“Entendemos
que este ano devíamos fazer um período de reflexão para pensarmos junto
dos empresários qual será o modelo mais apropriado para alavancar o
nosso tecido económico local”
(...)
“As
duas últimas edições acarretou elevados custos para a associação
comercial e quem vem para se divertir e paga um euro ou dois para entrar
não traz valor acrescentando à economia local, mas antes despesas para a
associação e para a câmara municipal que depois não conseguimos
custear”
presidente da ACIM, Jorge
Morais
Daqui
30 maio 2012
Extinção de freguesias
Foi publicada hoje no DR e entra em vigor amanhã, 31 de Maio, a Lei de extinção de Freguesias, com o n.º 22/2012.
Ou seja, começa amanhã a contar o prazo de 90 dias que, nos termos do Artigo 12.º, expira em 29 de Agosto, durante o qual as Assembleias Municipais exercerão o direito de pronúncia sobre a aplicação da lei no seu município. E este é um direito fundamental, que os diretórios partidários e as opiniões subsidiadas, dependentes, por isso nada sérias deveriam deixar funcionar em pleno.
Esta é uma decisão que terá implicações decisivas na reorganização do concelho e poderá ser uma plataforma de desenvolvimento, de racionalização de recursos e melhor serviço às populações e é isso que interessa.
Bom seria que se promovesse um amplo debate concelhio, que todos percebessem o que está em causa, se reorganizasse o concelho com base em critérios bem claros, se esquecessem interesses estéreis e houvesse solidariedade entre as diferentes freguesias, evitando rivalidades estéreis que existem e devem ser contornadas e neutralizadas.
A reflexão, a troca de ideias, a expressão livre e a polémica sobre a temática da extinção das freguesias serão os fundamentos básicos que, como sempre, presidirão a este blogue.
...
Ou seja, começa amanhã a contar o prazo de 90 dias que, nos termos do Artigo 12.º, expira em 29 de Agosto, durante o qual as Assembleias Municipais exercerão o direito de pronúncia sobre a aplicação da lei no seu município. E este é um direito fundamental, que os diretórios partidários e as opiniões subsidiadas, dependentes, por isso nada sérias deveriam deixar funcionar em pleno.
Esta é uma decisão que terá implicações decisivas na reorganização do concelho e poderá ser uma plataforma de desenvolvimento, de racionalização de recursos e melhor serviço às populações e é isso que interessa.
Bom seria que se promovesse um amplo debate concelhio, que todos percebessem o que está em causa, se reorganizasse o concelho com base em critérios bem claros, se esquecessem interesses estéreis e houvesse solidariedade entre as diferentes freguesias, evitando rivalidades estéreis que existem e devem ser contornadas e neutralizadas.
A reflexão, a troca de ideias, a expressão livre e a polémica sobre a temática da extinção das freguesias serão os fundamentos básicos que, como sempre, presidirão a este blogue.
...
Pensar dos leitores: chatices
(...)
Que para falar verdade nesta Câmara a oposição hiberna durante quatro anos. Quando acorda, anda como as baratas tontas. Por isso este Concelho está como está.
E quando não tivermos Tribunal,nem Repartição de Finanças e quando for feita a fusão dos Municípios, aí é que eu vou gostar de ver. Mas ó diabo,assim ficamos sem a fábrica dos tachos,que chatice!...
Que para falar verdade nesta Câmara a oposição hiberna durante quatro anos. Quando acorda, anda como as baratas tontas. Por isso este Concelho está como está.
E quando não tivermos Tribunal,nem Repartição de Finanças e quando for feita a fusão dos Municípios, aí é que eu vou gostar de ver. Mas ó diabo,assim ficamos sem a fábrica dos tachos,que chatice!...
26 maio 2012
À descoberta da nossa terra: Pombal
Há no Pombal uma
lenda de uma moura encantada. Conta-se que num lugar a que chamam o Castelejo
existe uma moura que aparece em forma de serpente. Dizem os mais velhos que se, na noite de S. João, à meia-noite;
um homem lá aparecer, a cobra também lhe aparecer, subir por ele acima, lhe der um beijo
na cara; a cobra há-de transformar-se em menina, ficando desencantada e... com ele casará.
Esta lenda e os topónimos de Castelejo e Castelo dos Mouros dão
indicações sobre a antiguidade de Pombal. A sua importância estende-se ao longo dos séculos - o Morgadio dos Távoras chegou a possuir aí bens. Gente ilustre sempre teve; aqui se destaca, RAUL DE MESQUITA
LIMA, engenheiro, governador civil, que nasceu no Pombal a 11 de Março de 1904.
Porém o facto mais extraordinário é o que nos contam acerca
da Ordem de Mariz, leia-se:
“ Diz a Tradição
Iniciática que AFONSO HENRIQUES era a reencarnação do primitivo Manu UR-GARDAN,
associado ao ULISSES da mitologia grega, este que na realidade fora o Rei
atlante LISSIPO, o qual juntamente com a Rainha atlante LISSIPA governaram a
cidade de ULISSIPA, hoje LISBOA, que se estendia até à actual SINTRA, nesse
tempo chamada KURAT, como já foi referido. Os KURATS atlantes que haviam caído
com a queda espiritual e material da Quinta Cidade e Capital do Continente,
APTALÂNTIDA, ou melhor, MUAKRAM, estavam agora reencarnados nos ASSURAS
AVARATS que viriam a ser reorganizados pelos MAKARAS MARIZES, sob a direcção
suprema de EL RIKE, ANRIQUE ou HENRIQUE, nome considerado tão sagrado que só
nos fins do século XIII se vulgarizou, pois até aí só Seres de grande distinção
tinham direito a ele.
A ORDEM DE MARIZ
fundada espiritualmente em SÃO LOURENÇO DE ANSIÃES, temporalmente teria a sua
fundação no próximo Castelo TEMPLÁRIO de CARRAZEDA DE ANSIÃES, com a sua igreja
de SÃO SALVADOR DO MUNDO, neste caso, SALVADOR (ESPIRITUAL) de PORTUGAL AO
MUNDO. A ORDEM DOS TEMPLÁRIOS era assim o “Escudo Defensivo” da ORDEM DE MARIZ,
portanto, sendo causalidade e não casualidade a presença de vários castelos
TEMPLÁRIOS em Trás-os-Montes, implantados em enclaves mágicos, num óbvio
propósito geognósico em servir de “Muralha de Protecção” rodeando o Centro
Supremo e Espiritual da ORDEM TEMPLÁRIA, ou seja, o enclave mágico de SÃO
LOURENÇO DE ANSIÃES e o Cabido Teúrgico da ORDEM DE MARIZ.” (daqui)
Porém a verdadeira joia do Pombal é a sua e nossa Associação Recreativa Cultural de Pombal
(ARCPA). A ARCPA foi fundada no dia 18 de Setembro 1975 e as suas atividades ultrapassaram
as fronteiras do concelho e têm eco em todo o país. A realização mais sonante é
o Festival de Artes de Pombal de Ansiães (FARPA). O FARPA é talvez um caso
único do país: uma singela aldeia, fortemente desertificada, teima anualmente oferecer
um cardápio de eventos que passam pelo teatro, a música popular e erudita, as
artes plásticas, a literatura, a animação de rua, o desporto… O FARPA nasce da antiga dinâmica associativa,
que conseguiu uma práxis cultural metódica e perseverante, em que a atividade
dramática de produção própria, entre outras, foi sempre a argamassa e o traço
de união de uma comunidade que produziu uma obra física, o salão, o bar, o
polidesportivo, e alicerçou nos pombalenses laços inquebráveis de “união,
igualdade e fraternidade”.
As representações teatrais em Pombal remontam já ao início deste século, por exemplo, em 1927 fez-se ali a representação da peça "Agostinho de Ceuta" por um grupo numeroso de actores integrados no "Clube Ancianista", uma colectividade precursora da ARCPA. Em 1951/52 foi fundado o Centro de Instrução e Recreio de Pombal de Ansiães, também vocacionado para o teatro. Em finais dos anos 60 foram representadas várias peças: "Dois Jovens Cativos", "Ressonar sem Dormir”…
As representações teatrais em Pombal remontam já ao início deste século, por exemplo, em 1927 fez-se ali a representação da peça "Agostinho de Ceuta" por um grupo numeroso de actores integrados no "Clube Ancianista", uma colectividade precursora da ARCPA. Em 1951/52 foi fundado o Centro de Instrução e Recreio de Pombal de Ansiães, também vocacionado para o teatro. Em finais dos anos 60 foram representadas várias peças: "Dois Jovens Cativos", "Ressonar sem Dormir”…
Por volta de 1860, Pombal rondaria os 213 fogos e 880 habitantes. Em 1890, e em 1950 atingiu as 875 pessoas. A freguesia de Pombal de Ansiães inclui as aldeias de Paradela e S. Lourenço onde se situam as famosas termas.
JUSTIÇA SURDA CEGA E MUDA
A JUSTIÇA, que se faz representar em Portugal com a figura de uma esbelta mulher que tem na mão uma balança e de olhos vendados, numa simbologia que dá asas a pensamentos diversos. Falo da mesma justiça que circula no Mundo e os jornais dizem:
“China proíbe mais de 2 moscas nos WC públicos” –jn.pt/mundoinsolito. 33 anos de cadeia por denunciar Bin Laden, pena aplicada a um médico paquistanês que ajudou a CIA a encontrar Osama bin Laden foi condenado por traição, informaram fontes judiciais no Paquistão. Jn/24/5/2012. E agora diz Manuel António Pina na rubrica Por outras palavras no JN de 24/5. O Governo soube através do INE que anda por aí um milhão de madraços sem trabalhar e decidiu dar-lhes que fazer….. os ministérios da Economia e da Agricultura estão a ultimar um protocolo que visa pôr os desempregados a aproveitar a sua “oportunidade de mudar de vida”iniciando uma promissora carreira no sector de prevenção de fogos florestais. Assim ocuparão os tempos livres em vez de (a ociosidade é mãe de todos os vícios) os ocuparem a pensar……. O subsídio de desemprego é, para o Governo, uma esmola que dá aos desempregados e não uma prestação a que estes têm direito por terem, ao longo da vida profissional, confiado todos os meses ao Estado uma parte do salário para esse e outros fins.
A coisa será, até ver, numa “base voluntária”. E, posto que na lista dos ministérios falta o das Finanças, não custa a crer que também numa “base gratuita” Já que os desempregados (como os reformados, que provavelmente se seguirão) recebem esmola do Estado, que se mostrem agradecidos. Fim de citação. Do mesmo autor na rubrica por outras palavras do JN de 25/5 e sobre a igualdade fala sobre o novo administrador do Conselho de Administração da Águas de Portugal cito: - Por fim uma medida revolucionariamente igualitária: toda a gente irá pagar entre 5 e três euros por m3 de água. Afinal, diz o novo administrador, “as pessoas podem gastar o que quiserem no telemóvel, e gastam muito mais que isso”….
Assim se fará (já não era sem tempo) justiça aos portugueses da Avenida do Brasil e da Lapa, que já pagam há anos isso, e se acabará com os privilegiados de algumas pequenas terras do interior, que – pois a igualdade tem um preço – verão a conta da água aumentar 200 ou 300%.
Se a água quando nasce é para todos, também o preço dela deve ser. E quem não puder pagá-la que fale menos ao telemóvel. Fim de citação.
Assim vamos caminhando alegres e contentes, isto é uma pequena mostra do monstro que se chama corrupção e que está a minar a economia, Portugal e os portugueses que somos todos nós. Onde anda a Justiça que tarda em chegar?!.....
25 maio 2012
A outra face da moeda
"As novas estradas transmontanas roubaram os clientes a
pequenos produtores que durante anos viveram do negócio da beira da
estrada e que agora temem ter de deixar fruta e outros produtos a
apodrecer nas árvores e na terra.
A estrada nacional 102, que atravessa o distrito de
Bragança, era o ponto de venda direta aos automobilistas que paravam
para se abastecer junto a caixas repletas de produtos agrícolas.
Desde Bornes, em Macedo de Cavaleiros, até ao fértil
Vale da Vilariça, há de tudo, a começar pela cereja que abre a época, no
mês de maio, ao figo, pêssego, melão, melancia, favas, pera ou frutos
secos."
Quem visitar, a um fim de semana, a cidade de Vila Real, confrontar-se-á com muitas caras conhecidas que rapidamente chegam à princesa de Trás-os-Montes para passear, fazer compras...
Os jovens, na falta de propostas de lazer, irão frequentar os bares e a vida noturna da cidade, vão ir ao cinema...
As famílias vão querer desfrutar das piscinas e do Parque Natur, da oferta de animação cultural e recreativa, a que será difícil concorrer.
Ninguém tem dúvidas que as novas estradas levarão pessoas ao consumo, com claro prejuízo da oferta comercial local.
Mas...
Também poderá trazer gente.
Muita gente que quer desfrutar ambiente, natureza, silêncio, bem-estar, património, ruralidade, cultura, gastronomia, termas, história...
E não é que nós temos tudo isso a rodos!
Mas...
Para isso é necessário imaginação, saber, criatividade, apoios... para divulgar, divulgar, divulgar, criar eventos, fomentar qualidade, disponibilizar serviços e espaços...
Saberemos estar à altura do desafio?
Saberemos estar à altura do desafio?
24 maio 2012
23 maio 2012
Aqui chegados
Uma bela foto de M. J. F. L tirada em Pinhal do Douro que retrata muito bem o estado das nossas aldeias.
Daqui
Daqui
Escolas desertas... E agora?
"A escola do Vieiro foi onde eu estudei, onde andou a minha filha, onde andaram os meus irmãos e onde andaram tios meus. Só tinha três alunos e quando o Ministério da Educação fez as alterações na rede escolar, essas crianças foram transferidas para Freixiel, a seis quilómetros.
Falei com o presidente da Câmara de Vila Flor no sentido daquela escola ser arranjada. E ele disse-me: “Vai-se fazer aquilo que tu quiseres da tua escolinha”. E neste momento fizeram-se obras e a escola já está linda.
A escola do Vieiro não vai ter funções em termos de ensino propriamente ditas, mas vai ser muito útil à comunidade. Vamos transformá-la num espaço onde as pessoas de mais idade se encontrem e desejo que sejam mais felizes neste espaço. Vamos inaugurá-la em Agosto e espero que seja um motivo para que as pessoas envelhecidas, que vivem isoladas, sintam que há lugares onde ainda podem ser úteis.
Vai ter a minha arte, mas não vai ter o meu nome. Eu pedi para darem outro nome. Mas a minha arte vai ter. Até vai ter o bule que eu desenhava quando era criança. Vamos colocar nas paredes objectos que ainda existem e que têm a ver com a minha passagem por aquela escola."
Graça Morais, pintora, natural do Vieiro, concelho de Vila Flor
Daqui
Falei com o presidente da Câmara de Vila Flor no sentido daquela escola ser arranjada. E ele disse-me: “Vai-se fazer aquilo que tu quiseres da tua escolinha”. E neste momento fizeram-se obras e a escola já está linda.
A escola do Vieiro não vai ter funções em termos de ensino propriamente ditas, mas vai ser muito útil à comunidade. Vamos transformá-la num espaço onde as pessoas de mais idade se encontrem e desejo que sejam mais felizes neste espaço. Vamos inaugurá-la em Agosto e espero que seja um motivo para que as pessoas envelhecidas, que vivem isoladas, sintam que há lugares onde ainda podem ser úteis.
Vai ter a minha arte, mas não vai ter o meu nome. Eu pedi para darem outro nome. Mas a minha arte vai ter. Até vai ter o bule que eu desenhava quando era criança. Vamos colocar nas paredes objectos que ainda existem e que têm a ver com a minha passagem por aquela escola."
Graça Morais, pintora, natural do Vieiro, concelho de Vila Flor
Daqui
Ecos da iniciativa: "Vamos a Miranda"
"A Iniciativa “Vamos a Miranda” fez com que centenas de pessoas experimentaram pela primeira vez parte do trajeto do IC5.
Esta foi uma campanha levada a cabo por um conjunto de cidadãos de Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé.
Os três autarcas dos concelho envolvidos , fizeram questão de acompanhar os grupos e foram recebidos nos Paços do Concelho pelo edil mirandês, Artur Nunes."
(...)
Daqui
Esta foi uma campanha levada a cabo por um conjunto de cidadãos de Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Alfândega da Fé.
Os três autarcas dos concelho envolvidos , fizeram questão de acompanhar os grupos e foram recebidos nos Paços do Concelho pelo edil mirandês, Artur Nunes."
(...)
Daqui
22 maio 2012
Túnel do Marão continua parado
1. Em junho (27) decorrem 12 meses (365 dias) que as obras do túnel do Marão estão paradas.
2. 70% da obra está realizada.
3. Dum valor total estimado de 350 milhões de euros, o Estado já pagou diretamente mais de metade, 200 milhões.
4. O consórcio bancário pelo pagamento da obra é constituído pela CGD e pelo Banco Europeu de Investimento, que o Estado português é acionista.
5. Aquando da primeira paragem das obras ouviram-se altos brados e lançaram-se "cobras e lagartos" pelos atuais partidos da área do poder.
Perante os factos, pergunta-se:
PORQUÊ?
2. 70% da obra está realizada.
3. Dum valor total estimado de 350 milhões de euros, o Estado já pagou diretamente mais de metade, 200 milhões.
4. O consórcio bancário pelo pagamento da obra é constituído pela CGD e pelo Banco Europeu de Investimento, que o Estado português é acionista.
5. Aquando da primeira paragem das obras ouviram-se altos brados e lançaram-se "cobras e lagartos" pelos atuais partidos da área do poder.
Perante os factos, pergunta-se:
PORQUÊ?
20 maio 2012
Hoje também é o dia de Parambos
Há um lugar que se afirma mais sportinguista do que todos os outros:
Parambos, uma aldeia no concelho de Carrazeda de Ansiães.
A terra pintou-se de verde e encheu-se de
leões: leões em todos os cantos, para todos os gostos, de todos os
tamanhos. Leões
até de várias cores.
Nesta aldeia transmontana, onde até o núcleo do clube está instalado no edifício da junta de freguesia, todos torcem pelo Sporting. Nos cafés há recordações de épocas de glória e a aldeia quer celebrar a vitória na final do Jamor. «Pode ser que para o ano vençamos o campeonato», dizem.
Veja o video
Nesta aldeia transmontana, onde até o núcleo do clube está instalado no edifício da junta de freguesia, todos torcem pelo Sporting. Nos cafés há recordações de épocas de glória e a aldeia quer celebrar a vitória na final do Jamor. «Pode ser que para o ano vençamos o campeonato», dizem.
Veja o video
19 maio 2012
18 maio 2012
16 maio 2012
Ipsis verbis: Eles estão-se marimbando...
(...)
"As pessoas sentem-se abandonadas pela justiça e vão ser tentadas a encontrar formas de fazer a justiça que o Estado lhes nega, através destas medidas puramente economicistas. As pessoas vão passar a fazer justiça pelas próprias mãos."
(...)
"Eles estão-se marimbando para o interior do País, eles sempre viveram nos meios urbanos. Põem os interesses dos grupos e das suas clientelas urbanas acima dos interesses de todo o País e isso é criminoso e vai ter consequências terríveis no futuro do País."
(...)
Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados
Daqui
"As pessoas sentem-se abandonadas pela justiça e vão ser tentadas a encontrar formas de fazer a justiça que o Estado lhes nega, através destas medidas puramente economicistas. As pessoas vão passar a fazer justiça pelas próprias mãos."
(...)
"Eles estão-se marimbando para o interior do País, eles sempre viveram nos meios urbanos. Põem os interesses dos grupos e das suas clientelas urbanas acima dos interesses de todo o País e isso é criminoso e vai ter consequências terríveis no futuro do País."
(...)
Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados
Daqui
Ipsis verbis: suspensão da barragem do Tua é difícil
"A minha opinião é que, neste momento, me parece difícil que isso aconteça (a suspensão da barragem)"
(...) "só faz sentido a palavra conjugar"
António Branco, presidente do município de Mirandela
Daqui
(...) "só faz sentido a palavra conjugar"
António Branco, presidente do município de Mirandela
Daqui
Ipsis verbis: deitar fora a barragem do Tua e desenvolvimento regional
"Não me quer passar sequer pela cabeça que seja possível que o país
queira deitar fora estes milhões de investimento numa região com grandes
dificuldades sociais e económicas"
(...)
"pela primeira vez um empreendimento do género vem acompanhado de um projeto integrado de desenvolvimento regional"
Artur Cascarejo, presidente do município de Alijó
Daqui
Pergunta-se - O que é mais importante o dinheiro da agência para ??? ... ou a manutenção do estatuto de património da humanidade?
(...)
"pela primeira vez um empreendimento do género vem acompanhado de um projeto integrado de desenvolvimento regional"
Artur Cascarejo, presidente do município de Alijó
Daqui
Pergunta-se - O que é mais importante o dinheiro da agência para ??? ... ou a manutenção do estatuto de património da humanidade?
15 maio 2012
Primeira página do PÚBLICO
A Unesco prepara-se para mandar parar as obras da barragem de Foz
Tua por terem «um impacto irreversível e ameaçar os valores» que
estiveram na base da classificação do Alto Douro Vinhateiro como
Património Mundial da Humanidade.
Neste projecto de decisão da Unesco é igualmente exigido que o Estado remeta ao Comité do Património Mundial um relatório sobre a revisão ou o reexame do projecto e também «sobre o estado de conservação» da área classificada.
Pede-se aos defensores da barragem, particularmente aos institucionalizados que elaborem rapidamente um abaixo assinado, o ponham a circular e envidem outras formas de luta para segurar este seu grande investimento para a região!
Neste projecto de decisão da Unesco é igualmente exigido que o Estado remeta ao Comité do Património Mundial um relatório sobre a revisão ou o reexame do projecto e também «sobre o estado de conservação» da área classificada.
Pede-se aos defensores da barragem, particularmente aos institucionalizados que elaborem rapidamente um abaixo assinado, o ponham a circular e envidem outras formas de luta para segurar este seu grande investimento para a região!
14 maio 2012
12 maio 2012
Algo está a mudar no Moinho de Vento em Carrazeda de Ansiães
Há uns anos, com insistências redobradas, entusiasmei um dos responsáveis do governo do município pela recuperação do Moinho de Vento de Carrazeda de Ansiães. Um ou dois anos depois mostrou-me um plano ambicioso de ateliês pedagógicos programados para essa área que me fizeram abrir a boca de espanto. O moinho de vento recuperado seria o pólo de uma espécie de quinta pedagógica que, para além da presença de alguns animais domésticos, contemplava interpretações da economia rural: do pão, do vinho, do azeite...
O projeto, dizia-me, tinha todas as condições de ser subsidiado, porém, esbarrava com a pseudo resistência do seu proprietário. Recordo da sua pretensa disponibilidade em negociar uma compra municipal o mais breve possível...
Passaram os anos e os papéis não saíram de uma qualquer gaveta, onde teriam sido metidos...
O proprietário, o saudoso Dr. Orlando, observava, na sua habitual ironia, "os primos só compram os bons terrenos para fazer quintas e plantar macieiras, enquanto eu só compro pedras. Ainda bem que eles não sabem que as pedras valem muito mais!..."
O Moinho de Vento parece agora renascer e aqui se saúda a iniciativa. A entrada norte de Carrazeda nunca mais vai ser a mesma...
Como não há bela sem senão, lamenta-se que o arranjo urbanístico e viário não tivesse contemplado o acesso à rotunda do IC5...
O projeto, dizia-me, tinha todas as condições de ser subsidiado, porém, esbarrava com a pseudo resistência do seu proprietário. Recordo da sua pretensa disponibilidade em negociar uma compra municipal o mais breve possível...
Passaram os anos e os papéis não saíram de uma qualquer gaveta, onde teriam sido metidos...
O proprietário, o saudoso Dr. Orlando, observava, na sua habitual ironia, "os primos só compram os bons terrenos para fazer quintas e plantar macieiras, enquanto eu só compro pedras. Ainda bem que eles não sabem que as pedras valem muito mais!..."
O Moinho de Vento parece agora renascer e aqui se saúda a iniciativa. A entrada norte de Carrazeda nunca mais vai ser a mesma...
Como não há bela sem senão, lamenta-se que o arranjo urbanístico e viário não tivesse contemplado o acesso à rotunda do IC5...
foto de Manuel Joaquim Fernandes Lopes
Praias com qualidade aqui ao lado
A praia da Fraga da Pegada e a da Ribeira, ambas na albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, voltam a ser distinguidas pela sua qualidade e assim mantêm a Bandeira Azul.
Por outro lado, a Praia da Congida, em Freixo de Espada à Cinta, volta a recuperar o seu estatuto e aumenta a oferta do distrito de Bragança nesta área.
Em Carrazeda de Ansiães dispomos de uma larga faixa ribeirinha com paisagens deslumbrantes e nem uma única praia fluvial com infraestruturas dignas.
À descoberta da nossa terra: Amedo (republicação)
Segundo o Abade de Baçal, Amedo vem de «ameiredo, o mesmo
que amial e amieiral», terreno plantado de amieiros. É uma planta que cresce à
beira dos cursos de água ou nos locais húmidos. Porém, Amedo tem uma lenda que
a liga aos tempos das lutas com os árabes. Teriam sido os fugitivos dessas
lutas que foram dar àquela parte escondida das encostas onde se situa, e ao
chegarem ao monte esconderam-se, com medo.
O seu orago é Santiago.
Por volta de 1864/65 tinha 167 fogos e 566 habitantes. Desde então até hoje, foi em 1950 que atingiu o maior número de pessoas com 796 habitantes.
A construção de maior interesse poderá ser a chaminé no telhado de uma casa em cantaria. Ali está esculpida a caricatura de uma cara com medo. Chamam-lhe a "Figura do Amedo". Conta-se que houve um vendaval em 1942 que lhe derrubou uma cruz que encimava a chaminé.
A Igreja Matriz é outro local a visitar. Apresenta um ar deserto,
de silêncio e meditação. Tem torre sineira lateral em granito, com dois sinos.
Há a Fonte do Paço com arco arredondado em granito, junto à
Capela de S. Martinho. Têm ainda a Fonte da Mina ou a Fonte do Cimo do Povo.
O Ribeiro de Amas é o que corre no meio da povoação, mas
também há o Ribeiro da Ponte do Torno e o Ribeiro do Inferno.
À volta da aldeia
estão a Serra do Pendão, a Serra da Senhora da Graça e a Serra da Reborosa.
09 maio 2012
Nada se perde e tudo se transforma
A Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua morreu e, como nestas coisas da política e da natureza, nada se perde e tudo se transforma, nasceu uma Associação de Municípios. Explicam-nos que é por "questões fiscais", porque isto de pagar impostos é só para os parolos dos contribuintes. Esperam os nossos autarcas "que essa associação seja declarada pelo governo como associação de utilidade pública", ou, no mínimo, de utilidade para reformas douradas e ninho de jobs for the boys.
Daqui
Daqui
08 maio 2012
Promessas
Promete-se Deus e aos seus santos por tudo e mais alguma coisa, e até, por quase nada. Promete-se pelos “seus”, pelos parentes e amigos. Promete-se pela boa saúde, pela cura e restabelecimento na doença. Promete-se pelos animais, pelas colheitas e pela defesa do património. Promete-se pelo sucesso do filho no exame da 4.ª classe, pela boa parição da burra, pela salvaguarda dos incêndios do cereal. Promete-se para as festas ao Divino Senhor da Cana Verde, ao São Gregório, à Milagrosa Divina Santa Eufémia da Lavandeira, à Santa Luzia de Besteiros, à Senhora da Costa do Seixo de Ansiães, à Senhora da Assunção do Cabeço em Vilas Boas, a Nossa Senhora de Fátima. Promete-se aos santos dos altares da nossa Igreja ou das nossas capelas. Promete-se uma novena, uma missa ou um qualquer ato religioso Promete-se dinheiro, uma vela, um litro de azeite, um alqueire de cereal, um cântaro ou um almude de vinho. Promete-se um sacrifício à volta da igreja ou da capelinha, de joelhos, descalço, de braços abertos, de rastos... (veja-se em anexos o escrito sobre a festa de Santa Eufémia). Promete-se e cumpre-se. Religiosamente. A promessa não pode deixar de ser cumprida, porque é muito mais grave o não cumprimento, que o não prometimento. Assim, no decurso do exame do filho, enquanto dura a doença da “cria”, decorre o parimento do vitelo e do potro, se está em "espera" de bebé, acendo uma vela a Nossa Senhora das Dores, que “nunca deixou de me valer nas aflições”; enquanto o cereal está enrolheirado no restolho e na eira alumio a Igreja com o azeite que o Santíssimo Sacramento me ajudou a colher; se mo conservou hei de oferecer ao São Gregório um alqueire de cereal; para que Nossa Senhora nunca deixe de me conservar o “requinho” ofereço um salpicão e uma chouriça, aquando da arrematação do ramo; pelo parto rápido e pouco doloroso ofereço uma novena ao Senhor dos Passos, pelo rápido restabelecimento da perna partida, prometo uma perna de cera ao milagroso Divino Ecce Homo; para que Santa Luzia me conserve a vista todos os anos lhe hei de oferecer um quartilho de azeite; nas horas de mais sofrimento pelo padecimento da doença e pela dor dilacerante, ofereço eu, a mãe, o pai e os irmãos, uma, duas três voltas de joelhos… à roda da capela do Cabeço. Nesse dia determinado do ano, uma, duas, três vezes, todos os anos em que se viva, porque “é a fé que nos cura, nos vale e nos salva”.
(do sítio já mencionado)
(do sítio já mencionado)
"No IC5, vamos comer a posta a Miranda" (atualizado)
Uma iniciativa que pretende comemorar a abertura do IC5, e o que representa, para os concelhos do distrito de Bragança, a estrada que alguém chamou "da justiça".
Definitivamente, mirandeses, mogadourenses, alfandeguenses, moncorvenses. vilaflorenses e carrazedenses estão mais perto. Para os que acreditam no desenvolvimento, esta é uma via fundamental na mobilidade local. Cabe-nos merecê-la e potenciá-la.
Este é também um abraço de gente vizinha com problemas idênticos e irmanada na defesa do interior.
Junte-se a este abraço e participe na iniciativa.
Definitivamente, mirandeses, mogadourenses, alfandeguenses, moncorvenses. vilaflorenses e carrazedenses estão mais perto. Para os que acreditam no desenvolvimento, esta é uma via fundamental na mobilidade local. Cabe-nos merecê-la e potenciá-la.
Este é também um abraço de gente vizinha com problemas idênticos e irmanada na defesa do interior.
Junte-se a este abraço e participe na iniciativa.
07 maio 2012
Agenda - reportagem / Barragem do Tua (atualizado)
Hoje vai passar
uma reportagem acerca dos custos e das grandes
barragens onde será dado destaque especial ao Tua!
Facturas de Betão"Portugal
vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir.
Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade
é tão cara, no Repórter TVI.
«Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com
imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas."
20.30 TVI
20.30 TVI
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e divulgar o manifesto em : http://www.manifestopelotua.blogspot.pt/p/subscreva.html
06 maio 2012
Natureza
A natureza varia conforme o tempo e as estações.
Pelo inverno, a paisagem torna-se quase uniforme em decrepitude e hostilidade. Apenas os pinheiros e os sobreiros mostram o seu verde envergonhado, derreados com o peso do gelo e da neve e flagelados das acometidas do vento. As outras árvores nuas e expostas repousam do parto do outono, oferecendo ao caminhante um tapete de folhas de tonalidades frias e ao vento cantor, melodias amargas e compadecidas. À povoação descem as raposas matreiras a filar galinhas. De quando em quando, os lobos esfaimados, investem, e deixam um rasto de sangue e dor nos cães desprotegidos. A neve é presença certa e cobre a aldeia de um silêncio penoso. Em cada manhã depois do nevão sai-se para descobrir o rasto fresco do coelho desprevenido que o furão surpreende na toca. Aos lameiros acorrem corvos tristes e nuvens de estorninhos esfomeados. No alto do negrilho e no cedro do Largo, os pardais chiam desesperados de frio e fome. Nas noites de lua cheia, ouve-se o piar triste e penoso do mocho agoirento. As pessoas recolhem-se em casa. A lenha é bastante no cabanal, o porco está na salgadeira. o pipo já tem o esguicho, na arca há cereal suficiente, o forno continua a cozer, mais as batatas e as couves, é suficiente para uma alma descansar um pouco.
Pelo São Gregório começa-se a sair mais da toca. As aves aparecem como por encanto e alegram a mata circundante em piares e cantares divinais: a andorinha diligente regressa ao beiral caiado de novo; o cuco dá anos de solteira à rapariga ansiosa de casar; a cotovia surpreende o incauto em qualquer passo do monte, a rola e o pombo arrulham namoros no alto dos pinheiros; o pintassilgo esvoaça doido, em bebedeiras de amarelo, de árvore em árvore; o gaio colorido espera paciente para a rapina das cerejas, das malápias e dos figos. O colorido dos rebentos das árvores reaviva as ladeiras dos montes. O quadro envolvente alegra-se de árvores floridas com os tons do arco-íris, que pontuam o olhar: amendoeiras, brunheiros, ameixoeiras, maracoteiros, pessegueiros, macieiras, malapieiras. O pincel rebelde asperge os lameiros do amarelo e branco das primaveras e do vermelho das papoilas. Nos montes floresce a mata-pulga, o alecrim, o rosmaninho, a alfazema que se colhem para a fogueira do São João. No ar, o perfume é fresco e delicioso. Nas bermas dos caminhos crescem dedaleiras que são as companheiras dos rapazes indolentes - pegam-nas pelas pétalas e de uma pancada, nas costas da mão, produzem significativos estrondos que acordam os estremunhados grilos e enervam os hiperativos gafanhotos. Os muros das paredes expõem azedas que se colhem para umas provas de paladar, seguidas de um trejeito de boca, que convida, sabe-se lá porquê, a continuar a prova. A festa da natureza vai em crescendo até à Páscoa e torna-se clímax com o desabrochamento das maias que pintam tudo à volta de branco e amarelo.
A azáfama cresce tanto até Junho, que mal se dá pela variação pictórico das searas de trigo, dos tons verde carregado, ao alface, passando pelo amarelo descorado até chegar ao doirado maduro, ilustrativas da transformação geral operada na vista envolvente. Nas aradas, o rafeiro descobre a lebre, mas impotente de a pegar, gane em desespero, mostra a língua de palmo e procura a sombra do giestal, por onde ela se escapuliu. Na sombra e frescura das moitas: giestas, sargaços, tojos, urzes, carqueja descansam moscardos que saltam para o coiro das crias, desesperadas de dor, de calor e de fadiga no regresso à frescura dos estábulos. Nas encruzilhadas dos caminhos, as cobras e os lagartos surpreendem os passos arrastados e indolentes das almas cristãs que regressam a casa.
Às primeiras chuvas, as andorinhas agrupam-se, preparam-se e são as primeiras a partir, juntando-se depois a passarada em geral. Depois das vindimas, a natureza decide dar a pincelada genial colorindo toda a paisagem de tons encantadores, que surpreendem tudo e todos. Os castanheiros explodem em trovoadas de castanho e castanhas. As encostas dos montes, pejados desses marrons das videiras, dos castanheiros, dos carvalhos são verdadeiras pinturas murais. Nas linhas de água, os negrilhos, os freixos, os choupos, os amieiros, os salgueiros, alinham riscos de tons outonais. Este gesto exuberante e arrebatador do artista oculto só podia acabar na loucura da triste negritude e do deprimente cinzento do inverno.
(do livro "Selores... e uma casa")
Pelo inverno, a paisagem torna-se quase uniforme em decrepitude e hostilidade. Apenas os pinheiros e os sobreiros mostram o seu verde envergonhado, derreados com o peso do gelo e da neve e flagelados das acometidas do vento. As outras árvores nuas e expostas repousam do parto do outono, oferecendo ao caminhante um tapete de folhas de tonalidades frias e ao vento cantor, melodias amargas e compadecidas. À povoação descem as raposas matreiras a filar galinhas. De quando em quando, os lobos esfaimados, investem, e deixam um rasto de sangue e dor nos cães desprotegidos. A neve é presença certa e cobre a aldeia de um silêncio penoso. Em cada manhã depois do nevão sai-se para descobrir o rasto fresco do coelho desprevenido que o furão surpreende na toca. Aos lameiros acorrem corvos tristes e nuvens de estorninhos esfomeados. No alto do negrilho e no cedro do Largo, os pardais chiam desesperados de frio e fome. Nas noites de lua cheia, ouve-se o piar triste e penoso do mocho agoirento. As pessoas recolhem-se em casa. A lenha é bastante no cabanal, o porco está na salgadeira. o pipo já tem o esguicho, na arca há cereal suficiente, o forno continua a cozer, mais as batatas e as couves, é suficiente para uma alma descansar um pouco.
Pelo São Gregório começa-se a sair mais da toca. As aves aparecem como por encanto e alegram a mata circundante em piares e cantares divinais: a andorinha diligente regressa ao beiral caiado de novo; o cuco dá anos de solteira à rapariga ansiosa de casar; a cotovia surpreende o incauto em qualquer passo do monte, a rola e o pombo arrulham namoros no alto dos pinheiros; o pintassilgo esvoaça doido, em bebedeiras de amarelo, de árvore em árvore; o gaio colorido espera paciente para a rapina das cerejas, das malápias e dos figos. O colorido dos rebentos das árvores reaviva as ladeiras dos montes. O quadro envolvente alegra-se de árvores floridas com os tons do arco-íris, que pontuam o olhar: amendoeiras, brunheiros, ameixoeiras, maracoteiros, pessegueiros, macieiras, malapieiras. O pincel rebelde asperge os lameiros do amarelo e branco das primaveras e do vermelho das papoilas. Nos montes floresce a mata-pulga, o alecrim, o rosmaninho, a alfazema que se colhem para a fogueira do São João. No ar, o perfume é fresco e delicioso. Nas bermas dos caminhos crescem dedaleiras que são as companheiras dos rapazes indolentes - pegam-nas pelas pétalas e de uma pancada, nas costas da mão, produzem significativos estrondos que acordam os estremunhados grilos e enervam os hiperativos gafanhotos. Os muros das paredes expõem azedas que se colhem para umas provas de paladar, seguidas de um trejeito de boca, que convida, sabe-se lá porquê, a continuar a prova. A festa da natureza vai em crescendo até à Páscoa e torna-se clímax com o desabrochamento das maias que pintam tudo à volta de branco e amarelo.
A azáfama cresce tanto até Junho, que mal se dá pela variação pictórico das searas de trigo, dos tons verde carregado, ao alface, passando pelo amarelo descorado até chegar ao doirado maduro, ilustrativas da transformação geral operada na vista envolvente. Nas aradas, o rafeiro descobre a lebre, mas impotente de a pegar, gane em desespero, mostra a língua de palmo e procura a sombra do giestal, por onde ela se escapuliu. Na sombra e frescura das moitas: giestas, sargaços, tojos, urzes, carqueja descansam moscardos que saltam para o coiro das crias, desesperadas de dor, de calor e de fadiga no regresso à frescura dos estábulos. Nas encruzilhadas dos caminhos, as cobras e os lagartos surpreendem os passos arrastados e indolentes das almas cristãs que regressam a casa.
Às primeiras chuvas, as andorinhas agrupam-se, preparam-se e são as primeiras a partir, juntando-se depois a passarada em geral. Depois das vindimas, a natureza decide dar a pincelada genial colorindo toda a paisagem de tons encantadores, que surpreendem tudo e todos. Os castanheiros explodem em trovoadas de castanho e castanhas. As encostas dos montes, pejados desses marrons das videiras, dos castanheiros, dos carvalhos são verdadeiras pinturas murais. Nas linhas de água, os negrilhos, os freixos, os choupos, os amieiros, os salgueiros, alinham riscos de tons outonais. Este gesto exuberante e arrebatador do artista oculto só podia acabar na loucura da triste negritude e do deprimente cinzento do inverno.
(do livro "Selores... e uma casa")
Poeiras do meu sótão… (Carlos Fiúza)
V - A Torre do Orgulho
Mãe…
(vida de um sonho e ansiedade
Num Mundo azul e de esperança
Vida de lutas e paixões
Entre outras vidas, entre outras Mães)
Mãe…
De ti surgi Eu,
Minúscula partícula do teu Ser,
Vacilante e indefeso,
Que lançaste neste Mundo para viver…
Mãe…
Preciso de Ti para continuar
E Tu sabe-lo bem.
Quero-Te,
Sem hesitação nem temor
Ao meu lado,
Com Amor…
E assim farás de mim Alguém…
Alguém como Tu,
Mãe!
(30.05.1966)
Carlos Fiúza
03 maio 2012
Rabelos no Douro
As pipas de vinho tratado da Quinta dos Canais, na freguesia de Beira Grande ,em Carrazeda de Ansiães, acabam de chegar a Gaia...
Ver mais aqui
02 maio 2012
IC5: foi hoje
"Últimos troços do IC 5 abrem ao hoje
A Estradas de Portugal informa que abrem hoje ao tráfego os lanços do IC5, entre Carlão e o Nó de Pombal e entre Nozelos e Mogadouro, com extensões de 12,9 e 46,1, km respetivamente, ficando concluída a Subconcessão do Douro Interior."
Daqui
A Estradas de Portugal informa que abrem hoje ao tráfego os lanços do IC5, entre Carlão e o Nó de Pombal e entre Nozelos e Mogadouro, com extensões de 12,9 e 46,1, km respetivamente, ficando concluída a Subconcessão do Douro Interior."
Daqui
Prejuízos na produção de maçã em Carrazeda de Ansiães
“Os prejuízos são muito avultados”
“Deu cabo dos frutos já vingados e as folhas ficaram destruídas por completo.”
“A situação ainda é reversível. Mas agora as árvores têm de voltar as repor as folhas destruídas e todo o alimento que iria para o fruto vai para as folhas. Por isso, o fruto vai ser mais pequeno e não vai ter a qualidade desejada”
“Há agricultores que terão feito o seguro mas gostava que no ar ficasse a ideia que os agricultores não vivem do seguro mas da maçã.”
José Bernardo, produtor de maçã em Carrazeda de Ansiães,
daqui
“Deu cabo dos frutos já vingados e as folhas ficaram destruídas por completo.”
“A situação ainda é reversível. Mas agora as árvores têm de voltar as repor as folhas destruídas e todo o alimento que iria para o fruto vai para as folhas. Por isso, o fruto vai ser mais pequeno e não vai ter a qualidade desejada”
“Há agricultores que terão feito o seguro mas gostava que no ar ficasse a ideia que os agricultores não vivem do seguro mas da maçã.”
José Bernardo, produtor de maçã em Carrazeda de Ansiães,
daqui
01 maio 2012
Casas rurais concelhias
...
A casa térrea é
pequena e formada por um único compartimento, onde, com “sua licença”, tudo se
faz; uma única porta, que rola sobre a soleira; uma única janela, que fecha com
a tranca de madeira. Num canto acende-se o lume; noutro come-se, habitualmente
em cima da arca que guarda o pão, “casa onde comem dois, comem três”; noutro
dorme a família, quase sempre numerosa.
Na
habitação de dois pisos: o primeiro é para morar e é composta pela fundamental
cozinha, a sala e um ou outro quarto; no rés-do-chão, a loja dos animais, as
arrumações de produtos agrícolas ou a adega. A ligar o piso térreo ao superior,
as escadas sempre exteriores e, bem no cimo, a varanda em granito ou madeira,
rodeada por um corrimão.
A
cozinha é o espaço mais amplo, para poder receber os "obreiros", toda
a família no Natal e na matança do porco. É o lugar essencial da vida familiar:
nela se recebem as visitas, a Santa Cruz na Páscoa, a Sagrada Família quando
chega a vez; se cozinha e se come, se convive um pouco, cruzando conversas,
transmitindo saberes; os segredos são ditos em voz baixa, não vá alguém escutar
atrás da porta, porque há quem a isso se dedique. A saída do fumo é simplificada
por um pequeno cabanal; como o resto do telhado, está coberto de telha vã, à
antiga portuguesa, fabricada em Carrazeda, quando o vento o impede, a única
solução é sair para a rua com uma tosse seca e os olhos a lacrimejar. A um
canto, a velha arca de castanho, guarda o sempre existente pão de centeio, ou
trigo e a sêmea, “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Ao
alto, num canto, o “mosqueiro”, pequeno móvel cubiforme, aberto em toda a
volta, apenas protegido com uma rede, guarda os restos da carne cozida do
porco. Na viga de madeira que sustenta o telhado repousa um ou outro salpicão,
a bexiga do porco e o duradouro presunto. O "almário", enfeitado com
os jornais recortados e colados com o miolo do pão, exibe as louças de barro.
Na "pilheira", prateleira aberta na parede, guardam-se os potes e os
tachos. Numa das paredes, todas elas escuras como o breu, junto da lareira, um
espigão segura a candeia a petróleo ou lamparina de azeite, que, "do
tamanho de uma abelha, enche a casa até à telha". Em alguns sobrados, o
alçapão facilita a entrada nos baixos da casa, sem sair à rua e apanhar frio;
por ele se “deita a candeia”, que se segura deitado no sobrado, enquanto o pai
e a mãe tratam da “cria”.
A
lareira é rodeada do escano de castanho enegrecido pelo fumo, que ajuda ao
aconchego no longo e desagradável inverno, e serve de mesa para as refeições.
Está acesa todo o ano para cozinhar e aquecer; no trasfogueiro coloca-se a
lenha de giesta, de pinheiro, de carvalho, e um ou outro “tôro”, um pau grosso
ou um cavaco para “pegar no lume”, que deve estar sempre vivo e a crepitar. Ao
redor, os potes de ferro, a caldeira de cobre, o tripé, a pá e as tenazes são
elementos sempre existentes. No maior pote coze ou aquece o caldo, presença certa
em todas as refeições, não faltando à ceia, pois comer o “caldo e deita” é o
comum de todos os dias: Nos ferros dependurados, o caldeiro de zinco, ou o
panelão de ferro coze a vianda dos “recos”. Nas traves seca-se o fumeiro e é
aí, que se dispõem as varas dos enchidos aquando da matança. À volta, o lar de
pedra, sustentado por grossas traves, é o lugar onde todos se sentam em bancos
de madeira e no escano, numa grande roda, há sempre lugar para mais um: aí se
aquece o corpo e a alma, se seca a roupa depois de uma molha, se enxugam os
socos e as socas, se aquecem os pés para ir para a cama…
A
casa do lavrador mais abastado está rodeada pelo “quinteiro” murado com uma
grande e alta porta para passarem os carros de bois carregados de lenha, de
palha e de feno. Neste espaço, situa-se o cabanal, onde se guarda a lenha e as
alfaias agrícolas. O espaço que fica sob as escaleiras, é aproveitado para o
galinheiro, a coelheira ou a loja dos porcos. Às vezes misturavam-se todos os
animais. No chão deita-se palha, se não abunda trazem-se agulhetas ou "fieitos" do monte, para estrumar, nesse mesmo tapete se fazem as necessidades e se despejam os "penicos". Algumas habitações têm ao lado o palheiro, onde se guardam as palhas e
os fenos.
No
cimo das escaleiras de granito, a varanda é um espaço essencial à economia e ao
lazer familiar. Nela se seca a roupa, se apanha o sol, se expõem os cacos
dos craveiros e manjericos, se dorme a sesta na canícula, se secam as vagens,
os feijões, o milho...
A
porta não tem chave, fecha-se com o cravelho, peça grosseira de madeira com que
se fecham as portas e as cancelas, porque “a casa de amigo rico não vás sem ser
requerido, mas à casa do necessitado vai sem ser chamado”; na base da porta de
castanho um grande buraco por onde entra e sai o gato, necessário à caça das
ratazanas, que tudo ratam. A janela, sempre presente, está defendida pela
portinhola de madeira de castanho, segura com a tranca pelo interior e no largo
parapeito, um “caco” ou um velho pote de ferro mostra um cravo florido. Por ela
se areja o interior, “casa onde entra o sol não entra o médico”; no inverno tem
de manter-se fechada, nem que seja à noitinha, porque dela entra um “frio de
rachar”.
Por sobre as telhas, o vento assobia canções de embalar que ajuda a "depressa a adormecer". Pela manhã, a claridade entra pelas frestas das telhas, das janelas e até das paredes, e impede “recoucares” matinais, porque “deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”.
Por sobre as telhas, o vento assobia canções de embalar que ajuda a "depressa a adormecer". Pela manhã, a claridade entra pelas frestas das telhas, das janelas e até das paredes, e impede “recoucares” matinais, porque “deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”.
...
(do sítio do costume)
Marcelo defende construção do túnel do Marão!?
Marcelo
Rebelo de Sousa diz que "é um daqueles casos de justiça gritante" a conclusão da
auto-estrada transmontana e do túnel do Marão. O comentador político, que
esteve em vila real na semana passada, disse que apesar da falta de dinheiro, o governo
tem de concluir esta via.
Daqui
Pena que o não diga nas suas conversas da TVI, onde estas palavras teriam mais força. Dito apenas ali soa a "dizer para parecer bem".
Daqui
Pena que o não diga nas suas conversas da TVI, onde estas palavras teriam mais força. Dito apenas ali soa a "dizer para parecer bem".
Ipsis verbis: professor Marcelo contra a barragem
"É uma questão de preservar a natureza e o que é que isso significa em termos de perda energética”
Marcelo Rebelo de Sousa na defesa da paragem da construção da barragem do Tua, a 27 de Abril na UTAD.
Marcelo Rebelo de Sousa na defesa da paragem da construção da barragem do Tua, a 27 de Abril na UTAD.
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