02 março 2007

Um problema de testículos! (Parte II)


O que eu gosto mesmo é de sentir que mereço aquilo a que tenho direito.
A minha estratégia é a de tentar fazer bem, com competência, aquilo em que me empenho, no âmbito da minha actividade ou responsabilidade. Depois só tenho que cumprir com as regras já que, mesmo que possa discordar delas, devo aceita-las, se democráticas.
Evidentemente que gostaria de encontrar na comunidade este mesmo desiderato, assumido com cidadania e sentido de responsabilidade.
Só a consciência do cumprimento dos meus deveres me dá o direito de reivindicar, criticar e de propor.
Perante a realidade que me circunda considero assim que, não faltará que reivindicar e criticar. Esta é uma tarefa de que “os lambe botas “ não gostam nem valorizam, contudo para além de poder constituir um direito, que na minha opinião deve ser merecido, pode ainda ajudar a ver e conhecer outras realidades e pontos de vista. “Pensar Ansiães” nos seus objectivos, limita à região a nossa participação, só por isso esta minha intervenção, se sente condicionada a referir-se a temas daqui.
O facto de no presente não ter responsabilidades políticas ao serviço do colectivo, dá-me ainda mais liberdade embora condicione as minhas opiniões àquilo que na prática, resulta apenas em exercício dialéctico sem consequências. Mesmo assim hoje proponho-me “lançar ao desbarato” algumas ideias, que não propostas, porque não devidamente estudadas. Talvez sirvam de mote para a discussão!

Por exemplo: Será possível admitir que a Escola Técnico Profissional possa facultar aprendizagens com qualidade e devidamente adaptadas ás necessidades!?
Será possível desburocratizar mais os serviços de que dispomos!? Será possível responsabilizar mais os dirigentes dos serviços que temos.
Ao nível económico, será possível admitir-se que a C.M. possa participar no investimento e na posterior recolha de dividendos da gestão futura, da previsível Barragem do Rio Tua!? Será possível que nas contrapartidas à Barragem possamos reivindicar a navegabilidade do Rio Tua ou da Construção da I C 5!? Será possível que a nossa C.M. possa interferir mais no apoio à industria e comércio da região!? Por exemplo, organizando encontros com potenciais investidores, organizando viagens de trabalho junto de possíveis importadores, fazendo campanhas publicitárias, disponibilizando mais estruturas e meios físicos!?
Será possível requerer-se iguais direitos no usufruto das melhores condições de acesso à saúde!? Por exemplo exigindo condições de transportes aéreos para evacuação:
Será possível investir-se na região por exemplo na energia eólica!?
Será possível investir-se mais na transformação de produtos agrícolas e matérias-primas como a pedra!? Será possível estudar-se o potencial geomorfológico e climático para se repensarem outras culturas agrícolas mais rentáveis!?
Será possível promover-se melhor o nosso património paisagístico e património construído!? Será possível tirar partido daqueles que aqui nascem e têm capacidade e vontade de trabalhar!? Será possível aproveitar melhor as condições de armazenamento e retenções das águas que aqui nascem, com vista ao seu aproveitamento lucrativo!? Procure-se saber a que preço fica a água no concelho vizinho, na bombagem que têm de fazer da última barragem que fizeram.
Em resumo, parece não faltar que dizer.
O resto passará por verificar-se se teremos capacidade para “ sair do fundo do poço” por mérito próprio.

Hélder Carvalho

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