31 agosto 2014

25 agosto 2014

Início da caminhada para subir aos miradouros

Quantas vezes viajamos à roda do nosso quarto ou caminhamos num trajeto sempre repetido, sem qualquer outro proveito que não seja a imaginada forma física, porque andar é um imperativo que se nos exige, face à vida sedentária, ao aumento de peso, aos valores altos da análise do colesterol e dos triglicerídeos, palavras modernas tão medonhas, como antigamente eram o mau-olhado e as pragas. Abrenúncio! Andar e mourejar era o que não faltava há uns anos a esta parte nos longos e trabalhosos dias do amanho das terras e todas as energias eram poupadas para o efeito e caminhar por caminhar… era um prazer só para quem podia.

Os que também podem, viajam para as praias, ou se o orçamento permite, para umas férias, de preferência um local quente e paradisiaco, para desfrutar de águas tépidas, tempo esplêndido, destinos inesquecíveis, em suma, verdadeiros paraísos naturais que resultam, em aventura e prazer, algumas picadas de mosquitos e uns distúrbios intestinais. Pois, bom proveito! Fico por aqui a concordar com Garrett: “tenho visto alguma coisa no mundo, e apontado alguma coisa do que vi. De todas quantas viagens porém fiz, as que mais me interessam sempre foram as viagens da minha terra”.

Não se olhe ao ditado que “mulher e vinho fazem errar o caminho” porque também o outro é bem mais verdadeiro, “com pão e vinho, anda caminho”, porque essas outras tiradas que terminam com o estender do farnel recheado da trindade gastronómica tradicional, o presunto, o salpicão e o queijo, para partilhar à sombra e em ameno convívio e, valha-nos São Lourenço, repõem ainda mais calorias que as consumidas, são das minhas preferidas.

E então não se hão de fazer caminhadas para os olhos? Porque há tanto que ver, descobrir e aprender em trajetos à volta deste território tão imensamente rico em património oral, arqueológico, monumental e paisagístico. Pegamos o bordão de romeiro e toca a peregrinar pelos caminhos da minha terra em busca de histórias de espantar, e de outras para contar.Caminhemos então e partamos à descoberta para conhecer, aprender e fantasiar. Andemos que se faz tarde nesta viagem á procura da casa da moura, local mágico, onde “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Porfiamos sem temores porque há tesouros encantados por descobrir, belas princesas e perfeitos mancebos para desposar. Reflitamos com empenho porque são muitos os enigmas para decifrar. Mas, tomem atenção porque este é também um caminho viciante e quem nele segue com vontade e compromisso raramente volta atrás… Entremos, pois, sem medos porque só assim conheceremos este reino maravilhoso…

Antes de mais, suba o mais alto que puder para saber o que o espera e com o que se pode contar. Porque “quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.” E neste deixar que a vista se alargue de “ânsia e de assombro”, porque não escalar os miradouros deste reino de Ansiães: o Alto do Castelo, a Osseira do Seixo, O Síbio do Pinhal do Douro, o ValePedro da Beira Grande, o Pinocro na Fontelonga, a Senhora da Graça da Samorinha, a Senhora da Saúde dos Mogos, do Senhor da Boa Morte do Castanheiro, a Capela do Bom Jesus de Tralhariz, o Monte das Caldas do Pombal…, e depois concluir que “não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza”. Se houver jeito, deixe-se o verso brotar que há de surgir poesia da boa.

Em íngremes encostas, varandins que nenhum palácio desfruta, janelas de pedra onde cabe o mundo todo e só mais não alcança porque a neblina difusa não deixa vislumbrar o resto, de onde se descortinam vistas de cortar a respiração, claraboias onde se podem espreitar as estrelas e, amiudadas vezes a sublime Lua que persegue o Sol, eterna enamorada em busca do seu amor e esplendor. Nestes miradouros, quais portas do paraíso, deles se avistam e crescem as cepas “como os manjericos às janelas”, estoiram em branco as amendoeiras em flor, para que nenhuma princesa que ali venha habitar sinta saudades da neve, quando a não trouxe a invernia; verdejam as oliveiras que, se vestem de luto de pequenas bolas natalícias, e, atendendo à quadra, tal como o Filho da Virgem, para dar a luz ao mundo mil tormentos padecerão. Os olhos descansam nos carrascos e nos altivos sobreirais e os sentidos procuram as cores das estevas, das urzes, das giestas e das cornalheiras; os odores da arçã, do fiolho e das lavandas. No sol da canícula, desponta o desejo de frescura que os salgueiros e amieiros, surgidos junto das linhas de água, atenuam, mas a sede só pode ser saciada na rara fonte, no rio de ouro ou no seu afluente que é Tua, ainda virgens de barragens e de outras porcarias que os conspurcam, ou no fruto que procede do antigo jardim do Éden; “deixai-me agora falar/ do fruto que me fascina”, é concebido aqui na árvore que é também da sabedoria que mostra de uma só vez todo o processo da criação: flor e fruto, poesia e volúpia, “do fruto que me fascina/ pelo sabor, pela cor, pelo aroma das sílabas,/ ó música de meus sentidos,/ pura delícia da língua,” tangerina, laranja, tangerina…” 

De cada um destes altares esguios, majestosos e suspensos nas nuvens, se se pode desfrutar dessa paisagem natural deslumbrante, imponente e a perder de vista, mas viva e trepidante porque nela habitam uma boa quantidade de animais salvos na arca de Noé. Nas cercanias saltita o coelho assustado, voa a perdiz espantada até se tornar numa mancha confundida com o arbusto que a protege. Se não fosse a raposa, a lontra e o lobo de duas pernas porque o outro já se eliminou, cada uma à sua maneira vêm perturbar a quietude reinante, e seria o paraíso na terra. As vertentes escarpadas oferecem a tranquilidade necessária para albergar as inúmeras aves garbosas e raras que aqui se reproduzem, como o grifo, o abutre do Egipto, a águia-real, a águia-de-Bonelli, a águia-cobreira e a cegonha-preta, nos ares de uma azul doce e cristalino planam os irrequietos abelharucos, na largueza do olhar, salpicam a cor da paisagem os extraordinários papa-figos; e nos muros e armazéns abandonados aparece ao paciente observador o raríssimo chasco-negro; nos rios e riachos nadam em relativo sossego o barbo, a boga, o escalo, o bordalo, o ruivaco, a truta...

Em verdade vos digo que a Nossa Senhora da Assunção que é venerada no cabeço de Vilas Boas, do concelho de Vila Flor, está neste local contra a sua vontade, pois onde queria estar era num destes outros cabeços. A glorificada e louvada senhora tudo fez para ser venerada noutro monte e noutra ermida e assim apreciar para sempre os mares de pedras e as paisagens de sonho, como só no reino maravilhoso de Ansiães podem ser contempladas. Contaremos mais tarde.

(Viagem à Casa da Moura)

20 agosto 2014

João Paulo II de Hélder Carvalho

"João Paulo II ficou como uma das referências inconfundível da recente iconografia cristã. A sua imagem tornou-se universal e serviu de referência para a sua representação por destacados artistas. Coube-me agora a mim interpretar os seus traços e dar-lhe materialidade."
Hélder Carvalho

Beber vinho é dar o pão a um milhão de portugueses


19 agosto 2014

Suspeito de matar mulher em Carrazeda de Ansiães entregou-se à GNR

O suspeito de ter esfaqueado duas mulheres há duas semanas, matando uma de 41 anos e ferindo uma outra de 52, entregou-se na noite desta segunda-feira no posto da GNR de Carrazeda de Ansiães, disse fonte da GNR: SIC Notícias

18 agosto 2014

Bruxelas dá 125 milhões

Bruxelas dá 125 milhões aos agricultores para compensar embargo russo

A Comissão Europeia anunciou que vai dar 125 milhões de euros para apoiar o setor hortícola nos países europeus, como forma de apoiar um setor que sofre de um embargo russo há cerca de um ano. A Confederação de Agricultores de Portugal congratula-se com esta decisão.

O ciclo do pão


15 agosto 2014

Sugestão de fim de semana: festa da história

http://www.mdb.pt/noticia/viagem-medieval-junto-ao-castelo-na-festa-da-historia-2921
Publicada uma nova página no "Pensar Ansiães": as maravilhas de Ansiães, aqui.

Alijó: PJ investiga obras de um milhão adjudicadas de boca

PJ investiga obras de um milhão adjudicadas de boca - JN



"Só uma construtora reclama mais de um milhão de euros da Câmara de Alijó, em tribunal, por obras adjudicadas verbalmente. O novo presidente acusa o anterior de "laxismo", mas a PJ procura outras explicações. Alijó é um dos municípios mais endividados do país.
A investigação da Polícia Judiciária (PJ) está no início e incidirá sobre negócios feitos pela Câmara Municipal de Alijó (CMA) nos últimos três mandatos, sob a presidência do militante do PS Artur Cascarejo, agora diretor do parque natural que vai absorver parte dos 70 milhões de euros de contrapartidas da EDP pela barragem do Tua."

14 agosto 2014

13 agosto 2014

Quatro homicídios em sete meses no distrito de Bragança

O primeiro ocorreu a cidade de Bragança, onde um homem degolou a ex-namorada com uma faca da cozinha. 
Em Torre de Moncorvo verificou-se um homicídio seguido de suicídio, com recurso a uma pistola.
Em Santulhão (Vimioso) um pastor matou um comerciante de gado a tiro.
O quarto foi o crime de Vilarinho da Castanheira, onde morreu uma mulher à facada.


12 agosto 2014

Excluir para encerrar


A decisão da Unidade Local Saúde do Nordeste de excluir os laboratórios privados dos exames complementares de diagnóstico no nordeste transmontano, isto é, a obrigatoriedade da realização de análises clínicas, em centros de saúde e hospitais pode ter "graves consequências" para utentes e para a região. Leia aqui

Esta situação, a acontecer, vai retirar à população a liberdade de escolher o local onde quer fazer as suas análises e, por outro lado, retirar qualquer tipo de viabilidade financeira e de sustentabilidade aos laboratórios existentes na região com extinção de postos de trabalho e dinâmicas económicas associadas.



Autarcas satisfeitos...

...com criação de emprego


É sempre de divulgar o grau de contentamento que une os autarcas dos concelhos de Carrazeda de Ansiães, Alijó , Mirandela, Murça e Vila Flor na criação de empresas e postos de trabalhos subsidiados pela EDP. 

É bom que se juntem para a fotografia para no futuro se legende que foram estes mesmos que fizeram um dos maiores ruinosos negócios que no Douro se tem memória.

Ainda bem também que neste negócio alguém lembrou  que a EDP já disponibilizou 10 milhões de euros, mas ainda faltam cerca de 30 milhões para a concretização do plano de mobilidade...  

10 agosto 2014

A capela de Santa Maria em Selores

A igreja/capela de Santa Maria ou de Nossa Senhora do Prado localizada à entrada noroeste de Selores é uma das chaves da história religiosa do concelho porque indicia um primitivo culto cristão e poderá indiciar um primeiro povoado presumivelmente do século VI.
Esta edificação religiosa não detém uma porta ampla e principal, como a maioria, virada a oeste. Este é um detalhe importante porque a porta na simbologia cristã representa Jesus, o que poderá significar não ser uma igreja edificada a Cristo, mas sim ao Deus Criador. O evangelho de São João certifica este símbolo: Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á (10:9). A não orientação a este e a ausência de uma porta principal no seu oposto pressupõe uma construção ariana, seita religiosa dos primeiros tempos do cristianismo introduzida pelos suevos. Esta crença apenas admitia um Deus numa só pessoa, Borges Coelho aproxima este pensamento da conceção árabe: Cristo era mais um profeta que uma divindade ou “filho adotivo de Deus e não filho natural” (1973: 96). Este rito pode ter-se prolongado até ao século XIII.
Este rito era sustentado pelos seguidores do bispo de Alexandria, Arius, nos primeiros tempos da igreja primitiva (século III) (o arianismo foi trazido pelos suevos e pelos visigodos para o norte da Península) e não aceitava que Jesus fosse Deus. Claro que O consideravam a primeira e mais excelsa de todas as criaturas e encarnado no ventre de Maria de Nazaré, porém não era o próprio Deus, apenas estava subordinado a Ele. Segundo Arius só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio. Cristo ficaria a meio caminho entre Deus e os homens.
No século VI, por ação de São Martinho Dume seria renegado o arianismo e proceder-se-ia a uma conversão coerciva ao catolicismo romano. Houve, contudo, alguns focos de resistência, permitindo a sua persistência em comunidades agrícolas isoladas (Morais: 2006, 68 e Coelho: 2010, 108). Foi com certeza o caso da Igreja de Santa Maria. Porém, particularmente a influência francófona e crescente importância da ordem de Cluny viria a erradicar de vez este rito.
A sua menção nas memórias paroquiais é também admirável porque se refere que a igreja tinha “duas Naves” e “se dis antiguamente ser Matriz e ser Abadia”. Confiando na fonte, esta teria sido a primeira abadia do concelho, o edifício cristão mais antigo do concelho. Atente-se ao que a seguir vem no mesmo documento: esta abadia “se devediu em as duas Reitorias a saber a do Devino Salvador intra Muros e a de Som Joam Baptista extra Muros.” Aqui se mostra a antiguidade da capela/igreja de Nossa Senhora do Prado: segundo a tradição, teria dado origem às devoções das duas capelas da vila de Ansiães: a do Salvador do Mundo dentro das muralhas com o mesmo nome, cujo culto foi transladada para a freguesia de Lavandeira; e a capela de São João, fora das muralhas, culto que daria origem à construção da Igreja de Marzagão. Retirado o entusiasmo do vigário, autor das memórias paroquiais, que à altura dependia na hierarquia do reitor do Seixo de Ansiães, que teria de ler o texto e sufragá-lo, a obediência exigia-o, tudo nos leva a acreditar na importância deste templo.
Há ainda outro facto admirável. As igrejas primitivas eram constituídas por três templos: a igreja mãe, a batismal e a funerária. Esta edificação faria parte da tríade de três templos que constituiriam a paróquia primitiva de Ansiães (Morais: 342). Esta seria a igreja mãe, dedicada a Santa Maria; no exterior dos muros, a batismal, a de São João Batista; e intramuros, a cemiterial, de São Salvador. As figuras bases da génese do Cristianismo: Jesus Cristo que se tornaria divino, São João Batista que anunciaria a sua chegada e Maria, mãe de Deus e da Igreja primitiva, como refere o evangelho: “Eis aí o teu filho” (João 19,26) ”.

Pode-se concluir que a capela de Nossa Senhora do Prado deu origem às reitorias na vila de Ansiães e continuou a formar com elas o triângulo da cristandade das terras de Ansiães. Esta unidade chega ao século XVIII e é visível no costume dos abade de Ansiães e Marzagão, herdeiros da paróquia de São Salvador, ali virem todos os anos em procissão. Também não seria precipitado afirmar que nesta capela poderia ter nascido a cristandade em Pagus Auneco, posteriormente denominado reino de Ansiães. A Igreja e a sua estrutura são a base da fixação e da organização dos povos, mesmo antes do início da nacionalidade, prolongando-se pela reconquista e ajudando a consolidar o concelho de Ansiães.


14 julho 2014

Troquem-se as lâmpadas, mas poupe-se na luz


O programa Oficinas Domiciliárias em Carrazeda de Ansiães, com mais de quatro anos, foi criado “para ajudar de forma gratuita os idosos carenciados do concelho a realizarem pequenos trabalhos domiciliários” e “o serviço é prestado por funcionários camarários a quem solicitar e inclui desde a substituição de lâmpadas, vidros ou portas ou o transporte de eletrodomésticos para reparação”.

Sabemos agora que o plano “não estava a ter a adesão esperada”, embora a notícia do Público avance que o senhor presidente da câmara “não soube quantificar quantos idosos já foram apoiados”, nem quantos se pretendia ajudar.

Por causa das poucas lâmpadas trocadas, dos escassos vidros partidos, da falta de portas estragadas e da insignificância de casos de avaria de eletrodomésticos, o município decidiu celebrar “protocolos com instituições de solidariedade social para ajudarem a identificar e encaminhar os processos de eventuais beneficiários”.


Ficou a garantia que todos aqueles que foram contemplados “ficaram agradados pelo gesto e também porque sempre é algum dinheiro que poupam, além de poderem contactar com alguém”. Pelos vistos, ofuscados pela luz provocada pela troca da lâmpada e penalizados pela conta da eletricidade, não contaram ao vizinho, que assim continuou a permanecer no escuro, mas a poupar na fatura elétrica.

12 julho 2014

Nasceu uma uva no IC5


Escultura de Paulo Moura na entrada poente de Carrazeda de Ansiães do IC5.

A barragem que o país não precisa


Porque é que, sete anos depois de as multinacionais elétricas Iberdrola, Endesa e a EDP terem pago ao Estado português €640 milhões pelas concessões de sete novas barragens, apenas uma está em construção: a de Foz Tua, concelho de Alijó, com a particularidade de continuar envolta em polémica quanto ao impacto ambiental. 
 Há duas razões que surgem desde logo à cabeça: quebras sucessivas na procura de eletricidade e também falta de fontes de financiamento para pôr as obras de pé. 
Mas há ainda dois motivos adicionais, apontados pela associação ambientalista Geota: "temos excesso de potência instalada e o subsídio de €500 milhões que tinha sido estabelecido em 2010 para as novas centrais hídricas foi cortado para €300 pelo atual governo", explica Joanaz de Melo, dirigente daquele organismo e também professor universitário. 
 Este responsável garante também que, construir aquelas barragens - quase todas no norte do país -, é como fazer uma terceira auto-estrada entre Lisboa e Porto ao lado das outras duas que já existem.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/as-sete-barragens-que-o-pais-nao-precisa=f880643#ixzz37FskcJWe

02 julho 2014

Falha de segurança na barragem do Tua

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) fez hoje 30 notificações e levantou vários autos por falta de segurança e outras irregularidades na obra da barragem do Tua, que já fez quatro mortos e oito feridos. http://m.visao.sapo.pt/pesquisa/todos/artigo/787420

Chamo-te

Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.

Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.

Há muitas coisas que não quero ver.

Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o Teu reino antes do tempo venha
E se derrame sobre a Terra
Em Primavera feroz precipitado.

Sophia de Mello Breyner Andresen

28 junho 2014

Quinze produtores de vinho do Douro contestam barragem do Tua

Quinze produtores de vinho do Douro contestam barragem do Tua



Quinze produtores de vinho do Douro subscreveram uma carta que foi enviada à UNESCO e na qual manifestam um "profundo desacordo" com a construção da Barragem de Foz Tua e exigem a sua "suspensão imediata".
Na carta enviada à UNESCO, divulgada hoje em comunicado, os produtores durienses afirmam que "não há uso que justifique esta construção que apenas vai aumentar os níveis de humidade e, por consequência, a ocorrência de doenças nas vinhas".
Por outro lado, referem ainda que a "paisagem única do Douro é uma das principais ferramentas de divulgação da região e dos seus vinhos" e que "as barragens estão a transformar negativamente a paisagem da região".
O documento foi subscrito pela Quinta dos Murças (propriedade do Esporão), Muxagat, Douro Boys (Quinta do Crasto, Quinta do Vallado, Niepoort, Vale Dona Maria, Quinta do Vale Meão), Ramos Pinto, Vinhos Conceito, Quinta do Pessegueiro, Tavadouro Vinhos, Sociedade Agrícola Vale do Tua, Quinta do Monte Xisto, Quinta do Noval Vinhos S.A. e Quinta da Romaneira.

Associação de Bragança põe idosos em contacto com filhos e netos emigrados

Associação de Bragança põe idosos em contacto com filhos e netos emigrados | iOnline

O projeto "Momentos de Afeto" oferece, na sede da associação, um computador para as conversas, dando aos idosos a oportunidade de contactarem com os filhos, netos e outros familiares que se encontram fora da região, a maior parte emigrados, "encurtando distâncias e reforçando laços de amor e carinho".

RENDA EM VIDRO PREMIADA

24 junho 2014

Os sitios mais lindos que vi - Musicos pelo TUA

“Ansiães na Idade Média” quer afirmar-se como imagem de marca

 “Ansiães na Idade Média” quer afirmar-se como imagem de marca

O que é que isto quererá dizer?

Autarcas de Mirandela e Vila Flor revoltados com prepotência do Ministério da Educação

Os autarcas de Mirandela e Vila Flor, em Trás-os-Montes, expressaram hoje a sua revolta com a forma como o Ministério da Educação decidiu "unilateralmente e com uma prepotência enorme" a lista de escolas a encerrar. 



Autarcas de Mirandela e Vila Flor revoltados com prepotência do Ministério da Educação - Expresso.pt

Encerrar escolas porque sim

Ninguém duvida que a intenção do Governo através do Ministério da Educação de encerrar mais uma vez escolas em muitos concelhos, tem uma forte repercussão nas dinâmicas sociais e educativas do interior do país e, particularmente, nas áreas rurais. Diz-nos o senhor ministro que “a reorganização [escolar] não tem custos diretos para o Estado”, querendo referir-se aos financeiros, e o que verdadeiramente o move, é “dar melhores condições de educação e sociabilização aos alunos”. Também ficamos a saber pelo organismo que dirige, que o processo está a ser alvo de uma avaliação, embora não seja impeditiva da prossecução desta “política de racionalização”. Não será então estranho e desarrazoado que se aja antes de se avaliar?
Na defesa do encerramento e da concentração de crianças, enfatiza o senhor ministro Crato, que esta crianças intervencionadas e assim reunidas adquirem “uma diversidade de experiências” que lhes permitirá melhor socialização e conhecimento, porém, esquece outros fatores propiciadores do sucesso educativo, como sejam, as horas de sono das crianças, a alimentação e o afastamento da família e do meio social e ambiental.

A concentração das crianças fruto de uma contínua baixa da população escolar resultado do despovoamento e da natalidade, tornou em muitos casos inevitável o processo. Porém este é um assunto demasiado sério que não se compadece com precipitações, com políticas de régua e esquadro, em que é visível uma uniformidade de ratio professor/aluno, não contemplando assim realidades diferentes do meio rural e o urbano.  

O plano de reorganização da rede escolar começou em 2005 e propôs-se encerrar todas as escolas do primeiro ciclo com menos de 10 alunos, tendo a primeira fase encerrado mais de 2500 escolas. A segunda fase começou em 2010 e levou ao fecho de 700 escolas com menos de 21 alunos. Este é a fase três de um processo, que começou por incluir 439 escolas, chegando-se agora às cerca de trezentas escolas do primeiro ciclo que têm de encerrar. Os avanços e recuos nalguns municípios são, até para um observador menos atento, fruto de beneplácitos e intransigências político-partidários, o que inquina todas as ditas intenções bondosas do ato. Este é um processo, que parece não ter fim, e conduzirá ao completo desmantelamento das estruturas escolares no interior do país.


A escola, a par de outros equipamentos, é uma valência fundamental na preservação do mundo rural e é primordial que restem algumas, até para que nem todas as aldeias ou vilas se extingam.

Encerrar às escondidas

Uns sabem dos encerramentos das escolas do primeiro ciclo, outros não e alguns outros vangloriam-se de negócios que pouparam alguns estabelecimentos. É assim a navegação à vista em barco fantasma. http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/braganca-escolas-mec-ensino-encerramento-tvi24/1561215-4071.html

19 junho 2014

Conferência de imprensa "Salvar o Tua, Proteger o Douro"


A Plataforma “Salvar o Tua” (http://www.salvarotua.org/), composta por associações ambientais, produtores vitivinícolas e diversas figuras públicas, tem como missão impedir a construção da Barragem hidroelétrica de Foz Tua, dada a iminência da destruição do ecossistema envolvente e da centenária linha ferroviária que integram o Alto Douro Vinhateiro, património mundial da humanidade, classificado pela UNESCO desde 2011.
A dimensão negativa do impacto ambiental, económico e social da construção da barragem para a região, torna imperativo um esforço para salvaguardar este património que é parte da nossa herança e identidade cultural.
No próximo dia 19 de junho, às 17h00, a plataforma irá promover uma conferência de imprensa de sensibilização para a causa, na Fábrica Braço de Prata (Sala do Bar), em Lisboa.
Programa:
17h00: Lançamento oficial do vídeo da música pelo Tua, protagonizada por Márcia e Luísa Sobral
17h15: Conferência de Imprensa
Intervenções:
-João Joanaz de Melo (Plataforma Salvar o Tua)
-Advogados pelo Tua
-João Roquette (Produtor Esporão/Quinta dos Murças)
-Mateus Nicolau  de Almeida (Produtor e Enólogo Muxagat)
-Outras personalidades e instituições apoiantes da causa
18h30: Apresentação dos Vinhos (Assobio e Muxagat)
19h30: Documentário DamNation
22h00: Concerto de música
Por favor confirme presença para:
Youngnetwork
Sara Guerreiro – saraguerreiro@youngnetworkgroup.com / 91 058 98 37
Edite Alexandre – editealexandre@youngnetworkgroup.com92 653 44 12

Plataforma Salvar o Tua - plataforma@salvarotua.org

18 junho 2014

Museu da Memória na RTP1 - Vilarinho da Castanheira

16 junho 2014

150 euros para regressar do hospital

O melhor é não adoecer ou não ir e recorrer às velhas mezinhas. http://www.publico.pt/sociedade/noticia/doentes-de-braganca-chegam-apagar-150-euros-de-taxi-para-regressar-do-hospital-1640049

Como os lobos mudam os rios

COMO LOBOS MUDAM RIOS: http://youtu.be/nW5ztScNCYk

11 junho 2014

AMIGOS PARA SEMPRE


Passeio de Amigos.

A aldeia de montanha, com o bonito nome de Varzigueto, situa-se no Parque Natural do Alvão e pertence ao concelho de Mondim de Basto.

As casas típicas de uma aldeia com as ruas estreitas, cujo alcatrão são os excrementos dos animais de raça bovina e caprina. Foi por estas ruas que teve inicio a caminhada que um grupo de amigos planeou para o dia 10 de Junho. Dia de Portugal e de Camões, numa feliz iniciativa do Presidente da Junta de freguesia de Mondim de Basto, à qual aderiram 19 caminhantes que habitualmente fazem caminhadas em Carrazeda. No ar o perfume forte da passagem dos animais caprinos, que nos acompanhou por alguns Kilómetros  do precurso.

Este orientado pelo guia que comandava as operações e, se algum se adiantava, o castigo era voltar atrás. Foi junto as “Fisgas de Ermelo” que saiu a fotografia do grupo, composto por mais ou menos 70 pessoas. Com os avisos repetidos dos perigos que podiam acontecer, e com a ajuda entre todos, foi possível até, passar por uma ponte improvisada no Rio Olo. Esta passagem foi seguida de aplausos e receios dos que enfrentavam a real possibilidade de tomar um banho de água fria. Fotos para mais tarde recordar e seguir em frente como diria o poeta Luis Vaz de Camões:- Por mares nunca dantes navegados...… e digo eu: - Por serras nunca dantes atravessadas – por nós -  lá fomos seguindo e sorrindo com a alegria de criança estampada no rosto.

À hora marcada  e com o grupo reunido no local da partida, onde horas antes tivemos a grata surpresa de ver que dentro de uma enorme panela, estava a sopa de feijão que cada um individualmente se serviu á sua vontade. Saborear esta  sopa transmontana, uma delicia de sabor e foi esta responsável pelo êxito da caminhada que nos aguardava.

Foi assim que na Taverna típica do Manuel, a nossa cozinheira a dona Maria, com o peso da profissão,  esmerou-se na confecção e serviu-se uma deliciosa feijoada á transmontana, bem regada com vinho verde da região e pão caseiro. Foi bom o convívio e ainda deu para ouvir histórias como esta: - Há uns anos atrás, a neve chegava a estar nesta aldeia, dois meses seguidos. Agora já não é assim. Olhe o ano passado, quase nem nevou. Aqui na aldeia há muitos rebanhos de cabras, são mais de 700 . Tenho um amigo na aldeia vizinha que traz gente de Lisboa e em Setembro, vêem aqui comer cabrito. O cabrito só por encomenda e dois dias antes, isto para preparar as coisas, dizia com sorriso e orgulho a tia Maria.

Fiquei com vontade de regressar um dia e levar companhia para um encontro anunciado e fazer as honras a um cabritinho. Valeu a pena o passeio, o desafio de quem se lembrou de ajudar e agradecer aos amigos de Mondim de Basto. por terem participado nas caminhadas que a Câmara Municipal de Carrazeda organizou. A ausência dos funcionários e responsáveis do Municipio foi sentida, mais ainda na pessoa do Presidente da Junta de Freguesia de Carrazeda, que teve a honra de no dia de Portugal, ter á sua espera 20 almas –condutor incluído-  75 minutos, á  sua espera, para iniciar a viagem, a qual se iniciou sem a sua presença-

E, dos fracos não reza a história, mas aqui fica o agradecimento aos amigos de Mondim pelo excepcional  acolhimento dispensado, mesmo na hora da despedida. Obrigado e até breve. 

10 junho 2014

Autarca de Mirandela ameaça portajar alternativa à A4

Autarca de Mirandela ameaça portajar alternativa à A4 > TVI24

"a única estrada que poderia permitir evitar potagens é agora municipal e António Branco garantiu à Lusa que não está disposto «a ser alternativa», nem que para isso tenha que adotar o conceito do Governo e introduzir portagens."

09 junho 2014

Casa do Douro terminou. - dizem eles

A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) realiza uma reunião extraordinária nesta segunda-feira, no Peso da Régua, para tomar uma posição sobre a proposta de lei da Casa do Douro que perde o estatuto de direito público. http://www.publico.pt/local/noticia/autarcas-reunemse-para-tomar-posicao-sobre-proposta-de-lei-para-a-casa-do-douro-1639212

Ver antes de ser visto

 “antes de me verem a mim, já eu os via lá em baixo” http://www.noticiasaominuto.com/pais/231773/palito-recusa-falar-sobre-tiros-que-disparou

07 junho 2014

Escultura de António da Mota de Helder de Carvalho


"Há Homens que “por feitos valorosos se vão da lei da morte libertando…”. É o caso de Manuel António da Mota cuja personalidade tive agora a oportunidade de estudar e ficar a conhecer melhor. Nesta obra, que se quer de homenagem e reconhecimento, representei um homem decidido, que larga as amarras e parte confiante em busca de um futuro que, com muito trabalho e saber, se tornou modelo único de sucesso empreendedor.
Se esta sua representação nos trouxer à memória o seu exemplo e nos motivar para ganhar os desafios que hoje se nos colocam, julgo que será alcançado o objectivo maior deste gesto do Município da sua naturalidade - Celorico de Bastos , que eu tive o grato prazer de tornar real."

Helder Carvalho

01 junho 2014

Agradável e pouco agradável

Conta-me José Manuel Fernandes do Observador que "uma rapariga de 15 anos que, mesmo depois de fazer queixa, mesmo depois de mudar de escola, continua a ser vítima de abusos sexuais. Passa-se na Margem Sul do Tejo e o caso foi contado por Sílvia Caneco no jornal i."Conta-me ainda que há "um Portugal que raramente chega às páginas dos jornais e aos ecrãs de televisão," na opinião dele "este texto leva-nos a conhecer um porco desse país, um país cruel e pouco agradável de conhecer."

A primeira vez que ´é vitima remonta há um ano. Agora, "passou mais de um mês desde o último episódio e a adolescente está trancada em casa, anichada na cama, debaixo de comprimidos de adultos. Nas piores fases, foram sete: o suficiente para adormecer nas aulas, quando ainda conseguia ir. Quase não come. Só dorme agarrada à mãe. Só sai à rua com a mãe e com o pai. Está sem telemóvel, sem Facebook. Não vai almoçar com as amigas, não vai ao cinema. Não veste calções nem saias curtas, não mostra a barriga. "Se visto aí é que me chamam mesmo pê." Das poucas vezes em que fala, desabafa coisas como: "Eles têm-me tanto ódio que qualquer dia dão-me um tiro na rua e ninguém vai saber quem foi e onde estou." Às vezes, diz que se arrepende de ter denunciado. Para quê se é a única que tem de se esconder?"
Só agora os presumíveis autores foram detidos.


Pense-se no recente caso do fugitivo e homicida de São João da Pesqueira, em fuga durante um mês, por alegadamente ter baleado fatalmente a ex-sogra e uma outra mulher e ter ferido a antiga companheira, filha de ambos. Com dificuldade em compará-los, mesmo que o caso da área metropolitana lisboeta seja tão hediondo como o praticado pelo "nosso" Palito de Valongo de Azeites, a natureza é diversa porque estou certo de que o abuso sexual de menores deverá ter a discrição necessária por parte dos órgãos da comunicação social e das redes sociais. Sabemos também que a atenção ao(s) criminoso(s) não exclui as vítimas do olhar que obriga à reserva e à contenção voyeurista. Sirvamo-nos deles apenas pela atualidade, como mero exemplo, a par de outros que poderiam também servir.  

Na comunicação social, desde os programas "gouchianos" até aos debates mais ou menos sérios, o "nosso" Manuel foi presença quase diária. Tido como criminoso implacável, passou a ser incluído no anedotário nacional pelas artes de se manter escondido, para outros foi um herói e teve honras de página no facebook com centenas de seguidores, porque por manhas e patranhas escapou durante um longo mês ao braço da lei e à vista de quase todos, excluindo os “amigos” padeiro e pastor.

Um passa-se na província pitoresca, "um Portugal que raramente chega às páginas dos jornais" mas, quando há crime ou miséria alheia, aí sim! Vende... O(s) outro(s) na grande cidade, um Portugal que está sempre nas páginas dos jornais pelos grandes atos civilizacionais, a política, a arte, o futebol, a socialite... e só muito depois, também pela miséria humana que, quando amplificada, rapidamente se escoa tal como a areia por entre os dedos, porque "não é agradável de conhecer", não vende.

31 maio 2014

A Linha do Tua: José Neves

Acabo de ler um livro muito recentemente editado pela Dafne "A Linha do Tua" no qual Duarte Belo faz uma viagem descritiva e nostálgica por toda a extensão da linha do Tua. Através dele vemos o que vamos perder de todo um património ímpar e insubstituível. É assustadoramente lamentável ver a apatia resignada de toda uma região,que perdeu todas as linhas férreas, nomeadamente a mais bela e espectacular de todas, o troço do Tua a Mirandela.Torna-se este livro uma referência a reter, porque vai deixar para os vindouros uma memória do que poderia ter sido uma enorme mais valia histórica e turística, que foi trocada pela vileza do negócio. Uma palavra final para J.Rentes de Carvalho, o mais importante autor português vivo, que no seu notável romance "Ernestina" nos traz à memória a linha do Sabor, também desaparecida, através da descrição das viagens de há 50 anos do Porto a Mogadouro. O romance no seu todo é um extraordinário relato da vida e das vivências dos tempos passados na ruralidade transmontana. Recordar dizem que é viver, mas mais importante que isso,é trabalhar para que as memórias e as tradições não pereçam e que a especificidade e a particularidade de Trás-os-Montes perdure.  

José Neves


30 maio 2014

Gente exemplar

Moncorvo homenageou Constantino José Marques de Sampaio e Melo ou, melhor, Constantino, o Rei dos Floristas. Emigrou para Paris e passou a ser um florista da moda, tendo encomendas para as principais casas da Europa e América e conseguiu que todas as cabeças coroadas da Europa tivessem grinaldas feitas por ele.
Para o presidente do município de Torre de Moncorvo este “património histórico deve ser reconhecido”(…) e “é uma homenagem mais que merecida”.
Para dar a conhecer mais sobre esta história de vida, a Biblioteca Municipal acolheu um colóquio com a professora Júlia Ribeiro, que reuniu tudo num livro. Contou ao NORDESTE que Constantino era “um menino da roda”, ou seja, filho de pai e mãe incógnita. Adotado por um tendeiro de Alfândega da Fé, foi essa a sua profissão até aos 20 anos. O seu passatempo era tecer ramos de papoilas e violetas pelos campos.
Muitas flores invadiram as ruas, varandas, janelas e equipamentos de Torre de Moncorvo em homenagem ao Rei das Flores.

Apetece-me citar António Barreto: “não usemos os nossos heróis para nos desculpar... Usemo-los como exemplos... Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores.”


28 maio 2014

Vamos à Expo

"As maiores empresas exportadoras do Nordeste asseguram presença na 3.ª edição da Expo Trás-os-Montes, um certame que pretende mostrar a capacidade produtiva e de internacionalização do tecido empresarial regional.
"A Expo Trás-os-Montes tem em vista atrair pessoas a visitarem a região e, ao mesmo tempo, contribuir para a qualificação do tecido empresarial regional", disse Eduardo Malhão, presidente do Núcleo Empresarial de Bragança (NERBA), entidade organizadora do certame que foi apresentado hoje.
A mostra, acrescentou a fonte, "tem por missão ajudar os nossos empresários a ganharem uma nova visão e dimensão em termos de estratégia de 'marketing', de inovação e internacionalização e assim ao atrair pessoas do exterior estamos a exportar o território".
Apesar do clima de crise vivido em Portugal, as empresas da região mostraram "recetividade" ao evento que, entre 30 de maio e 01 de junho, contará com cerca de uma centena de expositores das mais variadas áreas de negócio projetando assim " uma imagem positiva da região transmontana", certame que é da responsabilidade do NERBA.
Durante o certame, que decorre no pavilhão do NERBA, em Bragança, estão programados diversos fóruns temáticos, espetáculos musicais com artistas como Dulce Pontes e Roberto Leal, bem como a presença de escritores como J. Rentes de Carvalho e Francisco José Viegas."

27 maio 2014

A FORMAÇÃO DE UMA IDEIA: João Lopes de Matos


Parece, à primeira impressão, que uma ideia nasce já completa, perfeita, cristalina, no cérebro das pessoas. Mas não. Ela aparece lá no horizonte, como um vulto longínquo, de formas indefinidas, quase um fantasma. Às vezes tem a forma de uma palavra esquisita, quase indecifrável, arranhando ao entrar no ouvido. Credo! Que será isto? Não se consegue, a princípio, lê-la direita, surge quase sempre pronunciada à maneira das outras palavras já conhecidas e revestida dos trapos que usamos com as que já conhecemos. Quantas vezes, ela permanece assim uma vida inteira, nunca adquirindo o seu verdadeiro sentido, funcionando antes com a serventia que todos acertam dar-lhe.
Um dia, porém, um homem, uma instituição, uma técnica, questionam donde vem ela e o que quer transmitir. E, pouco a pouco, vão-se definindo os seus contornos, iluminada, primeiro, melhor de um lado, depois de outro e, por fim, de todos. Que ele há palavras que nunca nos chegam a dar os seus contornos bem definidos! Mas há-as, sim, que, por arte de quem as aprofunda, nos surgem clarinhas, fulminantes na sua apreensão.
Verdadeiramente, porém, a uma ideia não basta , a maioria das vezes, uma palavra, são precisas várias. Uma ideia não é, em geral, um lampejo, um raio, um som seco e instantâneo. Quantas exigem uma explanação que agrega muitas palavras e até sons indecifráveis.
As ideias fortes, profundas, exigem, no entanto, um esforço gigantesco de muita gente, não apenas de um homem, para se tornarem acessíveis ao comum dos mortais. Quem as apresenta e quem as apreende têm de , com perguntas e respostas sucessivas, desbravar, a golpes de génio , acutilância e ousadia, a raiar a loucura, o matagal que impede a visão límpida e convincente.
Até que, a partir de certa altura, os seres humanos , aproveitando-se do trabalho pioneiro, usam, já sem esforço, o produto final.

João Lopes de Matos

Resultados europeias 2014 em Carrazeda de Ansiães

 
Votantes
32,52%
Votantes: 2.248
Inscritos: 6.912


http://www.europeias2014.mai.gov.pt/territorio-nacional.html# 
PPD/PSD.CDS-PP
Aliança Portugal
43,28%
973 votos
PS
Partido Socialista
28,69%
645 votos
MPT
Partido da Terra
5,92%
133 votos
PCP-PEV
CDU - Coligação Democrática Unitária
4,09%
92 votos
B.E.
Bloco de Esquerda
2,49%
56 votos
PND
Nova Democracia
1,29%
29 votos
PAN
Partido pelos Animais e pela Natureza
1,25%
28 votos
PCTP/MRPP
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses
1,25%
28 votos
PTP
Partido Trabalhista Português
1,02%
23 votos
L
Livre
0,89%
20 votos
PPM
Partido Popular Monárquico
0,76%
17 votos
MAS
Movimento Alternativa Socialista
0,49%
11 votos
PPV
Portugal Pro Vida
0,36%
8 votos
PNR
Partido Nacional Renovador
0,18%
4 votos
POUS
Partido Operário de Unidade Socialista
0,13%
3 votos
PDA
Partido Democrático do Atlântico
0,04%
1 votos
EM BRANCO
4,45%
100 votos
NULOS
3,43%
77 voto