16 outubro 2005

"Amargos de boca"... das autárquicas (2)

Longe vão os tempos em que muitos dos recrutados para as mesas de voto era gente conhecida pela sua intervenção cívica e generosidade, que desta maneira pretendiam dar um contributo à causa pública e por isso eram seleccionados por serem pessoas idóneas, consideradas no meio social e o acto da eleição para a mesa ser considerado um acto sério e honroso.

Também recordo mais recentemente, a dificuldade em preencher os elementos que compunham cada assembleia de voto. Muitos antecipadamente avisavam o presidente da Junta de Freguesia que não contasse com ele e outros perante a inevitabilidade da nomeação apressavam-se a exibir atestados médicos, única forma de os dispensar do acto nada convidativo.

Hoje resolveu-se definitivamente o problema e a participação dos eleitores nas mesas de voto. a troco de dinheiro. São tempos em que o dinheiro tudo resolve. As pessoas acotovelam-se e “metem cunhas” para constar nas listagens.

Temo que esta “mercenarização” da participação nas Assembleias de voto (me desculpem todos aqueles que ainda o fazem por convicção e princípios), o transforme num serviço pouco honroso e ajude a mais descredibilizar o acto eleitoral.
Estar nas mesas deveria ser um serviço à Comunidade prestado ao menos uma vez na vida.

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