05 novembro 2007

Ler e pensar

Os produtores de cabrito de raça transmontana poderão passar a colocar no mercado carne que vai de encontro aos desejos do consumidor. Uma docente da Escola Superior Agrária de Bragança realizou um estudo, no âmbito de uma tese de doutoramento, com o objectivo de caracterizar em termos organolépticos aquela raça autóctone. A investigação revelou quais as preferências do público relativamente à carne. O trabalho pode ter introdução prática e aplicação na produção, pois poderá facultar indicações sobre o peso óptimo de abate. Sandra Rodrigues concluiu que existe um "preconceito grande" sobre a carne de cabrito, sobretudo devido ao odor, o que estará a afastar muitos consumidores. A morosidade de preparação e o facto de ser confeccionada em grandes peças não ajuda.

NO JN


O pote gigante candidatado pela organização da última edição da Norcaça-Norpesca, Feira da Caça em Bragança, ao Guinness World Records (GWR), não foi aceite por aquela organização internacional. Carlos Martinez, representante do GWR adiantou ao JN que o pote (panela portuguesa) foi rejeitado porque não é10 vezes maior do que um utensílio normal. "Além disso já existem vários potes maiores por todo o mundo e foi também rejeitado porque é um utensílio demasiado local, um pote português, e os recordes são mundiais, têm de ser batidos em todo o mundo", explicou.

No entanto, há possibilidade de o recorde poder vir a ser batido por Bragança, o processo ainda não está encerrado. "Gostávamos de falar com a organização para tentar melhorar a proposta e fazer uma panela maior, por exemplo com 15 mil a 20 mil litros de capacidade", referiu. O pote brigantino, considerado o maior do país, foi anunciado como tendo dois metros de altura e capacidade para 700 litros.

No JN

3 comentários:

Anónimo disse...

Isto parece-me pouco coerente.
Não temos dinheiro, trata-se mal o Sócrates e gasta-se dinheiro a fazer panelas e assadores para ir para o guiness!
Não entendo.

Anónimo disse...

Mensagem

Castro- não Fidel - de oiro- Doiro, Douro
Autor: Rafaela Plácido
Data: 20-10-2007

Há cerca de quatro anos, sob as raízes dos pinheiros e de um poste de electricidade de alta tensão, num monte alto como era costume nesses ancestrais povos de há quatro ou cinco mil anos, no Concelho de Carrazeda de Ansiães e enquanto andava a procurar cogumelos, alguém encontrou vestígios de um Castro completamente desconhecido.
Por lá viu inscrições debaixo da manta morta,
símbolos da cultura castreja, entre os quais fossetes esculpidas em pedra, por onde escorreria o sangue animal (irracional ou não) resultante dos sacríficios aos deuses da época. Inclusivamente, viu por lá uma espécie de sarcófago infantil onde supostamente os nossos antepassados, ao tempo, já guardariam os seus pequenos - e grandes - mortos.
Ora, a pessoa em causa, ciente de que o arqueológico achado, caso houvesse escavações que revelassem depois ainda mais coisas de relevo, razoavelmente pensou que as quatro freguesias que envolvem o Castro, Parambos, Linhares, Castanheiro e Ribalonga, haveriam de dirimir razões em catadupa para que o Castro fosse a seguir baptizado de: de Ribalonga, de Linhares, do Castanheiro ou de Parambos guardou o assunto para si, até decisão íntima do íntimo conflito e adivinháveldo público conflito.
Até que há um ano, dividivo entre o dever de comunicar o achado de onde, há anos, pessoas ignorantes têm vindo a retirar pedras cortadinhas e prontas para fazeres as suas casas roubando-as a outras casas já mortas a que outrora elas pertenceram, dirigiu-se à edilidade e, juntos, lá foram verificar aquele pedaço de história perdida no meio dos pinheiros e da manta morta entre quatro aldeias transmontanas a norte do grande rio.
- Que sim - dissera a pessoa em questão, com espanto e simultaneamente com grande responsabilidade camarária bem como alguns conhecimentos de arqueologia- Era de facto um Castro, possivelmente de há quatro ou cinco mil anos...
É obra, haver um Castrio lá por aqueles lados, sem ninguém saber a não ser os homens que lá íam buscar as pedras para construirem as suas habitações!...
Contudo, obra não houve mais da parte a quem incumbia fazer obra que se visse. No mínimo, delimitar a obra e proibir que de lá fossem removidos testemunhos do passado que foi e é nosso. Nem sequer uma pequena delimitação do lugar - que é bastante grande - umas fitinhas brancas e vermelhas,por exemplo... - que proibisse que dali fosse retirado fosse o que fosse! Nem por o infeliz Castro soterrado se encontrar numa nona que é Património Mundial da Humanidade!... Os arqueólogos espanhóis que têm mais ou menos andado no Castelo de Ansiães ainda não devem saber!...
Ó Douro, Doiro)! Quando é que tu, juntamente com o teu Trás-os-Montes que te aconchega nos grandes braços, te transformas verdadeiramente em de(Oiro?!...

Rafaela Plácido - uma transmontana agora sem grande tempo para se dedicar à escrita...

muito bem ... uma maravilha de comentário
parabens Rafaela
mario

Anónimo disse...

Há tempos que não vinha aqui. Acho que foi quando deixaram de aceitar comentários anónimos.
Gostei de ver por aqui o meu comentário. Vou voltar mais vezes se conseguir....


Rafaela Plácido