05 fevereiro 2010

o 11 ideal para apanhar azeitona

É comum ler-se nos jornais da especialidade a sugestão que é feita pelos cronistas, da sua constituição das equipas desportivas. Apanhando esta deixa, decidi tornar pública a minha equipa ideal, aquela que gostaria de ter reunido para apanhar a azeitona que este ano arranjou a “coitada” da minha sogra. Decidi ir ao mercado dos políticos do meu país, pela simples razão de que acredito, que muitos destes estariam capazes de, por este meio, se sentirem úteis para a comunidade.
Assim e para capataz (treinador) escolhia o Sr. Alberto João. Reconheço-lhe predicados para ditar e encabeçar a equipa. Seria o indicado para distribuir as varas e dirigir a cadência das varadas. Seleccionava depois os varejadores: - O Sr. Pacheco, homem que sabe de tudo e que com a sua experiência ajudaria os mais moços; o Sr. Campos que maneirinho como é subiria à árvore para desempenhar melhor o papel: o Sr. Sousa que ninguém conhece mas que, vindo do proletariado, sabe de certeza como se vareja; o Sr. Zé possivelmente o mais inexperiente mas, como muita vontade de aprender; o Menino Bernardino para o qual arranjaria um boné de orelhas que lhe preservasse os ouvidos moucos, do frio (sugestão que foi sugerida pelo Sr. Pinho); o Sr. Guilherme que desempenha também, muito bem, a tarefa de estar de cócoras na apanha; o Sr. Lopes, pelos dotes físicos para arriar os sacos; o Sr. Mota que é da terra e não esquece o que aprendeu e ainda o Agostinho que sabe tão bem agachar-se, ou andar firme e hirto quando está na mó de cima. Finalmente para concluir os onze, adicionaria duas senhoras. Para espantar os estorninhos e estender os toldes a D. Manuela; para a apanha, e pelo jeito que tem para cantar à desgarrada, a Menina Heloizinha.
Falta acrescentar que seria decisivo que estes ganhassem rápido a propensão para baixar as orelhas e vergar a espinha condição essencial para o bom desempenho da modalidade que se propõe.
O repto era então o de conseguir-se imaginar, o quanto o país ganharia, se estes dotados se ocupassem realmente daquilo que sabem fazer bem.

8 comentários:

Anónimo disse...

Adivinha

e para secretária e redigir as actas de quem mais se baixava e mais apanhava quem iria?

manueljbfpinto@gmail.com disse...

Parabéns Helder Carvalho,continuas a ser igual a ti próprio. Este estilo de dizer verdades com fina ironia, tem de ser aplauido por quem o tem utilizado a bem do povo. Obrigado amigo.

Anónimo disse...

Já chega de iluminação de Natal em Carrazeda?

Anónimo disse...

Por acaso, o amigo Hélder, não se esqueceu do secretário do Alberto João? É que, como sabe, a escola deles é a mesma. Assim, era a forma de juntar o útil ao agradável. Até podia sair uma belíssima simbiose e osmose!... Continue e boas crónicas!

Anónimo disse...

O 11 IDEAL SÓ PARA APANHAR AZEITONA? E PARA TAPAR OS RASGOS, POR EXEMPLO, QUE A EMPRESA: "ÁGUAS DE CARRAZEDA" FAZ NAS RUAS E ESTRADAS, CORTANDO O ALCATRÃO DE ALTO A BAIXO, PARA PASSAREM AS CANALIZAÇÕES DAS ÁGUAS E ESGOTOS, QUANTOS SERIAM PRECISOS SR. HÉLDER? É QUE O MUNICÍPE, COMO SABE, PAGA ANTES DO RASGO E, DEPOIS ESTE FICA "AD ETERNUM" (?) ABERTO. E SE UM CARRO, POR EXEMPLO, FICA SEM DIRECÇÃO, SUSPENSÃO, UM PESSOA CAI, ETC., O QUE ACONTECE? VÊ, NÃO SERIAM PRECISOS SÓ 11, MAS MUITOS MAIS. ASSIM, A TAXA DO DESEMPREGO, BAIXAVA SUBSTANCIALMENTE E AS "PICARETAS" E "VASSOURAS" BAILAVAM ARDENTEMENTE COM UMA CERTA DOÇURA E BRILHO NAS "PUPILAS".

Anónimo disse...

Não há nada mais livre do que um relógio parado...mj

Anónimo disse...

O relogio da Torre da Camara esta parado porque houve negocio chorudo com o director de departamento...

Anónimo disse...

Para espantar os esrorninhos ponham os independentes....