06 março 2006

Pensar dos leitores

O TRIPLO FILTRO

Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado saber. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:

– Sócrates, sabes o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo?

– Espera um minuto – respondeu Sócrates – antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste; chama-se o "Teste do Triplo Filtro."

- Triplo Filtro?

- Sim – continuou Sócrates – antes que me fales do meu amigo, talvez fosse uma boa ideia parares um momento para filtrar triplamente aquilo que vais dizer. O primeiro filtro é o da VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?

– Não – disse o homem – o que acontece é que eu ouvi dizer que...

– Então – disse Sócrates – não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro, que é o da BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?

– Não, muito pelo contrário...

– Assim – continuou Sócrates – queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Adiante. Pode bem ser que ainda passes o terceiro filtro, o último, o da UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil
para mim?

– Bom, acho que não...

– Enfim – concluiu Sócrates – se o que me dirás não é NEM BOM, NEM ÚTIL E NEM MUITO MENOS VERDADEIRO, para quê dizer-me?

Moral da história: seria bom que, na nossa vida diária, usássemos o Triplo Filtro socrático, cada vez que pensássemos falar de alguém.


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