14 dezembro 2013

DE CADA UM SEGUNDO AS SUAS CAPACIDADES...: João Lopes de Matos

A CADA UM SEGUNDO AS SUAS NECESSIDADES
Esta asserção começa a impor-se mais e mais à medida que o tempo passa.
Sempre foi um problema para a humanidade o saber como distribuir o trabalho e os rendimentos.
A generalidade das pessoas pensa que cada ser humano tem direito a uma vida digna, seja ele um génio ou um atrasado mental, um são ou um doente, homem ou mulher, branco ou preto, crente, agnóstico ou ateu.
Mas como encontrarmos a fórmula mágica que tudo resolva a contento?
Tem havido tentativas várias que procuram a solução de equilíbrio.
Para isso, foram feitas formulações as mais diversas e chegou-se a esta que encima este escrito.
Cada pessoa, ao que parece, vem ao mundo dotado de aptidões próprias, não forçosamente comuns a todos os seres humanos. Quer dizer, cada um vem ou não favorecido, logo à partida , nas suas capacidades.
Há quem explique isso através da genética. Há quem dê uma explicação religiosa. Certo, ao que parece, é que, logo à partida, as pessoas não são iguais.
A solução melhor parece ser a de encarregar das várias tarefas aqueles que melhor preparados estiverem para cada uma delas. Até porque , assim, cada um se realizará melhor , de acordo com as suas aptidões. E isto já é uma ótima recompensa, porque permite uma realização humana mais profunda. Isso proporciona , com certeza, alegria e satisfação enormes, não acessíveis a muitos dos semelhantes, que não tiveram a mesma sorte.
Estará resolvido o problema do lado das capacidades. E do lado das necessidades?
Parece que estas deverão ser resolvidas de acordo com as necessidades de cada um. Sim. Um deficiente tem de ter uma vida digna, para a qual ele próprio, muitas vezes, pouco contribui. Mas aquele que produz, faz, realiza, também só tem interesse em satisfazer-se de acordo com o que precisa. Para resolver a contento esta distribuição, é preciso recorrer ao espírito cristão de desprendimento, de abnegação, em suma, de amor ao próximo, porque a quantidade de bens é limitada, por muito grande que seja.
Por que razão, as diferenças à partida hão de dar diferenças grandes na distribuição?
Mas não se perturbem. Isto é apenas um exercício mental, cuja concretização está dependente dum querer profundo de pôr em prática os princípios cristãos, num caso, e o bom senso, noutros casos. Realmente, o bom senso é necessário para conseguirmos entender-nos e vivermos todos à superfície da terra com um mínimo de dignidade.
Assim se resolveria o problema de não nos deixarmos dominar por um espírito egoísta, que parece ser o ainda dominante nas sociedades.
Ideais irrealistas? Porquê então pregar a fraternidade , o desprendimento e o entendimento entre os homens?
Estes exercícios mentais têm o condão de ajudarem a humanidade a resolver problemas, que, talvez, hoje, não se ponham ainda com grande acuidade. 
É uma hipótese de solução que talvez possa vir a ter aplicação mais tarde , por exemplo, quando a distribuição não se resolver já através da compensação do trabalho humano realizado, por não havê-lo na quantidade requerida, porque substituído pelas máquinas.
João Lopes de Matos

10 comentários:

Carlos disse...


Dinheiro

O dinheiro é rei, é senhor do mundo.
Os nossos olhos assim o vêm, embora o coração possa concordar, platonicamente, com Jesus Cristo, quando Ele disse:

“Não podeis servir a Deus e às riquezas. Portanto, digo-vos que não andeis cuidadosos da vossa vida, que comereis, nem com o vosso corpo, que vestireis.
Não é mais a alma do que a comida, e o corpo mais que o vestido?
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem regam, nem fazem provimentos nos celeiros; contudo, o Pai celestial as sustenta. Porventura, não sois vós mais do que elas?
Não vos aflijais… dizendo:
Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos cobriremos?
… Não andeis inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado; ao dia basta a sua própria aflição”.

- Apesar destas palavras de confiança, pronunciadas por Aquele que veio ao Mundo para que os homens aprendessem a “buscar primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e todo o resto lhes seria dado por acréscimo”;
- Apesar do exemplo magnífico de um S. Francisco de Assis, para só me referir ao mais impressionante exemplo de desapego aos tesouros na terra;
- A triste realidade é que a maioria dos mortais dá mostras de gostar muito do dinheiro porque toda a gente pensa que precisa dele.

É tida por loucura ou parvoíce a indiferença pelo dinheiro num mundo onde sem ele “não se compram os melões”, nem se paga ao padeiro, ao senhorio, ao banco, etc.
- Como todos querem comer pão, mas nem todos desejam rogar ao “Pai mosso que está nos céus”;
- Como todos receiam que o senhorio (ou o banco) lhes dê ordem de despejo à falta de pagamento da renda;
- Como nem todos consideram como crescem os lírios do campo (apesar de “Salomão em toda a sua glória não se haver jamais cobrido com eles”), lírios que “não trabalham nem fiam”;
- Enfim, como os homens continuam de “pouca fé”…

- O DINHEIRO ESTÁ ONDE ESTÁ… AÍ ESTÁ O CORAÇÃO HMANO!

Sabe-se que a trindade maldita é o “mundo”, o “demónio” e a “carne”. Maldita mas poderosa!
Ora quem impera nesses três avassaladores do homem? É o dinheiro!

Dinheiro é palavra omnímoda, omniforme, omnipotente, omnipresente.

CF

mario carvalho disse...

pois ,pois,,,

"uns são tolos porque querem segundo os espertos " ou porque os meios justificam os fins e a História é escrita pelos vencedores e segundo alguns .. só assim se avança.. e existe progresso"""!!!!

http://noticiasonline89.com/2013/11/29/o-dia-em-que-acabou-a-crise/


“O dia em que acabou a crise!


Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários…

Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a actitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.

Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objectivos foram claros e contundentes:

Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários

cont

mario carvalho disse...

cont

Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o factor determinante do produto; quando tiverem ajoelhado todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maliáveis para fugir ao inferno do desespero, ENTÃO A CRISE TERÁ TERMINADO.

Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, ENTÃO TERÁ ACABADO A CRISE.

Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (excepto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenhas destruído todas as pontes de solidariedade. ENTÃO ANUCIARÃO QUE A CRISE TERMINOU.

Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.

Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.

Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.

Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e “voila”: A sua obra estará concluída.

Quando o calendário marque um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.”

Fernando Gouveia disse...

Meu caro JLM: o tema que trouxe à discussão levar-nos-ia a uma longa conversa. Penso que é útil, mesmo num espaço necessariamente reduzido como o deste blogue, indicar outros vectores de reflexão, pois o problema da distribuição do rendimento - é disso que se trata no título do seu artigo e no seu desenvolvimento - não é apenas uma questão de bons sentimentos ou de espírito cristão.
Por outro lado, a urgência de discutir o tema é agora, já, como se dizia nos tempos revolucionários que ambos conhecemos.
A sua observação de que
"Estes exercícios mentais têm o condão de ajudarem a humanidade a resolver problemas, que, talvez, hoje, não se ponham ainda com grande acuidade.
É uma hipótese de solução que talvez possa vir a ter aplicação mais tarde , por exemplo, quando a distribuição não se resolver já através da compensação do trabalho humano realizado, por não havê-lo na quantidade requerida, porque substituído pelas máquinas" parece-me, desculpe, obsoleta. Então estes problemas não se colocam hoje com acuidade bastante?
O que dirá o meu caro amigo, se lhe disser que, no país com melhor nível de vida na Europa, o Luxemburgo, o risco de pobreza, depois da atribuição de generosos benefícios sociais, ainda é de 13,6 por cento e o índice de pobreza efectiva ainda se situa nos 6 por cento?
E se lhe disser que o chamado índice de Gini, que mede, entre outras, as desigualdades de distribuição do rendimento, ostenta uma curva de desigualdade que denuncia que cada vez mais a minoria da população tem uma fatia cada vez maior do rendimento?
Isto são dados, meu caro. Por isso, é urgente, é agora que os homens de boa vontade têm de mudar a organização social, porque não acredito que a solução possa estar na atitude voluntarista, de abnegação e desprendimento cristão, como referiu.
As sociedades evoluiram ao longo dos milénios e foram formulando princípios que estão hoje consagrados em instrumentos jurídicos vinculativos, como a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Se tem de haver uma repartição mais justa do rendimento, não é apenas em nome da caridade cristã, mas em aplicação do princípio de que todos os homens nascem iguais em direitos e em dignidade. Os poderes instituídos só se legitimarão prosseguindo políticas que procurem atingir esses objectivos consagrados nos instrumentos de regulação universais.
Isto é um problema de todos os dias e de todos os governos, pelo que os governos do presente, que procuram instituir uma ordem global onde uns poucos decidem da partilha das riquezas por uma minoria, lançando na miséria uma parte cada vez maior da Humanidade, são governos ilegítimos, que usurpam o poder das urnas para prosseguir políticas contrárias à dignidade humana.
Com todo o respeito e um abraço.

mc disse...

A DEUS o que é de Deus e a César o que é de César e César matou o filho de Deus para ficar com tudo!!!

.....

O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços.

O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses

mc disse...

a cada um segundo as suas necessidades mas.... com regras ..

senão ... não casa

http://www.grandelata.com/video/padre-nao-casou-noiva-sem-cueca-e-depilada-/2513

Carlos disse...



Meu Caro Fernando Gouveia

O meu Amigo "agarrou" o problema por um "angulo" que nem todos parecem (ou querem) entender.

Na verdade,
Ao trazer à colação o índice de Gini, traz-nos à memória que, efetivamente, não é por via da distribuição da “riqueza” que as desigualdades se esbatem.

Como o meu Amigo, também penso que as “desigualdades sociais” têm de ter uma outra configuração – uma atitude voluntarista de abnegação e desprendimento, como conceito, é nobre… mas não existe!

“Todos os homens nascem iguais em direitos e em dignidade” – eis uma (outra)grande verdade!
O difícil é pô-la em prática!

“… os governos do presente (todos os governos, de todos os países, acrescentarei eu), que procuram instituir uma ordem global onde uns poucos decidem da partilha das riquezas por uma minoria, lançando na miséria uma parte cada vez maior da Humanidade, são governos ilegítimos, que usurpam o poder das urnas para prosseguir políticas contrárias à dignidade humana”.

Não poderia estar mais de acordo!

A Declaração Universal dos Direitos do Homem (a que alude), não sendo a ideal é a que mais se aproxima do meu entender de justiça social.

A “caridade cristã” a que JLM se refere tem o seu papel (bem importante!)… mas não acredito que, por si só, possa vir a resolver o problema.

O problema é (como diz) um “problema social” e, como tal, de mentalidades.

CF

Anónimo disse...

Os meus amigos baralham-me. Agora acham que os princípios cristãos não resolvem o problema! Reduzem-nos para isso a um só: caridade( mas , no fundo, queriam dizer caridadezinha).
Então o amor ao próximo não pode traduzir-se num enorme esforço no sentido de arranjar modo de fazer uma distribuição solidária? O que eu queria é que os cristãos se lembrassem do espírito de desprendimento e de abnegação da doutrina cristã quando tivessem de aceitar a repartição segundo as necessidades e não segundo o trabalho realizado(para não falar na distribuição segundo o capital). Como queria que os não cristãos(digamos assim) aceitassem a mesma distribuição porque é do domínio do bom senso que as pessoas se entendam umas com as outras em algo tão essencial à vivência de todos à superfície da terra.
Esta aceitação da distribuição segundo as necessidades é fundamental para que o sistema funcione sem atritos. O próprio entendimento de necessidades exige prazer em ver os outros felizes mais que vermo-nos cheios de tudo e os outros nada terem.
Munidos destes instrumentos orientadores, podíamos avançar já para a solução dos problemas, fosse qual fosse o sistema económico reinante.
Estou realmente a perder-me: aceito a premência da solução mas considero irrealista a possibilidade de a pôr em prática.
Por isso, sugiro que se vá meditando…
Essa nova solução será compatível com os sistemas político – económicos, desde um sistema liberal a um qualquer de índole socialista?
Avancem nas vossas propostas para poder fazer ideia de como se poderá caminhar na direcção desejada: mais impostos, mais pensões, mais intervenção estatal, mais intervenção da bondade humana?
Façam-me luz que não vejo o caminho.
Lembrem-se que a nossa principal razão de viver é a harmonia entre todos os homens.
JLM

Fernando Gouveia disse...

Meus caros amigos CF e JLM:
Na nota ao artigo do JLM, eu procurei indicar outros vectores de distribuição que não os que resultam do espírito de desprendimento e da caridade cristã. Evidentemente não pretendi desvalorizar os valores cristãos, mesmo sendo eu agnóstico, e reconheço a importância da acção dos cristãos em momentos de grandes crises, como a crise social que atravessamos. Mas o próprio Papa Francisco e vários responsáveis mais mediáticos da estrutura da Igreja reconhecem que não é o papel da igreja responder às questões de Justiça social, razão pela qual vêm criticando convictamente a ordem liberal iníqua que se instituiu no mundo.
De resto, se tomássemos como exemplo a frase do JLM que constitui o título do seu artigo "A cada um segundo as suas necessidades", as questões imadiatas que se colocariam são estas: E quem define essas necessidades? E quem deve cobrir o que falta para as satisfazer? E quem guarda, e com que direito, os eventuais excessos? Ou seja, consoante a definição das necessidades, poderia muito bem derivar-se em dois sentidos: ou o acréscimo de bem estar geral pela definição mais ampla das necessidades, ou a manutenção dum limiar de sobrevivência, canalizando os excessos de riqueza produzida para uma minoria de privilegiados. É nesta segunda direcção que caminhamos.

Cada documento de reflexão que leio conforta-me mais na ideia de que o liberalismo conduziu o mundo à mais perigosa derrapagem dos valores humanos, a uma ordem em que só o dinheiro conta, como diz o CF no seu primeiro comentário. E se nem toda a gente se dá conta desse facto, é porque a minoria que manda no sistema inventou intencionalmente uma linguagem enganadora, veiculada por todos os governos do sistema e pelos meios de comunicação ao seu serviço, de tal forma que parecem ridiculas as posições públicas de quem se opõe à ordem desse império ideológico que é o liberalismo.
Quem ler hoje documentos emanados das organizações do sistema liberal, como a OCDE, o FMI, a Umião Europeia, vários centros de Estudos, Fundações, etc. verifica que as palavras-chave são as reformas estruturais, os programas de ajustamento, a flexibilização do trabalho, os ganhos de eficiência, a liberalização dos bens e serviços, a racionalização do sector público e a privatização de funções dos Estados. Já nem se dão ao trabalho de explicar o que significam esses conceitos, porque, de facto, falam entre si, numa linguagem que eles dominam, que constitui a sua "enciclopédia".
E quando falam, numa nota de rodapé, dos custos necessários para fazer as reformas, só o fazem para tornar aceitáveis as medidas duríssimas que os governos têm de tomar contra as suas populações e prevenir algum desvio descontrolado do eleitorado.
Talvez eu seja demasiado pessimista, mas não vejo soluções para a degradação global da humanidade nos próximos anos. Há uns quatro anos escrevi que iríamos passar novamente por ditaduras violentas, apesar de estas já não precisarem hoje de polícias secretas ou de prender os adversários. Hoje já se verificam atropelos à ordem democrática e à lei por parte dos governos eleitos. Penso que a tendência é para piorar a situação social. Demorará muito tempo a emergência de uma nova consciência global que possa suplantar essas ditaduras do dinheiro. Mas a História não acabará certamente aqui.

Carlos disse...


Meu caro FG

A sua raciocínio está (pelo menos para mim) "claríssimo"!

Na verdade, a hoje dita "ordem mundial" nada mais é que um somatório de frases banais, enganadoras, que nada acrescentam ao "status quo" vigente!

Infelizmente... a "ordem" que nos querem continuar a impôr (em nome de quê? é a do "dinheiro"!

"O tempore! O mores!"

CF