A oposição é desejável e necessária. Não uma oposição improdutiva, amorfa ou simplesmente destrutiva. Mas uma oposição produtiva, construtiva, responsável e esclarecida. A oposição estimula a produtividade, a imaginação, o engenho.
Curiosamente tem-se escrito muito sobre a oposição. Até elementos da oposição a falar mal dela mesma (mais um tiro no pé)!!!
A inexistência de oposição tem vários efeitos nefastos para todos.
Em primeiro lugar é má e prejudicial para a própria oposição. Dificilmente são levados a sério, dificilmente são levados a cargos executivos, pois não se lhes conhecem quaisquer ideias. É um vazio de projectos, de inovações, de discussão. Pergunta-se: quais serão as suas preocupações? Os problemas do concelho? O desenvolvimento do nosso concelho? Ou antes as ajudas de custo? O falar mal por tique? Ódios pessoais? A sensação efémera de se ser importante?
Em primeiro lugar é má e prejudicial para a própria oposição. Dificilmente são levados a sério, dificilmente são levados a cargos executivos, pois não se lhes conhecem quaisquer ideias. É um vazio de projectos, de inovações, de discussão. Pergunta-se: quais serão as suas preocupações? Os problemas do concelho? O desenvolvimento do nosso concelho? Ou antes as ajudas de custo? O falar mal por tique? Ódios pessoais? A sensação efémera de se ser importante?
Em segundo lugar é má para o próprio executivo que se habitua a não ter quem os instigue a fazer mais e melhor, que perdem o poder de saber lidar com as críticas, que não têm quem, através do diálogo, os ajude a ultrapassar dificuldades. O poder executivo perde a capacidade de aprender com os outros e de lidar com a crítica, passando muitas vezes a considerá-la uma ofensa pessoal. O que é de todo indesejável. Executivo que com maiores ou menores dificuldades, com sucesso ou insucesso tem um programa e propostas que tenta cumprir. Umas vezes bem, outras nem por isso. Mas que podem, devem e têm de prestar contas ao seu eleitorado.
Em terceiro lugar perdemos todos nós pois não existe uma força dinâmica que instigue as forças e valores de todos os quadrantes políticos a elaborarem uma dialéctica de evolução e progresso para Carrazeda de Ansiães.
Será que umas eleições têm apenas como função distribuir os papéis para que cada um saiba onde se sentar? Será que servem apenas para cada um saber quanto é que poderá receber de senhas de presença ou ajudas de custo? Que pensarão os eleitores de uma oposição sem identidade, sem ideias ou ideais? Que contas prestarão ao seu eleitorado quando se avizinharem mais umas eleições? Nós fizemos… o quê? Nós lutámos… quando? Nós propusemos… o quê? Nós estivemos… onde? Nós discutimos… com quem?
O executivo pode fazer muito melhor (ou pior), cumprir mais (ou menos), mas… tentou! Tem pelo menos esse mérito.
E a oposição?!... Tentou?... “Paz à sua alma!”
O executivo pode fazer muito melhor (ou pior), cumprir mais (ou menos), mas… tentou! Tem pelo menos esse mérito.
E a oposição?!... Tentou?... “Paz à sua alma!”
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