20 junho 2008

Mentiras Verrinosas de Junho ( com o cheiro a manjerico)

-A associação de alcoólicos anónimos conta com o apoio de várias instituições e tem diversas parcerias. Uma dessas parcerias é com este blog onde, em certas rubricas, certos doentes são incentivados a participar e assim fazer a sua terapia.

- Ultimamente, anda mais macia a voz do Nosso Primeiro. Dizem que quando aparece, denota agora outra entoação de voz, mais próxima da de barítono.

-Com o objectivo de rapidamente se saldarem os gastos, com o estudo e compra do material, foi decidido colocar parquímetros também na Zona do Fundo da Vila. São grandes as probabilidades de sucesso que se perspectivam e já há quem proponha também parquímetros nas freguesias e lugares. Por este andar vai haver dinheiro para as Festas no Concelho.

- A este propósito, este ano haverá um concurso para atribuir os subsídios às Juntas de Freguesia que tragam os andores dos padroeiros para a procissão das Festas do Concelho. O regulamento deste concurso está a ser ultimado e irá valorizar os aspectos plásticos do evento.

- Continua a ser mais fácil obter caca de vaca sagrada que suor de cantoneiro.

.- Não tarda a ser eleito o Perfeito de Ansiães. Para concorrer a este concurso de beleza vai ser necessário possuir medidas modelares. Se surgirem demasiados concorrentes com essas medidas, a opção será a de eleger o Mais que Perfeito.

- Nunca é tarde para aderir. Desta vez o Nosso Primeiro decidiu aceitar o convite que lhe foi feito para pertencer ao Rancho Folclórico da Vila. Embora este pretenda reformar-se, a ideia é a de procurar aprender ainda, com os espectáculos que o grupo proporciona, a actuar melhor junto das populações.

- Falando em actuar, foi decidido promover um colóquio sob o tema – A ética no “patois”.
A intenção é a de motivar as pessoas a não pactuarem perante o “patois”.

- Perguntava a criança, recordando-se da última Ceia de Natal. Mamã o Pai Natal vai reformar-se!

- Choravam baba e ranho os que não votaram na candidata vencedora. Isto de só se gostar de homens “bem parecidos” …

- Embora ainda se não tenha decidido a concorrer, o nosso Aragão já tem um votante seu, para Presidente. Este, declarou-se-lhe aqui, no Blog. Mais sorte teve contudo Patinha A. que conseguiu em Carrazeda três votos na sua candidatura a presidente do partido.

- Com o objectivo de, promover maior frequência da população estudante à Biblioteca Municipal, a C.M. decidiu proceder a repintura exterior do edifício.

- Sondagens recentes dão conta de que, anda alto o “Astral” da Escola Profissional.

11 comentários:

Anónimo disse...

Estimado professor H.C..
Continuo a dizer-lhe que a Escola Profissional Ansiães não deverá ser enxovalha ou discutida nos blogues. Se eventualmente tem necessidade de alguma explicação, quer do foro docente ou administrativo, é só recorrer ao edifício e ser-lhe-á prestada a respectiva informação.
Não será uma dorzinha de cotovelo? Professor o seu tempo passo e esperamos que não volte.
Um abraço amigo,
O "Penetrante"

Anónimo disse...

Com o devido respeito e como mero leitor deste espaço, penso que o "penetrante" deveria mostrar mais abertura à crítica social e assim poder compreender um texto ou um mero comentário mais jocoso ou humorístico, se quiser. Eu entendo que HC (que há largos meses não vejo nem contacto e, por isso, não me encomendou o "sermão") nada tem contra a E.P. (nem eu, que em minha opinião, até têm tido ultimamente um desempenho sócioprofissional meritório) mas tem que se reconhecer legitimidade às pessoas para opinar sobre as realidades sóciopolíticas da terra, sem com isso se pretender ofender ninguém. Quer dizer, qualquer responsável de uma instituição pública, ou um político ou um membro do governo ou mesmo de uma autarquia, têm que ter aquilo que é comum chamar-se de "poder de encaixe" e aceitar democraticamente essas opiniões, desde que, repito, não melindrem a idoneidade e o respeito de ninguém, como me parece ser o caso presente. Se assim não fosse, como poderiam existir revistas e programas televisivos de feição humorística, tantas vezes cáustica, por exemplo, para os governantes? Isto é o puro exercício democrático do qual, felizmente, podemos usufruir. Portanto, não vejo que HC, com a sua reconhecida verve, pretenda enxovalhar a EPA, bem pelo contrário, se opina sobre ela é porque pretende que a respeitável instituição tenha sucesso nas actividades a desenvolver. Esta é a minha interpretação e julguei oportuno divulgá-la.
Muitos sucessos para a EPA, pois esses serão os sucessos da sociedade local onde estamos inseridos.

h. r.

Helder Carvalho disse...

Registo a opinião, em certos aspectos pertinente, do nosso Professor Helder Rodrigues. Infelizmente a sua opinião não me parece totalmente ajustada.
Efectivamente, no que respeita à E.P. eu coloco uma questão de fundo, que condiciona no seu todo, o respeito e valoração que esta Instituição possa ter. Eu indago sobre os processos de selecção e avaliação dos docentes da Escola considerando que se os mesmos não forem justos e honestos estará em causa qualquer outro juízo subsequente de valor, por mais legítimo e justificado que seja. Por outras palavras se a colocação dos quadros da Escola for feita à base de compadrios e pagamentos de préstimos, por mais competentes que sejam esses elementos têm de suportar o “ ferrete” da conivência no embuste na sua colocação. Esta questão tira-lhes o direito moral de julgarem quem os criticar por tal facto ou de se considerarem os melhores visto que não foram comparados. Evidentemente que com tudo isto, o crédito e a reputação da Instituição cai no buraco, com consequências directas para os alunos.
Não se trata pois desgraçadamente de opinar humoristicamente sobre os assuntos, mas tão só, o exercer o tal direito democrático de procurar ser esclarecido sobre uma instituição pública, direito que deixarei de ter quando esta se privatizar.
Evidentemente que louvo, apesar de tudo, o referido desempenho meritório que a Instituição tem desempenhado.

Anónimo disse...

Prezado amigo Hélder Carvalho:

Quando me refiro ao aspecto humorístico, estou apenas a contextualizá-lo na sua habitual (e por mim particularmente apreciada) rubrica humorística a que chama de "Mentiras Verrinosas", como se demonstra nestas "Mentiras..." de Junho, que a encerrá-las refere: "Sondagens recentes dão conta de que anda alto o "Astral" da Escola Profissional". Ora, se isto não é humor...
Quanto ao substrato do seu texto, nomeadamente, quanto à sua indagação sobre os "processos de selecção e avaliação dos docentes" da EP, tem, como pretendi realçar, todo o direito, evidentemente, de se preocupar com tal assunto. Mas, na verdade, em relação a transparências ou opacidades, qualquer instituição pública ou privada (porque também mexe com dinheiros públicos) está sempre sujeita ao "exame" dos cidadãos, pois se trata dos direitos e deveres de cidadania que cada um de nós deve exercer. Mas o que eu quis fazer notar, no fundo, ao anónimo "Penetrante", é que os órgãos dirigentes de qualquer instituição não podem estar acima das leis e que têm que reconhecer este desiderato democrático que é a liberdade de criticar e de indagar, desde que não se agrida ninguém. Daí a minha expressão "poder de encaixe" que os responsáveis devem suportar, perante a crítica social. Ora, o amigo HC, em meu entender, não agrediu ninguém, apenas se limitando a exercer o seu direito de cidadania, pelo que não se justificam, de maneira nenhuma, alguns insultos de utentes da EPA dirigidos a si e que me indignaram por serem injustificados e incompreensíveis, como, aliás, se pode comprovar pela última frase
deste seu comentário, em que reconhece, efectivamente, que o desempenho da actual EP tem sido meritório (acabando afinal, o HC por dar razão ao meu comentário que antecede o seu).

Um abraço do h. r.

João disse...

Se a E.P. for privada,não faz comentários e não exige satisfações?
O modo privado é apenas um modo de fazer as coisas,que muitos julgam ser o que dá melhores resultados.
Porque não fazer comentários?
A selecção e colocação de professores pode obedecer a um concurso ou ser de designação livre.Há quem defenda um e outro métodos tanto para as organizações públicas como privadas.
Porque não poder fazer comentários num e noutro casos?
A escolha livre pode ter os seus méritos:maior rapidez, melhor apreciação de todas as características dos
concorrentes.
No fundo, nem tudo se resolve através de métodos ditos imparciais e infalíveis mas através de uma aplicação criteriosa do método escolhido.
E para ajudar a isso cá estão os comentários nos blogues,lá estão na escola os pais dos alunos com as suas intervenções.
E porque não acreditar no brio dos responsáveis e no desejo dos professores de que a sua escola tenha boa fama e bons resultados?
Nem tudo está podre no reino da Dinamarca.
JLM

Helder Carvalho disse...

Caro Prof. Helder Rodrigues
Considerei que o comentário que comentava aparecia deslocado. Conhece o meu percurso e sabe que já tenho tentado contribuir sem zombar. Infelizmente parece que tenho mais audiência zombando. Na verdade não pretendo tirar nenhum partido desta audiência que não seja, ajudar a consciêncializar.

Anónimo disse...

Caro amigo HC

Pelo tempo e o modo como escreve a sua primeira frase, julgo reconhecer que, em relação ao humor, compreendeu que apenas me limitei a contextualizá-lo na sua rubrica "Mentiras Verrinosas" (este mesmo título é de índole sarcástica e que muito valoriza este blogue). Por outro lado, se acha que tem "mais audiência zombando",isso já não me diz respeito. Mas saberá que a sátira (e não a zombaria...) é uma poderosa arma para se afirmarem coisas sérias e úteis e ela não está ao alcance de qualquer um (considere, por exemplo, a "geração de 70", nomeadamente com Ramalho Ortigão, um verdadeiro artífice da sátira e que deu os resultados que se conhecem...).
Quanto ao resto deste seu último comentário, estou inteiramente de acordo consigo, pois lhe reconheço o percurso, o carácter e a competência para poder ser muito útil a este concelho,mesmo que (apenas) ajudando "a consciencializar".
Quanto ao prezado amigo JLM, se a sua primeira frase interrogativa é relacionada com o meu comentário anterior, peço-lhe que leia com mais atenção a segunda frase do segundo parágrafo...

um abraço amigo do h. r.

Anónimo disse...

Tão amigos que nós eramos....
ou será, tão amigos que nós somos...

Helder Carvalho disse...

Efectivamente pode-se fazer comentários a tudo.
Eu é que selecciono aqui os meus, usando o meu livre arbítrio. Privilegio o funcionamento das instituições públicas ou corporações e associações instituídas porque são ou foram criadas para servir as populações, no caso para servir o concelho.
Quanto à escolha dos métodos de selecção questionados na nossa E.P., também aqui me limito a sublinhar o exemplo a que sempre me sujeitei quando trabalhei no sector público. Refiro-me ao concurso público, mediante critérios que aceito previamente para ser avaliado. Nem sempre os critérios me agradam mas permitem-me comparar-me em pé de igualdade.
Poderá admitir-se que outros métodos válidos de selecção se possam preconizar. Falta-me conhecer quais propõe o Sr. Dr. João de Matos. Não percebe essa da “escolha livre”.
O importante é mesmo que não sejam postos em causa, o rigor e isenção dos métodos e processos de selecção. Evidentemente que espero que o rigor que exijo na selecção dos docentes e gestores, tenha equivalência no rigor que a requer na avaliação dos formandos.
Também desejo acreditar que a E.P. possua trabalhadores briosos, responsáveis e com vontade de trabalhar. Mas, perante tal responsabilização e profissionalismo, não será de requerer que transpareça informação que nos refira por exemplo que dinheiro é gasto, qual é a percentagem de alunos que têm colocação no mercado de trabalho, quantos desistem, quantos evoluem para outros níveis de ensino, quantos se instalaram no concelho, qual a percentagem de assiduidade de professores e alunos, quais os estudos e critérios seguidos para promover novos cursos.
Reconheça-se-me o esforço de fugir à argumentação graciosa e acomodada em troca da questionação pertinente e oportuna. O objectivo é sempre o de procurar a verdade e a razão demonstradas e compreendidas.
Aproveito para anuir ao último comentário do Prof. Helder Rodrigues. Só lhe solicito que não alimente expectativas sobre a minha evolução literária. Importa-me mais do que a forma, o fundo. Mas no fundo, no fundo o que eu desejava era não ter tanto para satirizar.

João disse...

A escolha livre é a escolha feita pelos directores das escolas,obedecendo apenas a certos critérios mínimos, por exemplo, a exigência da respectiva licenciatura.
Os recrutadores públicos ou privados decidem,livremente,ou,se quiser,arbitrariamente,quem devem contratar.
Os directores,neste caso, ficam com liberdade total a que corresponderá responsabilidade total.
Esta escolha, para além dos requisitos mínimos, têm a faculdade de escolher quem tem melhor perfil para o lugar que pretendem preencher.Esta liberdade( totalmente diferente do critério que julga ser o único) pode ter os seus méritos. É o caminho seguido no sector privado,com resultados melhores que no sector público,segundo alguns.
Há quem pretenda que no sector público se faça o mesmo,designadamente,quando a governação das escolas passar a pertencer às câmaras.
JLM

João disse...

Ontem,quando estava a escrever,apareceram os meus netos que me perturbaram a escrita. Daí, uma frase algo incorrecta mas que se entende.
Proponho que o seu tratamento não seja tão formal:ao referir-se a mim pode dizer apenas"JLM".
JLM