Decorreu no último dia 30 de Setembro das 10 às 11 horas, a última reunião de Assembleia Municipal, desta legislatura.
Foi com alívio que conclui a minha participação neste órgão autárquico. Ao longo da legislatura, reagi sempre contra o contributo paupérrimo desta instituição, no cumprimento do papel que lhe estava instituído. Julguei contudo que na última reunião resultasse um qualquer gesto de grandeza que, no limite, levasse por exemplo os “ Chefes de bancada”, ou o Presidente de Assembleia, a proferirem algumas palavras, dando conta dos resultados dos trabalhos e, agradecessem aos mais bem comportados, o contributo que haviam dado. Eventualmente talvez se tivesse justificado dar a palavra ao Sr. Presidente da Câmara que, em meu entender, deveria no mínimo ter agradecido a dedicação e obediência total que a Assembleia votou as directivas que dele emanaram. E tudo teria acabado com agrado e satisfação.
O fim de festa foi contudo mais sombrio e enlutado.
O Sr. Presidente da Câmara saiu “pela porta baixa” sem se despedir. O Sr. Presidente da Assembleia considerou finda a sessão e despediu-se com votos de saúde para todos e os “ Chefes de bancada” não se viram. E se alguma animação final houve, foi a da demanda de assinar os impressos de ajudas de custo.
Dei então por mim a questionar-me sobre que raio de amigos teria ali o Sr. Presidente de Câmara que, nem no final lhe votaram uma palavra de apreço e reconhecimento!
Fiz então o meu retrato e na apreciação dos figurantes, de entre os oportunistas, os fingidos e os autocratas escassos escapavam à regra para poderem fazer a diferença. Afinal de contas, concluía que pouco mais se poderia ter esperado.
Daqui resultaram por fim no meu espírito algumas reflexões. Quem sabe se, as minhas críticas e apreciações não teriam afinal sido, apesar das humilhações, e aviltamentos, um contributo válido!? E para o nosso Presidente de Câmara terão também sido úteis? Pelo menos pôde contar com quem, discordando dele muitas vezes, o fez sempre com frontalidade e sem hipocrisias. De mim ele sempre soube com o que podia contar e, julgo que não o decepcionei como ele a mim.
Quiçá um dia, quando o tempo necessário passar, eu saiba perdoar e nessa altura, quando todos os “amigos” tiverem desaparecido, ainda vá a tempo de ajudá-lo a levantar.
Foi com alívio que conclui a minha participação neste órgão autárquico. Ao longo da legislatura, reagi sempre contra o contributo paupérrimo desta instituição, no cumprimento do papel que lhe estava instituído. Julguei contudo que na última reunião resultasse um qualquer gesto de grandeza que, no limite, levasse por exemplo os “ Chefes de bancada”, ou o Presidente de Assembleia, a proferirem algumas palavras, dando conta dos resultados dos trabalhos e, agradecessem aos mais bem comportados, o contributo que haviam dado. Eventualmente talvez se tivesse justificado dar a palavra ao Sr. Presidente da Câmara que, em meu entender, deveria no mínimo ter agradecido a dedicação e obediência total que a Assembleia votou as directivas que dele emanaram. E tudo teria acabado com agrado e satisfação.
O fim de festa foi contudo mais sombrio e enlutado.
O Sr. Presidente da Câmara saiu “pela porta baixa” sem se despedir. O Sr. Presidente da Assembleia considerou finda a sessão e despediu-se com votos de saúde para todos e os “ Chefes de bancada” não se viram. E se alguma animação final houve, foi a da demanda de assinar os impressos de ajudas de custo.
Dei então por mim a questionar-me sobre que raio de amigos teria ali o Sr. Presidente de Câmara que, nem no final lhe votaram uma palavra de apreço e reconhecimento!
Fiz então o meu retrato e na apreciação dos figurantes, de entre os oportunistas, os fingidos e os autocratas escassos escapavam à regra para poderem fazer a diferença. Afinal de contas, concluía que pouco mais se poderia ter esperado.
Daqui resultaram por fim no meu espírito algumas reflexões. Quem sabe se, as minhas críticas e apreciações não teriam afinal sido, apesar das humilhações, e aviltamentos, um contributo válido!? E para o nosso Presidente de Câmara terão também sido úteis? Pelo menos pôde contar com quem, discordando dele muitas vezes, o fez sempre com frontalidade e sem hipocrisias. De mim ele sempre soube com o que podia contar e, julgo que não o decepcionei como ele a mim.
Quiçá um dia, quando o tempo necessário passar, eu saiba perdoar e nessa altura, quando todos os “amigos” tiverem desaparecido, ainda vá a tempo de ajudá-lo a levantar.
Hélder de Carvalho
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