“The Day After”
E o Mundo afinal é um “trânsito” constante…
Que é “trânsito” em latim?
É a ação de passar, a passagem: trans (para além de) + eo (ir). Ir para além é, pois, transitar.
Que tudo transita ou passa já o diz há muito a sabedoria das nações, quer em conceitos sublimes, quer em aforismos, quer em páginas de arte literária.
Sic transit gloria mundi - A glória do mundo assim se vai - lá diz a sequência da Igreja.
Ninguém sabe, e pouco interessa, quem inventou a roda.
Porém interessa observar que a roda foi das maiores invenções do Planeta, porque a roda para sempre impôs no mundo esta possibilidade de o homem andar a pé ou de carripana, qualquer que ela seja.
Mas para fazer andar a roda era preciso força, humana ou outra.
Essa outra já o homem a utilizava, pelo simples aproveitar do dorso dos animais domesticáveis.
O homem procura sempre andar mais depressa.
Nem admira - a sede do movimento é consequência da causalidade que regula o Mundo.
Tudo o que existe está em movimento. Acelerar o movimento é desejo do homem que anda, das águas que descem da montanha ou da gotinha que cai do beiral do telhado.
No mar, as ondas o que querem é correr, deslizar. No ar, o vento não está quedo.
Ma… o movimento precisa de espaço.
E assim compreende-se que em todos os tempos se alargassem vias estreitas.
Caminhos largos e caminhos estreitos houve e haverá sempre em todos os tempos.
Que quer dizer RUA?
Rua veio-nos do francês “rue”. Ora “rue”, por seu turno, tem por origem imediata o latim “ruga”, que vemos na nossa palavra ruga, e é sinónima de “prega”.
Uma rua é de facto uma prega no solo. Quem se alteie a uma colina e domine qualquer cidade verá as RUAS como “rugas” que são.
E é nas cívicas formigas que devemos presenciar a utilidade da ordem nas fileiras do formigueiro humano.
….
O povo português ama o trabalho e até o canta.
Lembremos, a propósito, aquelas palavras de Eça de Queiroz, que escreveu um dia:
“De madrugada os galos cantam, a quinta acorda, os cães de fila são acorrentados, a moça vai mugir a vaca, o pegureiro atira o seu cajado ao ombro, a fila dos jornaleiros mete-se às terras - e o trabalho principia e a festa sempre incansável, porque é toda feita a cantar”.
Estas palavras de Eça contraponho-as à opinião de quem nota em Portugal uma tendência para se envolver o trabalho numa constante ideia de tristeza, manifestada em ditos como - trabalhar como um negro, ser um mouro de trabalho, escravo do trabalho, etc.
Se quisermos exemplo de canto que traduza nostalgia do rude labutar, evocaremos com mais propriedade o doloroso significado dos “Barqueiros do Volga”.
Não, em Portugal não é assim!
O mesmíssimo Eça de Queiroz dá-me reforço. Ele também escreveu isto:
“As vozes vêm desgarradas, no fino silêncio, dalém, dentre os trigos, ou do campo em sacha, conde alvejam as camisas de linho cru, e os lenços de longas franjas vermelhejam mais que papoulas. E não há neste labor nem dureza nem arranque. Todo ele é feito com a mansidão com que o pão amadurece ao sol”.
E isto porque,
…quando a MENTE “canta,” a RUA se “alisa”,
…E O PÃO LÁ “AVANÇA”!
Carlos Fiúza
9 comentários:
Marginais
todos aqueles que não se identificando com o seu próprio tudo fazem para o destruir e assim , mais fácilmente , o conseguirem dominar para dele se aproveitarem............
Só que o enfarte, o avc , e a demencia ... fazem o equilibrio..
CF
obrigado
E isto porque,
…quando a MENTE “canta,” a RUA se “alisa”,
…E O PÃO LÁ “AVANÇA”!
.........
Uma mente sã CANTA
o povo canta
Enquanto Cavaco dissertava sobre as vantagens da enxada os senhores da capital entretinham-se a dividir a RTP em fatias, a Ongoig, a SIC, a Cofina estão na corrida e nem esperaram peral formação do governo e muito menos pela apresentação do programa, sentem-se no direito de cobrar antecipadamente o seu saque pela ajuda que deram a Passos Coelho. A pouca vergonha é tanta que quando os jornalistas esperam na porta da sede do PSD por notícias da coligação dão com Relvas a sair de braço dado com o presidente da Cofina.
Imagine-se se fosse nos tempos da guerra da TVI e os jornalistas filmassem Silva Pereira ou Sócrates com Zainal Bava, o escândalo que seria, mas o que naquele tempo era asfixia democrática é agora democracia plena. Os mesmos jornalistas que perseguiam Sócrates por este se queixar de alguns deles em Tribunal calam agora a sua indignação. Compreende-se é bem mais agradável a enxada dos patrões da comunicação social do as enxadas nos campos e pelo ambiente que se vive já se percebeu que quem não alinha com a nova maioria arrisca-se a ser reeducado numa aldeia das Beiras.
Belo comentário. Realmente agora vai ser um corropio na procura de regabofes que satisfaçam plenamente as contas bancárias dos grandes manipuladores e agitadores que perseguiram implacavelmente José Socrates. E ainda a procissão vai no adro. Quando estiver instalado o governo, a roda de mamões vai crescer desmesuradamente à volta de ministros, secretários, subs, chefes de gabinete, conselheiros e toda a chusma que gravitará em volta do poder laranja-cristão. Por mim até gosto, para que os pacóvios transmontanos vejam bem em quem votaram. É como se abrissem as portas de um redil de ovelhas a uma alcateia de lobos.
XPA
O Cavaco falou do regresso à agicultura e ao mar. Mas então já se esqueceu que foi ele que deu subsídios para não produzir e para abater a nossa frota pesqueira? Mas as pessoas não teem memória? É com discursos de circunstância que as pessoas veem para a agricultura e para o interior? Fala tanto dos erros dos outros e não se lembra do que fez? E o despesismos do alcatrão e do CCB e o crime do BPN?
E o Passos? os barões e baronetes do partido mais os dinossauros e caciques de boys e assessores incompetentes que que estão com sede de poder e de vingança, não vai ter mão neles!Pobre país este!
Depois admiram-se que emigem!Porque não mudam a lei?
O Cavaco falou do regresso à agicultura e ao mar. Mas então já se esqueceu que foi ele que deu subsídios para não produzir e para abater a nossa frota pesqueira? Mas as pessoas não teem memória? É com discursos de circunstância que as pessoas veem para a agricultura e para o interior? Fala tanto dos erros dos outros e não se lembra do que fez? E o despesismos do alcatrão e do CCB e o crime do BPN?
E o Passos? os barões e baronetes do partido mais os dinossauros e caciques de boys e assessores incompetentes que que estão com sede de poder e de vingança, não vai ter mão neles!Pobre país este!
Depois admiram-se que emigem!Porque não mudam a lei?
Estes parecem coment´rios de mamões de um partido a falar de mamões do outro. Parece que só um deles nos governou desde o 25.
Isto não é uma democracia, mas uma partidocracia!É a ditadura dos partidos e dos interesses clientelares!Que podemos nós, Povo, fazer?
O que podemos nós povo fazer? É não os alimentarmos...
mas diga como, se a minha opinião/sua e de todos aqueles que teem consciencia da dependencia e clientelismo que gravita à volta dos partidos e se sutentam mutuamente é uma máquina poderosíssima que as leis da Nação protegem! O meu amigo não vê que as leis são feitas à medida dos interesses partidários, clientelares, para se autosustentarem? Como não os podemos alimentar se nos roubam nos impostos e os distribuem como bem lhes apetece, sem nos perguntarem se queremos!...Devia sim, haver referendos sérios e concretos, como acontece por ex. noutros paíse da Europa, Suiça, ´Dinamarca...
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