Os produtores de leite de Trás-os-Montes concentraram-se ontem em vigília, frente ao Governo Civil de Vila Real, para denunciar a descida de 40 por cento registada no período de um ano e os baixos preços praticados na produção.
Leia aqui, aqui e veja aqui
16 maio 2009
Comunicado do MCLT
sobre a "Declaração de Impacte Ambiental da Barragem do Tua"
A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da Barragem do Tua, emitida esta semana pelo Ministério do Ambiente, constitui uma afrontosa e anti-democrática testemunha de todo o processo de favorecimento tácito oferecido à EDP no Vale do Tua. Este surreal parecer favorável a uma empresa que aparece inicialmente com direitos de preferência, que rebenta sem licenciamento e veda ao acesso público as margens do Tua impunemente, e que lança agora uma esfuziante campanha de publicidade enganosa sobre barragens, é uma mancha inqualificável na Democracia Portuguesa.
(...)
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A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da Barragem do Tua, emitida esta semana pelo Ministério do Ambiente, constitui uma afrontosa e anti-democrática testemunha de todo o processo de favorecimento tácito oferecido à EDP no Vale do Tua. Este surreal parecer favorável a uma empresa que aparece inicialmente com direitos de preferência, que rebenta sem licenciamento e veda ao acesso público as margens do Tua impunemente, e que lança agora uma esfuziante campanha de publicidade enganosa sobre barragens, é uma mancha inqualificável na Democracia Portuguesa.
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“OS VERDES” CONFRONTARAM MÁRIO LINO
COM AVAL Á BARRAGEM VERSUS LINHA DO TUA
A deputada de “Os Verdes” Heloísa Apolónia confrontou hoje, na Comissão Parlamentar, o Ministro das Obras Públicas Mário Lino com a Declaração de Impacto Ambienta (DIA) favorável à Barragem de Foz do Tua e as consequências desta decisão para a Linha Ferroviária do Tua e para a mobilidade das populações e o desenvolvimento da Região.
(...)
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A deputada de “Os Verdes” Heloísa Apolónia confrontou hoje, na Comissão Parlamentar, o Ministro das Obras Públicas Mário Lino com a Declaração de Impacto Ambienta (DIA) favorável à Barragem de Foz do Tua e as consequências desta decisão para a Linha Ferroviária do Tua e para a mobilidade das populações e o desenvolvimento da Região.
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Morte ao vale do Tua diz BE
MINISTÉRIO DO AMBIENTE DECLARA A MORTE DO VALE E DA LINHA FERROVIÁRIA DO TUA
O Ministério do Ambiente deu ontem, dia 11 de Maio, o seu consentimento final à construção da barragem de Foz Tua. A Declaração de Impacto Ambiental emitida é “favorável condicionada”, indo contra a vontade das populações, dos autarcas e de todos quantos se manifestaram a favor da preservação da linha do Tua e das belas paisagens da região.
O Bloco de Esquerda considera a decisão do Governo errada.
(...)
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O Ministério do Ambiente deu ontem, dia 11 de Maio, o seu consentimento final à construção da barragem de Foz Tua. A Declaração de Impacto Ambiental emitida é “favorável condicionada”, indo contra a vontade das populações, dos autarcas e de todos quantos se manifestaram a favor da preservação da linha do Tua e das belas paisagens da região.
O Bloco de Esquerda considera a decisão do Governo errada.
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Quercus lamenta a decisão de construção da barragem no Tua
A Associação Nacional de Conservação da Natureza Quercus discorda da decisão de construção da barragem na Foz do rio Tua, ainda que seja a cota mais baixa do Nível de Armazenamento Pleno (NPA) de 170 metros. “Mais uma vez a qualidade ambiental e a qualidade de vida das populações locais são trocadas pelo lucro fácil e imediato do progresso”, afirma.
Na opinião da Quercus, a barragem do Tua “afectará de modo irremediável o ecossistema do Vale do Tua, último reduto de várias espécies de fauna e flora com situação ameaçada no país”, bem como “a paisagem Património Mundial, do Douro Vinhateiro”.
(...)
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Na opinião da Quercus, a barragem do Tua “afectará de modo irremediável o ecossistema do Vale do Tua, último reduto de várias espécies de fauna e flora com situação ameaçada no país”, bem como “a paisagem Património Mundial, do Douro Vinhateiro”.
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Registo de poços
Acendem-se pontos de interrogação imaginários na cabeça da maior parte dos agricultores quando se fala na "Lei dos Poços". "Lei do quê?", questionam. À segunda lá entendem o nome da legislação, que até já está em vigor há dois anos mas de que nunca ouviram falar.
A tal lei obriga a registar poços, minas, barragens e outros recursos hídricos do género, mas Francisco Patrício, que anda nos 80 anos, "nunca tinha ouvido semelhante coisa". "A gente faz um poço onde calha, mas não sabia cá de leis para os ter", torna este agricultor de Pinhal do Norte, em Carrazeda de Ansiães, que naquela freguesia possui os seus terrenos e muitos poços para regar as culturas. "Se me tivessem avisado já tinha ido à Câmara ou a outro sítio qualquer ver como é que se faz isso".
(...)
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A tal lei obriga a registar poços, minas, barragens e outros recursos hídricos do género, mas Francisco Patrício, que anda nos 80 anos, "nunca tinha ouvido semelhante coisa". "A gente faz um poço onde calha, mas não sabia cá de leis para os ter", torna este agricultor de Pinhal do Norte, em Carrazeda de Ansiães, que naquela freguesia possui os seus terrenos e muitos poços para regar as culturas. "Se me tivessem avisado já tinha ido à Câmara ou a outro sítio qualquer ver como é que se faz isso".
(...)
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13 maio 2009
12 maio 2009
Barragem do Tua: "Novo" turismo para compensar impactos negativos
A construção da barragem de Foz Tua tem impactos negativos superiores aos positivos para a região transmontana, segundo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que propõe um "novo" turismo e auto-emprego para compensar alguns dos danos.
O estudo, que mereceu uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável, mas fortemente condicionada, indica que os impactos positivos da barragem surgem à escala nacional, nomeadamente com a produção de energia e o potenciar da utilização da potência eólica instalada no país.
Já no que se refere à região transmontana, e sobretudo ao vale do Tua, onde vai ser edificado o empreendimento, em todos os cenários estudados "os impactos negativos apresentam valores superiores aos positivos".
De acordo com o documento, a barragem vai alagar o fundo do vale do Tua considerado de elevado valor ecológico e paisagístico, a linha ferroviária do Tua, e áreas onde a actividade vitivinícola é responsável pela presença de uma comunidade jovem.
Afecta ainda a paisagem da região do Douro Vinhateiro- Património da Humanidade, entre outro património local, nomeadamente acessibilidades rodoviárias.
O governo optou pela cota mais baixa, 170 metros, com menos impacto negativos, mas que contempla um conjunto de medidas minimizadoras, compensatórias e programas de monitorização, que apostam sobretudo na "nova paisagem" que a albufeira vai criar e num "novo" turismo.
O EIA prevê a criação de infra-estruturas turísticas e de um plano de desenvolvimento turístico em torno da nova albufeira, que permita a navegação por embarcações não poluentes, e a construção de cais e de praias fluviais.
Propõe também um "programa para a criação de oportunidades de auto-emprego", a recuperação de termas e um núcleo museológico.
"Pode assim dizer-se que a construção e exploração (da barragem) ainda que provocando diversos impactes negativos poderá significar para as populações locais a revitalização de uma região envelhecida e com diminuição de população", considera o estudo.
Concluiu ainda que este empreendimento "poderá vir a ser uma oportunidade, tendo em conta as infra-estruturas e projectos que poderá proporcionais e que poderão vir a potenciar um novo turismo na região".
"Em torno de um núcleo museológico, termas, albufeira e praias, a fixação de outras faixas etárias, nomeadamente através do novos loteamentos residenciais previstos no plano de pormenor para a revitalização das termas de São Lourenço, e pela criação de novos postos de trabalho em actividades não relacionadas com a agricultura", acrescenta.
A nível ambiental está prevista a criação de reservas e redes artificiais de espécies e habitats, abrigos artificias para morcegos, áreas de protecção para aves, promoção dos habitas da verdemã (um peixe) nos troços superiores do Tua, e um estudo para a promoção da migração de peixes.
Tirado daqui
o documento do EIA está disponível a partir de:
http://www.apambiente.pt/Destaques/Paginas/DIA-ProjectodeAproveitamentoHidroel%C3%A9ctricodeFozTua.aspx
O estudo, que mereceu uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável, mas fortemente condicionada, indica que os impactos positivos da barragem surgem à escala nacional, nomeadamente com a produção de energia e o potenciar da utilização da potência eólica instalada no país.
Já no que se refere à região transmontana, e sobretudo ao vale do Tua, onde vai ser edificado o empreendimento, em todos os cenários estudados "os impactos negativos apresentam valores superiores aos positivos".
De acordo com o documento, a barragem vai alagar o fundo do vale do Tua considerado de elevado valor ecológico e paisagístico, a linha ferroviária do Tua, e áreas onde a actividade vitivinícola é responsável pela presença de uma comunidade jovem.
Afecta ainda a paisagem da região do Douro Vinhateiro- Património da Humanidade, entre outro património local, nomeadamente acessibilidades rodoviárias.
O governo optou pela cota mais baixa, 170 metros, com menos impacto negativos, mas que contempla um conjunto de medidas minimizadoras, compensatórias e programas de monitorização, que apostam sobretudo na "nova paisagem" que a albufeira vai criar e num "novo" turismo.
O EIA prevê a criação de infra-estruturas turísticas e de um plano de desenvolvimento turístico em torno da nova albufeira, que permita a navegação por embarcações não poluentes, e a construção de cais e de praias fluviais.
Propõe também um "programa para a criação de oportunidades de auto-emprego", a recuperação de termas e um núcleo museológico.
"Pode assim dizer-se que a construção e exploração (da barragem) ainda que provocando diversos impactes negativos poderá significar para as populações locais a revitalização de uma região envelhecida e com diminuição de população", considera o estudo.
Concluiu ainda que este empreendimento "poderá vir a ser uma oportunidade, tendo em conta as infra-estruturas e projectos que poderá proporcionais e que poderão vir a potenciar um novo turismo na região".
"Em torno de um núcleo museológico, termas, albufeira e praias, a fixação de outras faixas etárias, nomeadamente através do novos loteamentos residenciais previstos no plano de pormenor para a revitalização das termas de São Lourenço, e pela criação de novos postos de trabalho em actividades não relacionadas com a agricultura", acrescenta.
A nível ambiental está prevista a criação de reservas e redes artificiais de espécies e habitats, abrigos artificias para morcegos, áreas de protecção para aves, promoção dos habitas da verdemã (um peixe) nos troços superiores do Tua, e um estudo para a promoção da migração de peixes.
Tirado daqui
o documento do EIA está disponível a partir de:
http://www.apambiente.pt/Destaques/Paginas/DIA-ProjectodeAproveitamentoHidroel%C3%A9ctricodeFozTua.aspx
Ministério autoriza construção de barragem Foz Tua, mas impõe condições
O Ministério do Ambiente emitiu uma Declaração de Impacto Ambiental «favorável condicionada» à construção da barragem Foz Tua. O ministério pretende ainda que seja estudada uma linha do Tua alternativa à que vai ser parcialmente inundada.
(...)
Ler na TSF
(...)
Ler na TSF
11 maio 2009
Parabéns
10 maio 2009
Alberto João dixit
«Os partidos que derem os primeiros passos, neste campo, vão ser determinantes no futuro dessa região»
Alberto João em Bragança a propósito da regionalização.
Defendeu que a coesão territorial tem de passar, inevitavelmente, pela Regionalização, sublinhou que sem esta não haverá coesão.
Alberto João Jardim defendeu, ainda, que a Regionalização «é mesmo uma questão de democracia e tolerância, e um direito dos povos a terem a sua própria identidade».
O caso da Madeira é paradigmático no deve e haver da descentralização do poder e das decisões. É inegável o desenvolvimento económico e social desta região, cuja principal razão se deve à autonomia. Por outro lado, no plano político, o poder cristalizou num único partido, agravando-se o caciquismo e a partidocracia. Uma experiência para se discutir a regionalização.
Alberto João em Bragança a propósito da regionalização.
Defendeu que a coesão territorial tem de passar, inevitavelmente, pela Regionalização, sublinhou que sem esta não haverá coesão.
Alberto João Jardim defendeu, ainda, que a Regionalização «é mesmo uma questão de democracia e tolerância, e um direito dos povos a terem a sua própria identidade».
O caso da Madeira é paradigmático no deve e haver da descentralização do poder e das decisões. É inegável o desenvolvimento económico e social desta região, cuja principal razão se deve à autonomia. Por outro lado, no plano político, o poder cristalizou num único partido, agravando-se o caciquismo e a partidocracia. Uma experiência para se discutir a regionalização.
Sócrates dixit
(...)Ninguém duvida que mais tarde ou mais cedo teríamos de fazer a auto-estrada para Bragança. Condenar uma região ao isolamento não é alternativa disponível. Mas queremos fazê-la agora porque este investimento é indiscutível para a modernização do País, para a coesão territorial, tal como é essencial para a dinamização da economia e para a criação de emprego.
(...)
José Sócrates em entrevista ao JN
Certo. Porém, quando se encerram serviços públicos e escolas e em nome da chamada racionalidade não se faz uma discriminação positiva, não se condena também uma região ao isolamento?
(...)
José Sócrates em entrevista ao JN
Certo. Porém, quando se encerram serviços públicos e escolas e em nome da chamada racionalidade não se faz uma discriminação positiva, não se condena também uma região ao isolamento?
09 maio 2009
(...)Depois das várias tentativas falhadas para criar a Comunidade Urbana de Trás-os-Montes (CITM), há cerca de cinco anos, 15 municípios dos distritos de Bragança e Vila Real (Alfândega da Fé, Boticas, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços, Vila Flor, Vila Pouca de Aguiar, Vimioso e Vinhais) conseguiram o que se julgava impossível: entenderam-se para constituir a Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes. Pela primeira vez, frisou o presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (CCRN), Carlos Lage, "tiveram coragem de ultrapassar as diferenças e as rivalidades". (...)
Leia aqui
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Apoios para a agricultura
Jaime Silva afirmou em Vila Flor que vai reforçar as ajudas directas à agricultura nas regiões de montanha. Porém, João Machado, da CAP, diz que não se trata de uma novidade e acusa o ministro de incompetência.
Ouça na ANTENA 1
“É importante anunciarmos em Trás-os-Montes que vamos aumentar as ajudas para ajudas mínimas por hectare, em média vamos passar de 100/110 para 250 euros por hectare, para todos os agricultores nas regiões de montanha”, sublinhou.
Segundo o governante, esta medida vai cobrir um universo de mais de 90 mil das regiões de montanha do Norte, Centro e Serra do Algarve agricultores.
Jaime Silva garantiu que as medidas entram em vigor já este ano.
“Essas ajudas não precisam de candidatura. Os agricultores que se estão a candidatar durante este primeiro semestre para o tal RPU, para os tais 100 euros vão, a partir deste ano, poder receber 250 euros até um máximo de 10 mil euros”, sublinhou.
Jaime Silva quer que a “pequena agricultura tenha condições de dignidade para continuar a produzir, ajudar a instalar jovens agricultores e a melhorar a gestão activa da floresta”.
O ministro referiu ainda que outras medidas disponibilizadas para a agricultura de montanha no âmbito do Programa de Desenvolvimento Regional (PRODER), e a “duplicação das ajudas” nas indemnizações compensatórias e do LEADER.
Por fim, o responsável referiu que, a nível dos jovens agricultores, a região Norte representa 54 por cento das candidaturas apresentadas aos fundos comunitários.
, o Norte está a ser um bom exemplo para todo o pais de uma dinâmica de investimento que precisa de mais apoio”, frisou.
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Ouça na ANTENA 1
“É importante anunciarmos em Trás-os-Montes que vamos aumentar as ajudas para ajudas mínimas por hectare, em média vamos passar de 100/110 para 250 euros por hectare, para todos os agricultores nas regiões de montanha”, sublinhou.
Segundo o governante, esta medida vai cobrir um universo de mais de 90 mil das regiões de montanha do Norte, Centro e Serra do Algarve agricultores.
Jaime Silva garantiu que as medidas entram em vigor já este ano.
“Essas ajudas não precisam de candidatura. Os agricultores que se estão a candidatar durante este primeiro semestre para o tal RPU, para os tais 100 euros vão, a partir deste ano, poder receber 250 euros até um máximo de 10 mil euros”, sublinhou.
Jaime Silva quer que a “pequena agricultura tenha condições de dignidade para continuar a produzir, ajudar a instalar jovens agricultores e a melhorar a gestão activa da floresta”.
O ministro referiu ainda que outras medidas disponibilizadas para a agricultura de montanha no âmbito do Programa de Desenvolvimento Regional (PRODER), e a “duplicação das ajudas” nas indemnizações compensatórias e do LEADER.
Por fim, o responsável referiu que, a nível dos jovens agricultores, a região Norte representa 54 por cento das candidaturas apresentadas aos fundos comunitários.
, o Norte está a ser um bom exemplo para todo o pais de uma dinâmica de investimento que precisa de mais apoio”, frisou.
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“OS VERDES” REGOZIJAM-SE COM POSSÍVEL REACTIVAÇÃO DA LINHA DO DOURO ENTRE POCINHO E SALAMANCA
"O compromisso tornado hoje público pelo Ministro do Ambiente Nunes Correia e pelo Presidente da Junta Autónoma de Castela e Léon para elaboração de um plano conjunto de desenvolvimento da Bacia do Douro/Duero que prevê, entre outras medidas, a reactivação para fins turísticos do troço ferroviário Pocinho-Salamanca, vem ao encontro daquilo que “Os Verdes” sempre defenderam para esta região."
(...)
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(...)
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Achegas a propósito da viabilização da Linha do Tua
Pareceu-me pertinente decalcar aqui este texto recolhido e devidamente assinado que nos dá um testemunho da incúria e desleixo a que deixamos chegar a Linha do Tua. Entre os principais responsáveis devem estar os gestores da empresa Metro de Mirandela, que fazem a gestão desta linha. Será que lhes terão suspendido os vencimentos desde que parou o seu funcionamento?
Desleixo e incúria na “Linha do Tua”
A Linha do Tua
1. Breve descrição
A linha ferroviária do Tua é uma linha de via estreita (distância entre carris de 1 m), com uma extensão de 133,8 km e que ligou durante quase 100 anos a estação do Tua à estação de Bragança.
A partir do início dos anos 90, o acesso a Bragança é interrompido em dois tempos. Primeiro, em Dezembro de 1991, é encerrado o troço de 28,7 km entre Mirandela (km 54,1) e Macedo de Cavaleiros (km 82,8), depois, em 1992, o troço entre Macedo de Cavaleiros e Bragança.
A Linha do Tua vê assim a sua extensão reduzida para cerca de 54 km entre Tua e Mirandela.
(Apresenta-se em seguida a localização da Linha do Tua no diagrama das linhas férreas a norte do Porto).
2. Cronologia da Obra
1878: apresentação do projecto de uma linha férrea pelo vale do Tua, com duas soluções: uma com traçado pela margem esquerda, outra pela margem direita.
-16 de Outubro de 1884: arranque da obra em Mirandela.
-27 de Outubro de 1887: inauguração da linha entre Tua e Mirandela.
-20 de Julho de 1903: início da construção em direcção a Bragança.
-2 de Agosto de 1905: chegada a Romeu.
-15 de Outubro de 1905: chegada a Macedo de Cavaleiros.
-18 de Dezembro de 1905: chegada a Sendas.
-14 de Agosto de 1906: chegada a Rossas.
-1 de Dezembro de 1906: chegada a Bragança.
1992: encerrada a totalidade do troço entre Mirandela e Bragança ficando apenas em exploração o troço Tua-Mirandela.
(Apresenta-se em seguida a totalidade da linha, assinalando-se o troço actualmente ainda em exploração).
fotos.afasoft.net/div/tua.html
fotos.afasoft.net/div/tua.html
Desleixo ou incompetência?
Existem meios humanos e materiais para os trabalhos de inspecção da linha e para as obras de manutenção e de reparação que são necessárias em qualquer obra, nomeadamente de utilização pública?
Se sim, os defeitos que a seguir se apresentam são fruto de desleixo.
Se não, são a consequência da incompetência de quem tem a responsabilidade de garantir a segurança de pessoas e bens.
A linha sofre, entre outras deficiências, da falta de alinhamento dos carris, do empeno destes, do apodrecimento das travessas de madeira, da má ligação entre os carris e as travessas, de juntas inoperacionais ou em péssimo estado de utilização e, eventualmente, da falta de estabilização dos taludes que ladeiam a via.
As consequências não podiam deixar de aparecer: em 120 anos de vida da obra ocorreram num único ano (de Fevereiro de 2007 a Agosto de 2008) 4 acidentes de que resultaram 4 mortos e 31 feridos.
A reportagem fotográfica que a seguir se apresenta consta do relatório 9/08 da Manutenção Norte (MN) da EMEF (“Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, S.A.”, comparticipada da CP) intitulado “Reportagem de Situações Irregulares da Via na Linha do Tua com Forte Impacto na Estabilidade da Automotora e na sua Qualidade de Inscrição na Via”.
http://www.moptc.pt/tempfiles/20081028110805moptc.pdf
É de assinalar que a empresa tem como objecto a manutenção de (...) material circulante e não
está vocacionada para operações de inspecção, manutenção, reparação e/ou reabilitação de vias
ferroviárias. Estes trabalhos são provavelmente da responsabilidade da REFER ou, eventualmente, da empresa Metro de Mirandela como entidade exploradora.
Reportagem fotográfica
Da reportagem fotográfica é interessante referir o último parágrafo do seu texto introdutório:
“...existência dum conjunto de situações, que...podem originar uma elevada probabilidade de pôr em risco a segurança da circulação”, assim como o conjunto de parâmetros considerados por aquela Empresa (EMEF) como essenciais para garantir uma boa qualidade de circulação. São eles:
-A fixação do carril.
-A qualidade da mesa de rolamento (superfície superior do carril).
-A qualidade da face de guiamento do carril (superfície lateral do carril de contacto com a roda).
A qualidade do alinhamento da via.
A situação deste conjunto de “parâmetros essenciais” na Linha do Tua seria ilegal caso existissem
disposições regulamentares transpostas para Decreto-Lei, como é o caso, na engenharia civil, dos
edifícios e das obras de arte.
De qualquer modo, aqueles parâmetros apresentam à data uma qualidade inaceitável de um ponto de vista da segurança e da utilização da via.
Defeitos de alinhamento. Empeno
Empeno
Travessas podres, rachadas. (algumas têm 40 anos, outras foram substituídas há mais de 18 anos.)
Travessa podre, carril solto.
Inaceitável ligação travessa –carril
Interessante “fixação” de um carril a uma travessa
Juntas entre carris
NOTA: Uma moeda de 2 euros tem cerca de 25mmm de diâmetro e 2 mm de espessura
As fotos que se seguem dispensam qualquer comentário sobre o estado do nivelamento e da largura das juntas de dilatação entre carris.
Desnivelamento
Largura excessiva
Junta “nivelada” com 2 calços
Fecho total de junta, com sinais de rotura.
Rotura de junta
O estado das superfícies de contacto da roda com o carril.
-Mesa de rolamento (superfície superior).
- Faces internas do carril.
Mesa de rolamento com grande desgaste ondulatório
Face interna do carril rugosa e com grande desgaste
Mesa de rolamento com roturas do bordo inferior
Descasque do bordo da mesa de rolamento
Face interior com grande desgaste e bordo com roturas localizadas
O movimento dos carris devidos à acção térmica
(abertura e aperto das juntas de dilatação)
Abertura excessiva
Deslocamento de origem térmica
(carril solto)
Fecho total de junta por contracção de origem térmica
Acidentes
12 de Fevereiro de 2007: 3 mortos e 2 feridos.
Acidente devido a um desabamento de terras, confirmado pelo LNEC.
(O relatório da comissão de inquérito da REFER destaca que não foram detectadas
"situações que indiciassem alguma anomalia ou perigo para a circulação ferroviária",
(…) nos últimos cinco anos, na Linha do Tua, "apenas se verificaram situações de
queda de pedra ou árvores rapidamente solucionadas“). Sem comentários…
10 de Abril de 2008: 3 feridos.
Acidente devido à queda de blocos sobre a plataforma (informação da REFER).
6 de Junho de 2008: 1 ferido.
Inquérito ainda não concluído, à data.
22 de Agosto de 2008: 1 morto e 25 feridos.
Acidente devido a defeitos na infraestrutura da via.
O acidente de 22 de Agosto de 2008
1 morto e 25 feridos
O que a Sr.ª Secretária de Estado dos Transportes não viu ou não soube ver, mau grado ser
licenciada em engenharia civil pelo IST.
“...não parecem haver deficiências profundas na infraestrutura da linha...” (declaração
proferida pela Sr.ª Secretária de Estado a 22 de
Agosto de 2008)...
Os carris estão desalinhados e as travessas podres!
Algumas declarações:
- ”…a nossa confiança é tão grande que ainda ontem a Secretária de Estado (dos Transportes)
viajou lá…” (Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, 22 de Agosto de 2008).
- A Linha mantém os niveis de manutenção adequados (Garantia do Director de Gestão de
Operação da REFER, José Manuel Tomé, 22 de Agosto de 2008).
- “Estranha” a sucessão de acidentes na Linha…não parecem existir deficiências profundas na
infraestrutura (Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, 22 de Agosto de 2008).
“Aparentemente houve falhas humanas na detecção ou na correcção de defeitos na Linha” (ibid).
“…(numa) primeira análise não há registo de anomalias na linha ou no material circulante“
(ibid).
“…a Refer faz manutenção da linha de 15 em 15 dias para analisar seu estado de
conservação e de acordo com os resultados da última vistoria estava em condição de ser
utilizada...(ibid).
“…mas o que é facto é que o acidente ocorreu, por isso vamos ver e analisar seriamente o que
se passou“(ibid).
-“Foi mandado averiguar porque sabemos as causas, mas não sabemos as causas das causas”
(Ministro das Obras Públicas, 25 de Outubro de 2008). Comentário: deveria ser evidente que a causa das
causas das causas é o Sr. Ministro.
Patético, se não fosse a dimensão da irresponsabilidade, da incompetência, da incúria e
as consequências para vidas e bens dos recentes acidentes.
Conclusão:
Inspecção e manutenção das obras públicas? O que é isso?
Prejuízos de vária ordem? Que o contribuinte pague.
Os mortos? Que deles Deus se ocupe.
Luis Leite Pinto, 8 de Dezembro de 2008
( Eng. Civil, IST )
Desleixo e incúria na “Linha do Tua”
A Linha do Tua
1. Breve descrição
A linha ferroviária do Tua é uma linha de via estreita (distância entre carris de 1 m), com uma extensão de 133,8 km e que ligou durante quase 100 anos a estação do Tua à estação de Bragança.
A partir do início dos anos 90, o acesso a Bragança é interrompido em dois tempos. Primeiro, em Dezembro de 1991, é encerrado o troço de 28,7 km entre Mirandela (km 54,1) e Macedo de Cavaleiros (km 82,8), depois, em 1992, o troço entre Macedo de Cavaleiros e Bragança.
A Linha do Tua vê assim a sua extensão reduzida para cerca de 54 km entre Tua e Mirandela.
(Apresenta-se em seguida a localização da Linha do Tua no diagrama das linhas férreas a norte do Porto).
2. Cronologia da Obra
1878: apresentação do projecto de uma linha férrea pelo vale do Tua, com duas soluções: uma com traçado pela margem esquerda, outra pela margem direita.
-16 de Outubro de 1884: arranque da obra em Mirandela.
-27 de Outubro de 1887: inauguração da linha entre Tua e Mirandela.
-20 de Julho de 1903: início da construção em direcção a Bragança.
-2 de Agosto de 1905: chegada a Romeu.
-15 de Outubro de 1905: chegada a Macedo de Cavaleiros.
-18 de Dezembro de 1905: chegada a Sendas.
-14 de Agosto de 1906: chegada a Rossas.
-1 de Dezembro de 1906: chegada a Bragança.
1992: encerrada a totalidade do troço entre Mirandela e Bragança ficando apenas em exploração o troço Tua-Mirandela.
(Apresenta-se em seguida a totalidade da linha, assinalando-se o troço actualmente ainda em exploração).
fotos.afasoft.net/div/tua.html
fotos.afasoft.net/div/tua.html
Desleixo ou incompetência?
Existem meios humanos e materiais para os trabalhos de inspecção da linha e para as obras de manutenção e de reparação que são necessárias em qualquer obra, nomeadamente de utilização pública?
Se sim, os defeitos que a seguir se apresentam são fruto de desleixo.
Se não, são a consequência da incompetência de quem tem a responsabilidade de garantir a segurança de pessoas e bens.
A linha sofre, entre outras deficiências, da falta de alinhamento dos carris, do empeno destes, do apodrecimento das travessas de madeira, da má ligação entre os carris e as travessas, de juntas inoperacionais ou em péssimo estado de utilização e, eventualmente, da falta de estabilização dos taludes que ladeiam a via.
As consequências não podiam deixar de aparecer: em 120 anos de vida da obra ocorreram num único ano (de Fevereiro de 2007 a Agosto de 2008) 4 acidentes de que resultaram 4 mortos e 31 feridos.
A reportagem fotográfica que a seguir se apresenta consta do relatório 9/08 da Manutenção Norte (MN) da EMEF (“Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, S.A.”, comparticipada da CP) intitulado “Reportagem de Situações Irregulares da Via na Linha do Tua com Forte Impacto na Estabilidade da Automotora e na sua Qualidade de Inscrição na Via”.
http://www.moptc.pt/tempfiles/20081028110805moptc.pdf
É de assinalar que a empresa tem como objecto a manutenção de (...) material circulante e não
está vocacionada para operações de inspecção, manutenção, reparação e/ou reabilitação de vias
ferroviárias. Estes trabalhos são provavelmente da responsabilidade da REFER ou, eventualmente, da empresa Metro de Mirandela como entidade exploradora.
Reportagem fotográfica
Da reportagem fotográfica é interessante referir o último parágrafo do seu texto introdutório:
“...existência dum conjunto de situações, que...podem originar uma elevada probabilidade de pôr em risco a segurança da circulação”, assim como o conjunto de parâmetros considerados por aquela Empresa (EMEF) como essenciais para garantir uma boa qualidade de circulação. São eles:
-A fixação do carril.
-A qualidade da mesa de rolamento (superfície superior do carril).
-A qualidade da face de guiamento do carril (superfície lateral do carril de contacto com a roda).
A qualidade do alinhamento da via.
A situação deste conjunto de “parâmetros essenciais” na Linha do Tua seria ilegal caso existissem
disposições regulamentares transpostas para Decreto-Lei, como é o caso, na engenharia civil, dos
edifícios e das obras de arte.
De qualquer modo, aqueles parâmetros apresentam à data uma qualidade inaceitável de um ponto de vista da segurança e da utilização da via.
Defeitos de alinhamento. Empeno
Empeno
Travessas podres, rachadas. (algumas têm 40 anos, outras foram substituídas há mais de 18 anos.)
Travessa podre, carril solto.
Inaceitável ligação travessa –carril
Interessante “fixação” de um carril a uma travessa
Juntas entre carris
NOTA: Uma moeda de 2 euros tem cerca de 25mmm de diâmetro e 2 mm de espessura
As fotos que se seguem dispensam qualquer comentário sobre o estado do nivelamento e da largura das juntas de dilatação entre carris.
Desnivelamento
Largura excessiva
Junta “nivelada” com 2 calços
Fecho total de junta, com sinais de rotura.
Rotura de junta
O estado das superfícies de contacto da roda com o carril.
-Mesa de rolamento (superfície superior).
- Faces internas do carril.
Mesa de rolamento com grande desgaste ondulatório
Face interna do carril rugosa e com grande desgaste
Mesa de rolamento com roturas do bordo inferior
Descasque do bordo da mesa de rolamento
Face interior com grande desgaste e bordo com roturas localizadas
O movimento dos carris devidos à acção térmica
(abertura e aperto das juntas de dilatação)
Abertura excessiva
Deslocamento de origem térmica
(carril solto)
Fecho total de junta por contracção de origem térmica
Acidentes
12 de Fevereiro de 2007: 3 mortos e 2 feridos.
Acidente devido a um desabamento de terras, confirmado pelo LNEC.
(O relatório da comissão de inquérito da REFER destaca que não foram detectadas
"situações que indiciassem alguma anomalia ou perigo para a circulação ferroviária",
(…) nos últimos cinco anos, na Linha do Tua, "apenas se verificaram situações de
queda de pedra ou árvores rapidamente solucionadas“). Sem comentários…
10 de Abril de 2008: 3 feridos.
Acidente devido à queda de blocos sobre a plataforma (informação da REFER).
6 de Junho de 2008: 1 ferido.
Inquérito ainda não concluído, à data.
22 de Agosto de 2008: 1 morto e 25 feridos.
Acidente devido a defeitos na infraestrutura da via.
O acidente de 22 de Agosto de 2008
1 morto e 25 feridos
O que a Sr.ª Secretária de Estado dos Transportes não viu ou não soube ver, mau grado ser
licenciada em engenharia civil pelo IST.
“...não parecem haver deficiências profundas na infraestrutura da linha...” (declaração
proferida pela Sr.ª Secretária de Estado a 22 de
Agosto de 2008)...
Os carris estão desalinhados e as travessas podres!
Algumas declarações:
- ”…a nossa confiança é tão grande que ainda ontem a Secretária de Estado (dos Transportes)
viajou lá…” (Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, 22 de Agosto de 2008).
- A Linha mantém os niveis de manutenção adequados (Garantia do Director de Gestão de
Operação da REFER, José Manuel Tomé, 22 de Agosto de 2008).
- “Estranha” a sucessão de acidentes na Linha…não parecem existir deficiências profundas na
infraestrutura (Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, 22 de Agosto de 2008).
“Aparentemente houve falhas humanas na detecção ou na correcção de defeitos na Linha” (ibid).
“…(numa) primeira análise não há registo de anomalias na linha ou no material circulante“
(ibid).
“…a Refer faz manutenção da linha de 15 em 15 dias para analisar seu estado de
conservação e de acordo com os resultados da última vistoria estava em condição de ser
utilizada...(ibid).
“…mas o que é facto é que o acidente ocorreu, por isso vamos ver e analisar seriamente o que
se passou“(ibid).
-“Foi mandado averiguar porque sabemos as causas, mas não sabemos as causas das causas”
(Ministro das Obras Públicas, 25 de Outubro de 2008). Comentário: deveria ser evidente que a causa das
causas das causas é o Sr. Ministro.
Patético, se não fosse a dimensão da irresponsabilidade, da incompetência, da incúria e
as consequências para vidas e bens dos recentes acidentes.
Conclusão:
Inspecção e manutenção das obras públicas? O que é isso?
Prejuízos de vária ordem? Que o contribuinte pague.
Os mortos? Que deles Deus se ocupe.
Luis Leite Pinto, 8 de Dezembro de 2008
( Eng. Civil, IST )
04 maio 2009
O meu busílis
Se me provassem concretamente que um país pobre em recursos energéticos como o meu, conseguiria subsistir sem o recurso às barragens, eu seria contra a construção da barragem do Tua. Infelizmente a alternativa para mim à construção da barragem só será a construção de uma central nuclear ou, a manutenção da dependência da energia atómica que outros países nos vendem ao preço que querem.
Por isso é que, mais uma vez sou capaz de aceitar perder a riqueza daquele património natural, em troca de contrapartidas que compensem a região e lhe dêem garantias de fugir do marasmo em que se encontra. No fundo o que eu desejava era que, pela perda do ecossistema natural que o rio Tua ainda possui, se obtivesse em troca a melhoria da condição de vida das nossas populações.
È pela demagogia que justifico as posições de alguns dos nossos políticos que contestam esta concepção. Umas vezes exigem a preservação dos recursos naturais e contestam a energia atómica, depois falam de energias limpas e seguras para de seguida reconhecerem a importância das reservas de água a criar no futuro. No meio da demagogia estão os pobres e os idealistas que muitos gostam de ser. Sim porque nos seus “ habitats naturais” estes políticos não recusam as mordomias que a energia permite nem curam de saber das desigualdades e da retribuição justa das riquezas do país.
Outra questão paralela é a questão do monopólio da empresa que gere a energia do meu país. Este monopólio consentido, permite que a EDP seja para mim a “ Grande Chula” dos que trabalham e produzem. O poder que o monopólio lhe dá, serve até para nos gozar com a campanha de marketing que está a levar a cabo neste momento. A questão já não é só politica, é também ética. Afinal como se justificam, em tempos de crise, tantos lucros nesta empresa? Qual é o valor em vencimentos gastos na elite desta empresa e,qual é a qualidade dos seus serviços? Qual é o poder estratégico nacional desta empresa e como está a ser gerido e pensado para o futuro?
Urge lutar pelos nossos direitos e exigir as devidas compensações pelos prejuízos que nos causem. Repare-se no exemplo que o estado deu ao assumir contrapartidas com investimento público na região Este, pelo facto de terem mudado o local de implantação do futuro aeroporto.
Evidentemente que se todos decidirmos voltar à pré-história eu também aceitarei que o rio Tua possa voltar a ser percorrido de jangada.
Por isso é que, mais uma vez sou capaz de aceitar perder a riqueza daquele património natural, em troca de contrapartidas que compensem a região e lhe dêem garantias de fugir do marasmo em que se encontra. No fundo o que eu desejava era que, pela perda do ecossistema natural que o rio Tua ainda possui, se obtivesse em troca a melhoria da condição de vida das nossas populações.
È pela demagogia que justifico as posições de alguns dos nossos políticos que contestam esta concepção. Umas vezes exigem a preservação dos recursos naturais e contestam a energia atómica, depois falam de energias limpas e seguras para de seguida reconhecerem a importância das reservas de água a criar no futuro. No meio da demagogia estão os pobres e os idealistas que muitos gostam de ser. Sim porque nos seus “ habitats naturais” estes políticos não recusam as mordomias que a energia permite nem curam de saber das desigualdades e da retribuição justa das riquezas do país.
Outra questão paralela é a questão do monopólio da empresa que gere a energia do meu país. Este monopólio consentido, permite que a EDP seja para mim a “ Grande Chula” dos que trabalham e produzem. O poder que o monopólio lhe dá, serve até para nos gozar com a campanha de marketing que está a levar a cabo neste momento. A questão já não é só politica, é também ética. Afinal como se justificam, em tempos de crise, tantos lucros nesta empresa? Qual é o valor em vencimentos gastos na elite desta empresa e,qual é a qualidade dos seus serviços? Qual é o poder estratégico nacional desta empresa e como está a ser gerido e pensado para o futuro?
Urge lutar pelos nossos direitos e exigir as devidas compensações pelos prejuízos que nos causem. Repare-se no exemplo que o estado deu ao assumir contrapartidas com investimento público na região Este, pelo facto de terem mudado o local de implantação do futuro aeroporto.
Evidentemente que se todos decidirmos voltar à pré-história eu também aceitarei que o rio Tua possa voltar a ser percorrido de jangada.
03 maio 2009
Ambientalistas pedem suspensão da campanha da EDP
(...)"A EDP iniciou no passado dia 24 de Abril uma campanha de comunicação subordinada ao tema “Quando projectamos uma barragem projectamos um futuro melhor”, que está a ser amplamente divulgada em vários meios nomeadamente televisão, imprensa, rádio e Internet, passando a ideia errada de que as barragens constituem uma forma de protecção da biodiversidade.As Organizações Não Governamentais de Ambiente portuguesas estão escandalizadas com esta campanha que, segundo referem em comunicado, "tenta claramente branquear os inúmeros impactes ambientais fortemente negativos e irreversíveis associados à construção das barragens". Segundo os ambientalistas, a construção de barragens, como a que está em curso no rio Sabor ou a projectada para a foz do rio Tua, resulta numa alteração dramática das condições naturais dos cursos de água e na eliminação directa de extensas áreas de vegetação autóctone e de habitats terrestres e fluviais que são o suporte de vida para uma grande diversidade de espécies da fauna, nomeadamente para as próprias aves rupícolas, os peixes, o lobo e os morcegos referidos na campanha da EDP."(...)
Na www.cienciapt.net/pt
01 maio 2009
Mentiras Piedosas de Maio ( dedidcadas a quem trabalha)
- Ao que se julga terá sido batido o recorde de “rapidinhas” em reuniões de Assembleia Municipal. A última reunião com a duração de meia hora, em que da ordem de trabalhos constava a aprovação das contas do ano transacto, nem terá dado para apreciar as indumentárias dos intervenientes, com prioridade para as senhoras, nem tão-pouco para se ganhar apetite para o almoço. O argumento dizem que se deveu ao facto de não haver assunto mas, julga-se que subjacente estava mesmo o objectivo de se bater o recorde. Caso contrário, não haveria razão para se propor a reunião.
-Entretanto e em resposta à crise, responde a gestão municipal exibindo o património existente e passível de ser vendido pelo melhor preço: Juntas de Freguesia, associações culturais, lugares de estacionamento; chafarizes; postos de electricidade; bancos de jardim; esplanadas; escolas primárias desactivadas; lugares de rampa; lavadouros públicos, etc., etc., etc.
- Ainda sobre este assunto está-se em condições de garantir que o município procede aos pagamentos, a tempo e horas, das ajudas de custo e deslocações dos nossos deputados à Assembleia Municipal. Têm mais sorte, aliás merecida, que os pobres comerciantes e empresários a quem o município deve não se sabe quanto.
- Não é notícia mas tem acontecido. Mosca Tzé-Tzé tem atacado no Quartel dos nossos Bombeiros Voluntários. Teme-se que o problema se torne incomportável.
- Os asmáticos do concelho, depois de se habituarem ao flagelo do pó que os persegue desde longa data, decidiram agora fazer um abaixo-assinado a exigir que não se acabe bruscamente com o fenómeno, já que agora terão de se habituar novamente à rarefacção do ar que passarão a respirar, logo que a crise se note mais.
- Vem a este propósito denunciar aqui o descontentamento que a Associação dos Reparadores de Amortecedores de Automóvel vem demonstrando para com a iniciativa de se começar a tapar alguns dos buracos que enxameiam as nossa airosas ruas e estradas municipais.
- Os nossos “elefantes brancos” estão mais cinzentos. Repare-se a titulo de exemplo, na patine que o tempo já deu ao Centro Cívico, à Cooperativa das Batatas, à Casa do Douro, ao novo Cemitério, ao velho Hospital, ao Arquivo Municipal, aos destroços do Museu do Vilarinho, ao Parque de Merendas, ao Posto de Turismo do Tua, etc.
- Quando algum Presidente de Junta ou Associação, passa pelos serviços de depósito e manutenção da nossa C.M., para pedir, à revelia, algum material para arranjos na sua freguesia, o Fiel costuma usar esta expressão “ você sabe basto”.
- Com as próximas eleições autárquicas há quem não acredite que se venha a acabar um ciclo da nossa regressão. Os especialistas em sociologia acreditam e já arranjaram um nome para classificar este período. Vão chamar-lhe o “Período dos Dinossauros”.
- Entretanto há quem garanta também que é devido ao fenómeno das eleições que a natureza é mais pródiga a desenvolver os chamados “ idiotas convictos”. Com os objectivo de cercear este fenómeno vai ser lançada uma investigação destinada a procurar pelo concelho “sinais de mérito” em bom estado de conservação e prontos a serem usados.
-Entretanto e em resposta à crise, responde a gestão municipal exibindo o património existente e passível de ser vendido pelo melhor preço: Juntas de Freguesia, associações culturais, lugares de estacionamento; chafarizes; postos de electricidade; bancos de jardim; esplanadas; escolas primárias desactivadas; lugares de rampa; lavadouros públicos, etc., etc., etc.
- Ainda sobre este assunto está-se em condições de garantir que o município procede aos pagamentos, a tempo e horas, das ajudas de custo e deslocações dos nossos deputados à Assembleia Municipal. Têm mais sorte, aliás merecida, que os pobres comerciantes e empresários a quem o município deve não se sabe quanto.
- Não é notícia mas tem acontecido. Mosca Tzé-Tzé tem atacado no Quartel dos nossos Bombeiros Voluntários. Teme-se que o problema se torne incomportável.
- Os asmáticos do concelho, depois de se habituarem ao flagelo do pó que os persegue desde longa data, decidiram agora fazer um abaixo-assinado a exigir que não se acabe bruscamente com o fenómeno, já que agora terão de se habituar novamente à rarefacção do ar que passarão a respirar, logo que a crise se note mais.
- Vem a este propósito denunciar aqui o descontentamento que a Associação dos Reparadores de Amortecedores de Automóvel vem demonstrando para com a iniciativa de se começar a tapar alguns dos buracos que enxameiam as nossa airosas ruas e estradas municipais.
- Os nossos “elefantes brancos” estão mais cinzentos. Repare-se a titulo de exemplo, na patine que o tempo já deu ao Centro Cívico, à Cooperativa das Batatas, à Casa do Douro, ao novo Cemitério, ao velho Hospital, ao Arquivo Municipal, aos destroços do Museu do Vilarinho, ao Parque de Merendas, ao Posto de Turismo do Tua, etc.
- Quando algum Presidente de Junta ou Associação, passa pelos serviços de depósito e manutenção da nossa C.M., para pedir, à revelia, algum material para arranjos na sua freguesia, o Fiel costuma usar esta expressão “ você sabe basto”.
- Com as próximas eleições autárquicas há quem não acredite que se venha a acabar um ciclo da nossa regressão. Os especialistas em sociologia acreditam e já arranjaram um nome para classificar este período. Vão chamar-lhe o “Período dos Dinossauros”.
- Entretanto há quem garanta também que é devido ao fenómeno das eleições que a natureza é mais pródiga a desenvolver os chamados “ idiotas convictos”. Com os objectivo de cercear este fenómeno vai ser lançada uma investigação destinada a procurar pelo concelho “sinais de mérito” em bom estado de conservação e prontos a serem usados.
30 abril 2009
Coligação
"Das 41 coligações aprovadas esta noite pelo CDS-PP, uma foi com o PPM, para o município de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.
(...)
O Conselho Nacional do CDS-PP aprovou esta noite, formalmente, 40 coligações autárquicas com o PSD e uma com o Partido Popular Monárquico (PPM)."
Na RR
Até agora, onde esteve o PPM?
Esta é, pois, uma "sui generis" coligação nacional. Para os mais distraídos, mais novos, desconhecedores... lembra-se que foi em Carrazeda que nasceu a AD (Aliança Democrática - PSD+CDS+PPM) que governou o país com maioria absoluta no tempo de Sá Carneiro e Freitas do Amaral.
Sempre a inovar!
(...)
O Conselho Nacional do CDS-PP aprovou esta noite, formalmente, 40 coligações autárquicas com o PSD e uma com o Partido Popular Monárquico (PPM)."
Na RR
Até agora, onde esteve o PPM?
Esta é, pois, uma "sui generis" coligação nacional. Para os mais distraídos, mais novos, desconhecedores... lembra-se que foi em Carrazeda que nasceu a AD (Aliança Democrática - PSD+CDS+PPM) que governou o país com maioria absoluta no tempo de Sá Carneiro e Freitas do Amaral.
Sempre a inovar!
29 abril 2009
28 abril 2009
Contas aprovadas
A Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães aprovou por maioria as contas do Município relativas ao ano 2008.
Os deputados do PS e do CDS votaram contra, mas a maioria do PSD aprovou o relatório que indicava uma dívida de cerca de 11 milhões de euros, no final do ano passado.
Júlio Samorinha, da bancada do PS, explica o sentido de voto ao referir que “não pode pactuar, de maneira nenhuma, com uma divida enorme que o município de Carrazeda tem neste momento”.
Para o PS “é uma situação preocupante porque há sete milhões de empréstimos à banca e dívidas a terceiros que rondam os quatro milhões” afirma.
A bancada do CDS-PP, justifica o voto contra, com uma “taxa de execução bastante baixa” e por outro lado “não houve a contenção de despesas que deveria ter havido mediante a conjuntura que estamos a viver e os problemas que o executivo teve nos últimos quatro anos” refere Nuno Carvalho.
O presidente da Assembleia Municipal, eleito pelo PSD, diz que a situação financeira da Câmara de Carrazeda não é assim tão grave, pelo que se justifica o voto favorável dos deputados sociais-democratas.
“Tivemos conhecimento da publicação dos técnicos oficiais de contas sobre os municípios portugueses e vimos que a câmara de Carrazeda afinal de contas não está tão endividada como a oposição o diz” afirma Rui Moreira.
Refira-se que nos primeiros meses deste ano a Câmara abateu o seu passivo, que segundo o autarca, Eugénio de Castro, ronda os nove milhões e quatrocentos mil euros.
Na radio Brigantia
Afinal quanto é que devemos? No meio da espuma do confronto partidário, haverá maneira de se quantificar a dívida? Seria fácil se contratualizassem uma auditoria externa. Porém, no deve e haver, mais importante seria verificar se a dívida corresponde a investimento no desenvolvimento, obra para o olho ver ou má gestão finaceira. Discutam isso. Este o verdadeiro busílis da questão!
Os deputados do PS e do CDS votaram contra, mas a maioria do PSD aprovou o relatório que indicava uma dívida de cerca de 11 milhões de euros, no final do ano passado.
Júlio Samorinha, da bancada do PS, explica o sentido de voto ao referir que “não pode pactuar, de maneira nenhuma, com uma divida enorme que o município de Carrazeda tem neste momento”.
Para o PS “é uma situação preocupante porque há sete milhões de empréstimos à banca e dívidas a terceiros que rondam os quatro milhões” afirma.
A bancada do CDS-PP, justifica o voto contra, com uma “taxa de execução bastante baixa” e por outro lado “não houve a contenção de despesas que deveria ter havido mediante a conjuntura que estamos a viver e os problemas que o executivo teve nos últimos quatro anos” refere Nuno Carvalho.
O presidente da Assembleia Municipal, eleito pelo PSD, diz que a situação financeira da Câmara de Carrazeda não é assim tão grave, pelo que se justifica o voto favorável dos deputados sociais-democratas.
“Tivemos conhecimento da publicação dos técnicos oficiais de contas sobre os municípios portugueses e vimos que a câmara de Carrazeda afinal de contas não está tão endividada como a oposição o diz” afirma Rui Moreira.
Refira-se que nos primeiros meses deste ano a Câmara abateu o seu passivo, que segundo o autarca, Eugénio de Castro, ronda os nove milhões e quatrocentos mil euros.
Na radio Brigantia
Afinal quanto é que devemos? No meio da espuma do confronto partidário, haverá maneira de se quantificar a dívida? Seria fácil se contratualizassem uma auditoria externa. Porém, no deve e haver, mais importante seria verificar se a dívida corresponde a investimento no desenvolvimento, obra para o olho ver ou má gestão finaceira. Discutam isso. Este o verdadeiro busílis da questão!
Convidada
"Olímpia Candeias mantém a sua versão de que Adão Silva a preparou, efectivamente, para ser a candidata do PSD.
É a resposta da candidata independente às declarações do presidente da distrital do PSD.
“Quando estive na Assembleia da República, ele falou comigo e convenceu-me que eu seria a melhor candidata e se isto não é um convite, então não sei o que é” afirma a candidata independente.
“Disse-me que me devia disponibilizar para esse fim porque era a pessoa mais acarinhada pela população, tinha experiência autarquia e também na Assembleia da República que era uma mais valia” acrescenta.
Olímpia Candeia confessa que “não me fez um convite formal mas as coisas passaram-se desta forma” garante.
Por outro lado, diz que entende “que ele não pode tomar outra posição porque eu estou como independente e ele tem de apoiar o partido”.
Olímpia Candeias fala ainda de uma reunião, em Macedo de Cavaleiros, onde, segundo diz, foi confirmada a sua preparação para as autárquicas em Carrazeda.
“Adão Silva convocou uma reunião para Macedo de Cavaleiros onde estivemos todos, eu, o candidato e o presidente da concelhia que ouviu da boca de Adão Silva que eu não pedia nada a ninguém e foi assim que as coisas se passaram”.
Desde sexta-feira que as eleições autárquicas em Carrazeda de Ansiães começaram a aquecer, depois de Olímpia Candeias se ter apresentado como candidata independente à Câmara.
Olímpia Candeias que tem o apoio de ex-militantes do PSD que abandonaram a concelhia depois do sufrágio interno que elegeu José Luís Correia como candidato do PSD à Câmara."
Na Rádio Brigantia
É a resposta da candidata independente às declarações do presidente da distrital do PSD.
“Quando estive na Assembleia da República, ele falou comigo e convenceu-me que eu seria a melhor candidata e se isto não é um convite, então não sei o que é” afirma a candidata independente.
“Disse-me que me devia disponibilizar para esse fim porque era a pessoa mais acarinhada pela população, tinha experiência autarquia e também na Assembleia da República que era uma mais valia” acrescenta.
Olímpia Candeia confessa que “não me fez um convite formal mas as coisas passaram-se desta forma” garante.
Por outro lado, diz que entende “que ele não pode tomar outra posição porque eu estou como independente e ele tem de apoiar o partido”.
Olímpia Candeias fala ainda de uma reunião, em Macedo de Cavaleiros, onde, segundo diz, foi confirmada a sua preparação para as autárquicas em Carrazeda.
“Adão Silva convocou uma reunião para Macedo de Cavaleiros onde estivemos todos, eu, o candidato e o presidente da concelhia que ouviu da boca de Adão Silva que eu não pedia nada a ninguém e foi assim que as coisas se passaram”.
Desde sexta-feira que as eleições autárquicas em Carrazeda de Ansiães começaram a aquecer, depois de Olímpia Candeias se ter apresentado como candidata independente à Câmara.
Olímpia Candeias que tem o apoio de ex-militantes do PSD que abandonaram a concelhia depois do sufrágio interno que elegeu José Luís Correia como candidato do PSD à Câmara."
Na Rádio Brigantia
Bons exemplos: apoio a idosos
Aparelhos de tele-assistência para idosos do concelho de Chaves
Os idosos mais isolados do concelho de Chaves vão receber aparelhos de tele-assistência para que possam pedir ajuda. Basta carregar num botão. O objectivo é possibilitar uma assistência permanente a idosos dependentes e que necessitem de apoio domiciliário constante.
Combater a solidão num concelho desertificado, onde cerca de 20% da população tem mais de 65 anos, é o principal objectivo deste projecto. Para já vão ser distribuídos 20 aparelhos aos mais necessitados e pagos pela autarquia, mas o objectivo é chegar a todos os que dele necessitem.A segurança vai passar a estar à distancia de um clique.Um operador da central de assistência tem acesso imediato a todos os dados relativos à pessoa em causa e faz uma espécie de triagem podendo enviar o INEM ou os bombeiros caso se justifique.
na RBA
Esta é uma medida verdadeiramente necessária num concelho envelhecido como o nosso e com situações de isolamento e assistência aos idosos alarmantes.
Os idosos mais isolados do concelho de Chaves vão receber aparelhos de tele-assistência para que possam pedir ajuda. Basta carregar num botão. O objectivo é possibilitar uma assistência permanente a idosos dependentes e que necessitem de apoio domiciliário constante.
Combater a solidão num concelho desertificado, onde cerca de 20% da população tem mais de 65 anos, é o principal objectivo deste projecto. Para já vão ser distribuídos 20 aparelhos aos mais necessitados e pagos pela autarquia, mas o objectivo é chegar a todos os que dele necessitem.A segurança vai passar a estar à distancia de um clique.Um operador da central de assistência tem acesso imediato a todos os dados relativos à pessoa em causa e faz uma espécie de triagem podendo enviar o INEM ou os bombeiros caso se justifique.
na RBA
Esta é uma medida verdadeiramente necessária num concelho envelhecido como o nosso e com situações de isolamento e assistência aos idosos alarmantes.
27 abril 2009
Afinal quem mente?
"O presidente da distrital do PSD de Bragança, Adão Silva, nega ter convidado Olímpia Candeias para ser a candidata do partido à presidência da Câmara de Carrazeda de Ansiães, nas eleições deste ano.
Na passada sexta-feira, durante sua apresentação pública como candidata independente, Olímpia Candeias disse aos jornalistas que foi convidada por Adão Silva para concorrer pelos sociais-democratas."
Na Rádio Ansiães
Na passada sexta-feira, durante sua apresentação pública como candidata independente, Olímpia Candeias disse aos jornalistas que foi convidada por Adão Silva para concorrer pelos sociais-democratas."
Na Rádio Ansiães
25 abril 2009
E a procissão só ainda vai no adro...
PSD divide-se e arrisca perder hegemonia após 20 anos
"O social-democrata Eugénio de Castro prepara-se para terminar 20 anos de vida autárquica na Câmara de Carrazeda de Ansiães com três candidatos saídos das fileiras do PSD a quererem suceder-lhe no cargo.
A situação é considerada singular no distrito de Bragança e foi hoje confirmada com a apresentação de uma das candidaturas independentes e o reconhecimento da concelhia do PSD de que, nestas eleições, o partido irá enfrentar "uma dificuldade acrescida".
O PSD escolheu como candidato oficial um presidente de junta de freguesia, José Luís Correia, a antiga vereadora e deputada social-democrata Olímpia Candeias apresentou-se hoje como candidata independente e o actual vereador, António Augusto, promete também avançar como independente.
No seio do PSD há já quem diga que "o impensável pode acontecer" com a disputa eleitoral a ser decidida entre a independente Olímpia Candeias e o candidato do PS, Augusto Faustino, que concorreu nas últimas autárquicas contra o actual presidente Eugénio de Castro.
"Obviamente que concorro para ganhar", afirmou hoje Olímpia Candeias que disse à Lusa ter tomado a decisão de avançar como por ter sido "insistentemente pressionada pela população a fazê-lo".
Olímpia Candeias foi vereadora durante dois mandatos, entre 1997 e 2005, ano em que integrou as listas do PSD por Bragança às eleições legislativas, tendo ocupado o lugar de deputada durante poucos meses.
Considera que "a expectativa inicial era de que fosse naturalmente a candidata à Câmara", desde que o actual presidente recusou outra recandidatura.
Diz ter sido "maltratada" pela concelhia local do PSD, porque "antes de o ser já era" o candidato que acabou por ser oficializado, José Luis Correia, presidente da junta de freguesia de Vilarinho da Castanheira há 20 anos.
A concelhia do PSD reagiu de imediato à candidatura independente, acusando, em comunicado, Olímpia Candeias de "descarado oportunismo político para se servir e não para servir as populações".
Em declarações à Lusa, o presidente da concelhia, João Gonçalves disse que lamenta que "no PSD haja pessoas como Olímpia Candeias que não respeitam as regras", referindo-se ao processo de aprovação do candidato nos órgãos próprios.
João Gonçalves admite que a candidatura de Olímpia Cadeias "é uma dificuldade acrescida" para o PSD local porque "pode agregar alguns eleitores", mas promete continuar o "rumo traçado".
Escusou-se no entanto a comentar a falada candidatura do actual vereador, António Augusto, como independente "por ainda não ser oficial e porque não é militante do PSD", tendo integrado as listas há quatro anos como independente.
Questionado pela Lusa sobre o caso de Carrazeda de Ansiães, o presidente da distrital do PSD de Bragança, Adão Silva, limitou-se a elogiar as qualidades do candidato oficial do partido, José Luís Correia.
"O PSD fez uma opção muito sensata, acho que temos um grande candidato, profundamente ligado ao concelho, com conhecimento autárquico, professor, com muitas mostras de seriedade e honestidade e das pessoas mais trabalhadores", frisou.
O concelho de Carrazeda de Ansiães tem cerca de sete mil eleitores e elege cinco vereadores"
no DN
::::::::::::::::::::::::::::
Leia aqui o comunicado do PSD
::::::::::::::::::::::::::::
Olímpia Candeias diz que não foi bem tratada pelo seu partido. Leia aqui.
"O social-democrata Eugénio de Castro prepara-se para terminar 20 anos de vida autárquica na Câmara de Carrazeda de Ansiães com três candidatos saídos das fileiras do PSD a quererem suceder-lhe no cargo.
A situação é considerada singular no distrito de Bragança e foi hoje confirmada com a apresentação de uma das candidaturas independentes e o reconhecimento da concelhia do PSD de que, nestas eleições, o partido irá enfrentar "uma dificuldade acrescida".
O PSD escolheu como candidato oficial um presidente de junta de freguesia, José Luís Correia, a antiga vereadora e deputada social-democrata Olímpia Candeias apresentou-se hoje como candidata independente e o actual vereador, António Augusto, promete também avançar como independente.
No seio do PSD há já quem diga que "o impensável pode acontecer" com a disputa eleitoral a ser decidida entre a independente Olímpia Candeias e o candidato do PS, Augusto Faustino, que concorreu nas últimas autárquicas contra o actual presidente Eugénio de Castro.
"Obviamente que concorro para ganhar", afirmou hoje Olímpia Candeias que disse à Lusa ter tomado a decisão de avançar como por ter sido "insistentemente pressionada pela população a fazê-lo".
Olímpia Candeias foi vereadora durante dois mandatos, entre 1997 e 2005, ano em que integrou as listas do PSD por Bragança às eleições legislativas, tendo ocupado o lugar de deputada durante poucos meses.
Considera que "a expectativa inicial era de que fosse naturalmente a candidata à Câmara", desde que o actual presidente recusou outra recandidatura.
Diz ter sido "maltratada" pela concelhia local do PSD, porque "antes de o ser já era" o candidato que acabou por ser oficializado, José Luis Correia, presidente da junta de freguesia de Vilarinho da Castanheira há 20 anos.
A concelhia do PSD reagiu de imediato à candidatura independente, acusando, em comunicado, Olímpia Candeias de "descarado oportunismo político para se servir e não para servir as populações".
Em declarações à Lusa, o presidente da concelhia, João Gonçalves disse que lamenta que "no PSD haja pessoas como Olímpia Candeias que não respeitam as regras", referindo-se ao processo de aprovação do candidato nos órgãos próprios.
João Gonçalves admite que a candidatura de Olímpia Cadeias "é uma dificuldade acrescida" para o PSD local porque "pode agregar alguns eleitores", mas promete continuar o "rumo traçado".
Escusou-se no entanto a comentar a falada candidatura do actual vereador, António Augusto, como independente "por ainda não ser oficial e porque não é militante do PSD", tendo integrado as listas há quatro anos como independente.
Questionado pela Lusa sobre o caso de Carrazeda de Ansiães, o presidente da distrital do PSD de Bragança, Adão Silva, limitou-se a elogiar as qualidades do candidato oficial do partido, José Luís Correia.
"O PSD fez uma opção muito sensata, acho que temos um grande candidato, profundamente ligado ao concelho, com conhecimento autárquico, professor, com muitas mostras de seriedade e honestidade e das pessoas mais trabalhadores", frisou.
O concelho de Carrazeda de Ansiães tem cerca de sete mil eleitores e elege cinco vereadores"
no DN
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Leia aqui o comunicado do PSD
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Olímpia Candeias diz que não foi bem tratada pelo seu partido. Leia aqui.
23 abril 2009
A Comissão Política Distrital do PSD aprovou mais três candidatos para as próximas eleições autárquicas no distrito de Bragança, numa reunião que decorreu anteontem à noite.À já conhecida candidatura de José Silvano, em Mirandela, juntam-se os candidatos de Vila Flor e Alfândega da Fé. “O que aconteceu foi a aprovação das candidaturas a Alfândega da Fé, com Arsénio Pereira, a Mirandela com José Silvano e a Vila Flor com Paulo Carvalho”, revelou à Brigantia o presidente da Comissão Política distrital do PSD, Adão Silva.
(...)
(...)
A favor da linha do Tua. Em conferência de imprensa, “Os Verdes”, pedem ao ministro do Ambiente para chumbar a construção da barragem de Foz Tua.
A decisão do Governo deve ser anunciada no próximo mês, depois da consulta pública do estudo de impacto ambiental.
(...)o partido ecológico destaca o desemprego que vai afectar sobretudo agricultores.
Só em Murça, podem ser 800 pessoas a ficar sem emprego, entre produtores e pessoas que trabalham à jeira.
22 abril 2009
Candidata
(...)Olímpia Candeias anunciou hoje que vai concorrer à presidência da Câmara como independente.
(...)
e vai formalizar essa intenção esta sexta-feira, em cerimónia pública marcada para as 11.00 horas no Centro de Apoio Rural.
(...)
Na Rádio Ansiães
(...)
e vai formalizar essa intenção esta sexta-feira, em cerimónia pública marcada para as 11.00 horas no Centro de Apoio Rural.
(...)
Na Rádio Ansiães
20 abril 2009
Perplexidades
Um choque frontal entre duas via-turas ligeiras, este sábado, no Itinerário Principal (IP) 4, próximo de Mirandela, causou a morte a uma jovem de 23 anos, residente na aldeia do Romeu, concelho de Mirandela.
O acidente aconteceu por volta das três horas e meia da madrugada de ontem, quando a vítima regressava de Vila Real para a sua residência (na aldeia de Romeu), ao volante de um Smart, e no sentido contrário (Mirandela/Vila Real) circulava uma viatura ligeira com cinco ocupantes, todos eles trabalhadores da construção civil, em Espanha, e que regressavam a casa para passar o fim de semana com as famílias, na zona de Penafiel.
Não são ainda conhecidas as causas que levaram ao choque frontal que viria a resultar na morte de Andreia Filipa Carneiro, enfermeira de um lar de idosos de Mirandela, propriedade da Santa Casa da Misericórdia.
(...)
Uma notícia do JN que por ser tão comum, quase já não é notícia. Não nos resignamos.
Uma jovem. 23 anos. Choque frontal. Alguém me diz: "É já a 4.ª colega do meu ano..." Mais uma família destroçada...
Continua a morrer-se no IP4. Quando é que parará esta tragédia?
As razões são desconhecidas. Parto daqui. Mas eu sei e todos aqueles que viajam neste itinerário principal sabem que só há até Vila Real separadores centrais; que os sinalizadores de geada terminam no alto do Marão quem vem do Porto e na sequente descida nem vê-los; que apesar de ser a estrada do país mais vigiada, continuam a circular veículos a alta velocidade e que os radares existentes estão sempre dissimulados e não funcionam como dissuasores.
Continua a morrer-se no IP4 há muitos e muitos anos e o que foi feito para travar a tragédia parece-me muito pouco.
O acidente aconteceu por volta das três horas e meia da madrugada de ontem, quando a vítima regressava de Vila Real para a sua residência (na aldeia de Romeu), ao volante de um Smart, e no sentido contrário (Mirandela/Vila Real) circulava uma viatura ligeira com cinco ocupantes, todos eles trabalhadores da construção civil, em Espanha, e que regressavam a casa para passar o fim de semana com as famílias, na zona de Penafiel.
Não são ainda conhecidas as causas que levaram ao choque frontal que viria a resultar na morte de Andreia Filipa Carneiro, enfermeira de um lar de idosos de Mirandela, propriedade da Santa Casa da Misericórdia.
(...)
Uma notícia do JN que por ser tão comum, quase já não é notícia. Não nos resignamos.
Uma jovem. 23 anos. Choque frontal. Alguém me diz: "É já a 4.ª colega do meu ano..." Mais uma família destroçada...
Continua a morrer-se no IP4. Quando é que parará esta tragédia?
As razões são desconhecidas. Parto daqui. Mas eu sei e todos aqueles que viajam neste itinerário principal sabem que só há até Vila Real separadores centrais; que os sinalizadores de geada terminam no alto do Marão quem vem do Porto e na sequente descida nem vê-los; que apesar de ser a estrada do país mais vigiada, continuam a circular veículos a alta velocidade e que os radares existentes estão sempre dissimulados e não funcionam como dissuasores.
Continua a morrer-se no IP4 há muitos e muitos anos e o que foi feito para travar a tragédia parece-me muito pouco.
Em Mirandela a pensar na liderança regional
O presidente da Câmara de Mirandela, o social democrata José Silvano, assumiu hoje que pretende ser um dos protagonistas da regionalização, escolhendo o tema como bandeira eleitoral já nas eleições autárquicas.(...)
O autarca transmontano confessou hoje que ainda reflectiu sobre a possibilidade de integrar as listas do PSD às legislativas, mas, segundo disse, optou por uma nova corrida à autarquia.
Uma das razões que pesaram nesta decisão é "lutar para que Mirandela se continue a firmar no contexto regional, principalmente num mandato onde se vai discutir a regionalização".
"É nesse processo que podemos ganhar a liderança regional", acredita o autarca, que no referendo de 1998 lutou contra o partido pelas regiões, e está agora convencido de que é a pessoa certa para protagonizar outra luta".
(...)
Frucar
No friso das figuras carrazedenses colocámos a FRUCAR. A empresa comercializa mais de 5000 toneladas de maçãs, possui quinze postos de trabalho permanentes e contribui para a criação de centenas de empregos sazonais, constituindo-se como a mais empregadora de um concelho pobre e continuamente despovoado. Veja aqui.
19 abril 2009
Visitas

Em visita ao concelho de Carrazeda de Ansiães, Francisco Louçã afirmou que é possível um recuo na construção da barragem do Tua, como aconteceu em Foz Côa, se as populações não se acomodarem. A concretizar-se a construção da infra-estrutura, desaparecerá uma paisagem classificada como património mundial da humanidade pela Unesco. "A barragem de Foz Côa era irreversível e não se fez" afirmou Louçã, depois de fazer um passeio de barco pelo rio Tua, numa paisagem que será completamente alterada com a construção da barragem prevista para a foz do rio.
A construção da barragem vai igualmente submergir uma parte significativa da linha ferroviária do Tua, que se encontra encerrada na sequência do último acidente ocorrido há oito meses. "Não há grandes dúvidas, o fecho da linha já é uma estratégia para a promoção da barragem e ela alterará por completo a paisagem porque destruirá uma parte destes terrenos e sobretudo perde-se aquilo que é único", observou Louçã, junto às termas de São Lourenço, Carrazeda de Ansiães, um complexo desactivado que será também afectado pela barragem.
O dirigente do Bloco de Esquerda sublinhou que Portugal precisa que se façam barragens para diminuir a dependência energética, mas considera a do Tua "errada". "Acho que a decisão do poder político é intransigente e teimosa nessa sentido, mas eu já aprendi que quando a opinião pública, quando a maioria das pessoas falam e se exprimem, não ficam caladas, é possível fazer recuar",concluiu.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, já fez saber que o futuro da linha do Tua está dependente da decisão acerca da construção da barragem, sendo que a construção da mesma está dependente da Declaração de Impacte Ambiental, que deverá ser emitida nos próximos dias
Divulgação

Workshop "Lugares Efémeros"
24-27 de Abril
Casa cor de rosa – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
Público alvo: Estudantes do ensino superior
programa, inscrições e outras informações em
http://in-ner-city.blogspot.com/2009/04/workshop-lugares-efemeros-24-27-de.html
NOTICIAS BREVES
Encontra-se entre nós, o conterrãneo e amigo Dr. João Lopes Matos, que já teve oportunidade de reunir com a tropa.
Ao Dr. João e esposa, desejamos que aproveitem o bom tempo numa agravável e boa estadia.
--------------------------------""-----------------------------
Carrazeda de Ansiães vai fazer história e entrar para a história, criando um facto inédito e pouco vulgar na nossa democracia.
Há indicios de que para o próximo acto eleitoral da autarquia, vão aparecer 7 -sete- listas concorrentes aos Orgãos Autárquicos.
A confirmar-se esta noticia, a luta promete ser disputadissima. E, se os abstencionistas sairem à Rua a exercer o seu direito de voto, muitas e alegres surpresas vão surgir. Pois "quem nunca se aventurou, não perdeu nem ganhou".
Ao Dr. João e esposa, desejamos que aproveitem o bom tempo numa agravável e boa estadia.
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Carrazeda de Ansiães vai fazer história e entrar para a história, criando um facto inédito e pouco vulgar na nossa democracia.
Há indicios de que para o próximo acto eleitoral da autarquia, vão aparecer 7 -sete- listas concorrentes aos Orgãos Autárquicos.
A confirmar-se esta noticia, a luta promete ser disputadissima. E, se os abstencionistas sairem à Rua a exercer o seu direito de voto, muitas e alegres surpresas vão surgir. Pois "quem nunca se aventurou, não perdeu nem ganhou".
13 abril 2009
12 abril 2009
Feliz Páscoa
Para um agnóstico assumido, é nestes dias que mais nostalgia sinto dos momentos da infância. A roupa nova, a prenda do padrinho, a missa, a visita pascal. O acordar bem cedo para me lavar na bacia onde era despejada a água do pote da lareira temperada com a água do caneco que ia buscar à fonte pública. Todo um ritual. Primeiro a cabeça em duas águas. A seguir o resto do corpo. Por último os pés, a quem se dava menos atenção, até servia a última água do asseio do tronco. Quase sempre uma roupita nova para estrear. Uma corrida a casa do padrinho, de mãos postas e um diálogo breve: "A sua benção?", "Abençoado sejas" e a nota de vinte escudos metida na mão fechada em sinal de envergonhada e falsa recusa. A Páscoa, isto é a visita pascal era preparada muitos dias antes. Uma marcação cerrada à "caldeirinha" da água benta (o objecto mais cobiçado). A campainha apenas servia de consolo. Depois da missa com a igreja sempre cheia. Seguia-se a visita. Havia aquelas casas, competidas ao empurrão, pois davam "doces", rebuçados, quase sempre poucos para tanta solicitação. Em todos os rostos uma alegria compartilhada.
Saudades...
Feliz Páscoa para todos.
Saudades...
Feliz Páscoa para todos.
11 abril 2009
Pagamentos 2
As autarquias foram aconselhadas a não pagar a taxa de recursos hídricos e a processarem o Estado nesta questão. De acordo com o DN, a Associação Nacional de Munícipios deu este conselho após um parecer do constitucionalista Gomes Canotilho.
Afinal quem paga? Olhe para a sua factura da água e veja quem é o mexilhão?
Afinal quem paga? Olhe para a sua factura da água e veja quem é o mexilhão?
Pagamentos
"O Governo não vai recorrer da sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) que condenou Portugal a indemnizar as organizações pró-despenalização do aborto impedidas de entrar em águas territoriais em 2004."
O Governo decidiu que eu também vou pagar às organizações que trouxeram o barco do aborto. A conta não devia ser só apresentada ao Paulo Portas?
O Governo decidiu que eu também vou pagar às organizações que trouxeram o barco do aborto. A conta não devia ser só apresentada ao Paulo Portas?
10 abril 2009
Desperdícios
08 abril 2009
05 abril 2009
Efeméride IX
Hoje recordo uma pérola da melhor demagogia postada no saudoso Boletim Municipal de Abril de 2004. Trata-se do editorial assinado pelo Nosso Presidente a que dá o título adequado. Servirá também para se fazer uma avaliação da obra encomendada e feita e da que ficou por fazer, sabe-se lá por que preço…
PRIMAVERA
Já lá vai o rigor do Inverno.
Está aí a Primavera verdejante!
Renova-se a esperança nos campos e nos nossos anseios!
Entramos neste novo ciclo de vida que agora começa, com a esperança em dias melhores. Os últimos anos foram de enormes dificuldades económicas e financeiras, tanto para as pessoas como para as instituições.
Todos o sentimos no dia a dia.
Mas temos razões para acreditar que, pelo trabalho e dedicação de todos, o futuro nos proporcionará a oportunidade de colher os frutos que desejamos.
Vem aí a nova Piscina Municipal; O Museu no Vilarinho; o Parque Radical na vila; o Parque de Lazer, no Pinocro da Fontelonga; a beneficiação das instalações da Associação do Pombal; a pavimentação de arruamentos; a conclusão dos saneamentos; avança o projecto do Centro Escolar.
E algo me diz que a estrada de Carrazeda a Pinhal do Norte, por Amêdo e Areias, pode, a curto/ médio prazo, vencer mais uma etapa!
Iniciaremos o investimento no S. Lourenço, se a burocracia no-lo permitir. Queremos a Central de Camionagem e garantir financiamento para melhorar as Ruas Luís de Camões e Marechal Gomes da Costa!
È um trabalho em muitas frentes. Sabemos que é uma caminhada difícil. Mas há-de ser, de certeza, a Primavera do nosso contentamento!
PRIMAVERA
Já lá vai o rigor do Inverno.
Está aí a Primavera verdejante!
Renova-se a esperança nos campos e nos nossos anseios!
Entramos neste novo ciclo de vida que agora começa, com a esperança em dias melhores. Os últimos anos foram de enormes dificuldades económicas e financeiras, tanto para as pessoas como para as instituições.
Todos o sentimos no dia a dia.
Mas temos razões para acreditar que, pelo trabalho e dedicação de todos, o futuro nos proporcionará a oportunidade de colher os frutos que desejamos.
Vem aí a nova Piscina Municipal; O Museu no Vilarinho; o Parque Radical na vila; o Parque de Lazer, no Pinocro da Fontelonga; a beneficiação das instalações da Associação do Pombal; a pavimentação de arruamentos; a conclusão dos saneamentos; avança o projecto do Centro Escolar.
E algo me diz que a estrada de Carrazeda a Pinhal do Norte, por Amêdo e Areias, pode, a curto/ médio prazo, vencer mais uma etapa!
Iniciaremos o investimento no S. Lourenço, se a burocracia no-lo permitir. Queremos a Central de Camionagem e garantir financiamento para melhorar as Ruas Luís de Camões e Marechal Gomes da Costa!
È um trabalho em muitas frentes. Sabemos que é uma caminhada difícil. Mas há-de ser, de certeza, a Primavera do nosso contentamento!
01 abril 2009
Minha terra, minha gente
As entradas para uma farta refeição
Quem diria que a edição de um simples cartoom alusivo à 1ª edição da Playboy – Portugal de Tanga – que o nosso amigo Dr. Rui publicou no Blogue Pensar- Carrazeda, provocava as reações, que ali são descritas pelos habituais comentadores que todos conhecemos e que pertencem à irmandade dos anónimos.
Porém, diga-se em abono da verdade que esta é uma forme legal e bem conseguida de expressar o nosso pensamento e há dentro destes comentários- anónimos- alguns que se aproveitam. Outros há que não podem ser publicados, pois são ofensivos e não passam na peneira dos administradores do Blogue, onde são ou querem ser publicados.
Dito isto ficamos a saber que há 29 comentários naquela edição mencionada, 28 dos quais abordam o tema quente da traição, da honestidade e afecto político ao partido e mesmo à entidade patronal. Fazem-se acusações graves ao vereador António Augusto e á sua companheira, a esta até se referem à utilização de um telemóvel que está a utilizar indevidamente, e há expressões como esta: - Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades” outro afirma que … “Santidade e àgua benta, cada um toma a que quer”. O arrazoado é extenso, as acusações multiplas e sempre como diria o grande Eça de Queiroz: - “Sob a nudez crua da verdade, o manto diáfano da fantasia” Nem um conselheiro do Sr. Eugénio dá a cara quando sentencia que o Vereador António Augusto e companheira, merecem a demissão. Há de tudo e para todos os gostos, desde a gerência da Frucar até ao modo como a parturiente usa os tempos livres. Outros mais moderados oferecem pensamentos como este: - … a ambição é o estrume da glória” – Pietro Aretino. Consultem devagar e divirtam-se com a erudição e nobreza desta obra prima, prenuncio de outros manjares que estão a caminho.
Quando em 2008 a concelhia do PSD, numa reunião para a escolha dos candidatos para a Câmara de Carrazeda, onde se apresentaram pela primeira vez três candidatos e foi escolhido o Prof. José Luís Correia. A noticia caiu mal entre os habituais comentadores e aqui neste Blogue, surgiram mais de 150 comentários, uns a favor e outros contra como é natural. Para mim o Presidente em funções na freguesia de Vilarinho da Castanheira e putativo candidato à autarquia de Carrazeda – na hipótese de o ainda presidente do executivo, não se recandidatar – é uma pessoa fechada, pouco comunicativa, gosta de exibir obra feita e alimenta o ego politico copm mestria, sabendo lidar com as chefias. Alguns acusam-no de ser oportunista, mas este argumento cai quando é em causa própria.
Acredito que mesmo dentro do PSD – na altura, foi publico e notóprio- o descontentamento por esta solução, traga dissabores, daí à expeculação é um passo. Todo o cidadão é livre de escolher politicamente o rumo que quer dar à sua vida. Mas, sabemos bem que “CONCORRER COMO INDEPENDENTE” em listas apoiadas pelo povo e pelos independentes, não é fácil e todos os partidos sem excepção, não gostam desta solução e assim é que a Lei dificulta o aparecimento em eleições livres dos candidatos independentes.
Primeiro eleições europeias já no próximo mês de Junho, depois logo se vê.
Quem diria que a edição de um simples cartoom alusivo à 1ª edição da Playboy – Portugal de Tanga – que o nosso amigo Dr. Rui publicou no Blogue Pensar- Carrazeda, provocava as reações, que ali são descritas pelos habituais comentadores que todos conhecemos e que pertencem à irmandade dos anónimos.
Porém, diga-se em abono da verdade que esta é uma forme legal e bem conseguida de expressar o nosso pensamento e há dentro destes comentários- anónimos- alguns que se aproveitam. Outros há que não podem ser publicados, pois são ofensivos e não passam na peneira dos administradores do Blogue, onde são ou querem ser publicados.
Dito isto ficamos a saber que há 29 comentários naquela edição mencionada, 28 dos quais abordam o tema quente da traição, da honestidade e afecto político ao partido e mesmo à entidade patronal. Fazem-se acusações graves ao vereador António Augusto e á sua companheira, a esta até se referem à utilização de um telemóvel que está a utilizar indevidamente, e há expressões como esta: - Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades” outro afirma que … “Santidade e àgua benta, cada um toma a que quer”. O arrazoado é extenso, as acusações multiplas e sempre como diria o grande Eça de Queiroz: - “Sob a nudez crua da verdade, o manto diáfano da fantasia” Nem um conselheiro do Sr. Eugénio dá a cara quando sentencia que o Vereador António Augusto e companheira, merecem a demissão. Há de tudo e para todos os gostos, desde a gerência da Frucar até ao modo como a parturiente usa os tempos livres. Outros mais moderados oferecem pensamentos como este: - … a ambição é o estrume da glória” – Pietro Aretino. Consultem devagar e divirtam-se com a erudição e nobreza desta obra prima, prenuncio de outros manjares que estão a caminho.
Quando em 2008 a concelhia do PSD, numa reunião para a escolha dos candidatos para a Câmara de Carrazeda, onde se apresentaram pela primeira vez três candidatos e foi escolhido o Prof. José Luís Correia. A noticia caiu mal entre os habituais comentadores e aqui neste Blogue, surgiram mais de 150 comentários, uns a favor e outros contra como é natural. Para mim o Presidente em funções na freguesia de Vilarinho da Castanheira e putativo candidato à autarquia de Carrazeda – na hipótese de o ainda presidente do executivo, não se recandidatar – é uma pessoa fechada, pouco comunicativa, gosta de exibir obra feita e alimenta o ego politico copm mestria, sabendo lidar com as chefias. Alguns acusam-no de ser oportunista, mas este argumento cai quando é em causa própria.
Acredito que mesmo dentro do PSD – na altura, foi publico e notóprio- o descontentamento por esta solução, traga dissabores, daí à expeculação é um passo. Todo o cidadão é livre de escolher politicamente o rumo que quer dar à sua vida. Mas, sabemos bem que “CONCORRER COMO INDEPENDENTE” em listas apoiadas pelo povo e pelos independentes, não é fácil e todos os partidos sem excepção, não gostam desta solução e assim é que a Lei dificulta o aparecimento em eleições livres dos candidatos independentes.
Primeiro eleições europeias já no próximo mês de Junho, depois logo se vê.
28 março 2009
Decisão épica
Fui dos que não se admiraram quando me mostraram no “ Mensageiro” o edital camarário que propunha para venda em hasta pública, a grande maioria das Escolas Primárias desactivadas, no concelho. Tão pouco estranhei os valores estipulados de base de licitação. Afinal, em tempo de crise, quem estará disposto a pagar o devido por estes bens públicos! Tratava-se pois de delapidar mais um pouco do nosso património, possivelmente com a melhor das intenções. A ideia talvez fosse a de garantir verbas para os ordenados dos funcionários ou pagar a alguns tristes aquilo que se lhes deve. Nesta decisão democrática, julgo que tomada pelo Sr. Presidente, resta a curiosidade não satisfeita, de se saber qual a verdadeira razão e qual terá sido a posição na decisão, de todos os intervenientes, Vereadores, Deputados, Presidentes de Junta. Terão votado contra, ou a favor! Terão feito alguma declaração de voto?
Admirei-me assim que, em cima da hora, me tenham dito que afinal o Sr. Presidente teria reconsiderado e suspenso as arrematações. Terá sido por vergonha! Terá sido por ter verificado que a data (1 de Abril) coincidia com o “dia de enganos” facto que pode levar sempre a interpretações erróneas! Terão sido os Presidentes de Junta a aconselha –lo, depois de acossados pela crítica de alguns com que contam para os reelegerem brevemente!
Ficam-me estas dúvidas e algumas conclusões:
- Quem assume este tipo de decisões tão próximo de fim de mandato, deve estar muito “ entalado”. Será que terá encontrado uma decisão luminosa para colmatar os problemas que queria resolver!?
- Afinal o Sr. Presidente, quando pressionado também cede. Por tal facto se poderá perguntar porque é que noutras decisões gravosas não foi pressionado a reconsiderar;
- Dará para acreditar que a suspensão da decisão tenha por objectivo viabilizar estes espaços ao serviço das populações!?
Para legalistas como eu fica ainda a curiosidade de se saber se a decisão foi uninominal e sim/não tomada em sede própria e, como é possível inviabilizar um edital encima da hora.
Aguardem-se outros desenvolvimentos.
Admirei-me assim que, em cima da hora, me tenham dito que afinal o Sr. Presidente teria reconsiderado e suspenso as arrematações. Terá sido por vergonha! Terá sido por ter verificado que a data (1 de Abril) coincidia com o “dia de enganos” facto que pode levar sempre a interpretações erróneas! Terão sido os Presidentes de Junta a aconselha –lo, depois de acossados pela crítica de alguns com que contam para os reelegerem brevemente!
Ficam-me estas dúvidas e algumas conclusões:
- Quem assume este tipo de decisões tão próximo de fim de mandato, deve estar muito “ entalado”. Será que terá encontrado uma decisão luminosa para colmatar os problemas que queria resolver!?
- Afinal o Sr. Presidente, quando pressionado também cede. Por tal facto se poderá perguntar porque é que noutras decisões gravosas não foi pressionado a reconsiderar;
- Dará para acreditar que a suspensão da decisão tenha por objectivo viabilizar estes espaços ao serviço das populações!?
Para legalistas como eu fica ainda a curiosidade de se saber se a decisão foi uninominal e sim/não tomada em sede própria e, como é possível inviabilizar um edital encima da hora.
Aguardem-se outros desenvolvimentos.
26 março 2009
Sabe quem são os deputados do seu círculo eleitoral?
Paulo Morais escreveu no JN a 4 deste mês que o “território, uma das nossas maiores riquezas, está votado ao abandono. Este é mais um sintoma do nosso subdesenvolvimento. Ou talvez uma das suas causas. Uma viagem pelo interior de Portugal dá-nos hoje uma visão deprimente. Não há praticamente emprego. Por regra, a Câmara Municipal local é o maior empregador, logo seguido do sector público administrativo do Estado, das instituições particulares de solidariedade social e pouco mais. E isto nas sedes do concelho. Porque as restantes localidades são habitadas por reformados, ex-emigrantes e beneficiários do rendimento mínimo, do subsídio de desemprego ou de subsídios do Ministério da Agricultura. A maioria das localidades já nem tem sequer viabilidade económica.”Quem, como eu, teima em viver no interior do país, Trás-os-Montes, no caso, sabe, saber de experiência feito, que Paulo Morais está certo: dois terços do território nacional foram abandonados pelos políticos. Por todos. Mais ainda por aqueles que nasceram no interior do país e, uma vez arribados ao porto de abrigo da governança, de pronto esqueceram que o engaço tem dentes! Desde a implantação da república que assim é!
A propósito das comemorações dos 200 anos do nascimento de D. António Alves Martins, Bispo de Viseu, Deputado, Ministro do Reino…, fui convidado para participar num livro - “Tempo, Escritos e Iconografias” - evocativo deste ilustre trasmontano. Porque a política me interessa enquanto actividade, não profissão, cujo único propósito é ser cidadão ao serviço dos cidadãos, optei por estudar o perfil de D. António Alves Martins na qualidade de Deputado. Leitura puxa leitura, acabei por ler centenas de intervenções parlamentares de deputados por Trás-os-Montes referentes à segunda metade do séc. XIX. Horas de prazer, sem dúvida, tal a qualidade das intervenções! Todavia, o que verdadeiramente me marcou foi o ter constatado que, naquele tempo, os deputados jamais se esqueciam que estavam como deputados e não eram, como são hoje, deputados. E estavam como deputados ao serviço da comunidade que os elegeu (quantas vezes guerreando o partido pelo qual foram eleitos) e não, como hoje, ao serviço de um partido que veneram temendo a exclusão das listas no caso de não serem serviçais.
Sou defensor da existência de círculos uninominais - aqueles em que os votos dos cidadãos que compõem esse colégio eleitoral são convertidos num único mandato, isto é, neste tipo de círculo apenas é eleito um representante. Deste modo saberíamos a quem pedir contas no final de cada legislatura. Com o actual sistema, se eu ocupar o segundo lugar do círculo do distrito de Vila Real, seja pelo PS ou pelo PSD, e nada fizer para merecer o voto dos cidadãos tenho enormes probabilidades de vir a ser eleito. Quem é que ainda se lembra do nome do segundo deputado eleito da lista em que votou? E do terceiro? E do quarto?
Mas para os partidos o sistema está bem porque, convenhamos, os partidos vivem do sistema. Faço minhas as palavras de José Leite Pereira, director do JN, aí publicadas a 4 deste mês: “se os partidos são - como é cada vez mais evidente - coisa pouco interessante, talvez seja necessário voltar ao princípio, voltarmos a interessar-nos pela política, pela res publica, participando, discutindo e obrigando os partidos a mudar. É que sem eles não temos grandes hipóteses de sucesso. É preciso que todos voltemos à política.”
Jorge Laiginhas
23 março 2009
Mentiras piedosas de Março( enquanto as cerejas não amadurecem)
- As coisas já não são como eram. Agora já nem há “bichas” para nada. Ao que parece já só se faz “bicha” para conseguir uma consulta no Centro de Saúde ou para um lugar no Lar de Terceira Idade. Já lá vão as “bichas” para o confessionário, para a CGD, para a porta do gabinete do Sr. Presidente, para a repartição de finanças, para a licença para obras, para receber as reformas nos CTT,etc. Crie-se um movimento de cidadãos com o objectivo de tentar promover a preservação daquela tradição que nos eram tão querida.
- Até o Leão em pedra, plantado à entrada da povoação de Parambos, anda muito triste e melancólico. Dizem que a culpa é da crise.
- Falando-se de crise, poderá dizer-se que esta não traz só aspectos negativos. Diz-se por exemplo que a paisagem construída do concelho está a ser destruída mais devagar; Comprova-se que hoje em dia há sempre lugar para se estacionar no centro da vila; O pão não esgota nas padarias; É mais reconhecido o acto generoso de dar; Há mais tempo disponível para se falar ao soalheiro, etc.
- Para esta primavera a Junta de Freguesia da Vila decidiu convidar as pessoas a servirem-se das flores do seu jardim, para levarem e usarem em suas casas. A ideia de colaborar assim para promover o gosto pelas flores é simpática mas, já há quem diga que se trata de uma acção de “marketing” eleitoral.
- Ainda a propósito de jardins camarários, foi colocado um poema no jardim das bombas de gasolina, que é considerado o jardim mais estimado da Vila. A maioria diz que o verso é jocoso e tem a intenção de menosprezar o trabalho que ali se faz. Mas eu acho que não. O texto reza: - “ Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam… Não é bonito mas é profundo!!!” .
- A comissão que no fundo da Vila trata dos arranjos do Nicho do Senhor dos Aflitos teve uma ideia ecológica e cheia de simbolismo. Tendo constatado que a Escultura Contemporânea instalada junto à Biblioteca só já tem um holofote a iluminá-la, decidiu utilizar algum do azeite das promessas que recolhe do Senhor dos Aflitos, para substituir os restantes 13 holofotes fundidos, por iluminação com azeite.
- Uma das estratégias para se saber quem vai ser candidato ás próximas eleições autárquicas, é estar atento e ver quem voltou a ir à missa.
- Até o Leão em pedra, plantado à entrada da povoação de Parambos, anda muito triste e melancólico. Dizem que a culpa é da crise.
- Falando-se de crise, poderá dizer-se que esta não traz só aspectos negativos. Diz-se por exemplo que a paisagem construída do concelho está a ser destruída mais devagar; Comprova-se que hoje em dia há sempre lugar para se estacionar no centro da vila; O pão não esgota nas padarias; É mais reconhecido o acto generoso de dar; Há mais tempo disponível para se falar ao soalheiro, etc.
- Para esta primavera a Junta de Freguesia da Vila decidiu convidar as pessoas a servirem-se das flores do seu jardim, para levarem e usarem em suas casas. A ideia de colaborar assim para promover o gosto pelas flores é simpática mas, já há quem diga que se trata de uma acção de “marketing” eleitoral.
- Ainda a propósito de jardins camarários, foi colocado um poema no jardim das bombas de gasolina, que é considerado o jardim mais estimado da Vila. A maioria diz que o verso é jocoso e tem a intenção de menosprezar o trabalho que ali se faz. Mas eu acho que não. O texto reza: - “ Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam… Não é bonito mas é profundo!!!” .
- A comissão que no fundo da Vila trata dos arranjos do Nicho do Senhor dos Aflitos teve uma ideia ecológica e cheia de simbolismo. Tendo constatado que a Escultura Contemporânea instalada junto à Biblioteca só já tem um holofote a iluminá-la, decidiu utilizar algum do azeite das promessas que recolhe do Senhor dos Aflitos, para substituir os restantes 13 holofotes fundidos, por iluminação com azeite.
- Uma das estratégias para se saber quem vai ser candidato ás próximas eleições autárquicas, é estar atento e ver quem voltou a ir à missa.
18 março 2009
BRUXARIA EM FESTA
AS BRUXAS DE MONTALEGRE – Sexta Feira – 13 -
Na vila de Montalegre, pela acção e vontade dos Homens, saliente-se o esforço do Padre Fontes- Vilar de Perdizes- quando no calendário o dia da semana coincidir com “ Sexta-Feira 13”, há a “Noite das Bruxas”. Fomos em grupo assistir a este fenómeno de massas que leva a Montalegre milhares de forasteiros e que eu vi deste modo:
- À tardinha do dia 13 de Março de 09, rumo a Montalegre, com um tempo primaveril, mas à chegada a Montalegre, já noite, a temperatura era mais baixa. Logo à entrada o Castelo iluminado com tochas e raios laser anunciavam o que se iria passar naquela noite, “A noite das Bruxas”. Nos Restaurantes aderentes à festa, a alegria era muita e quer os donos do Restaurante, como as funcionárias vestidas a rigor, ou seja de preto e com um chapéu alto como se usava no tempo das bruxas. O simples facto de anunciarem que há magia, quer na ementa que apresentam, como na decoração os Restaurantes, fazem dos visitantes vítimas indefesas à espera do que vem a seguir e assim apagam-se as lâmpadas e do escuro surgem pequenos diabos com enormes cornos, olhos inflamados a vociferarem palavrões, risos histéricos de velhas pintadas e bruxas mais jovens que exibem lagartos e cobras, tudo serve para viver o momento com alegria, num discurso improvisado por um velho ancião que anuncia o programa a seguir. Há gritos, há medos e receio nos rostos dos espectadores e convidados. Seguimos o cortejo entre Ruas mal iluminadas, com tapetes que recordam teias de aranha, há grupos de animação que tocam, que gritam, há máscaras para todos os gostos e uma imensa mole de gente, gente que segue junta e lentamente aquele cortejo rumo ao Castelo de Montalegre.
Quando chegamos ao largo em frente ao Castelo, um palco improvisado, com um fogão, onde um pote fumegava e deitava chamas, a tradicional “Queimada” e perante uma multidão compacta de mais de três mil pessoas, o Bruxo-Mor – Padre Fontes leu o seu discurso e a multidão fazia coro, com ele na cerimónia de esconjuro e para longe fiquem os maus espíritos, os demónios e afins, por outro lado disse a terminar e agora aliviados e de espírito limpo, cá vos espero na sexta feira dia 13 de Novembro. Terminou o discurso e teve inicio uma sessão piro-musical que foi uma maravilha e durou 15 minutos, depois e aceitando o repto do Padre Fontes, bebeu-se o licor da “Queimada” e havia para toda a gente, ninguém que quis provar ficou sem aquela água pura que foi benta nesta noite e alguns acreditam lhes dá sorte, há que beber três, é número ímpar. Foi uma experiência incrível e narrado é pouco, o melhor mesmo é ver com os próprios olhos e depois pensar: - Como é possível estar presente tanta gente, tantos forasteiros que de longe querem estar presente nesta noite. Você acredita em bruxas?!... Claro que não. Mas que as há, lá isso há, e em Montalegre existem e são bem-vindas para o Turismo daquela terra, os Restaurantes, hoteis e Residenciais agradecem e vivem com elas as bruxas.
Há na pobre existência de cada um de nós –mortais- factos, que nos levam a acreditar na própria vida. Viver é também planear como, juntar uma ideia a outra ideia, convidar amigos e juntos realizar a vontade de participar, de partir com os Amigos e em conjunto fazer a festa.
Na vila de Montalegre, pela acção e vontade dos Homens, saliente-se o esforço do Padre Fontes- Vilar de Perdizes- quando no calendário o dia da semana coincidir com “ Sexta-Feira 13”, há a “Noite das Bruxas”. Fomos em grupo assistir a este fenómeno de massas que leva a Montalegre milhares de forasteiros e que eu vi deste modo:
- À tardinha do dia 13 de Março de 09, rumo a Montalegre, com um tempo primaveril, mas à chegada a Montalegre, já noite, a temperatura era mais baixa. Logo à entrada o Castelo iluminado com tochas e raios laser anunciavam o que se iria passar naquela noite, “A noite das Bruxas”. Nos Restaurantes aderentes à festa, a alegria era muita e quer os donos do Restaurante, como as funcionárias vestidas a rigor, ou seja de preto e com um chapéu alto como se usava no tempo das bruxas. O simples facto de anunciarem que há magia, quer na ementa que apresentam, como na decoração os Restaurantes, fazem dos visitantes vítimas indefesas à espera do que vem a seguir e assim apagam-se as lâmpadas e do escuro surgem pequenos diabos com enormes cornos, olhos inflamados a vociferarem palavrões, risos histéricos de velhas pintadas e bruxas mais jovens que exibem lagartos e cobras, tudo serve para viver o momento com alegria, num discurso improvisado por um velho ancião que anuncia o programa a seguir. Há gritos, há medos e receio nos rostos dos espectadores e convidados. Seguimos o cortejo entre Ruas mal iluminadas, com tapetes que recordam teias de aranha, há grupos de animação que tocam, que gritam, há máscaras para todos os gostos e uma imensa mole de gente, gente que segue junta e lentamente aquele cortejo rumo ao Castelo de Montalegre.
Quando chegamos ao largo em frente ao Castelo, um palco improvisado, com um fogão, onde um pote fumegava e deitava chamas, a tradicional “Queimada” e perante uma multidão compacta de mais de três mil pessoas, o Bruxo-Mor – Padre Fontes leu o seu discurso e a multidão fazia coro, com ele na cerimónia de esconjuro e para longe fiquem os maus espíritos, os demónios e afins, por outro lado disse a terminar e agora aliviados e de espírito limpo, cá vos espero na sexta feira dia 13 de Novembro. Terminou o discurso e teve inicio uma sessão piro-musical que foi uma maravilha e durou 15 minutos, depois e aceitando o repto do Padre Fontes, bebeu-se o licor da “Queimada” e havia para toda a gente, ninguém que quis provar ficou sem aquela água pura que foi benta nesta noite e alguns acreditam lhes dá sorte, há que beber três, é número ímpar. Foi uma experiência incrível e narrado é pouco, o melhor mesmo é ver com os próprios olhos e depois pensar: - Como é possível estar presente tanta gente, tantos forasteiros que de longe querem estar presente nesta noite. Você acredita em bruxas?!... Claro que não. Mas que as há, lá isso há, e em Montalegre existem e são bem-vindas para o Turismo daquela terra, os Restaurantes, hoteis e Residenciais agradecem e vivem com elas as bruxas.
Há na pobre existência de cada um de nós –mortais- factos, que nos levam a acreditar na própria vida. Viver é também planear como, juntar uma ideia a outra ideia, convidar amigos e juntos realizar a vontade de participar, de partir com os Amigos e em conjunto fazer a festa.
Informe-se
Porque vemos as obras e ninguém explica, aqui vai.Rede de fibra óptica de Trás-os-Montes concluída em Março
A rede comunitária dos cinco concelhos da Terra Quente Transmontana vai estar concluída até ao final de Março.
O projecto, que dá pelo nome de Terra@Quente broadband, deverá beneficiar 90 mil habitantes de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães.
Segundo a Lusa, o projecto promovido pela Associação de Municípios da Terra Quente deverá entrar, em breve, na fase de análise exploração de uma rede de fibra óptica com potencial para larguras de banda de 10 Gbps.
Concessões de exploração para operadores tradicionais ou parcerias entre municípios e empresas são hipóteses sobre a mesa.
15 março 2009
Quem quer casar com a Carochinha!
A leitura recente (13/3/09) no Jornal “Público” de uma entrevista com Ran Charan leva-me a fazer esta sugestão: procurem relacionar a resposta que ele dá à pergunta que também transcrevo e concluam se não seria este o conceito a recolher para a busca de soluções para a futura gestão do nosso município. A pergunta: - “ O que é que as empresas devem fazer para sobreviver à turbulência …da crise. Resposta: - Há cinco coisas essenciais. Primeiro, têm de ter credibilidade naquilo que dizem, saber a quem o dizem e, acima de tudo, serem muito honestos nisso. Nunca prometerem coisas em que não acreditem. Em segundo lugar, as empresas têm de ter dinheiro em caixa. Isso quer dizer que aquelas que não têm liquidez têm de arranjá-la e as que já têm precisam de inovar mais do que nunca e ter um markenting eficiente. Em terceiro lugar, as empresas têm de preservar talento e adquirir novos talentos de que precisem para alcançar os seus objectivos futuros. O que nos leva ao quarto aspecto: pensar a longo prazo e tentar atingir esses objectivos futuros. Finalmente, têm de comunicar, comunicar e comunicar, quer com as pessoas dentro da organização quer para fora”.
Se tivermos encontrado a solução teórica só faltaria encontrar quem a leve à prática.
Para aqueles que consideram que corremos o risco de, por falta de quem faça melhor, “ainda virmos a agradecer” ao actual presidente o trabalho realizado, propunha que se lhe perguntasse se seria capaz de concretizar as sugestões e os moldes propostos por Ran Charam. Se ele desse garantias não teríamos que procurar mais.
Se tivermos encontrado a solução teórica só faltaria encontrar quem a leve à prática.
Para aqueles que consideram que corremos o risco de, por falta de quem faça melhor, “ainda virmos a agradecer” ao actual presidente o trabalho realizado, propunha que se lhe perguntasse se seria capaz de concretizar as sugestões e os moldes propostos por Ran Charam. Se ele desse garantias não teríamos que procurar mais.
Divulgação - exposição
"A Linha do Tua vai ser apresentada em Paris, a todos os curiosos e interessados nesta causa, através do olhar de mais um amigo, o fotógrafo José Miguel Ferreira. De 17 a 26 de Março de 2009.(...)
Poderá obter toda a informação na página do MCLT (www.linhadotua.net) e na página do José Miguel Ferreira (www.jmferreira.net), onde além de outros trabalhos, encontrará também as versões francesa e inglesa do texto que acompanha as fotografias, para uma mais ampla divulgação."
Aviso à navegação - Comentários
Por razões que desconheço, muitos comentários de leitores não têm chegado ao endereço electrónico postado no "blogger", houve atrasos consideráveis na moderação de comentários. Daí as nossas desculpas. Por outro lado, vai chegando muito insulto e aviltamento na forma de anonimato. Embora a nossa peneira seja larga, não podem ter outro tratamento que o desprezo. Aos "heróis" anónimos que por aí andam, um singelo conselho, dêem a cara para se saber quão "valentes" são!
13 março 2009
Pedras que falam (corrigido)
O RICO PATRIMÓNIO NATURAL
Carrazeda de Ansiães, deve ter orgulho da sua história passada e a prova disso é a preocupação que a autarquia tem em dar a conhecer a sua história. Existiram nobres no nosso concelho? Sim. A prova desse facto são os solares que se encontram nas nossas aldeias e são a prova de casas senhoriais alguns com capelas particulares de rara beleza, por exemplo na aldeia de Alganhafres e na aldeia de Selores. Estão em condiçoes de receber visitas? Não. E, o caso não é para menos, dada a sua longevidade expostos às màs condições atmoféricas e ao desgaste natural do tempo que o IPAR leva na sua perservação, os solares do meu concelho estão há muito condenados à morte. Há solares em Zedes, em Vilarinho da Castanheira, em Tralhariz e na aldeia de Ribalonga, o meu concelho foi terra de condes, viscondes e gente de sangue azul. Rico em lendas que nos falam de “Pedras bulideiras” de grutas dentro das quais há tesouros escondidos, de Antas onde se reúnem mouras encantadas em noites de lua cheia.
O concelho de Carrazeda, não esteve alheio ao fenómeno “Associativo” que surgiu no país depois de 1974, e na maioria das sedes de freguesia e outras aldeias do concelho apareceram as “Associações Recreativas e Culturais “ e formalizaram o seu nascimento com escritura pública e sócios preocupados com a vida cultural da freguesia, pedindo “Subsídios” à Câmara e ao Estado, para as suas sedes e assim vemos edificios enormes, armazéns de cultura que agora estão “abandonados” outros ainda vão servindo em acontecimentos esporádicos que os dirigentes teimam em manter e que se contam pelos dedos de uma mão.
A fórmula é simples, constituir uma Associação e depois há verbas e maneiras legais de obter dinheiro do Estado, assim pensou o responsável autárquico para criar a “Associação para o desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” e na altura este Presidente da Câmara, com património da familia no São Lourenço, tudo faia prever que o “desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” ìa ser uma realidade, desejada por todos os homens de boa fé, mas tal não aconteceu, mais uma vez foi deturpado o fenómeno associativo.
Há muitas e variadas “Associações” para os mais diversos fins e que também utilizam várias designações como por exemplo: - “A confraria do Vinho do Porto” “A confraria dos amigos da lampreia” e “A Liga dos Amigos da Anta”
Esta a Liga dos Amigos da Anta que comemorou 25 anos da sua existência, tem a sua sede no concelho de Carrazeda de Ansiães, tem os seus fins bem defenidos nos estatutos, e congrega entre os seus associados, todos os que gostam da Natureza e das Rochas, monumentos megaliticos e não só. Nunca usou a política de subsidio-dependente, as suas acções são desconhecidas do público? São. Os Amigos da Anta estão de regresso às suas origens e querem dar continuidade ao seu projecto, para isso vamos “Mobilizar vontades” vamos fazer o recenseamento e cativar novos sócios, precisamos de gente. È preciso dar o exemplo, é precioso salientar a diferença e esta existe, quer nos métodos, como na forma de trabalhar.
Se gostas de conviver, se gostas de caminhar e conhecer a história da tua terra, as origens de Ansiães, e os segredos que estão dentro das muralhas do Castelo de Ansiães,junta-te a nós, pois todos não somos demais para dar voz às pedras e vida aos monumentos. Contacta com o João Manuel Sampaio, o Alfredo Sampaio, e o António Chousende - Zêdes-João Ferreira em Mogo de Ansiães e Manuel Barreiras Pinto, Carlos Manuel Fernandes, em Carrazeda de Ansiães.
Carrazeda de Ansiães, deve ter orgulho da sua história passada e a prova disso é a preocupação que a autarquia tem em dar a conhecer a sua história. Existiram nobres no nosso concelho? Sim. A prova desse facto são os solares que se encontram nas nossas aldeias e são a prova de casas senhoriais alguns com capelas particulares de rara beleza, por exemplo na aldeia de Alganhafres e na aldeia de Selores. Estão em condiçoes de receber visitas? Não. E, o caso não é para menos, dada a sua longevidade expostos às màs condições atmoféricas e ao desgaste natural do tempo que o IPAR leva na sua perservação, os solares do meu concelho estão há muito condenados à morte. Há solares em Zedes, em Vilarinho da Castanheira, em Tralhariz e na aldeia de Ribalonga, o meu concelho foi terra de condes, viscondes e gente de sangue azul. Rico em lendas que nos falam de “Pedras bulideiras” de grutas dentro das quais há tesouros escondidos, de Antas onde se reúnem mouras encantadas em noites de lua cheia.
O concelho de Carrazeda, não esteve alheio ao fenómeno “Associativo” que surgiu no país depois de 1974, e na maioria das sedes de freguesia e outras aldeias do concelho apareceram as “Associações Recreativas e Culturais “ e formalizaram o seu nascimento com escritura pública e sócios preocupados com a vida cultural da freguesia, pedindo “Subsídios” à Câmara e ao Estado, para as suas sedes e assim vemos edificios enormes, armazéns de cultura que agora estão “abandonados” outros ainda vão servindo em acontecimentos esporádicos que os dirigentes teimam em manter e que se contam pelos dedos de uma mão.
A fórmula é simples, constituir uma Associação e depois há verbas e maneiras legais de obter dinheiro do Estado, assim pensou o responsável autárquico para criar a “Associação para o desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” e na altura este Presidente da Câmara, com património da familia no São Lourenço, tudo faia prever que o “desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” ìa ser uma realidade, desejada por todos os homens de boa fé, mas tal não aconteceu, mais uma vez foi deturpado o fenómeno associativo.
Há muitas e variadas “Associações” para os mais diversos fins e que também utilizam várias designações como por exemplo: - “A confraria do Vinho do Porto” “A confraria dos amigos da lampreia” e “A Liga dos Amigos da Anta”
Esta a Liga dos Amigos da Anta que comemorou 25 anos da sua existência, tem a sua sede no concelho de Carrazeda de Ansiães, tem os seus fins bem defenidos nos estatutos, e congrega entre os seus associados, todos os que gostam da Natureza e das Rochas, monumentos megaliticos e não só. Nunca usou a política de subsidio-dependente, as suas acções são desconhecidas do público? São. Os Amigos da Anta estão de regresso às suas origens e querem dar continuidade ao seu projecto, para isso vamos “Mobilizar vontades” vamos fazer o recenseamento e cativar novos sócios, precisamos de gente. È preciso dar o exemplo, é precioso salientar a diferença e esta existe, quer nos métodos, como na forma de trabalhar.
Se gostas de conviver, se gostas de caminhar e conhecer a história da tua terra, as origens de Ansiães, e os segredos que estão dentro das muralhas do Castelo de Ansiães,junta-te a nós, pois todos não somos demais para dar voz às pedras e vida aos monumentos. Contacta com o João Manuel Sampaio, o Alfredo Sampaio, e o António Chousende - Zêdes-João Ferreira em Mogo de Ansiães e Manuel Barreiras Pinto, Carlos Manuel Fernandes, em Carrazeda de Ansiães.
10 março 2009
EFEMÉRIDE VIII
Fez em Fevereiro 9 anos que foi proposto pelo Presidente e aprovado unanimemente, um Regulamento que, entre outros aspectos, regulamentava o pagamento de taxas por quem explorava as nossas pedreiras e areias. Neste concelho em que se é obrigado a paga de IMI o valor máximo, alguém tem conhecimento de que actualmente se cobrem taxas, a quem continua a explorar as nossas riquezas naturais!? Nem que só fosse o suficiente para a manutenção das estradas e caminhos que assim são degradados! Ou então para depois se recuperar a paisagem entretanto destruída!
Será legal esquecer os regulamentos que se aprovam quando está em causa o erário público!? Alguém mais está preocupado com isso! Será justo trabalhar, pagar impostos e depois ter de se aceitar o que se passa!?
“ REGULAMENTO MUNICIPAL DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXA PELA EXPLORAÇÃO DE INERTES
Nota Justificativa
Com a publicação da Lei nº 42/98, de 9 de Agosto, que aprovou o novo regime das Finanças Locais, passou a prever-se uma nova taxa dos municípios a cobrar a título de “ ressarcimento dos prejuízos causados ao município pela exploração de inertes na respectiva área” (alínea n ) do artigo 19º).
O presente regulamento visa regulamentar a liquidação e cobrança da referida taxa, consagrando as normas adequadas a esse objectivo.
Nestes termos, para efeito do disposto no nº7 do artigo 112º e ao abrigo do disposto no artigo 241º, ambos da Constituição da República Portuguesa, com fundamento na alínea n) do artigo 19º da Lei nº 42/98, de 6 de Agosto, a Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 53º e da alínea a) do nº 6 do artigo 64º, ambos da Lei nº 169/99 de 18 de Setembro e em sessão realizada no dia --- sob proposta da Câmara Municipal aprovada em reunião de 24 de Fevereiro, aprovou o seguinte “ Regulamento Municipal de liquidação e Cobrança de Taxa pela Exploração de Inertes”.
Artigo 1º (Objecto) - O presente regulamento estabelece as normas por que se regerá a liquidação e cobrança…
Artigo 2º (Incidência) - Fica sujeita a pagamento de taxa a extracção de inertes na área do Município.
Artigo 3º (Taxa) – A taxa devida pela extracção corresponderá a 100.000$00,por cada tonelada extraída.
Será legal esquecer os regulamentos que se aprovam quando está em causa o erário público!? Alguém mais está preocupado com isso! Será justo trabalhar, pagar impostos e depois ter de se aceitar o que se passa!?
“ REGULAMENTO MUNICIPAL DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXA PELA EXPLORAÇÃO DE INERTES
Nota Justificativa
Com a publicação da Lei nº 42/98, de 9 de Agosto, que aprovou o novo regime das Finanças Locais, passou a prever-se uma nova taxa dos municípios a cobrar a título de “ ressarcimento dos prejuízos causados ao município pela exploração de inertes na respectiva área” (alínea n ) do artigo 19º).
O presente regulamento visa regulamentar a liquidação e cobrança da referida taxa, consagrando as normas adequadas a esse objectivo.
Nestes termos, para efeito do disposto no nº7 do artigo 112º e ao abrigo do disposto no artigo 241º, ambos da Constituição da República Portuguesa, com fundamento na alínea n) do artigo 19º da Lei nº 42/98, de 6 de Agosto, a Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 53º e da alínea a) do nº 6 do artigo 64º, ambos da Lei nº 169/99 de 18 de Setembro e em sessão realizada no dia --- sob proposta da Câmara Municipal aprovada em reunião de 24 de Fevereiro, aprovou o seguinte “ Regulamento Municipal de liquidação e Cobrança de Taxa pela Exploração de Inertes”.
Artigo 1º (Objecto) - O presente regulamento estabelece as normas por que se regerá a liquidação e cobrança…
Artigo 2º (Incidência) - Fica sujeita a pagamento de taxa a extracção de inertes na área do Município.
Artigo 3º (Taxa) – A taxa devida pela extracção corresponderá a 100.000$00,por cada tonelada extraída.
09 março 2009
Rica sessão de propaganda
O Ex.mo Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações convidou-me e eu apareci. Mais uma sessão cinzenta, com meia dúzia de "gatos pingados", a ouvir umas "tretas" e "balelas", para largar uns suspiros e bocejos, era o preconceito. Logo que me aproximei do Centro de Apoio Rural, estranhei a muita movimentação - GNR à porta, muita produção em vestuário e brilhantina e eu a pensar: "olha, tantos que foram convidados e eu a pensar que era muito importante". Transpus a porta e tapei a boca de espanto: "isto vai estar animado" - ainda para com os meus botões - sala quase repleta (o espaço veio a revelar-se insuficiente para a afluência), cenário cuidadosamente montado em tons de vermelho e negro. Depois toda a produção, diria quase hollywoodesca: o vermelho, o preto e o branco; o púlpito moderno, imponente, o cenário de projecção, a parnefália de TICs, as palavras bem destacadas: "www.douro interior.pt", "uma estrada que nos liga", "aenor"... A um sinal do "speaker", as pessoas sentaram-se automaticamente em completo silêncio. Iniciaram-se os flashes fotográficos que se prolongaram sessão adentro. Que falta aqui faz uma foto. Anunciou o anfitrião, o senhor Presidente do Município Carrazedense que não agradeceu, apenas reconheceu que vai ser desta. Um filme cortou rapidamente as envergonhadas palmas. Testemunhos sentidos e agradecidos. Anunciado o representante da AENOR, a concessionária, despejou informação e muitos números. O IC5 e o IP2 iniciam-se em Setembro de 2009 e após 30 pontes, 200 passagens, 1 000 000 de toneladas de betão, 4 000 empregos directos com estaleiros em Vila Flor, Mogadouro e Trancoso e a "task force" denominada de DIACE sedeada em Alfândega da Fé(a nós nada), chegaremos a Novembro de 2011 com uma factura a atingir os 600 milhões de euros. Esperava-se que com o slide sobre Carrazeda se atingisse o climax da apresentação. O homem da regie não o tinha preparado. Aqui a produção quase escambalhou. Uma verdadeira nódoa na pintura até aí imaculada. Uns bem compridos segundos de indecisão. Pediu-se um esforço de imaginação aos presentes para que Mogadouro (era o que estava preparado) se transformasse em Carrazeda. Só custava um bocadinho. Uns sorrisos nervosos, mas afinal, o ppt de Carrazeda poderia ser apresentado. Coube-nos então: 14 km, menos 30 minutos para Vila Real e 36 para o Porto. Um nó de ligação no Pombal e outro no Mogo de Ansiães. As gentes do litoral (até que enfim, dir-nos-ia depois o senhor secretário de estado) dar-nos-ão 50 milhões de euros para essa pouco mais de uma dúzia de km (uma bagatela: três milhões por cada km) e haverá 300 trabalhadores a laborar neste lanço. Mais um filme e mais testemunhos entusiasmados. Depois o senhor secretário de estado que repetiu até à exaustão que este governo cumpre promessas, que é o fim do isolamento do interior, que agora é que vai haver igualdade de oportunidades e que a oposição se opõe à realização da obra. Que rica sessão de propaganda, como nunca tinha visto...
08 março 2009
Mentiras Piedosas de Março( tentando sair da hibernação)
Contributo poético. Desta vez escolho esta quadra de Vitorino de Nemésio:
“ Poeta de alguma graça,
Prefiro não ter nenhuma
E atirar a quem passa
Esta linguagem em suma.”
- Enquanto não acaba a hibernação que nos tem invadido, vão sendo preparados adjectivos para lançar próximos acontecimentos. Só falta completar depois:
- Vai ser dada esperança aos jovens que…
- Vai ser concretizado o projecto de…
- Vai ser dado o máximo apoio ao...
- Vai ser ouvida a melhor sugestão para…
- Vai ser atendida a súplica para que…
- Vai ser assumida a responsabilidade de…
…
- O único que não hiberna, dizem que é o candidato do poder. Os mais curiosos perguntam-se sobre o que será possível ele andar a prometer!?
- Dizem que a crise não chegou a Carrazeda. Os que cá trabalham consideram antes que esta nunca de cá saiu;
- Este ano o Carnaval foi tão pindérico que nem carne fresca foi oferecida. Dizem que o povo perdeu a vontade de rir. Por tal facto o pelouro da cultura vai promover brevemente um Work Shop destinado a quem queira reaprender a rir;
- Foi a enterrar a esperança daqueles a quem a Câmara Municipal deve dinheiro. Depois do último chumbo, da última tentativa para regularizar a contracção do último empréstimo para regularizar a dívida, no último mês, feito por esta última gestão da C.M. , só já resta a fé aos devedores que o nosso Município colecciona.
- Se os Paços Municipais não tivessem tantas escadas de acesso não teria sido tão grave a queda da Decência. Dizem que esta ia de braço dado com a Ética. Até ao momento não se sabe qual o grau de gravidade no acidente nem quanto demorará a recuperação. Ao mais cépticos dizem que vai demorar uma geração;
- Para justificar a sua extraordinárioa ocupação, os serviços do Departamento da Cultura estão a proceder à inventariação dos eventos que têm realizado a fim de os incluir no próximo Boletim Cultural;
- Quando se fala de “banca rota” na nossa C.M. esquecem-se sempre da riqueza do património imobiliário de que esta dispõe para saldar a dívida. Ninguém ainda fez contas a este valor pecuniário, que a gestão deixa aos futuros administradores. Referem-se os Centros Culturais das Aldeias e Vila, as Escolas desactivadas do Segundo Ciclo, as Sedes das Juntas de Freguesia, os Gimno-desportivos; os Jardins e Praças; As Casas do Povo; os Tanques Públicos; os Arquivos, os Postos de Turismo. Repare-se que a maioria deste imobiliário está sempre a valorizar porque está instalado nos melhores e mais importante locais.
- Constitui motivo de orgulho para todos os carrazedenses o contributo que voltaram a dar para que a EDP registasse o lucro de 100 milhões de euros, este ano.
“ Poeta de alguma graça,
Prefiro não ter nenhuma
E atirar a quem passa
Esta linguagem em suma.”
- Enquanto não acaba a hibernação que nos tem invadido, vão sendo preparados adjectivos para lançar próximos acontecimentos. Só falta completar depois:
- Vai ser dada esperança aos jovens que…
- Vai ser concretizado o projecto de…
- Vai ser dado o máximo apoio ao...
- Vai ser ouvida a melhor sugestão para…
- Vai ser atendida a súplica para que…
- Vai ser assumida a responsabilidade de…
…
- O único que não hiberna, dizem que é o candidato do poder. Os mais curiosos perguntam-se sobre o que será possível ele andar a prometer!?
- Dizem que a crise não chegou a Carrazeda. Os que cá trabalham consideram antes que esta nunca de cá saiu;
- Este ano o Carnaval foi tão pindérico que nem carne fresca foi oferecida. Dizem que o povo perdeu a vontade de rir. Por tal facto o pelouro da cultura vai promover brevemente um Work Shop destinado a quem queira reaprender a rir;
- Foi a enterrar a esperança daqueles a quem a Câmara Municipal deve dinheiro. Depois do último chumbo, da última tentativa para regularizar a contracção do último empréstimo para regularizar a dívida, no último mês, feito por esta última gestão da C.M. , só já resta a fé aos devedores que o nosso Município colecciona.
- Se os Paços Municipais não tivessem tantas escadas de acesso não teria sido tão grave a queda da Decência. Dizem que esta ia de braço dado com a Ética. Até ao momento não se sabe qual o grau de gravidade no acidente nem quanto demorará a recuperação. Ao mais cépticos dizem que vai demorar uma geração;
- Para justificar a sua extraordinárioa ocupação, os serviços do Departamento da Cultura estão a proceder à inventariação dos eventos que têm realizado a fim de os incluir no próximo Boletim Cultural;
- Quando se fala de “banca rota” na nossa C.M. esquecem-se sempre da riqueza do património imobiliário de que esta dispõe para saldar a dívida. Ninguém ainda fez contas a este valor pecuniário, que a gestão deixa aos futuros administradores. Referem-se os Centros Culturais das Aldeias e Vila, as Escolas desactivadas do Segundo Ciclo, as Sedes das Juntas de Freguesia, os Gimno-desportivos; os Jardins e Praças; As Casas do Povo; os Tanques Públicos; os Arquivos, os Postos de Turismo. Repare-se que a maioria deste imobiliário está sempre a valorizar porque está instalado nos melhores e mais importante locais.
- Constitui motivo de orgulho para todos os carrazedenses o contributo que voltaram a dar para que a EDP registasse o lucro de 100 milhões de euros, este ano.
07 março 2009
Onde é que ela está?
02 março 2009
Homenagens
A cerimónia decorreu a 21 de Fevereiro, no Teatro Municipal de Bragança. O troféu de homenagem é mais uma vez da autoria do escultor carrazedense Paulo Moura.
(foto do Jornal Nordeste)
Ipsis verbis
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
João Pereira Coutinho
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
João Pereira Coutinho
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