Não peço muito mas penso em todos.
O anúncio do investimento em estradas na nossa região, foi para mim o melhor acontecimento do ano que finda.
Para o Ano 2009., os meus votos vão para que realmente se concretizem as promessas da construção do IC2 e do IC5.
Sou dos que acreditam que definitivamente se criarão as condições para que tenhamos aqui, uma condição de vida melhor. E assim acabará tanta dependência e subserviência. Resurgirá a vontade de investir as nossas energias. Renascerá a vontade de contribuir para o bem comum. Rejuvenescerá a solidariedade e o amor ao próximo.
O desenvolvimento eleva o espirito e dignifica o homem. Saibamos lutar por ele.
31 dezembro 2008
Balanço de 2008
BALANÇO DE FIM DE ANO
Neste ano de 2008 que hoje termina, muitos foram os acontecimentos e factos relativos ao concelho de Carrazeda de Ansiães, que se revelaram noticias de interesse público.
Desejo a todos os residentes do concelho de Carrazeda de Ansiães e a todos os habitantes do Distrito de Bragança um Feliz Ano de 2009.
Apesar de saber que aqui neste espaço, houve lugar para criticar e louvar a actuação dos responsáveis camarários, na pessoa do seu Presidente do Município, que nunca reagiu ao que foi dito vale a pena recordar factos sobre as Piscinas Cobertas, a Linha do Tua e as obras da Rua Luís de Camões?
O ano de 2009 já entrou na Austrália e na Nova Zelândia, em Portugal entra daqui a poucas horas e para a população envelhecida do Distrito de Bragança, dados do INE – que é uma região onde as pessoas morrem acima da média e nascem muito abaixo da média nacional – faço um apelo para que em 2009, escolham os seus Presidentes da Câmara e Presidentes da Junta de Freguesia com cuidado, escolham os melhores e acreditem que só assim será possível viver com qualidade no Nordeste transmontano.Depende de nós o nosso futuro. Em ano de Eleições a nossa arma é o voto e é obrigatório saber escolher, pois candidatos vai haver muitos. Entre a sorrir em 2009 e acredite em si próprio.
Neste ano de 2008 que hoje termina, muitos foram os acontecimentos e factos relativos ao concelho de Carrazeda de Ansiães, que se revelaram noticias de interesse público.
Desejo a todos os residentes do concelho de Carrazeda de Ansiães e a todos os habitantes do Distrito de Bragança um Feliz Ano de 2009.
Apesar de saber que aqui neste espaço, houve lugar para criticar e louvar a actuação dos responsáveis camarários, na pessoa do seu Presidente do Município, que nunca reagiu ao que foi dito vale a pena recordar factos sobre as Piscinas Cobertas, a Linha do Tua e as obras da Rua Luís de Camões?
O ano de 2009 já entrou na Austrália e na Nova Zelândia, em Portugal entra daqui a poucas horas e para a população envelhecida do Distrito de Bragança, dados do INE – que é uma região onde as pessoas morrem acima da média e nascem muito abaixo da média nacional – faço um apelo para que em 2009, escolham os seus Presidentes da Câmara e Presidentes da Junta de Freguesia com cuidado, escolham os melhores e acreditem que só assim será possível viver com qualidade no Nordeste transmontano.Depende de nós o nosso futuro. Em ano de Eleições a nossa arma é o voto e é obrigatório saber escolher, pois candidatos vai haver muitos. Entre a sorrir em 2009 e acredite em si próprio.
30 dezembro 2008
23 dezembro 2008
Boas Festas
A todos os amigos e leitores do "Pensar Ansiães" votos de Boas Festas vividas no alegre calor da família.
Com todo o Espírito do Natal.
Com todo o Espírito do Natal.
20 dezembro 2008
Uma pérola do Nordeste
Na madrugada fria, de um dia do mês de dezembro, não resisti ao apelo da mãe Natureza, que nos ensina a amar o que de belo e gratuitamente nos oferece.
É nesta harmonia, que vale a pena viver, esquecendo òdios e querelas, lutas partidárias, obras inacabadas e até a preocupação com problemas no emprego.
Esta pequena aldeia que em conjunto com o Fiolhal, Foz-Tua e Castanheiro do Norte oferece aos visitantes a possibilidade de contemplarem maravilhosas paisagens ùnicas, autênticas no espaço rural. O concelho de Carrazeda orgulha-se do miradouro do Senhor da Boa Morte na freguesia de Castanheiro, sala de visita obrigatória para quem gosta da Natureza.
Bom Natal e Feliz Ano Novo, para os leitores, colaboradores, comentadores e administradores que trabalham neste espaço global que dá pelo nome de Internet, do Blogue pensar-ansiães, pensar-Carrazeda e muitos outros.
16 dezembro 2008
Projectos de excelência. Técnicos de excelência: Jorge Laiginhas
A menos de um ano das eleições autárquicas as oposições aos executivos municipais posicionam-se. E só fazem elas muito bem. Quando sabem posicionar-se, obviamente. Todavia, quiçá por falta de ideias, algumas oposições posicionam-se gritando – nos blogues e nos jornais – que quem está no poder o perpetua dando emprego às respectivas famílias políticas. Até pode acontecer em um ou outro caso, mas, convenhamos, aceitar que essa é a razão porque este ou aquele executivo municipal ganha, e volta a ganhar, as eleições é o mesmo que dizer que os eleitores – nós – andam com as quatro no chão e votam com o pincel do rabo!
Se eu fosse oposição – oposição a sério, com um programa eleitoral enraizado – diria antes: tenho, para vos apresentar, um projecto que dará trabalho aos actuais funcionários da Autarquia e, no futuro, se vencer a eleição, dará trabalho a muitos mais.
Quem, na tarde de terça-feira passada, entrasse na Biblioteca Municipal de Alijó deparava-se com um cenário pouco habitual em bibliotecas públicas: a sala infantil e a sala de leitura de presença fervilhavam de palavras. Palavras a sair dos livros e a pintalgar de felicidade os rostos das crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o rosto dos adultos, carregadinhos de experiência, vindos dos Centros de Dia do concelho.
Os mais pequeninos participavam num projecto – “Quatro Estações com Palavras e Música” – de promoção de leitura infantil. Um músico da casa, um músico convidado – o maestro da Banda de Música de S. Mamede de Ribatua –, e um animador de leitura, também da casa, recriavam as palavras de um livro. As palavras e a música, enleadas como namorados adolescentes, reinventavam a estória que saía de dentro do livro com o mesmo encantamento com que um pintainho sai de dentro do ovo!
A magia das palavras e a magia da música criaram uma atmosfera quase transcendente. No final, as crianças foram convidadas a requisitar um livro e levá-lo para casa com o propósito de lhes ser lido por alguém da família. Quiçá o avô ou a avó. Felizes os netos que crescem com livros e avós por perto!
Quanto aos tais adultos carregadinhos de experiência, participavam também num projecto – “Leitura em Voz Alta” – de animação de leitura. Sob a orientação do padre Pedro, um padre tão jovem que poderia ser neto de quase todos os presentes na sessão, e pela voz de um animador de leitura, ventavam a solidão para longe das suas vidas. Vai ser assim pelas tardes deste Inverno. Em Dezembro vou pintar um pouco mais os meus cabelos de branco para poder participar numa das sessões. Aquela que começa com a leitura, em voz alta, pelo animador da biblioteca, de uma passagem bíblica alusiva ao Natal e é seguida por uma explicação, a cargo de padre Pedro, de como nasceu a festa do Natal. Depois, bom, depois vou arrepiar-me ao ouvir ler – eu de olhos fechados – os “Contos Exemplares” de Sophia de Mello B. Andresen.
Cada tarde acaba com um chá e bolinhos, servidos na biblioteca pelos técnicos da casa que, como quem embrulha um presente, vão recomendando um livro ou amornando, com palavras, o entardecer.
Projectos de excelência. Técnicos de excelência.
Não há funcionários a mais nas autarquias. Assim haja projectos que sejam capazes de rentabilizar os funcionários existentes e criar condições para a admissão de mais funcionários no futuro!
Jorge Laiginhas
Se eu fosse oposição – oposição a sério, com um programa eleitoral enraizado – diria antes: tenho, para vos apresentar, um projecto que dará trabalho aos actuais funcionários da Autarquia e, no futuro, se vencer a eleição, dará trabalho a muitos mais.
Quem, na tarde de terça-feira passada, entrasse na Biblioteca Municipal de Alijó deparava-se com um cenário pouco habitual em bibliotecas públicas: a sala infantil e a sala de leitura de presença fervilhavam de palavras. Palavras a sair dos livros e a pintalgar de felicidade os rostos das crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o rosto dos adultos, carregadinhos de experiência, vindos dos Centros de Dia do concelho.
Os mais pequeninos participavam num projecto – “Quatro Estações com Palavras e Música” – de promoção de leitura infantil. Um músico da casa, um músico convidado – o maestro da Banda de Música de S. Mamede de Ribatua –, e um animador de leitura, também da casa, recriavam as palavras de um livro. As palavras e a música, enleadas como namorados adolescentes, reinventavam a estória que saía de dentro do livro com o mesmo encantamento com que um pintainho sai de dentro do ovo!
A magia das palavras e a magia da música criaram uma atmosfera quase transcendente. No final, as crianças foram convidadas a requisitar um livro e levá-lo para casa com o propósito de lhes ser lido por alguém da família. Quiçá o avô ou a avó. Felizes os netos que crescem com livros e avós por perto!
Quanto aos tais adultos carregadinhos de experiência, participavam também num projecto – “Leitura em Voz Alta” – de animação de leitura. Sob a orientação do padre Pedro, um padre tão jovem que poderia ser neto de quase todos os presentes na sessão, e pela voz de um animador de leitura, ventavam a solidão para longe das suas vidas. Vai ser assim pelas tardes deste Inverno. Em Dezembro vou pintar um pouco mais os meus cabelos de branco para poder participar numa das sessões. Aquela que começa com a leitura, em voz alta, pelo animador da biblioteca, de uma passagem bíblica alusiva ao Natal e é seguida por uma explicação, a cargo de padre Pedro, de como nasceu a festa do Natal. Depois, bom, depois vou arrepiar-me ao ouvir ler – eu de olhos fechados – os “Contos Exemplares” de Sophia de Mello B. Andresen.
Cada tarde acaba com um chá e bolinhos, servidos na biblioteca pelos técnicos da casa que, como quem embrulha um presente, vão recomendando um livro ou amornando, com palavras, o entardecer.
Projectos de excelência. Técnicos de excelência.
Não há funcionários a mais nas autarquias. Assim haja projectos que sejam capazes de rentabilizar os funcionários existentes e criar condições para a admissão de mais funcionários no futuro!
Jorge Laiginhas
10 dezembro 2008
IC5, uma revolução nos transportes do distrito

Adjudicada a 25 de Novembro de 2008 à AENOR - Douro Interior S.A., resultante de concurso público lançado, a nova concessão do Douro Interior concretiza a construção das duas estradas mais aguardadas no Nordeste Transmontano, o IP2 e o IC5.
A concessão Douro Interior, situada no Nordeste de Portugal, tem uma extensão total de 242 quilómetros divididos por dois grandes eixos viários:
O IP2 com 111 quilómetros, entre Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, estendendo-se para além do distrito de Bragança até à Guarda;
IC5 com 131 quilómetros que ligará Murça, no distrito de Vila Real, a Miranda do Douro no distrito de Bragança.
As duas infra-estruturas rodoviárias beneficiarão directamente os concelhos de Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Alfandega da Fé, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, V.N. Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira.
Estarão concluídas em 2011.
Segundo as previsões do Governo, o empreendimento deverá gerar mais de 13 000 postos de trabalho.
Segundo os promotores, esta concessão irá melhorar a qualidade de vida de 330 mil pessoas e reduzir a taxa de sinistralidade grave em 71%.
O IC5 irá ser construído em três lanços:
Murça/Pombal (23 km)
Pombal/Nozelos (25)
Nozelos/Miranda do Douro (83)
O IC5 constituirá uma verdadeira revolução rodoviária para o interior do distrito de Bragança. O nosso concelho ficará a cerca de 45 km de Vila Real, pouco mais de 20 minutos. Se complementarmos o itinerário para o Porto com a nova A4, o Porto fica ali a cerca de uma hora de distância; isto é, metade do tempo que se demora na actualidade
Tudo sobre a Duro Interior aqui
O que diz o nosso presidente aqui
Sobre a Autoestrada Transmontana aqui
09 dezembro 2008
Mentiras Piedosas de Dezembro ( enquanto não chega o Pai Natal)
“ Alinham-se, inclinam-se, corrompem-se, curvam-se, dobram-se, prolongam-se, engrossam-se, elevam-se para voltar a cair e lá vão vivendo alegremente”.
Mário Calado Pereira
- Aguarda-se a todo o momento a chegada do Pai Natal. Tal confirmará que Carrazeda ainda existe;
- Consta que das prendas que vão ser oferecidas na Ceia de Natal se encontra um livro muito bem embrulhado de título “ Crime e Castigo”. Falta adivinhar a quem será oferecido. Outros questionam-se sobre se em vez de ir à Ceia o Pai Natal, aparece antes o Homem do Fraque;
- Um dos diagnósticos que justificam a depressão reinante diz-nos que tal se deve à quebra de stocks de sardinha remetidos para o concelho. Com efeito parece que terão desaparecido os clientes das sardinhadas. Estarão a mudar os hábitos!? Se assim for ainda bem porque seria difícil aguentar mais um ano desta abstinência
- Alguns dos utentes mais viciados no uso da Piscina Municipal Coberta não se conformam com o argumento para as manterem fechadas. Por isso consideram a hipótese de pedir o estatuto de refugiados ao Município de Vila Flor o que lhes permitirá usar a Piscina Municipal local, gratuitamente;
- Entretanto há já um abaixo-assinado em que se reivindica à Câmara Municipal que, pelo menos, reabra o Jacuzzi da Piscina Coberta, para se manter a manutenção, de modo a que se não deteriore. O abaixo-assinado é liderado pelo concorrente que tinha vencido o concurso de fornecimento de gasóleo ao empreendimento;
- Ainda relativo às Piscinas Cobertas, foi detectada mais uma pichagem numa das suas paredes exteriores em que foi escrito: “A estupidez pode ser estúpida mas não temos que ser filhos dela”;
- Admite-se que um dia sejam publicadas as derrapagens dos gastos com obras a mais não previstas, realizadas nos projectos protagonizados por esta gestão camarária. Aquilo que se tornou vício é agora o pretexto para se encontrar a desculpa que é dada quando se pergunta pelos responsáveis máximos da nossa querida Câmara e eles não estão. – “Andam a derrapar por aí.”
- Os mais devotos acreditam que uma das hipóteses de se fugir ao deserto seria, por exemplo, conseguir-se canonizar um santo natural daqui. Tratava-se de angariar para a região o chamado turismo religioso.
Já existe disponível um livro de registo de candidatos a este desiderato.
Mário Calado Pereira
- Aguarda-se a todo o momento a chegada do Pai Natal. Tal confirmará que Carrazeda ainda existe;
- Consta que das prendas que vão ser oferecidas na Ceia de Natal se encontra um livro muito bem embrulhado de título “ Crime e Castigo”. Falta adivinhar a quem será oferecido. Outros questionam-se sobre se em vez de ir à Ceia o Pai Natal, aparece antes o Homem do Fraque;
- Um dos diagnósticos que justificam a depressão reinante diz-nos que tal se deve à quebra de stocks de sardinha remetidos para o concelho. Com efeito parece que terão desaparecido os clientes das sardinhadas. Estarão a mudar os hábitos!? Se assim for ainda bem porque seria difícil aguentar mais um ano desta abstinência
- Alguns dos utentes mais viciados no uso da Piscina Municipal Coberta não se conformam com o argumento para as manterem fechadas. Por isso consideram a hipótese de pedir o estatuto de refugiados ao Município de Vila Flor o que lhes permitirá usar a Piscina Municipal local, gratuitamente;
- Entretanto há já um abaixo-assinado em que se reivindica à Câmara Municipal que, pelo menos, reabra o Jacuzzi da Piscina Coberta, para se manter a manutenção, de modo a que se não deteriore. O abaixo-assinado é liderado pelo concorrente que tinha vencido o concurso de fornecimento de gasóleo ao empreendimento;
- Ainda relativo às Piscinas Cobertas, foi detectada mais uma pichagem numa das suas paredes exteriores em que foi escrito: “A estupidez pode ser estúpida mas não temos que ser filhos dela”;
- Admite-se que um dia sejam publicadas as derrapagens dos gastos com obras a mais não previstas, realizadas nos projectos protagonizados por esta gestão camarária. Aquilo que se tornou vício é agora o pretexto para se encontrar a desculpa que é dada quando se pergunta pelos responsáveis máximos da nossa querida Câmara e eles não estão. – “Andam a derrapar por aí.”
- Os mais devotos acreditam que uma das hipóteses de se fugir ao deserto seria, por exemplo, conseguir-se canonizar um santo natural daqui. Tratava-se de angariar para a região o chamado turismo religioso.
Já existe disponível um livro de registo de candidatos a este desiderato.
08 dezembro 2008
Faltas de respeito 2
Decorre uma obra em vários locais da vila que consiste em enterrar uns tubos. Dizem-nos que servirá a televisão por cabo, um novo sistema de Internet mais rápida... coisa do género. A obra percorreu toda a estrada para a barragem da Fontelonga. Aí ficou a via municipal toda esventrada. Acredita-se que brevemente serão efectuadas obras de reparação. O que nos parece é que o "rasgo", pelos vistos necessário, poderia ser executado bem mais perto da berma. Mas não. A rotura atravessou sem qualquer contemplação uma das faixas de rodagem. Por mais remendos que se procedam, nunca mais a via municipal ficará como era. A não ser que se coloque um novo piso...
Faltas de respeito 1
Decorrem há quase dois anos as obras na rua Luís de Camões no percurso entre a Misericórdia local e a aldeia de Luzelos. Recentemente o percurso alternativo proposto aos residentes são pouco mais que dois caminhos em terra batida.Dizem-nos, por especial simpatia do encarregado da obra, ali fez deslocar uma máquina para proceder a um ligeiro melhoramento. Dizem-nos que as obras até já poderiam estar acabadas se houvesse dinheiro, bastava haver mais pessoal. Da promotora da obra "nem xus nem mus", uma palavra, um aviso de desculpa, uma manifestação de compreensão, de lamento pelo sucedido e pelos atrasos. Os carros, as casas, as pessoas sofrem continuadamente com o pó e a lama. Quem se importa? Somos todos uma "cambada de labregos" que nenhuma consideração merece.
Obras
O mercado municipal de Carrazeda de Ansiães passou quase 20 anos, praticamente, às moscas. A utilização tem sido residual, salvando-se os dias de feira. Agora, a Câmara procura parceiros privados para o reabilitar.
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, reconhece que "apesar das tentativas, nunca se conseguiu pôr o mercado a funcionar". Admite, até, que o imóvel "tem mais potencialidades para um forte militar do que para um mercado".
A Câmara já tem um projecto novo para remodelar completamente o edifício e adaptá-lo às exigências dos tempos modernos. Está, no entanto, disponível para apreciar e aprovar novas propostas do agente privado que venha a ganhar o concurso internacional aberto para formar a parceria público-privada, em que a edilidade terá uma participação de 49%.
Para além do mercado, a Câmara de Carrazeda procura que a desejada parceria possa também financiar, construir, manter e conservar um hotel na vila, um parque de campismo e uma central de camionagem.
Eugénio de Castro explica que são equipamentos que "dificilmente terão financiamento comunitário" no actual Quadro de Referência Estratégico Nacional, daí a opção pela parceria público-privada. Estima que os quatro projectos representem um investimento de cinco a seis milhões de euros.
O vereador da oposição socialista, Augusto Faustino, revela que votou favoravelmente esta proposta, em reunião de Câmara, porque entende que "a iniciativa privada é importante para criar desenvolvimento e emprego". Todavia, considera-a "ambígua" e com "poucas possibilidades de execução".
"Duvido que haja interessados na gestão simultânea de todos aqueles equipamentos", frisa, acrescentando que o ideal seria abrir "um concurso para cada uma das estruturas". Sobre o parque e campismo defende que era preferível "ter vários, mais pequenos, e instalados em algumas aldeias do concelho".
As alterações no mercado municipal prevêem manter um sector a funcionar como mercado coberto e deixar outra parte para a instalação de uma galeria comercial, onde pode ser criada uma cafetaria, bem como lojas comerciais.
A ideia, diz o Presidente da Câmara, é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes". Isto porque os baixos privados que habitualmente estão disponíveis na vila "têm rendas altas e como tal o lojista dificilmente tem rentabilidade".
Os agricultores também ali terão um espaço próprio para "venderem os seus produtos sem intermediários".
Eduardo Pinto no JN
O Mercado faz parte do conjunto de obras municipais que não funciona. Juntem-se as piscinas cobertas, o Centro Cívico, A Biblioteca Municipal... Quase tudo! Não funcionam porque não estão dimensionadas, não houve capacidade para as pôr a funcionar.
O Mercado. A ideia de construir uma galeria comercial é um pouco ridícula. Todos sabemos que este conceito está ultrapassado. Se a ideia é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes", não resolverá o problema, todos os espaços foram alugado na altura e não chegaram a funcionar. E que produtos é que os agricultores vão aí vender? Só quem não conhece o concelho é que prevê esta hipótese.
O Parque de Campismo. Sempre foi o eldorado do turismo em Carrazeda. Será? Não nos parece se o local, as piscinas, for o seleccionado. Os parques de campismo funcionarão se tiverem diversas valências: lazer, clima, natureza, infraestruturas de apoio... Construir por construir terá o destino de todas as outras obras. E esta ideia da oposição de espalhar parques pelas aldeias não lembra nem ao diabo! E que iam fazer os turistas às aldeias? Olhar para os velhos acamados? Se fossem... não quererão pernoitar numa casa de habitação.
A Central de Camionagem. Confessava-me há dias o nosso empresário de camionagem que teria de retirar a sede da empresa do concelho porque não conseguia uma linha de transporte e se sentia prejudicado nos concursos municipais. Um dos seus autocarros tinha sido preterido em relação a outros por ter sete anos de idade. Se olharmos para os autocarros que servem estudantes depressa se poderá constatar que são todos novos. Ou não?
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, reconhece que "apesar das tentativas, nunca se conseguiu pôr o mercado a funcionar". Admite, até, que o imóvel "tem mais potencialidades para um forte militar do que para um mercado".
A Câmara já tem um projecto novo para remodelar completamente o edifício e adaptá-lo às exigências dos tempos modernos. Está, no entanto, disponível para apreciar e aprovar novas propostas do agente privado que venha a ganhar o concurso internacional aberto para formar a parceria público-privada, em que a edilidade terá uma participação de 49%.
Para além do mercado, a Câmara de Carrazeda procura que a desejada parceria possa também financiar, construir, manter e conservar um hotel na vila, um parque de campismo e uma central de camionagem.
Eugénio de Castro explica que são equipamentos que "dificilmente terão financiamento comunitário" no actual Quadro de Referência Estratégico Nacional, daí a opção pela parceria público-privada. Estima que os quatro projectos representem um investimento de cinco a seis milhões de euros.
O vereador da oposição socialista, Augusto Faustino, revela que votou favoravelmente esta proposta, em reunião de Câmara, porque entende que "a iniciativa privada é importante para criar desenvolvimento e emprego". Todavia, considera-a "ambígua" e com "poucas possibilidades de execução".
"Duvido que haja interessados na gestão simultânea de todos aqueles equipamentos", frisa, acrescentando que o ideal seria abrir "um concurso para cada uma das estruturas". Sobre o parque e campismo defende que era preferível "ter vários, mais pequenos, e instalados em algumas aldeias do concelho".
As alterações no mercado municipal prevêem manter um sector a funcionar como mercado coberto e deixar outra parte para a instalação de uma galeria comercial, onde pode ser criada uma cafetaria, bem como lojas comerciais.
A ideia, diz o Presidente da Câmara, é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes". Isto porque os baixos privados que habitualmente estão disponíveis na vila "têm rendas altas e como tal o lojista dificilmente tem rentabilidade".
Os agricultores também ali terão um espaço próprio para "venderem os seus produtos sem intermediários".
Eduardo Pinto no JN
O Mercado faz parte do conjunto de obras municipais que não funciona. Juntem-se as piscinas cobertas, o Centro Cívico, A Biblioteca Municipal... Quase tudo! Não funcionam porque não estão dimensionadas, não houve capacidade para as pôr a funcionar.
O Mercado. A ideia de construir uma galeria comercial é um pouco ridícula. Todos sabemos que este conceito está ultrapassado. Se a ideia é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes", não resolverá o problema, todos os espaços foram alugado na altura e não chegaram a funcionar. E que produtos é que os agricultores vão aí vender? Só quem não conhece o concelho é que prevê esta hipótese.
O Parque de Campismo. Sempre foi o eldorado do turismo em Carrazeda. Será? Não nos parece se o local, as piscinas, for o seleccionado. Os parques de campismo funcionarão se tiverem diversas valências: lazer, clima, natureza, infraestruturas de apoio... Construir por construir terá o destino de todas as outras obras. E esta ideia da oposição de espalhar parques pelas aldeias não lembra nem ao diabo! E que iam fazer os turistas às aldeias? Olhar para os velhos acamados? Se fossem... não quererão pernoitar numa casa de habitação.
A Central de Camionagem. Confessava-me há dias o nosso empresário de camionagem que teria de retirar a sede da empresa do concelho porque não conseguia uma linha de transporte e se sentia prejudicado nos concursos municipais. Um dos seus autocarros tinha sido preterido em relação a outros por ter sete anos de idade. Se olharmos para os autocarros que servem estudantes depressa se poderá constatar que são todos novos. Ou não?
Efeméride ( III )
Para quem estiver atento há-de reparar que os factos que aqui se recordam resultaram de propostas apresentadas em reunião de câmara, por vereadores da oposição. Depois, confirmará que foram todas as propostas aprovadas por unanimidade, ainda que não implementadas depois. Entenda-se que terão existido razões plausíveis para que tais propostas tenham sido aprovadas por unanimidade. Infelizmente nunca se soube porque razão lógica não foram concretizadas.
Decorreram dez anos (26/ 01 /98) desde que deu entrada e foi aprovada em reunião de Câmara Municipal (9 /02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
Assunto: Reactivação do Espaço Comercial no Mercado Municipal.
Considerando o elevado investimento que foi feito:
Considerando a importância que o edifício pode e deve ter como local de comercialização e promoção dos produtos agrícolas;
Considerando o estado de inoperância e desocupação que o espaço comercial manifesta;
Considerando em conclusão, que tais motivos se devem também à falta de políticas de incentivos e promoção dos nossos produtos da região.
Propõe-se:
Que seja estudado um projecto a implementar, cujos objectivos sejam os de activar o espaço, de modo a viabilizar a sua actividade comercial e de promoção dos nossos produtos agrícolas.
Deste projecto devem constar acções que:
- Divulguem o espaço e a sua função.
- Promovam e incentivem a actividade comercial agrícola da região:
Enumeram-se algumas actividades/acções que poderiam ter lugar nesse espaço, com vista à persecução dos objectivos mencionados:
- Realização, em períodos de feiras mensais de: feiras específicas de produtos tradicionais da região - feira da maça, da laranja, da cereja, de frutos secos, de mel, de fumeiro, de compotas, de doces regionais, etc.
- Promoção de festas gastronómicas – fumeiro, matança do porco, doces regionais, provas de vinho, provas de queijos e derivados, etc.
- Instalação de um local de venda de artesanato regional.
- Realização paralela, de eventos, de palestras e acções temáticas alusivas, bem como, a garantia da promoção dos eventos com a publicação de brochuras e catálogos alusivos.
Notas finais: A autarquia deverá estudar e posteriormente apresentar incentivos a facultar como sejam:
- Garantia da promoção dos eventos;
- Isenções de impostos;
- Gratuitidade de aluguer dos espaços;
- Prémios de participação e apresentação de certificados de qualidade.
Sobre este caso do Mercado Municipal e porque se não via qualquer desenvolvimento que o tornasse útil apresentou-se outra proposta em reunião (2 /12/ 99) que foi igualmente aprovada por unanimidade e nunca implementada.
A proposta era do seguinte teor:
“ A falta de ocupação do Mercado Municipal já foi por nos diversas vezes aflorada em reunião de Câmara Municipal...”
“ Tendo em conta o impacto económico que a produção e comercialização de legumes e frutas, já representa no nosso concelho, seja posta gratuitamente à disposição daqueles produtores e comerciantes o espaço central do Mercado para que estes os comercializem, no período da manhã, durante os meses mais movimentados de Junho, Julho e Agosto...”.
No período de depressão em que nos encontramos e aproveitando a quadra de Natal que se aproxima, estou convencido de que se justificariam acções como esta, único meio a proporcionar a pequenos produtores que, não têm outro meio de angariar mais alguns cobres a acrescentar às suas pequenas reformas.
Decorreram dez anos (26/ 01 /98) desde que deu entrada e foi aprovada em reunião de Câmara Municipal (9 /02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
Assunto: Reactivação do Espaço Comercial no Mercado Municipal.
Considerando o elevado investimento que foi feito:
Considerando a importância que o edifício pode e deve ter como local de comercialização e promoção dos produtos agrícolas;
Considerando o estado de inoperância e desocupação que o espaço comercial manifesta;
Considerando em conclusão, que tais motivos se devem também à falta de políticas de incentivos e promoção dos nossos produtos da região.
Propõe-se:
Que seja estudado um projecto a implementar, cujos objectivos sejam os de activar o espaço, de modo a viabilizar a sua actividade comercial e de promoção dos nossos produtos agrícolas.
Deste projecto devem constar acções que:
- Divulguem o espaço e a sua função.
- Promovam e incentivem a actividade comercial agrícola da região:
Enumeram-se algumas actividades/acções que poderiam ter lugar nesse espaço, com vista à persecução dos objectivos mencionados:
- Realização, em períodos de feiras mensais de: feiras específicas de produtos tradicionais da região - feira da maça, da laranja, da cereja, de frutos secos, de mel, de fumeiro, de compotas, de doces regionais, etc.
- Promoção de festas gastronómicas – fumeiro, matança do porco, doces regionais, provas de vinho, provas de queijos e derivados, etc.
- Instalação de um local de venda de artesanato regional.
- Realização paralela, de eventos, de palestras e acções temáticas alusivas, bem como, a garantia da promoção dos eventos com a publicação de brochuras e catálogos alusivos.
Notas finais: A autarquia deverá estudar e posteriormente apresentar incentivos a facultar como sejam:
- Garantia da promoção dos eventos;
- Isenções de impostos;
- Gratuitidade de aluguer dos espaços;
- Prémios de participação e apresentação de certificados de qualidade.
Sobre este caso do Mercado Municipal e porque se não via qualquer desenvolvimento que o tornasse útil apresentou-se outra proposta em reunião (2 /12/ 99) que foi igualmente aprovada por unanimidade e nunca implementada.
A proposta era do seguinte teor:
“ A falta de ocupação do Mercado Municipal já foi por nos diversas vezes aflorada em reunião de Câmara Municipal...”
“ Tendo em conta o impacto económico que a produção e comercialização de legumes e frutas, já representa no nosso concelho, seja posta gratuitamente à disposição daqueles produtores e comerciantes o espaço central do Mercado para que estes os comercializem, no período da manhã, durante os meses mais movimentados de Junho, Julho e Agosto...”.
No período de depressão em que nos encontramos e aproveitando a quadra de Natal que se aproxima, estou convencido de que se justificariam acções como esta, único meio a proporcionar a pequenos produtores que, não têm outro meio de angariar mais alguns cobres a acrescentar às suas pequenas reformas.
04 dezembro 2008
UM OUTRO OLHAR
Falar das Antas e dos Monumentos Megalíticos do concelho de Carrazeda.
Falar sobre a Associação dos Amigos da Anta, dos seus projectos, das suas ideias e dos directores.
Falar, pensar e fazer desse encontro uma tertúlia de ideias, conjugando a beleza natural das nossas paisagens, com o aroma dos nosso vinhos regando a posta na braza, ou uma p... de bacalhau com azeite novo da nossa terra.
Dissertar sobre o passado, ironizar com o presente, e nada de compromissos políticos com o futuro, foi o que me propôs o meu amigo Dr. João Sampaio, -com vida profissional na cidade do Nabão- Tomar- que de tempos a tempos regressa às origens e à simpática aldeia e freguesia de Zêdes.
Quem como eu foi sócio fundador da dita Associação, pense na melhor forma de lhe dar vida, aceite o desafio, medite na beleza das imagens que aqui lhe deixo. A melhor forma de homenagear o trabalho do transmontano, está aqui na casa do falecido António Araújo, debaixo desta fraga enorme criou os seus filhos- na misteriosa Quinta do Pobre, que me merece admiração e respeito. Tem uma história digna de ser escrita noutro local. Desde que aceite o convite proposto, venha falar com a gente em JANEIRO, com data a marcar, vamos entrar no ano,colando ideias entre dois copos e sorrindo a uma boa sobremesa, num restaurante da nossa terra.
03 dezembro 2008
Greve de professores - adesão área de Mirandela
| AGRUPAMENTO | CONCELHO | PROF | EM GREVE | % | ||||
| AGRUP ESC ALFANDEGA DA FE | ALFÂNDEGA DA FÉ | 74 | 74 | 100,00% | ||||
| AGRUP ESC CARRAZEDA ANSIAES | CARRAZEDA ANSIÃES | 116 | 116 | 100,00% | ||||
| AGRUP ESC FREIXO ESPADA CINTA | FREIXO ESPADA CINTA | 45 | 26 | 57,78% | ||||
| AGRUP ESC TORRE DONA CHAMA | MIRANDELA | 54 | 54 | 100,00% | ||||
| | | | | | | |||
| AGRUP ESC LUCIANO CORDEIRO | MIRANDELA | 199 | 198 | 99,50% | ||||
| ES/3 MIRANDELA | MIRANDELA | 50 | 48 | 96,00% | ||||
| AGRUP ESC MONCORVO | MONCORVO | 128 | 124 | 96,88% | ||||
| AGRUP ESC VILA FLOR | VILA FLOR | 50 | 48 | 96,00% | ||||
| TOTAIS | 716 | 688 | 96,09% | |||||
Fonte plataforma sindical
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