04 outubro 2005

Porque sorri o candidato!?

Até ao presente, entender aquele sorriso no cartaz é, para mim, a maior curiosidade que a campanha autárquica tem despertado.
Realmente gostava de ser psicólogo para interpretar a expressão enigmática com que o candidato se apresenta. Não sei se serão muitos os que têm esta mesma curiosidade.
Seria interessante conhecer por exemplo a opinião da gente próxima do candidato. Porque não pedir também a opinião àqueles que, tendo dele dito já “cobras e lagartos”, frequentam agora o seu “redil”! È evidente contudo que aquela foto não é destinada aos que já o conhecem. Seria então interessante conhecer a opinião dos que, não o conhecendo, o apreciassem pela simples observação da fotografia.
Enquanto espero, arrisco os meus pareceres.
Assim começo por partir do princípio de que o sorriso não foi imposto pelo fotógrafo, constituindo pois a opção seleccionada pelo interessado. Acredito que a expressão é genuína. Não foi manipulada nem por operações gráficas nem plásticas. O sorriso é rigorosamente do próprio.
Ultrapassada esta questão, procure-se pois a interpretação para este enigma que, muito me recorda o célebre sorriso de Mona Lisa.
O rosto sorri no seu todo. È uma expressão alegre, levemente prazenteira, quiçá mesmo divertida ou, possivelmente, distraída! Por outro lado poderá também interpretar-se como o captar daquele instante, que alguns lhe conhecem, que releva para a matreirice!
Será que o intuito é levar-nos a comungar de um “estado de alma” que conduz para a felicidade!
Se assim for a razão pode estar na vontade de passar a ideia de satisfação pelo seu dever cumprido até ao presente. Fazer passar o agrado pelo cumprimento das promessas que já fez em campanhas anteriores. Fazer passar o contentamento, com o que vê á sua volta e a confiança que deposita num futuro risonho e pleno de consolação para todos os seus concidadãos.
È evidente que dificilmente se conseguirá destrinçar este enigma, sem ajuda.
Hélder de Carvalho

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