28 julho 2008

O novo acordo ortográfico


A problemática da unificação da língua numa mesma ortografia vem desde o início do século XX, mais precisamente em 1911. Este foi um acto isolado que o outro grande país falante do português não participou. A reforma introduziu alterações que hoje nos parecem perfeitamente sensatas como a mudança das grafias de theatro, asthma, rheumatismo, polyphonia, christão ou archipélago.
Durante o século XX, foram várias as tentativas de um acordo: 1931, 1943, 1945, 1971/73, 1986. A última reforma ortográfica da Língua portuguesa ocorreu nos anos 70, quando no Brasil e em Portugal (incluídos os territórios denominados ultramarinos) se aboliu o acento grave, em palavras que faziam o advérbio com o sufixo –mente- como amàvelmente, que passou à grafia de amavelmente, e se acabou com o acento circunflexo em palavras como portuguêsmente. Nessa altura, o Brasil também aboliu o acento diferencial, que já não se usava em Portugal (por exemplo, êste, com acento, para distinguir de este, ponto cardial).
O Acordo Ortográfico (veja aqui http://www.portaldalinguaportuguesa.org) assinado em 1990 entre os sete países de língua oficial portuguesa (em 2004 aderiu Timor) apenas estabelece normas ortográficas, isto é muda a grafia de certos vocábulos. Não introduz uma completa uniformização na grafia das palavras, mas naturalmente a redução ao mínimo possível das diferenças. Não altera a pronúncia de qualquer palavra, não cria nem elimina palavras, não estabelece regras de sintaxe, não interfere com a coexistência ou com as regras de normas linguísticas regionais.
O acordo tem motivado uma profunda divisão nos intelectuais portugueses. O rosto pela não ratificação tem sido Vasco Graça Moura que produziu vastos artigos de opinião reunidos no recente livro “Acordo Ortográfico – a perspectiva do desastre”. Entre as várias consequências da ratificação refere a inutilização de milhões de livros adquiridos pelo Governo no âmbito do Plano Nacional de Leitura (Moura, 2008). Na Internet deu-se também início a uma petição online (ver em http://www.petitiononline.com/naoacord/petition.html) para apresentar na Assembleia da República. Os signatários não concordam com a aprovação desse Protocolo, não querem que a Língua Portuguesa, tal como os portugueses a conhecem, seja alterada.
“Nós não queremos escrever palavras como 'Hoje', 'Húmido', 'Hilariante' sem 'h', não queremos escrever palavras como 'Acção' sem 'c' mudo nem palavras como 'Baptismo' sem 'p' mudo. Queremos continuar a escrever em Português tal como o conhecemos agora”.
Do outro lado da barricada o rosto mais visível é Carlos Reis que defende a ratificação:
“Se queremos (eu quero) que o português tenha hipóteses, mesmo que de difícil concretização, de alguma afirmação internacional em confronto com outras línguas, então não podemos continuar a ignorar as debilidades de um cenário linguístico em que alegremente convivem duas ortografias” (Público 22/3/2008)
Esta defesa assenta na defesa da língua enquanto ferramenta de diálogo internacional, bem como na memorização das modificações.
“Se há aspecto do idioma que é marcado por acentuada convencionalidade, esse aspecto é precisamente a ortografia. E as convenções são reajustadas, quando a realidade das coisas a isso aconselha, sem risco de desfiguração cultural e com todas as vantagens de um entendimento possível entre países, sendo inaceitável que um deles se arrogue direitos de propriedade sobre o idioma.” (idem)

Características gerais do novo acordo
A principal característica e também a mais polémica do acordo ortográfico é a de privilegiar “o critério fonético, em desfavor do critério etimológico”, suprimindo consoantes mudas ou não articuladas. Os cês e pês não pronunciados em palavras como director, acção, protecção, baptismo, adoptar e excepção, as quais passam a escrever-se diretor, ação, proteção, batismo, adotar e exceção.
Se actualmente o alfabeto da língua portuguesa consta de vinte e três letras, com a entrada em vigor do acordo ortográfico passa a ter as vinte e seis letras com a entrada do k, do w e do y.
Outra das principais alterações é o emprego do hífen que é simplificado e substancialmente reduzido. Esta modificação, dizem os especialistas, é a que poderá trazer mais confusão.
A utilização das maiúsculas também é simplificada: os meses do ano, os dias da semana e os pontos cardeais e colaterais, títulos de livros, formas de tratamento, domínios do saber, cursos e disciplinas escolares, logradouros públicos, templos ou edifícios.
Suprimem-se também alguns acentos gráficos, é o caso de todas as palavras graves. O ditongo oi em palavras graves não leva acento. Escreveremos boia e heroico em vez de bóia e heróico.
As principais alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico no Brasil são:
Desaparece o trema. Em Portugal escreve-se aguentar, arguido, frequente e tranquilo. No Brasil as normas ortográficas em vigor estabelecem que estas palavras se escrevem agüentar, argüido, freqüente e tranqüilo. O trema é colocado sobre o u para indicar que esta letra é pronunciada. Em Portugal o trema não se usa desde 1945.
O ditongo ei em palavras graves nunca é acentuado graficamente. Por isso, deixa-se de usar acento em palavras como assembléia e idéia. Actualmente tais palavras não levam acento em Portugal.

A cedência dói sempre e neste caso da língua que é uma identificação cultural e até nacional ainda mais, parece-me, no entanto que os ganhos podem ser maiores.

Mentiras Verrinosas ( enquanto não secam as fontes)

- A C.M. “jura a pés juntos” que consultou em referendo os munícipes sobre se pretendiam festas do concelho este ano ou, se era melhor pagar a quem se deve. Os munícipes terão concluído que queriam festas.

- Com este argumento a Comissão Organizadora das Festas, constituiu já o programa com a novidade de nos dar a conhecer o “Sexo dos Anjos”.

- Entretanto os falidos do meu país estão mais confiantes.
Desde que se soube que a C.G.D. assinou mais um contrato de empréstimo com a falida C.M. de Carrazeda que, se deslocam á filial desta instituição bancária milhares de falidos, à procura de contrair aqui também um empréstimo.

_ Na sequência deste caso, a C.M. decidiu publicar as condições de pagamento em que aceita os empréstimos que continua a fazer. O objectivo é o de provar que não está a hipotecar o futuro das próximas gerações.

- Finalmente vai ser dado uso às medalhas de mérito que a nossa C.M. mandou estampar em boa altura. Aproveitando a altura das Festas do Concelho, o município vai condecorar dois Deputados, respectivamente o Dr. Duarte Lima e o Eng Luís Vaz, que se distinguiram ao longo destes três anos a servir-nos na Assembleia da Republica. A cerimónia terá lugar, no acto do repasto, numa das tasquinhas que vão servir no lugar da feira.

- Ainda a este propósito, concluiu-se que é cada vez maior o número de naturais que já cumprimentaram um Deputado Da Assembleia da República. Tal facto confirma a preocupação destes em querer conhecer o dito “ país real”.

- Com o intuito de publicitar a qualidade da arquitectura da rua principal da nossa querida vila a C.M. vai integrar esta rua num roteiro a criar e que terá o título de “ Roteiro do Bom Gosto”. Acredita-se que esta iniciativa terá o mesmo efeito da produção de telenovelas na região ao provocar a vinda de excursionistas e mirones a conhecer os nossos encantos.

- Quando autuava um cidadão por não ter pago o estacionamento, um fiscal da C.M. ter-se-á sentido mal Supõe-se que as tripas se lhe revoltaram quando admitiu que o dinheiro daquela infracção seguiria depois direitinho para o restaurante ali ao lado.

- Está a ter lugar o “concurso da copa de árvore mais bem iluminada da vila”. Para concorrer basta passear pela vila e fotografar a copa de árvore que, algum dos variados candeeiros públicos ilumine. Este concurso não vale para as árvores plantadas recentemente dado que ainda têm a copa pequena para esta ser bem iluminada pelos candeeiros existentes. Os vencedores do concurso serão, aquele que melhor retratar o fenómeno e o respectivo encarregado que tenha plantado a árvores vencedora.

- Foi registrada mais uma frase enigmática inscrita em parede de instituição pública que diz: - “Ainda bem que não é proibido matar o tempo”.

- Já é conhecida a primeira proposta do criado Grupo de Contacto para a Apresentação de Proposta de Investimento para o Vale do Rio Tua. Trata-se de propor um novo método de chuchar no dedo

27 julho 2008

Reputados putativos

Segundo notícia do Expresso, dois dos nossos mais Reputados Deputados na Assembleia da Republica ter-se-ão esquecido, nesta legislatura que findou, de abrir as suas prestimosas boquinhas. Julgo que não terá sido qualquer complexo de gaguez ou alguma permanente falha de ideias, já que são de todos conhecidos pela sua experiência no trato público e pela capacidade de dissertar e convencer.
È muito provável que não tenham encontrado pretextos, na região que representam, para procurar um tema que cativasse e motivasse aquela Assembleia para um bate-papo profícuo e rejuvenescedor. Assim deixaram-se ficar por aquela doce indolência que acompanha os justos e amantes do seu povo.
Tenho para mim uma justificação que me parece acertada. Afinal os nossos Deputados Duarte e Luís estiveram a fazer jus ao longo silencio que se desprende das nossas montanhas e vales, cada vez mais despidos de onde afinal só despontam os grandes calhaus megalíticos que são a nossa marca.
Não consta que a plebe se tenha ressentido com tão peculiar modo de estar naquela Casa pelo que, poderão os nossos queridos Deputados confiar na continuidade do seu futuro risonho. Não há pois que esmorecer. O gesto pode parecer quixotesco mas a vitória vai ser merecida e será nossa.

25 julho 2008

Novamente o nuclear

A crise do petróleo colocou na ordem do dia o nuclear. O mote foi dado, imagine-se, pelo governador do Banco de Portugal que propôs o estudo desta opção face à crise global da energia. O ministro transparente, mas não invisível (vide Expresso), digo engenheiro Francisco Correia, esclareço, o senhor ministro do ambiente zurziu o senhor governador prometendo não lhe "dar conselhos sobre taxas de juro" e reafirma "nuclear, não obrigado", pela simples razão de não se ter encontrado solução para "os resíduos finais". A opção já está na agenda de consultas da EDP e da espanhola Iberdrola. Os empresários reunidos na AIP, na AEP e na CIP defendem a diversificação das fontes energéticas e a avaliação da oportunidade de produção de energia nuclear em Portugal.
Não vamos entrar na polémica da defesa, do ataque e ou do mal menor do nuclear. O que nos interessa é a especulação sobre o destino de uma futura instalação e o vazadouro dos ditos resíduos perigosos. O litoral estará automaticamente arredado pelas razões óbvias de ser fortemente povoado; o Algarve pelo turismo; o Alentejo será riscado pela força reivindicativa das suas populações e dos seus representantes. Sobra o interior centro e norte e destes o nosso interior é o elo mais fraco. Se bem me lembro esse enigmático empresário português de nome de Patrick Monteiro de Barros, trazia há dois anos na sua mala de negócios um projecto de uma central nuclear e chegou a oferecer "dez milhões de euros por ano e a criação de 300 postos de trabalho directos" ao senhor presidente do Município de Mogadouro pela aceitação da instalação de uma central nuclear no seu concelho. O senhor presidente recusou na altura perante o não rotundo do governo.
Com mais ou menos polémica se a opção pelo nuclear vingar, a central terá um destino certo: a nossa região.

23 julho 2008

Anónimos da minha terra

GENTE SEM ROSTO
Muito pior que “Os Miseráveis” de Vitor Hugo, são os que escrevem e não assinam o que escrevem. Aqueles que não declaram o seu nome, são os “Anónimos”.
Hoje resolvi falar desta autêntica chaga social, porque encontrou um habitat natural para germinar e reproduzir-se de uma forma extraordinária, crescendo, crescendo e assim pensando estar a dar um contributo à sociedade que os rodeia.
Aconteceu que numa reunião de amigos, falou-se disto e daquilo e em determinado ponto, falou-se da nossa terra e dos seus problemas. A Margarida – rapariga audaz e crente nas suas convicções- expunha entusiasmada os seus pontos de vista, a Tulipa mais moderada dizia que seria sensato dar o benefício da dúvida. Já o Gerundio atalhava que isto não ia lá com boas maneiras, ele era frontal e aproveitava a boleia desse extraordinário meio de comunicação moderno, a Internet para expor as suas ideias e fazia-o no lugar certo.
Aqui entra a figura do moderador e questiona aquele grupo sobre o seguinte: - As ideias expostas são válidas, as vossas sugestões ajudam a resolver problemas, e alguns são graves problemas com que o nossa Autarquia se debate, certamente que o nosso Presidente iria aplaudir e agradecer o vosso contributo. Risos e gargalhadas.
Finalmente, onde está a graça!? – Qual é Gerundio o local onde tu, a Tulipa e a Margarida dão a vossa valiosa colaboração?! Responde a rir o Gerundio: - Olha é no Blogue “Pensar- Carrazeda” e no Blogue “Pensar-Ansiaes” e não sou só eu, a Margarida, a Tulipa, O Vinagre e o Zé Rio, quando a malta se junta é que chovem “COMENTÁRIOS”…
Se bem entendo, vocês fazem “comentários” e assinam os ditos comentários, são vossos é a vossa opinião, podem concordar ou discordar, mas é um assunto que vos mereceu um reparo, daí que assinam o vosso nome ou não? Vocês comentam a opinião de quem escreve e quem o fez, assinou e responsabiliza-se pelo que está escrito. Não é verdade?!
Esbelta esta Margarida, com a cabeça que parece uma seara ondulante de trigo louro, veio á liça dizer simplesmente: - Eu e os meus amigos, expressamos as nossas ideias de uma forma “anónima” isto é escrevemos sem assinar o que escrevemos.
Bravo, bravo e querem vocês que a Sociedade dê crédito a essa forma de expressão? Eu cá não só não dou crédito, como acho vil, estúpido, e esses ratos que se escondem para brincar à democracia, merecem o repúdio, e a ignorância pura e simples de toda a sociedade. Reparem neste exemplo simples: - Diz-me Margarida, que fazias tu se te contassem que alguém disse que eras estúpida e uma burra loura? Reagia em conformidade, podes ter a certeza. E reagias como se o autor de tais verdades, não assinando o seu nome diz que é um cidadão anónimo?!
Aos anónimos que “Comentam” este blogue, dou-vos este conselho: - Se, quereis ter alguma credebilidade, assinai e responsabilizai-vos pelas vossas opiniões. A liberdade de opinião existe e também se tal for o caso podem ser responsáveis os que querem agir contra a vossa liberdade. O 25 de Abril deu-nos a liberdade de poder criticar tudo e todos, critique, assuma assine os seus comentários – obrigado- sorria e faça por ser feliz.

A Outra


Vi recentemente e em duas ocasiões diferentes imagens da outra. O que vi, se bem que resumidos a alguns segundos e conhecendo-me militante, preconceituosamente avesso às novelas, foi suficiente para perceber o alcance do dito “a imagem vale mais que mil palavras”. Um voo de falcão sobre o castelo de Ansiães e um outro sobre o Douro ali pela quinta dos Canais de cortar a respiração, um ângulo bem aberto sobre a soberba casa da Selores depois, a Igreja de Moncorvo, o Santuário de Nossa Senhora da Assunção… imagens belíssimas, e aterrei num diálogo de interior em Vila Flor que aos poucos se tornou ininteligível e me obrigou a uma rápida pressão no telecomando. Zaping.
A Outra, novela da TVI e líder de audiências, tem trazido múltiplos visitantes, ditos turistas a… Vila Flor (confira aqui). O presidente do Município local esfrega as mãos de contente e dá por bem empregue “o equivalente ao que se gastaria num concerto do Tony Carreira". Ufana a vereadora local proclama "pacoviamente" que "pela primeira vez, as paisagens de Trás-os-Montes têm um lugar no mapa do país". Seria interessante uma análise sociológica em que o mapa do país são as novelas e o resto é paisagem. Fale quem saiba.
São muitos os relatos que por aí se fazem daqueles que procuram por Vila Flor, pois gostariam de conhecer o Castelo de Ansiães, ou o cais da Senhora da Ribeira. Se pagámos o concerto porque não se colocam umas placas a mostrar o sítio. Todos pagaram, porém o proveito cai todo para o mesmo lado. Invejosos da "outra"? Claro, também pagámos bilhetes.

22 julho 2008

Ruralidades

Fui hoje pela primeira vez, na presente temporada, à piscina municipal descoberta.
Para uma entrada de 1.13 € é difícil arranjar trocos, quando não há outra forma de pagamento que o "cash". Tenham calma. Como já aqui opinei, não sou pelos arredondamentos que sempre prejudicam os consumidores. Por exemplo, um aumento da bica situa-se sempre nos cinco ou dez cêntimos que corresponde a uma percentagem de 10% ou 20%,quando de acordo com a inflação, o acréscimo seria de um ou dois cêntimos. Mas, imaginem pagar o "cafezito" por 51 ou 52 cêntimos... as moedas pretas ficam feias junto das outras...Este aumento até aos olhos do consumidor pareceria ridículo e não se esqueça que pertencemos à UE.
Voltemos à entrada... e ao bilhete de acesso e para mais quem se habituou à simplicidade do cartão da "coberta" é mesmo um grande incómodo. Modernices de outros patrões... Fim de tarde. Quase todos regressam. Muitos jovens a "pedantes", pelo meio da estrada, sem um passeio de jeito. Um amigo e a surpresa do encontro, "por aqui?" "eu venho, você já de saída", "trouxe os miúdos e está na hora". A conversa alonga-se e sabe a cerejas. Fico a saber que habitualmente ali vem da aldeia recôndita a uma boa dezena de km. Com os filhos traz sempre uma outra criança. Um desses desajeitados da vida, com poucas posses, órfão de pai, vive com a avó. Passa parte do tempo livre com os seus dois filhos, compartilhando aventuras e mimos, e até lhe arranjou uma preciosidade, uma bicicleta. Sôfrego de tudo, neste Verão também não lhe tem faltado umas "banhocas" essenciais ao seu crescimento. Na aldeia. Uma história exemplar.
Fresco e vitaminado do mergulho, medito no nosso egoísmo de civilizados egocêntricos. Pela “janela do mundo” lá da casa assisto “impávido e sereno” à crueza das imagens da “indiferença” dos banhistas que almoçavam e apanhavam sol ontem ao início da tarde na praia de Torregaveta, Itália, a escassos metros dos corpos de duas crianças ciganas que morreram afogadas. Não saberiam nadar e ter-se-ão afogado quando foram apanhadas numa onda. Poucos saíram da praia ou deixaram de apanhar Sol.
Na tal aldeia recôndita a "indiferença" ainda não tomou conta de todos.

21 julho 2008

Carrazeda sem tempo

QUE O TEMPO FALE!!.... DEIXEM FALAR O TEMPO.

E na época própria, os santos do meu concelho, disputam a primazia e as honras de receber mais um festival de Musica Medieval.
Os santos da casa não ligam pevide para o acontecimento, assim como os naturais da aldeia que à manifestação, primam pela ausência. Esta música, este género também não é do meu agrado e no ùltimo ano – ìa adormecendo na bonita Igreja de Zêdes – assisti, vi e apreciei o calor da noite, noite de Verão.
Leio os comentários ao acontecimento, feitos por gente que diz ter presenciado a afluência do público - este maioritáriamente da vila – gente esclarecida, que pede a realização do evento em 2009, só e sómente no Centro Cívico de Carrazeda, quem deve ter gostado foi certamente o Pedro Caldeira, comentários de gente anónima, sabem o que dizem?!!!....
É tempo de festas de Santa Marinha em Ribalonga e da Sª da Guia em Foz Tua, coincidentes nas datas, será que alguma vale alguma coisa?!... Gente que vive a 3.000 metros uma da outra, gente que escuta a banda a tocar na outra terra, gente que não tem tempo para pensar nos eventuais prejuizos que podem provocar aos santos. Que São Pedro lhes valha, já que as autoridades nada fazem.
Em Pombal de Ansiães o tempo é de Trial e foi no dia 15 de junho que se realizou mais uma prova a copntar para o campeonato nacional de trial 2008. Diz João Baltazar que” … este desporto não prima pela simpatia da população. Contudo, este ano registou-se um acréscimo de visitantes à nossa aldeia.” È tempo de fazer jus à organização da prova que é um espetáculo que exige habilidade e pericia aos condutores e è a única prova que prevalece no concelho de Carrazeda de Ansiães, é tempo de refletir e não desperdiçar o que de bom existe.
Ponto final. Parágrafo. Não há tempo para especulações. O PSD anunciou que vai fazer o convite a todos os actuais Presidentes das autarquias para que renovem o seu mandato e concorram às eleições de 2009. Não foi preciso mais nada, para que o autarca de Carrazeda de pronto confirmasse a “recandidatura”. Eu nunca acreditei que a hora de abandonar o barco, os projectos anunciados e a obra que ainda falta fazer, já tinha chegado. Por isso em politica os anuncios valem o que valem e a seu tempo, o desenvolvimento da história que a Direcção do PSD achou por bem trabalhar. E agora é tempo de arrumar a trouxa e andar…

19 julho 2008

Filho em mulher alheia

O mundo é cada vez mais dos criadores. Neste caso a minha curiosidade vai para quem concebeu a ideia de se instalar o Centro de Interpretação do Castelo de Ansiães, nos terrenos que são posse da Santa Casa da Misericórdia. Esta originalidade, de “fecundar a mulher do outro”, deverá ter uma justificação compreensível. Alguém a conhece!?
Sabe-se que a Misericórdia prescinde dos direitos de propriedade por uns tempos. E depois! Fica com o Museu de todos?
Depois, já cá não está quem agora decidiu.
Tenho que dizer que eu teria outras sugestões e outras prioridades para instalar e justificar, mais este pólo museológico. Se calhar começava por dar prioridade à valorização do espólio. Aqui vale a pena perguntar, se o município fêz algum esforço para se tentar adquirir a colecção de peças, pertença do falecido Dr. Orlando Carvalho. Sei do trabalho de formiguinha que este realizou para arrecadar objectos vários e valiosos, alusivos á nossa história e ao castelo. Acredito que os seus descendentes mantenham esse património preservado.
È pois pertinente perguntar-se, se não seria prioritário garantir esta colecção única, de material que só o Dr. Orlando Carvalho soube valorizar na devida altura.
Em vez desta resolução temos mais uma construção em cimento armado. Não pretendendo questionar a qualidade arquitectónica do projecto, confirma-se facilmente que este jamais permitirá, por exemplo a visita de estudo de uma turma normal de alunos. Trata-se de uma construção raquítica que dificilmente cumprirá o seu papel numa perspectiva de futuro.
Teremos mais uma obra de boa fachada que um iluminado sonhou para nos encher o olho. Já estou a imaginar a colecção de fotografias cheias de encanto e fantasia, que irão dar a interpretação do dito.
Pelo caminho vai ficando por exemplo o Solar dos Mesquitas nas Selores, A casa do Capitão Lobo (única casa que foi brasonada, na vila), o Centro Cultural, a própria Biblioteca (com a possibilidade de, antes se ter construído de raiz outra biblioteca, num local mais próximo dos potencias utilizadores). Tudo alternativas melhor potenciadas para o papel de Centro de Interpretação do Castelo. Perante a pertinência das ideias e soluções que se expõem cabe perguntar: que “ valores mais altos” se terão levantado para viabilizar a opção que se tomou!?
Definitivamente o mundo é dos criadores, incluindo os que só criam caspa.

Apelo

A direcção do PSD vai convidar todos os actuais presidentes de câmara sociais-democratas a recandidatarem-se nas eleições autárquicas de 2009, anunciou esta sexta-feira o vice-presidente e coordenador autárquico do partido, Manuel Castro Almeida.
(...)
todos os candidatos do PSD às autárquicas deverão estar escolhidos «tendencialmente no final de Março de 2009».

Face a este apelo, qual será a resposta em Carrazeda de Ansiães?

15 julho 2008

Camané em VIla Flor

"Depois de uma noite esgotada no CCB, onde esteve com Bernardo Sassetti e Mário Laginha, num espectáculo chamado “Vadios”, inserido no Festival Música Portuguesa Hoje, Camané continua a apresentar o seu último trabalho “Sempre de Mim” ao vivo.

Assim, é já no próximo dia 19 de Julho que o público de Vila Flor poderá escutar não só novos temas retirados de Sempre de Mim como “Sei de um Rio”, “Ciúmes da Saudade” mas também temas que marcaram a carreira de Camané como “Senhora do Livramento” ou “Mais um Fado no Fado”

10 julho 2008

Festival de Música Medieval


Carrazeda de Ansiães acolhe o VII Festival de Música Medieval nos dias 12, 13, 18, 19 e 20 de Julho de 2008.
Grupos: Ensemble Hispânia, Vozes Alfonsinas, Mediae Vox Ensemble e La Batalla. O festival, que conta com a direcção artística de Pedro Caldeira Cabral, terá ainda a presença de uma oficina sob o tema "A Arte dos Instrumentos Musicais na Idade Média", apresentada pelo próprio.

ENSEMBLE HISPÂNIA - Direcção de Fernando Gomes
Programa: “Oriente-Ocidente”
Sábado, 12 de Julho, pelas 21, 30 horas.
Igreja de Beira Grande.

VOZES ALFONSINAS - Dir. de Manuel Pedro Ferreira
Programa: “Sons perdidos, revividos”
Domingo, 13 de Julho, pelas 21,30 horas.
Igreja de Selores.


OFICINA:
”A Arte dos Instrumentos Musicais na Idade Média”
18 de Julho, das 15 às 18 horas.
Auditório do Centro de Apoio Rural.


MEDIAE VOX ENSEMBLE - Direcção de Filipa Taipina
Programa: “Miracles de Notre Dame de Gautier de Coincy”
Sábado, 19 de Julho, pelas 21, 30 horas.
Igreja de Amedo.


LA BATALLA - Direcção de Pedro Caldeira Cabral
Programa: “Dois Cancioneiros Senhoriais”
Domingo, 20 de Julho, pelas 21,30 horas.
Centro Cívico de Ansiães.


Mais informações aqui

Divulgação

Mentiras Verrinosas ( enquanto se aguarda pelo programa das festas)

- Só agora se confirma que o estudo de urbanização da zona chique do Alto do Vilarinho, na frente para o Agrupamento dos Escuteiros, foi baseado em estudo de antropólogo que havia estudado aldeias de macacos na zona equatorial.

- Em campanha eleitoral recente manifestou-se o chamado “ síndroma dos votos em branco”. Os politólogos do concelho temem que em próximas eleições se repita o síndroma que segundo estes se deve à prolongada “escravatura mental” a que os eleitores têm sido sujeitos.

- Vai ser aberta uma campanha de angariação de fundos para apoiar a reforma antecipada dos nossos elementos da Junta de Freguesia. Participe apoiando com o que puder.

- Nem de propósito informa-se que, o nosso Presidente de Junta, vai escrever um livro de memórias que sairá antes da próxima safra. Pretende relatar o percurso de sucessos e realizações concretizados em prol da freguesia. O título da obra será qualquer coisa no género “Deus Quer o Homem Nasce a Obra Sonha”.

-Durante os meses de verão os residentes na Rua Luís de Camões vão ser presenteados com a oferta mensal de uma carteira de sacos de aspirador e um ramo de malmequeres. No Inverno está prevista a oferta de umas galochas.

- Vai ser feita mais uma campanha de promoção turística do concelho. A frase seleccionada para a campanha foi: “ Aqui os desiludidos são felizes”. Pretende-se tirar partido do factor de felicidade que aqui se propícia, para motivar outros desiludidos a passar férias na região.

- Alarme, apreensão e uma certa angústia, estão a marcar a decisão superior de mandar baixar o IMI. Já se admite que, nem para pôr um ceguinho a cantar, no programa das Festa do Concelho, haverá este ano dinheiro. Para obviar a tal, numa das últimas decisões camarárias ficou decidido adquirir uma colecção de porquinhos mealheiros que serão colocados nas repartições a fim de sensibilizar os utentes para a oferta de uma moedinha.

- Tem sido vista em dias de lua cheia, uma cabra mocha a vaguear junto dos escombros do Museu Rural de Vilarinho. Há quem diga que se trata da “ alma penada” da célebre cabra, que ficou responsável pela derrocada do museu em construção. A justificação que se dá para o facto de andar esmoucada, refere que, esta terá dado uma cornada no guindaste que a obra ainda lá tem. Um grupo de piedosos da cabra até já se lembrou de, tal como há vacas sagradas, instituir também esta cabra com esse dom.

-Ultimamente ninguém tem tentado o suicídio para fugir daqui.

- Anda tudo curioso para ver as nossas Bombeiras Honorárias a fazer as horas de serviço anuais a que agora, a lei obriga.


- Os melómanos de Carrazeda, habituados aos festivais de música medieval, exigem agora ao município, que o festival se faça este ano.

- Preocupado com a gestão do seu colega, cujas consequências chegam a todos, um Presidente de Câmara vizinho, já se disponibilizou a ensinar o nosso a poupar mais.

08 julho 2008

Trabalhos no reino dos "laranja"

Bem recentemente foram eleitos os membros da nova Comissão Política do PSD para o concelho de Carrazeda de Ansiães. Perante a recusa de recandidatura do actual líder do Município, a sua (da Comissão) principal tarefa será indicar o candidato do partido às próximas eleições autárquicas. A pouco mais de uma ano do acto eleitoral não será uma tarefa fácil, pois pesam os cerca de trinta anos no poder concelhio, dos quais seis em coligação, e se o PSD é a força política favorita a ganhar as eleições, a escolha poderá indica o próximo presidente do Município.

A escolha seria fácil se houvesse um "delfim", um claro vice-presidente, alguém que se posicionasse como número dois, um forte líder do partido local, uma pessoa que fosse um claro sucessor. Foi isso que aconteceu na primeira e segunda passagem de testemunho. O primeiro presidente dos laranjas foi líder do partido, presidente da Assembleia Municipal, o segundo foi vice-presidente durante três mandatos. Mas não foi essa a estratégia utilizada pelo actual líder que aos poucos criou o vazio e a entropia. Não preparou uma sucessão ou tão só encorajou e cuidou alguém que pudesse suceder-lhe, defender a obra, continuar uma prática partidária de uma trintena de anos. Pelo contrário, afastou putativos candidatos, não soube consolidar perfis que se desenhavam como futuros sucessores, chamou à equipa elementos estranhos.

A votação para actual Comissão Política Concelhia é elucidativa. Recorda-se que a antecipação das eleições no partido pressupôs a preparação do acto eleitoral de 2009 e a escolha do candidato. Apresentou-se uma única lista com uma quinzena de elementos, contados os membros da Comissão e os da Mesa da Assembleia. Votaram 40 militantes, dos quais 24 disseram sim (os quinze da própria lista e mais nove), dezasseis escolheram a quadrícula em branco. Confrangedor, pois cerca de 40% dos votantes não se revê na Comissão eleita ou tão só coloca algumas reticências.

Olha-se para o elenco e que se vislumbra. Dos quatro eleitos, nenhum tem experiência autárquica camarária. A escolha se for encontrada fora da “nomenclatura” também não é simples. O candidato terá de arcar com a responsabilidade de uma gestão que muitos consideram polémica. O futuro do concelho encontra-se numa encruzilhada difícil. O processo de desertificação humana parece não parar. Não estarão definidos com clareza os caminhos do nosso desenvolvimento colectivo e os instrumentos disponíveis, leia-se dinheiro, são parcos. É uma tarefa, no mínimo, complexa.

(imagem retirada do Abrupto de Pacheco Pereira)

Receber os turistas no Tua


Na estação do Tua foi aberto um espaço de venda de produtos regionais, para ajudar entreter os passageiros do Comboio histórico do Douro, que a CP disponibiliza todos os sábados, até Outubro.
A padaria Foz Tua aproveita para vender o pão centeio, a bola de azeitonas, os bolinhos económicos ou os bolos de coco.
A responsável pela padaria, Paula Monteiro, diz que o "negócio já esteve muito melhor" mas acrescenta que esta é sempre uma forma de "promover os produtos e receber os turistas com mais conforto".
Marco Sequeira tem à venda o vinho, azeite, compotas e frutos secos que a sua família produz na pequena localidade do Tua.

Casa pronta

Entraram em funcionamento sete novos balcões "Casa Pronta" nas Conservatórias do Registo Predial de Borba, Carrazeda de Ansiães, Constância, Entroncamento, Miranda do Douro, Sertã e Vimioso, o que significa que, nestas localidades, passa a ser mais fácil, mais rápido, mais barato e mais seguro tratar de todas as operações relacionadas com a compra e venda de casa.

01 julho 2008

Obscenidades

Preocupa-me a incoerência e falta de firmeza na tomada de decisões.
Preocupa-me tanto como a falta de responsabilização. Quem me explicará a deliberação do Sr. Ministro das Finanças, que antes considerava ilegal a ultrapassagem do “plafond” de empréstimos de certos Municípios para agora voltar a dar o dito pelo não dito e, passar a consentir novos empréstimos!
Num momento de crise em que é sobretudo a classe média quem trabalha e suporta estoicamente a carga de impostos, considero obscena a manifestação de mais esta incoerência. Com que cara se sentirão aqueles presidentes de Câmara que, não prevaricam e respeitam uma lei que, agora já não é! Apoiarão os seus colegas que esbanjam!?
Que prioridades terão sido definidas para dar mais uma oportunidade às Câmaras Municipais que se dedicam a penhorar o futuro das próximas gerações, contraindo empréstimos sucessivos que alguém, que não eles, pagará mais tarde!
Infelizmente o nosso município está entre os que, sem conta nem nexo, se tem dedicado a delapidar o erário público ao ponto de ser considerado um dos maiores devedores. Não dignifica ninguém este estado de coisas mas, quando nem vergonha se sente pelo papel que se faz realmente resultaria no mesmo, e com as mesmas consequências para o povo, com sanções ou não. Dai se concluir que só com severas punições se conseguirão estancar certos tumores, nesta democracia em crise. Desta vez o próximo dinheiro, que há-de vir, será destinado à conclusão dos parques infantis e gimnodesportivos de aldeias sem crianças e jovens, a iluminar as ruas por onde já ninguém passa, a calcetar os caminhos que já funcionavam quando havia gente, quiçá talvez a promover as próximas festas do concelho. Ao mesmo tempo que a pretexto de poupança de dinheiros por exemplo, o poder central nos retira os serviços nocturnos de urgência, decide ceder a prevaricadores como estes. Não haverá pois lugar a pensar-se no social, muito menos em proceder-se aos pagamentos a quem se deve. A propósito, quantas empresas terão já falido por incumprimento de Câmaras!? Vai todo para a “ requalificação de espaços urbanos”.
Perante a comprovada má gestão destes municípios, excrescências da nossa jovem democracia, não seria mais digno e honesto oferecer a fundo perdido, algumas verbas que os salvasse da depressão que nos criam mas que, os consciencializasse para as situações de excepção que deveriam resolver! Talvez este, gesto afinal comum em certos organismos públicos, fosse melhor tolerado por quem contribui honestamente com os seus impostos para a sustentabilidade do país. São os trabalhadores honestos que merecem o nosso reconhecimento.

30 junho 2008

Mentiras Verrinosas de Julho ( com o sol a bater na moleirinha)

- Será verdade ou mentira! Que o autor desta rubrica pondera a hipótese de dar férias merecidas a todos os intervenientes, directos e indirectos, nos temas que aqui aborda.

- Os militantes do Partido Ecologista garantem, até ao desmantelamento da linha do Tua, a máxima ocupação possível do comboio, a ascender e a descender.

-Tal como as candidaturas à UNESCO, também se prevê agora, elevar a património nacional, o concelho mais pindérico de Portugal. Trata-se de eleger aquele que pior trata o seu património natural e construído. Acho que temos hipótese.

- Aragão depois de ponderar, decidiu aceitar liderar a comissão de avaliação (grau de rigor e isenção) dos quadros que assumem a leccionação e gestão da E.P. O grande objectivo é o de confirmar que, é possível avaliar-se o sucesso das estratégias, sem recorrer a concursos públicos para seleccionarmos.

- Entretanto já se sabe que a C.M. decidiu inscrever os seus quadros do departamento da cultura, no curso de formação de animadores sócio – culturais, a decorrer na referida Escola. Trata-se de lhes proporcionar a possibilidade de adquirirem mais “ know -how”.

- O “tabu” agora é o de se saber quando é que o Sr. Presidente faz o testamento.

- A próxima publicação a lançar é de poesia épica. De titulo” A queda de asa de um Anjo”, relata a epopeia de um deputado que deambulou por Lisboa até que retornou a casa, com uma asa partida.

- Diz quem sabe que, com a performance que se adquire na gestão da C.M. facilmente se consegue trabalho no sector privado. Especificamente como encartados na contracção de empréstimos. Mais concretamente – Profissionais / Pedintes. Não confundir com aqueles que pedem por exemplo para pagar o leite em pó no fim do mês, na Farmácia ou, aqueles que pedem uma consulta de urgência.

- Ainda parece que foi ontem e já se vai comemorar um ano desde que foi composto o relógio da torre dos Paços do Concelho. Esta obra emblemática de restauro significou o querer (não confundir com crer) e a abnegação de quem sempre que porfia, consegue.



- Com a chegada do verão é costume duvidar-se de alguns provérbios populares. Dá-se um exemplo. À célebre frase que se usa tradicional numa conversa …”claro como a água” costuma assim perguntar-se: - “água da companhia”!

- Já abriu a época balnear do S. Lourenço. Na fiscalização das condições adequados do lugar esteve o Delegado de Saúde acompanhado pela ASAE.

Intervalo

Mudam-se os tempos...

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas:
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada.. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-
Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas:

Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:

Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar:
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula:

Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

(recebido por email)

Centro de Arte Contemporânea de Bragança inaugurado

Abre esta segunda-feira, em Bragança, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

O projecto com a assinatura do arquitecto Souto Moura teve um custo global de quase 5,2 milhões de euros e tem o nome da pintora transmontana Graça Morais, que será também a principal dinamizadora deste novo espaço.

O município de Bragança quer transformar num "edifício cultural de referência nacional e ibérica" este projecto transfronteiriço, que envolve também a construção de um museu sobre a mesma temática na cidade espanhola de Zamora, da autoria do arquitecto Rafael Moneo.

O Centro de Arte Contemporânea é o primeiro do género no Nordeste Transmontano e vai ter uma exposição permanente de pintura e desenho de 1983 a 2005 de Graça Morais, distribuída por sete salas.

No espaço dedicado à pintora transmontana serão também dinamizados programas específicos para as escolas, Workshops temáticos, ateliês de artes plásticas, encontros com artistas plásticos, projectos de cooperação e visitas guiadas, entre outras actividades.

27 junho 2008

Chega ao fim

Duarte Lima retomou o seu lugar na bancada parlamentar do PSD, acabando assim (para já), a experiência no hemiciclo de São Bento da Dr.ª Olímpia Candeias.

25 junho 2008

Novo site

do município de Carrazeda de Ansiães. Descoberto hoje aqui. Para uma análise mais atenta brevemente.

O Partido Ecologista "Os Verdes" enviou a 8/06, um dossier ao Comité do Património Mundial da Unesco denunciando a intenção do Governo de construir a barragem da foz do Tua numa zona classificada.

Governo autoriza 22 câmaras a pedirem dinheiro à banca

Empréstimos extraordinários

Se há uns meses o ministro das Finanças cortou os empréstimos às autarquias, para evitar que se endividassem ainda mais, agora autorizou que 22 municípios recorram a empréstimos extraordinários.

Assim, as câmaras municipais vão poder ultrapassar os limites do endividamento e concorrer a projectos co-financiados por fundos comunitários.

São 20,9 milhões de euros em empréstimos, previstos nas excepções da Lei das Finanças Locais.

O dinheiro vai ser investido em:

* parques industriais,
* estradas,
* construção de infra-estruturas,
* saneamento
* e, requalificação de espaços urbanos.

Da lista de permissões do Governo fazem parte municípios de pequena e média dimensão: 18 da região Norte e Centro e quatro do Alentejo.

A maior fatia do bolo vai para o pavilhão de eventos de Borba, com um empréstimo de 1,8 milhões de euros.

As autarquias de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Macedo de Cavaleiros pediram à banca 1,7 milhões de euros.

Em terceiro lugar aparece o Fundão com 1,5 milhões de euros.

Em Portugal há ainda 30 câmaras que violam os limites de endividamento. Mas, o Governo decidiu dar oportunidade a este grupo que, curiosamente, integra a lista de quase 300 autarquias que viram reduzida, este ano, a capacidade de endividamento.

24 junho 2008

Adora os Livros

A propósito de um texto no Blog - Pensar Carrazeda, do Sr. Dr. João de Matos, que apelidou de “Adoro destruir Livros”, pareceu-me pertinente formular aqui algumas apreciações a propósito de livros e da sua leitura, junto de nós.
Fui dos que na minha infância usufruíram do prazer de ler, à custa da F. Gulbenkian. Nas suas carrinhas ambulantes esta instituição fazia-se percor por todos os lugares distribuindo livros por quem os quisesse requisitar para ler.
Mais tarde, Vereador na C.M. formulei, conjuntamente com o Prof. Ricardo P. Pereira, uma proposta do seguinte teor: “… Que na falta de outra instituição, seja a Câmara Municipal a garantir a circulação de uma carrinha/biblioteca que, à semelhança da antiga biblioteca itinerante da F.G. garanta a distribuição, por empréstimo, de livros para leitura, por todas as localidades do Concelho.
Que sejam estabelecidos protocolos com instituições e Autarquias que garantam a viabilidade de tal projecto, rentabilizando as infra-estruturas a criar e que garantam a quantidade e qualidade dos livros a manusear.
Que seja estudada a possibilidade, de se disponibilizarem nessa itinerancia, outros produtos culturais para utilização das populações, como sejam: - Jornais e revistas periódicas; Vídeos e CDs; Documentos informativos; Jogos lúdicos, etc”.
Esta proposta foi formulada em 12/3/1989. Teve a seguinte deliberação: “Que o assunto seja discutido quando for contratada a Bibliotecária”.
Mantém-se a conhecida incapacidade para motivar os nossos jovens para ler, pelo que se continua a justificar a proposta.
Mais uma vez se perguntará: - E onde está o dinheiro!?
È muito provável que haja muita gente que, tal como o Sr. Dr. J. Matos, esteja disposta a dispensar os livros que já lhes não interessam. Podia ser um passatempo interessante promover-se uma campanha de angariação de livros junto de quem os quisesse oferecer.
Entretanto também poderemos perguntar-nos se a prioridade definida pela C.M. de gastar verbas a caiar mais uma vez a nossa Biblioteca Municipal não poderia antes ir para a promoção e dinamização deste local de leitura ou de outros como o do exemplo que se deu!
Afinal, sendo o Homem um produto da sua circunstância, a sua actuação resultará ainda e também, deste processo de conhecimento.

21 junho 2008

Prejuízos nas macieiras de Carrazeda

Veja vídeo aqui

IC5 em marcha

CONCURSO PÚBLICO INTERNACIONAL PARA A SUBCONCESSÃO DE LANÇOS VIÁRIOS ASSOCIADOS DESIGNADA POR “SUBCONCESSÃO DOURO INTERIOR”

Na sequência do lançamento do Concurso Público Internacional da Subconcessão Douro Interior, cujas propostas foram abertas em acto público a 03 de Abril de 2008, foi elaborado o “Relatório de Apreciação das Propostas” que estabelece um projecto fundamentado de classificação das propostas dos Concorrentes admitidos no acto público do Concurso, por ordem decrescente de mérito, de modo a permitir a selecção para a fase de negociações dos dois Concorrentes mais bem classificados.
Assim, as propostas que mereceram melhor classificação foram as seguintes:

1ª Classificada - Proposta Variante Financeira à Base do concorrente nº 6 – AENOR – Douro Interior, cujo custo de construção é de € 762 432 890,00 (preços JAN.08) e VAL do esforço financeiro do Concedente de € 712 823 756,00;

2ª Classificada – Proposta Variante Financeira à Base do concorrente nº 5 – Auto- Estrada XXI, cujo custo de construção é de € 742 323 649,93 (preços JAN.08) e VAL do esforço financeiro do Concedente de € 756 001 777,39.


A data prevista, por ambos os concorrentes seleccionados, para a conclusão do primeiro sublanço integrado na subconcessão é Dezembro 2010 e da restante rede é Dezembro de 2011.

Ler mais aqui
Os deputados do PSD, na Assembleia da República, do distrito Bragança, pediram, em comunicado, ao Ministério da Agricultura que apoie aos fruticultores do concelho de Carrazeda de Ansiães.
A queda de granizo que ocorreu, na passada segunda-feira, causou prejuízos entre os 70 e os 90 por cento na produção de maçãs e, por isso, os deputados questionam que tipo de apoios podem ser dados aos fruticultores do concelho, por causa desta intempérie, como explica a deputada Olímpia Candeias:

“Vamos perguntar ao Ministério se, à semelhança do que fez para outros concelhos, aquando de intempéries do género, nomeadamente para Murça e Freixo de Espada à Cinta, vai atribuir ajudas excepcionais para uma situação de calamidade, também causada por condições temporais. E, por outro lado, quais são esses tipos de apoio de poderão ser disponibilizados aos fruticultores do concelho de Carrazeda de Ansiães para minorar esses prejuízos”.

A seguir ao vinho, a produção de maçã constitui um factor importante de rendimento dos agricultores, neste concelho. Ronda as 10 mil toneladas por ano, o equivalente a quatro milhões de euros.
Olímpia Candeias acrescenta que esses apoios são fundamentais, sobretudo para aqueles que não têm seguros, que são os mais prejudicamos:

“Há muitos pequenos e médios produtores que não têm possibilidades de suportar seguros, ficando completamente desprotegidos e, portanto, esses ficam ainda numa situação mais débil”.

A deputada garante, devido aos prejuízos causados, a Frucar, uma unidade de armazenamento e tratamento de maçã de Carrazeda, pode mesmo encerrar ou até despedir alguns funcionários:

“A Frucar está muito preocupada porque não sabe o que fazer. Se há-de encerrar temporariamente ou despedir alguns dos seus funcionários, pois não tendo matéria-prima para comercializar, é óbvio que não tem maneira de se auto-sustentar, se não for com uma ajuda extra-ordinária para acorrer esta situação”.

Os deputados do PSD pretendem que o Governo seja solidário com os agricultores de Carrazeda, de forma a minorar os prejuízos financeiros que a queda de granizo da passada segunda-feira causou.

Parquímetros para os pacóvios

Trata-se de mais um exemplo de submissão e anuência aos ditames dos nossos mandantes, que existem para que os sirvamos e não para nos servirem. Este paradigma justifica tudo. Justifica que nos tirem algumas, poucas, regalias mas que, quem manda as não perca. Repare-se como o exemplo é legitimado. Deixou de se estacionar no centro da vila sem que se pague o tempo de estacionamento, mas o parque privado da C.M. da Escola Profissional e de outros organismos de estado, lá continuam funcionais e gratuitos. Acredito que estas decisões terão sido democraticamente decididas. Mas será que se irá avaliar os seus resultados! Será possível mais uma vez informar-se o povo do preço do estudo técnico realizado para validar esta decisão! E o valor dos parquímetros adquiridos e da sua manutenção monta a quanto! Dizem-me que agora um dos passatempos dos nossos fiscais camarários, é o de vigiar quem está em falta nos pagamentos dos parquímetros, para procederem á respectiva aplicação de coimas. Não invejo estes tristes papéis. Mas já alguém se questionou, se esta tarefa paga ao menos os seus vencimentos! Uma das razões porque o Centro Cultural é pago tão caro, prende-se com a decisão de se ter feito um parque de estacionamento subterrâneo. Afinal de contas, se este parque estivesse a funcionar, visto que está feito, haveria necessidade de onerar o estacionamento de veículos no centro da nossa vila!
Habituado a pagar o que lhe exigem., o povo já deve ter concluído que esta é mais uma maneira de lhe tocarem a chula, e conforma-se porque é tradicional.
È altura de concluir sugerindo pelo menos uma solução, também ela económica, para que se diminua a dimensão dos parques privados das nossas instituições públicas. Passe-se a conduzir as entidades e técnicos superiores em padiola, por esse conselho fora e, dispensar-se-ão automóveis e os respectivos lugares de estacionamento.

Petição sobre a a linha do Tua entregue na AR

O Movimento Cívico pela Linha (MCLT) do Tua lançou a Petição pela Linha do Tua VIVA em 27 de Março de 2008, como forma de protesto pela decisão do Governo de destruir o último troço da Linha do Tua em funcionamento, para construção de uma mega-barragem na foz do Rio Tua.

Com o objectivo de tornar mais célere o processo de discussão em plenário na Assembleia da Republica, relativamente à questão da Linha do Tua, o MCLT decidiu apresentar agora, os resultados desta petição, uma vez que foi ultrapassado há muito o número mínimo de assinaturas exigido por lei para este efeito.



Este foi o texto que a acompanhou:

20 junho 2008

Mentiras Verrinosas de Junho ( com o cheiro a manjerico)

-A associação de alcoólicos anónimos conta com o apoio de várias instituições e tem diversas parcerias. Uma dessas parcerias é com este blog onde, em certas rubricas, certos doentes são incentivados a participar e assim fazer a sua terapia.

- Ultimamente, anda mais macia a voz do Nosso Primeiro. Dizem que quando aparece, denota agora outra entoação de voz, mais próxima da de barítono.

-Com o objectivo de rapidamente se saldarem os gastos, com o estudo e compra do material, foi decidido colocar parquímetros também na Zona do Fundo da Vila. São grandes as probabilidades de sucesso que se perspectivam e já há quem proponha também parquímetros nas freguesias e lugares. Por este andar vai haver dinheiro para as Festas no Concelho.

- A este propósito, este ano haverá um concurso para atribuir os subsídios às Juntas de Freguesia que tragam os andores dos padroeiros para a procissão das Festas do Concelho. O regulamento deste concurso está a ser ultimado e irá valorizar os aspectos plásticos do evento.

- Continua a ser mais fácil obter caca de vaca sagrada que suor de cantoneiro.

.- Não tarda a ser eleito o Perfeito de Ansiães. Para concorrer a este concurso de beleza vai ser necessário possuir medidas modelares. Se surgirem demasiados concorrentes com essas medidas, a opção será a de eleger o Mais que Perfeito.

- Nunca é tarde para aderir. Desta vez o Nosso Primeiro decidiu aceitar o convite que lhe foi feito para pertencer ao Rancho Folclórico da Vila. Embora este pretenda reformar-se, a ideia é a de procurar aprender ainda, com os espectáculos que o grupo proporciona, a actuar melhor junto das populações.

- Falando em actuar, foi decidido promover um colóquio sob o tema – A ética no “patois”.
A intenção é a de motivar as pessoas a não pactuarem perante o “patois”.

- Perguntava a criança, recordando-se da última Ceia de Natal. Mamã o Pai Natal vai reformar-se!

- Choravam baba e ranho os que não votaram na candidata vencedora. Isto de só se gostar de homens “bem parecidos” …

- Embora ainda se não tenha decidido a concorrer, o nosso Aragão já tem um votante seu, para Presidente. Este, declarou-se-lhe aqui, no Blog. Mais sorte teve contudo Patinha A. que conseguiu em Carrazeda três votos na sua candidatura a presidente do partido.

- Com o objectivo de, promover maior frequência da população estudante à Biblioteca Municipal, a C.M. decidiu proceder a repintura exterior do edifício.

- Sondagens recentes dão conta de que, anda alto o “Astral” da Escola Profissional.

17 junho 2008

Promova-se a insurreição popular

Esta última polémica, em que me vi envolvido no blog, lembrou-me outra recente em que esteve envolvido o meu amigo V.V. Nesta comparação, devo dizer que naquele caso se justificou ainda menos a polémica. Sei que V.V. não actua de ânimo leve e no caso, acredito que aliava à razão o seu reconhecido conhecimento e consequente direito de causa. V.V. oferecia gratuitamente a sua apreciação crítica ao trabalho musical de um grupo de jovens. O que recebeu em troca foi também um chorrilho de afrontas e injúrias.
Mas pelos vistos os nossos jovens não andam felizes.
Falam-nos agora de droga e de álcool em excesso, que eu justifico como causados pelo desencanto, pela frustração e pelo marasmo que reina.
Meditando-se sobre esta questão, comodamente sentados na esplanada, a ouvir Bach em fundo e apreciando o quebrar das ondas, podemos perguntar-nos: - Mas que culpa temos nós! E responsabilidades! E obrigação!
No meu caso move-me apenas a condição de cidadão comprometido. È nesta condição que pergunto: Não seria possível existirem outras condições de participação e de realização para os poucos jovens que ainda nos restam!?
Seguem algumas sugestões para rebater.
Planeiem-se cursos de Verão, por exemplo de arqueologia, de desportos variados ou de estudos de línguas. Organizem-se concursos para acessos a bolsas de estudo variadas. Facultem-se ateliers por exemplo de pintura, de escrita ou de fotografia. Promovam-se “workshops” sobre desportos radicais, oficinas de escrita, oficinas de dança, cursos de xadrez, cursos de damas. Usem-se os cafés e as esplanadas para organizar apresentação de DGs, declamações de poesia, programações de animações de rua.
Proponha-se trabalho de planeamento e organização por exemplo das festas do concelho, de festivais de música, de festivais de cinema, exposições diversas. Criem-se trabalhos de apoio a instituições e organismos como juntas de freguesia, organismos de solidariedade social. Proponham-se trabalhos de investigação sobre, etnografia, história, artesanato, preservação do ambiente, fauna e flora. Organizem-se excursões e visitas de estudo e divulgue-se os resultados. Promovam-se acções de solidariedade como festas de beneficência, organização de tômbolas, apoio á construção social, acompanhamento de idosos. Promova-se o intercâmbio entre jovens de diferentes regiões ou países. Organizem-se programas de entretenimento de crianças, idosos, gente disponível a pagar para saber mais.
Ideias não faltam e haveria gente jovem capaz para orientar e, para participar e aprender. Dinheiro também não falta a olhar pelo modo como vemos que é gasto. Faltará a vontade!?

Se nada redundar arriscava a sugerir aos jovens do meu concelho que arrisquem a organizar uma insurreição popular. Pelos vistos parece que é uma coisa que está a dar e com resultados.

Exames

A época de exames nacionais obrigatórios para a conclusão do ensino básico e secundário arrancou hoje com a prova de português do 12º ano, na qual estavam inscritos mais de 70 mil alunos.

Os alunos dispuseram de 90 minutos para porem à prova os seus conhecimentos. Muito pouco para testar tantas horas dedicadas aos estudo. Pormenores e... umas décimas que podem definir o futuro. É a vida!

Menos maçã pode provocar desemprego

Este ano vai haver menos maçã transmontana à venda e tudo por causa do tempo instável que se tem feito sentir este ano, mas podem estar também em causa despedimentos de trabalhadores. Como é o caso da FRUCAR, uma unidade de armazenamento e tratamento de maçã, localizada em Carrazeda de Ansiães, cujos pomares foram afectados, esta segunda-feira, por uma queda de granizo que danificou algumas árvores de fruto.

António Augusto, da administração da FRUCAR a dizer que as más condições climatéricas que se têm feito sentir vão diminuir em muito a produção, longe das 10 mil toneladas que a unidade processa em anos normais. No entanto, a preocupação dos responsáveis da FRUCAR vai mesmo para os 11 trabalhadores a tempo inteiro que a unidade emprega, segundo António Augusto os empregados podem ter os lugares em risco. O tempo instável que se faz sentir no país está a causar estragos na produção de maçã em Carrazeda de Ansiães. Além dos prejuízos para os fruticultores da região, também unidades de tratamento e armazenamento como a FRUCAR podem ter que despedir funcionários para se manterem a laborar.


A FRUCAR tem 11 trabalhadores a tempo inteiro e alguns outros sazonais. As empresas agrícolas empregam muitos outros, particularmente na época da apanha.

15 junho 2008

Autoavaliação precipitada

Como não podia deixar de ser, decidi precipitar a conclusão do caso “Escola Profissional” com uma autoavaliação.
Registo pois os sintomas e antídotos.
- A primeira conclusão leva-me a considerar que entre Vaca Sagrada e Vaca Guisada deverei preferir sempre esta ultima.
- Concluí-se ainda que o tema bateu o “record” de assistências no Blog. Tal leva-me a admitir que, quando os temas forem mais importantes, profundos e exigentes, será possível ultrapassar-se a meta entretanto atingida.
- Pessoalmente acompanhei o problema sem sentir quaisquer sintomas de mal-estar físico, para alem de alguma azia. Não tive prisão de ventre nem outras enxaquecas, apesar da idade e das exigências a que fui exposto.
- Dispendidas “quiçá desnecessariamente” grandes quantidades de luxúrias, vangloriações, maldizer, barbaridades, promiscuidades, ataques cobardes, cinismos, e ironias que, me levam a chamar à atenção do possível esgotamento de stocks destes carburantes, quando forem mais necessários.
- Fiquei sem saber qual a verdadeira estatura de Almeida. Será de estatura baixa, alta, ou mediana! E Marta terá olhos castanhos, ou azuis!
Gomes será patusca ou pintará o cabelo e as unhas!
- Tomou-se conhecimento de que, afinal já não há buracos nenhuns. Que ainda recentemente foram feitos gastos no embelezamento da envolve, porque já é possível dar prioridade à qualidade de apresentação da Escola.
- Verifiquei que reina a alegria, harmonia, e confiança no futuro e que, ao primar-se pelo auto-convencimento se está a percorrer o caminho que levará a singrar-se na nossa terra.
- Em todo o decorrer do processo não consegui disfarçar a minha azia e consequente indisposição causada pelo cheiro a ranço e pelos odores fortes de desodorizante chinês.
- Verifiquei ainda que “malgré tout », sou pouco conhecido na minha terra o que me levou já a procurar apoio junto do meu Conselheiro de Imagem que irá definir-me uma receita com estratégias para me dar a conhecer.
-Conclui finalmente que, possivelmente terei sido dos únicos com dúvidas e, céptico quanto ao futuro da Escola. Se tal soubesse, respeitador como sou da democracia e da vontade das maiorias, teria simplesmente omitido a questão.
Ficar-me-ia disponibilizada a sugestão do nosso querido conterrâneo Dr. João de Matos que, para lá do aproveitamento inqualificável que neste caso foi feito do seu nome, soube opinar sobre o assunto para dizer: -…” nada me move contra a Escola Profissional, que desconheço os seus méritos ou deméritos mas que desejo que funcione bem”.
Com tudo isto, deixo pendentes dois assuntos que “vieram à baila” e que me proponho estudar apesar das minhas limitações. Um é do âmbito da pesquisa científica e trata de questionar-me sobre o porquê do aparecimento da baba, em idades que já não são as de “ criança com bibe” nem todavia a idade da velhice.
A outra é de ordem pedagógica, nesta tenho mais responsabilidades. Trata de estudar propostas que apontem para uma Escola Profissional de sucesso, em Carrazeda de Ansiães.

10 junho 2008

Vacas sagradas e anónimos

No dia das comemorações de Portugal porque não reflectir sobre nós próprios, pois que comemorar feitos, para além do futebol (por enquanto) não temos, no presente, muito de nos orgulhar. A causa de um dos nossos atrasos, penso que seja, a institucionalização das “vacas sagradas”, isto é, não nos é permitido criticar, pôr em causa, apontar as insuficiências. Não que não tenhamos o odioso hábito de criticar por criticar, de maldizer, de caluniar, de lançar a suspeita sem uma argumentação sólida, preferencialmente sob a capa do anonimato.

Sob essa “heróica” farda, vomitam-se as maiores verdades, tecem-se as mais sólidas alegações, legítimas no seu pensar. Na sua assumida “pulhice” revoltam-se se censurados, se apagados, se confrontados para darem a cara. Têm-se no direito de não poderem assumir a identidade por causa do emprego, da posição, de não ficarem mal com ninguém, de serem pura e simplesmente “desprezíveis”… Não enxergam que se trata tão somente de uma questão de coragem, de hombridade. Não descortinam que nunca deixarão de ser meras ratazanas, sem rosto, sem identidade.

Voltamos às vacas sagradas. As instituições serão todas virtuosas, os seus dirigentes serão empenhados, honestos e isentos de toda a crítica e, regra institucionalizada, nunca poderão ser postos em causa. Quem por meios legítimos, isto é, com direito, de modo frontal, com as ferramentas genuínas (a interrogação directa ou indirecta) colocar em causa a sua prática, “cai o Carmo e a Trindade”.

(Veja-se o exemplo aqui em baixo. Nada ou pouco se afirmou, apenas se questionou, e observem-se as alegações em defesa da honra, os apoios à “dama ofendida”, os insultos, sob a capa do anonimato ((pois claro)) ao arguente e… as perguntas “pertinentes” não tiveram respostas convincentes). (Louvam-se também os apoios ao “chefe”, em dias de medalhas, quiçá alguma seja distribuída). (Agradece-se ainda a clarificação das iniciais JLM, pois ficámos a saber que JLM não é o JLM, pois o JLM há um e só um, JLM).

Há muito que se sabe que é da dialéctica que as sociedades evoluem (veja aqui). Em teoria, quanto mais confronto (sereno é preferível) entre tese e antítese, melhor síntese se elaborará. Tudo se desenvolve pela oposição dos contrários. A falta de desenvolvimento verificado nas ditaduras tem como razão o esmagamento dos antagonismos. As sociedades evoluídas nascem da confrontação e da disputa. Assim se passa no domínio das instituições.

Quando se defendem, de forma consciente ou inconsciente” “vacas sagradas” não se estão a defender as estruturas sociais, mas sim o seu definhamento ou cristalização. E em última análise a própria morte. Esta é uma das razões do nosso atraso.

08 junho 2008

O que nasce naquele buraco! Alguem me diz!?

Vai longe o tempo em que andei entusiasmado e empenhado em ajudar a criar na minha terra uma Escola de Artes e Ofícios. Na altura foram os mesmos que depois instalaram a Escola Técnico Profissional, aqueles que boicotaram o processo por puro prazer de “bota abaixo”.
É a altura de me perguntar agora, se terão construído uma Escola Técnico-profissional útil, de qualidade e inovadora?
Quem saberá responder-me!?
A imagem que tenho da Escola assenta sobretudo na ideia, possivelmente errada, de que se trata de mais um organismo onde se instalou a clientela. Onde alguns incompetentes acumularam funções. Onde ninguém avalia a competência do elenco lectivo ou do que por lá se faz.
Quem me esclarece!?
Quem me diz por que preço fica ao erário público a manutenção desta instituição e com que resultados!?
Quem são os responsáveis? Para alem da C.M. que tipo de contributo e responsabilidade financeira também têm outras instituições e organismos, de interesse privado e público, na Escola? Que poderemos esperar do futuro desta instituição!?
Se houver quem me ajude a obter respostas para estas questões, pedia que fosse concreto. Pedia se possível que me apresentasse os relatos, que me apresentasse os orçamentos e relatórios de contas anuais. Pedia que me mostrasse as estimativas de sucesso, na colocação no mercado dos formados na Escola. Pedia que me mostrasse os currículos dos directores e professores bem como os processos das suas candidaturas, aos cargos e os critérios de avaliação que lhes foram aplicados. Pedia finalmente que me dissessem se haverá perspectivas de sucesso no futuro desta instituição.
Para esta última questão espero que não me chegue o argumento de que seria difícil fazer melhor. Ontem como hoje, estou certo de que no meu concelho há gente capaz, jovens motivados e competentes, pessoas com formação que, se devidamente motivados e dirigidos são capazes de tornar possível uma Escola de sucesso e com futuro.

07 junho 2008

Comunicado

(...)
Não podemos considerar normal, nem tão pouco coincidência, que em vésperas de fins-de-semana prolongados, com a expectativa da visita de centenas de turistas, alguns deles com viagens charter programadas nas automotoras do Metro de Mirandela, a Linha do Tua venha a sofrer um acidente e/ou novo prolongamento das condições degradantes em que se efectuam as circulações ferroviárias e o transbordo por táxi. Queremos deixar bem claro que a ocorrência da descoberta de parafusos afrouxados das travessas há algum tempo é gravíssima.

(...)
Parece não ser demais voltar a frisar que em 120 anos de História, a Linha do Tua registou 2 acidentes mortais, mas no espaço de ano e meio, com o intensificar dos ataques mesquinhos de quem defende uma barragem no Tua, conta já com 3 descarrilamentos, todos na mesma zona. Ataques estes que utilizaram numa zona perto da dos acidentes o uso de maquinaria pesada e explosivos.
A rapidez com que algumas entidades vêm a público garantir a perigosidade insustentável da Linha do Tua não pode continuar a passar incólume, mormente pelas responsabilidades que tais entidades assumem na sua gestão.
Por estas razões, remetemos ao Governado
r Civil de Bragança o nosso total repúdio, uma vez que o exercício das suas funções, que passam pela defesa dos interesses do distrito brigantino, nada têm a ver com a celeridade com que vem a público afirmar, sem um mínimo de informação e ponderação, que a Linha do Tua, última via-férrea do distrito que representa, deve fechar porque é perigosa. Propomos ao Senhor Governador que encerre o IP4 imediatamente, pois via de comunicação mais perigosa no distrito não há, e lembramos-lhe que quando remete ao público alguma afirmação fá-lo em nome do Governo que representa, e não de uma circunstancial conversa de café.
(...)

Movimento Cívico pela Linha do Tua, 7 de Junho de 2008

06 junho 2008

DO FUNDO DA ARCA

às compras

Ipsis verbis

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."

Guerra Junqueiro escrito em 1886

O FIM

Novo acidente na Linha do Tua faz dois feridos

Tua, Bragança, 06 Jun (Lusa) - Uma carruagem do metro de Mirandela descarrilou hoje de manhã exactamente na mesma zona da linha do Tua onde já ocorreram dois acidentes desde Fevereiro de 2007, provocando dois feridos ligeiros.

O presidente do metro de Mirandela, José Silvano, afirmou à Lusa que há apenas a registar um ferido, o maquinista, que sofreu um traumatismo no sobrolho.

Contactada pela Lusa, fonte dos Bombeiros de Alijó salientou, contudo, que aquela corporação transportou um ferido que acusava "dores nas costas" até ao centro de saúde de Alijó para avaliação.

O acidente ocorreu cerca das 12:00, envolvendo uma carruagem do metro que fazia a ligação daquela cidade ao Tua, a quatro quilómetros do final da viagem.

O presidente do metro não soube precisar o número de ocupantes no veículo, nem as circunstâncias em que ocorreu o acidente, tendo apenas referido que "a carruagem descarrilou e ficou caída na berma da encosta".

O responsável considerou ainda prematuro pronunciar-se mais sobre o assunto sem conhecer as conclusões de um relatório que será efectuado sobre o acidente.

No entanto, José Silvano estranhou que cada vez que a linha reabre aconteçam passado pouco tempo acidentes no mesmo local, que já foi alvo de intervenções de segurança por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Refer (proprietária da linha).

Em 120 anos de existência, a linha do Tua nunca tinha registado acidentes graves até 12 de Fevereiro do ano passado, quando descarrilou uma carruagem do metro de Mirandela por uma ravina de 60 metros para o rio, matando três pessoas.

A linha esteve encerrada entre Brunheda e o Tua quase um ano e foi alvo de diversas intervenções, tendo reaberto no final de Janeiro.

Passado pouco tempo, em Abril, houve mais um acidente com uma brevina (veículo de segurança), tendo provocado dois feridos.

A linha voltou a encerrar no mesmo troço, tendo apenas reaberto no dia 23 de Maio.

Os passageiros que hoje seguiam na carruagem do metro tiveram que fazer os últimos quatro quilómetros a pé até à estação do Tua.
Lusa/fim

05 junho 2008

Eu tenho dois Ferraris

Enquanto pude, permiti-me ao luxo de trazer os meus dois filhos em colégios, a estudar. A qualidade deste ensino pude confirma-la mais tarde, quando estes tiveram de vir para o ensino público e não se ressentiram. Pelo contrário, adaptaram-se bem e, com as bases que traziam, não tiveram problemas em progredir.
O problema só se põe agora. A minha filha mais velha terá de ter médias altas este ano, para entrar na faculdade que deseja.
Infelizmente sei que se esta estivesse no ensino particular, por norma, os professores seriam mais generosos a dar-lhe notas finais. E desse modo estariam garantidas as médias para atingir o que pretende.
Estou a falar do poder do dinheiro e, no meu caso, na ausência dele.
São estes factos, que se sentem na pele que me levam a questionar-me sobre, onde vão parar os impostos que eu pago e que poderiam servir para dar mais aos meus filhos.
Aqueles que estão nas minhas circunstâncias, entendem melhor a razão de ser de me indignar quando vejo esbanjar, desperdiçar e delapidar usando o meu dinheiro.
Afinal de contas será honesto não responsabilizar os implicados!
Penso a miúdo nos jovens da minha terra e no esforço que a interioridade exige para que os seus pais lhes dêem um curso superior. Problema maior é depois aquele que resulta da garantia de que, com o curso, eles voam para longe para não mais voltar.

Moral da história: - Vai sendo a altura de me ir inscrevendo na lista para o Lar da Misericórdia. A propósito de Misericórdia, daqui deixo uma sugestão. Como o tempo já está bom, é uma boa altura para levar em passeio os nossos idosos ao parque de merendas da Fontelonga. Tem uma paisagem muito bonita.

DO FUNDO DA ARCA


Dia de feira na Praça D. Lopo

03 junho 2008

“AQUI DA MINHA RUA”
Reformado: - Por este Rio acima, vinde poetas cantar a beleza deste vale, o património mundial que é de todos e que alheio às críticas dos ambientalistas, sociólogos, cientistas, gente anónima que ama o Rio. Este Governo vai para a frente com o projecto da Barragem do Rio Tua. Em troca de uns míseros cobres,- Judas vendeu Cristo por trinta dinheiros- a EDP mesmo à quota mínima de 160 metros, vai afundar a linha férerea do Tua. A linha não sabe nadar!....
Fininho: - Vamos tirar fotos, aproveitar de graça o que de graça a Natureza nos oferece. Com a desculpa da crise dos combustiveis e energias limpas e baratas, este Governo tem levado a àgua ao moínho, mas já não engana por muito tempo, 2009 está à porta e até os barões do PS, já avisaram o amigo Sócrates de que o povo, anda a sofrer com o rumo que a política está a tomar, e em 2009 adeus maioria e quiçá, perder as eleições.
Catita: - Mas ainda duvidas disso?!... Agora há uma mulher na oposição. E que mulher!..., não é que eu aprecie o género e muito menos mulheres, eu cá gosto de machos latinos e musculados.
Gibóia: - Será que o PSD desta vez vai tomar juízo?!... Cá p’ra mim a Manuela vai trazer o Santana com rédea curta, vai dizer ao Alberto João, que a Madeira já não é aquele jardim e que não precisa dos votos da Madeira como ficou provado. Quanto ao Sócrates e a 2009, muita àgua vai correr debaixo da ponte e se o Menezes só aguentou 6 meses, vamos ver a resistência desta mulher, mas era bom mulheres ao poder, pelo menos é diferente.
Maria Fumaça:- Olha que há mulheres que sabem governar casa e há muitos homens, que fizeram história, porque atrás deles, havia sempre uma grande mulher. Exemplos há muitos, em Inglaterra por exemplo a dama de ferro, em Portugal só se fôr a dama de paus, mas que a menina tem cariz, e aquele ar sério lá isso tem, até o Marcelo o reconhece.
Reformado: - Maio foi o mês do coração,e eu que não me lembrei disso. Quem se lembrou foi a Junta de Freguesia de Carrazeda, que com o Slogan “- Domingo a mexer – Coração a bater” realizou no passado dia 25/05/08 o V Passeio Pedestre na extensão de 5,5 Klm. Este ano não tive a oportunidade de participar por desconhecimento, pois fá-lo-ía com gosto, é um precurso simpático, agradável e cultural, tem muitos participantes e é feito com segurança,com o apoio de médico e dos Bombeiros. Uma acção louvável que deve continuar, pena que só seja feita uma vez por ano aqui fica o recado.
Fininho: - E neste mês de Junho, vem aì o bom tempo, os santos populares, e o dia Internacional da Criança.
Maria Fumaça: - Crianças sómos nós, felizes aqueles que têem dentro de si o espírito de eterna criança. Apesar da minha idade, não me considero velha. Velha? Velhos, são os trapos e muitos ainda são utilizados diáriamente em várias tarefas. No dia 2 de Junho, com a colaboração espontãnea dos Professores- ainda servem para alguma coisa- e o Pelouro da Cultura da Cãmara Municipal de Carrazeda, houve festa para as crianças. Uma empresa montou na sala de visitas de Carrazeda, um castelo mágico e casa assombrada, feitas de borracha insuflável, onde as crianças podiam subir, escorregar, saltar e divertirem-se como o fizeram.
Gibóia: - Foi bonito sim senhor. Eu vi mais funcionários públicos a entrar no escorrega, meninas a sorrirem e exclamar alto e bom som, que aquilo não era só para os infantis, elas também gostam da diversão, e quem não gosta….
Catita: - Divertidos e felizes, andam os Fiscais da Câmara, agora com competências mais vastas, sentem que a sua importância não só aumentou, como há a hipótese de ver aumentar o magro vencimento ao fim do mês. Para tal basta produzir um pouco mais e passar uns talºões de multas aos incautos automobilistas que se descuidem em tirar o bilhete do estacionamento do pópó.Ou que o mesmo bilhete tenha caducado, por minutos pois o tempo é dinheiro e uma hora tem um preço, daí para riba é mais caro.
Reformado: - E em Carrazeda, não há movimento que justifique tal medida, acontece que há quem dê màs informações ao Chefe e nunca o concelho de Carrazeda se pode colocar em termos de comparação com o vizinho concelho de Macedo de Cavaleiros, só não vê quem é cego, ou não quer ver.
Fininho: - E por aqui nos quedamos. A saga continua, esteja atento aos próximos capitulos e mesmo em férias, eu sei que não deixa de ler este Blog òh chefe.

02 junho 2008

Eu tambem digo que sou ecologista

Estávamos em campanha autárquica e um dia organizámos um comício nas lixeiras do limite do concelho, com Vila Flor. Evidentemente que tínhamos poucos clientes. Naquele tempo as campanhas ainda traziam jornalistas de jornais nacionais, a visitar-nos para ver o que por cá se passava.
Apareceu então de mota, um jovem jornalista de um diário de Lisboa, que já vinha de outro comício no Vilarinho. Quando nos viu rodeados de tão poucos, tratou de nos dizer que estávamos errados na estratégia. Ele acabava de testemunhar uma estratégia melhor, onde “ à volta de uma sardinhada” conviviam os candidatos P.S.D. com os seus militantes todos.
Nesse ano contudo, “por milagre” a crítica que se fez às lixeiras a céu aberto no concelho resultou numa primeira iniciativa do Presidente vencedor que mandou proceder através da direcção do Eng. Barata, a uma limpeza muito boa desses locais.
Foi nessa altura que se descobriu o passatempo de um funcionário dos CTT que lançava nessas lixeiras o correio que não lhe interessava.
Dou outros exemplos, que confirmam a minha preocupação pelo equilíbrio do meio ambiente.
Fui dos que sempre contestaram os desvarios feitos ao rio Tua de Mirandela à foz. Desde a poluição vinda dos esgotos da cidade, passando pelo incumprimento da passagem do caudal obrigatório de água, no Verão e o não tratamento dos esgotos do matadouro do Cachão, passando ainda pela crítica à tiragem desenfreada e sem lei, das areias da sua foz e concluindo com a crítica às lixeiras de Tralhariz e S. Mamede.
Também contestei, quando se justificou, a poluição do ribeiro da Veiga sempre que soube do desleixo da ETAR de Carrazeda; Contestei já também, a poluição visual e a descaracterização da arquitectura no concelho; Contestei a perda dos hábitos e tradições tradicionalmente integrados no meio; Contestei o crime ecológico da construção do Cemitério Fantasma de Luzelos; Contestei o modo ilegal como se exploram as pedreiras do concelho e se não cuida a sua recuperação paisagística. Para variar, até concordei quando um dia em reunião de câmara, o Sr. Presidente para justificar a entrada de mais um funcionário na qualidade de fiscal, argumentou que este se destinava a fiscalizar os crimes ambientais no concelho.
Tudo isto para dizer que não é de ânimo leve que aceito a barragem no rio Tua. Trata-se para mim de um desígnio de interesse económico nacional, confirmada que foi a nossa incapacidade para potenciar de um modo superior, este valor económico e ambiental que o rio e a linha de caminho de ferro constituíam.
O que eu não deixarei de exigir são compensações que superem a perda que iremos sofrer. Tanto mais quanto considero que o nosso, é dos concelhos mais chuleados pela empresa que explora a energia das nossas barragens.
Vem a propósito convidá-los a ler um texto do meu amigo e nosso conterrâneo, Manuel Tão, no caderno de economia do Expresso desta semana. Fala-nos do desperdício das ciclopistas que tem sido uma moda que os nossos autarcas encontraram para dar uso às linhas de caminho de ferro que têm estado desactivadas.

01 junho 2008

Acto de justiça

O primeiro-ministro entendeu que a adjudicação da auto-estrada transmontana, em Vila Real, é um «acto de justiça e solidariedade». Para José Sócrates, o acto público onde se assinou o contrato para esta via foi um daqueles em que participou com mais gosto. «Sei bem o significado que isto tem para as pessoas de Trás-os-Montes. Compreendo os seus anseios e suas expectativas e esperanças. E ao verem agora assinado este contrato quero partilhar este sentimento, ao dizer que este acto prestigia o Estado português", acrescentaria na pompa e circunstância do acto.
Foram bonitas de se ver as manifestações de regozijo de Bragança a Vila Real com foguetório, discursos inflamados, muitas palmas e até lágrimas de emoção. As excursões à capital de Trás-os-Montes para receber a boa nova foram mais que muitas: milhares de idosos e muitos e muitos jovens e crianças desfraldaram bandeiras e entoaram vivas, irmanados num emotivo agradecimento à nação. Alguns, um pouco distraídos, ainda afirmaram ter ido ver o Cristiano Ronaldo, porém a maioria sabia bem da importância do túnel do Marão e da nova auto-estrada. São raras as imagens do evento, mas compreende-se, pois toda a imprensa está empenhada na cobertura noticiosa dos feitos grandiosos da selecção nacional que pela primeira vez estagiou numa cidade bem longínqua, Viseu, uma espécie de interior.
Os idosos bendiziam a obra pela facilidade e comodidade nas futuras excursões camarárias, realçando as peregrinações a Fátima. Os jovens referiam entusiasticamente a rapidez com que poderiam ir assistir aos jogos do dragão e, particularmente o estarem mais perto das boas universidades, quer do litoral, ou da vizinha Espanha. As crianças, quiçá instruídas pelos mais velhos, louvavam a pertinência de poderem mais rapidamente chegar aos locais de consumo, cultura e entretenimento. A população activa dava graças por se ter permitido emigrar mais facilmente para o litoral ou para a Europa. Os empresários também bendiziam a obra e referiam as vantagens de agora melhor poderem importar produtos de Espanha, alguns até referiam a possibilidade de ir mais longe. Alguns "xico-espertos" comentaram que ali não se viam agricultores e produtores da região, até que alguém os esclareceu que estavam em vias de extinção. O senão foi meia dúzia de contestatários que gritaram algumas palavras de ordem na defesa das linhas do Tua e do Corgo e na primazia que devia ser dada ao comboio. Tão poucos, que nem chegaram a estragar a festa... Que foi linda. Bem-haja senhor primeiro ministro!

Liberdade para poluir

As emissões de dióxido de carbono (CO2) são a principal causa do aquecimento global e um dos maiores desafios para os cientistas. E se fosse inventada uma máquina capaz de o sugar e limpar a atmosfera? É isso que está a tentar fazer uma equipa de cientistas da Universidade de Columbia, em Nova Iorque (leia toda a notícia aqui).
A máquina custará 127 mil euros e estará pronta daqui a dois anos e será capaz de absorver de forma económica uma tonelada de dióxido de carbono em cada dia que passa, o que é aproximadamente a quantidade de CO2, por passageiro, de um voo entre Londres e Nova Iorque. A questão é que para retirar o dióxido de carbono, ela própria liberta-lo-á também. Eis um novo negócio à vista para a sociedade industrial. A solução para uma atmosfera mais limpa deveria nascer no consumo, nas energias mais limpas e em formas de poupança, não à posteriori, pois os recursos não são eternos.