O movimento de defesa da linha do Tua vai entregar, terça feira, na Assembleia da República uma petição com 4500 assinaturas a pedirem a reabertura da ferrovia transmontana e a reativação do troço até Bragança.
« Classifique este artigo
A iniciativa é do Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua (MCDLT) criado em agosto, na aldeia de Codeçais, Carrazeda de Ansiães, um dos concelhos servidos pela linha que se encontra encerrada há mais de dois anos. Daqui
(...)
29 novembro 2010
28 novembro 2010
Ainda a tempo
Um artigo que saiu no Diário do Minho sobre o trabalho de investigação da carrazedense Catarina Samorinha.
Um milhão para limpar o Douro Superior
A empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste vai arrancar com um projecto de perto de um milhão de euros para a remoção de depósitos ilegais de resíduos e a requalificação de zonas ribeirinhas(....)
O Valor Douro está direccionado para intervenções que visem a recuperação de depósitos clandestinos de resíduos sólidos, nomeadamente urbanos, indiferenciados, de construção, de demolição e utensílios domésticos fora de uso; a remoção e desmantelamento de embarcações e veículos abandonados e a recuperação das margens do rio Douro.
A ideia é «corrigir intrusões ou disfunções paisagísticas que constituem manchas na
paisagem excepcional do Vale do Douro decorrentes, nomeadamente, da deposição clandestina de resíduos sólidos ao longo das vias de comunicação, nas linhas de água e zonas de talude e da existência de sucatas abandonadas», esclarece a empresa em comunicado.
A Resíduos do Nordeste apresentou, em Abril de 2009, a candidatura no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte 2007-2013, Turismo Douro – Infraestrutural, para a preservação do património ambiental e desenvolvimento rural e local, tendo sido aprovado em Setembro deste ano.
Os concelhos abrangidos são Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa.
Daqui
Quanto dinheiro já se gastou em projectos desta natureza? Muito. Iremos limpar e continuar a poluir...A solução encontrada tem sido deitar dinheiro para cima dos problemas sem os resolver. Enquanto os alemães e os franceses financiarem através dos fundos comunitários projectos do género, havemos de mascarar a nossa incúria e incivilidade. Só que eles já perceberam que não somos capazes de aprender e a torneira do dinheiro está perto de fechar...
O Valor Douro está direccionado para intervenções que visem a recuperação de depósitos clandestinos de resíduos sólidos, nomeadamente urbanos, indiferenciados, de construção, de demolição e utensílios domésticos fora de uso; a remoção e desmantelamento de embarcações e veículos abandonados e a recuperação das margens do rio Douro.
A ideia é «corrigir intrusões ou disfunções paisagísticas que constituem manchas na
paisagem excepcional do Vale do Douro decorrentes, nomeadamente, da deposição clandestina de resíduos sólidos ao longo das vias de comunicação, nas linhas de água e zonas de talude e da existência de sucatas abandonadas», esclarece a empresa em comunicado.
A Resíduos do Nordeste apresentou, em Abril de 2009, a candidatura no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte 2007-2013, Turismo Douro – Infraestrutural, para a preservação do património ambiental e desenvolvimento rural e local, tendo sido aprovado em Setembro deste ano.
Os concelhos abrangidos são Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa.
Daqui
Quanto dinheiro já se gastou em projectos desta natureza? Muito. Iremos limpar e continuar a poluir...A solução encontrada tem sido deitar dinheiro para cima dos problemas sem os resolver. Enquanto os alemães e os franceses financiarem através dos fundos comunitários projectos do género, havemos de mascarar a nossa incúria e incivilidade. Só que eles já perceberam que não somos capazes de aprender e a torneira do dinheiro está perto de fechar...
Viva a vida
Hoje é Domingo.O dis do Senhor, alguns católicos praticantes vão á missa. O dia está frio, mas ainda não caiu neve este ano. Tenha um Santo Domingo.
Nas Ruas de Carrazeda, já há motivo natalicios, a iluminação por~´em só tem inicio a partir do dia 7 de Dezembro. Nem tudo são rosas, mas é sempre bom viver o espírito natalício. Quem está com pensamento positiuvos é o Vilarealense Pedro Passos Coelho, transmontano decidido que nem ao FMI tem medo e medo de quê? Ninguém duvide que os interesses dos politicos ficam a salo, mesmo que venha o tal papão. O Governo também anda ao sabor da maré, a coisa está tão mã que há repetição de discurso no mesmo Ministério entre o Ministro e o Secretário de Estado, foi um erro leve, pois a intenção era a mesma.
Quem já sentiu a crise foi o Aragão, as pessoas só dão -as que ainda dão- pretas, moedas de baixo custo, e valor.Quem anda fugidio destas paragen, são algumas personagens que têm sono pesado e não há necessidade de trabalhar a uma hora destas. Mas hoje é Domingo, agradeça ao Senhor por estar vivo, sorria, mesmo que o Sol não apareça e olhe não deite contas á vida, ~v9iva o di9a de hoje, amanhã logo se vê!...
Nas Ruas de Carrazeda, já há motivo natalicios, a iluminação por~´em só tem inicio a partir do dia 7 de Dezembro. Nem tudo são rosas, mas é sempre bom viver o espírito natalício. Quem está com pensamento positiuvos é o Vilarealense Pedro Passos Coelho, transmontano decidido que nem ao FMI tem medo e medo de quê? Ninguém duvide que os interesses dos politicos ficam a salo, mesmo que venha o tal papão. O Governo também anda ao sabor da maré, a coisa está tão mã que há repetição de discurso no mesmo Ministério entre o Ministro e o Secretário de Estado, foi um erro leve, pois a intenção era a mesma.
Quem já sentiu a crise foi o Aragão, as pessoas só dão -as que ainda dão- pretas, moedas de baixo custo, e valor.Quem anda fugidio destas paragen, são algumas personagens que têm sono pesado e não há necessidade de trabalhar a uma hora destas. Mas hoje é Domingo, agradeça ao Senhor por estar vivo, sorria, mesmo que o Sol não apareça e olhe não deite contas á vida, ~v9iva o di9a de hoje, amanhã logo se vê!...
22 novembro 2010
PRENUNCIO DE MORTE
É com tristeza que olho para a situação que a Rádio Ansiães hoje vive. Por ser um dos baluartes do concelho também (ainda me sobra este pouco de auto-estima) mas sobretudo por tudo aquilo que ao longo de anos lhe dei e por tudo aquilo que ela me ensinou. Uma reciprocidade de esforço por ensinamento, entenda-se!
Foram muitas horas, muitos dias, muitas noites durante anos, de cumplicidade com tantos e bons companheiros que nenhum de nós estará indiferente a este prenúncio… Não há aqui dividas por saldar porque “quem corre (corria) por gosto…”. Restam as histórias e os momentos bons que foram muitos para o livro de recordações.
Jorge Ferreira, Maurício Matos, José Mesquita, Manuel Barreiras Pinto, Fernando Alves, Eduardo Pinto, Óscar João, Fátima Barbosa, Miguel, José Luís Carvalho, Paula Margarete, José António Barbosa, Sónia Matos, e outros que de momento não me lembro mas que os leitores do blog com justiça se encarregarão certamente de acrescentar. Do outro lado a parte talvez mais importante. Os que ouviam o fruto do nosso trabalho!
Eram a carolice, a espontaneidade e o voluntarismo que nos moviam. E foi com estas três premissas que todos com a colaboração de muitos outros conseguimos levantar em braços a torre da Srª da Graça e dar um novo inicio à Rádio Ansiães.
Hoje oiço que a viabilidade da Rádio passa novamente pela dita “carolice” o que só significa que durante anos se perdeu! Mas a carolice não deve ser apenas para os momentos difíceis e atirada agora para aqueles que não contribuíram para a situação difícil da Rádio.
Por outro lado surpreende-me a novidade da politização. Não sendo mentira e aos olhos de todos o poder sempre ali teve assento ao ponto de se negociarem os corpos gerentes mesmo perante a dificuldade de os arranjar.
Hoje é com alguma dificuldade que assisto a esta gestão da coisa comum, como é a Rádio. A penúltima reunião foi na minha opinião um exemplo de como não se deve passar um testemunho de responsabilidade e que deixou no ar a sensação de que algo estaria mal e que ou piorou desde aí, ou então as pessoas terão chegado à conclusão que abrir o livro seria um mal menor. Na última reunião nova “cambalhota” porque as contas apresentadas reportavam-se a 31 de Dezembro de 2009!!!! E daí para cá?
Estas questões e indefinições prejudicam (já prejudicaram) a Rádio ao ponto de ninguém se atrever a apresentar uma lista pois não sabe em boa verdade aquilo que vai encontrar muito embora as responsabilidades a terem que ser assacadas o serão aos órgãos das respectivas gestões.
O aumento de capital com a entrada de novos cooperantes não me parece ser a solução para os problemas financeiros como é dito. Já poderá sê-lo se for com o intuito de trazer gente nova e capaz de a levar por diante porque um dos problemas de sempre foi exactamente a dificuldade de conseguir eleger os órgãos sociais. Muitos foram eleitos porque foram “empurrados” como todos sabemos, resultando numa menor obrigação do cumprimento dos seus deveres estatutários chegando ao desprezo de nem sequer comparecer às AG.
Haverá quem ainda embarque na onda? Oxalá que sim!
Victor Fernandes
Foram muitas horas, muitos dias, muitas noites durante anos, de cumplicidade com tantos e bons companheiros que nenhum de nós estará indiferente a este prenúncio… Não há aqui dividas por saldar porque “quem corre (corria) por gosto…”. Restam as histórias e os momentos bons que foram muitos para o livro de recordações.
Jorge Ferreira, Maurício Matos, José Mesquita, Manuel Barreiras Pinto, Fernando Alves, Eduardo Pinto, Óscar João, Fátima Barbosa, Miguel, José Luís Carvalho, Paula Margarete, José António Barbosa, Sónia Matos, e outros que de momento não me lembro mas que os leitores do blog com justiça se encarregarão certamente de acrescentar. Do outro lado a parte talvez mais importante. Os que ouviam o fruto do nosso trabalho!
Eram a carolice, a espontaneidade e o voluntarismo que nos moviam. E foi com estas três premissas que todos com a colaboração de muitos outros conseguimos levantar em braços a torre da Srª da Graça e dar um novo inicio à Rádio Ansiães.
Hoje oiço que a viabilidade da Rádio passa novamente pela dita “carolice” o que só significa que durante anos se perdeu! Mas a carolice não deve ser apenas para os momentos difíceis e atirada agora para aqueles que não contribuíram para a situação difícil da Rádio.
Por outro lado surpreende-me a novidade da politização. Não sendo mentira e aos olhos de todos o poder sempre ali teve assento ao ponto de se negociarem os corpos gerentes mesmo perante a dificuldade de os arranjar.
Hoje é com alguma dificuldade que assisto a esta gestão da coisa comum, como é a Rádio. A penúltima reunião foi na minha opinião um exemplo de como não se deve passar um testemunho de responsabilidade e que deixou no ar a sensação de que algo estaria mal e que ou piorou desde aí, ou então as pessoas terão chegado à conclusão que abrir o livro seria um mal menor. Na última reunião nova “cambalhota” porque as contas apresentadas reportavam-se a 31 de Dezembro de 2009!!!! E daí para cá?
Estas questões e indefinições prejudicam (já prejudicaram) a Rádio ao ponto de ninguém se atrever a apresentar uma lista pois não sabe em boa verdade aquilo que vai encontrar muito embora as responsabilidades a terem que ser assacadas o serão aos órgãos das respectivas gestões.
O aumento de capital com a entrada de novos cooperantes não me parece ser a solução para os problemas financeiros como é dito. Já poderá sê-lo se for com o intuito de trazer gente nova e capaz de a levar por diante porque um dos problemas de sempre foi exactamente a dificuldade de conseguir eleger os órgãos sociais. Muitos foram eleitos porque foram “empurrados” como todos sabemos, resultando numa menor obrigação do cumprimento dos seus deveres estatutários chegando ao desprezo de nem sequer comparecer às AG.
Haverá quem ainda embarque na onda? Oxalá que sim!
Victor Fernandes
14 novembro 2010
Oferta de emprego
Precisa-se de formador para Curso EFA em horário laboral de Confecção de Sobremesas e Pastelaria em Carrazeda de Ansiães.
Os interessados deverão enviar C.V. e CAP para carla@profiforma.pt
Os interessados deverão enviar C.V. e CAP para carla@profiforma.pt
11 novembro 2010
RADIO ANSIÃES UM MARCO HISTORICO
AVISO IMPORTANTE
Avisam-se os potenciais amigos da Rádio Ansiães, que esta está a viver uma fase crítica da sua existência.
Por tanto, os que gostam, amam e têm orgulho na sua terra, devem organizar-se e em conjunto tentar resolver a solução concorrendo aos Orgãos Sociais daquela Rádio, que brevemente vai proceder à respectiva convocatória da Assembleia Geral.
Concorda que Carrazeda deve manter a Rádio Ansiães?
Acha importante o papel que a Rádio tem desempenhado para o desenvolvimento do concelho?
Será este mais um elefante branco a abater? Que diz o povo se a Rádio tiver que ser abolida?
Avisam-se os potenciais amigos da Rádio Ansiães, que esta está a viver uma fase crítica da sua existência.
Por tanto, os que gostam, amam e têm orgulho na sua terra, devem organizar-se e em conjunto tentar resolver a solução concorrendo aos Orgãos Sociais daquela Rádio, que brevemente vai proceder à respectiva convocatória da Assembleia Geral.
Concorda que Carrazeda deve manter a Rádio Ansiães?
Acha importante o papel que a Rádio tem desempenhado para o desenvolvimento do concelho?
Será este mais um elefante branco a abater? Que diz o povo se a Rádio tiver que ser abolida?
TRADIÇÃO!...TRADIÇÃO!....BOTA PR'A CARRAZEDA......
Bom dia, santas tardes ou boa noite, dependendo da hora e local onde nos está a ler.Hoje é dia de São Martinho e lá diz o ditado em dia de São Martinho vai á adega e prova o teu vinho. Tradição, tradição assim acontecia na aldeia de Coleja da freguesia de Seixo de Ansiães , do concelho de Carrazeda de Ansiães, a mesma aldeia que o inglês John Gibbons imortalizou e da qual fez um retrato de uma aldeia transmontana no seu livro Não Criei Musgo, o qual lhe valeu o prémio Camões em 1939.
Com efeito, os habitantes da aldeia de Coleja criaram a Confraria dos Amigos de Coleja e neste dia de São Martinho organizavam a festa no largo da Igreja, envergando os seus trajes típicos, homens e mulheres, preparavam o caldo verde e as carnes cozidas em enormes potes de ferro. O jantar era servido aos convidados e aos muitos turistas e curiosos que se deslocavam á aldeia, dando-lhe o ar festivo que realmente tinha. Após o jantar e á hora determinada o fogueteiro anunciava a hora do cortejo este, composto por uma personagem envergando traje de padre e seus acólitos, seguido de músicos – que vinham dos lados de Baião - e depois os presentes, o povo anónimo e curioso que satisfeito acompanhava o ritual. Que, era parar nas casas cujos donos recebiam com sorrisos os visitantes, convidavam-nos a entrar e a servirem-se de bolos e outras iguarias bem regadas com vinho generoso e vinho maduro. Na adega procedia-se á bênção simbólica da pipa que guardava o vinho novo, elogiado pelos presentes com boa nota . Imagine-se este ritual pelas estreitas ruas da aldeia e num conjunto de umas vinte casas, por último na casa de um dos mordomos da iniciativa, havia baile e nem o calor do álcool nem a fraqueza das pernas pela caminhada, impediam o corpo de ir á dança e seguia-se a tradição pela noite dentro. Mais tarde na hora do regresso, pela íngreme e perigosa estrada da Senhora da Ribeira, com o olhar atento da Senhora da Costa, não houve acidentes, nem felizmente a presença do GNR, pois o balão se usado, arrebentava.
Na época da 1ª edição destes factos, veio a televisão, filmou e Portugal assistiu a uma tradição do São Martinho, genuína e pura. Eu fui somente á 2ª edição mas guardo na memória o que acima se narra e lamento que se tenha perdido no tempo, esta tradição bela e digna da região, onde São Martinho abençoa a boa colheita do nosso vinho.
Mas estamos em Carrazeda de Ansiães, esfola gatos e mata cães e não se admirem que o povo a gente de Ansiães, tenha destas birras. Oxalá o novo Presidente da Junta de Freguesia tenha a noção exacta do significado da festa e a coragem de a editar no futuro próximo, mantenha a tradição, tradição... Conta a lenda que um galego que viveu uns anos em Carrazeda terá dito na hora da despedia: - Ó Carrazeda, Carrazeda, por mais que te pintem, serás sempre Carrazeda... Tradição.!!!... Quando numa festa na vila da Meda os Zés Pereiras, mais tarde baptizados de Zíngaros, numa tarde quente de Verão e já no fim da festa, sequiosos da garganta, pediam a bota espanhola, aquela que leva o vinho fresco em época de caça ou no calor do Verão – exclamando: - Bota pr’a Carrazeda e aquela gente perguntava o porquê de tanta pressa em regressar, mas o que eles queriam era molhar o bico na bota. Tradição... Tradição!!!! ... Mas as coisas estão a mudar na capital dos monumentos em granito ao ar livre, os monumentos lá estão, testemunhas vivas dos muitos calhaus que nos governaram. Tradição!? Carrazeda de Ansiães, vila sem gatos, livre de cães...!!!
Com efeito, os habitantes da aldeia de Coleja criaram a Confraria dos Amigos de Coleja e neste dia de São Martinho organizavam a festa no largo da Igreja, envergando os seus trajes típicos, homens e mulheres, preparavam o caldo verde e as carnes cozidas em enormes potes de ferro. O jantar era servido aos convidados e aos muitos turistas e curiosos que se deslocavam á aldeia, dando-lhe o ar festivo que realmente tinha. Após o jantar e á hora determinada o fogueteiro anunciava a hora do cortejo este, composto por uma personagem envergando traje de padre e seus acólitos, seguido de músicos – que vinham dos lados de Baião - e depois os presentes, o povo anónimo e curioso que satisfeito acompanhava o ritual. Que, era parar nas casas cujos donos recebiam com sorrisos os visitantes, convidavam-nos a entrar e a servirem-se de bolos e outras iguarias bem regadas com vinho generoso e vinho maduro. Na adega procedia-se á bênção simbólica da pipa que guardava o vinho novo, elogiado pelos presentes com boa nota . Imagine-se este ritual pelas estreitas ruas da aldeia e num conjunto de umas vinte casas, por último na casa de um dos mordomos da iniciativa, havia baile e nem o calor do álcool nem a fraqueza das pernas pela caminhada, impediam o corpo de ir á dança e seguia-se a tradição pela noite dentro. Mais tarde na hora do regresso, pela íngreme e perigosa estrada da Senhora da Ribeira, com o olhar atento da Senhora da Costa, não houve acidentes, nem felizmente a presença do GNR, pois o balão se usado, arrebentava.
Na época da 1ª edição destes factos, veio a televisão, filmou e Portugal assistiu a uma tradição do São Martinho, genuína e pura. Eu fui somente á 2ª edição mas guardo na memória o que acima se narra e lamento que se tenha perdido no tempo, esta tradição bela e digna da região, onde São Martinho abençoa a boa colheita do nosso vinho.
Mas estamos em Carrazeda de Ansiães, esfola gatos e mata cães e não se admirem que o povo a gente de Ansiães, tenha destas birras. Oxalá o novo Presidente da Junta de Freguesia tenha a noção exacta do significado da festa e a coragem de a editar no futuro próximo, mantenha a tradição, tradição... Conta a lenda que um galego que viveu uns anos em Carrazeda terá dito na hora da despedia: - Ó Carrazeda, Carrazeda, por mais que te pintem, serás sempre Carrazeda... Tradição.!!!... Quando numa festa na vila da Meda os Zés Pereiras, mais tarde baptizados de Zíngaros, numa tarde quente de Verão e já no fim da festa, sequiosos da garganta, pediam a bota espanhola, aquela que leva o vinho fresco em época de caça ou no calor do Verão – exclamando: - Bota pr’a Carrazeda e aquela gente perguntava o porquê de tanta pressa em regressar, mas o que eles queriam era molhar o bico na bota. Tradição... Tradição!!!! ... Mas as coisas estão a mudar na capital dos monumentos em granito ao ar livre, os monumentos lá estão, testemunhas vivas dos muitos calhaus que nos governaram. Tradição!? Carrazeda de Ansiães, vila sem gatos, livre de cães...!!!
“Mota e Engil” oferece ambulância aos bombeiros
Os soldados da paz de Alijó receberam uma viatura de emergência médica, ABSC, que foi uma oferta do grupo “Mota e Engil”. A nova viatura será baptizada no final do mês de Novembro, altura da inauguração do primeiro troço do IC5, entre o Alto do Pópulo e a Variante de Alijó.
O novo veículo entrou ontem nas instalações da corporação e vem ao encontro de uma necessidade sentida pelos bombeiros locais, que ficam agora a contar com duas ambulâncias de emergência.
O comandante dos Bombeiros de Alijó, António Fontinha, referiu que “a nova ambulância representa o reconhecimento da empresa pelo trabalho desenvolvido e colaboração prestada durante a construção do troço de Alijó do IC 5”
Ler aqui
E para nós? Não há nada?
O novo veículo entrou ontem nas instalações da corporação e vem ao encontro de uma necessidade sentida pelos bombeiros locais, que ficam agora a contar com duas ambulâncias de emergência.
O comandante dos Bombeiros de Alijó, António Fontinha, referiu que “a nova ambulância representa o reconhecimento da empresa pelo trabalho desenvolvido e colaboração prestada durante a construção do troço de Alijó do IC 5”
Ler aqui
E para nós? Não há nada?
09 novembro 2010
Regionalização já. Dispensamos a espuma do referendo: Jorge Laiginhas
Regionalização já. Dispensamos a espuma do referendo
2007-05-22 no JN
Jorge, Laiginhas, Escritor
Tenho pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) um carinho muito especial. Foi nesta instituição que, pela primeira vez, tomei contacto com o mundo do trabalho pouco tempo depois de cumprir o serviço militar.
A esclarecida, e esclarecedora, entrevista que o professor Valente de Oliveira concedeu a este jornal no dia 3 deste mês fez-me recuar a um tempo em que, na CCDRN, todos, ou quase todos, sob a batuta do, então, presidente daquela instituição, acreditavam que a criação de regiões administrativas era o caminho que nos levaria ao desenvolvimento sustentável do todo nacional. Veio um pesadelo e, "glup", papou o nosso sonho!
Nessa entrevista, o professor Valente de Oliveira alerta-nos - já na década de oitenta nos alertava -, para a urgência de "dar poder à região [Norte] para que tenha mecanismos de colmatar o que falta inovação, coordenação, criatividade. E isto, havendo de perto alguém que estimule, sendo politicamente avaliado".
Também a 3 deste mês, Paulo Ferreira, chefe de redacção deste jornal, aqui escreveu que "as causas e consequências da profunda crise em que o Norte vive mergulhado deviam fazer corar de vergonha o país inteiro". Homessa! Em minha opinião deveria ter escrito deviam fazer corar o eucaliptal inteiro. Isso mesmo, o eucaliptal. Porém, não me consta que os eucaliptos tenham vergonha. É que o resto do país… é um giestal. E, como todos sabemos, às giestas resta-lhes arder. Ardem, nos montes, umas, e ardem, nas estrumeiras, pisadas pelas patas dos animais, outras.
Ainda na mesma crónica, Paulo Ferreira escreveu que "o resultado, para quem vive no Norte, é este queda violenta na riqueza produzida por habitante; desemprego galopante; piores salários; pior poder de compra… Ou seja: vontade de fugir". Já estamos a fugir, caro Paulo Ferreira. Já passámos da vontade à necessidade. Às necessidades. As básicas. Tão só as básicas. Se nada for feito para agarrar à região Norte os poucos que continuam, estoicamente, a resistir, virá um tempo em que o giestal há-de cercar o eucaliptal. Depois, bom, depois acontecerá um incêndio. Inevitavelmente.
O professor Valente de Oliveira disse ainda, na citada entrevista, que "precisamos de líderes não só científicos (que temos), não só empresariais (que temos), mas políticos. Precisamos de líderes regionais".
Li neste jornal a 30 de Março que o actual presidente de CCDRN, Carlos Lage, garante não ter "qualquer inibição em inserir-se na militância regional" e que "é no Norte que a palavra regionalização tem um sabor mais forte." Então?!... Afinal até temos líderes regionais! Mãos ao leme. "Quem sabe faz a hora". Barco às ondas. É que nós, cá pelas bandas do Norte, queremos a regionalização já. Sim, já. Dispensamos a espuma do referendo. Não temos tempo nem dinheiro para extravagâncias!
2007-05-22 no JN
Jorge, Laiginhas, Escritor
Tenho pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) um carinho muito especial. Foi nesta instituição que, pela primeira vez, tomei contacto com o mundo do trabalho pouco tempo depois de cumprir o serviço militar.
A esclarecida, e esclarecedora, entrevista que o professor Valente de Oliveira concedeu a este jornal no dia 3 deste mês fez-me recuar a um tempo em que, na CCDRN, todos, ou quase todos, sob a batuta do, então, presidente daquela instituição, acreditavam que a criação de regiões administrativas era o caminho que nos levaria ao desenvolvimento sustentável do todo nacional. Veio um pesadelo e, "glup", papou o nosso sonho!
Nessa entrevista, o professor Valente de Oliveira alerta-nos - já na década de oitenta nos alertava -, para a urgência de "dar poder à região [Norte] para que tenha mecanismos de colmatar o que falta inovação, coordenação, criatividade. E isto, havendo de perto alguém que estimule, sendo politicamente avaliado".
Também a 3 deste mês, Paulo Ferreira, chefe de redacção deste jornal, aqui escreveu que "as causas e consequências da profunda crise em que o Norte vive mergulhado deviam fazer corar de vergonha o país inteiro". Homessa! Em minha opinião deveria ter escrito deviam fazer corar o eucaliptal inteiro. Isso mesmo, o eucaliptal. Porém, não me consta que os eucaliptos tenham vergonha. É que o resto do país… é um giestal. E, como todos sabemos, às giestas resta-lhes arder. Ardem, nos montes, umas, e ardem, nas estrumeiras, pisadas pelas patas dos animais, outras.
Ainda na mesma crónica, Paulo Ferreira escreveu que "o resultado, para quem vive no Norte, é este queda violenta na riqueza produzida por habitante; desemprego galopante; piores salários; pior poder de compra… Ou seja: vontade de fugir". Já estamos a fugir, caro Paulo Ferreira. Já passámos da vontade à necessidade. Às necessidades. As básicas. Tão só as básicas. Se nada for feito para agarrar à região Norte os poucos que continuam, estoicamente, a resistir, virá um tempo em que o giestal há-de cercar o eucaliptal. Depois, bom, depois acontecerá um incêndio. Inevitavelmente.
O professor Valente de Oliveira disse ainda, na citada entrevista, que "precisamos de líderes não só científicos (que temos), não só empresariais (que temos), mas políticos. Precisamos de líderes regionais".
Li neste jornal a 30 de Março que o actual presidente de CCDRN, Carlos Lage, garante não ter "qualquer inibição em inserir-se na militância regional" e que "é no Norte que a palavra regionalização tem um sabor mais forte." Então?!... Afinal até temos líderes regionais! Mãos ao leme. "Quem sabe faz a hora". Barco às ondas. É que nós, cá pelas bandas do Norte, queremos a regionalização já. Sim, já. Dispensamos a espuma do referendo. Não temos tempo nem dinheiro para extravagâncias!
08 novembro 2010
Região - O primeiro lanço do Itinerário Principal 2 (IP2) no norte do país abre ao trânsito dentro de um mês (...) Ler aqui
Linha do Tua - Um funicular entre a foz do rio Tua e a barragem, uma travessia fluvial e o aproveitamento da linha ferroviária não submersa constituem um dos planos alternativos de mobilidade à Linha do Tua proposto pelo Governo. Aqui
Vila Flor - Adega declara falência
Linha do Tua - Um funicular entre a foz do rio Tua e a barragem, uma travessia fluvial e o aproveitamento da linha ferroviária não submersa constituem um dos planos alternativos de mobilidade à Linha do Tua proposto pelo Governo. Aqui
Vila Flor - Adega declara falência
07 novembro 2010
Grandezas e misérias
Conta-se que quando o velho Fragas deixou pela primeira vez a sua terra natal (fundo da Vila) e foi parar a Nova York, onde os seus queridos filhos estavam emigrados, o que mais o impressionou foi ver as pessoas a correr com pressa, em todas as direcções.
Desconheço qual terá sido a reacção dos nossos Presidentes de Câmara, que desta região partiram a conhecer a Expo- Xangai.
Quando me disseram que o nosso próprio Presidente, à chagada, se abespinhou quando interpelado na Assembleia, sobre o resultado da viagem, só poderá ter sido porque achou impossível fazê-lo ali, naquelas circunstâncias. Acredito que se for tornado público o relatório da deslocação, saberemos automaticamente e em pormenor, da iniciativa e das consequentes perspectivas de sucesso, que a viagem nos trará.
Sou dos que continuam a acreditar que, visitas que dão a volta ao mundo, por pessoas que nunca a deram, são mais benéficas para abrir as vistas e alargar horizontes, do que promover excursões para ir a Fátima ou às próximas manifestações em Lisboa.
De qualquer modo o facto, no caso, a EDP ter pago “os almoços”, só pode ser de louvar e pedir repetição. Talvez patrocinar na próxima a Festa do Carnaval no Rio!? Só não percebo porque é que o Sr. Presidente da Câmara de Vila Flor não aproveitou também.
Falando em festa. Dizem-me que o amigo Paulo Carvalho já está a preparar a festa da inauguração do seu aposento ao fundo do jardim. Muitos sabem como este lhe era indispensável, na sua condição de Mostrar todos tetraplégico. Pois bem, parece estar a conclui-lo com todo o seu esforço e incentivo do Além.
A festa de inauguração justifica-se como demonstração de indulgência para com todos os que, na sua impotência, vacuidade e simples irresponsabilidade, demonstraram no caso, a sua condição de mais tolhidos que ele.
Espera-se por isso uma festa em grande. Entre Presidentes, Chefes de Delegações, Regionais, Provedores, Assistentes Sociais e respectivos Assessores, se ninguém faltar à chamada, será uma festa memorável, a servir de lição como se deseja.
Divulgo agora a festa que foi ontem, a da apresentação no Porto, de mais uma obra escrita da nossa conterrânea Maria Otília Pereira Lage. Trata-se de uma obra sobre Jorge de Sena- um proscrito da nossa cultura que se tornou figura universal. A obra de Otília Lage foi elogiada pelo seu rigor analítico e de investigação.
A representação do nosso Município na cerimónia só se teria justificado se, também a EDP tivesse patrocinado os custos de deslocação. (Julga-se que apesar de tudo, permanece garantida a estrutura autárquica da Vereação do nosso Pelouro da Cultura).
Já se percebeu que não está em causa o reconhecimento devido a uma das nossas mais ilustres e dedicada personalidade (opinião minha).
Em conclusão faltará somente sabermos discernir onde se enunciam no texto, as grandezas e misérias do nosso dia a dia. Não será motivador em tempo de crise. Os Cucos canoros do nosso Blog encarregar-se-ão de nos tornar mais aprazível e divertida a e experiência.
Desconheço qual terá sido a reacção dos nossos Presidentes de Câmara, que desta região partiram a conhecer a Expo- Xangai.
Quando me disseram que o nosso próprio Presidente, à chagada, se abespinhou quando interpelado na Assembleia, sobre o resultado da viagem, só poderá ter sido porque achou impossível fazê-lo ali, naquelas circunstâncias. Acredito que se for tornado público o relatório da deslocação, saberemos automaticamente e em pormenor, da iniciativa e das consequentes perspectivas de sucesso, que a viagem nos trará.
Sou dos que continuam a acreditar que, visitas que dão a volta ao mundo, por pessoas que nunca a deram, são mais benéficas para abrir as vistas e alargar horizontes, do que promover excursões para ir a Fátima ou às próximas manifestações em Lisboa.
De qualquer modo o facto, no caso, a EDP ter pago “os almoços”, só pode ser de louvar e pedir repetição. Talvez patrocinar na próxima a Festa do Carnaval no Rio!? Só não percebo porque é que o Sr. Presidente da Câmara de Vila Flor não aproveitou também.
Falando em festa. Dizem-me que o amigo Paulo Carvalho já está a preparar a festa da inauguração do seu aposento ao fundo do jardim. Muitos sabem como este lhe era indispensável, na sua condição de Mostrar todos tetraplégico. Pois bem, parece estar a conclui-lo com todo o seu esforço e incentivo do Além.
A festa de inauguração justifica-se como demonstração de indulgência para com todos os que, na sua impotência, vacuidade e simples irresponsabilidade, demonstraram no caso, a sua condição de mais tolhidos que ele.
Espera-se por isso uma festa em grande. Entre Presidentes, Chefes de Delegações, Regionais, Provedores, Assistentes Sociais e respectivos Assessores, se ninguém faltar à chamada, será uma festa memorável, a servir de lição como se deseja.
Divulgo agora a festa que foi ontem, a da apresentação no Porto, de mais uma obra escrita da nossa conterrânea Maria Otília Pereira Lage. Trata-se de uma obra sobre Jorge de Sena- um proscrito da nossa cultura que se tornou figura universal. A obra de Otília Lage foi elogiada pelo seu rigor analítico e de investigação.
A representação do nosso Município na cerimónia só se teria justificado se, também a EDP tivesse patrocinado os custos de deslocação. (Julga-se que apesar de tudo, permanece garantida a estrutura autárquica da Vereação do nosso Pelouro da Cultura).
Já se percebeu que não está em causa o reconhecimento devido a uma das nossas mais ilustres e dedicada personalidade (opinião minha).
Em conclusão faltará somente sabermos discernir onde se enunciam no texto, as grandezas e misérias do nosso dia a dia. Não será motivador em tempo de crise. Os Cucos canoros do nosso Blog encarregar-se-ão de nos tornar mais aprazível e divertida a e experiência.
05 novembro 2010
Sem instalações
PROPOSTA DOS VEREADORES DO MOVIMENTO INDEPENDENTE CARRAZEDA PRIMEIRO / INSTALAÇÕES PARA OS VEREADORES DA OPOSIÇÃO
A Câmara Municipal deliberou discutir a proposta, tendo a mesma sido rejeitada por maioria.
Votos a favor: 2 Movimento Independente;
Votos contra: 3 (PPD/PSD-CDS/PP e PS)
E agora,sem instalações, os nossos vereadores ficam na rua!?
E que tal a ideia de receber os munícipes na escadaria dos Paços do Concelho?
Será que alguém quer falar com eles?...
A Câmara Municipal deliberou discutir a proposta, tendo a mesma sido rejeitada por maioria.
Votos a favor: 2 Movimento Independente;
Votos contra: 3 (PPD/PSD-CDS/PP e PS)
E agora,sem instalações, os nossos vereadores ficam na rua!?
E que tal a ideia de receber os munícipes na escadaria dos Paços do Concelho?
Será que alguém quer falar com eles?...
02 novembro 2010
Ipsis verbis - os portugueses
"Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio"
Mouzinho da Silveira, 1832
Mouzinho da Silveira, 1832
Subscrever:
Comentários (Atom)


