Os números (alguns):
Em 2004, nasceram 392 crianças em Bragança e 457 em Mirandela, bastante abaixo dos 1500 partos anuais, limite mínimo apontado por um estudo da Comissão de Saúde Materno-Infantil.
(alguns outros por "ser mais chique" foram nascer a Vila Real ou ao Porto)
Os argumentos (encerra a minha ou encerra a tua?):<>
Jorge Nunes, o autarca de Bragança, considera que não faz sentido uma capital de distrito perder a maternidade e diz que se a extinção do serviço for em frente, serão muitas as mulheres que vão acabar por ir ter os filhos a Zamora.
José Silvano, o autarca de Mirandela, defende que a dele faz mais partos, está mais central e mandou enviar dez mil postais ao ministro da Saúde.
Quem vai decidir? (sabe-se e não se sabe)
A decisão sobre o encerramento de uma ou das duas maternidades do distrito será da responsabilidade da direcção do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano, entidade que agrupa os três hospitais (Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela), cuja estrutura orgânica ainda nem está definida, nem se sabe qual deles será o "chefe de fila".
Confuso?... O tempo é bom conselheiro...
1 comentário:
O pretenso encerramento das maternidades de Mirandela e de Bragança, não pode estar sujeito à fria realidade dos números. Há outras realidades bem mais pertinentes a ter em conta, tais como, a dimensão geográfica do distrito, as fracas acessibilidades através dos concelhos mais limítrofes para o centro, menos recursos económicos, mais subdesenvolvimento sociocultural... Não será um engravatado qualquer da capital quem vai decidir onde queremos nascer!... Somos força transmontana! Somos granito! e, se for preciso, corremos tudo à pedrada por aí abaixo!...
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