Em 13-02-1906, nasce no Porto George Agostinho Baptista da Silva.
Numa altura em que se completa o centenário do nascimento deste grande português, proponho uma série de textos e uma possível discussão sobre o pensamento d Agostinho da Silva. Os extractos fazem parte de reflexões realizadas num dado percurso académico e que guardei em mémória digital.
Para Agostinho, a educação, tal como ela tem sido encarada, tem deformado o homem, pois tem contribuído para aumentar o seu espírito de domínio sobre os outros e o mundo. As escolas são fundamentalmente “fábricas de fortes” que ensinam a vencer na vida “deformando e inutilizando” a bondade inicial das crianças. Assim, é necessário criar outro paradigma, que consiste de forma simples transformar o acto educativo numa ferramente de forma a ajudar a criança a ser sempre boa.
Os sistemas de educação em Portugal foram sempre inspirar-se, no dizer do filósofo “à fonte errada” isto é nos modelos estrangeiros. Nós, por cá temos exemplos abundantes que deveriam ser estimulados e aprofundados.
Um dos mais citados pelo educador é o do culto popular do Espírito Santo nos Açores que instala uma criança como Imperador do Mundo. A criança representa o modelo do homem a que se aspira, então está aqui o padrão daquilo que se deve fazer, no entender do mestre, “eles só coravam «imperador do mundo», aquele que tinha escapado à educação”
Um outro exemplo de que Portugal foi e deverá ser um modelo para o mundo: a época do municipalismo, “a melhor época que teve até hoje”. Este foi o Portugal mais verdadeiro, cada um com a sua independência e interdependência em relação aos outros. Este sentido de Portugal se transformar na nação inspiradora para o mundo é muito recorrente em todo o pensamento de Agostinho da Silva como irei mostrar.
No presente, há uma tarefa essencial que deve unir todos os portugueses que é a educação. “Todos vamos ter que ser professores de todos e os que sabem um pouco mais ensinará os que sabem um pouco menos”. É através desta tarefa que vamos estar na vanguarda da transformação do mundo e para isso será necessário repensar todo o sistema educativo.
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