31 dezembro 2007

A Figura do Ano

Cumprindo a tradição de um outro modo, aqui estou a formular a minha opinião sobre a individualidade que, para mim, mais se destacou este ano, no meio. Admito que, mais uma vez, possa desapontar alguns anónimos mais sensíveis. Mas estes não me desapontarão nos seus comentários.

Avaliar o desempenho de quem intervém, activa ou passivamente na causa pública apresenta sempre um certo grau de relatividade e contingência.
A minha primeira apreciação foi para a avaliação do “estado das coisas” para, de seguida, procurar os protagonistas. Fui-me descartando facilmente dos muitos pré-seleccionados, até que só me restavam dois para comparar. A opção estava entre seleccionar o Senhor dos Paços e O Senhor dos Passos. Optei por este último.
Falta agora justificar-me e revelar os parâmetros porque me regi para chegar à decisão.
O Senhor dos Passos personifica a Criatura que deu o exemplo e acreditou que os homens poderiam viver felizes e em paz. Na volta recebeu incompreensão e desumanidade.
E foi assim que, pegando na sua representação simbólica, encontrei no Senhor dos Passos o modelo emblemático da Criatura, que representa o povo que sofre e suporta a miséria em que vive.
Com efeito quem mais do que o povo humilde da minha terra, tem aguentado, com dor mas com resignação, a triste sorte que nos tem afligido!
E quem melhor que o Nosso Senhor dos Passos, consegue espelhar o sofrimento dos pobres e oprimidos desta terra! Quem consegue retratar melhor na sua expressão, o penar dos idosos indefesos e sós, que resistem ao Inverno, ou os jovens sem trabalho nem futuro, que ainda persistem nas nossas aldeias!
Quem melhor do que o Senhor dos Passos para representar os desprotegidos, os doentes, os abandonados da sorte!
Em remate se dirá que, com a sua pose característica, o Senhor dos Passos foi o melhor interprete daqueles que carregam a cruz dos pecados dos outros. A sua presença, serve este ano idealmente para simbolizar o povo martirizado, que sofre a malvadez, a prepotência, a desonestidade e a incompetência dos que mandam.
Acresce que, eu acredito que o Senhor dos Passos é conhecedor dos homens e dos erros que estes praticam. Ele conhece as causas e prevê as consequências.
Por isso sou também dos que acreditam que para o ano, Ele saberá ajudar-nos a gerar um mundo melhor.

28 dezembro 2007

Carrazeda de A a Z em 2007

Acidente – O acidente ocorrido na linha do Tua a 12 de Fevereiro, para além da tragédia (o mais importante) que culminou na morte de três pessoas, é também uma grande metáfora do interior de Portugal. Isto é, tal qual a caduca locomotiva e a velha via-férrea, esta é também uma região desprezada pela administração central na falta de investimentos estruturais, que resultam numa população envelhecida e a decrescer, fracos índices de desenvolvimento, um património ambiental, patrimonial e humano votados ao abandono e à inexorável morte.

Ameaça - Ao todo são oito os tribunais da região que podem encerrar para serem transformados em Casas de Justiça. Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Vimioso, no distrito de Bragança, Boticas, Mesão Frio, Mondim de Basto, Murça e Sabrosa no de Vila Real parecem estar condenados na reestruturação do Mapa Judiciário.

Assalto – o da Câmara Municipal. Os prejuízos foram poucos. O brado foi muito.

Ausência – da oposição. “Não tugiu, nem mugiu”, o habitual…

BarragemA barragem do Tua vai começar a ser construída dentro de um ano. No deve e haver, o saldo é, mais uma vez, claramente negativo e a construção da barragem não terá qualquer benefício para os carrazedense e transmontanos.

Benefícios – fiscais. A decisão do governo de taxar as empresas do interior com um IRC inferior à média nacional pode ser mais um instrumento ao serviço dos municípios envolvidos para tentar captar investimento exterior, isto é criar emprego, fixar população e gerar riqueza.

Caminhadas – em favor do coração vão-se tornando um hábito saudável.

Castanho – foi a cor da água que durante largas semanas no Verão chegou às torneiras dos consumidores. Disseram-nos que era o ferro e o manganês. A cor da água obrigou largos dias ao encerramento da piscina coberta, inexplicavelmente.

Centenário – de Miguel Torga. Um acontecimento que marcou todo o país, a região e o concelho. As iniciativas multiplicaram-se um pouco por todo o lado.

Clã – Os Clã foram um dos protagonistas do ano para Carrazeda. Manuela Azevedo contou histórias e declamou poesia para as crianças do primeiro ciclo e depois veio com o seu grupo à Feira da Maçã.

DespovoamentoCarrazeda é o concelho que perde mais população no distrito. Entre 2001 e 2004, o distrito de Bragança perdeu mais de duas mil pessoas, o que corresponde a uma diminuição percentual do número de residentes de 1,4 por cento. "Dos doze concelhos, dez perderam população. Carrazeda de Ansiães, por exemplo, perdeu 5,5 dos residentes, apenas Bragança e Mirandela conseguiram aumentar a população, com um crescimento de 0,8 e 0,6 por cento, respectivamente".

DívidaA Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães foi a 8.ª autarquia que mais furou os limites do endividamento em 2006, com um excesso de 1728 milhares de euros. Este pode ser um obstáculo à construção do futuro. É caso para perguntar: Onde se gastou tanto dinheiro?

Efeméride – Assinalou-se a 27 de Setembro os 120 anos da primeira viagem inaugural na linha do Tua entre Foz-Tua e Mirandela.

Encerramentos – SAP, Zona Agrária… Outros se anunciam: tribunais… Já quase nada nos resta de serviços públicos.

Farpa – O FARPA é talvez um caso único do país: Pombal, uma singela aldeia, limítrofe e fortemente desertificada, teima oferecer um cardápio de eventos que passam pelo teatro, a música popular e erudita, as artes plásticas, a literatura, a animação de rua, o desporto…

Feiras – O número de feiras em Carrazeda de Ansiães foi reduzido de três para duas.

Fim – da Linha do Tua. Depois da decisão da construção da barragem na foz do rio Tua, esta linha centenária e única no país e no mundo tem o seu fim à vista.

Governança – A de Carrazeda é “sui generis”. Quem vai à festa camarária tem dia livre, quem não vai, terá de trabalhar.

Hora – de poupar. No presente, as crianças do primeiro ciclo não têm transporte para visitas de estudo.

IC5 – em contagem decrescente e para estar pronta em 2011. Estaremos a meia hora de Vila Real e a uma hora do Porto. Será um avanço civilizacional para os carrazedenses.

In memoriam - “Acabem com isso, o PIDDAC não serve para nada”, defenderam, em declarações à Lusa, os presidentes das câmaras de Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, o socialista Artur Pimentel e o social-democrata Eugénio de Castro. Metade dos concelhos do distrito de Bragança, incluída Carrazeda, não tem verbas atribuídas no plano de investimentos do Estado.

Inauguração – da nova Piscina Municipal. Passado mais de um ano sobre a data prevista de conclusão da obra, as piscinas foram inauguradas, pouco depois de serem abertas ao público. Face às demoras que nos habituaram (olhe-se o caso do Centro Cívico!), este é um verdadeiro recorde na construção de uma infra-estrutura municipal. As piscinas ficaram bonitas, espaçosas, funcionais.

Ipsis VerbisO país vai ter uma faixa de 30 km de costa e o resto fica para as montadas ao javali" - Eurico Nogueira - arcebispo emérito de Braga.

Jornadas – Interioridade e desenvolvimento sustentado foram a temática das três jornadas promovidas pelo Senhor Presidente da Assembleia Municipal. Muito interessantes a contrastar com a pouca participação. De parabéns.

LataQuando foi prometida uma auto-estrada sem portagens, agora anunciam dois locais portajados no futuro prolongamento da A4 entre Amarante e Bragança. Grande lata...

Ler é divertido – Blogue do primeiro ciclo do Ensino Básico de Carrazeda de Ansiães em http://primeirociclocarrazeda.blogspot.com

Livros – Foram apresentados, no Centro de Apoio Rural, os livros "Carrazeda de Ansiães" de A. M. Pires Cabral (texto) e Roberto Santandréu (fotos) e “Por terras de Ansiães”, a monografia do concelho de Cristiano Morais.

Maçã - Durante quatro dias, a XII Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite ofereceu aos visitantes um cartaz musical diversificado e com nomes sonantes da música portuguesa, destacando-se os concertos de Mickael Carreira, Quim Barreiros e dos Clã. Nada de novo, para além do cartaz. Para o ano foram prometidas novidades

Maravilhas – O Pensar Ansiães escolheu as suas: Castelo de Ansiães, Anta de Zedes, Fonte das Sereias, Igreja S. Salvador, Igreja do Pinhal do Norte, Linha de caminho de ferro do Tua, Miradouro de N.ª Sr.ª da Saúde, Miradouro do Valpedro, Senhora da Ribeira, Termas de S. Lourenço.

Massa crítica - "O presidente da Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, Rui Moreira, admite recorrer aos concelhos vizinhos para juntar massa crítica em três jornadas sobre desenvolvimento local, agendadas para os próximos meses.
É o "truque" que tem na manga para "espicaçar" os carrazedenses a participar nos debates, depois de ter verificado que qualquer palestra, seminário ou conferência que se no concelho realize tem pouca adesão e que são quase sempre os mesmos a participar.
"

MIECAL – Mais uma escultura do Museu ao Ar Livre para inaugurar.

Novas – rotundas, nova avenida para oeste da vila, a futura principal entrada na vila.

Obras – A vila ficou mais bonita com as obras de recuperação do centro da vila, exceptuando alguns ajustamentos de pormenor, alinhamentos, má avaliação de uma ou outra rotunda, arestas vivas (demasiado salientes) dos passeios, postes de iluminação muito perto das vias de circulação de automóveis...

Papal Audiência – O Papa recebeu em Junho e em audiência um grupo de jovens de Carrazeda.

Parquímetros – A pseudo - modernidade chegou ao nosso concelho. Foram instalados alguns parquímetros só que ainda não começaram a funcionar. Como se tem mostrado pela sua não utilização, são perfeitamente dispensáveis.

Postes de iluminação – Um dos protagonistas do ano. Vários foram os postes de iluminação danificados na zona intervencionada resultado de uma má planificação.

Preservativo – Foi uma das formas de protesto para com a taxa de reclame luminoso. Significou a colocação de um grande rolo de pano preto a envolver um reclame publicitário de um estabelecimento comercial privado.

Programas – O Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) que se estende até 2013, deixa um pouco de lado o sector pecuário e as pequenas explorações agrícolas, e tem como sectores prioritários o vinho, o azeite, os frutos, os produtos hortícolas, produtos de qualidade e florestas.

Promessas – Tudo o que foi solicitado pelo senhor Presidente da Câmara no discurso de inauguração das novas Piscinas Municipais, foi pelo secretário de estado graciosamente colocado na bandeja da inauguração Assim vai colocar-se relva no actual campo de futebol, bem como vão construir-se novos balneários, tudo até 2009, e ainda... nos foi oferecido um pavilhão gimnodesportivo, a construir ao lado das novíssimas piscinas.

Quo Vadis – Centro Cívico e Cultural? Antes de seres inaugurado transformar-te-ás em vestígio arqueológico.

Redução - A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães baixou a taxa do IMI – o Imposto Municipal sobre Imóveis. Até agora era o concelho do distrito de Bragança com a taxa mais elevada, 0,8% para prédios urbanos, descendo agora um ponto percentual. Desde que foi implementado o IMI, a Câmara de Carrazeda praticou sempre a taxa máxima.

Registo – Treze habitantes por dia. Foi quanto perderam, em média, entre 1950 e 2001, os 36 municípios de Trás-os-Montes e Alto Douro. Ou seja, em cinquenta anos, a região perdeu 241 004 pessoas.

Saída – da vereadora da Cultura.

Segurança – Nos princípios de Novembro, pais e encarregados de educação de Campelos, em Carrazeda de Ansiães, exigiram melhores condições de transporte dos alunos.

Solidariedade – Foi bonita a grande campanha de solidariedade para com o Manuel Paulo de Carvalho. Mais de 200 pessoas estiveram presentes no jantar de solidariedade. Foi uma jornada do blogue que ultrapassou todas as nossas expectativas quer em número de participantes, quer na angariação de fundos.

Telheira – O resultado da desinfestação que o Sr. Vereador mandou fazer no Lameiro da Telheira. O objectivo ainda não foi claramente explicado. De um momento para o outro, a relva da Telheira foi queimada com herbicida. Há relva de estádios de futebol com mais durabilidade.

Últimos – A visita da “Liga dos Últimos” , um programa da RTPN, ao campo de jogos do “Carrazeda” descobriu que há alguém que sabe tudo.

VintageConsidera-se como muito "muito provável" que a colheita de 2007 na região do Douro venha a ser declarada Vintage.

Visitas – A que esteve para se realizar e não se realizou – a visita da Ministra da Cultura ao Castelo de Ansiães. Desde finais de Agosto que estamos à espera da senhora.

X – o símbolo que podia representar a política cultural da Câmara Municipal. Inexistente. Aquela que com recurso a uma lupa se possa encontrar, aparece normalmente descontextualizada, sem coerência e quase nada participada.

Zona Oficinal e Artesanal – a obra colectiva mais surpreendente do concelho. O que significa que os carrazedenses são empreendedores. No meio da pouca organização e clareza de regras na distribuição de lotes, os carrazedenses mostram-se empreendedores e constroem um espaço que nos deve orgulhar a todos.

27 dezembro 2007

Pecado mortal

O alarido à volta da entrada ou não de Armando Vara na nova Direcção do BCP dá que pensar. À priori direi que não tenho especial admiração por esta personagem e não quero ser o que se denomina “defensor do diabo”, porém há coisas no ar que parecem ser uma perseguição pura e simples baseada em pressupostos pouco claros e até duvidosos.

O ilustre transmontano, em Vinhais nascido, é bancário de profissão e à custa do seu engenho, arte e pertinência conseguiu chegar a ministro, um dos poucos transmontanos a consegui-lo, tendo percorrido rapidamente, num percurso político tão meteórico como surpreendente, as várias etapas do poder em Portugal: dirigente distrital, deputado, vice-presidente do Grupo Parlamentar, secretário de estado e ministro. Caiu em desgraça, fruto dos obscuros financiamentos da Fundação para a Prevenção e Segurança que criou. Nada foi provado. E se granjeou inimigos, os amigos não lhe faltaram quando foi nomeado gestor e depois vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos perante a estupefacção de meio mundo.

Ali terá realizado um trabalho que muitos caracterizaram de competente e transformou-se no braço direito do administrador, dele não abdicando para a nova aventura do BCP. A sua inclusão na lista de Santos Ferreira despoletou um coro de protestos.

Em que se fundamentam?
Uns dirão que a putativa entrada da nova administração no maior banco privado português pressupõe uma atitude política, isto é, uma aproximação do banco ao poder instituído, no sentido de minimizar os efeitos das irregularidades detectadas pelas autoridades reguladores do mercado. Nesta óptica acusa-se o Governo de se imiscuir nos assuntos de empresas privadas. Vara seria a face. E então porque outros da mesma lista, também do PS, não sofrem da mesma contestação? Há ainda uns outros que advogam a sua falta de competência sem pormenorizarem de forma séria, apenas referindo a inadmissibilidade de um simples “caixa” se tornar administrador de um banco.

As razões desta animosidade são mais simples. Num país pequeno, sem grandes oportunidades, tudo está mais ou menos pré-determinado. Ultrapassar condicionalismos de nascimento, de estatuto social, de raça… é complicado e só o futebol e pouco mais, o parece ter conseguido. A ascensão de Vara não é um caso de heroicidade, teve forte muleta partidária e nos dias que correm isto é pouco valorizado e até depreciado. Depois Vara é um “outsider” na capital, facto agravado por ser originário da província, e isto é um pecado capital.

Pichagem

Efeitos da crise?!...


Efeitos da crise?!...

Conto do Dia de Natal

Se não escrevesse envergonhado e quase sempre contrariado, muitos dos textos que aqui deixo, teria tido ciúmes da notícia que o Eduardo Pinto escreveu no Jornal de Notícias no dia de Natal (veja aqui).
Na confortável posição de simples leitor o que me ocorre é perguntar-me se não mereceria nesse dia de Paz e Amor, uma outra notícia mais inócua e reconfortante. Falar das misérias da minha terra não deveria ser uma notícia para contar no dia de Natal. Ou então que ao menos fosse contada em tom de chacota (género – conto de Natal), por exemplo no Blog. Talvez se encontrasse um bode expiatório que poupasse as almas mais singelas e puras, de pensar menos na “real causa das coisas”.
Assim “a frio”, confesso que me dispôs mal.
O relatar da desventura dos ciganos que moram no “Bairro do Iraque” levou-me a confrontar a sorte destes com a Daquele que nasceu na manjedoura e que, pelos vistos terá sido favorecido na comparação pois que, para alem do aquecimento proporcionado pelo bafo dos animais, teve ainda a visita dos reis e pastores a prestarem-lhe os devidos cuidados e meios para vingar.
Restará pois aos desgraçados ciganos que moram neste acampamento acreditar num milagre que lhes proporcione as condições de vida que merecerem.
Para os cépticos que pagam impostos, como eu, talvez fosse de requerer que nos poupassem o conhecimento da história. Afinal importa manter-nos motivados para o trabalho. O mesmo é dizer para o contributo que damos para a resolução dos problemas sociais que nos preocupam.
Interessa também finalmente, que a nossa memória seja curta, para que possamos esquecer o desperdício e entender os argumentos do Senhor Presidente da Câmara que, para estes casos não encontra remédios, na área de intervenção social de que é responsável.

HÉLDER CARVALHO

24 dezembro 2007

Carta ao Menino Jesus

Meu Menino Jesus:

Trocaram-te pelo Pai Natal da Coca-Cola que acena com a abundância de artifícios, quase todos inúteis e mascara com a caridadezinha pontual o amor ao próximo.
A "magia" do Natal alimentada pela mentira publicitária idiotiza as nossas crianças que tudo pedem e tudo se lhe dá; o ideal é o consumo desenfreado do movo modelo do telemóvel, do GPS, da consola de jogos, do relógio, do "gadjet" sofisticado; todos estão prenhes, nesta quadra, de amor para dar e vender que cobre a má consciência do resto dos dias - "é dia de pensar nos outros — coitadinhos", é altura de participar nas alegrias e tristezas dos outros, como se fossem nossas.

Quanto a desejos dou voz ao poeta:

Poema de Natal

Vinicius de Morais

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrela a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.

23 dezembro 2007

Boas Festas

Para todos quantos insistem, persistem, resistem e porfiam por aqui, vão os meus Votos de um Feliz Natal.

Pertenço a esta
geografia, ao lume branco
da resina, ao gume
do arado. A minha casa
é esta: um leito de estevas e uma rosa
de caruma abrindo
no tecto do orvalho.
(Albano Martins - 06)

22 dezembro 2007

Ipsis verbis

Nos primeiros anos da democracia, este "bloco central" (PS+PSD) concentrava-se em exercer o poder através da economia nacionalizada pós-1975, daí poder ser representado simbolicamente na cena real de responsáveis dos dois partidos reunidos a distribuir os lugares de gestores públicos nas empresas: estes dois são para mim, este fica para ti, este vai para a TAP e dou-te dois na CP, mas este da EDP não pode ser comparado como este na Imprensa Nacional, etc., etc. Este tipo de partilhas que durou até há muito pouco tempo e em muitas áreas, a começar nas autarquias e nas empresas municipalizadas, ainda está longe de ter acabado.
Mas o "bloco central de interesses" evoluiu com a economia, e adaptou-se às privatizações, deslocou-se para fora do Estado e foi para os grupos económicos, para os bancos, as seguradoras, as empresas de construção civil, etc., etc. Quase que se pode formular uma regra simples: quanto mais depender um grupo económico de decisões do governo para conduzir a sua actividade empresarial, tanto maior é a presença deste "bloco central de interesses" no seu seio.

Pacheco Pereira no Público
Norte - É possível, desde ontem, apresentar candidaturas ao "bolo" de 169 milhões de euros contemplados no Programa Operacional da Região Norte 2007/2013. Tendo em consideração os sistemas de incentivos ao investimento de micro e pequenas empresas, o volume global de financiamento disponibilizado por este programa ascende, então, a cerca de 226,5 milhões de euros.
Os projectos de candidatura, divididos em oito áreas, poderão ser apresentados até Março ou Abril de 2008, conforme o dia fixado para cada uma dessas áreas. Entre elas, a maior "fatia do bolo" vai para a regeneração urbana (60 milhões de euros), a requalificação da rede escolar (35 milhões de euros) e a criação de unidades e serviços de saúde (32,5 milhões de euros).

21 dezembro 2007

Vaidades

Abre hoje o espaço Shengen a nove novos estados da Comunidade Europeia. Esta era uma promessa da presidência portuguesa. Todos os cidadãos nacionais ou legalmente residentes no território dos 24 países-membros podem circular livremente em todo o espaço.
A abolição das fronteiras foi acompanhada da instituição de um Sistema de Informação Schengen (SIS), uma gigantesca base de dados onde os Estados-membros introduzem informações sobre pessoas desaparecidas, em situação irregular ou com mandados de captura, roubos, tráfico de armas ou falsificação de dinheiro.
Só que...
O actual sistema de informação (SIS1) não estava capaz de responder ao novo desafio e o chamado SIS2 mostrava-se incapaz de poder funcionar antes de 2009.
... Foi então que se pensou na tecnologia portuguesa.
Decorridos cinco meses e 200 mil euros, a Critical Software de Coimbra redesenhou um sistema informático já ultrapassado para o transformar no baptizado SISone4all que irá permitir essa introdução de informação e assim possam abrir-se as fronteiras.
Para todos aqueles, e não são poucos, que acham que estamos sempre na cauda da Europa, que temos dos mais baixos índices de desenvolvimento, sabe bem mostrar-lhes estes exemplos.
O nosso orgulho incha ainda mais se soubermos que na Critical, uma das grandes empresas de software mais importantes no mundo, com encomendas da NASA, trabalha um nosso conterrâneo.
Sabe bem saber isto.
E continuem a distribuir as medalhas municipais pela mediocridade habitual...
Alijó, Vila Pouca de Aguiar, Peso da Régua e Murça vão ficar sem Serviço de Atendimento Permanente (SAP) na área da saúde, a partir das zero horas do próximo dia 28.

O ministro da Saúde, Correia de Campos, vai inaugurar, hoje à tarde, as obras de alargamento do Centro de Saúde n.º 1, em Chaves, uma intervenção no valor de 590 mil euros. (...) Depois da inauguração, (...) revelará (...) a data efectiva do fecho da maternidade.
É preciso ter lata...

ler é divertido

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A sul nada de novo


Onde é que já ouvimos estas?

Boas Novas?

O Parlamento deve aprovar sexta-feira o projecto-lei do PS que proíbe a cobrança aos utentes de qualquer valor pelo aluguer, amortização ou inspecção periódica dos contadores de água, electricidade e gás natural...

Só que...

A EDP, à semelhança do que já tinha afirmado em Março, diz que a empresa não cobra qualquer valor pelo aluguer dos contadores, mas sim uma taxa de potência que assegura que a electricidade chega à casa dos consumidores.

leia aqui

ACASO OU IGNORÂNCIA?

A ideia que nos tempos mais remotos se tinha sobre o eclipse, não corresponde à dos dias de hoje. As justificações para o fenómeno foram-se sucedendo, à luz do conhecimento actual são ridículas e mesmo vistas como puro delírio, até que foi possível satisfazer a curiosidade humana com base na evolução da ciência. A desmistificação e a explicação científica de fenómenos que antes para nós eram desconhecidos, foi possível como resultado da evolução do próprio saber. Esta construção processa-se de uma forma prodigiosa - o que hoje é a verdade, amanhã já não é possível sustentá-la. Os mecanismos de suporte à investigação são cada vez mais sofisticados. Justificarmos como ignorância, aquilo de que não possuímos conhecimento e, ao mesmo tempo instalar a dúvida em todas as certezas actuais, invoca esperança no pensamento humano e consequentemente a possibilidade de se poder ser útil.
Na verdade, esta razão de esperança foi induzida por Karl Popper ao afirmar que, embora todos os cisnes observados até hoje fossem brancos, não podemos pressupor a não existência de cisnes negros, por outro que não seja o factor do nosso desconhecimento. Daqui se concluiu que nenhuma teoria científica se pode pretender absolutamente certa podendo ser gradualmente mutável até mesmo pelo acaso, o que leva Popper a transformar o próprio conceito de ciência que passou a ser sinónimo de incerteza, ou melhor, de fiabilismo, como ele denomina.
Laplace ao estudar a Lei dos grandes números institui a ideia de que por conhecermos determinado espaço amostral podemos determinar com mais ou menos grau de probabilidade acontecimentos aleatórios. Embora tenhamos conhecimento das condições iniciais torna-se impossível a determinação de um acontecimento dada a instabilidade subjacente às variações do processo, que mesmo sendo pequenas no seu conjunto originam resultados bastante distintos.
A formação de uma nuvem, por exemplo, embora se realize em condições que são conhecidas, não podemos determinar a sua forma. E é deste jeito que se anuncia a teoria do Caos.
Embora nos pareça perfeitamente possível o ocasional ser estudado e entendido num breve futuro parece-nos ilusório admitir o determinismo na Natureza, já que todos os sistemas que nela se incluem não possuem consistência e por isso previsibilidade, desse modo, a vida no Planeta deixaria de ter graça e até sem sentido. Procurar a uniformidade da mesma, nunca seria inequivocamente benéfico para o Homem.
Julgarmos que cientificamente tudo seria possível, é admitir o fim do conhecimento como processo evolutivo.

19 dezembro 2007

Mentiras Verrinosas (a antecipar o Natal)

- Num gesto de desagravo pelas mais recentes notícias mobilizam-se as hostes com vista a decidir-se homenagear o Nosso Primeiro, propondo-se colocar o seu nome no novo cemitério municipal.

- Entretanto com a situação descarada de crise financeira do município, baralham-se as opiniões sobre as prioridades dos investimentos e sobre as avaliações dos seus resultados.
Afinal quem é o vândalo! Aquele que parte o foco de iluminação do marco geodésico ou aquele que o iluminou! Aquele que vandalisa o parque de desportos radicais ou aquele que o construiu!...

- No gabinete dos jardins recebeu-se à gargalhada o resultado da desinfestação que o Sr. Vereador mandou fazer no Lameiro da Telheira. O objectivo era o de acabar com parasitas e ervas daninhas, sem escaldar a relva. Como resultante a relva em vez de ficar laranja, ficou russa. Alguém com piada terá dito: - Imaginem se ele decidia fazer a desinfestação aqui. Entretanto procede-se já à colocação da nova erva mas o parasita contínua.

- Algumas rapidinhas:
- Regista-se o hastear de novas bandeiras nos mastros das bombas de gasolina da Repsol. As bandeiras, nacional e do município, já estavam mais esfarrapadas que as desculpas do Nosso Primeiro quando não cumpre o que promete.

- Integrada no programa de reestruturação e reconversão do comércio tradicional, regista-se o novo visual da casa comercial Ponto Chique.

- Está a ouvir-se mais na rádio a canção: “ A mim não me enganas tu”.

- É grande a expectativa com o afluxo de visitantes a chegar a Carrazeda, na época natalícia. As primeiras previsões apontam para mais seis postes de iluminação danificados. Há quem diga que os postes apenas se mostram educados para com quem chega, vergando-se à sua passagem.

-Na aldeia deAlganhafes foi encontrado um espaço disponível para se fazer um Centro Cultural.

- Com o intuito de motivar as pessoas a trabalhar melhor, foi decidido lançar uma campanha com o slogan – “ Cuidado que a inércia mata”.
Em campanha paralela e também com o objectivo de levar as pessoas que trabalham a aceitarem a compensação foi decidido o slogan – “Torne a sua miséria agradável”.

- Com o prolongar deste Inverno rigoroso, o desalento é tanto que alguns até já perderam a memória.

- Para dar o exemplo de contenção e rigor orçamental, o Nosso Primeiro decidiu pagar do seu próprio bolso, as prendas e os postais de Boas Festas que está a enviar-nos.

- Ao que parece, por falta de adaptação ao ambiente fechado, a Garça-real voou já para novas paragens. Aguarda-se a chegada de novas ou da mesma desgraça.
- Conclui-se com notícia positiva. Carrazeda vai exportar nadadores – salvadores com certificado de garantia.

Migalhas

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17 dezembro 2007

Ipsis verbis

"O jogo era em Belém, contra uma equipa que tem a cruz de Cristo ao peito e um Jesus no banco, Ganhar, em plena época natalícia, seria um escândalo".
Ricardo Araújo Pereira na Bola

Intervalo

Luís Afonso - no Público (clique para aumentar)

Boas Festas


Alguns dos cartões premiados no "Concurso de Boas Festas" do 1.º Ciclo de Carrazeda de Ansiães promovido pela Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães.

15 dezembro 2007

Ipsis verbis

"Com tratado ou sem tratado, a "Europa" não é uma comunidade, é uma colecção de países com uma burocracia no meio."
Vasco Pulido Valente no PÚBLICO.

"O que eu digo e repito é que há um "meio" muito pouco saudável no Porto, que se tem vindo a criar nos últimos 20 anos (...) Toda a gente sabe, vem nos jornais, é público, nada acontece. Há demasiado faz-de-conta para ser natural. Tem que haver cumplicidades."
Pacheco Pereira no Público

Alta tensão

As denominadas linhas de muito alta tensão sobrevoam algumas habitações um pouco por todo o país e estão a ser construídas outras a fim de satisfazer as necessidades energéticas, cada vez mais dependentes do recurso à electricidade perante o aumento do preço dos combustíveis. As populações apresentam queixas de malefícios para a saúde e a empresa - Redes Energéticas Nacionais (REN) - garante que as torres não afectam a saúde pública. Recentemente, a linha que percorre o concelho de Sintra será enterrada, após um acordo entre a REN e a Câmara Municipal. A decisão foi prontamente anunciada pelo senhor ministro da Economia que mantém a tutela sobre a empresa. Como efeito dominó, outras populações atingidas criam comissões e/ou carregam nos protestos para impedir que em cima dos seus lares passe a muito alta tensão. Com todo o direito, pois o que a uns se concede a outros não se lhe deve negar, é o princípio da universalidade jurídica. Estamos convencidos que, como sempre, haverá dois pesos e duas medidas, pois um serão cidadãos de primeira, habitualmente os que se encontram perto da capital, e outros de segunda, aqueles cujo volume do protesto se dilui pela distância.

14 dezembro 2007

Mausoléus para os camafeus

Com o aproximar do fim de ano civil seria justo fazer-se uma avaliação do desempenho dos nossos autarcas. Como trabalhadores honestos que pagam impostos julgo que teríamos o direito de ser informados publicamente, sobre o que foi feito do nosso dinheiro ao longo do ano que finda e, o que se perspectiva fazer para tornar prospero o próximo. Assim se formaria a nossa opinião para lá da “ fachada” em que se repara.
A falta de dados não nos permite assim ajuizar sobre o desempenho de quem nos governa, sejam eles os nossos representantes na Presidência da Câmara, na Assembleia ou nas Juntas de Freguesias.
Não se arrisca pois nomear os que terão demonstrado mais capacidade e sentido de responsabilidade ou os mais medíocres e irresponsáveis.
Sugere-se que tal selecção seja feita por cada um e, para aqueles que fazem deste exercício um acto de catarse, propõe-se que leiam o poema que segue de Alberto Pimenta.

Mausoléu

Ao Hiperbólico, Fantástico, Extravagante,
Prepotente,
Antidevoto, Arquideísta
Sebastião José de Carvalho e Melo
Marquês de Pombal:
D. Quixote dos Ministros de Estado,
Sublime Engenheiro de Castelos de vento,
Legislador de Bagatelas,
Autor de Leis Enigmáticas,
Inimitável Criador de Palavras gigantescas,
Amplificador de Nadas,
Único Descobridor da Pedra Filosofal,
Dos Direitos Natural e das Gentes,
Defensor in você
Destruidor in re.
Virtuoso nas palavras
Vicioso nas obras;
Abundante de projectos
Falto de Execuções;
Restaurador quimérico das Letras,
Real Perseguidor dos Sábios,
Protector aparente do Comércio,
Arruinador da Lavoira,
Povoador dos Cárceres,
Despovoador dos Campos,
Grande dentro
Pequeno fora;
Richelieu na Vingança
Mazarin na ambição;
Nas Virtudes, nem Eu, nem outro.
Agradecido por Sistema
Ingrato por Natureza.
Digno para Vizir de um Príncipe Maometano,
Indigno para Ministro de um Príncipe Cristão!
O POVO PORTUGUÊS
Sumamente agradecido à sua odiosa memória,
Pelo haver governado
Com um Ceptro de ferro,
Por ter armado parte dos seus Cidadãos
Contra outra parte,
Por enriquecer o Particular
E empobrecer o Público,
Por ter aniquilado a antiga Nobreza
E levantado outra de nova invenção,
Por ter acrescentado o número dos Processos
Com a confusa multidão das suas informes Leis,
Por ter enriquecido a Língua
Com uma prodigiosa Cópia de palavras Exóticas
E Insignificantes;
E por muitos outros favores
Que deve à sua Liberdade e piedosa mão,
Lhe manda levantar este Mausoléu:
Construído do Ossos de inumeráveis
Vítimas
Do seu humor bárbaro, cruel e sanguinário,
Amassados
Com lágrimas
De tantas desamparadas Viúvas,
De tantas arruinadas Donzelas,
De tantos Órfãos Pupilos.
No dia 6 de Março
Ano. Era 1777

Frio

A maioria dos distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de tempo frio, que se deverá manter pelo menos até domingo, de acordo com o Instituto de Meteorologia (IM).
A escala de avisos do IM vai de amarelo a vermelho, tendo o laranja como nível intermédio.

Sob aviso amarelo estão os distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Aveiro, Santarém, Leiria, Castelo Branco, Lisboa, Setúbal, Évora e Beja, devido à persistência de temperaturas mínimas baixas.

O distrito que terá hoje a temperatura mínima mais baixa será Bragança, com seis graus negativos.

O distrito de Faro está também com aviso Amarelo, mas devido à ondulação.

De acordo com as previsões do IM, as temperaturas deverão continuar a descer até segunda-feira, sendo que no domingo grande parte de Portugal continental estará com temperaturas mínimas negativas ou iguais a zero.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) apresenta na sua página na Internet alguns conselhos relacionados com o tempo frio, que agora começou a atingir Portugal continental.

Assim, a ANPC aconselha as pessoas a vestirem várias camadas de roupa, evitarem o consumo excessivo de electricidade, para não sobrecarregar a rede, e a terem cuidado com lareiras, braseiras e aquecedores de gás, devido ao risco de acidentes domésticos.

13 dezembro 2007

Viva a partidocracia

O PS e o PSD querem novas regras para as candidaturas de independentes nas eleições autárquicas. Os sociais-democratas propõem, com o aplauso dos socialistas, "um período mínimo de não militância partidária". Isto para obstar, diz-se, a possíveis "logros". Muito clara esta argumentação que visa apenas impedir situações como a de Valentim e Isaltino no caso do PSD e a de Roseta no caso do PS com prejuízos evidentes para os partidos citados. É o domínio dos partidos sobre as escolhas individuais. É o que se poderá chamar o absolutismo partidário que passa pelo controle da liberdade individual. Quer dizer sem cartão de militante não se pode participar na chamada “democracia à portuguesa”. E porque não um período probatório bem alargado para se conseguir a militância partidária? Isto é, a perpetuação dos mesmos na actividade política, para salvaguarda de tachos e outras mordomias. Seria o ideal do stabishlment…

12 dezembro 2007

Principais elementos do Tratado de Lisboa

(segundo agência EFE)

Principais elementos do novo tratado europeu, o Tratado de Lisboa, que substituirá o projecto de Constituição europeia: - contém as emendas aos dois únicos tratados que o bloco vai conservar: o Tratado da União Europeia e o Tratado sobre o funcionamento da UE.

- Cria a figura de um presidente estável da União, eleito por um período de dois anos e meio, renovável uma vez.

- Cria o novo cargo de Alto Representante da União para Relações Exteriores e a Política de Segurança, que será ao mesmo tempo vice-presidente da Comissão Europeia e vai comandar um serviço de acção exterior.

- Instaura um novo sistema para o cálculo da maioria qualificada na tomada de decisões. A "maioria dupla" será adiada, no entanto, até 1 de novembro de 2014, para atender à Polônia, que obtém outras garantias.

- Desaparece o veto em 40 âmbitos de acção suplementares, entre eles asilo, imigração e cooperação policial e judicial.

- A Comissão Europeia (órgão executivo), hoje com 27 membros, terá no máximo dois terços do número de Estados-membros a partir de 2014. (Portugal não terá nenhum comissário)

- Aumenta o poder de co-decisão ou co-legislação do Parlamento Europeu.

- A Carta Europeia de Direitos Fundamentais, que ocupava toda a parte II do Tratado constitucional, não faz parte do novo documento, que porém incluirá uma menção do seu carácter vinculativo.

- O Reino Unido obtém importantes esclarecimentos e restrições na aplicação da Carta ao seu território, assim como a Polônia.

- Maior papel dos Parlamentos nacionais.

- Reconhecimento da iniciativa popular: 1 milhão de cidadãos podem pedir à Comissão uma medida legislativa.

- A União Europeia terá personalidade jurídica única.

- Possibilidade dos Estados de abandonar a União.

- Novo mecanismo automático de colaboração reforçada na cooperação policial e judicial.
se tiver paciência leia aqui

11 dezembro 2007

Barragem do Tua e posições dos autarcas

A barragem do Tua vai começar a ser construída dentro de um ano. O anúncio foi feito pelo governo na apresentação da versão definitiva do Plano Nacional de Barragens, a implementar até 2020. A prioridade dada à barragem do Tua não colheu de surpresa os autarcas dos Municípios abrangidos pela albufeira, que até já estavam à espera que isto pudesse acontecer, dado o avanço dos estudos do empreendimento hidroeléctrico.

Para o presidente da Câmara de Mirandela, “este Governo é eficientíssimo, em matérias onde quer” ironiza o autarca dizendo que “em 15 dias consegui reunir todas as criticas e sugestões e apresentar um plano definitivo de barragem sem consultar ninguém”. José Silvano teme pelas consequências dessa decisão porque “se for a primeira a avançar em 2008, quer dizer que daqui a quatro ou cinco anos não temos linha do Tua porque vai ficar submersa” inviabilizando a circulação.

O edil de Vila Flor concorda com a construção da barragem “mas tenho uma grande pena da linha onde fiz muitas viagens”. Mas Artur Pimentel salienta que a barragem também “pode trazer progresso à região”, argumenta.

O autarca de Murça mostra-se conformado mas, só espera que a EDP lhe apresente, o mais breve possível, o estudo de impacte ambiental. João Luís Teixeira promete continuar a exigir que as indemnizações aos agricultores afectados “sejam efectuadas ao metro quadrado e não ao hectare” falando ainda em “compensações permanentes no futuro”.

O presidente da Câmara de Alijó também mantém a reivindicação de que a barragem dê contrapartidas às populações e não se fique apenas pelo interesse nacional de produção eléctrica. “Espero que haja um equilíbrio entre o aproveitamento hidroeléctrico e um projecto de desenvolvimento sustentado” para as populações que vai ser banhadas pela barragem.

O autarca de Carrazeda de Ansiães, é um dos que mais deseja a barragem do Tua e diz que sempre acreditou que fosse das primeiras a avançar, ao contrário de outros autarcas da região. “Ás vezes os desejos mais persistentes acabam por nos convencer que são realidade” afirma Eugénio de Castro.

A barragem do Tua será, portanto, a primeira a avançar, no âmbito dos 10 empreendimentos do Plano Nacional de Barragens. Isto deve-se ao facto de ser a única a precisar apenas de um concurso simplificado, em que a EDP aparece bem posicionada para ganhar a concessão. Assim sendo, a linha do Tua parece mesmo condenada a encerrar, pelo menos no seu troço final.

Na Brigantia
Curiosas as posições de uns autarcas, no mínimo. Um porque traz progresso para a região, só que ainda não se sabe qual; outro que é preciso um projecto de desenvolvimento sustentado, só que ninguém o conhece, um outro congratula-se porque vamos ser os primeiros... sem comentários. Num investimento que trará, dizem (até isto é discutível) mais valia para o país , para a região uma mão cheia de nada. E é assim que vamos construindo o futuro.

10 dezembro 2007

Autarcas contestam empréstimo
Vários presidentes de Câmara, quer do PS quer do PSD, contestam a medida aprovada na terça-feira pela Assembleia Municipal de Lisboa. A autarquia foi autorizada a fazer um empréstimo no valor de 400 milhões de euros.
Os autarcas consideram que estamos perante uma violação da lei das Finanças Locais, legislação da autoria de António Costa que é hoje o presidente da Câmara de Lisboa.
Estes responsáveis falam numa situação de favor, exortam o Governo a mudar a lei por entenderem que aquilo que é permitido a uma Câmara tem de ser válido para todos os municípios.
No país há muitas Câmaras a apertar o cinto e obrigadas a gerir a crise sem poderem recorrer a empréstimos.
(...)
Uma violação da lei é o que para o autarca laranja de Carrazeda de Ansiães pode acontecer se o empréstimo for mesmo concretizado.

Mirandela - Os quadros interactivos fazem parte do plano tecnológico da educação do Governo, pelo que, em breve, vão passar a ser uma ferramenta de trabalho nas escolas portuguesas. Estão a ser dados os primeiros passos com a apresentação do projecto, denominado “Escola é fixe”, às câmaras municipais com o intuito de poderem vir a adquirir os kits. Nesse sentido, a junta de freguesia de Mirandela promoveu, na passada quinta-feira.

Vila Real, 08 Dez (Lusa) - Os jovens socialistas transmontanos defenderam hoje a criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro como a melhor solução para promover o desenvolvimento e responder às especificidades dos distritos de Vila Real e Bragança.


A morcona Causa e feito , Paulo , Ferreira, Chefe de Redacção Diálogo (edificante) entre Fátima Campos Ferreira, estimada apresentadora do programa 'Prós e contras' (RTP1, segunda-feira), e João Luís Teixeira, presidente da Câmara de Murça, a propósito da baixa natalidade que põe em perigo o futuro do país. Fátima Como se chamam os de Murça? Autarca Murcenses. Fátima Murcenses? Quase eram morcões! Autarca (metido num revelador sorriso amarelo) Isso é uma ofensa! Fátima Uma ofensa? Os do Porto não acham… Definição de morcão, de acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora "Indivíduo indolente, inábil ou aparvalhado". Um verdadeiro mimo, portanto. Verdade que no Porto, como de resto no país inteiro, "morcão" não é ofensivo . Quando as pessoas têm um grau de confiança que permite usar o epíteto sem ofender. Não é manifestamente o caso. Verdade que podia ser pior. Imaginemos que o caso ocorria com o presidente de Bragança. Este diria que os autóctones são brigantinos. Fátima, com o jeitinho que mostrou, atalharia "Quase eram suínos!". O pulo semântico que a apresentadora usou com o autarca de Murça permite pensar que, na cabeça de Fátima, isto não corresponderia a nenhuma ofensa de maior. Fátima, estou certo, não terá querido em nenhum momento ofender gratuitamente os murcenses. O problema é que os murcenses terão seguramente ficado ofendidos com a leviandade que apresentadora mostrou quando, com um sorriso largo, quis fazer um lamentável número circense. Fátima deve, por isso, um pedido de desculpas às gentes de Murça. A menos que queira ficar conhecida como a morcona, aqui no verdadeiro sentido da palavra.

Lisboa, 07 Dez (Lusa) - O processo de consulta pública sobre o Programa Nacional de Barragens conduziu a algumas alterações nos projectos, nomeadamente, na barragem de Foz Tua, de modo a salvaguardar parte da linha ferroviária do Tua, anunciou o presidente do Instituto da Água.
Orlando Borges, que abriu a apresentação pública do programa, aprovado em definitivo pelo Governo, revelou que a construção da barragem de Foz do Tua recebeu 28 pareceres desfavoráveis, mas que o processo de consulta pública permitiu introduzir alterações na cota, para os 170 metros, de modo a diminuir em 15 quilómetros a parte da linha afectada.

A prostituição de brasileiras em Bragança já está a ser alvo de um estudo académico. Depois da polémica originada pelo conhecido caso “Mães de Bragança” que levou ao encerramento das casas de alterne na cidade, o fenómeno é agora alvo de estudo. Trata-se de uma tese de doutoramento que está a ser desenvolvida no Instituto Politécnico de Bragança precisamente por uma docente brasileira da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.

Criada comissão luso-espanhola para a Linha do Douro


09 dezembro 2007

IC5 - em contagem decrescente





Por aqui vai passar o IC5. (Algures no Mogo de Ansiães/estrada do Vilarinho da Castanheira)
recebidas por correio electrónico

08 dezembro 2007

A construção da Barragem do Tua inicia-se dentro de um ano

A Barragem do Tua parece ter linha verde como se depreende do artigo de hoje do Público com o genérico "Barragens hidroeléctricas já não são propriedade do Estado". No desenvolvimento pode ler-se que as obras poderão iniciar-se dentro de um ano e "a barragem de Foz Tua será a primeira a avançar, aplicando-se para este caso o mesmo procedimento usado para a barragem de Ribeiradio. A EDP demonstrou o seu interesse, publicar-se-á um edital alertando para outros potenciais interessados. Caso apareçam, a eléctrica portuguesa tem direito de preferência se igualar a oferta da concorrência."
No destaque lê-se ainda "Face às críticas sobre esta barragem, que inunda a Linha do Tua, uma das mais emblemáticas da rede ferroviária nacional, foi decidido reduzir a cota da albufeira para 170 metros, o que permite salvaguardar a linha situada a norte da estação de Brunheda, reduzindo em 15 quilómetros o troço de linha afectada. Descendo para os 160 metros, manter-se-iam mais sete quilómetros. Mesmo assim, a ligação desta linha à do Douro é interrompida e a parte mais interessante é inundada.".
Pergunta-se, para que serve um troço de linha-férrea que vai dar a uma barragem? Esta solução, a modos de salomónica, é ridícula, não servirá mais do que sossegar as más consciências e atirando areia para os olhos dos opositores dizer-se que se conseguiu algo, quando o resultado é uma mão cheia de nada..

Os negócios é que é

Num texto intitulado "Direitos humanos à parte" de Manuel, António, Pina "",
a modos de parênteses, dir-se-á que esta coluna do JN, "Por outras, palavras" revela-se diariamente de leitura obrigatória,
lê-se que "Lisboa será durante este fim-de-semana um dos lugares mais mal frequentados do Mundo".
Mas não se pense que é só pelo número de ditadores de África,
que proibidos pela comunidade internacional, de cruzarem espaço aéreo europeu e de só irem às compras em mercados da Ásia,, podem assim legitimamente e por convite, trazer o seu séquito para consumirem escandalosamente na capital da União Europeia, desdobrar-se em acções que mitigam e branqueiam as suas acções despóticas., como é o caso do anúncio da criação da "Casa de África", patrocinada pelo petróleo de Khadafi,
voltamos a Pina",
não são só os tais de África,"mas também pelo número de políticos europeus capazes de vender a alma ao diabo e trocar os valores essenciais em que se funda a própria Europa democrática por considerações económicas e geoestratégicas. Que importância têm os massacres na Somália, no Congo ou no Sudão, as violações dos direitos humanos no Malawi, na Tanzânia, na Zâmbia, em Angola, na Líbia, no Chade, a apropriação das ajudas internacionais e o seu desvio para as contas bancárias das cliques dirigentes, a morte e a miséria de milhões de pessoas, quando estão em causa negócios? Negócios, negócios, direitos humanos à parte é a sórdida lição que os governos europeus - gente que todos os dias se põe de joelhos perante a China, que está disposta a vender Taiwan e o Tibete (e o Dalai Lama com ele) a Pequim, a "esquecer" o Zimbabwe, o Darfur, o Sara Ocidental - dão aos seus povos amanhã e depois em Lisboa.
Assente a poeira dos grandes discursos e da importância da cimeira para a Europa e para o "ego" nacional, esta é uma reflexão obrigatória, se ainda quisermos ser os fiéis depositários dos valores humanistas e de defesa dos direitos do homem.

06 dezembro 2007

Conto de Natal

Era uma vez um reizinho que vivia no seu reino, feliz e contente. Habitava num lindo palácio, rodeado de mordomias e ostentação. Tinha lindos coches, e era neles que se deslocava pelo reino, com o seu séquito de viscondes e viscondessas, marqueses e marquesas, almoxarifes e ordenanças. O povo miserável que trabalhava, vivia sonhando com o céu, já que não o tinha em terra.
Como sempre acontece havia classes diferentes neste reino. No caso, o que diferenciava as três castas que havia, era o facto de uns serem considerados bonitos – e estes eram os privilegiados, e outros serem considerados os feios.
Não se sabe porque razão, havendo quem dissesse que tinha sido praga, mas havia também muitos deficientes visuais, estes pertenciam à classe dos cegos, eram os mais desprotegidos porque não só não sabiam se eram bonitos como também não conseguiam labutar e defender-se como os restantes, porque acumulavam o "defeito" de serem invisuais.
Um dia o rei mandou fazer um outro caminho que desse para se chegar ainda mais rápido ao seu palácio. A obra progrediu com muito esforço do povo trabalhador. Sempre que se acabava uma obra, era uma festa, estouravam foguetes e havia música no ar. O povo ignorante rejubilava de contente sempre que atingia o propósito que o soberano lhes impingia.
Como de costume teriam de ser, o rei e o seu séquito, os primeiros a fazer o percurso em cerimónia inaugural. Com os muitos afazeres, nunca mais se tinha tempo para se proceder a esta cerimónia. Quebrar este protocolo era expressamente proibido.
Houve contudo um súbdito, da casta dos humildes ceguinhos, que se propôs quebrar as regras e, decidiu ele próprio experimentar antecipadamente o percurso. Teve azar.
Como lhe tinham dito que a estrada não tinha curvas ele acreditou na mentira e seguiu sempre em frente. Foi tal o desastre que ainda hoje se não sabe como não morreu. Quando conseguiram fazê-lo chegar ao hospício já nada havia a fazer. Iria ficar entrevado para o resto da vida.
O reizinho ficou muito irritado e enfurecido quando soube que lhe tinham tirado o protagonismo e não quis perdoar ao transgressor.
Perante a infelicidade daquele homem, mobilizaram-se os amigos que não compreendiam como o monarca, que tinha previsto organizar uma grande festa para a inauguração do caminho, não se propunha agora ajudar o seu triste súbdito.
Depois de muito se falar, conseguiu-se que o rei, por vergonha, mandasse um emissário dizer que ofereceria uma esmola de ajuda ao entrevado.
Ficou este mais feliz e, todos se penitenciaram das conjecturas maldosas e se convenceram da bondade soberana.
Entretanto o rei despótico, ensimesmado e irritado com a coacção psicológica que lhe tinham feito passar, tratou de ir encontrando pretextos para si próprio, com vista a jamais enviar a esmola que tinha prometido.
Chegou então o Natal, época de paz e reconciliação, sem que se cumprisse o editado. Foi a altura escolhida para uma delegação de súbditos se dirigir ao rei para pedir piedosamente o cumprimento da promessa. Este recordou mais uma vez a falta de verbas e a urgência em gastar as que existiam, na iluminação do palácio, na decoração dos jardins e no pagamento aos trovadores, arlequins, saltimbancos e bobos que acostumavam no palácio.
E a comitiva regressou com as mãos a abanar.

(Chegou a altura de encontrar um fim para este Conto de Natal.
Na tentativa de se procurar interactividade e, porque se deseja um final feliz (ainda que provisório), convidam-se os leitores a escolher uma das duas conclusões que se acrescentam.
1- Um dia já descrente na ajuda o homem entrevado decidiu jogar no totoloto. E não é que lhe saiu o primeiro prémio!
E assim, apesar da sua condição, pôde ser feliz e ajudar outros a sê-lo.

2- Uma noite, não se sabe se a dormir ou acordado, o homem entrevado teve um sonho. Sonhou que tinha aprendido a ver e a levitar. E não é que quando acordou conseguiu voar liberto em todas as direcções!

E a vida prosseguiu naquele reino onde se continua à procura de ganhar o céu.

05 dezembro 2007

Ipsis verbis

"A AUIP4 não pode deixar de concluir que o Governo pretende iniciar a viabilização económico-financeira da nova Estradas de Portugal, S.A. começando por onerar os portugueses que em último lugar tiveram direito a usufruir de auto-estradas na sua região"
Luís Bastos, presidente da Associação de Utilizadores do IP4 (AUIP4)

Utilizadores do IP4

apresentam queixa ao Provedor de Justiça contra portagens na futura A4

"A Associação de Utilizadores do IP4 (AUIP4) apresentou uma queixa ao Provedor de Justiça contra a inclusão de portagens em troços da auto-estrada transmontana que circundam Vila Real e Bragança, uma medida que considera "injusta" e "provavelmente ilegal", foi hoje anunciado.
O presidente da AUIP4, Luís Bastos, disse que a associação quer revogar aquela medida, atendendo a que a referida concessão está legalmente integrada no regime scut."
do Público

Desrespeito

No pretérito programa Prós e Contras falava-se de natalidade. Um dos convidados foi o senhor presidente da Câmara Municipal de Murça. Na sua apresentação a senhora jornalista Fátima Campos de Ferreira pergunta ao edil como se chamariam os habitantes de Murça e sem esparar resposta adianta a hipótese de "morcões". Já foi tarde a resposta do convidado que ainda emendou para "murcenses", pois a risada foi geral e ruidosa. Eu se fosse habitante de Murça não ficava satisfeito com o episódio, não o sendo também não fico. O simples acontecimento demonstra duas coisas. A primeira, a ligeireza e o desrespeito com que nos tratam nos grandes meios de comunicação social. A senhora jornalista e a produção do programa deveriam proceder a investigação prévia e pensar que poderiam ferir susceptibilidades. Em segundo lugar, uma referência deste género num meio de comunicação como a RTP toma uma amplitude que se prolonga no espaço e no tempo e poderá servir a todas as chacotas. Assim não.

03 dezembro 2007

Grande lata


Quando foi prometida uma auto-estrada sem portagens, agora anunciam dois locais portajados no futuro prolongamento da A4 entre Amarante e Bragança, grande lata...

02 dezembro 2007

Turismo no "deserto"

Algumas aldeias desertas localizadas em Trás-os-Montes reúnem condições para dinamizar um novo conceito turístico de recriação de épocas históricas capaz de impedir que se transformem em meros vestígios arqueológicos. A ideia é defendida pelo arqueólogo Luís Pereira, da extensão de Trás-os-Montes do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.
Continue a ler a notícia aqui

Só visto

Apesar das obras, circulação continua por restabelecer

Nove meses e meio depois do acidente que provocou a morte a três pessoas na linha do Tua, a circulação ainda não foi restabelecida. Apesar do troço da via já ter sido reparada há quase dois meses, questões de segurança levantadas pelo LNEC estão a impedir a sua reabertura. Isto só poderia acontecer nesta região, isto é, um desprezo absoluto pelos transmontanos....

01 dezembro 2007

Portagens na A4

O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, esclareceu que «apenas dois troços» de 14 quilómetros da futura auto-estrada transmontana junto às cidades de Vila Real e Bragança terão portagens.

(...)
Os deputados do PSD, Adão Silva e Ricardo Martins denunciaram quinta-feira que a auto-estrada transmontana entre Via Real e Bragança «vai ter portagens», ao contrário do que dizem ter sido anunciado pelo primeiro-ministro, José Sócrates. Segundo um requerimento apresentado pelos deputados na Assembleia da República, os automobilistas vão «pagar portagens num total de 32 dos 130 quilómetros de extensão da auto-estrada transmontana», diz a «Lusa».

Pedro Silva Pereira esclareceu que vão ser introduzidas portagens apenas em dois troços, designadamente desde o Túnel do Marão, que fará a ligação de Amarante a Vila Real, e o seu prolongamento até à intersecção com Auto-estrada 24. Também serão colocadas portagens entre os nós junto à cidade de Bragança. Cada um destes troços com portagens terá «sete quilómetros» e, segundo Pedro Silva Pereira, nos dois casos existem vias alternativas

Não era esta com certeza a expectativa dos transmontanos. Tinha sido prometido uma auto-estrada sem portagens, a exemplo do que acontece em muitos outros locais do país. Curiosas são as explicações do deputado socialista pelo distrito de Bragança, Mota Andrade,que justifica que as portagens são benéficas porque podem obrigar os automobilistas a entrar no perímetro urbano. Quanto ao troço até à fronteira de Quintanilha adianta que se trata de um acesso internacional e que deve por isso ter um pagamento simbólico. Incrível! Ninguém parará no perímetro urbano sem ter necessidade de o fazer, por outro lado, portagens só para não naturais são políticas utilizadas na Idade Média que estão desfasadas e são impensáveis nos tempos modernos.