O CASTIGO DEMOCRÁTICO
No principio a gente ouvia falar de Democracia, mas na nossa aldeia ainda não tinha chegado,
Porém a vida corria normalmente e quer as ideias, quer as inicitivas, tomadas pelo colectivo e
graças ao trabalho do Regedor, a ordem publica era mantida e respeitada.
Veio o 25 de Abril em 1974 e vieram os representantes dos Partidos, com as suas ideias e orientações politicas, rotulados de Direita e Esquerda. Chegaram à aldeia e impôem os seus candidatos aos diversos cargos do Municipio, no acto eleitoral que os vai eleger.
´ O nosso candidato aqui chamado de “X” foi eleito pelo partido social democrata e durante vários mandatos à frente da autarquia a minha aldeia teve o desenvolvimento esperado. Foi sempre o amigo, o homem com capacidade para o cargo, por todos reconhecidamente.
Aconteceu que o filho discordou das ideias do pai e saiu de cena. Não aceitou concorrer pelo Partido que serviu durante muitos anos, mas aceitou como candidato Independente continuar a servir a sua aldeia e a sua gente, de quem gosta, a mesma que o elegia para o cargo novamente.
Termina aqui uma história feliz? NÃO. Aqui se descrgve uma história com alguma semelhança do que ficou dito. No dia 27 de Junho e como vai sendo habitual a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Fontelonga, realizou a tradicional Sardinhada, eu como sócio e muitos outros amigos estivemos presente. Foi notória a falta de muita mais gente da aldeia e os motivos para tal, dizia-se que: - Cá na terra há dois Partidos, e o povo dividiu-se. Não compreendi como é que tal possa acontecer, mas ouvi de boca de um aqmigo natural e residente na Fontelonga. Eu não fui e não participei porque aquela gente, não é do meu Partido.Um raio que te parta, respondi.
A finalizar aqui vos deixo mais um exemplo, este na 1ª pessoa da influência dos Partidos. Quando nas ùltimas eleições autárquicas em visita ao Pinhal do Douro, um velho amigo de longa data, diz.- bolas andas com essa gente, nem um copo de àgua te ofereço. Visivelmente perturbado, o meu amigo, não compreendia que eu concorria como outros como Independente. Mas, não gostava do tal partido. Que havemos de fazer? …Que castigo a democracia nos deu, quando divide familias e amigos?
30 junho 2010
Comemorações do 29.º ANIVERSÁRIO da ASSOCIAÇÃO
1º GRANDE TORNEIO DA SUECA EM ZEDES
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Integrado nas Comemorações do
29.º ANIVERSÁRIO da ASSOCIAÇÃO
Dia 17 de Julho de 2010
Início: 15 Horas, na Sede da ACDZ.
Prémios:
1.º - Dois Presuntos
2.º - Dois Bacalhaus
3.º - 2 Almoços
4.º - 2 livros
Inscrições (15 Zedes, por equipa) na Sede, todos os dias das 21h às 22H e no local do Torneio até às 14h30m
NOTA:
1-NO FINAL DO TORNEIO, SERÁ OFERECIDO UMA GRELHADA, PÃO E VINHO A TODOS OS PARTICIPANTES.
2- OS PRÉMIOS SERÃO ENTREGUES NO DIA 25 DE JULHO DE 2010 DURANTE OS FESTEJOS DO ANIVERSÁRIO DA ACDZ.
ESTE TORNEIO CONTA COM A COLABORAÇÃO DE:
* Loja do Hipermercado MODELO - Bragança
* Restaurante O Careca (Carrazeda de Ansiães)
29.º ANIVERSÁRIO DA ACD DE ZEDES
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Dia 25 de Julho de 2010
PROGRAMA
14.30 - Missa em Memória dos Sócios Falecidos e em Acção de Graças por mais um Aniversário da Associação.
15.30 - Conferência pela Sr.ª Dr.ª Otília Lage, subordinada ao Tema “Ansiães na República”.
16.30 - Sessão de Música e Poesia pelos alunos da Escola de Música de Zedes.
17.30 – Lanche Partilhado / Convívio de Aniversário, seguido de Baile à Moda Antiga.
- Participe, colabore e venha conviver e leve algo para partilhar -
Colaboração: * Junta de Freguesia de Zedes * Escola de Música de Zedes * Pároco de Zedes e *População de Zedes
Organização: Associação Cultural e Desportiva de Zedes
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Integrado nas Comemorações do
29.º ANIVERSÁRIO da ASSOCIAÇÃO
Dia 17 de Julho de 2010
Início: 15 Horas, na Sede da ACDZ.
Prémios:
1.º - Dois Presuntos
2.º - Dois Bacalhaus
3.º - 2 Almoços
4.º - 2 livros
Inscrições (15 Zedes, por equipa) na Sede, todos os dias das 21h às 22H e no local do Torneio até às 14h30m
NOTA:
1-NO FINAL DO TORNEIO, SERÁ OFERECIDO UMA GRELHADA, PÃO E VINHO A TODOS OS PARTICIPANTES.
2- OS PRÉMIOS SERÃO ENTREGUES NO DIA 25 DE JULHO DE 2010 DURANTE OS FESTEJOS DO ANIVERSÁRIO DA ACDZ.
ESTE TORNEIO CONTA COM A COLABORAÇÃO DE:
* Loja do Hipermercado MODELO - Bragança
* Restaurante O Careca (Carrazeda de Ansiães)
29.º ANIVERSÁRIO DA ACD DE ZEDES
(CARRAZEDA DE ANSIÃES)
Dia 25 de Julho de 2010
PROGRAMA
14.30 - Missa em Memória dos Sócios Falecidos e em Acção de Graças por mais um Aniversário da Associação.
15.30 - Conferência pela Sr.ª Dr.ª Otília Lage, subordinada ao Tema “Ansiães na República”.
16.30 - Sessão de Música e Poesia pelos alunos da Escola de Música de Zedes.
17.30 – Lanche Partilhado / Convívio de Aniversário, seguido de Baile à Moda Antiga.
- Participe, colabore e venha conviver e leve algo para partilhar -
Colaboração: * Junta de Freguesia de Zedes * Escola de Música de Zedes * Pároco de Zedes e *População de Zedes
Organização: Associação Cultural e Desportiva de Zedes
28 junho 2010
Sobre o direito a ser informado
Tenho para mim que enquanto administrador da causa pública, devia cumprir a quem assume esses cargos o dever de informar sobre as suas decisões e seus resultados. Dirão que há órgãos próprios para que tal aconteça. Infelizmente o vulgar cidadão, se quer ser informado, tem de percorrer um calvário para o conseguir e, tal não devia ter de ser... Pessoalmente se ocupasse um cargo público, teria mesmo orgulho em informar sobre as minhas decisões. Claro que estou a partir do princípio de que havia de ter muito de bom para informar. E mesmo que tivesse más noticias, não há como justificá-las com argumentos reais e justificativos.
Desconhecendo-se o que se passa, abre-se o caminho à especulação, sem se conseguir encontrar a razão.
Informar com verdade responsabiliza e leva a partilhar também os que tomam conhecimento já que os obriga a avaliar e formular opiniões. Não está em causa o direito legal adquirido de se decidir. Simplesmente, aqueles a quem se serve, mesmo que estes não dominem todas as matérias sobre as quais se decide, não poderão depois queixar-se ou, noutra vertente, poderão encontrar pretexto para elogiar e admirar.
No caso presente e sobre o nosso município têm sido os Blogues a dar testemunho do que se vai fazendo, evidentemente que nem sempre, com a certeza da confirmação factual ou documental. Tal rigor nem sempre se lhes pode pedir.
Porque será que não se reactiva o Boletim Municipal, ou se actualiza o site da Câmara Municipal? Porque não se ouvem mais os protagonistas!? Porque não se tem melhor acesso aos comprovativos do seu trabalho!?
Enquanto se esperam melhores dias vamos especulando, pode ser que “em reacção” surja um renovado modo de estar e de actuar, por parte dos nossos protagonistas políticos e gestores autárquicos.
Desconhecendo-se o que se passa, abre-se o caminho à especulação, sem se conseguir encontrar a razão.
Informar com verdade responsabiliza e leva a partilhar também os que tomam conhecimento já que os obriga a avaliar e formular opiniões. Não está em causa o direito legal adquirido de se decidir. Simplesmente, aqueles a quem se serve, mesmo que estes não dominem todas as matérias sobre as quais se decide, não poderão depois queixar-se ou, noutra vertente, poderão encontrar pretexto para elogiar e admirar.
No caso presente e sobre o nosso município têm sido os Blogues a dar testemunho do que se vai fazendo, evidentemente que nem sempre, com a certeza da confirmação factual ou documental. Tal rigor nem sempre se lhes pode pedir.
Porque será que não se reactiva o Boletim Municipal, ou se actualiza o site da Câmara Municipal? Porque não se ouvem mais os protagonistas!? Porque não se tem melhor acesso aos comprovativos do seu trabalho!?
Enquanto se esperam melhores dias vamos especulando, pode ser que “em reacção” surja um renovado modo de estar e de actuar, por parte dos nossos protagonistas políticos e gestores autárquicos.
24 junho 2010
23 junho 2010
Sem título
Consta que a título de exemplo, o actual Presidente, no início do mandato, usou as prateleiras do Município para depositar dois embrulhos.
Ou porque pesavam muito, ou porque “ valores mais altos se levantaram”, o mesmo decidiu agora reciclar os embrulhos, dando-lhes outra oportunidade de uso. E assim, o produto passou a embrulhar de novo a cultura e o lazer do Município.
Enquanto de inicio se louvou o gesto, aguarda-se agora com expectativa os frutos desta “ novidade”.
Há quem diga que, de qualquer modo, há inovação nos processos, já que se recupera material ainda em uso e que não se pode deitar fora. Outros dizem que há material em excesso, que não falta material em stock.
Se a ideia foi a de mostrar novas maneiras de fazer embrulhos, mantendo a tradição de fabrico, não está mal, digo eu.
Para aqueles que confiavam na purificação do ambiente e davam preferência aos novos materiais, biodegradáveis, para fazer embrulhos melhores - esqueçam, como diz o Senhor Doutor.
Ou porque pesavam muito, ou porque “ valores mais altos se levantaram”, o mesmo decidiu agora reciclar os embrulhos, dando-lhes outra oportunidade de uso. E assim, o produto passou a embrulhar de novo a cultura e o lazer do Município.
Enquanto de inicio se louvou o gesto, aguarda-se agora com expectativa os frutos desta “ novidade”.
Há quem diga que, de qualquer modo, há inovação nos processos, já que se recupera material ainda em uso e que não se pode deitar fora. Outros dizem que há material em excesso, que não falta material em stock.
Se a ideia foi a de mostrar novas maneiras de fazer embrulhos, mantendo a tradição de fabrico, não está mal, digo eu.
Para aqueles que confiavam na purificação do ambiente e davam preferência aos novos materiais, biodegradáveis, para fazer embrulhos melhores - esqueçam, como diz o Senhor Doutor.
21 junho 2010
18 junho 2010
José Saramago - discurso proferido na entrega do Nobel
Discurso de Estocolmo, dez anos depois from Fundação Jose Saramago on Vimeo.
José Saramago lê o Discurso proferido no Banquete Nobel, a 10 de Dezembro de 1998
09 junho 2010
Soneto
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
José Régio
08 junho 2010
Jornal Nordeste - 01-06-2010 - Informação Regional - A mestria dos alfaiates
Jornal Nordeste - 01-06-2010 - Informação Regional - A mestria dos alfaiates: "Durbal Carvalho
– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"
– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"
“Antes, o trabalho dos alfaiates era mais para homens, mas, actualmente, tanto faço fatos para homens como para senhoras. Temos que fazer o que aparece”, alfaiate Luís Moutinho no XXI encontro de alfaiates que se realizou em Carrazeda de Ansiães
“Hoje a maioria das pessoas já compra a roupa feita. Nas lojas compra-se um fato por 100 ou 125 euros, eu tenho que levar 150 ou 200 euros, porque faço tudo de forma artesanal e por medida”, Durbal Carvalho no mesmo encontro.
Daqui
“Hoje a maioria das pessoas já compra a roupa feita. Nas lojas compra-se um fato por 100 ou 125 euros, eu tenho que levar 150 ou 200 euros, porque faço tudo de forma artesanal e por medida”, Durbal Carvalho no mesmo encontro.
Daqui
06 junho 2010
Os Vilões e os Tinhosos
Começo com este poema de Luís Pacheco
“ Como cães de festim, vis e rasteiros,
de cauda pertinaz batendo a mosca,
atordoam políticos rafeiros
a sã testa do povo, embora tosca.”
Foi um fartar vilanagem. E tudo se consentiu a pretexto da santa ignorância, da tradicional submissão ao poder, da cegueira endémica dos medrosos, da ancestral subjugação ao jugo.
Ainda constou recentemente que iria ser estimada a culpa dos que mais contribuíram para o “longa noite”. Houve quem garantisse que iria ser requerida umas sindicâncias às contas públicas. Mas já ninguém acredita que haja coragem para tanto. Afinal a culpa é de todos.
Como foi possível consentir-se tanta vilanagem!? Tanta pantominice!? Tanto desaforo!? Eu fui uma das testemunhas. Desempenhei mal o papel da criança que diz: “ o rei vai nu”. Ninguém acreditou. È por isso que não estou em paz comigo. Sou dos que não se conformam com a ideia de esquecer e absolver os principais culpados da “herança” que agora temos de suportar.
A jactância e a sobranceria atingiam tal desaforo que em muitas ocasiões, em vez de chorar, me apetecia rir às gargalhadas Quem não recorda o caricato do pagamento do aluguer de andores para fazer procissões!? Quem não se recorda do modo como se procedia aos concursos de admissão de pessoal!? Todos sabiam com antecedência a quem caberia a sorte. Uma vez até entrou um engenheiro que ainda não o era. Outra vez ainda tentaram concorrer para cargos da sua competência, deficientes físicos, sem sucesso. E aquela do funcionário, que era ao mesmo tempo decisor dos veículos a reparar e, cá fora, punha a sua empresa o fazer o serviço!? Uma vez dei-me conta que a proposta de reformulação do organigrama dos serviços da Câmara Municipal copiava a da Câmara Municipal de Beja. O esquema foi aprovado e temos assim um organigrama com a mesma hierarquia e funcionários de uma Câmara de cidade. Quem não se recorda das reformas compulsivas para se arranjar vagas para outros entrarem!?
A ronha, a matreirice a prepotência campearam, com a tolerância da grande maioria. È justo recordar aqui alguns, poucos, que tiveram a coragem de lutar contra o sistema e por isso foram renegados, sofreram a marginalização social e física. Eram os Tinhosos, aqueles com quem não convinha a associação, sob pena de conotação com estes. Eram os vermelhos, os comunistas, os lunáticos. Tive o grato prazer de conhecer e me tornar amigo de alguns. Assim pude conhecer a pureza dos seus ideais, e a nobreza dos seus princípios. Pude também testemunhar a sua condição de renegados quando os vi perder concursos, serem preteridos na prestação de trabalho, serem humilhados e menosprezados na sua disponibilidade para contribuir para a causa pública. Neste meu gesto de reconhecimento pessoal e para que fique o registo, recordo o nome de alguns da minha lembrança, estando muitos ainda vivos. O Senhor Adolfo do Amêdo a quem inclusive morreu um filho militar, na Guerra do Ultramar; O Senhor Pinheiro dos Pereiros; O Senhor Fernando Baltazar; O Senhor Victor Lopes; O Velho Senhor Rui Menezes Pimentel e posteriormente o filho; O Sr. Carlos Manuel Fernandes e antes o pai; O Doutor Orlando de Carvalho; Os Saudosos Alexandrino Rainha e Doutor Fernando Pereira, etc.
Num momento da nossa história em que a deriva da gestão pública nos aproxima agora da derrocada económica e financeira, que ao menos nos fique na recordação a luta inglória de alguns isolado, que acreditaram e lutaram por uma sociedade mais igual, menos discrepante e mais solidária.
“ Como cães de festim, vis e rasteiros,
de cauda pertinaz batendo a mosca,
atordoam políticos rafeiros
a sã testa do povo, embora tosca.”
Foi um fartar vilanagem. E tudo se consentiu a pretexto da santa ignorância, da tradicional submissão ao poder, da cegueira endémica dos medrosos, da ancestral subjugação ao jugo.
Ainda constou recentemente que iria ser estimada a culpa dos que mais contribuíram para o “longa noite”. Houve quem garantisse que iria ser requerida umas sindicâncias às contas públicas. Mas já ninguém acredita que haja coragem para tanto. Afinal a culpa é de todos.
Como foi possível consentir-se tanta vilanagem!? Tanta pantominice!? Tanto desaforo!? Eu fui uma das testemunhas. Desempenhei mal o papel da criança que diz: “ o rei vai nu”. Ninguém acreditou. È por isso que não estou em paz comigo. Sou dos que não se conformam com a ideia de esquecer e absolver os principais culpados da “herança” que agora temos de suportar.
A jactância e a sobranceria atingiam tal desaforo que em muitas ocasiões, em vez de chorar, me apetecia rir às gargalhadas Quem não recorda o caricato do pagamento do aluguer de andores para fazer procissões!? Quem não se recorda do modo como se procedia aos concursos de admissão de pessoal!? Todos sabiam com antecedência a quem caberia a sorte. Uma vez até entrou um engenheiro que ainda não o era. Outra vez ainda tentaram concorrer para cargos da sua competência, deficientes físicos, sem sucesso. E aquela do funcionário, que era ao mesmo tempo decisor dos veículos a reparar e, cá fora, punha a sua empresa o fazer o serviço!? Uma vez dei-me conta que a proposta de reformulação do organigrama dos serviços da Câmara Municipal copiava a da Câmara Municipal de Beja. O esquema foi aprovado e temos assim um organigrama com a mesma hierarquia e funcionários de uma Câmara de cidade. Quem não se recorda das reformas compulsivas para se arranjar vagas para outros entrarem!?
A ronha, a matreirice a prepotência campearam, com a tolerância da grande maioria. È justo recordar aqui alguns, poucos, que tiveram a coragem de lutar contra o sistema e por isso foram renegados, sofreram a marginalização social e física. Eram os Tinhosos, aqueles com quem não convinha a associação, sob pena de conotação com estes. Eram os vermelhos, os comunistas, os lunáticos. Tive o grato prazer de conhecer e me tornar amigo de alguns. Assim pude conhecer a pureza dos seus ideais, e a nobreza dos seus princípios. Pude também testemunhar a sua condição de renegados quando os vi perder concursos, serem preteridos na prestação de trabalho, serem humilhados e menosprezados na sua disponibilidade para contribuir para a causa pública. Neste meu gesto de reconhecimento pessoal e para que fique o registo, recordo o nome de alguns da minha lembrança, estando muitos ainda vivos. O Senhor Adolfo do Amêdo a quem inclusive morreu um filho militar, na Guerra do Ultramar; O Senhor Pinheiro dos Pereiros; O Senhor Fernando Baltazar; O Senhor Victor Lopes; O Velho Senhor Rui Menezes Pimentel e posteriormente o filho; O Sr. Carlos Manuel Fernandes e antes o pai; O Doutor Orlando de Carvalho; Os Saudosos Alexandrino Rainha e Doutor Fernando Pereira, etc.
Num momento da nossa história em que a deriva da gestão pública nos aproxima agora da derrocada económica e financeira, que ao menos nos fique na recordação a luta inglória de alguns isolado, que acreditaram e lutaram por uma sociedade mais igual, menos discrepante e mais solidária.
03 junho 2010
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