26 julho 2010

Uma verdade inconveniente

Há demasiados em Trás-os-Montes que  preferem esquecer: muita população, alguns autarcas e forças vivas, assim ditas.
Há três grandes vias de comunicação em construção em Bragança. A4, IP2 e IC5 num investimento de mais de dois mil milhões de euros que vão desencravar de vez a região.
Há forças políticas, como alguns dirigentes nacionais do PSD, que tudo têm feito para que este investimento fundamental para a região não fosse realizado.
Há um rosto que "contra tudo e contra todos" tem defendido as obras e é o primeiro responsável pela sua realização:
o primeiro-ministro José Sócrates.

12 comentários:

João disse...

Este homem tem muitas contradições.
Será por isso que nutro por ele uma considerável simpatia,eu que sou um admirador da dialéctica,logo,das contradições?
Acho também que é sobretudo a ele e à sua perseverança que se ficarão a dever as novas ligações transmontanas.
JLM

Anónimo disse...

Jamais houve um político em Portugal que tivesse sentido a necessidade de nos representar, dizendo a Portugal e aos Portugueses da imperiosa justiça que o País nos deve!
Mesmo assim, José Sócrates, só quando sair de cena será lembrado como o tal único Português...
Por onde andaram os "bons" do PSD e CDS que sempre aglutinaram os apoios da maioria Transmontana?

Anónimo disse...

Finalmente! Encontro alguém que, publicamente, mostra lucidez e justiça na sua análise à acção do primeiro-ministro na defesa intransigente do nordeste transmontano! Que outro primeiro-ministro ousou fazer igual? Os que por lá passaram, bem prometeram, prometeram (paroles, paroles...)mas nunca se mexeu uma palha para desencravar viariamente a nossa região. Parabéns,pois, pelo discernimento, JAM!

Anónimo disse...

E afinal quais são os agradecimentos que damos a este senhor?Nenhuns, pois os distritos que ele quer beneficiar continuam a votar laranja na sua maioria, pelos vistos tradição é o que importa e não avanço e modernidade.

Anónimo disse...

Essa lucidez e esse conceito de justiça que alguns arautos tentam apregoar, publicamente, com o devido respeito, caros conterrâneos, convém referir que não corresponde, de todo, à realidade. Podem enganar alguns; mas a mim, não o conseguem.

Com efeito, antes deste primeiro-ministro houve outro afecto à mesma sigla politica que, certo dia, na cidade de Bragança, afirmou com toda a convicção que tinha em orçamento 6 milhões para colocar o distrito no mapa, lembram-se? Pois bem, o que é que o ilustre politico fez? Abandonou o pantanal que criou. Coisas da vida, meus caros!...

Por conseguinte, como nos refere o proprietário deste blogue, as três grandes vias de comunicação em construção no distrito de Bragança: A4, IP2 e IC5 correspondem a um investimento de mais de dois milhões de euros. Naquele tempo, o chefe do Governo já falava em 6 milhões. Afinal, então, a que se destinava a diferença desse valor? Seria para construir a Universidade naquela cidade? Confesso que não sei! Mas quem não sabia quanto eram 6 X 3 para calcular o valor do PIB para gastar na Educação, tudo é possível. Andamos a seu governados por esta gente!... Com toda a franqueza: não acredito nestes políticos!... Dai que, de seis para dois milhões, parece não haver dúvidas de que, há objectivamente, uma diferença de 300 %.

Entretanto, por sua vez, não é menos verdade que os brigantinos, sem possuírem SCTU alguma, desde há uns tempos a esta parte, têm pago as que o Estado tem mandado construir com os seus impostos em regiões mais favorecidas do que esta. Até prova em contrário, esta atitude e acção política, não estão correctas. Além disso, não é um conceito racional de justiça. A meu ver, deviam ser os utilizadores, os responsáveis directos pelo seu pagamento. Não é verdade, caros concidadãos?

Cumprimentos

LVS

Anónimo disse...

Mas o que o respeitável LVS não pode escamotear, é que foi alguém com a mesma sigla (PS) que resolveu - está a resolver - o gravíssimo problema de que temos padecido: o isolamento! Por outro lado, agora, à posteriori, já é fácil fazer contas exactas. Não me diga que o respeitável LVS, na época de Guterres, já era capaz de adivinhar esses custos! De qualquer modo, o que importa aqui salientar, é o essencial (e não o acessório): a execução efectiva dos grandes eixos rodoviários que vão finalmente ligar os transmontanos ao resto do seu país, isto é, colocar, finalmente, Trás-os-Montes no mapa!

Torguiano (chamemos-lhe assim)

Anónimo disse...

O Senhor LVS depois de muita conversa não foi capaz de dizer/concordar com o obreiro a quem é necessário fazer justiça!
Números previsíveis são o que são, foram o que foram!
Agora sim...

Anónimo disse...

Parabéns José Sócrates...o que lhes dói, PSD e CDS é isso mesmo, nada fazem pela Região de fundo, apenas obras de interesse familiar...e só querem votos e que o povo continue servil e obediente...basta!E com Passos os mesmos oportunistas se perfilham já para ascenderem aos poderes...
Viva Portugal, viva os homens de vistas largas e objectivas.
Visconde II de Arães

Anónimo disse...

Caros anónimos:
- Em primeiro lugar, para que não restem dúvidas, convém referir que as obras: A4, IP2 e IC5 são fundamentais para os transmontanos e alto-durienses; em segundo lugar, por uma questão de justiça e de equidade, importa referir que esta gente, que nos tem governado nos últimos tempos, se estivesse apenas em causa o seu investimento financeiro e não, o de todos nós, não teriam tomado algumas atitudes e acções como, muitas das vezes o fazem. Refiro-me, como é evidente, à teimosia do aeroporto da OTA em que, mesmo depois da célebre(?) frase do “jamais” para a margem Sul do Tejo, acabaram por o mudar de lugar. Então, o que aconteceu, face a essa teimosia? Não sabem? Com os nossos impostos, tiveram de indemnizar os industriais da região do Oeste em alguns milhões. Estes milhões, como sabem, agora eram-nos úteis, como de pão para a boca, muito indispensáveis para ajudar a sair da crise. Mais: atribuíram milhões à banca. Ao povo, tiraram-lhe algum do pouco que ganham. À banca, ajudaram-na a ultrapassar o “teste do stress bancário”, quando esta mesma banca, mesmo em tempo de crise, continua a gerar grandes lucros. O povo, como não tem alternativa, o que devia comprar para saciar a fome e a sede, injecta-o nos cofres do Estado, sem que os políticos sejam responsabilizados na sua aplicabilidade. Por isso, são estas atitudes sem ética e nobreza política que, de uma forma acentuada, empobrecem o pobre do povo. É, por causa delas que, cada vez mais, começo por ignorar a acção destes actores que, pouco ou quase nada, nos enobrece, valoriza e dignifica. Por isso, se a democracia paga todos os actos políticos a quem a exerce e, os homens que não os aplicam com ética, equidade e justiça, continuam impunes e não são severamente responsabilizados como, aliás, acontece com qualquer cidadão na sua actividade profissional, será que merecem a nossa estima, admiração e respeito?

Cumprimentos,

LVS

Anónimo disse...

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1629640

Procuradores não ouviram Sócrates por falta de tempo
Hoje às 07:23Os procuradores que dirigiram o caso Freeport escreveram no despacho final que só por falta de tempo ficou inviabilizada a inquirição a José Sócrates.
No excerto do despacho final, citado pelo jornal Público, os procuradores consideram que apesar de não haver qualquer proposta da Polícia Júdiciária, «importaria» ouvir o então ministro do Ambiente e o ex-Secretário de Estado.

Justificação: porque foram eles, José Sócrates e Rui Nobre Gonçalves os principais decisores políticos do processo e porque, acrescenta o texto, os nomes dos governantes foram referidos em vários documentos apreendidos e em depoimentos prestados.

Os procuradores dizem que tinham 27 perguntas para fazer a José Sócrates e dez a Rui Nobre Gonçalves.

Mas explicam que a audição ficou «inviabilizada» porque a 4 de Junho o Vice-Procurador Geral da República fixou o dia 25 de Julho como data limite para o encerramento do inquérito.

Tendo em conta este prazo e que o primeiro-ministro só pode ser ouvido com autorização do Conselho de Estado, os procuradores concluem que a audição se mostra «por ora inviabilizada».

No capítulo das diligências não concluídas, os procuradores referem também que há quatro cartas rogatórias dirigidas a autoridades judiciais estrangeiras sem resposta.

Anónimo disse...

COISAS DE BRUXAS



O famoso DVD usado até à exaustão pela comunicação social na tentativa de linchamento de Sócrates apareceu miraculosamente nas mãos de jornalistas do SOL, um jornal onde o maior accionista era (e julgo qu é) um destacado dirigente do PSD, um tal Joaquim Coimbra que, curiosamente, é patrão de Marques Mendes e que ficou conhecido quando foi denunciado por Luís Filipe Menezes como sendo um dos vice-presidentes do PSD que se opôs à denúncia do BPN junto do Banco de Portugal.

Sucede que pouco tempo antes do aparecimento do famoso DVD a Freeport foi comprado pela Carlyle, um fundo de investimentos presidido por Frankl Carlucci e que nos países europeus costuma ser representado por figuras destacadas da direita, como sucede no Reino Unido onde é presidido por John Major, um velho amigo do PSD. Em Portugal era (não sei se ainda é) representado por Martins da Cruz, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Durão Barros, que abandonou o cargo para se dedicar aos negócios depois de se saber do esquema para que a filha entrasse na Faculdade de Medicina.

Foi a mesma Carlyle que no tempo em que Durão Barroso era primeiro-ministro tentou comprar a Galp, segundo a denúncia de Francisco Louçã queria fazê-lo sem meter um tostão, usando dinheiro generosamente emprestado pela CGD.

Sucede que a Carlyle não dava a cara no negócio, o testa de ferro local é uma holding financeira que se dá pelo nome de Fomentivest. Coincidência das coincidência o principal accionista da Fomentivest é Ângelo Correia e foi aí que Pedro Passos Coelho trabalhou, inicialmente como director financeiro e mais tarde como vogal do conselho de administração.

Curiosamente foi Ângelo Correia que numa entrevista a um semanário nos informou que o senhor Palma do sindicato (da treta) dos magistrados públicos é um latifundiário ... incrito no PSD.

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!!!...

Anónimo disse...

Se os juristas do Digmº. Ministério Público não tiveram tempo para formular as tais 27 perguntas que ficaram sem resposta por falta de tempo; só lhes faltou dizer que, isso se ficou a dever, à falta de residência do cidadão a inquirir. Coisas da vida, meus caros. Ainda me falam em Órgãos de Soberania! Meus Senhores, por favor, tenham lá paciência!... Será que isto é o esplendor da Justiça no seu melhor, como nos refere o Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto??

Balança