Nem sei se houve comício. Mas para mim era o ajuntamento em que teria tido especial prazer em ter estado, nestas eleições autárquicas. De há quatro anos recordo do comício em que participei nessa aldeia, de um discurso que minha mulher lá fez e que reli recentemente. Na altura ninguém lhe deu importância, contudo para mim este foi o único acontecimento que recordo com proveito dessa campanha. Estou a referir-me à freguesia do Pombal e o comício a que gostaria de ter ido era ao comício do PSD. A minha curiosidade estaria simplesmente em ouvir as redobradas promessas que terão sido apresentadas para o S. Lourenço. Gostaria de ter apreciado o tom solene do discurso. Observado, as expressões contidas e o tom convincente com que se terão dito as coisas. Quiçá pressentir o papel de envergonho de quem botava o discurso. Depois olhar à volta e, tentar perceber se alguém ia acreditando no que se dizia, nas promessas redobradas, nos números em carteira, nas imagens de encher o olho, no futuro risonho que aí vem. Talvez tivesse trazido de lá o ensinamento daquela história que vinha nos livros do “Horácio e os Lobos” ou pelo inverso a constatação de que somos uns papalvos. A resposta não tarda a chegar.
Hélder de Carvalho
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