No comboio descendente de Bragança ao Tua, passando por Mirandela, ías contente amor quando rias á janela, no comboio descendente que ìa a Mirandela.
30 dezembro 2010
Ano velho -Actualidade Nova - 2011
No comboio descendente de Bragança ao Tua, passando por Mirandela, ías contente amor quando rias á janela, no comboio descendente que ìa a Mirandela.
22 dezembro 2010
Feliz Natal - Bom Ano 2011
Aqui e agora os administradores deste Blogue, desejam
FESTAS FELIZES a todos os leitores, comentadores e amigos.
Aos doentes que recuperem um pouco de saúde e alegria em 2011
Em especial ao pais do administrador e amigo José Alegre que Deus lhes dê uma
esmola de saúde como prenda neste natal e alegria para viver no ano que se aproxima.
FESTAS FELIZES a todos os leitores, comentadores e amigos.
Aos doentes que recuperem um pouco de saúde e alegria em 2011
Em especial ao pais do administrador e amigo José Alegre que Deus lhes dê uma
esmola de saúde como prenda neste natal e alegria para viver no ano que se aproxima.
20 dezembro 2010
17 dezembro 2010
Mude a sua Vida, de comboio… se o tiver. (Daniel Conde)
Mude a sua Vida, de comboio… se o tiver.
Fui confrontado recentemente na blogosfera com fotos de um mesmo cartaz, em duas cidades portuguesas, que são no mínimo insólitas. A ocupar um terço do cartaz, o Alfa Pendular perfila-se numa plataforma, com um passageiro a bordo e uma senhora de costas para o comboio, coroados sob os dizeres “Mude a sua vida, Vá de comboio”. Se as cidades onde as fotos foram tiradas fossem as do Porto e Lisboa, ou por exemplo Braga e Faro, cidades servidas pelo Alfa, ou mesmo por uma qualquer cidade servida por Intercidades, como Guimarães ou a Guarda, o facto passaria despercebido. Só que as cidades visadas foram nada menos que Vila Real e Sines.
Para quem não conheça o legado de Cavaco Silva e Ferreira do Amaral entre 1987 e 1992, um Primeiro-Ministro e outro Ministro dos Transportes, período no qual exterminaram mais de 800Km de vias-férreas em Portugal sob o hipócrita e embusteiro pretexto da falta de rentabilidade, condenando ao agravar do despovoamento regiões como Trás-os-Montes e Alto Douro e o Alentejo, relembro que a 1 de Janeiro de 1990 cessaram os comboios de passageiros entre Vila Real e Chaves (71Km da Linha do Corgo) e entre Ermidas-Sado e Sines (a totalidade do Ramal de Sines). Recentemente, em Março de 2009, a coberto da noite, a CP suspendia o tráfego ferroviário na Linha do Corgo e do Tâmega, ao que se seguiu pouco tempo depois a subtracção da via nestas duas linhas. Mas num gesto de boa fé, alguém na CP decidiu apelar às populações de Sines e de Vila Real para mudarem de vida… viajando no comboio que lhes foi roubado. Bravo. Dá vontade mesmo é de perguntar, se o comboio realmente existisse, e nem é preciso ser o Alfa, basta um moderno serviço Regional, rápido, cómodo e flexível, como estariam hoje Sines e Vila Real, ou Chaves e Bragança, ou mesmo Reguengos de Monsaraz e Moura? Com previsões de aumentar a população residente em 100% como está projectado para Toledo com novos serviços ferroviários a Madrid? Quem sabe…
E agora somos confrontados com 600 postos de trabalho em risco na CP, mais 250 mil euros de honorários a um único consultor especialista para um estudo sobre as ligações urbanas do Porto e de Lisboa, no que se perfila o desmembramento da CP. Pretende-se 15% de cortes nos custos de um funcionamento (e aqui se junta a REFER) alimentado a escândalos de carros novos e vencimentos chorudos, contratos por ajustamento directo escandalosos e obras caríssimas que se afirmaram erros clamorosos ou simplesmente desnecessários, comboios e horários desencontrados, linhas suspensas e o diabo a quatro. Ah, e cartazes a gozarem com populações que perderam o comboio sob a égide destas empresas.
Como se tal fosse pouco, inúmeras linhas do Alentejo vão ser pura e simplesmente descartadas. Pasmo só em continuar a ver que existe um Alfa entre Lisboa e Faro, mas nem sequer um Regional ou Interregional digno desse nome entre Beja e Faro, e que se contempla neste funesto pacote o troço Casa Branca – Évora, alvo de total recuperação há 5 anos! E eu só pergunto, do alto da minha inocência de cidadão perplexo perante esta arruaça, onde os erros se repetem, geralmente vindos dos mesmos personagens e das mesmas políticas, que não deixam o caminho-de-ferro português desenvolver-se de forma madura e sustentável: será que os autores estão entre os 600 a rescindir contrato com a CP? Que prenda de Natal seria para o país ver que quem paga pelos erros são os seus autores, e não os suspeitos do costume. Isso e experimentar entregar a Linha do Tua a uma empresa trasmontana sob a égide da espanhola FEVE. Será que tal como na Linha de la Robla, em 5 anos haveria serviços rápidos de passageiros, comboios de mercadoria e comboios de turismo de longa duração, numa linha que de Lisboa se diz não ter passageiros, ou mercadorias, ou atractividade, ou mesmo valor patrimonial algum?
Soube ainda, e em jeito de finalização, que a FEUP vai apresentar ao IGESPAR uma candidatura da Ponte da Arrábida a Património Nacional. Merecido e inquestionável galardão, que a ninguém obrigará favor algum se for atribuído. Deposito aliás plena confiança na sua atribuição, uma vez que esta obra ímpar de engenharia, projectada e concretizada por portugueses e para a mobilidade dos portugueses, com quase 50 anos, está demasiado longe da barragem da Crestuma-Lever, e não existe nenhuma barragem projectada entre ela e a foz do rio Douro. Menos sorte parece – ênfase em parece – ter a Linha do Tua, obra ímpar de engenharia, projectada e concretizada por portugueses e para a mobilidade dos portugueses, com mais de 120 anos, por se atravessar no caminho da barragem do Tua. De facto, vive-se e sente-se a energia poderosa que uma barragem imprime onde estas se impõem, custe o que custar, doa a quem doer.
PS: Faz hoje 19 anos que encerrou o troço Macedo de Cavaleiros – Bragança, após um descarrilamento. Dez meses depois era o fim do comboio entre Mirandela e Bragança…
Daniel Conde
Mirandela, 17 de Dezembro de 2010.
Fui confrontado recentemente na blogosfera com fotos de um mesmo cartaz, em duas cidades portuguesas, que são no mínimo insólitas. A ocupar um terço do cartaz, o Alfa Pendular perfila-se numa plataforma, com um passageiro a bordo e uma senhora de costas para o comboio, coroados sob os dizeres “Mude a sua vida, Vá de comboio”. Se as cidades onde as fotos foram tiradas fossem as do Porto e Lisboa, ou por exemplo Braga e Faro, cidades servidas pelo Alfa, ou mesmo por uma qualquer cidade servida por Intercidades, como Guimarães ou a Guarda, o facto passaria despercebido. Só que as cidades visadas foram nada menos que Vila Real e Sines.
Para quem não conheça o legado de Cavaco Silva e Ferreira do Amaral entre 1987 e 1992, um Primeiro-Ministro e outro Ministro dos Transportes, período no qual exterminaram mais de 800Km de vias-férreas em Portugal sob o hipócrita e embusteiro pretexto da falta de rentabilidade, condenando ao agravar do despovoamento regiões como Trás-os-Montes e Alto Douro e o Alentejo, relembro que a 1 de Janeiro de 1990 cessaram os comboios de passageiros entre Vila Real e Chaves (71Km da Linha do Corgo) e entre Ermidas-Sado e Sines (a totalidade do Ramal de Sines). Recentemente, em Março de 2009, a coberto da noite, a CP suspendia o tráfego ferroviário na Linha do Corgo e do Tâmega, ao que se seguiu pouco tempo depois a subtracção da via nestas duas linhas. Mas num gesto de boa fé, alguém na CP decidiu apelar às populações de Sines e de Vila Real para mudarem de vida… viajando no comboio que lhes foi roubado. Bravo. Dá vontade mesmo é de perguntar, se o comboio realmente existisse, e nem é preciso ser o Alfa, basta um moderno serviço Regional, rápido, cómodo e flexível, como estariam hoje Sines e Vila Real, ou Chaves e Bragança, ou mesmo Reguengos de Monsaraz e Moura? Com previsões de aumentar a população residente em 100% como está projectado para Toledo com novos serviços ferroviários a Madrid? Quem sabe…
E agora somos confrontados com 600 postos de trabalho em risco na CP, mais 250 mil euros de honorários a um único consultor especialista para um estudo sobre as ligações urbanas do Porto e de Lisboa, no que se perfila o desmembramento da CP. Pretende-se 15% de cortes nos custos de um funcionamento (e aqui se junta a REFER) alimentado a escândalos de carros novos e vencimentos chorudos, contratos por ajustamento directo escandalosos e obras caríssimas que se afirmaram erros clamorosos ou simplesmente desnecessários, comboios e horários desencontrados, linhas suspensas e o diabo a quatro. Ah, e cartazes a gozarem com populações que perderam o comboio sob a égide destas empresas.
Como se tal fosse pouco, inúmeras linhas do Alentejo vão ser pura e simplesmente descartadas. Pasmo só em continuar a ver que existe um Alfa entre Lisboa e Faro, mas nem sequer um Regional ou Interregional digno desse nome entre Beja e Faro, e que se contempla neste funesto pacote o troço Casa Branca – Évora, alvo de total recuperação há 5 anos! E eu só pergunto, do alto da minha inocência de cidadão perplexo perante esta arruaça, onde os erros se repetem, geralmente vindos dos mesmos personagens e das mesmas políticas, que não deixam o caminho-de-ferro português desenvolver-se de forma madura e sustentável: será que os autores estão entre os 600 a rescindir contrato com a CP? Que prenda de Natal seria para o país ver que quem paga pelos erros são os seus autores, e não os suspeitos do costume. Isso e experimentar entregar a Linha do Tua a uma empresa trasmontana sob a égide da espanhola FEVE. Será que tal como na Linha de la Robla, em 5 anos haveria serviços rápidos de passageiros, comboios de mercadoria e comboios de turismo de longa duração, numa linha que de Lisboa se diz não ter passageiros, ou mercadorias, ou atractividade, ou mesmo valor patrimonial algum?
Soube ainda, e em jeito de finalização, que a FEUP vai apresentar ao IGESPAR uma candidatura da Ponte da Arrábida a Património Nacional. Merecido e inquestionável galardão, que a ninguém obrigará favor algum se for atribuído. Deposito aliás plena confiança na sua atribuição, uma vez que esta obra ímpar de engenharia, projectada e concretizada por portugueses e para a mobilidade dos portugueses, com quase 50 anos, está demasiado longe da barragem da Crestuma-Lever, e não existe nenhuma barragem projectada entre ela e a foz do rio Douro. Menos sorte parece – ênfase em parece – ter a Linha do Tua, obra ímpar de engenharia, projectada e concretizada por portugueses e para a mobilidade dos portugueses, com mais de 120 anos, por se atravessar no caminho da barragem do Tua. De facto, vive-se e sente-se a energia poderosa que uma barragem imprime onde estas se impõem, custe o que custar, doa a quem doer.
PS: Faz hoje 19 anos que encerrou o troço Macedo de Cavaleiros – Bragança, após um descarrilamento. Dez meses depois era o fim do comboio entre Mirandela e Bragança…
Daniel Conde
Mirandela, 17 de Dezembro de 2010.
12 dezembro 2010
RÁDIO ANSIÃES SEMPRE
NATAL EM FESTA, FESTA DE NATAL
Festa é festa e como já é uma tradição. Vamos cumprir as tradições. Em qualquer lado por todo o País, as empresas gostam de fazer a festa de natal com os seus funcionários e colaboradores. Assim o entendeu e bem a Rádio Ansiães e a festa aconteceu. Compareceram à chamada 60 pessoas, com o espírito vivo de sã camaradagem e dispostas a dar o seu melhor, participando com a alegria que o momento exigia.
Foi notória a ausência de um funcionário que estava de folga neste dia, logo era suposto estar presente o Eduardo Pinto, não devia ser favorecido dentro da Cooperativa Rádio Ansiães, para se dar ao luxo de não estar presente.
Que o momento da vida na Rádio não é o melhor, é público e conhecido. Que infelizmente o povo de Carrazeda, não liga nenhuma viu-se pelo número de presenças na festa referida. Mas vieram ouvintes de Valpaços, de Mirandela, do concelho de Vila Flor, Torre de Moncorvo, São João da Pesqueira e Murça, um Feliz Natal para todos e obrigado pela vossa presença. A Rádio Ansiães, pelo respeito aos seus ouvintes tem de continuar a marcar o ritmo do seu trabalho.
Festa é festa e como já é uma tradição. Vamos cumprir as tradições. Em qualquer lado por todo o País, as empresas gostam de fazer a festa de natal com os seus funcionários e colaboradores. Assim o entendeu e bem a Rádio Ansiães e a festa aconteceu. Compareceram à chamada 60 pessoas, com o espírito vivo de sã camaradagem e dispostas a dar o seu melhor, participando com a alegria que o momento exigia.
Foi notória a ausência de um funcionário que estava de folga neste dia, logo era suposto estar presente o Eduardo Pinto, não devia ser favorecido dentro da Cooperativa Rádio Ansiães, para se dar ao luxo de não estar presente.
Que o momento da vida na Rádio não é o melhor, é público e conhecido. Que infelizmente o povo de Carrazeda, não liga nenhuma viu-se pelo número de presenças na festa referida. Mas vieram ouvintes de Valpaços, de Mirandela, do concelho de Vila Flor, Torre de Moncorvo, São João da Pesqueira e Murça, um Feliz Natal para todos e obrigado pela vossa presença. A Rádio Ansiães, pelo respeito aos seus ouvintes tem de continuar a marcar o ritmo do seu trabalho.
09 dezembro 2010
Contas da vida
A CRISE DAS CONTAS, AS CONTAS DA CRISE........
Estou com problemas que o tempo e só o tempo pode resolver. Vai em quatro dias que a Natureza nos manda a chuva. A chuva e o frio que estão a vír no tempo próprio. Acontece que eu e alguns amigos, fómos chamados pelo patrão para o trabalho agrícola da apanha da azeitona, porém o tempo não deixou.
Quando o senhorio vier receber a renda da csa o que lhe vou dizer? Não há dinehiro, não tive trabalho e não estou a mentir. O patrão vai em cada ano dando menos dias a ganhar e também ele tem as suas dificuldades e os seus problemas. Argumenta que este ano a percentagem do lagar para tranformar a azeitona em azeite éde 14% e defendem os que gerem a Cooperativa que é justo. Pois é só que quando vamos vender o nosso azeite, ninguém quer pagar o preço certo e justo. O consumidor está preocupado em saber se no Hipermercado tem mais barato, porque a qualidade é treta de vendedor pensa e algumas vezes diz.
O agricultor que tem problemas com o comércio dos seus produtos, pensa na sua situação e como tem servido o seu patrão o ESTADO. A terra que cultiva não é dele, ele o agricultor é o rendeiro o usufrutuário que semeia, e colhe. Quando chega a altura do IRS presta contas do que tem, como obteve o rendimento e paga o que lhe atribuem. Mas, antes já pagou o IMI sobre as casas e a propriedade rústica, aqueles prédios que dão uva, depois de se gastar uma quantidade de massa e mais tarde com a venda das uvas o dinheiro recebido, não dá nem pqara comprar uma camisa, isto é a crise dizem-nos.
A solução será colocar as propriedades num Banco e depois quem quiser tratar o prédio vai ao Banco.Boa ideia. Assim, só recebia a renda liquida e já não se aturavam os inquilinos das casas que se queixam por tudo e por nada. Bom feliz é aquele que nada tem, não paga impostos e ainda recebe subídios. Mas será que São Pedro também quer ajudar à crise? Quem vai pagar as contas!?....
Estou com problemas que o tempo e só o tempo pode resolver. Vai em quatro dias que a Natureza nos manda a chuva. A chuva e o frio que estão a vír no tempo próprio. Acontece que eu e alguns amigos, fómos chamados pelo patrão para o trabalho agrícola da apanha da azeitona, porém o tempo não deixou.
Quando o senhorio vier receber a renda da csa o que lhe vou dizer? Não há dinehiro, não tive trabalho e não estou a mentir. O patrão vai em cada ano dando menos dias a ganhar e também ele tem as suas dificuldades e os seus problemas. Argumenta que este ano a percentagem do lagar para tranformar a azeitona em azeite éde 14% e defendem os que gerem a Cooperativa que é justo. Pois é só que quando vamos vender o nosso azeite, ninguém quer pagar o preço certo e justo. O consumidor está preocupado em saber se no Hipermercado tem mais barato, porque a qualidade é treta de vendedor pensa e algumas vezes diz.
O agricultor que tem problemas com o comércio dos seus produtos, pensa na sua situação e como tem servido o seu patrão o ESTADO. A terra que cultiva não é dele, ele o agricultor é o rendeiro o usufrutuário que semeia, e colhe. Quando chega a altura do IRS presta contas do que tem, como obteve o rendimento e paga o que lhe atribuem. Mas, antes já pagou o IMI sobre as casas e a propriedade rústica, aqueles prédios que dão uva, depois de se gastar uma quantidade de massa e mais tarde com a venda das uvas o dinheiro recebido, não dá nem pqara comprar uma camisa, isto é a crise dizem-nos.
A solução será colocar as propriedades num Banco e depois quem quiser tratar o prédio vai ao Banco.Boa ideia. Assim, só recebia a renda liquida e já não se aturavam os inquilinos das casas que se queixam por tudo e por nada. Bom feliz é aquele que nada tem, não paga impostos e ainda recebe subídios. Mas será que São Pedro também quer ajudar à crise? Quem vai pagar as contas!?....
02 dezembro 2010
Há algo de podre no vale do Tua
por DANIEL CONDE (Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua)Ontem1 comentário
Há algo de podre no vale do Tua, e não é o fantasma do futuro a trazer um travo a esgoto das águas eutrofizadas da albufeira do Tua.
Há algo de errado quando um Estudo de Impacto Ambiental e um Relatório de Conformidade Ambiental de Projecto de Execução (RECAPE) afirmam numa base científica que a barragem vai ser desastrosa a nível regional e insignificante a nível nacional, mas a barragem avança.
Há algo de errado quando a Linha do Tua tem vindo a ser abandonada ou mesmo mencionada no caso Face Oculta, mas a culpa da má manutenção da via e estações é atirada como que para os próprios utentes que a utilizam. Há algo de muito errado quando um consultor da UNESCO afirma deslumbrado que a Linha do Tua tem todas as condições para ser considerada Património da Humanidade, reiterando o que disse o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Ifespar) sobre o seu valor patrimonial único, mas depois os ministérios do ambiente e da cultura (e depois o próprio Igespar) concluem que nem o vale nem a Linha do Tua têm valor patrimonial ou ambiental algum, arquivando com uma celeridade desconcertante o processo de classificação desta como Património Nacional.
Algo não está bem quando os comboios da Linha do Tua ficam sobrelotados de turistas, quando o Plano Estratégico Nacional de Turismo e o Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte prevêem maravilhas turísticas para esta região, e quando um projecto de turismo ferroviário para a Linha do Tua fica em terceiro lugar num concurso nacional de empreendedorismo, e a CP e a Refer fecham as portas à sua exploração turística.
Algo de muito errado se passa quando com um projecto ferroviário de baixo custo se poria um madrileno em Bragança em duas horas, e nos debates havidos em Trás-os-Montes sobre desenvolvimento ninguém diz uma palavra sobre caminhos-de-ferro.
Muito mal vai o estado da Democracia quando a voz de 18 mil peticionantes contra a construção da barragem do Tua e a favor da reabertura, modernização e prolongamento da Linha do Tua, defendendo inclusivamente métodos alternativos mais baratos e mais eficientes de produção e poupança de energia, não é ouvida ou não é suficiente para calar a de meia dúzia de indivíduos mal intencionados e de carácter duvidoso.
A lista de incongruências, atropelos, e laivos de actividades amplamente contempladas no Código Penal avoluma-se. Vagas de estudos científicos e pareceres de especialistas - de entre os quais UNESCO e Comissão Europeia - que apontam um severo dedo à barragem do Tua e coroam de louros o vale e a Linha do Tua, esboroam-se com um rumor de espuma do mar contra sabe-se lá que perigosos rochedos e contracorrentes.
Chegados a este ponto é lícito perguntar: em que mundos vive o Ministério Público e a PJ, ou será que o vale e a Linha do Tua é que já não pertencem a este mundo? Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto fede...
Daqui
Há algo de podre no vale do Tua, e não é o fantasma do futuro a trazer um travo a esgoto das águas eutrofizadas da albufeira do Tua.
Há algo de errado quando um Estudo de Impacto Ambiental e um Relatório de Conformidade Ambiental de Projecto de Execução (RECAPE) afirmam numa base científica que a barragem vai ser desastrosa a nível regional e insignificante a nível nacional, mas a barragem avança.
Há algo de errado quando a Linha do Tua tem vindo a ser abandonada ou mesmo mencionada no caso Face Oculta, mas a culpa da má manutenção da via e estações é atirada como que para os próprios utentes que a utilizam. Há algo de muito errado quando um consultor da UNESCO afirma deslumbrado que a Linha do Tua tem todas as condições para ser considerada Património da Humanidade, reiterando o que disse o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Ifespar) sobre o seu valor patrimonial único, mas depois os ministérios do ambiente e da cultura (e depois o próprio Igespar) concluem que nem o vale nem a Linha do Tua têm valor patrimonial ou ambiental algum, arquivando com uma celeridade desconcertante o processo de classificação desta como Património Nacional.
Algo não está bem quando os comboios da Linha do Tua ficam sobrelotados de turistas, quando o Plano Estratégico Nacional de Turismo e o Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte prevêem maravilhas turísticas para esta região, e quando um projecto de turismo ferroviário para a Linha do Tua fica em terceiro lugar num concurso nacional de empreendedorismo, e a CP e a Refer fecham as portas à sua exploração turística.
Algo de muito errado se passa quando com um projecto ferroviário de baixo custo se poria um madrileno em Bragança em duas horas, e nos debates havidos em Trás-os-Montes sobre desenvolvimento ninguém diz uma palavra sobre caminhos-de-ferro.
Muito mal vai o estado da Democracia quando a voz de 18 mil peticionantes contra a construção da barragem do Tua e a favor da reabertura, modernização e prolongamento da Linha do Tua, defendendo inclusivamente métodos alternativos mais baratos e mais eficientes de produção e poupança de energia, não é ouvida ou não é suficiente para calar a de meia dúzia de indivíduos mal intencionados e de carácter duvidoso.
A lista de incongruências, atropelos, e laivos de actividades amplamente contempladas no Código Penal avoluma-se. Vagas de estudos científicos e pareceres de especialistas - de entre os quais UNESCO e Comissão Europeia - que apontam um severo dedo à barragem do Tua e coroam de louros o vale e a Linha do Tua, esboroam-se com um rumor de espuma do mar contra sabe-se lá que perigosos rochedos e contracorrentes.
Chegados a este ponto é lícito perguntar: em que mundos vive o Ministério Público e a PJ, ou será que o vale e a Linha do Tua é que já não pertencem a este mundo? Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto fede...
Daqui
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