunca desde o 25 de Abril se assistiu, numa classe, a uma vaga tão grande de protesto e revolta , que cresce a cada dia que passa.

06 março 2008

DIREITO Á SATISFAÇÃO

•Mais vale tarde do que nunca
•Foi aqui que algumas vezes, denunciei a situação do “Relógio instalado na Torre do Edificio dos Paços do concelho”
•È aqui neste espaço que venho dar os meus Parabéns ao Presidente do Município, - Eugénio de Castro – porque o relógio voltou a ter vida e a dar horas. Para contentamento de todos e o meu agradecimento público, obrigado Presidente.
•Também reconheço que nem todas as àrvores foram sacrificadas e na Rua Luís de Camões, junto ao bpi,até há 4 esbeltas àrvores plantadas e bem protegidas.
•Nas Piscinas Municipais que frequento, é de dar nota positiva às aulas de Hidroginástica, finalmente há coisas boas na nossa terra.
•Por ùltimo, espero que em breve o Executivo da nossa Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, venha rectificar o nome de Ruas que nada nos dizem. Quem sabe, quem foi o Dr. José A. Marques?!! E dar nomes às Ruas de pessoas que contribuiram para o engrandecimento e para a história do nosso concelho, só assim terá algum sentido, o viver nesta pequena comunidade em Ruas com história, a gente espera.

Mentiras Verrinosas ( com as amendoeiras em flor)

-Com o Inverno deste ano congelaram vários sorrisos. Aguarda-se a chegada de temperaturas mais amenas para que estes descongelem.

- Está a ser estudada a configuração de um Kit que contenha guardanapos, água tónica, lenços de papel, pastilhas Réni e Prozac, para ser servido conjuntamente com as Mentiras Verrinosas.

- Procuram-se mais Castos para homenagear. Fora do regulamento estão o F. Morais, o P. Isaura, o Z. Gonçalves, o A. Chêz, O J. Barbosa. O E. Faria a M. Pressas, a A. da Telheira e o que estes não eram nada castos.

- Aguarda-se a todo o momento a chegada do cuco.

-Já foi avaliada a taxa de radiações mortais que matam os gestos corriqueiros dos nossos políticos. Propõe-se a sua mumificação para que fiquem de exemplo.


- Regista-se a ideia de se constituir uma comissão destinada a promover significados.
O grande objectivo e o de recuperar para a economia local, ideias significantes. Por exemplo: a ideia de reaver o sentido das águas milagrosas da Fonte Fieita, dos milagres de Sta. Eufémia ou os milagres das Termas de S. Lourenço.

- (Esta é para não fazer esquecer o caso). Lálá Caneças foi convidada a assistir á inauguração do Novo Cemitério da Vila. Pelos vistos os terrenos do novo cemitério conservarão os cadáveres. Na altura ser-lhe-á oferecido um talhão, a usar no novo cemitério

- Com o objectivo de reavivar a “Chia a Rata”, tradição que ocorria com as crianças a fazer o acompanhamento do Compasso no dia de Páscoa, reivindicando presentes, a C.M. vai lançar, este ano à turba, boletins municipais, calendários e cassetes. A ideia é a de "fazer limpeza de stocks".

- Quando se questionam negócios feitos pela C.M. como sejam, a título de exemplo, a privatização das águas de consumo público, fica a ideia que o Nosso Primeiro não tem cabeça para estas coisas. Contudo logo aparece alguém a garantir que este tem caspa.

- A boa notícia seria a Empresa das Águas aceitar a obrigação de publicar trimestralmente, na imprensa, o controlo da qualidade da água destinada a consumo humano.

04 março 2008

Professores em luta no distrito de Bragança

(Via anterozóide)
Manifs:
5 de Março, 18:30, Câmara Municipal - Bragança
6 de Março, 21:30, Palácio dos Távoras - Mirandela

Fotos à espera de legenda

Um apanhado insólito num passeio do fim-de-semana na linha do Douro

Bons exemplos

É com estes pequenos pormenores que se dá um apoio efectivo aos mais velhos, com poucos meios, sem grandes gastos e ajudando às suas reais necessidades. Outros inventam cartões, viagens turísticas, festas e festinhas, que, na prática, nada acrescentam à vida diária dos nossos seniores, apenas servem para o título nos jornais, os dez minutos de fama, o angariar votos, ou tão só para fazer de conta...

Sodomia !?

Manifestei aqui a minha opinião a favor da construção da barragem do Tua. Nunca fundamentei muito a minha opinião, até porque não possuo conhecimentos de pormenor que me permitam aprofundá-la ou mudar de ideias. Considero que o meu país só seria verdadeiramente auto-suficiente e capaz de evoluir se não dependesse, como depende, da energia vinda do exterior (80%). Como grande parte dessa energia é de origem nuclear considero que será para todos mais conveniente que produzamos energia mais limpa ainda que, à custa de outros problemas ecológicos que se criam.
Considero pois que a minha opinião se fundamenta no princípio de solidariedade que deverá existir no país, para a resolução de mais este problema.
Mas, exijo as devidas contrapartidas que compensem com mais valias o prejuízo que se provoca.
A questão assenta nesta dúvida.
Afinal, no momento em que se diz que o projecto já está em fase de concurso, que mais valias foram negociadas para a região? Que é que foi reivindicado e com que sucesso, para alem da lógica indemnização aos que ficarem com os seus terrenos alagados? Que repercussão terá o nosso concelho com os investimentos a fazer? Que perspectiva teremos de poder usufruir dos lucros que este investimento trará? Que projectos paralelos estarão a ser engendrados contando com esta infra-estrutura? Qual o valor real contabilizado, dos prejuízos que afinal iremos ter de suportar?
Alguém questionou quem decide sobre a hipótese de se criar uma eclusa que permitisse a ligação fluvial entre os dois rios? Alguém questionou sobre a hipótese de se criarem parcerias e se investir neste projecto ou, impor por exemplo, a obtenção de uma quota gratuita de energia para os concelhos envolvidos? Alguém estudou quais as consequências que podem advir para as águas termais de S. Lourenço?
Afinal de contas, temos ou não direito de saber com o que podemos contar, como contrapartida para mais esta dádiva que colocamos ao dispor do país!?
Habituado a sofrer na pele a marginalização a que somos votados pelo poder central, habituado a ver, da parte de quem nos governa mais próximo, incapacidade política e de gestão, interrogo-me sobre se estamos a aproveitar mais esta oportunidade de fazer valer os nossos direitos.
Recentemente os jornais referiam o estudo de indemnização dos autarcas do Oeste a propósito da mudança de local da construção do novo aeroporto. Nessa altura perguntei-me porque não deveríamos ser igualmente indemnizados dado que também perdemos com a deslocação desta infra-estrutura mais para o sul. No caso da Barragem do Tua mais se justifica a compensação até pela crónica e ancestralmente espoliação a que temos sido votados, também ao nível da exploração da nossa energia hídrica.
Não existe pois desculpa alguma que justifique, para os responsáveis políticos do meu concelho, o desinteresse que parece existir na defesa dos nossos direitos nesta questão. A impotência politica destes, o seu conformismo e impunidade poderão ditar mais uma vez que não se obtenha aquilo que por direito teríamos mas que nos não chega espontaneamente. Se assim for e perante a dimensão do prejuízo não me cansarei de os denunciar, de lhes sublinhar a incompetência de os retratar na sua pequenez, malgrado as consequências dos seus erros recaírem somente no povo.

02 março 2008

Fotos com legenda


O Novo Quadro de Referência Estratégico Nacional já está em marcha. Eis alguns sinais no Douro. O QREN constitui o enquadramento para a aplicação da política comunitária de coesão económica e social em Portugal no período 2007-2013.
De modo a incentivar a criação de riqueza e postos de trabalho, a CMB prescinde, actualmente, do imposto sobre a matéria tributável de cerca de 330 empresas que facturam mais de 150 mil euros por ano. “A autarquia poderia arrecadar para os cofres do município cerca de 3,5 milhões de euros. Contudo, julgamos que vale a pena abdicar dessa verba, pois é um factor de aproximação de empresas e dinamização da economia”

Ana Margarida Alves, uma jovem mãe de 22 anos, teve o seu primeiro filho a caminho da maternidade de Bragança. É a primeira parturiente, a residir no concelho de Freixo de Espada à Cinta, a dar à luz numa ambulância dos bombeiros locais, após o encerramento da maternidade de Mirandela.

Espanha garante auto-estrada até Quintanilha
O primeiro troço da auto-estrada Zamora-fronteira de Quintanilha estará a funcionar no final do próximo ano.

Curso de medicina em Bragança


"Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário"
Albert Einstein

Parados no tempo

O site da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, parou em 2004. Vejam-se os Vereadores:

Estrutura Orgânica


Presidente
Eugénio Rodrigo Cardoso de Castro (PSD)

Vereadores em Regime de Permanência
Dra. Maria Olímpia do Nascimento Castro Candeias (PSD)
Eng. Rui Augusto Morais Barata (PSD)

Sem Regime de permanência
António Manuel Amaro (PS)
Prof. Ricardo Manuel Paninho Pereira (PS)



Veja aqui

Intervalo