17 junho 2008

Promova-se a insurreição popular

Esta última polémica, em que me vi envolvido no blog, lembrou-me outra recente em que esteve envolvido o meu amigo V.V. Nesta comparação, devo dizer que naquele caso se justificou ainda menos a polémica. Sei que V.V. não actua de ânimo leve e no caso, acredito que aliava à razão o seu reconhecido conhecimento e consequente direito de causa. V.V. oferecia gratuitamente a sua apreciação crítica ao trabalho musical de um grupo de jovens. O que recebeu em troca foi também um chorrilho de afrontas e injúrias.
Mas pelos vistos os nossos jovens não andam felizes.
Falam-nos agora de droga e de álcool em excesso, que eu justifico como causados pelo desencanto, pela frustração e pelo marasmo que reina.
Meditando-se sobre esta questão, comodamente sentados na esplanada, a ouvir Bach em fundo e apreciando o quebrar das ondas, podemos perguntar-nos: - Mas que culpa temos nós! E responsabilidades! E obrigação!
No meu caso move-me apenas a condição de cidadão comprometido. È nesta condição que pergunto: Não seria possível existirem outras condições de participação e de realização para os poucos jovens que ainda nos restam!?
Seguem algumas sugestões para rebater.
Planeiem-se cursos de Verão, por exemplo de arqueologia, de desportos variados ou de estudos de línguas. Organizem-se concursos para acessos a bolsas de estudo variadas. Facultem-se ateliers por exemplo de pintura, de escrita ou de fotografia. Promovam-se “workshops” sobre desportos radicais, oficinas de escrita, oficinas de dança, cursos de xadrez, cursos de damas. Usem-se os cafés e as esplanadas para organizar apresentação de DGs, declamações de poesia, programações de animações de rua.
Proponha-se trabalho de planeamento e organização por exemplo das festas do concelho, de festivais de música, de festivais de cinema, exposições diversas. Criem-se trabalhos de apoio a instituições e organismos como juntas de freguesia, organismos de solidariedade social. Proponham-se trabalhos de investigação sobre, etnografia, história, artesanato, preservação do ambiente, fauna e flora. Organizem-se excursões e visitas de estudo e divulgue-se os resultados. Promovam-se acções de solidariedade como festas de beneficência, organização de tômbolas, apoio á construção social, acompanhamento de idosos. Promova-se o intercâmbio entre jovens de diferentes regiões ou países. Organizem-se programas de entretenimento de crianças, idosos, gente disponível a pagar para saber mais.
Ideias não faltam e haveria gente jovem capaz para orientar e, para participar e aprender. Dinheiro também não falta a olhar pelo modo como vemos que é gasto. Faltará a vontade!?

Se nada redundar arriscava a sugerir aos jovens do meu concelho que arrisquem a organizar uma insurreição popular. Pelos vistos parece que é uma coisa que está a dar e com resultados.

11 comentários:

Anónimo disse...

http://voltacarrazedaembicicleta.blogspot.com/

Anónimo disse...

O sr. profe. escultor HC parece que anda distraído. A polémica da banda com o profe. VAV, não foi neste blogg, onde todos insultam todos. No final, falou-se e ficou tudo bem. Hoje, há um certo respeito pelo homem. Não compare.
Rage Against the Machine

Anónimo disse...

Senhor H.C, agora ataca um responsável da EPA, atravès de se colar a um parente dele e de um caso que não tem nada a ver. Não sei porque carga de água teima em não encerrar o assunto.
Molhelha

Anónimo disse...

Olha, o Molhelha! Inda andas na escola, rapaz?! Espero que te portes bem.

Um amigo

Anónimo disse...

Não entrem num jogo de loucura. Deixem os loucos agonizar.

Anónimo disse...

deixem-no falar...

Anónimo disse...

O Prof. Helder tem toda a razão, há imensa coisa que se poderia fazer nas férias escolares que contribuisse para o crescimento dos nossos jovens, e pelo menos mudavam os hábitos de passarem os dias sentados num café a falarem sobre coisa nenhuma...

Anónimo disse...

Não há dúvida que este Prof. Hélder Carvalho, por muito que muitos não gostem, odeiem, se esfarrapem, rebolem na chafurdeira...
Por muito que o seu "discurso" não seja o politicamente correcto, acerta-vos o passo com uma pinta levada dos diabos...desde o PRIMEIRO ao ÚLTIMO!
O resto é só conversa e da fiada!
E levareis com ele até às tantas!

Helder Carvalho disse...

Refira-se que a intenção seria a de ir mais longe e proporcionar a quem goste de produzir, condições de trabalho que deveriam ser remuneradas devidamente. Não se trataria tão-somente de lhes “ mudar os hábitos de passarem os dias sentados num café…” O objectivo era o de proporcionar oportunidades de mostrarem o que valem e o que sabem, ao serviço da comunidade.
Poderá perguntar-se: - e onde está o dinheiro. Responderia com um exemplo. Imagine-se que em vez da nossa C.M. gastar 5.000 Euros mensais em telefones celulares os usasse a oferecer o ordenado mínimo a 12 pessoas para trabalharem na animação sócio- cultural do concelho?

Anónimo disse...

Ordenado minimo, é o que o sr. professor helder carvalho ganha por mês? Gostava de o ver a trabalhar com 500€ por mês, se calhar saia-lhe mais a gola...

Helder Carvalho disse...

Se pretende dizer que as pessoas devem receber em função do que trabalham, então é da opinião de que se não deve sustentar os desempregados.