30 julho 2010

Ventos favoráveis para a linha do Tua

Os defensores da linha do Tua ganharam dois novos fôlegos. O primeiro vem de dentro com a possibilidade de classificação de monumento nacional; o segundo sopra de Espanha e tem como base a construção do TGV e a sua ligação ao nosso país.

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) aceitou o requerimento apresentado em Março com vista à abertura do processo de classificação da linha ferroviária do Tua como Património de Interesse Nacional. O IGESPA é um instituto público português que "tem por missão, a gestão, a salvaguarda, a conservação e a valorização dos bens que, pelo seu interesse histórico, artístico, paisagístico, científico, social e técnico, integrem o património cultural arquitectónico e arqueológico classificado do País”.

Os jovens dirigentes socialistas espanhóis defendem que Bragança devia apostar numa melhor ligação a Puebla de Sanábria para aproveitar a estação do TGV que ali está a ser construída. “Achamos que é vital e seria lógico que se unisse Bragança e Puebla de Sanábria, ou com uma linha ferroviária ou com uma via rápida”, refere Ismael Aguado, dirigente da Juventude Socialista de Zamora.

A manutenção da ferrovia é só uma exigência do caderno de encargos, como também da própria DIA, da declaração de impacte ambiental. Recordo que vários administradores da EDP fizeram declarações públicas, extremamente arrogantes, afirmando que não estavam disponíveis para construir nenhuma linha ferroviária alternativa em caso de construção da barragem.

A EDP ao avançar sem autorização com a construção de um caminho para estudos no local de querer fazer a obra sem elencar com os encargos inerentes; o senhor ministro ao dizer que seria mais barato oferecer um carro, com o combustível, a cada passageiro do Tua, do que manter a linha depois dos devidos investimentos para melhoria e segurança, esquecendo que durante mais de cem anos nada foi melhorado nesta ferrovia, são exemplos desta que chamo “parceria publico/privada” que privilegia sempre os chamados mais fortes.

A sobrançaria dos decisores das grandes empresas advém de em Portugal terem o apoio do Governo contra os interesses das populações locais e muitos negócios parecerem estar acima dos órgãos reguladores e da própria lei.

8 comentários:

João disse...

Até já me aborrece intervir neste tema.
Manter a linha,dando-lhe condições de segurança,até Mirandela,para fins turísticos,pode ser.
Reconstruir a linha até Bragança,parece-me não ter qualquer interesse,pois não vai ter nenhuma utilidade.
Ligar Bragança a Puebla acho útil e necessário para os bragançanos poderem aproveitar o TGV espanhol.
Manter apenas a linha como testemunho do passado,como agora se pretende,corresponde a, pura e simplesmente,abandoná-la.
JLM

josé alegre mesquita disse...

Veja lá doutor não se aborreça e cuidado com as pedras no fígado...
E olhe tudo vale a pena se a alma não é pequena...

José Cândido disse...

A classificação tem dupla vantagem: ao impedir a construção da barragem, impele à reabertura com condições de segurança da linha.
A partir daí caberá às entidades públicas competentes e aos operadores privados tornar a Linha do Tua num meio de mobilidade e de desenvolvimento conformes com o seu potencial.
Confundir classificação com impedimento de utilização «normal» enquanto via férrea, é trazer mais pedras para a barragem, e isso ninguém (excepto a EDP) deseja.

João disse...

Ainda goza comigo!
Sabe,toda a gente diz que eu tenho uma alma grande e nem por isso deixo de pensar que há causas perdidas e que,portanto,não valem a pena.
JLM

Anónimo disse...

Quando tudo, que é de todos, dá prejuízo quem paga é o contribuinte.
Deixem-se de sonhos altos, porque a vida está cara meus amigos

Anónimo disse...

concordo com o ultimo anónimo

para quê gastar dinheiro na barragem?

Continuem com a linha que é mais barata e mais útil

Anónimo disse...

Nenhum transmontano, autêntico,deveria defender a construção da barragem em detrimento da destruição da linha do Tua e da maravilhosa paisagem que a envolve. Não ponham o acento tónico, por favor, na reactivação ou não da linha para escamotear a realidade. Dêm, sim, ênfase à necessida que há de manter a linha e toda a paisagem que a rodeia, única em Portugal e, quiça, no mundo.O importante é que a mesma se possa continuar a visualizar, com a pureza da sua autenticidade, por quem tenha sensibilidade para a degustar e deslumbrar-se. Já chega de betão....Respeito as opiniões contrárias mas algumas deixam-me perplexo.... Basta de tantas agressões à Natureza.... O progresso de uma região não passa por construções aberrantes como a que se pretende fazer no Tua.... Certos escritos que leio mais me parecem uma feira de vaidades do que uma análise profunda e refletida sobre a realidade subjacente aos mesmos.Nesta caso concreto,o agere é bem mais importante do que a loquacidade.Continuem a lutar pela manutênção da linha do tua e da sua maravilhosa paisagem. E felicito todos quantos têm tido a lucidez de o fazer.

Anónimo disse...

Para complementar o meu modesto comentário, que acabei de fazer, não se esqueçam de que não poderá haver amanhã postergando-se o ontem.Não deixem fenecer e dissipar o que há de genuíno, belo e natural na vossa região.Saibam preservar o que ainda tendes de maravilhoso.