16 outubro 2009

Para comentar


retirada daqui

7 comentários:

Anónimo disse...

Há engano na palavra "comboios"! Deve substituir-se pela palavra "barcos"! Assim,
deve ler-se:
Atenção aos Barcos. Páre, escute e olhe.

Anónimo disse...

OS COMBOIOS TAMBÉM NAUFRAGAM !

Anónimo disse...

Os fanáticos são bons em destruir, mas não têm grande poder de imaginação quando se trata de construir!!!

mario carvalho disse...

há estupidos que se curam com o tempo mas também há estúpidos que nem o tempo cura

mario carvalho disse...

http://www.destak.pt/artigo/43008

mario carvalho disse...

doclisboa
Jorge Pelicano alerta para abandono da linha do Tua
17 | 10 | 2009 16.28H
O documentário "Páre, Escute, Olhe" (2009), do realizador Jorge Pelicano, que estreia domingo no festival Doclisboa, constitui "uma reflexão sobre o despovoamento e desertificação" provocados pelo encerramento progressivo da linha ferroviária do Tua, em Bragança.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Concluído este ano, o filme do mesmo realizador do premiado documentário "Ainda há Pastores?" (2005) estreia domingo, às 23:00, na sala 2 do Cinema Londres, em Lisboa, inserido na VII edição do Doclisboa - Festival Internacional de Cinema, e a exibição repete-se na segunda-feira, dia 19 de Outubro, pelas 18:30, no Grande Auditório da Culturgest.

Seleccionado para a competição nacional do festival, "Páre, Escute, Olhe" tem como objectivo "pôr o tema do Tua na ordem do dia" porque "o documentário pode ser uma arma que mostra as situações que não estão na ordem do dia, para que as pessoas reflictam sobre elas", disse à Agência Lusa o realizador.

O rio Tua nasce a cerca de dois quilómetros acima da cidade de Mirandela, na junção dos rios Rabaçal e Tuela, e a linha ferroviária do Tua ligava inicialmente a foz à cidade de Bragança.

A ligação entre Bragança e Mirandela foi desactivada em Dezembro de 1991, e o realizador quis mostrar como "essa sentença acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal".

O documentário mostra as sucessivas promessas políticas para o apoio ao desenvolvimento da região, o mau estado da linha ferroviária, os acidentes, e a vida das populações locais servidas pelo centenário caminho-de-ferro.

Para Jorge Pelicano, este filme é "uma metáfora" para o despovoamento e a desertificação do interior do país: "As linhas são encerradas porque as pessoas se vão embora".

"Eu também queria mostrar a incúria de que foi alvo a linha do Tua ao longo dos últimos 20, 30 anos por parte dos responsáveis políticos e os responsáveis pelas empresas que a gerem. Encontrámos a linha em muito mau estado, e daí os quatro acidentes nos últimos dois anos, que provocaram mortos".

O filme está dividido em duas partes: a primeira sobre a situação da parte desactivada da linha, entre Bragança e Mirandela, com a visível degradação do troço, o abandono, a pobreza dos poucos habitantes que vão ficando.

A segunda revela o quotidiano do troço ainda activo, entre Carvalhais, Mirandela e Cachão, cujas populações usam o transporte ferroviário para ir trabalhar, fazer compras, ir ao médico, manifestando-se no filme contra o seu encerramento.

"Fiz este documentário com espírito de missão e espero que a situação seja reavaliada porque é um crime acabar com aquele património histórico", criticou o realizador, acrescentando que a decisão mais recente do governo em construir a barragem Foz Tua "vai acabar de vez com a linha".

Para o realizador, é muito significativo mostrar este filme no Doclisboa porque "é um festival importante e com muita visibilidade para passar este apelo à reflexão sobre o futuro do país".

mario disse...

http://sic.sapo.pt/online/noticias/cartaz/Alerta+para+abandono+da+linha+do+Tua+em+documentario+com+estreia+no+Doclisboa.htm

ver video