01 março 2005

Onde "pára" a oposição? (3)

Temos para nós que os municípios onde se verifica alternância de poder, melhoram o desempenho dos responsáveis autárquicos para satisfação dos munícipes.

Os exemplos são mais que muitos. Mirandela sofreu uma revolução no seu desenvolvimento com a entrada de José Gama no comando da autarquia. A actual gestão autárquica de continuidade, tem apenas limitado a sua actuação à gestão do município com sinais visíveis de conformismo e estagnação.

Em Bragança, as duas ou três mudanças que sofreu na gestão autárquica foram injecções de evolução. Primeiro a entrada do Dr. Luís Mina que deu um novo alento ao governo da cidade brigantina. Esta administração, aos poucos esmoreceu e hibernou. A mudança para o Dr. Jorge Nunes foi uma nova lufada de ar fresco que tem projectado o desenvolvimento da cidade a um nível nunca visto.

Em Macedo de Cavaleiros, a mudança para o Dr. Luís Vaz constituiu também uma mais valia na expansão do município. A derrota nas últimas eleições, pensamos ter sido um sinal de insatisfação e da necessidade de dar uma nova dinâmica ao concelho.
Uma avaliação paralela poder-se-ia apontar para os concelhos de Vinhais. Mogadouro, Alfândega da Fé, mesmo Vila Flor em que as mudanças de cor nos executivos municipais têm trazido muitos benefícios aos residentes destes concelhos.

Casos que confirmam a nossa tese pela negativa são o verificado em Moncorvo ou em S. João da Pesqueira.
Em Moncorvo, a prevalência de uma força política há muitos anos no poder, embora se valorize a sua capacidade, tem retirado a esta vila muito do protagonismo que já teve. Moncorvo, bem nos lembramos, ombreou com Mirandela e Macedo de Cavaleiros na década de 70 e 80 em importância regional. Ultimamente, tem decrescido face a outros concelhos do distrito. Haverá muitas razões, porém a contínua governação pelo mesmo partido é uma delas, cremos.
Em S. João da Pesqueira, o marasmo que muitos admitem, atribui-se à permanência nos comandos do poder, em período democrático, à mesma família e partido político.
Muitos outros exemplos poderíamos apontar.

Nós, por cá, temos preservado a estabilidade e o conservadorismo das opções. A oposição também nunca mostrou capacidade para ser uma real alternativa de poder.
Teremos o que merecemos!?

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