Caro Prof.:
Afinal o Prof. levou a sério as minhas palavras. Para lhe falar francamente não era isso que lhe pedia e também não é isso que lhe peço agora, neste "direito de resposta".Não quero que encontre nos meus pensamentos raízes. Deste modo não é preciso machado para as cortar.
Pensei também duas vezes em responder-lhe no Blog. Afinal esta conversa é só entre os dois e pode haver mais alguém que nos ouça o que pode não ser muito próprio. Mas como da minha parte não quero que se leve muito a sério o que digo, já não é tão grave que seja pública esta conversa.
Vª Ex.ª assusta-me com o seu pessimismo e a sua mágoa. Culpo também o Inverno que tem sido deprimente.
O Prof. demonstra disponibilidade para apoiar uma causa. Mas, esse voluntarismo já não se usa. Como já lhe disse, discordo da ideia de se fazer oposição. As pessoas sé devem fazer oposição quando discordam ou têm algo de diferente a propor. Mas isso é lá em casa. Quando se trata do bem público devemos aceitar a vontade da maioria. È assim que se progride e se alcança o Céu. E quando são necessárias ideias novas basta encomendá-las a quem as venda e, deste modo volta a não ser necessária a oposição.Vª Ex.ª como Professor tem o supremo prazer de ensinar, o que sabe, aos seus alunos. Já lhe deve ter acontecido ver os seus esforços serem compensados. Como é salutar verificar a evolução dos alunos e vê-los realizar-se mais tarde, lá longe, onde é possível! Esta tarefa não é a melhor maneira de servir o bem público!? Quer compará-la com a tarefa de despachar requerimentos, mandar calcetar ruas ou decidir a construção de cemitérios?
Acredito que na sua profissão não é um perdedor.
Dou-lhe agora o meu exemplo. Considero-me um rapaz bem comportado. Sou obediente, cumprimento com vénia e sorrisos os meus concidadãos, aceito convites para sardinhadas, bato palmas nas cerimónias, pertenço a associações de beneficência e até ajudo a transportar o pálio nas procissões, quando sou convidado. Sou um homem feliz e querido na minha terra. Por isso nada me assusta. Pelo contrário sou eu próprio quem assusta o medo.
E sobre a questão de se ser sério ou não, procure analisar quem lho põe em causa. Logo verá que basta aparentar bem para conseguir esse desiderato.
Digo-lhe que sou sobretudo um optimista sobre a minha terra. E quando me perguntam de onde sou até respondo: " Sou do futuro deserto de Carrazeda de Ansiães. Mas um deserto com a fauna e a flora características e a "Paisagem Protegida". Um deserto próspero onde não faltarão turistas e roteiros turísticos para percorrer. Na obtenção deste sonho, estou certo que se fará história e que nela, ficará registado de modo indelével o nome dos nossos mais recentes Chefes.
Uma última apreciação à frase que me deixou " não há machado que corte a raiz ao pensamento". Para lhe ser franco, é uma frase que já conhecia mas que não uso muito. Guardo-a para mim. Já imaginou se toda a gente a começa a usar indiscriminadamente!..Termino com mais um conselho. Já que insiste em pensar, sonhar e seu utópico, dedique-se à poesia. Tem sido uma das vertentes muito promovida na nossa terra. Talvez tenha sorte e consigua editar uns poemas breves no Boletim Municipal. Cá estarei para o ler.
Um abraço. HÉLDER de Carvalho
Afinal o Prof. levou a sério as minhas palavras. Para lhe falar francamente não era isso que lhe pedia e também não é isso que lhe peço agora, neste "direito de resposta".Não quero que encontre nos meus pensamentos raízes. Deste modo não é preciso machado para as cortar.
Pensei também duas vezes em responder-lhe no Blog. Afinal esta conversa é só entre os dois e pode haver mais alguém que nos ouça o que pode não ser muito próprio. Mas como da minha parte não quero que se leve muito a sério o que digo, já não é tão grave que seja pública esta conversa.
Vª Ex.ª assusta-me com o seu pessimismo e a sua mágoa. Culpo também o Inverno que tem sido deprimente.
O Prof. demonstra disponibilidade para apoiar uma causa. Mas, esse voluntarismo já não se usa. Como já lhe disse, discordo da ideia de se fazer oposição. As pessoas sé devem fazer oposição quando discordam ou têm algo de diferente a propor. Mas isso é lá em casa. Quando se trata do bem público devemos aceitar a vontade da maioria. È assim que se progride e se alcança o Céu. E quando são necessárias ideias novas basta encomendá-las a quem as venda e, deste modo volta a não ser necessária a oposição.Vª Ex.ª como Professor tem o supremo prazer de ensinar, o que sabe, aos seus alunos. Já lhe deve ter acontecido ver os seus esforços serem compensados. Como é salutar verificar a evolução dos alunos e vê-los realizar-se mais tarde, lá longe, onde é possível! Esta tarefa não é a melhor maneira de servir o bem público!? Quer compará-la com a tarefa de despachar requerimentos, mandar calcetar ruas ou decidir a construção de cemitérios?
Acredito que na sua profissão não é um perdedor.
Dou-lhe agora o meu exemplo. Considero-me um rapaz bem comportado. Sou obediente, cumprimento com vénia e sorrisos os meus concidadãos, aceito convites para sardinhadas, bato palmas nas cerimónias, pertenço a associações de beneficência e até ajudo a transportar o pálio nas procissões, quando sou convidado. Sou um homem feliz e querido na minha terra. Por isso nada me assusta. Pelo contrário sou eu próprio quem assusta o medo.
E sobre a questão de se ser sério ou não, procure analisar quem lho põe em causa. Logo verá que basta aparentar bem para conseguir esse desiderato.
Digo-lhe que sou sobretudo um optimista sobre a minha terra. E quando me perguntam de onde sou até respondo: " Sou do futuro deserto de Carrazeda de Ansiães. Mas um deserto com a fauna e a flora características e a "Paisagem Protegida". Um deserto próspero onde não faltarão turistas e roteiros turísticos para percorrer. Na obtenção deste sonho, estou certo que se fará história e que nela, ficará registado de modo indelével o nome dos nossos mais recentes Chefes.
Uma última apreciação à frase que me deixou " não há machado que corte a raiz ao pensamento". Para lhe ser franco, é uma frase que já conhecia mas que não uso muito. Guardo-a para mim. Já imaginou se toda a gente a começa a usar indiscriminadamente!..Termino com mais um conselho. Já que insiste em pensar, sonhar e seu utópico, dedique-se à poesia. Tem sido uma das vertentes muito promovida na nossa terra. Talvez tenha sorte e consigua editar uns poemas breves no Boletim Municipal. Cá estarei para o ler.
Um abraço. HÉLDER de Carvalho
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