Longe vai o tempo em que o protocolo proibiu a Banda do Vilarinho de tocar o Hino Nacional. A ilustre figura do estado que nos visitava não era o Sr. Presidente da Republica. Agora tudo é mais moderno. Já posso ouvir o Hino a fazer publicidade à Portugal Telecom.
Nos meus tempos de “anarquista” costumávamos partir as montras com publicidade que considerávamos enganosa. Dizíamos na altura que a publicidade não tinha o direito de se aproveitar e usar as palavras, deturpando o seu significado. Os sacrificados eram por exemplo os Placards que diziam “ Minha Lã Meu Amor”.
Depois consegui encaixar por exemplo, O Bocage a fazer publicidade a uma marca de café e ver a fachada da Torre de Belém com um manto a publicitar uma Empresa Gasolineira. Hoje é a vez do Hino Nacional. Amanhã será a vez do Dr. Jorge Sampaio a publicitar um creme para a barba ou o ex-Presidente Soares a comentar um reality- show com Castelo Branco. E que tal o Sr. Professor Cavaco a publicitar uma pasta de dentes! Com jeito ainda conseguiremos que na nossa querida terra apareça o D. Lopo a fazer publicidade a uma Casa de Passe.
Com este modo de falar até parece que não gosto de folclore.
Afinal é capaz de ser mesmo uma questão de gostos.
Hélder Carvalho
1 comentário:
Tenho seguido as "crónicas" do Helder.
...São fantásticas.
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