10 março 2005

Pensar dos leitores

Na acta da Assembleia Municipal do dia 30 de Dezembro de 2004 pode ler-se: " O senhor A. G. da Silva Lobato Faria... disse também que antes do Natal, fez diversos esforços para que, pelo menos, na sua freguesia houvesse a possibilidade de minimizar as carências e dar um Natal mais feliz aos mais pobres. Fez várias tentativas, no Banco Alimentar Contra a Fome, no Porto, em que lhe disseram que não era viável. Foi também a Lisboa, onde lhe disseram que cada distrito teria que organizar uma Comissão e através dela é que poderia haver possibilidades de serem feitos estes pedidos dos alimentos e que foi falta de vontade política no Distrito de Bragança pois os senhores Presidentes de Câmara poderiam ter conversado com o Governador Civil e terem organizado uma Comissão para fazer estes pedidos...

Relativamente a estas palavras, O Senhor Presidente da Câmara usou então da palavra para dizer: " que ficou surpreendido porque pensava que no Concelho de Carrazeda já não houvesse gente que não tivesse alimentos para o seu dia-a-dia e que lamenta a atitude do senhor Lobato porque pensa que não era necessário recorrer ao Banco Contra a Fome, pois tem a certeza que a Misericórdia de Carrazeda ou qualquer dos Lares existentes não recusariam alimentação fosse a quem fosse. E que considera que não se pode esperar pelo próximo Natal para dar alimentos a quem precisa, solicitando ao senhor Presidente da Junta de freguesia do Castanheiro que diga quem precisa de ser alimentado na sua freguesia e no Concelho..."

Concordo com o Senhor Presidente. Isto resolve-se com misericórdia. Parece mal dizer assim estas coisas em público. O Senhor Presidente da Junta apesar de ter demonstrado voluntarismo para resolver o problema, devia ter pensado se esta seria a prioridade na sua freguesia. Já terá mandado electrificar o seu cemitério!? Estou em querer que não terá ficado chateado com as palavras do Senhor Presidente e na próxima excursão de idosos a Fátima ou à Senhora dos Remédios lá teremos os seus inscritos a integrar as comitivas.
Hélder de Carvalho

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