No plano desportivo há quase tudo para fazer. A actividade física é essencial a um desenvolvimento harmónico da pessoa. Parece-nos urgente a criação de um quadro que seja preenchido por alguém devidamente credenciado e com competências reconhecidas. Com determinação, assente num projecto bem fundamentado, muito poderia ser realizado desde a revitalização de jogos tradicionais, o estabelecimento de contratos programas com o Clube de Futebol e outras agremiações e a dinamização do desporto escolar, principalmente ao nível do Primeiro Ciclo.
Já referenciámos a urgente necessidade da construção de um pavilhão coberto vocacionado para diversas práticas desportivas. O anúncio da sua edificação ficou localizado por um enorme placar junto da actual Escola Profissional. Já passou meia dúzia de anos e… nada!
A construção de espaços não é sinónimo de solução para colmatar as carências sentidas numa determinada terra. Edifícios construídos, mas vazios, sem uma utilização estruturada e organizada são inúteis. Não interessam e servem apenas para apresentar obra feita, mas desprovida de sentido. Tão importante como a edificação é a rentabilização dos espaços. Espera-se que o Centro Cívico de Carrazeda de Ansiães que envolveu grandes verbas e um enorme dispêndio das energias dos seus promotores, não seja um “elefante branco”, como costuma dizer-se, isto é, apenas uma obra de fachada. Espera-se o seu funcionamento pleno, que sirva ao usufruto pleno dos munícipes e venha solucionar a ausência de espaços adequados para assistir a eventos culturais. O mesmo se aplica às Piscinas Municipais que têm previsão de abertura para o próximo Outono.
No campo das novas tecnologias, abrem-se campos importantíssimos de divulgação cultural. Os novos media, proporcionados pela Internet são um meio privilegiado de divulgação das nossas especificidades locais (no capítulo da promoção turística há muito para repensar e executar), do património e serve ainda à interacção dos utilizadores do ciberespaço. Para não sermos repetitivos reportamos os leitores para outros “postes” do blogue em que abordámos o tema.
Muito mais poderíamos acrescentar, principalmente da relação do aspecto cultural com a economia e deste constituir um suplemento aos recursos das famílias. A preservação do património histórico, monumental e ambiental poderá desencadear o desenvolvimento que é um dos pilares económicos por onde passará a sustentabilidade e o desenvolvimento do interior. No campo do artesanato pouco ou nada foi realizado e há que reflectir de modo ao seu desenvolvimento. A constituição de uma cooperativa há um tempo muito longínquo e o seu rotundo falhanço impossibilitou novas experiências que poderiam constituir-se interessantes.
Não nos movem nesta reflexão qualquer intuito de maledicência. É um simples e despretensioso contributo fruto de uma reflexão mais alargada. Ficaríamos felizes se ajudássemos a despoletar a discussão. Neste concelho, discute-se pouco e espera-se que as coisas apareçam feitas. Esta é uma empresa em que há contar com todos, estimular boas práticas e repensar procedimentos. Não quisemos também esgotar o tema e a ele retornaremos sempre que as circunstâncias o justificarem. Para contribuir, discordar e apontar outras soluções basta utilizar a hiperligação do e-mail deste blogue.
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