Carrazeda de Ansiães
Projecto não pára
TC recusa o visto a obras de arranjo urbanístico
O Tribunal de Contas (TC) recusou um visto relativo a obras a mais no arranjo urbanístico entre a ruas Luís de Camões e Marechal Gomes da Costa, em Carrazeda de Ansiães, no valor de cerca de 390 mil euros. A situação levanta alguns problemas ao município, mas não fará atrasar mais a obra, em curso vai para cinco anos.
A argumentação da autarquia para a necessidade daqueles trabalhos relacionou-se com um desfasamento entre o projecto de arquitectura e os vários projectos de especialidade. Nos argumentos da edilidade lê-se que \"o projecto em causa revelou-se deficiente\", o que levou o TC a concluir que as obras não eram imprevistas e que o projecto da empreitada inicial tinha falhas, facto que o tribunal considerou assumido pelo dono da obra.
Eugénio de Castro defende que o processo da obra tem sido \"complicado\", obrigando sistematicamente a trabalhos a mais. \"A natureza do terreno aquando das escavações, diversas vicissitudes do projecto e alguns imprevistos obrigaram a tal\", sustenta.
Aliás, vinca o edil, \"teríamos mais vantagens caso todos os trabalhos estivessem previstos aquando do lançamento da empreitada\". É que, nesse caso, a candidatura aos fundos comunitários teria um montante mais elevado. \"Agora é impossível recorrer a financiamento comunitário, mas na altura havia dinheiro suficiente para tudo ser comparticipado\", acrescenta.
A Câmara não pretende recorrer do acórdão do TC pois, segundo o presidente, está de acordo com \"a interpretação que o tribunal vem dando ultimamente à legislação\", portanto outra coisa não resta senão \"dar andamento ao processo e respeitar a decisão\". O edil quer ainda que fique claro que o TC \"não aponta à Câmara nenhuma irregularidade no processo\".
O arranjo em causa inclui um centro cívico e um parque de estacionamento subterrâneo, entre outras estruturas, e começou a ser executado em 2001. Deverá ser inaugurado neste primeiro trimestre de 2006, ao mesmo tempo que as piscinas cobertas.
Eduardo Pinto in JN, 07-01-2006
Com suas licenças, se nos permitem,
poderão fazer-se muitos comentários a propósito desta obra e dos chamados trabalhos "a mais".
A intervenção no local era uma necessidade premente e que se impunha.
A opção por este projecto foi feita sem grandes polémicas. Porém, quanto mais se olha para esta obra, menos nos parece agradar!
Numa empreitada que terá ultrapassado em muitos milhares de euros o seu orçamento, o dobro segundo alguns (talvez nunca o saibamos...), só uma conclusão se poderá tirar, por aqui houve muita incompetência... assim sendo... não seria bom apurarem-se responsabilidades?
A questão de ter sido encontrado granito nas escavações para o parque de estacionamento sem estar contemplado no projecto inicial, parece-nos, no mínimo, ridiculo. Qualquer escavação que seja feita, para além de meia dúzia de palmos, em qualquer local do concelho, é certo e sabido que se encontra pedra bem dura, e nem sequer será preciso "queimar as pestanas em Coimbra" para isto se saber.
Gastos os dinheiros públicos (dos nossos impostos), bom seria que a obra fosse útil e trouxesses óbvios benefícios aos carrazedenses. Porém, não creio que haja ideias bem definidas para o aproveitamento da infra-estrutura. Portanto, espera-se, por isso, que não se torne em mais um elefante branco...
1 comentário:
Mas o incorrectamente apelidado de "centro cívico" (centro cívico deverá ser um qualquer lugar onde se manifeste ou exerça a cidadania), é já, um grande "elefante branco", por incompetência ou desleixo do respectivo "domador", que terá de estar mais atento à realidade sóciocultural da localidade!
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