"Palavras sem obra são tiros sem bala; atroam, mas não ferem"
(Pe. António Vieira, in Revista Ùnica pag.28 de 17/10/05)
Tive conhecimento que a Dra. Olímpia Candeias lê este Blog, por tal facto escolhi este modo de lhe dedicar esta missiva.
Ao que parece irritou-se com o parágrafo que transcrevo e que escrevi no Blog, nas chamadas "Mentiras piedosas".
"Após a obtenção da sua merecida reforma, aos 45 anos de idade, a resignada vereadora da nossa C. M. Dra. Olímpia Candeias, acabou por fundamentar a sua recusa em aceitar as novas listas de candidatura à gestão autárquica justificando-se com o desejo expresso de se dedicar à poesia, a tempo integral."
Pela conversa que entretanto tivemos, não terá encarado com agrado a graça que o texto contem e ainda pior, terá entendido nele um ataque pessoal.
Pretendo agora tentar justificar melhor o que escrevi aproveitando ainda para expor as minhas expectativas sobre o efeito do trabalho realizado de prática autárquica da Sra. Dra.
Não declino o tom jocoso que dou aos meus textos, nesta rubrica do Blog. No caso presente importa começar por dizer que as apreciações devem ser entendidas como dirigidas, não directamente à pessoa mas, à interveniente politica e responsável, para o bem e para o mal, da área social e cultural do nosso concelho, nestes último 8 anos.
A lei, aprovada pelos políticos, de duplicar o tempo de serviço dos autarcas para efeitos de reforma, possibilita à Sra. Dra. e a todos os que se encontrem na mesma situação o uso da mesma. Assim o único direito que tenho é o de criticar essa lei pelo ponto de vista da ética. Na discussão que tivemos verifiquei até que a Sra. Dra. concordava comigo nessa condenação da lei e, até se propôs não fazer o aproveitamento dela. Essa sim é uma questão pessoal com a qual nada tenho a ver.
Assim do texto que transcrevi, e conhecido o seu gosto em fazer poesia, teremos que concluir que afinal a "mentira piedosa" que o texto contem, diz respeito à idade que, pelo que me disse, é realmente de 44 anos.
Sobre o tom jocoso com que trato algumas ideias, gostaria ainda de acrescentar que este modo de intervir foi antecedido de uma disponibilidade cívica em que, durante 12 anos procurei ser construtivo e participante, de outro modo. Agora parece que, quando é dado um tom espirituoso a uma crítica ou ideia, elas acabam por ter mais resultado e entrar melhor na cabeça daqueles a quem se destinam. Pessoalmente estou convencido de que a razão de ser é outra. Para mim a razão de ser tem a ver mais com o facto de, de repente através do Blog, se tornarem conhecidas algumas ideias e críticas que, alguns nunca estiveram habituados a ouvir e muito menos a deixar que outros ouvissem.
Fazendo agora uma retrospectiva do trabalho da Sra. Vereadora no pelouro da cultura, começo por dizer que não sou cego ao ponto de comparar o seu trabalho com a nulidade do trabalho do seu colega Rui Barata. Apesar da planificação errática e sem continuidade de muitos projectos direi que na sua persecução reconheci empenho e dedicação. Assim o que contará agora é verificar o que o futuro trará. Se se confirmar que as Associações subsistiram (inclusa a Banda do Vilarinho e os Zíngaros), Se passarem a ter mais utilidade as instalações criadas, se se tiverem fidelizado públicos para as acções culturais futuras, se se comprovar a qualidade e capacidade dos quadros que comandou nos seus pelouros, se se provar que não desapareceu o artesanato, as artes tradicionais nem o folclore, se não tiver desaparecido muito do património construído, degradado, se se vir finalmente à luz do dia a Monografia do concelho, se o Castelo for finalmente restaurado, se o projecto do Museu do Castelo se concretizar, se os espólios em arquivo se organizarem, se a biblioteca começar a ter mais utentes, se os roteiros turísticos demonstrarem a sua utilidade, se os criadores do concelho forem conhecidos, então direi que valeu a pena o seu esforço e dedicação ás causas e o seu empenho nas politicas que eu contestei como pude. E creia Vossa Excelência que se tal se provar ninguém protestará sobre as benesses e proventos que o cargo lhe tenha trazido. Concluo formulando-lhe votos das melhores realizações e testemunhando-lhe o gosto que teria, em ver por Vossa Excelência, estes meus argumentos rebatidos.
Hélder de Carvalho
(Pe. António Vieira, in Revista Ùnica pag.28 de 17/10/05)
Tive conhecimento que a Dra. Olímpia Candeias lê este Blog, por tal facto escolhi este modo de lhe dedicar esta missiva.
Ao que parece irritou-se com o parágrafo que transcrevo e que escrevi no Blog, nas chamadas "Mentiras piedosas".
"Após a obtenção da sua merecida reforma, aos 45 anos de idade, a resignada vereadora da nossa C. M. Dra. Olímpia Candeias, acabou por fundamentar a sua recusa em aceitar as novas listas de candidatura à gestão autárquica justificando-se com o desejo expresso de se dedicar à poesia, a tempo integral."
Pela conversa que entretanto tivemos, não terá encarado com agrado a graça que o texto contem e ainda pior, terá entendido nele um ataque pessoal.
Pretendo agora tentar justificar melhor o que escrevi aproveitando ainda para expor as minhas expectativas sobre o efeito do trabalho realizado de prática autárquica da Sra. Dra.
Não declino o tom jocoso que dou aos meus textos, nesta rubrica do Blog. No caso presente importa começar por dizer que as apreciações devem ser entendidas como dirigidas, não directamente à pessoa mas, à interveniente politica e responsável, para o bem e para o mal, da área social e cultural do nosso concelho, nestes último 8 anos.
A lei, aprovada pelos políticos, de duplicar o tempo de serviço dos autarcas para efeitos de reforma, possibilita à Sra. Dra. e a todos os que se encontrem na mesma situação o uso da mesma. Assim o único direito que tenho é o de criticar essa lei pelo ponto de vista da ética. Na discussão que tivemos verifiquei até que a Sra. Dra. concordava comigo nessa condenação da lei e, até se propôs não fazer o aproveitamento dela. Essa sim é uma questão pessoal com a qual nada tenho a ver.
Assim do texto que transcrevi, e conhecido o seu gosto em fazer poesia, teremos que concluir que afinal a "mentira piedosa" que o texto contem, diz respeito à idade que, pelo que me disse, é realmente de 44 anos.
Sobre o tom jocoso com que trato algumas ideias, gostaria ainda de acrescentar que este modo de intervir foi antecedido de uma disponibilidade cívica em que, durante 12 anos procurei ser construtivo e participante, de outro modo. Agora parece que, quando é dado um tom espirituoso a uma crítica ou ideia, elas acabam por ter mais resultado e entrar melhor na cabeça daqueles a quem se destinam. Pessoalmente estou convencido de que a razão de ser é outra. Para mim a razão de ser tem a ver mais com o facto de, de repente através do Blog, se tornarem conhecidas algumas ideias e críticas que, alguns nunca estiveram habituados a ouvir e muito menos a deixar que outros ouvissem.
Fazendo agora uma retrospectiva do trabalho da Sra. Vereadora no pelouro da cultura, começo por dizer que não sou cego ao ponto de comparar o seu trabalho com a nulidade do trabalho do seu colega Rui Barata. Apesar da planificação errática e sem continuidade de muitos projectos direi que na sua persecução reconheci empenho e dedicação. Assim o que contará agora é verificar o que o futuro trará. Se se confirmar que as Associações subsistiram (inclusa a Banda do Vilarinho e os Zíngaros), Se passarem a ter mais utilidade as instalações criadas, se se tiverem fidelizado públicos para as acções culturais futuras, se se comprovar a qualidade e capacidade dos quadros que comandou nos seus pelouros, se se provar que não desapareceu o artesanato, as artes tradicionais nem o folclore, se não tiver desaparecido muito do património construído, degradado, se se vir finalmente à luz do dia a Monografia do concelho, se o Castelo for finalmente restaurado, se o projecto do Museu do Castelo se concretizar, se os espólios em arquivo se organizarem, se a biblioteca começar a ter mais utentes, se os roteiros turísticos demonstrarem a sua utilidade, se os criadores do concelho forem conhecidos, então direi que valeu a pena o seu esforço e dedicação ás causas e o seu empenho nas politicas que eu contestei como pude. E creia Vossa Excelência que se tal se provar ninguém protestará sobre as benesses e proventos que o cargo lhe tenha trazido. Concluo formulando-lhe votos das melhores realizações e testemunhando-lhe o gosto que teria, em ver por Vossa Excelência, estes meus argumentos rebatidos.
Hélder de Carvalho
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