Mas, poderia não ter resultado e tal facto poderia ter tido consequências catastróficas.
Para alem do mais, a experiência resultou também porque não vi presentes no debate nem a comunicação social nem os representantes do poder, qualquer que ele seja.
É que tenho para mim que o exemplo do Gilberto Pinto, não deve ser demasiado divulgado para não ser tomado como exemplo a seguir. Efectivamente trata-se de um percurso de um lutador que vem de uma família com poucos recursos e que tem singrado na vida a expensas próprias e à custa de muito suor e risco. Este esforço e este desgaste não se desejam a ninguém. Imaginemos então o que poderia acontecer se o seu exemplo fosse conhecido e tomado por referências pelas instituições do poder! Já estou a imaginar, perante uma recusa para um qualquer apoio a uma acção cultural, surgir uma argumentação do género “ Olhe para o exemplo do Gilberto que nada nos pediu…”
Assim, para que a catástrofe não tenha acontecido, valeu-nos o facto da acção realizada no dia 27 de Dezembro em Carrazeda, em que falámos da última obra publicada do Gil, esta ter passado despercebida e ignorada por quem manda, opina e decide, como usar o dinheiro dos nossos impostos.
Com sorte ninguém nos dará este exemplo quando um dia acharmos que temos direito de reivindicar igualdade de critérios na distribuição de subsidios á cultura junto das respectivas instituições.
Hélder Carvalho
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