07 junho 2013

CORTAR A DIREITO- COM O POVO


DAR A VOZ AO POVO E AOS SEUS DIREITOS

Vós que lá do alto império, proclamais um mundo novo…   Cuidado não vá o povo querer um mundo novo a sério. (António Aleixo)

Na verdade, é chegada a hora de ouvir aos quatro ventos que agora, o concelho de Carrazeda.  Vai entrar no mapa, porque estamos em ano de eleições.  Vai  esbarrar com a indiferença dos  eleitores, enganados e desiludidos, quer com o governo da república, quer com os autarcas do poder local.

Este episódio faz lembrar o esforço que as Associações , os Clubes, as Cooperativas e algumas Sociedades fazem para cumprir com os seus deveres e exigirem que respeitem os seus direitos. Vem esta conversa a propósito das Assembleias Gerais que no cumprimento da Lei aquelas instituições são obrigadas a convocar e são poucos os que aparecem, quando aparecem. O exemplo mais gritante passou-se com a Cooperativa Agrícola de Carrazeda, sou sócio da mesma e na qualidade de pequeno lavrador, sempre manifestei a minha opinião, ora louvando                       ou discordando da sua acção. Houve comportamentos que são históricos e patéticos, mas não vale a pena perder tempo com isso. Há hoje uma direcção eleita, da qual muita gente esperava alguma luz ao fundo do túnel. Porém desenganem-se a sua acção foi cópia fiel deste governo e assim não dão cavaco às tropas, ninguém sabe na realidade qual a verdadeira situação da dívida, se existe,  e pior que medidas vão ser tomadas. Eu falei com os dirigentes e pedi esclarecimentos e consegui que convocassem uma Assembleia Geral, cuja ordem de trabalhos era e foi o aumento de capital que a lei impõe e vai para 3 anos a esta parte. O assunto é delicado e poucos foram á dita Assembleia eu fui e já cumpri com a minha obrigação ou seja sou sócio com a entrada de capital realizada. Foi a direcção da Cooperativa bater á porta dos sócios pelas aldeias e deixar a sua mensagem, com o pedido de colaborarem. Mas, em troca o que ofereceram foi pouco ou nada e assim o povo elegeu o comércio da especialidade e vai daí, ou porque os preços são mais baixos ou o atendimento ou outras razões, o certo é que neste momento a Cooperativa até ficou sem o abastecimento de gasóleo que fornecia aos associados, a baixo custo. Mas qual foi o verdadeiro motivo do encerramento das bombas? Sem especulações, eu não sei. Diga quem sabe.

Vem isto a propósito ou não das próximas eleições e da guerra habitual, da tristeza que é ver amigos que deixam de o ser, de familiares que deixam de se falar e somente porque o compadre José, simpatiza com este partido. O António que vai votar no outro e o Joaquim que disse uma coisa e fez outra . E os outros? Os que fogem no dia da votação e das assembleias de voto, como o diabo da cruz? Só para não cumprirem com o seu dever.

Todos temos os nossos direitos e  a lei protege e defende esses mesmos direitos, até temos o direito à indignação. Agora, também há deveres e estes devem ser respeitados e cumprir para que ninguém falte aos seus deveres, como cidadão da comunidade onde vive.

2 comentários:

Anónimo disse...

Grande Artigo. veio mesmo Bater no pont0 fraco da politica local

Anónimo disse...

Pois eu caro amigo, lha bou a dizer: beja só coma habia de resolber a cousa:
-como antigamente, os nossos arrepresentantes não tinham tacho.

Olhe, ca cousa já estebe mais longe, imagine vocemecê queste ano caise chegamos aos anos 60, ora beja: hoube exme da quarta classe e o benfica aquase era campião.