No domingo, 31 de Outubro, 22,30 h, o Câmara Clara, programa cultural da RTP2, trata o tema Douro. Paula Moura Pinheiro conversa com Fernando Maia Pinto, director do Museu do Douro; Francisco Olazabal, produtor do Vale Meão e trineto da Ferreirinha; e Samuel Guimarães, coordenador do serviço educativo do museu.
http://camaraclara.rtp.pt/
31 outubro 2010
28 outubro 2010
24 outubro 2010
22 outubro 2010
Pensar dos leitores: Expo Shangai
Descobri há muito pouco tempo que o nosso excelentíssimo presidente da Câmara, O Sr. José Luís, esteve na China, na expo shangai, para promover os produtos da nossa belíssima terra. Fiquei perplexa por perceber que ninguém mais, para além do próprio, o soube. Os produtos apresentados na dita exposição são os mesmos de sempre e dos mesmos produtores de sempre...velhos conhecidos nossos...pergunto eu...e os outros produtores?? E aqueles que têm realmente alguma coisa de jeito para apresentar ao país e ao mundo, não merecem sequer saber que Carrazeda vai estar representado numa das maiores feiras mundiais???? porque carga de água é que tudo foi "abafado" e os produtos levados (que tive de investigar para perceber quais foram), foram aqueles e não outros????? Os Carrazedenses não merecerão saber deste tipo de iniciativas??? Se calhar Carrazeda estaria bem melhor representada com outros produtos que não os mesmos de sempre, que já não interessam a ninguém e começam a ficar...em desuso.........
Ao invés de Carrazeda, outros municípios, como Murça e vila flor levaram o nome da sua terra além fronteiras e promoveram o que de melhor tem a sua terra....
Fica apenas a minha indignação enquanto carrazedense e gostaria que abordassem este tema no vosso blog, que sigo atentamente...é sem dúvida o melhor informador do real estado da nossa terra...
Uma leitora identificada
Ao invés de Carrazeda, outros municípios, como Murça e vila flor levaram o nome da sua terra além fronteiras e promoveram o que de melhor tem a sua terra....
Fica apenas a minha indignação enquanto carrazedense e gostaria que abordassem este tema no vosso blog, que sigo atentamente...é sem dúvida o melhor informador do real estado da nossa terra...
Uma leitora identificada
19 outubro 2010
Carlos Fiúza: Política - a beleza universal de uma palavra
Política - a beleza universal de uma palavra
Afirmo que não venho com pretensões de endireitar o mundo, até porque quem torto nasce tarde ou nunca se endireita, e o mundo humano nasceu com aquele disparate do Adão e mais a Eva.
Ele comeu a maçã e a gente agora que se avenha.
Não venho discutir os méritos de uma ou outra forma de governo dos povos.
Em suma, não venho discutir “política”, mas tão só filosofar filologicamente a respeito de algumas palavras que hoje nos enchem os ouvidos e nos cansam os lhos.
Quem há aí tão feliz que não seja a todo o instante obrigado a pensar no que seja a “política” e mais palavras de “política”? Ninguém, porque a política é a “senhora” do Mundo.
Creio que todos concordarão em que uma das palavras que mais se usam e, portanto, mais se têm gasto no mundo é a palavra “política”.
Etimologicamente, “política” era a técnica de governar a cidade, e, por extensão, o governo do Estado.
O homem é, de facto, um animal “político”, se a noção de “político” for esclarecida e prestigiada pelas luzes etimológico-filológicas e históricas.
Cada homem, acrescido da sua cara-metade, ou sem ela, associa-se, no convívio com outro. E esse outro com outro. E outro e mais outro.
A vida precisa de força. Dos fracos não reza a história, a não ser a história das desgraças.
E como se obtém a força? Com a união, porque é esta que faz a força.
Assim nasce, naturalmente, a tendência para a associação humana, para a sociabilidade. O homem é, pois, um ser sociável. A vida impõe que os homens se tornem “sócios” ou “companheiros” uns dos outros na luta pela sobrevivência. Ora, se o homem é um animal sociável, também por isso mesmo é um animal “político”, na essência desta noção.
Tomemos uma real imagem das sociedades humanas. Esta, por excelência – uma cidade.
A “cidade” é o produto mais visível da sociabilidade humana. A “cidade” é a imagem da união que faz a força. Mas que força? A força desordenada? Claro que não.
“Cidade”, e “civilidade”, “civilização” – são palavras que se prendem com “civilis”, digno da “cidade”, considerando-se o adiantamento social da “cidade” em confronto com a vida mais atrasada fora dela.
Na “cidade” vemos o resultado da necessidade humana de conviver, para viver.
Mas, como o homem deixa de ser homem, quando não vê diante de si nada mais do que a luta pelo bocado, isto é, quando deixa o estômago dirigir o coração ou o cérebro, segue-se que, desde tempos imemoriais, foi preciso estabelecer nos aglomerados humanos as leis do governo “coletivo”, em defesa da “civilidade”, e com vista à “civilização”.
Pois bem.
“Cidade” em grego era “polis”. Ora, a cidade, “polis”, a aglomeração máxima, precisou sempre de administração, de governo.
A arte de governar a “cidade” chamou-se, por isso, “politiké”, subentendida a palavra “tétkne”, arte, ciência.
Destarte, compreende-se que a “política” seja, etimologicamente, a técnica de governar a cidade e, por extensão, a ciência de governar o Estado.
Ah! Mas os bípedes implumes, estes seres irrequietos que povoam a Terra, são crianças grandes; e estragam os brinquedos, e brincam com as coisas sérias.
E assim foi possível que a palavra “política” (em todas as línguas) se abandalhasse, de tal modo que hoje muita vez apenas significa agitação, intriga à roda do poder.
O povo, espertíssimo sempre em descobrir o fraco das palavras, não deixou de perceber o lado desfavorável e a vacuidade dos termos “políticos”.
Assim, repare-se na ironia em que a “política” chegou a cair, na observação dos que a viram a servir de manhas, astúcias, desinteligências, lutas de interesses e algo mais deste jaez:
- “Ele é político”, quer dizer, é espertalhaço, é manhoso, é atrevido.
- “Ele agora anda muito político lá com o compadre. Não se podem ver. São como o cão e o gato”.
Enfim, a palavra “política” está tão mal gasta, caiu em tal desprestígio, que até adivinho que parecem do outro mundo aqueles autores que usavam “político”, no sentido de “civilizado”, como o Padre Vieira.
Diante do que se tem visto no panorama do Globo, chega a gente a pensar, na verdade, que mais avisados andam aqueles que emendam o primeiro sentido de “política”, e passam a considerar esta infeliz e desprestigiada palavra como símbolo de desentendimento.
Continuemos, pois, a ser animais “políticos”; mas repilamos o que a palavra nos traga à lembrança de artificialismo, de perfídia, de desordem.
Façamos reanimar a palavra “política” do seu espírito de “civilidade”, de “civilização” e não a deixemos avançar para a barbárie, para a ferocidade do “homo hominis lúpus”…
Carlos Fiúza
Afirmo que não venho com pretensões de endireitar o mundo, até porque quem torto nasce tarde ou nunca se endireita, e o mundo humano nasceu com aquele disparate do Adão e mais a Eva.
Ele comeu a maçã e a gente agora que se avenha.
Não venho discutir os méritos de uma ou outra forma de governo dos povos.
Em suma, não venho discutir “política”, mas tão só filosofar filologicamente a respeito de algumas palavras que hoje nos enchem os ouvidos e nos cansam os lhos.
Quem há aí tão feliz que não seja a todo o instante obrigado a pensar no que seja a “política” e mais palavras de “política”? Ninguém, porque a política é a “senhora” do Mundo.
Creio que todos concordarão em que uma das palavras que mais se usam e, portanto, mais se têm gasto no mundo é a palavra “política”.
Etimologicamente, “política” era a técnica de governar a cidade, e, por extensão, o governo do Estado.
O homem é, de facto, um animal “político”, se a noção de “político” for esclarecida e prestigiada pelas luzes etimológico-filológicas e históricas.
Cada homem, acrescido da sua cara-metade, ou sem ela, associa-se, no convívio com outro. E esse outro com outro. E outro e mais outro.
A vida precisa de força. Dos fracos não reza a história, a não ser a história das desgraças.
E como se obtém a força? Com a união, porque é esta que faz a força.
Assim nasce, naturalmente, a tendência para a associação humana, para a sociabilidade. O homem é, pois, um ser sociável. A vida impõe que os homens se tornem “sócios” ou “companheiros” uns dos outros na luta pela sobrevivência. Ora, se o homem é um animal sociável, também por isso mesmo é um animal “político”, na essência desta noção.
Tomemos uma real imagem das sociedades humanas. Esta, por excelência – uma cidade.
A “cidade” é o produto mais visível da sociabilidade humana. A “cidade” é a imagem da união que faz a força. Mas que força? A força desordenada? Claro que não.
“Cidade”, e “civilidade”, “civilização” – são palavras que se prendem com “civilis”, digno da “cidade”, considerando-se o adiantamento social da “cidade” em confronto com a vida mais atrasada fora dela.
Na “cidade” vemos o resultado da necessidade humana de conviver, para viver.
Mas, como o homem deixa de ser homem, quando não vê diante de si nada mais do que a luta pelo bocado, isto é, quando deixa o estômago dirigir o coração ou o cérebro, segue-se que, desde tempos imemoriais, foi preciso estabelecer nos aglomerados humanos as leis do governo “coletivo”, em defesa da “civilidade”, e com vista à “civilização”.
Pois bem.
“Cidade” em grego era “polis”. Ora, a cidade, “polis”, a aglomeração máxima, precisou sempre de administração, de governo.
A arte de governar a “cidade” chamou-se, por isso, “politiké”, subentendida a palavra “tétkne”, arte, ciência.
Destarte, compreende-se que a “política” seja, etimologicamente, a técnica de governar a cidade e, por extensão, a ciência de governar o Estado.
Ah! Mas os bípedes implumes, estes seres irrequietos que povoam a Terra, são crianças grandes; e estragam os brinquedos, e brincam com as coisas sérias.
E assim foi possível que a palavra “política” (em todas as línguas) se abandalhasse, de tal modo que hoje muita vez apenas significa agitação, intriga à roda do poder.
O povo, espertíssimo sempre em descobrir o fraco das palavras, não deixou de perceber o lado desfavorável e a vacuidade dos termos “políticos”.
Assim, repare-se na ironia em que a “política” chegou a cair, na observação dos que a viram a servir de manhas, astúcias, desinteligências, lutas de interesses e algo mais deste jaez:
- “Ele é político”, quer dizer, é espertalhaço, é manhoso, é atrevido.
- “Ele agora anda muito político lá com o compadre. Não se podem ver. São como o cão e o gato”.
Enfim, a palavra “política” está tão mal gasta, caiu em tal desprestígio, que até adivinho que parecem do outro mundo aqueles autores que usavam “político”, no sentido de “civilizado”, como o Padre Vieira.
Diante do que se tem visto no panorama do Globo, chega a gente a pensar, na verdade, que mais avisados andam aqueles que emendam o primeiro sentido de “política”, e passam a considerar esta infeliz e desprestigiada palavra como símbolo de desentendimento.
Continuemos, pois, a ser animais “políticos”; mas repilamos o que a palavra nos traga à lembrança de artificialismo, de perfídia, de desordem.
Façamos reanimar a palavra “política” do seu espírito de “civilidade”, de “civilização” e não a deixemos avançar para a barbárie, para a ferocidade do “homo hominis lúpus”…
Carlos Fiúza
Divulgação: Futsal Carrazeda, 3.ª jornada
JORNADA 3º (23/10/2010- Pelas 16:00)
Entre Ambos-os-Rios - Carrazeda de Ansiães
Carrazeda Futsal Seniores Desloca-se na 3ª Jornada à casa do recém promovido "Entre Ambos-os-Rios" equipa a ter em conta pelos resultados 2009/2010 que em 28 Jornadas alcançou 26 Vitorias e 2 Empates.
Deslocação complicada para os nossos guerreiros.
Retirado daqui
Entre Ambos-os-Rios - Carrazeda de Ansiães
Carrazeda Futsal Seniores Desloca-se na 3ª Jornada à casa do recém promovido "Entre Ambos-os-Rios" equipa a ter em conta pelos resultados 2009/2010 que em 28 Jornadas alcançou 26 Vitorias e 2 Empates.
Deslocação complicada para os nossos guerreiros.
Retirado daqui
18 outubro 2010
Ipsis verbis
"Não é preciso ser economista: podemos viver durante algum tempo a ganhar 500 euros, gastando 510. Podemos viver assim durante um período transitório, mas nunca podemos fazer disto lógica de funcionamento. Como fizemos, e fizemos durante muito tempo, esta crise era só uma questão de tempo."
Frederico Meireles, enólogo responsável pelo vinho duriense Grambeira, marca produzida numa adega de Carrazeda de Ansiães (Daqui)
Frederico Meireles, enólogo responsável pelo vinho duriense Grambeira, marca produzida numa adega de Carrazeda de Ansiães (Daqui)
17 outubro 2010
Divulgação
Sábado, 6 de Novembro
17:00 - 19:30
Palácio Balsemão
Praça Carlos Alberto
Porto
As Edições Afrontamento, a Livraria Poetria e a autora do livro Portugal como (im)possibilidade continuada: cidadania e exílios (1930-1970). “À Conversa com Jorge de Sena”, Maria Otília Pereira Lage, convidam para a sessão de lançamento no local e horário indicados.
O livro será apresentado pelos Professores Doutores Maria do Carmo Castelo Branco e Gaspar Martins Pereira e pelo escritor Manuel António Pina.
17:00 - 19:30
Palácio Balsemão
Praça Carlos Alberto
Porto
As Edições Afrontamento, a Livraria Poetria e a autora do livro Portugal como (im)possibilidade continuada: cidadania e exílios (1930-1970). “À Conversa com Jorge de Sena”, Maria Otília Pereira Lage, convidam para a sessão de lançamento no local e horário indicados.
O livro será apresentado pelos Professores Doutores Maria do Carmo Castelo Branco e Gaspar Martins Pereira e pelo escritor Manuel António Pina.
Mais uma vítima na Selores, agora em acidente com tractor
Eduardo Pinto,ontem no JN
"Mais uma morte na sequência de um acidente envolvendo um tractor agrícola. Aconteceu ontem, cerca das 13.00 horas, em Selores, Carrazeda de Ansiães. A vítima é António José Reis, um emigrante na Alemanha já aposentado que passava a maior parte do ano na sua terra natal, onde cultivava pequenas propriedades." (...) Toda a notícia aqui.
Era o António Zé, um das memórias mais carinhosas da minha infância e assim nesta viagem no tempo, a perda é mais sentida. Ele e o António da Ferreira, uma década mais velhos, constituíram-se durante um certo período da meninice os meus dedicados protectores. Sei que contou muito mais o rebuçado que a minha mãe lhes dava nas visitas à taberna que qualquer outro factor. Era certo, que eu gozava da impunidade perante qualquer investida mais violenta dos pares da mesma idade. Porém muito mais que isso eles eram os amigos mais velhos e isso dava-me um estatuto sem igual que nunca lhes agradecerei. Pena a curta duração, já que a emigração depressa me roubou as asas protectoras destes bons "rapazes".
O "António Zé do Casal" para mim não morreu, pois vou guardar um enorme carinho e a sua recordação há-de sempre perdurar. À família, solidariedade na dor.
P.S. Esta é segunda tragédia no presente ano na minha aldeia natal, Selores. Depois da morte da Diana no palheiro, agora o falecimento do António José neste estúpido acidente de tractor. É demasiado para os pouco mais de cinquenta habitantes da aldeia.
Na altura e a propósito do funeral da Diana congratulávamo-nos com o suposto pagamento das exéquias pela empresa onde trabalharia um familiar. Apesar da fonte segura da notícia e da promessa da empresa, nada disto aconteceu. Todas as despesas foram suportadas pela família. Acresce que a Câmara Municipal pela palavra do seu mais importante responsável teria também prometido ajuda, que até há bem pouco tempo não colheu provimento. A caminho da edilidade seguiu uma missiva rogatória que espera resposta. Queremos estar certos que será uma "carta a garcia"...
"Mais uma morte na sequência de um acidente envolvendo um tractor agrícola. Aconteceu ontem, cerca das 13.00 horas, em Selores, Carrazeda de Ansiães. A vítima é António José Reis, um emigrante na Alemanha já aposentado que passava a maior parte do ano na sua terra natal, onde cultivava pequenas propriedades." (...) Toda a notícia aqui.
Era o António Zé, um das memórias mais carinhosas da minha infância e assim nesta viagem no tempo, a perda é mais sentida. Ele e o António da Ferreira, uma década mais velhos, constituíram-se durante um certo período da meninice os meus dedicados protectores. Sei que contou muito mais o rebuçado que a minha mãe lhes dava nas visitas à taberna que qualquer outro factor. Era certo, que eu gozava da impunidade perante qualquer investida mais violenta dos pares da mesma idade. Porém muito mais que isso eles eram os amigos mais velhos e isso dava-me um estatuto sem igual que nunca lhes agradecerei. Pena a curta duração, já que a emigração depressa me roubou as asas protectoras destes bons "rapazes".
O "António Zé do Casal" para mim não morreu, pois vou guardar um enorme carinho e a sua recordação há-de sempre perdurar. À família, solidariedade na dor.
P.S. Esta é segunda tragédia no presente ano na minha aldeia natal, Selores. Depois da morte da Diana no palheiro, agora o falecimento do António José neste estúpido acidente de tractor. É demasiado para os pouco mais de cinquenta habitantes da aldeia.
Na altura e a propósito do funeral da Diana congratulávamo-nos com o suposto pagamento das exéquias pela empresa onde trabalharia um familiar. Apesar da fonte segura da notícia e da promessa da empresa, nada disto aconteceu. Todas as despesas foram suportadas pela família. Acresce que a Câmara Municipal pela palavra do seu mais importante responsável teria também prometido ajuda, que até há bem pouco tempo não colheu provimento. A caminho da edilidade seguiu uma missiva rogatória que espera resposta. Queremos estar certos que será uma "carta a garcia"...
Adega de Vila Flor encerra
Vila Flor - Adega Cooperativa encerra e declara insolvência
Eduardo Pires no JN
Depois de três anos sem crédito e com uma dívida de 2,5 milhões de euros, o desfecho era esperado: A Adega Cooperativa de Vila Flor vai encerrar e declarar falência. A decisão vai ser transmitida hoje aos sócios pela direcção demissionária (...)
continua aqui
É um desfecho há muito aguardado.
A principal causa foi a má gestão...
Uma perda para Vila Flor, mas também para Carrazeda. A quantidade de uvas entregue pelos vitivinicultores, sócios da cooperativa, era sensivelmente idêntica aos dois concelhos.
Muitos agricultores ficaram com o prejuízo de muitos milhares de euros. Mais uma vez a responsabilidade não vai ser apurada. Por cima da incompetência e, sabemos lá que mais... vai ser colocada uma enorme pedra para promover o esquecimento.
O senhor A. fala-me das "vinhitas" que agora deixa ao abandono. Das derradeiras vindimas, duas das últimas, que colheu para a cooperativa, nem um tostão lhe deram. "Lá ficaram cerca de 1000 contos de réis". Uma insignificância comparados com os cortes nos escalões superiores de um trabalhador da função pública. "Só no transporte dei à camioneta, nesses dois anos, cerca de cem contos". E, deixando escapar uma lagrimita, continua. "Agora estão para ali abandonadas, que é uma dor de alma..."
Tal como as vinhas do senhor A., com a Cooperativa morre também uma das formas de vida das nossas aldeias.
Eduardo Pires no JN
Depois de três anos sem crédito e com uma dívida de 2,5 milhões de euros, o desfecho era esperado: A Adega Cooperativa de Vila Flor vai encerrar e declarar falência. A decisão vai ser transmitida hoje aos sócios pela direcção demissionária (...)
continua aqui
É um desfecho há muito aguardado.
A principal causa foi a má gestão...
Uma perda para Vila Flor, mas também para Carrazeda. A quantidade de uvas entregue pelos vitivinicultores, sócios da cooperativa, era sensivelmente idêntica aos dois concelhos.
Muitos agricultores ficaram com o prejuízo de muitos milhares de euros. Mais uma vez a responsabilidade não vai ser apurada. Por cima da incompetência e, sabemos lá que mais... vai ser colocada uma enorme pedra para promover o esquecimento.
O senhor A. fala-me das "vinhitas" que agora deixa ao abandono. Das derradeiras vindimas, duas das últimas, que colheu para a cooperativa, nem um tostão lhe deram. "Lá ficaram cerca de 1000 contos de réis". Uma insignificância comparados com os cortes nos escalões superiores de um trabalhador da função pública. "Só no transporte dei à camioneta, nesses dois anos, cerca de cem contos". E, deixando escapar uma lagrimita, continua. "Agora estão para ali abandonadas, que é uma dor de alma..."
Tal como as vinhas do senhor A., com a Cooperativa morre também uma das formas de vida das nossas aldeias.
Apetite e fome - Carlos Fiúza
Apetite e Fome
A fome é negra - diz o nosso povo com intensa expressão e impressionante verdade.
Tão verdade é que Deus nos ensinou a pedir-Lhe: “o pão-nosso de cada dia nos dai hoje”.
Desde que o homem foi condenado a ganhar o pão com o suor do seu rosto, a incerteza de conseguir o sustento ficou de tal maneira a acompanhar o coração humano que os homens se esfalfam no agarrar do alimento, esfalfamento que se traduz no conseguir ou no conservar o símbolo do trabalho - o dinheiro, ou até, infelizmente, no processo de o amealhar ilicitamente.
Ninguém sabe, pois, se algum dia quererá comer, não tendo nem migalha ou, como diz o povo, não tendo “nemigalha”.
Nesta divagação podemos admitir, desde já, que a “fome” é a necessidade de comer, não havendo o quê.
A FOME é o desejo violento de comer, a necessidade urgente, dolorosamente ansiosa de meter um alimento à boca.
Fome é apetite, mas apetite excessivo, com urgente e ingente necessidade de comer.
Sim, a fome é negra. Tem a negridão daquele estado em que um desgraçado se encontra, quando não tem o sustento, que não falta às avezinhas do céu, nem aos vermes da terra, nem aos peixes do mar.
Fome - já tenho pensado nisto muita vez - é possibilidade inerente aos homens e às feras. Porquê? Porque entre as feras, como entre os homens, há o egoísmo, a luta pelo bocado, a ânsia por cada qual se governar com um naco ou com bons pedações…
Jesus Cristo que ensinou os homens a serem menos feras (“amai-vos uns aos outros”), ensinou-os a pôr confiança, por este rogo - “o pão-nosso de cada dia nos dai hoje”.
Fome é a falta desse pão.
Fome é necessidade de comer. Vontade de comer pode não ser fome. Pode ser um simples apetite.
Apetite é desejo, é procura. “Appetitus” é a faculdade de desejar, de querer chegar a…
O apetite é o desejo maior ou menor de comer.
Porém, a FOME é apetite com urgência de satisfação.
Mas as palavras são levianas.
As palavras doidejam por vezes em irregulares passeatas pelo campo da semântica.
Elas são inconstantes; não querem um significado apenas.
Existe um vocábulo helénico muito prestadio que pode entrar neste jogo de considerações sobre a fome. É “eufemismo”.
Com eufemismo se nomeia a arte ou o artifício de encobrir as verdades tristes ou rudes da vida por meio de palavras mais suaves, menos duras.
FOME é termo violento, e assim as expressões “vontade de comer, querer comer, ter apetite” podem abrandar a rudeza daquela palavra.
Mas a palavra FOME está lá… com ou sem eufemismo!
Como outras virão… com estes ou outros nomes!
Carlos Fiúza
A fome é negra - diz o nosso povo com intensa expressão e impressionante verdade.
Tão verdade é que Deus nos ensinou a pedir-Lhe: “o pão-nosso de cada dia nos dai hoje”.
Desde que o homem foi condenado a ganhar o pão com o suor do seu rosto, a incerteza de conseguir o sustento ficou de tal maneira a acompanhar o coração humano que os homens se esfalfam no agarrar do alimento, esfalfamento que se traduz no conseguir ou no conservar o símbolo do trabalho - o dinheiro, ou até, infelizmente, no processo de o amealhar ilicitamente.
Ninguém sabe, pois, se algum dia quererá comer, não tendo nem migalha ou, como diz o povo, não tendo “nemigalha”.
Nesta divagação podemos admitir, desde já, que a “fome” é a necessidade de comer, não havendo o quê.
A FOME é o desejo violento de comer, a necessidade urgente, dolorosamente ansiosa de meter um alimento à boca.
Fome é apetite, mas apetite excessivo, com urgente e ingente necessidade de comer.
Sim, a fome é negra. Tem a negridão daquele estado em que um desgraçado se encontra, quando não tem o sustento, que não falta às avezinhas do céu, nem aos vermes da terra, nem aos peixes do mar.
Fome - já tenho pensado nisto muita vez - é possibilidade inerente aos homens e às feras. Porquê? Porque entre as feras, como entre os homens, há o egoísmo, a luta pelo bocado, a ânsia por cada qual se governar com um naco ou com bons pedações…
Jesus Cristo que ensinou os homens a serem menos feras (“amai-vos uns aos outros”), ensinou-os a pôr confiança, por este rogo - “o pão-nosso de cada dia nos dai hoje”.
Fome é a falta desse pão.
Fome é necessidade de comer. Vontade de comer pode não ser fome. Pode ser um simples apetite.
Apetite é desejo, é procura. “Appetitus” é a faculdade de desejar, de querer chegar a…
O apetite é o desejo maior ou menor de comer.
Porém, a FOME é apetite com urgência de satisfação.
Mas as palavras são levianas.
As palavras doidejam por vezes em irregulares passeatas pelo campo da semântica.
Elas são inconstantes; não querem um significado apenas.
Existe um vocábulo helénico muito prestadio que pode entrar neste jogo de considerações sobre a fome. É “eufemismo”.
Com eufemismo se nomeia a arte ou o artifício de encobrir as verdades tristes ou rudes da vida por meio de palavras mais suaves, menos duras.
FOME é termo violento, e assim as expressões “vontade de comer, querer comer, ter apetite” podem abrandar a rudeza daquela palavra.
Mas a palavra FOME está lá… com ou sem eufemismo!
Como outras virão… com estes ou outros nomes!
Carlos Fiúza
Barragem aprovada dita fim da ferrovia
Fernando Pires no JN
"O presidente da câmara de Mirandela estranha o "secretismo" em torno da eventual aprovação do Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução da barragem de Foz Tua, anunciada pela Lusa, citando fontes relacionadas com o processo.
José Silvano diz ter sido apanhado de surpresa por estas notícias. "Não fui informado por ninguém sobre esta alegada aprovação, o que ainda é mais estranho porque o nosso município integra este processo desde a primeira hora", sublinha o edil.
Para além disso, os cinco autarcas dos concelhos que são atravessados pelo troço - Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alijó e Murça - assumiram uma posição conjunta a reclamar que seja a EDP a suportar os custos da mobilidade das populações na zona, caso a construção da hidroeléctrica fosse aprovada. "Queremos saber como serão executadas as condicionantes impostas pelo próprio RECAPE", acrescenta.
O autarca social-democrata recorda ainda que uma das contrapartidas da EDP para os concelhos que vão ser abrangidos pela construção da barragem do Tua é a sua participação, através de um fundo financeiro, no nascimento de uma Agência Regional de Desenvolvimento. "Ainda nada nos foi dito, pelo que aguardamos por mais desenvolvimentos", sustenta o presidente do município de Mirandela na reacção à alegada aprovação definitiva do empreendimento e do parecer favorável "condicionado" ao RECAPE. Decisões que ainda não foram tornadas públicas.
Manuela Cunha, dirigente do Partido Ecologista Os Verdes (PEV) considera "lamentável" esta decisão, caso venha a confirmar-se, mas acredita que "ainda não significa um ponto final" no processo.
A primeira subscritora do movimento que conseguiu a abertura do processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional, que teve parecer favorável do IGESPAR, em Junho, espera que a publicação em Diário da República possa servir para a suspensão da construção da barragem.
Manuela Cunha, avisa que, se for necessário "recorreremos para tribunal" para que "o valor patrimonial da Linha do Tua seja reconhecido de uma vez por todas e que isso sirva para repor a linha ao serviço do transporte das populações permitindo que seja um dos pilares do desenvolvimento turístico do vale do Tua", sublinha.
Recorde-se que a EDP não apresentou no RECAPE nenhuma proposta de alternativa ferroviária ao troço da Linha do Tua que ficará inundado. As alternativas vão passar pelos transportes fluviais (segmento turístico) e rodoviários (mobilidade quotidiana)."
O comunicado do MCLT
"O presidente da câmara de Mirandela estranha o "secretismo" em torno da eventual aprovação do Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução da barragem de Foz Tua, anunciada pela Lusa, citando fontes relacionadas com o processo.
José Silvano diz ter sido apanhado de surpresa por estas notícias. "Não fui informado por ninguém sobre esta alegada aprovação, o que ainda é mais estranho porque o nosso município integra este processo desde a primeira hora", sublinha o edil.
Para além disso, os cinco autarcas dos concelhos que são atravessados pelo troço - Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alijó e Murça - assumiram uma posição conjunta a reclamar que seja a EDP a suportar os custos da mobilidade das populações na zona, caso a construção da hidroeléctrica fosse aprovada. "Queremos saber como serão executadas as condicionantes impostas pelo próprio RECAPE", acrescenta.
O autarca social-democrata recorda ainda que uma das contrapartidas da EDP para os concelhos que vão ser abrangidos pela construção da barragem do Tua é a sua participação, através de um fundo financeiro, no nascimento de uma Agência Regional de Desenvolvimento. "Ainda nada nos foi dito, pelo que aguardamos por mais desenvolvimentos", sustenta o presidente do município de Mirandela na reacção à alegada aprovação definitiva do empreendimento e do parecer favorável "condicionado" ao RECAPE. Decisões que ainda não foram tornadas públicas.
Manuela Cunha, dirigente do Partido Ecologista Os Verdes (PEV) considera "lamentável" esta decisão, caso venha a confirmar-se, mas acredita que "ainda não significa um ponto final" no processo.
A primeira subscritora do movimento que conseguiu a abertura do processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional, que teve parecer favorável do IGESPAR, em Junho, espera que a publicação em Diário da República possa servir para a suspensão da construção da barragem.
Manuela Cunha, avisa que, se for necessário "recorreremos para tribunal" para que "o valor patrimonial da Linha do Tua seja reconhecido de uma vez por todas e que isso sirva para repor a linha ao serviço do transporte das populações permitindo que seja um dos pilares do desenvolvimento turístico do vale do Tua", sublinha.
Recorde-se que a EDP não apresentou no RECAPE nenhuma proposta de alternativa ferroviária ao troço da Linha do Tua que ficará inundado. As alternativas vão passar pelos transportes fluviais (segmento turístico) e rodoviários (mobilidade quotidiana)."
O comunicado do MCLT
16 outubro 2010
VINDIMAS DOURO 2010
A FESTA DAS VINDIMAS
É nos meses de Setembro e Outubro que 32 mil pequenos lavradores procedem à colheita das uvas, num trabalho que é conhecido por “Vindima”. Das vinhas, saem os cachos para os contentores que são levados para as Casas Comerciais, para fabricarem o vinho generoso, e o vinho com denominação de origem VQ P – Douro. Neste ano de 2010, com a ajuda da Natureza, a colheita foi abundante. Falou-se da festa das vindimas na Televisão, na Rádio e nos Jornais. Por toda a Região Demarcada do Douro, houve iniciativas a comemorar o acontecimento. A festa das vindimas que nas grandes Quintas do Douro, deu lugar à musica e cantares dos homens na lagarada, na pisa das uvas e tratamento do mosto; que vai dar lugar ao vinho generoso, com a denominação comercial de Vinho do Porto. Porém, sem as luzes da televisão, a voz da rádio e os ecos dos Jornais, os pequenos lavradores enfrentam sérios problemas no dia a dia. Como podem os lavradores fazer festa, se o IVDP lhes cortou o benefício do mosto a tratar? Que razões têm para festejar a colheita que sendo farta, foi entregue às Casas Inglesas.Sem preço, sem condições e quando a produção excede a litragem atribuída pelo IVDP- dizem-nos que - aquele excesso de uvas, vai produzir o vinho VQP – Douro. É pelo preço oferecido no ano anterior por aquele vinho, que o lavrador se orienta na relação custos – proveitos. Há casos em que venderam 750Kg de uvas por 100€ e outros por 75€ e para este ano o panorama não parece ser melhor, pois há mais quantidade.Quem é que defende os pequenos lavradores? A Casa do Douro?! … Por má gestão e culpa dos lavradores que elegeram a sua Direcção, dizem-nos que tal não é possível. Por outro lado o IVDP chamou a si o “Cadastro” ou seja o registo das propriedades que integram a Região Demarcada do Douro e, com os seus funcionários deveria este Instituto defender os pequenos lavradores, da ganância, do lucro das Casas Comerciais, fixando o preço à produção para as uvas das letras A-B- C etc. etc. Há no Douro lavradores, que reconverteram as vinhas num enorme esforço financeiro, plantando castas que produzem uvas de qualidade e foram recomendadas pelo Centro de Estudos Vitivinícola a saber a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz. Daí que esperavam vender melhor a sua produção, mas as Casas Inglesas estão a dispensar uvas, e fala-se que em 2011 vão despedir 10% dos arroubeiros – pequenos agricultores que trabalharam sempre nas suas vinhas, para vender as uvas aos Ingleses. Festa das vindimas para turista ver, para apreciar vinho e gastronomia da região nas Quintas dos donos do Douro. Por outro lado, os lavradores vão continuar a esperar pelo dinheiro para cobrir as despesas na Farmácia, nas dívidas ao Fisco, para pagar os adubos e produtos que se gastaram nas vinhas e na melhor das hipóteses até ao dia 15 de Janeiro de 2011, recebem o correspondente à venda do mosto beneficiado. Mais tarde lá para os finais de Julho e Agosto o acerto das contas do produto que é fruto da videira e do trabalho do homem.
Segundo noticiam este ano de 2010, parece que o preço das uvas e do vinho vai ser muito, mas muito baixo. Há sempre o argumento. – Foram vendidas sem preço. Aguentem.!!!
É nos meses de Setembro e Outubro que 32 mil pequenos lavradores procedem à colheita das uvas, num trabalho que é conhecido por “Vindima”. Das vinhas, saem os cachos para os contentores que são levados para as Casas Comerciais, para fabricarem o vinho generoso, e o vinho com denominação de origem VQ P – Douro. Neste ano de 2010, com a ajuda da Natureza, a colheita foi abundante. Falou-se da festa das vindimas na Televisão, na Rádio e nos Jornais. Por toda a Região Demarcada do Douro, houve iniciativas a comemorar o acontecimento. A festa das vindimas que nas grandes Quintas do Douro, deu lugar à musica e cantares dos homens na lagarada, na pisa das uvas e tratamento do mosto; que vai dar lugar ao vinho generoso, com a denominação comercial de Vinho do Porto. Porém, sem as luzes da televisão, a voz da rádio e os ecos dos Jornais, os pequenos lavradores enfrentam sérios problemas no dia a dia. Como podem os lavradores fazer festa, se o IVDP lhes cortou o benefício do mosto a tratar? Que razões têm para festejar a colheita que sendo farta, foi entregue às Casas Inglesas.Sem preço, sem condições e quando a produção excede a litragem atribuída pelo IVDP- dizem-nos que - aquele excesso de uvas, vai produzir o vinho VQP – Douro. É pelo preço oferecido no ano anterior por aquele vinho, que o lavrador se orienta na relação custos – proveitos. Há casos em que venderam 750Kg de uvas por 100€ e outros por 75€ e para este ano o panorama não parece ser melhor, pois há mais quantidade.Quem é que defende os pequenos lavradores? A Casa do Douro?! … Por má gestão e culpa dos lavradores que elegeram a sua Direcção, dizem-nos que tal não é possível. Por outro lado o IVDP chamou a si o “Cadastro” ou seja o registo das propriedades que integram a Região Demarcada do Douro e, com os seus funcionários deveria este Instituto defender os pequenos lavradores, da ganância, do lucro das Casas Comerciais, fixando o preço à produção para as uvas das letras A-B- C etc. etc. Há no Douro lavradores, que reconverteram as vinhas num enorme esforço financeiro, plantando castas que produzem uvas de qualidade e foram recomendadas pelo Centro de Estudos Vitivinícola a saber a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz. Daí que esperavam vender melhor a sua produção, mas as Casas Inglesas estão a dispensar uvas, e fala-se que em 2011 vão despedir 10% dos arroubeiros – pequenos agricultores que trabalharam sempre nas suas vinhas, para vender as uvas aos Ingleses. Festa das vindimas para turista ver, para apreciar vinho e gastronomia da região nas Quintas dos donos do Douro. Por outro lado, os lavradores vão continuar a esperar pelo dinheiro para cobrir as despesas na Farmácia, nas dívidas ao Fisco, para pagar os adubos e produtos que se gastaram nas vinhas e na melhor das hipóteses até ao dia 15 de Janeiro de 2011, recebem o correspondente à venda do mosto beneficiado. Mais tarde lá para os finais de Julho e Agosto o acerto das contas do produto que é fruto da videira e do trabalho do homem.
Segundo noticiam este ano de 2010, parece que o preço das uvas e do vinho vai ser muito, mas muito baixo. Há sempre o argumento. – Foram vendidas sem preço. Aguentem.!!!
A retoma
Conheço um que andou por aqui a provar a nudez das divindades. Para ser ouvido adoptou um estilo cómico e manhoso, mas que muito divertia porque achavam que era ficção. Aqui contou histórias curtas de personagens mais ou menos ilustres que têm feito a história (não sei se deva escrever com letra maiúscula) do nosso lugar. Do guardador de retretes ao guardador de rebanhos, do jardineiro ao escrivão, do engraxador de sapatos de verniz à regedora, da rameira à bem-aventurada, da avantajada à somítica, tudo serviu de pretexto para caracterizar a gesta. Descreveram-se os personagens mais interventivos, os ratos novos e os velhos, os cães de caça e os de guarda, as raposas e as cigarras, em suma, os animais de rapina que se tornaram mais comuns. Também os mais exóticos e iluminados foram contemplados. Todos os temas serviram: - As excursões às Terras Santas, as visitas ao Jardim Zoológico para se observar os elefantes brancos, as festas tradicionais com procissão, os foguetórios e a música medieval, os grandes projectos recreativos, as monumentais campanhas eleitorais, com vivas aos vencedores e os ilustres condecorados. Descreveram-se lugares de eleição, como o luxo dos parques de merenda, a beleza dos monumentos luminosos e aquáticos, o sítio privilegiado do cemitério, os lugares seleccionados para o complexo desportivo ou para o museu tradicional.
Finalmente parece ter acabado a ficção. Terá chegado a realidade! Quem estará preparado para a receber!? Já se começa a sentir na pele as consequências e parece que o medo deixou todos paralisados. Onde estão os retirados, os cantadores, os gabarolas e fanfarrões que por aqui se divertem a comentar, que não os ouço a criticar ou denunciar agora, o que está mal! Eu que sempre encontrei neles talento para convencer o povo ignorante vejo agora o pretexto maior para que o ajudem a prolongar a ilusão em que vinha vivendo. Caso contrário só vejo uma solução. É a de procurarem entre os mais velhos, que nos ensinem a viver como eles viveram na sua geração. A saber viver com o resultado do trabalho e não à custa dos outros, pedindo para que as gerações futuras paguem. É assim que eu vejo a retoma.
E deixemo-nos de lamúrias porque não temos desculpa.
Finalmente parece ter acabado a ficção. Terá chegado a realidade! Quem estará preparado para a receber!? Já se começa a sentir na pele as consequências e parece que o medo deixou todos paralisados. Onde estão os retirados, os cantadores, os gabarolas e fanfarrões que por aqui se divertem a comentar, que não os ouço a criticar ou denunciar agora, o que está mal! Eu que sempre encontrei neles talento para convencer o povo ignorante vejo agora o pretexto maior para que o ajudem a prolongar a ilusão em que vinha vivendo. Caso contrário só vejo uma solução. É a de procurarem entre os mais velhos, que nos ensinem a viver como eles viveram na sua geração. A saber viver com o resultado do trabalho e não à custa dos outros, pedindo para que as gerações futuras paguem. É assim que eu vejo a retoma.
E deixemo-nos de lamúrias porque não temos desculpa.
15 outubro 2010
Obras na linha do Douro isolam moradores em Foz-Tua
Eduardo Pinto no JN
"A Refer está executar obras de vedação da linha do Douro, junto à estação de Foz-Tua, em Carrazeda de Ansiães, que vai deixar cerca de vinte moradores sem acesso às suas casas." (...)
Eduardo Pinto no JN
"A Refer está executar obras de vedação da linha do Douro, junto à estação de Foz-Tua, em Carrazeda de Ansiães, que vai deixar cerca de vinte moradores sem acesso às suas casas." (...)
Divulgação: Futsal Carrazeda
2ªJornada do Campeonato Nacional de Futsal - 3ª divisão
Sábado, 16 de Outubro · 17:30 - 19:00
Local Desportivo das Aves - Futebol Clube Carrazeda de Ansiães
Criado por
Futebol Clube Carrazeda de Ansiães
Mais informação Marca a tua presença. Vem apoiar o F.C.C.A!!!
Sábado, 16 de Outubro · 17:30 - 19:00
Local Desportivo das Aves - Futebol Clube Carrazeda de Ansiães
Criado por
Futebol Clube Carrazeda de Ansiães
Mais informação Marca a tua presença. Vem apoiar o F.C.C.A!!!
14 outubro 2010
Divulgação - conferência de imprensa
sábado dia 16 de Outubro pelas 11 horas
no Tua, concelho de Carrazeda de Ansiães, decorrerá uma conferência de imprensa para apresentar do último projecto de lei acerca da Linha do Tua.
A iniciativa contará com o deputado da Assembleia da República Heitor de Sousa e a dirigente do Bloco de Esquerda Alda Macedo.
Durante a conferência de imprensa será colocada uma faixa na ponte ferroviária desactivada.
no Tua, concelho de Carrazeda de Ansiães, decorrerá uma conferência de imprensa para apresentar do último projecto de lei acerca da Linha do Tua.
A iniciativa contará com o deputado da Assembleia da República Heitor de Sousa e a dirigente do Bloco de Esquerda Alda Macedo.
Durante a conferência de imprensa será colocada uma faixa na ponte ferroviária desactivada.
12 outubro 2010
1.ª vitória
FCCA 6-1 AMIGOS DE CERVA
"Teve inicio no passado sábado o Campeonato Nacional de Futsal da 3ª divisão (série A) e no pavilhão da Escola Secundária em Carrazeda de Ansiães defrontaram-se duas equipas recém promovidas.
O FCCA nesta época manteve o seu núcleo duro de jogadores, apresentou-se para esta partida com algumas caras novas mas muito desfalcado (apenas três jogadores suplentes) em virtude de alguns dos seus jogadores estarem a contas com lesões e castigos.
No que diz respeito ao jogo, o objectivo (3 pontos) foi alcançado e o público presente foi brindado por momentos de bom futsal, os números são esclarecedores e valem ao FCCA o primeiro lugar da tabela classificativa.
É o desejo de todos nós que esta equipa cresça de jogo para jogo e a senda de vitória continue. No próximo sábado o FCCA desloca-se á Vila das Aves para defrontar o Desportivo das Aves."
Daqui
"Teve inicio no passado sábado o Campeonato Nacional de Futsal da 3ª divisão (série A) e no pavilhão da Escola Secundária em Carrazeda de Ansiães defrontaram-se duas equipas recém promovidas.
O FCCA nesta época manteve o seu núcleo duro de jogadores, apresentou-se para esta partida com algumas caras novas mas muito desfalcado (apenas três jogadores suplentes) em virtude de alguns dos seus jogadores estarem a contas com lesões e castigos.
No que diz respeito ao jogo, o objectivo (3 pontos) foi alcançado e o público presente foi brindado por momentos de bom futsal, os números são esclarecedores e valem ao FCCA o primeiro lugar da tabela classificativa.
É o desejo de todos nós que esta equipa cresça de jogo para jogo e a senda de vitória continue. No próximo sábado o FCCA desloca-se á Vila das Aves para defrontar o Desportivo das Aves."
Daqui
10 outubro 2010
Obras novas, concursos velhos
A Câmara de Carrazeda de Ansiães assinou com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte dois contratos de financiamento das obras de regeneração urbana na vila e de beneficiação de algumas estradas municipais.
Ao todo vão ser investidos cerca de quatro milhões de euros, comparticipados em 80% por fundos comunitários (...) Daqui
Esta obra foi posta a concurso pelo anterior executivo e aprovada no âmbito do financiamento do QREN; faltava apenas a adjudicaçao, agora consumada.
Outras iniciativas como o novo gabinete de apoio ao munícipe na Câmara (aqui) que visa reduzir o tempo de espera no atendimento; o portal da câmara Municipal (aqui) e outras são obra do mandato anterior.
Estas e outras realizações mascaradas de novidade e de execução actual são afinal do "tempo da outra senhora"...
Ao todo vão ser investidos cerca de quatro milhões de euros, comparticipados em 80% por fundos comunitários (...) Daqui
Esta obra foi posta a concurso pelo anterior executivo e aprovada no âmbito do financiamento do QREN; faltava apenas a adjudicaçao, agora consumada.
Outras iniciativas como o novo gabinete de apoio ao munícipe na Câmara (aqui) que visa reduzir o tempo de espera no atendimento; o portal da câmara Municipal (aqui) e outras são obra do mandato anterior.
Estas e outras realizações mascaradas de novidade e de execução actual são afinal do "tempo da outra senhora"...
Outubro feliz
10-10-10
Outubro Feliz...
Tem 5 Sextas, 5 Sábados e 5 Domingos.
Este caso único, que segundo o calendário babilónico
ocorrerá de 555 em 555 anos.
A denominação de "décimo feliz" por ser outubro o
décimo mês e apresentar 5 fins de semana...(5x2=10).
Outubro é o décimo mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Outubro deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março.
Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de janeiro, exceto quando o ano é bissexto
Outubro Feliz...
Tem 5 Sextas, 5 Sábados e 5 Domingos.
Este caso único, que segundo o calendário babilónico
ocorrerá de 555 em 555 anos.
A denominação de "décimo feliz" por ser outubro o
décimo mês e apresentar 5 fins de semana...(5x2=10).
Outubro é o décimo mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Outubro deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março.
Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de janeiro, exceto quando o ano é bissexto
08 outubro 2010
Um ranking para lembrar
Melhor ranking dos iniciados do futsal na época 2009/2010
Melhor pontuação - 1º Carrazeda - 30, 2º Santo Cristo 23
Pontos em casa - 1ª Carrazeda - 15
Fora de casa - 8 pontos- 1ª Carrazeda 15
Melhor ataque - 1º Carrazeda - 128, 2º Santo Cristo 60
Melhor defesa - 1º Carrazeda - 11
Melhor goal-average - 1º Carrazeda- +117
"Uma equipa fantástica, muito fora do contexto deste campeonato distrital de iniciados." Daqui
Melhor pontuação - 1º Carrazeda - 30, 2º Santo Cristo 23
Pontos em casa - 1ª Carrazeda - 15
Fora de casa - 8 pontos- 1ª Carrazeda 15
Melhor ataque - 1º Carrazeda - 128, 2º Santo Cristo 60
Melhor defesa - 1º Carrazeda - 11
Melhor goal-average - 1º Carrazeda- +117
"Uma equipa fantástica, muito fora do contexto deste campeonato distrital de iniciados." Daqui
07 outubro 2010
A entidade que mais emprego oferece em Vila Flor
Instalada num concelho com cerca de sete mil habitantes, a Misericórdia de Vila Flor, no distrito de Bragança, é a instituição que mais gente emprega. Em todas as valências, laboram 201 pessoas. Entre elas, um médico privativo, dez enfermeiros, e vários outros profissionais de saúde.
"A maior parte dos nossos funcionários está no quadro. Apenas um meia-dúzia foi colocada através do Centro de Emprego", orgulha-se o provedor da Santa Casa de Vila Flor, Vítor Costa, realçando assim a importância que a instituição assume no concelho.
O pessoal está distribuído por 33 valências: seis lares, nove centros de dia, uma unidade de cuidados continuados com 29 camas, jardim-de-infância, empresas de inserção e apoio domiciliário, entre outros. (...)
Eduardo Pinto no JN
Conheça melhor aqui
"A maior parte dos nossos funcionários está no quadro. Apenas um meia-dúzia foi colocada através do Centro de Emprego", orgulha-se o provedor da Santa Casa de Vila Flor, Vítor Costa, realçando assim a importância que a instituição assume no concelho.
O pessoal está distribuído por 33 valências: seis lares, nove centros de dia, uma unidade de cuidados continuados com 29 camas, jardim-de-infância, empresas de inserção e apoio domiciliário, entre outros. (...)
Eduardo Pinto no JN
Conheça melhor aqui
Paulo Candeias dominou em Santa Maria da Feira
A dupla Paulo Candeias/Oscar Meireles, aos comandos do Jeep Wrangler inscrito pelo Standcandeias.com de Carrazeda de Ansiães foi a grande vencedora da 2ª etapa do Super Especial Trial 4x4 – OFM que se disputou em Santa Maria da Feira. O espaço Feira Aventura acolheu largas centenas de espectadores que assitiram a um magnífico espectáculo proporcionado por algumas das mais consagradas equipas portuguesas de Trial.
Ler aqui
O vídeo da 1ª prova está disponível em: http://vimeo.com/13760993
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O vídeo da 1ª prova está disponível em: http://vimeo.com/13760993
06 outubro 2010
Divulgação
Foi criado o blogue oficial do Metro de Mirandela, onde se actualizarão alguns desenvolvimentos a respeito da Linha do Tua. Visite-o em http://metrodemirandela.blogspot.com.
05 outubro 2010
Ensino, Centenário e Inauguração
Com cerca de 3/4 de analfabetos, a implantação da República em 1910 marca um ponto de viragem revolucionário no contexto ideológico e programático da educação nacional. Se o estado desastroso do ensino era da responsabilidade do Estado, os republicanos pensavam (agora percebe-se a ingenuidade) quão fácil seria mudar; bastaria tão só um esforço legislativo. E assim se fez, com visíveis repercussões, como conclui Oliveira Marques - “o grande mérito da 1.ª República está na capacidade para fornecer a legislação e o enquadramento para uma revolução do ensino em Portugal”.
A reforma data de 1911 e tem particular incidência no ensino primário e superior. O ensino primário é confiado aos municípios. Criam-se três escolas Normais (de formação de professores): Lisboa, Porto e Coimbra. São fundadas as universidades de Lisboa e Porto. As escolas comerciais e industriais foram-se generalizando. É reestruturado o Ministério da Instrução Pública.
A instabilidade política e os fracos recursos económicos não deixaram a República chegar mais longe, mas o país ficou marcado por esta revolução legislativa profunda. O reformador à época, Newton de Macedo, refere que obra da República em matéria de ensino bastaria só por si para justificar a mudança de regime em 5 de outubro.
No entanto, os resultados conseguidos foram pouco satisfatórios, o analfabetismo pouco diminui (cerca de 10%) e o panorama da instrução em Portugal era ainda tremendamente desanimador. Faltou essencialmente dinheiro para consumar a reforma na modernização e construção de equipamentos.
Com o Estado Novo, a destruição de todo o espírito de renovação trazido pela República começou pela escola. Salazar apregoa: “analfabetos eram os marinheiros do Gama e chegaram à Índia”. De carácter fortemente ideológico, centrada na divulgação dos valores da pátria, família e autoridade, a política educativa visava formar uma juventude subserviente e passiva. A aposta nas obras públicas com a construção de numerosos edifícios públicos escolares não mascarou uma taxa de 1/4 da população de analfabetos e um baixo índice de escolaridade a que chegámos em 1974. Porém, a obra física é ainda bem perceptível.
Com o 25 de Abril, o sistema educativo em Portugal alterou-se profundamente. A diarreia legislativa com reformas e contra-reformas geraram entropia no sistema que redundaram em níveis de escolaridade ainda muito baixos; desempenhos deficientes dos nossos alunos quando comparados com países mais desenvolvidos e ainda uma taxa de analfabetismo de quase 10%.
Neste centenário da República, o Estado com a ajuda da Comunidade Europeia fez uma forte aposta na construção e qualificação de edifícios. Apregoou-se: “no dia do seu 100.º aniversário, a 3.ª República oferece à 1.ª República 100 escolas". Só no 1.º ciclo e pré-escolar, foi lançado o programa de construção de centros escolares, com uma linha de financiamento do QREN de cerca de 400 milhões de euros. A abertura destas novas escolas permitiu o encerramento, desde 2006, de cerca de 3200 escolas numa revolução sem precedentes que concentrou crianças apenas nas sedes de concelho e contribuirá decisivamente à total desertificação de uma grande parte do mundo rural.
O dinheiro jorrou a rodos para as novas infraestruturas escolares, só que para além do palco de propaganda montado pelo governo central, com a concordância das autarquias, sabe-se que a maior parte das construções é financiamento comunitário.
Temos agora legislação, infra-estruturas e necessidade de tranquilidade nas escolas para que não haja mais desculpas para o nosso atraso na área educativa face aos nossos parceiros.
Uma das cem inauguradas foi o nosso novel Centro Escolar, que nasce do acordo do Ministério da Educação com o Município de Carrazeda. (o mentor deste projecto, o ex-presidente Eugénio de Castro não esteve presente na cerimónia da inauguração - falta de convite? alheamento? ou...?)
Para memória futura, plasmam-se aqui as declarações de José Luís Correia, presidente do Município de Carrazeda de Ansiães, sobre a sua construção e abertura: "não tem balneários, não tem equipamentos desportivos, não tem espaço coberto para as crianças brincarem, não tem cobertura no percurso de acesso à cantina e é um lugar difícil em época de Inverno (...)como é que os professores vão fazer, em dias de chuva, com quase 250 crianças naquele espaço (...)as crianças não vão ser felizes na escola nova, (...)". Palavras duras para qualificar o empreendimento, cuja má programação atribui a erros do anterior executivo.
Lá se fez a inauguração com as pessoas certas, com os discursos de circunstância e com um belíssimo rebuçado oferecido aos presentes como foi a actuação do grupo de flautas das crianças do 1.º Ciclo. Faltaram nas palavras dos oradores a perspectiva do nosso futuro. Esperamos que não falte segurança e bem-estar para as crianças e também os recursos e condições mínimas para o funcionamento pleno do Centro Escolar…
P.S.1 Relevo o excepcional discurso de João Sampaio na palestra(?) do Centro de Apoio Rural onde fez um paralelismo brilhante entre a primeira república e a actualidade, referindo os cancros de ontem e de hoje que nos mantém na injustiça social e incerteza de progresso, como sejam, o compadrio, o oportunismo, a mediocridade… Apontou caminhos de desenvolvimento para o concelho que passam pelas acessibilidades, pela educação e em que todos somos poucos, por isso há que contar com… todos!
P.S.2 É uma pena o dinamizador do concerto musical e docente de Música nas actividades extracurriculares do 1.º Ciclo no anterior ano lectivo ter abandonado o concelho e mudado de armas e bagagens para Alfândega da Fé onde vai leccionar nos mesmos moldes e reactivar a orquestra Orff daquela localidade. O seu desejo era ter continuado em Carrazeda, porém o convite chegou tarde, confidenciou-nos…
A reforma data de 1911 e tem particular incidência no ensino primário e superior. O ensino primário é confiado aos municípios. Criam-se três escolas Normais (de formação de professores): Lisboa, Porto e Coimbra. São fundadas as universidades de Lisboa e Porto. As escolas comerciais e industriais foram-se generalizando. É reestruturado o Ministério da Instrução Pública.
A instabilidade política e os fracos recursos económicos não deixaram a República chegar mais longe, mas o país ficou marcado por esta revolução legislativa profunda. O reformador à época, Newton de Macedo, refere que obra da República em matéria de ensino bastaria só por si para justificar a mudança de regime em 5 de outubro.
No entanto, os resultados conseguidos foram pouco satisfatórios, o analfabetismo pouco diminui (cerca de 10%) e o panorama da instrução em Portugal era ainda tremendamente desanimador. Faltou essencialmente dinheiro para consumar a reforma na modernização e construção de equipamentos.
Com o Estado Novo, a destruição de todo o espírito de renovação trazido pela República começou pela escola. Salazar apregoa: “analfabetos eram os marinheiros do Gama e chegaram à Índia”. De carácter fortemente ideológico, centrada na divulgação dos valores da pátria, família e autoridade, a política educativa visava formar uma juventude subserviente e passiva. A aposta nas obras públicas com a construção de numerosos edifícios públicos escolares não mascarou uma taxa de 1/4 da população de analfabetos e um baixo índice de escolaridade a que chegámos em 1974. Porém, a obra física é ainda bem perceptível.
Com o 25 de Abril, o sistema educativo em Portugal alterou-se profundamente. A diarreia legislativa com reformas e contra-reformas geraram entropia no sistema que redundaram em níveis de escolaridade ainda muito baixos; desempenhos deficientes dos nossos alunos quando comparados com países mais desenvolvidos e ainda uma taxa de analfabetismo de quase 10%.
Neste centenário da República, o Estado com a ajuda da Comunidade Europeia fez uma forte aposta na construção e qualificação de edifícios. Apregoou-se: “no dia do seu 100.º aniversário, a 3.ª República oferece à 1.ª República 100 escolas". Só no 1.º ciclo e pré-escolar, foi lançado o programa de construção de centros escolares, com uma linha de financiamento do QREN de cerca de 400 milhões de euros. A abertura destas novas escolas permitiu o encerramento, desde 2006, de cerca de 3200 escolas numa revolução sem precedentes que concentrou crianças apenas nas sedes de concelho e contribuirá decisivamente à total desertificação de uma grande parte do mundo rural.
O dinheiro jorrou a rodos para as novas infraestruturas escolares, só que para além do palco de propaganda montado pelo governo central, com a concordância das autarquias, sabe-se que a maior parte das construções é financiamento comunitário.
Temos agora legislação, infra-estruturas e necessidade de tranquilidade nas escolas para que não haja mais desculpas para o nosso atraso na área educativa face aos nossos parceiros.
Uma das cem inauguradas foi o nosso novel Centro Escolar, que nasce do acordo do Ministério da Educação com o Município de Carrazeda. (o mentor deste projecto, o ex-presidente Eugénio de Castro não esteve presente na cerimónia da inauguração - falta de convite? alheamento? ou...?)
Para memória futura, plasmam-se aqui as declarações de José Luís Correia, presidente do Município de Carrazeda de Ansiães, sobre a sua construção e abertura: "não tem balneários, não tem equipamentos desportivos, não tem espaço coberto para as crianças brincarem, não tem cobertura no percurso de acesso à cantina e é um lugar difícil em época de Inverno (...)como é que os professores vão fazer, em dias de chuva, com quase 250 crianças naquele espaço (...)as crianças não vão ser felizes na escola nova, (...)". Palavras duras para qualificar o empreendimento, cuja má programação atribui a erros do anterior executivo.
Lá se fez a inauguração com as pessoas certas, com os discursos de circunstância e com um belíssimo rebuçado oferecido aos presentes como foi a actuação do grupo de flautas das crianças do 1.º Ciclo. Faltaram nas palavras dos oradores a perspectiva do nosso futuro. Esperamos que não falte segurança e bem-estar para as crianças e também os recursos e condições mínimas para o funcionamento pleno do Centro Escolar…
P.S.1 Relevo o excepcional discurso de João Sampaio na palestra(?) do Centro de Apoio Rural onde fez um paralelismo brilhante entre a primeira república e a actualidade, referindo os cancros de ontem e de hoje que nos mantém na injustiça social e incerteza de progresso, como sejam, o compadrio, o oportunismo, a mediocridade… Apontou caminhos de desenvolvimento para o concelho que passam pelas acessibilidades, pela educação e em que todos somos poucos, por isso há que contar com… todos!
P.S.2 É uma pena o dinamizador do concerto musical e docente de Música nas actividades extracurriculares do 1.º Ciclo no anterior ano lectivo ter abandonado o concelho e mudado de armas e bagagens para Alfândega da Fé onde vai leccionar nos mesmos moldes e reactivar a orquestra Orff daquela localidade. O seu desejo era ter continuado em Carrazeda, porém o convite chegou tarde, confidenciou-nos…
Edite Estrela, a melhor parlamentar do ano
A eurodeputada socialista Edite Estrela foi esta quarta-feira distinguida com o prémio da melhor parlamentar do ano na categoria Emprego e Assuntos Sociais pela revista The Parliament.
Os prémios «Eurodeputados 2010», uma iniciativa que tem o patrocínio do Parlamento Europeu, foram entregues hoje em Bruxelas.
O prémio distingue o trabalho de Edite Estrela na promoção da igualdade de género, na defesa dos direitos sociais dos trabalhadores e na protecção da maternidade e paternidade.
A eurodeputada socialista foi a única portuguesa a ser distinguida nesta edição dos prémios atribuídos pela revista. Ler aqui
Edite Estrela é natural de Belver e como carrazedense, sentimos orgulho nesta distinção...
Os prémios «Eurodeputados 2010», uma iniciativa que tem o patrocínio do Parlamento Europeu, foram entregues hoje em Bruxelas.
O prémio distingue o trabalho de Edite Estrela na promoção da igualdade de género, na defesa dos direitos sociais dos trabalhadores e na protecção da maternidade e paternidade.
A eurodeputada socialista foi a única portuguesa a ser distinguida nesta edição dos prémios atribuídos pela revista. Ler aqui
Edite Estrela é natural de Belver e como carrazedense, sentimos orgulho nesta distinção...
Baixa o IMI
A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães aprovou por unanimidade a proposta da Câmara que prevê a redução de um décima na taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis, o IMI.
O autarca José Luís Correia explica as alterações:
Vai haver descida de uma décima referente aos prédios urbanos, que passará de 0,7 para 0,6. Também os prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI vão baixar uma décima, de 0,4 para 0,3;
José Luís Correia acrescenta que o decréscimo de uma décima nas taxas do IMI representa uma ajuda aos munícipes em tempo de crise: Isto é um sinal que queremos dar às pessoas que estamos preocupados com a situação de muitas famílias. Representa uma ajuda para muitas famílias que já estão com algumas dificuldades.
E com esta medida a Câmara deixará de encaixar entre 20 a 30 mil euros por ano...
Daqui
O autarca José Luís Correia explica as alterações:
Vai haver descida de uma décima referente aos prédios urbanos, que passará de 0,7 para 0,6. Também os prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI vão baixar uma décima, de 0,4 para 0,3;
José Luís Correia acrescenta que o decréscimo de uma décima nas taxas do IMI representa uma ajuda aos munícipes em tempo de crise: Isto é um sinal que queremos dar às pessoas que estamos preocupados com a situação de muitas famílias. Representa uma ajuda para muitas famílias que já estão com algumas dificuldades.
E com esta medida a Câmara deixará de encaixar entre 20 a 30 mil euros por ano...
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