"Encerramento das Maternidades no Distrito.
Já não é de hoje, a referência a um estudo, que fala na possibilidade das maternidades que não efectuam um número mínimo de partos por ano, virem a ser encerradas.
A justificação dada, para o dito encerramento, é da falta de prática obstétrica e de meios humanos.
Se tal acontecer, que dizer das outras especialidades hospitalares, seguindo o mesmo raciocínio?
E, da manutenção das consultas de saúde materna e de saúde infantil, nos centros de saúde deste distrito, também têm escassez de consultas, e menos prática nestas áreas? Já agora, e o funcionamento das Urgências, nestes centros de saúde, a experiencia também é pouca, em atendimentos urgentes?
Se for uma certeza, o encerramento das nossas maternidades, pela mesma lógica, as valências referidas nos centros de saúde também, mais cedo ou mais tarde poderão vir a acabar.
Se encerrar a maternidade de Mirandela (quem sabe, se pelo mesmo motivo não encerra também Bragança?)
Vamos presenciar, certamente, muitas grávidas a terem os filhos nas ambulâncias (para acautelar, surpresas, devem os bombeiros iniciarem cursos de aperfeiçoamento, nesta área), e se houver problemas de saúde para a parturiente ou o filho, a quem pedir responsabilidades?
Registo com agrado as manifestações públicas entre outros do presidente da Câmara de Mirandela e do deputado Dr. Adão e Silva, pela manutenção firme das suas posições, em relação a este assunto, (mesmo após a eleições autárquicas), assim sabemos com quem contar.
Esperemos, para bem da população, que se equacionem as muitas variáveis que apontam para uma reflexão cuidadosa deste tema e não colocar o olhar, apenas na parte económica.
A espera será, para os conscientes, dolorosa, a ver vamos... (realidade ou ficção)."
(protestante)
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