Fui dos que não se admiraram quando me mostraram no “ Mensageiro” o edital camarário que propunha para venda em hasta pública, a grande maioria das Escolas Primárias desactivadas, no concelho. Tão pouco estranhei os valores estipulados de base de licitação. Afinal, em tempo de crise, quem estará disposto a pagar o devido por estes bens públicos! Tratava-se pois de delapidar mais um pouco do nosso património, possivelmente com a melhor das intenções. A ideia talvez fosse a de garantir verbas para os ordenados dos funcionários ou pagar a alguns tristes aquilo que se lhes deve. Nesta decisão democrática, julgo que tomada pelo Sr. Presidente, resta a curiosidade não satisfeita, de se saber qual a verdadeira razão e qual terá sido a posição na decisão, de todos os intervenientes, Vereadores, Deputados, Presidentes de Junta. Terão votado contra, ou a favor! Terão feito alguma declaração de voto?
Admirei-me assim que, em cima da hora, me tenham dito que afinal o Sr. Presidente teria reconsiderado e suspenso as arrematações. Terá sido por vergonha! Terá sido por ter verificado que a data (1 de Abril) coincidia com o “dia de enganos” facto que pode levar sempre a interpretações erróneas! Terão sido os Presidentes de Junta a aconselha –lo, depois de acossados pela crítica de alguns com que contam para os reelegerem brevemente!
Ficam-me estas dúvidas e algumas conclusões:
- Quem assume este tipo de decisões tão próximo de fim de mandato, deve estar muito “ entalado”. Será que terá encontrado uma decisão luminosa para colmatar os problemas que queria resolver!?
- Afinal o Sr. Presidente, quando pressionado também cede. Por tal facto se poderá perguntar porque é que noutras decisões gravosas não foi pressionado a reconsiderar;
- Dará para acreditar que a suspensão da decisão tenha por objectivo viabilizar estes espaços ao serviço das populações!?
Para legalistas como eu fica ainda a curiosidade de se saber se a decisão foi uninominal e sim/não tomada em sede própria e, como é possível inviabilizar um edital encima da hora.
Aguardem-se outros desenvolvimentos.
28 março 2009
26 março 2009
Sabe quem são os deputados do seu círculo eleitoral?
Paulo Morais escreveu no JN a 4 deste mês que o “território, uma das nossas maiores riquezas, está votado ao abandono. Este é mais um sintoma do nosso subdesenvolvimento. Ou talvez uma das suas causas. Uma viagem pelo interior de Portugal dá-nos hoje uma visão deprimente. Não há praticamente emprego. Por regra, a Câmara Municipal local é o maior empregador, logo seguido do sector público administrativo do Estado, das instituições particulares de solidariedade social e pouco mais. E isto nas sedes do concelho. Porque as restantes localidades são habitadas por reformados, ex-emigrantes e beneficiários do rendimento mínimo, do subsídio de desemprego ou de subsídios do Ministério da Agricultura. A maioria das localidades já nem tem sequer viabilidade económica.”Quem, como eu, teima em viver no interior do país, Trás-os-Montes, no caso, sabe, saber de experiência feito, que Paulo Morais está certo: dois terços do território nacional foram abandonados pelos políticos. Por todos. Mais ainda por aqueles que nasceram no interior do país e, uma vez arribados ao porto de abrigo da governança, de pronto esqueceram que o engaço tem dentes! Desde a implantação da república que assim é!
A propósito das comemorações dos 200 anos do nascimento de D. António Alves Martins, Bispo de Viseu, Deputado, Ministro do Reino…, fui convidado para participar num livro - “Tempo, Escritos e Iconografias” - evocativo deste ilustre trasmontano. Porque a política me interessa enquanto actividade, não profissão, cujo único propósito é ser cidadão ao serviço dos cidadãos, optei por estudar o perfil de D. António Alves Martins na qualidade de Deputado. Leitura puxa leitura, acabei por ler centenas de intervenções parlamentares de deputados por Trás-os-Montes referentes à segunda metade do séc. XIX. Horas de prazer, sem dúvida, tal a qualidade das intervenções! Todavia, o que verdadeiramente me marcou foi o ter constatado que, naquele tempo, os deputados jamais se esqueciam que estavam como deputados e não eram, como são hoje, deputados. E estavam como deputados ao serviço da comunidade que os elegeu (quantas vezes guerreando o partido pelo qual foram eleitos) e não, como hoje, ao serviço de um partido que veneram temendo a exclusão das listas no caso de não serem serviçais.
Sou defensor da existência de círculos uninominais - aqueles em que os votos dos cidadãos que compõem esse colégio eleitoral são convertidos num único mandato, isto é, neste tipo de círculo apenas é eleito um representante. Deste modo saberíamos a quem pedir contas no final de cada legislatura. Com o actual sistema, se eu ocupar o segundo lugar do círculo do distrito de Vila Real, seja pelo PS ou pelo PSD, e nada fizer para merecer o voto dos cidadãos tenho enormes probabilidades de vir a ser eleito. Quem é que ainda se lembra do nome do segundo deputado eleito da lista em que votou? E do terceiro? E do quarto?
Mas para os partidos o sistema está bem porque, convenhamos, os partidos vivem do sistema. Faço minhas as palavras de José Leite Pereira, director do JN, aí publicadas a 4 deste mês: “se os partidos são - como é cada vez mais evidente - coisa pouco interessante, talvez seja necessário voltar ao princípio, voltarmos a interessar-nos pela política, pela res publica, participando, discutindo e obrigando os partidos a mudar. É que sem eles não temos grandes hipóteses de sucesso. É preciso que todos voltemos à política.”
Jorge Laiginhas
23 março 2009
Mentiras piedosas de Março( enquanto as cerejas não amadurecem)
- As coisas já não são como eram. Agora já nem há “bichas” para nada. Ao que parece já só se faz “bicha” para conseguir uma consulta no Centro de Saúde ou para um lugar no Lar de Terceira Idade. Já lá vão as “bichas” para o confessionário, para a CGD, para a porta do gabinete do Sr. Presidente, para a repartição de finanças, para a licença para obras, para receber as reformas nos CTT,etc. Crie-se um movimento de cidadãos com o objectivo de tentar promover a preservação daquela tradição que nos eram tão querida.
- Até o Leão em pedra, plantado à entrada da povoação de Parambos, anda muito triste e melancólico. Dizem que a culpa é da crise.
- Falando-se de crise, poderá dizer-se que esta não traz só aspectos negativos. Diz-se por exemplo que a paisagem construída do concelho está a ser destruída mais devagar; Comprova-se que hoje em dia há sempre lugar para se estacionar no centro da vila; O pão não esgota nas padarias; É mais reconhecido o acto generoso de dar; Há mais tempo disponível para se falar ao soalheiro, etc.
- Para esta primavera a Junta de Freguesia da Vila decidiu convidar as pessoas a servirem-se das flores do seu jardim, para levarem e usarem em suas casas. A ideia de colaborar assim para promover o gosto pelas flores é simpática mas, já há quem diga que se trata de uma acção de “marketing” eleitoral.
- Ainda a propósito de jardins camarários, foi colocado um poema no jardim das bombas de gasolina, que é considerado o jardim mais estimado da Vila. A maioria diz que o verso é jocoso e tem a intenção de menosprezar o trabalho que ali se faz. Mas eu acho que não. O texto reza: - “ Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam… Não é bonito mas é profundo!!!” .
- A comissão que no fundo da Vila trata dos arranjos do Nicho do Senhor dos Aflitos teve uma ideia ecológica e cheia de simbolismo. Tendo constatado que a Escultura Contemporânea instalada junto à Biblioteca só já tem um holofote a iluminá-la, decidiu utilizar algum do azeite das promessas que recolhe do Senhor dos Aflitos, para substituir os restantes 13 holofotes fundidos, por iluminação com azeite.
- Uma das estratégias para se saber quem vai ser candidato ás próximas eleições autárquicas, é estar atento e ver quem voltou a ir à missa.
- Até o Leão em pedra, plantado à entrada da povoação de Parambos, anda muito triste e melancólico. Dizem que a culpa é da crise.
- Falando-se de crise, poderá dizer-se que esta não traz só aspectos negativos. Diz-se por exemplo que a paisagem construída do concelho está a ser destruída mais devagar; Comprova-se que hoje em dia há sempre lugar para se estacionar no centro da vila; O pão não esgota nas padarias; É mais reconhecido o acto generoso de dar; Há mais tempo disponível para se falar ao soalheiro, etc.
- Para esta primavera a Junta de Freguesia da Vila decidiu convidar as pessoas a servirem-se das flores do seu jardim, para levarem e usarem em suas casas. A ideia de colaborar assim para promover o gosto pelas flores é simpática mas, já há quem diga que se trata de uma acção de “marketing” eleitoral.
- Ainda a propósito de jardins camarários, foi colocado um poema no jardim das bombas de gasolina, que é considerado o jardim mais estimado da Vila. A maioria diz que o verso é jocoso e tem a intenção de menosprezar o trabalho que ali se faz. Mas eu acho que não. O texto reza: - “ Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam… Não é bonito mas é profundo!!!” .
- A comissão que no fundo da Vila trata dos arranjos do Nicho do Senhor dos Aflitos teve uma ideia ecológica e cheia de simbolismo. Tendo constatado que a Escultura Contemporânea instalada junto à Biblioteca só já tem um holofote a iluminá-la, decidiu utilizar algum do azeite das promessas que recolhe do Senhor dos Aflitos, para substituir os restantes 13 holofotes fundidos, por iluminação com azeite.
- Uma das estratégias para se saber quem vai ser candidato ás próximas eleições autárquicas, é estar atento e ver quem voltou a ir à missa.
18 março 2009
BRUXARIA EM FESTA
AS BRUXAS DE MONTALEGRE – Sexta Feira – 13 -
Na vila de Montalegre, pela acção e vontade dos Homens, saliente-se o esforço do Padre Fontes- Vilar de Perdizes- quando no calendário o dia da semana coincidir com “ Sexta-Feira 13”, há a “Noite das Bruxas”. Fomos em grupo assistir a este fenómeno de massas que leva a Montalegre milhares de forasteiros e que eu vi deste modo:
- À tardinha do dia 13 de Março de 09, rumo a Montalegre, com um tempo primaveril, mas à chegada a Montalegre, já noite, a temperatura era mais baixa. Logo à entrada o Castelo iluminado com tochas e raios laser anunciavam o que se iria passar naquela noite, “A noite das Bruxas”. Nos Restaurantes aderentes à festa, a alegria era muita e quer os donos do Restaurante, como as funcionárias vestidas a rigor, ou seja de preto e com um chapéu alto como se usava no tempo das bruxas. O simples facto de anunciarem que há magia, quer na ementa que apresentam, como na decoração os Restaurantes, fazem dos visitantes vítimas indefesas à espera do que vem a seguir e assim apagam-se as lâmpadas e do escuro surgem pequenos diabos com enormes cornos, olhos inflamados a vociferarem palavrões, risos histéricos de velhas pintadas e bruxas mais jovens que exibem lagartos e cobras, tudo serve para viver o momento com alegria, num discurso improvisado por um velho ancião que anuncia o programa a seguir. Há gritos, há medos e receio nos rostos dos espectadores e convidados. Seguimos o cortejo entre Ruas mal iluminadas, com tapetes que recordam teias de aranha, há grupos de animação que tocam, que gritam, há máscaras para todos os gostos e uma imensa mole de gente, gente que segue junta e lentamente aquele cortejo rumo ao Castelo de Montalegre.
Quando chegamos ao largo em frente ao Castelo, um palco improvisado, com um fogão, onde um pote fumegava e deitava chamas, a tradicional “Queimada” e perante uma multidão compacta de mais de três mil pessoas, o Bruxo-Mor – Padre Fontes leu o seu discurso e a multidão fazia coro, com ele na cerimónia de esconjuro e para longe fiquem os maus espíritos, os demónios e afins, por outro lado disse a terminar e agora aliviados e de espírito limpo, cá vos espero na sexta feira dia 13 de Novembro. Terminou o discurso e teve inicio uma sessão piro-musical que foi uma maravilha e durou 15 minutos, depois e aceitando o repto do Padre Fontes, bebeu-se o licor da “Queimada” e havia para toda a gente, ninguém que quis provar ficou sem aquela água pura que foi benta nesta noite e alguns acreditam lhes dá sorte, há que beber três, é número ímpar. Foi uma experiência incrível e narrado é pouco, o melhor mesmo é ver com os próprios olhos e depois pensar: - Como é possível estar presente tanta gente, tantos forasteiros que de longe querem estar presente nesta noite. Você acredita em bruxas?!... Claro que não. Mas que as há, lá isso há, e em Montalegre existem e são bem-vindas para o Turismo daquela terra, os Restaurantes, hoteis e Residenciais agradecem e vivem com elas as bruxas.
Há na pobre existência de cada um de nós –mortais- factos, que nos levam a acreditar na própria vida. Viver é também planear como, juntar uma ideia a outra ideia, convidar amigos e juntos realizar a vontade de participar, de partir com os Amigos e em conjunto fazer a festa.
Na vila de Montalegre, pela acção e vontade dos Homens, saliente-se o esforço do Padre Fontes- Vilar de Perdizes- quando no calendário o dia da semana coincidir com “ Sexta-Feira 13”, há a “Noite das Bruxas”. Fomos em grupo assistir a este fenómeno de massas que leva a Montalegre milhares de forasteiros e que eu vi deste modo:
- À tardinha do dia 13 de Março de 09, rumo a Montalegre, com um tempo primaveril, mas à chegada a Montalegre, já noite, a temperatura era mais baixa. Logo à entrada o Castelo iluminado com tochas e raios laser anunciavam o que se iria passar naquela noite, “A noite das Bruxas”. Nos Restaurantes aderentes à festa, a alegria era muita e quer os donos do Restaurante, como as funcionárias vestidas a rigor, ou seja de preto e com um chapéu alto como se usava no tempo das bruxas. O simples facto de anunciarem que há magia, quer na ementa que apresentam, como na decoração os Restaurantes, fazem dos visitantes vítimas indefesas à espera do que vem a seguir e assim apagam-se as lâmpadas e do escuro surgem pequenos diabos com enormes cornos, olhos inflamados a vociferarem palavrões, risos histéricos de velhas pintadas e bruxas mais jovens que exibem lagartos e cobras, tudo serve para viver o momento com alegria, num discurso improvisado por um velho ancião que anuncia o programa a seguir. Há gritos, há medos e receio nos rostos dos espectadores e convidados. Seguimos o cortejo entre Ruas mal iluminadas, com tapetes que recordam teias de aranha, há grupos de animação que tocam, que gritam, há máscaras para todos os gostos e uma imensa mole de gente, gente que segue junta e lentamente aquele cortejo rumo ao Castelo de Montalegre.
Quando chegamos ao largo em frente ao Castelo, um palco improvisado, com um fogão, onde um pote fumegava e deitava chamas, a tradicional “Queimada” e perante uma multidão compacta de mais de três mil pessoas, o Bruxo-Mor – Padre Fontes leu o seu discurso e a multidão fazia coro, com ele na cerimónia de esconjuro e para longe fiquem os maus espíritos, os demónios e afins, por outro lado disse a terminar e agora aliviados e de espírito limpo, cá vos espero na sexta feira dia 13 de Novembro. Terminou o discurso e teve inicio uma sessão piro-musical que foi uma maravilha e durou 15 minutos, depois e aceitando o repto do Padre Fontes, bebeu-se o licor da “Queimada” e havia para toda a gente, ninguém que quis provar ficou sem aquela água pura que foi benta nesta noite e alguns acreditam lhes dá sorte, há que beber três, é número ímpar. Foi uma experiência incrível e narrado é pouco, o melhor mesmo é ver com os próprios olhos e depois pensar: - Como é possível estar presente tanta gente, tantos forasteiros que de longe querem estar presente nesta noite. Você acredita em bruxas?!... Claro que não. Mas que as há, lá isso há, e em Montalegre existem e são bem-vindas para o Turismo daquela terra, os Restaurantes, hoteis e Residenciais agradecem e vivem com elas as bruxas.
Há na pobre existência de cada um de nós –mortais- factos, que nos levam a acreditar na própria vida. Viver é também planear como, juntar uma ideia a outra ideia, convidar amigos e juntos realizar a vontade de participar, de partir com os Amigos e em conjunto fazer a festa.
Informe-se
Porque vemos as obras e ninguém explica, aqui vai.Rede de fibra óptica de Trás-os-Montes concluída em Março
A rede comunitária dos cinco concelhos da Terra Quente Transmontana vai estar concluída até ao final de Março.
O projecto, que dá pelo nome de Terra@Quente broadband, deverá beneficiar 90 mil habitantes de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães.
Segundo a Lusa, o projecto promovido pela Associação de Municípios da Terra Quente deverá entrar, em breve, na fase de análise exploração de uma rede de fibra óptica com potencial para larguras de banda de 10 Gbps.
Concessões de exploração para operadores tradicionais ou parcerias entre municípios e empresas são hipóteses sobre a mesa.
15 março 2009
Quem quer casar com a Carochinha!
A leitura recente (13/3/09) no Jornal “Público” de uma entrevista com Ran Charan leva-me a fazer esta sugestão: procurem relacionar a resposta que ele dá à pergunta que também transcrevo e concluam se não seria este o conceito a recolher para a busca de soluções para a futura gestão do nosso município. A pergunta: - “ O que é que as empresas devem fazer para sobreviver à turbulência …da crise. Resposta: - Há cinco coisas essenciais. Primeiro, têm de ter credibilidade naquilo que dizem, saber a quem o dizem e, acima de tudo, serem muito honestos nisso. Nunca prometerem coisas em que não acreditem. Em segundo lugar, as empresas têm de ter dinheiro em caixa. Isso quer dizer que aquelas que não têm liquidez têm de arranjá-la e as que já têm precisam de inovar mais do que nunca e ter um markenting eficiente. Em terceiro lugar, as empresas têm de preservar talento e adquirir novos talentos de que precisem para alcançar os seus objectivos futuros. O que nos leva ao quarto aspecto: pensar a longo prazo e tentar atingir esses objectivos futuros. Finalmente, têm de comunicar, comunicar e comunicar, quer com as pessoas dentro da organização quer para fora”.
Se tivermos encontrado a solução teórica só faltaria encontrar quem a leve à prática.
Para aqueles que consideram que corremos o risco de, por falta de quem faça melhor, “ainda virmos a agradecer” ao actual presidente o trabalho realizado, propunha que se lhe perguntasse se seria capaz de concretizar as sugestões e os moldes propostos por Ran Charam. Se ele desse garantias não teríamos que procurar mais.
Se tivermos encontrado a solução teórica só faltaria encontrar quem a leve à prática.
Para aqueles que consideram que corremos o risco de, por falta de quem faça melhor, “ainda virmos a agradecer” ao actual presidente o trabalho realizado, propunha que se lhe perguntasse se seria capaz de concretizar as sugestões e os moldes propostos por Ran Charam. Se ele desse garantias não teríamos que procurar mais.
Divulgação - exposição
"A Linha do Tua vai ser apresentada em Paris, a todos os curiosos e interessados nesta causa, através do olhar de mais um amigo, o fotógrafo José Miguel Ferreira. De 17 a 26 de Março de 2009.(...)
Poderá obter toda a informação na página do MCLT (www.linhadotua.net) e na página do José Miguel Ferreira (www.jmferreira.net), onde além de outros trabalhos, encontrará também as versões francesa e inglesa do texto que acompanha as fotografias, para uma mais ampla divulgação."
Aviso à navegação - Comentários
Por razões que desconheço, muitos comentários de leitores não têm chegado ao endereço electrónico postado no "blogger", houve atrasos consideráveis na moderação de comentários. Daí as nossas desculpas. Por outro lado, vai chegando muito insulto e aviltamento na forma de anonimato. Embora a nossa peneira seja larga, não podem ter outro tratamento que o desprezo. Aos "heróis" anónimos que por aí andam, um singelo conselho, dêem a cara para se saber quão "valentes" são!
13 março 2009
Pedras que falam (corrigido)
O RICO PATRIMÓNIO NATURAL
Carrazeda de Ansiães, deve ter orgulho da sua história passada e a prova disso é a preocupação que a autarquia tem em dar a conhecer a sua história. Existiram nobres no nosso concelho? Sim. A prova desse facto são os solares que se encontram nas nossas aldeias e são a prova de casas senhoriais alguns com capelas particulares de rara beleza, por exemplo na aldeia de Alganhafres e na aldeia de Selores. Estão em condiçoes de receber visitas? Não. E, o caso não é para menos, dada a sua longevidade expostos às màs condições atmoféricas e ao desgaste natural do tempo que o IPAR leva na sua perservação, os solares do meu concelho estão há muito condenados à morte. Há solares em Zedes, em Vilarinho da Castanheira, em Tralhariz e na aldeia de Ribalonga, o meu concelho foi terra de condes, viscondes e gente de sangue azul. Rico em lendas que nos falam de “Pedras bulideiras” de grutas dentro das quais há tesouros escondidos, de Antas onde se reúnem mouras encantadas em noites de lua cheia.
O concelho de Carrazeda, não esteve alheio ao fenómeno “Associativo” que surgiu no país depois de 1974, e na maioria das sedes de freguesia e outras aldeias do concelho apareceram as “Associações Recreativas e Culturais “ e formalizaram o seu nascimento com escritura pública e sócios preocupados com a vida cultural da freguesia, pedindo “Subsídios” à Câmara e ao Estado, para as suas sedes e assim vemos edificios enormes, armazéns de cultura que agora estão “abandonados” outros ainda vão servindo em acontecimentos esporádicos que os dirigentes teimam em manter e que se contam pelos dedos de uma mão.
A fórmula é simples, constituir uma Associação e depois há verbas e maneiras legais de obter dinheiro do Estado, assim pensou o responsável autárquico para criar a “Associação para o desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” e na altura este Presidente da Câmara, com património da familia no São Lourenço, tudo faia prever que o “desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” ìa ser uma realidade, desejada por todos os homens de boa fé, mas tal não aconteceu, mais uma vez foi deturpado o fenómeno associativo.
Há muitas e variadas “Associações” para os mais diversos fins e que também utilizam várias designações como por exemplo: - “A confraria do Vinho do Porto” “A confraria dos amigos da lampreia” e “A Liga dos Amigos da Anta”
Esta a Liga dos Amigos da Anta que comemorou 25 anos da sua existência, tem a sua sede no concelho de Carrazeda de Ansiães, tem os seus fins bem defenidos nos estatutos, e congrega entre os seus associados, todos os que gostam da Natureza e das Rochas, monumentos megaliticos e não só. Nunca usou a política de subsidio-dependente, as suas acções são desconhecidas do público? São. Os Amigos da Anta estão de regresso às suas origens e querem dar continuidade ao seu projecto, para isso vamos “Mobilizar vontades” vamos fazer o recenseamento e cativar novos sócios, precisamos de gente. È preciso dar o exemplo, é precioso salientar a diferença e esta existe, quer nos métodos, como na forma de trabalhar.
Se gostas de conviver, se gostas de caminhar e conhecer a história da tua terra, as origens de Ansiães, e os segredos que estão dentro das muralhas do Castelo de Ansiães,junta-te a nós, pois todos não somos demais para dar voz às pedras e vida aos monumentos. Contacta com o João Manuel Sampaio, o Alfredo Sampaio, e o António Chousende - Zêdes-João Ferreira em Mogo de Ansiães e Manuel Barreiras Pinto, Carlos Manuel Fernandes, em Carrazeda de Ansiães.
Carrazeda de Ansiães, deve ter orgulho da sua história passada e a prova disso é a preocupação que a autarquia tem em dar a conhecer a sua história. Existiram nobres no nosso concelho? Sim. A prova desse facto são os solares que se encontram nas nossas aldeias e são a prova de casas senhoriais alguns com capelas particulares de rara beleza, por exemplo na aldeia de Alganhafres e na aldeia de Selores. Estão em condiçoes de receber visitas? Não. E, o caso não é para menos, dada a sua longevidade expostos às màs condições atmoféricas e ao desgaste natural do tempo que o IPAR leva na sua perservação, os solares do meu concelho estão há muito condenados à morte. Há solares em Zedes, em Vilarinho da Castanheira, em Tralhariz e na aldeia de Ribalonga, o meu concelho foi terra de condes, viscondes e gente de sangue azul. Rico em lendas que nos falam de “Pedras bulideiras” de grutas dentro das quais há tesouros escondidos, de Antas onde se reúnem mouras encantadas em noites de lua cheia.
O concelho de Carrazeda, não esteve alheio ao fenómeno “Associativo” que surgiu no país depois de 1974, e na maioria das sedes de freguesia e outras aldeias do concelho apareceram as “Associações Recreativas e Culturais “ e formalizaram o seu nascimento com escritura pública e sócios preocupados com a vida cultural da freguesia, pedindo “Subsídios” à Câmara e ao Estado, para as suas sedes e assim vemos edificios enormes, armazéns de cultura que agora estão “abandonados” outros ainda vão servindo em acontecimentos esporádicos que os dirigentes teimam em manter e que se contam pelos dedos de uma mão.
A fórmula é simples, constituir uma Associação e depois há verbas e maneiras legais de obter dinheiro do Estado, assim pensou o responsável autárquico para criar a “Associação para o desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” e na altura este Presidente da Câmara, com património da familia no São Lourenço, tudo faia prever que o “desenvolvimento das Caldas de São Lourenço” ìa ser uma realidade, desejada por todos os homens de boa fé, mas tal não aconteceu, mais uma vez foi deturpado o fenómeno associativo.
Há muitas e variadas “Associações” para os mais diversos fins e que também utilizam várias designações como por exemplo: - “A confraria do Vinho do Porto” “A confraria dos amigos da lampreia” e “A Liga dos Amigos da Anta”
Esta a Liga dos Amigos da Anta que comemorou 25 anos da sua existência, tem a sua sede no concelho de Carrazeda de Ansiães, tem os seus fins bem defenidos nos estatutos, e congrega entre os seus associados, todos os que gostam da Natureza e das Rochas, monumentos megaliticos e não só. Nunca usou a política de subsidio-dependente, as suas acções são desconhecidas do público? São. Os Amigos da Anta estão de regresso às suas origens e querem dar continuidade ao seu projecto, para isso vamos “Mobilizar vontades” vamos fazer o recenseamento e cativar novos sócios, precisamos de gente. È preciso dar o exemplo, é precioso salientar a diferença e esta existe, quer nos métodos, como na forma de trabalhar.
Se gostas de conviver, se gostas de caminhar e conhecer a história da tua terra, as origens de Ansiães, e os segredos que estão dentro das muralhas do Castelo de Ansiães,junta-te a nós, pois todos não somos demais para dar voz às pedras e vida aos monumentos. Contacta com o João Manuel Sampaio, o Alfredo Sampaio, e o António Chousende - Zêdes-João Ferreira em Mogo de Ansiães e Manuel Barreiras Pinto, Carlos Manuel Fernandes, em Carrazeda de Ansiães.
10 março 2009
EFEMÉRIDE VIII
Fez em Fevereiro 9 anos que foi proposto pelo Presidente e aprovado unanimemente, um Regulamento que, entre outros aspectos, regulamentava o pagamento de taxas por quem explorava as nossas pedreiras e areias. Neste concelho em que se é obrigado a paga de IMI o valor máximo, alguém tem conhecimento de que actualmente se cobrem taxas, a quem continua a explorar as nossas riquezas naturais!? Nem que só fosse o suficiente para a manutenção das estradas e caminhos que assim são degradados! Ou então para depois se recuperar a paisagem entretanto destruída!
Será legal esquecer os regulamentos que se aprovam quando está em causa o erário público!? Alguém mais está preocupado com isso! Será justo trabalhar, pagar impostos e depois ter de se aceitar o que se passa!?
“ REGULAMENTO MUNICIPAL DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXA PELA EXPLORAÇÃO DE INERTES
Nota Justificativa
Com a publicação da Lei nº 42/98, de 9 de Agosto, que aprovou o novo regime das Finanças Locais, passou a prever-se uma nova taxa dos municípios a cobrar a título de “ ressarcimento dos prejuízos causados ao município pela exploração de inertes na respectiva área” (alínea n ) do artigo 19º).
O presente regulamento visa regulamentar a liquidação e cobrança da referida taxa, consagrando as normas adequadas a esse objectivo.
Nestes termos, para efeito do disposto no nº7 do artigo 112º e ao abrigo do disposto no artigo 241º, ambos da Constituição da República Portuguesa, com fundamento na alínea n) do artigo 19º da Lei nº 42/98, de 6 de Agosto, a Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 53º e da alínea a) do nº 6 do artigo 64º, ambos da Lei nº 169/99 de 18 de Setembro e em sessão realizada no dia --- sob proposta da Câmara Municipal aprovada em reunião de 24 de Fevereiro, aprovou o seguinte “ Regulamento Municipal de liquidação e Cobrança de Taxa pela Exploração de Inertes”.
Artigo 1º (Objecto) - O presente regulamento estabelece as normas por que se regerá a liquidação e cobrança…
Artigo 2º (Incidência) - Fica sujeita a pagamento de taxa a extracção de inertes na área do Município.
Artigo 3º (Taxa) – A taxa devida pela extracção corresponderá a 100.000$00,por cada tonelada extraída.
Será legal esquecer os regulamentos que se aprovam quando está em causa o erário público!? Alguém mais está preocupado com isso! Será justo trabalhar, pagar impostos e depois ter de se aceitar o que se passa!?
“ REGULAMENTO MUNICIPAL DE LIQUIDAÇÃO E COBRANÇA DE TAXA PELA EXPLORAÇÃO DE INERTES
Nota Justificativa
Com a publicação da Lei nº 42/98, de 9 de Agosto, que aprovou o novo regime das Finanças Locais, passou a prever-se uma nova taxa dos municípios a cobrar a título de “ ressarcimento dos prejuízos causados ao município pela exploração de inertes na respectiva área” (alínea n ) do artigo 19º).
O presente regulamento visa regulamentar a liquidação e cobrança da referida taxa, consagrando as normas adequadas a esse objectivo.
Nestes termos, para efeito do disposto no nº7 do artigo 112º e ao abrigo do disposto no artigo 241º, ambos da Constituição da República Portuguesa, com fundamento na alínea n) do artigo 19º da Lei nº 42/98, de 6 de Agosto, a Assembleia Municipal de Carrazeda de Ansiães, nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 53º e da alínea a) do nº 6 do artigo 64º, ambos da Lei nº 169/99 de 18 de Setembro e em sessão realizada no dia --- sob proposta da Câmara Municipal aprovada em reunião de 24 de Fevereiro, aprovou o seguinte “ Regulamento Municipal de liquidação e Cobrança de Taxa pela Exploração de Inertes”.
Artigo 1º (Objecto) - O presente regulamento estabelece as normas por que se regerá a liquidação e cobrança…
Artigo 2º (Incidência) - Fica sujeita a pagamento de taxa a extracção de inertes na área do Município.
Artigo 3º (Taxa) – A taxa devida pela extracção corresponderá a 100.000$00,por cada tonelada extraída.
09 março 2009
Rica sessão de propaganda
O Ex.mo Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações convidou-me e eu apareci. Mais uma sessão cinzenta, com meia dúzia de "gatos pingados", a ouvir umas "tretas" e "balelas", para largar uns suspiros e bocejos, era o preconceito. Logo que me aproximei do Centro de Apoio Rural, estranhei a muita movimentação - GNR à porta, muita produção em vestuário e brilhantina e eu a pensar: "olha, tantos que foram convidados e eu a pensar que era muito importante". Transpus a porta e tapei a boca de espanto: "isto vai estar animado" - ainda para com os meus botões - sala quase repleta (o espaço veio a revelar-se insuficiente para a afluência), cenário cuidadosamente montado em tons de vermelho e negro. Depois toda a produção, diria quase hollywoodesca: o vermelho, o preto e o branco; o púlpito moderno, imponente, o cenário de projecção, a parnefália de TICs, as palavras bem destacadas: "www.douro interior.pt", "uma estrada que nos liga", "aenor"... A um sinal do "speaker", as pessoas sentaram-se automaticamente em completo silêncio. Iniciaram-se os flashes fotográficos que se prolongaram sessão adentro. Que falta aqui faz uma foto. Anunciou o anfitrião, o senhor Presidente do Município Carrazedense que não agradeceu, apenas reconheceu que vai ser desta. Um filme cortou rapidamente as envergonhadas palmas. Testemunhos sentidos e agradecidos. Anunciado o representante da AENOR, a concessionária, despejou informação e muitos números. O IC5 e o IP2 iniciam-se em Setembro de 2009 e após 30 pontes, 200 passagens, 1 000 000 de toneladas de betão, 4 000 empregos directos com estaleiros em Vila Flor, Mogadouro e Trancoso e a "task force" denominada de DIACE sedeada em Alfândega da Fé(a nós nada), chegaremos a Novembro de 2011 com uma factura a atingir os 600 milhões de euros. Esperava-se que com o slide sobre Carrazeda se atingisse o climax da apresentação. O homem da regie não o tinha preparado. Aqui a produção quase escambalhou. Uma verdadeira nódoa na pintura até aí imaculada. Uns bem compridos segundos de indecisão. Pediu-se um esforço de imaginação aos presentes para que Mogadouro (era o que estava preparado) se transformasse em Carrazeda. Só custava um bocadinho. Uns sorrisos nervosos, mas afinal, o ppt de Carrazeda poderia ser apresentado. Coube-nos então: 14 km, menos 30 minutos para Vila Real e 36 para o Porto. Um nó de ligação no Pombal e outro no Mogo de Ansiães. As gentes do litoral (até que enfim, dir-nos-ia depois o senhor secretário de estado) dar-nos-ão 50 milhões de euros para essa pouco mais de uma dúzia de km (uma bagatela: três milhões por cada km) e haverá 300 trabalhadores a laborar neste lanço. Mais um filme e mais testemunhos entusiasmados. Depois o senhor secretário de estado que repetiu até à exaustão que este governo cumpre promessas, que é o fim do isolamento do interior, que agora é que vai haver igualdade de oportunidades e que a oposição se opõe à realização da obra. Que rica sessão de propaganda, como nunca tinha visto...
08 março 2009
Mentiras Piedosas de Março( tentando sair da hibernação)
Contributo poético. Desta vez escolho esta quadra de Vitorino de Nemésio:
“ Poeta de alguma graça,
Prefiro não ter nenhuma
E atirar a quem passa
Esta linguagem em suma.”
- Enquanto não acaba a hibernação que nos tem invadido, vão sendo preparados adjectivos para lançar próximos acontecimentos. Só falta completar depois:
- Vai ser dada esperança aos jovens que…
- Vai ser concretizado o projecto de…
- Vai ser dado o máximo apoio ao...
- Vai ser ouvida a melhor sugestão para…
- Vai ser atendida a súplica para que…
- Vai ser assumida a responsabilidade de…
…
- O único que não hiberna, dizem que é o candidato do poder. Os mais curiosos perguntam-se sobre o que será possível ele andar a prometer!?
- Dizem que a crise não chegou a Carrazeda. Os que cá trabalham consideram antes que esta nunca de cá saiu;
- Este ano o Carnaval foi tão pindérico que nem carne fresca foi oferecida. Dizem que o povo perdeu a vontade de rir. Por tal facto o pelouro da cultura vai promover brevemente um Work Shop destinado a quem queira reaprender a rir;
- Foi a enterrar a esperança daqueles a quem a Câmara Municipal deve dinheiro. Depois do último chumbo, da última tentativa para regularizar a contracção do último empréstimo para regularizar a dívida, no último mês, feito por esta última gestão da C.M. , só já resta a fé aos devedores que o nosso Município colecciona.
- Se os Paços Municipais não tivessem tantas escadas de acesso não teria sido tão grave a queda da Decência. Dizem que esta ia de braço dado com a Ética. Até ao momento não se sabe qual o grau de gravidade no acidente nem quanto demorará a recuperação. Ao mais cépticos dizem que vai demorar uma geração;
- Para justificar a sua extraordinárioa ocupação, os serviços do Departamento da Cultura estão a proceder à inventariação dos eventos que têm realizado a fim de os incluir no próximo Boletim Cultural;
- Quando se fala de “banca rota” na nossa C.M. esquecem-se sempre da riqueza do património imobiliário de que esta dispõe para saldar a dívida. Ninguém ainda fez contas a este valor pecuniário, que a gestão deixa aos futuros administradores. Referem-se os Centros Culturais das Aldeias e Vila, as Escolas desactivadas do Segundo Ciclo, as Sedes das Juntas de Freguesia, os Gimno-desportivos; os Jardins e Praças; As Casas do Povo; os Tanques Públicos; os Arquivos, os Postos de Turismo. Repare-se que a maioria deste imobiliário está sempre a valorizar porque está instalado nos melhores e mais importante locais.
- Constitui motivo de orgulho para todos os carrazedenses o contributo que voltaram a dar para que a EDP registasse o lucro de 100 milhões de euros, este ano.
“ Poeta de alguma graça,
Prefiro não ter nenhuma
E atirar a quem passa
Esta linguagem em suma.”
- Enquanto não acaba a hibernação que nos tem invadido, vão sendo preparados adjectivos para lançar próximos acontecimentos. Só falta completar depois:
- Vai ser dada esperança aos jovens que…
- Vai ser concretizado o projecto de…
- Vai ser dado o máximo apoio ao...
- Vai ser ouvida a melhor sugestão para…
- Vai ser atendida a súplica para que…
- Vai ser assumida a responsabilidade de…
…
- O único que não hiberna, dizem que é o candidato do poder. Os mais curiosos perguntam-se sobre o que será possível ele andar a prometer!?
- Dizem que a crise não chegou a Carrazeda. Os que cá trabalham consideram antes que esta nunca de cá saiu;
- Este ano o Carnaval foi tão pindérico que nem carne fresca foi oferecida. Dizem que o povo perdeu a vontade de rir. Por tal facto o pelouro da cultura vai promover brevemente um Work Shop destinado a quem queira reaprender a rir;
- Foi a enterrar a esperança daqueles a quem a Câmara Municipal deve dinheiro. Depois do último chumbo, da última tentativa para regularizar a contracção do último empréstimo para regularizar a dívida, no último mês, feito por esta última gestão da C.M. , só já resta a fé aos devedores que o nosso Município colecciona.
- Se os Paços Municipais não tivessem tantas escadas de acesso não teria sido tão grave a queda da Decência. Dizem que esta ia de braço dado com a Ética. Até ao momento não se sabe qual o grau de gravidade no acidente nem quanto demorará a recuperação. Ao mais cépticos dizem que vai demorar uma geração;
- Para justificar a sua extraordinárioa ocupação, os serviços do Departamento da Cultura estão a proceder à inventariação dos eventos que têm realizado a fim de os incluir no próximo Boletim Cultural;
- Quando se fala de “banca rota” na nossa C.M. esquecem-se sempre da riqueza do património imobiliário de que esta dispõe para saldar a dívida. Ninguém ainda fez contas a este valor pecuniário, que a gestão deixa aos futuros administradores. Referem-se os Centros Culturais das Aldeias e Vila, as Escolas desactivadas do Segundo Ciclo, as Sedes das Juntas de Freguesia, os Gimno-desportivos; os Jardins e Praças; As Casas do Povo; os Tanques Públicos; os Arquivos, os Postos de Turismo. Repare-se que a maioria deste imobiliário está sempre a valorizar porque está instalado nos melhores e mais importante locais.
- Constitui motivo de orgulho para todos os carrazedenses o contributo que voltaram a dar para que a EDP registasse o lucro de 100 milhões de euros, este ano.
07 março 2009
Onde é que ela está?
02 março 2009
Homenagens
A cerimónia decorreu a 21 de Fevereiro, no Teatro Municipal de Bragança. O troféu de homenagem é mais uma vez da autoria do escultor carrazedense Paulo Moura.
(foto do Jornal Nordeste)
Ipsis verbis
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
João Pereira Coutinho
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
João Pereira Coutinho
27 fevereiro 2009
LITTERAE
SONETO ÉPICO
(à memória de Ansiães)
aquele ancião austero e valente
nas muralhas pelos céus recortadas,
erguia uma espada reluzente
das furiosas batalhas travadas
do sangue e das lágrimas derramadas,
escorrendo pelo chão duro e ardente,
restam ainda as memórias veladas
destes filhos que se tornaram gente!
agora somos pais e somos mães
e te amamos, adorado leito,
pela ilustre História que tens!
por te querermos, não nos deixes sós,
ó gloriosa terra de Ansiães,
pois das tuas entranhas, viemos nós!
Hélder Rodrigues
(à memória de Ansiães)
aquele ancião austero e valente
nas muralhas pelos céus recortadas,
erguia uma espada reluzente
das furiosas batalhas travadas
do sangue e das lágrimas derramadas,
escorrendo pelo chão duro e ardente,
restam ainda as memórias veladas
destes filhos que se tornaram gente!
agora somos pais e somos mães
e te amamos, adorado leito,
pela ilustre História que tens!
por te querermos, não nos deixes sós,
ó gloriosa terra de Ansiães,
pois das tuas entranhas, viemos nós!
Hélder Rodrigues
25 fevereiro 2009
Previsões
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros,
casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne
insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência,
que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in «Das Kapital», 1867
(recebido por email)
casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne
insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência,
que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in «Das Kapital», 1867
(recebido por email)
23 fevereiro 2009
Em agenda
"Discute-se no próximo dia 5 de Março na Assembleia da República o Projecto de Resolução nº418/X do Grupo Parlamentar "Os Verdes" que recomenda ao Governo que desencadeie o processo de classificação da Linha Ferroviária do Tua como Património de Interessa Nacional.
Para "Os Verdes", a Linha do Tua é uma peça fundamental do património português, não só pelo papel essencial que desempenhou na História mas também pelo deslumbramento que proporciona a quem a utiliza. É uma obra-prima única e sem equivalente do nosso património ferroviário, ocupando um lugar relevante no Património Industrial que é cada vez mais valorizado a nível mundial.
(...)
Para "Os Verdes", a Linha do Tua é uma peça fundamental do património português, não só pelo papel essencial que desempenhou na História mas também pelo deslumbramento que proporciona a quem a utiliza. É uma obra-prima única e sem equivalente do nosso património ferroviário, ocupando um lugar relevante no Património Industrial que é cada vez mais valorizado a nível mundial.
(...)
Visita ao castelo de Ansiães
Entre aqui http://www.castelodeansiaes.com/
e viaje por um sítio encantado.
e viaje por um sítio encantado.
18 fevereiro 2009
Barragem - mais empregos
A barragem do Baixo Sabor, que está a ser construída em Torre de Moncorvo, é um investimento que vai ajudar a combater a crise. É a convicção do primeiro-ministro, José Sócrates, que ontem visitou o local.O chefe do Governo baseia-se em números: 300 pessoas e 42 empresas estão, neste momento, envolvidas nos trabalhos. A obra começou em Setembro de 2008, deve acabar em 2013, e no auge da empreitada estarão ali ocupadas 1700 pessoas e mais de 100 empresas. "Isto significa que esta barragem está a dar mais oportunidades de emprego", frisou Sócrates, acrescentando as "oportunidades de actividade para as empresas portuguesas". "É com estes investimentos que se combate a crise", rematou.
(...)
Pedido de empréstimo chumbado para Município de Carrazeda
Um total de 11 Câmaras viram chumbados pedidos de empréstimos do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas (PRED), um número para o qual contribui Viseu, autarquia presidida por Fernando Ruas, que lidera a Associação Nacional de Municípios Portugueses.Das 11 autarquias, seis são do PSD (Viseu, Celorico de Basto, Ferreira do Zêzere, Alfandega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Ourém), quatro do PS (Paredes de Coura, Alandroal, Celorico da Beira e Ponte da Barca) e uma da CDU (Moura), disse à Lusa fonte ligada ao processo.
Segundo a Direcção-Geral do Tesouro, o montante global autorizado foi de 415 milhões de euros, ao invés dos 485 milhões solicitados pelo conjunto das autarquias.
(...)
16 fevereiro 2009
Poema de Esperança
"Rasgo no horizonte riscos que me inquietam...
Tento agarrar na neve que cobre
as fraldas dos montes
e não consigo...
Ardem-me as mãos, mas ainda bem, humedeço a cara
com o gelo esmagado.
Olho em volta e só vejo acenos
percorro veredas e não te encontro...
Mas procuro-te em todo o lado
e de repente da neve emerge a flor.
A primavera está a chegar, a medo,
assim como a medo, chego-me mais um pouco
ao pé de ti...
no fontanário dos meus sonhos!
A lua ilumina os meus passos
e retenho-me no teu olhar,
no teu sonho fico preso
e nada me consola a não ser
saber que sonhas e eu sonho!
Quem sabe um dia a rosa despontará
da roseira semeada no Outono!"
JMS
Tento agarrar na neve que cobre
as fraldas dos montes
e não consigo...
Ardem-me as mãos, mas ainda bem, humedeço a cara
com o gelo esmagado.
Olho em volta e só vejo acenos
percorro veredas e não te encontro...
Mas procuro-te em todo o lado
e de repente da neve emerge a flor.
A primavera está a chegar, a medo,
assim como a medo, chego-me mais um pouco
ao pé de ti...
no fontanário dos meus sonhos!
A lua ilumina os meus passos
e retenho-me no teu olhar,
no teu sonho fico preso
e nada me consola a não ser
saber que sonhas e eu sonho!
Quem sabe um dia a rosa despontará
da roseira semeada no Outono!"
JMS
15 fevereiro 2009
Discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua
O período de discussão pública do EIA da Barragem de Foz-Tua termina no próximo dia 18 de Fevereiro, às 24h.
Todos os interessados nesta temática e defensores da Linha do Tua devem participar nesta discussão pública, enviando uma carta, ou a ficha de participação disponibilizada abaixo, para a Agência Portuguesa do Ambiente.

Os documentos devem ser enviados por correio postal até às 24h do dia 18 de Fevereiro de 2009.
Director-Geral da Agência Portuguesa do Ambiente
Rua da Murgueira, 9/9A - Zambujal
Apartado 7585
2611-865 Amadora
Todos os interessados nesta temática e defensores da Linha do Tua devem participar nesta discussão pública, enviando uma carta, ou a ficha de participação disponibilizada abaixo, para a Agência Portuguesa do Ambiente.

Os documentos devem ser enviados por correio postal até às 24h do dia 18 de Fevereiro de 2009.
Director-Geral da Agência Portuguesa do Ambiente
Rua da Murgueira, 9/9A - Zambujal
Apartado 7585
2611-865 Amadora
12 fevereiro 2009
LITTERAE
POEMA
passo a passo
como um cego vagueando
pelo caminho sinuoso
da folha branca
por desflorar
sílaba a sílaba
- como num sorvo -
bebendo metáforas
com música celestial
palavra a palavra
como uma teia
pacientemente
se tece
pétala a pétala
como gota de orvalho
levemente dançando...
até que a flor
dentro de nós
C R E S C E
... e a POESIA
A M A N H E C E !
h. r.
passo a passo
como um cego vagueando
pelo caminho sinuoso
da folha branca
por desflorar
sílaba a sílaba
- como num sorvo -
bebendo metáforas
com música celestial
palavra a palavra
como uma teia
pacientemente
se tece
pétala a pétala
como gota de orvalho
levemente dançando...
até que a flor
dentro de nós
C R E S C E
... e a POESIA
A M A N H E C E !
h. r.
Evoluir
A teoria da evolução natural de Darwin faz hoje 150 anos.
O evolucionismo, afirma que as espécies animais e vegetais, existentes na Terra, não são imutáveis, contradizendo a teoria dita "criacionismo" baseada no livro do Génesis de que Deus criou o universo e a vida e assim se mantiveram ao longo dos séculos.
A sua teoria, bem actual, consiste grosso modo na luta pela existência, numa competição entre seres que vão desenvolvendo capacidades para melhor se adaptarem ao meio natural e são esses que deixam maior número de descendentes.
No seu livro "A origem das Espécies" concluiu que os animais tinham, originalmente, chegado às Ilhas Galápagos vindos do continente e, uma vez ali, tinham desenvolvido diferentes aptidões diferentes de ilha para ilha, de acordo com o seu novo habitat e também devido ao isolamento geográfico de umas ilhas em relação às outras.
Quanto mais mutações e o ambiente for difícil mais evolução sofrem os seres vivos para se adaptarem ao seu novo habitat.
A teoria com um pouco de esforço pode aplicar-se também ao devir das sociedades. É o caso das lideranças políticas. A permanência durante longos anos em cargos tem demonstrado acomodação e uma evolução pouco significativa, como provam as lideranças totalitárias. A mudança cria muitas vezes novas sinergias, isto é novas dinâmicas e uma transformação nos ambientes sociais que propiciam progresso e desenvolvimento.
O evolucionismo, afirma que as espécies animais e vegetais, existentes na Terra, não são imutáveis, contradizendo a teoria dita "criacionismo" baseada no livro do Génesis de que Deus criou o universo e a vida e assim se mantiveram ao longo dos séculos.
A sua teoria, bem actual, consiste grosso modo na luta pela existência, numa competição entre seres que vão desenvolvendo capacidades para melhor se adaptarem ao meio natural e são esses que deixam maior número de descendentes.
No seu livro "A origem das Espécies" concluiu que os animais tinham, originalmente, chegado às Ilhas Galápagos vindos do continente e, uma vez ali, tinham desenvolvido diferentes aptidões diferentes de ilha para ilha, de acordo com o seu novo habitat e também devido ao isolamento geográfico de umas ilhas em relação às outras.
Quanto mais mutações e o ambiente for difícil mais evolução sofrem os seres vivos para se adaptarem ao seu novo habitat.
A teoria com um pouco de esforço pode aplicar-se também ao devir das sociedades. É o caso das lideranças políticas. A permanência durante longos anos em cargos tem demonstrado acomodação e uma evolução pouco significativa, como provam as lideranças totalitárias. A mudança cria muitas vezes novas sinergias, isto é novas dinâmicas e uma transformação nos ambientes sociais que propiciam progresso e desenvolvimento.
10 fevereiro 2009
EFEMÉRIDE VII
Pareceu-me pertinente recordar mais uma deliberação de Câmara, datada de 11 de Setembro de 1998. Tomei recentemente conhecimento de que alguns bem intencionados tentarão brevemente enriquecer-nos com mais um museu e, quando por exemplo se sabe que o nosso município ao lado abriu concurso para um segundo museu no Distrito dedicado a nossa Pintora Graça Morais, achei que devia valer a pena recordar esta deliberação que também aguarda a sua vez.
“ Proposta de Musealização da Telheira de Carrazeda de Ansiães”.
1 – Introdução.
A tradição do fabrico artesanal da telha constitui uma das actividades que, ao longo dos tempos, se desenvolveram em Carrazeda de Ansiães, existindo ainda hoje muitos dos seus vestígios físicos, relevando-nos a importância que a mesma conheceu num passado ainda não muito distante. Com esta proposta pretende-se desenvolver um Projecto de criação de uma pequena estrutura museológica, aproveitando para o efeito uma das últimas telheiras que laborou em Carrazeda de Ansiães. Com a musealização da referida telheira pretende-se também sugerir a inexistência de um equipamento com estas características na região de Trás-os Montes, possibilitando ainda que o mesmo desenvolva actividades que não se confinem apenas à sua àrea específica - o estudo e a divulgação da industria artesanal da cerâmica - podendo também actuar nas vertentes pedagógica e turística.
2 – Justificação de proposta.
Para além do que foi anteriormente exposto, a Proposta de musealização da referida telheira pretende igualmente alcançar os seguintes objectivos:
- Contribuir para a consciencialização da população para os valores do património cultural e um melhor conhecimento da si própria;
- Salvaguardar e recuperar um elemento patrimonial característico da região e que desempenhou um significativo papel económico e social;
- Constituir um instrumento de dinamização cultural, promovendo acções de divulgação do património da região e do exterior;
- Representar um instrumento de apoio pedagógico, tendo em vista a ligação escola-meio;
- Desempenhar um complemento de atracção turística, nomeadamente no âmbito do turismo cultural e do turismo rural, diversificando a oferta turística de Carrazeda e reforçando a sua atractividade.;
- 3 – Metodologia de intervenção com vista a concretizarem-se os objectivos acima expostos. Propõe-se o desenvolvimento desta proposta de acordo com três etapas:
3.1- Aquisição das instalações da telheira e respectiva área circundante, por parte da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. Só após este objectivo ter sido alcançado é que existe uma base concreta para o desenvolvimento do Projecto.
3.2 – Celebração de um protocolo de colaboração com a Associação Portuguesa para o Património Industrial tendo por objectivo a elaboração por parte desta, do Projecto definitivo de musealização da telheira;
3.3 – Candidatura do Projecto de musealização da telheira ao PRONORTE- SUB-PROGRAMA C (?).
A Câmara Municipal após análise e discussão do referido assunto deliberou por unanimidade de votos dos membros presentes, a aprovação da referida proposta.
NOTA:É justo referir que esta proposta foi estudada e apresentada pelo cidadão Dr. Vasco Manuel da Paz Seixas, natural de Luzelos , aldeia com forte tradição nesta industria. Esta foi uma das, muito poucas propostas, apresentadas em Reunião por cidadãos exteriores à Câmara. Daqui remeto ao Vasco Seixas o meu sincero reconhecimento.
Esfumados os vestígios que havia na altura, relativos a este património, tudo indica que estas ideias recentes de construir aqui museus, nesta altura do campeonato, deverá conduzir aos mesmos resultados da proposta citada.Da minha parte, como de costume, deixo a minha humilde opinião. Porque não vão visitar os Lares do nosso Concelho e recolher os vestígios que ainda existem lá, do património cultural vivo que é o nosso. Infelizmente é a definhar nos nossos Lares que temos os nossos melhores museus.
“ Proposta de Musealização da Telheira de Carrazeda de Ansiães”.
1 – Introdução.
A tradição do fabrico artesanal da telha constitui uma das actividades que, ao longo dos tempos, se desenvolveram em Carrazeda de Ansiães, existindo ainda hoje muitos dos seus vestígios físicos, relevando-nos a importância que a mesma conheceu num passado ainda não muito distante. Com esta proposta pretende-se desenvolver um Projecto de criação de uma pequena estrutura museológica, aproveitando para o efeito uma das últimas telheiras que laborou em Carrazeda de Ansiães. Com a musealização da referida telheira pretende-se também sugerir a inexistência de um equipamento com estas características na região de Trás-os Montes, possibilitando ainda que o mesmo desenvolva actividades que não se confinem apenas à sua àrea específica - o estudo e a divulgação da industria artesanal da cerâmica - podendo também actuar nas vertentes pedagógica e turística.
2 – Justificação de proposta.
Para além do que foi anteriormente exposto, a Proposta de musealização da referida telheira pretende igualmente alcançar os seguintes objectivos:
- Contribuir para a consciencialização da população para os valores do património cultural e um melhor conhecimento da si própria;
- Salvaguardar e recuperar um elemento patrimonial característico da região e que desempenhou um significativo papel económico e social;
- Constituir um instrumento de dinamização cultural, promovendo acções de divulgação do património da região e do exterior;
- Representar um instrumento de apoio pedagógico, tendo em vista a ligação escola-meio;
- Desempenhar um complemento de atracção turística, nomeadamente no âmbito do turismo cultural e do turismo rural, diversificando a oferta turística de Carrazeda e reforçando a sua atractividade.;
- 3 – Metodologia de intervenção com vista a concretizarem-se os objectivos acima expostos. Propõe-se o desenvolvimento desta proposta de acordo com três etapas:
3.1- Aquisição das instalações da telheira e respectiva área circundante, por parte da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães. Só após este objectivo ter sido alcançado é que existe uma base concreta para o desenvolvimento do Projecto.
3.2 – Celebração de um protocolo de colaboração com a Associação Portuguesa para o Património Industrial tendo por objectivo a elaboração por parte desta, do Projecto definitivo de musealização da telheira;
3.3 – Candidatura do Projecto de musealização da telheira ao PRONORTE- SUB-PROGRAMA C (?).
A Câmara Municipal após análise e discussão do referido assunto deliberou por unanimidade de votos dos membros presentes, a aprovação da referida proposta.
NOTA:É justo referir que esta proposta foi estudada e apresentada pelo cidadão Dr. Vasco Manuel da Paz Seixas, natural de Luzelos , aldeia com forte tradição nesta industria. Esta foi uma das, muito poucas propostas, apresentadas em Reunião por cidadãos exteriores à Câmara. Daqui remeto ao Vasco Seixas o meu sincero reconhecimento.
Esfumados os vestígios que havia na altura, relativos a este património, tudo indica que estas ideias recentes de construir aqui museus, nesta altura do campeonato, deverá conduzir aos mesmos resultados da proposta citada.Da minha parte, como de costume, deixo a minha humilde opinião. Porque não vão visitar os Lares do nosso Concelho e recolher os vestígios que ainda existem lá, do património cultural vivo que é o nosso. Infelizmente é a definhar nos nossos Lares que temos os nossos melhores museus.
Linha férrea do Tua

A manutenção da linha do Tua ou a construção de um novo ramal ferroviário, se esta em parte for inundado pela nova barragem, passa a ser promessa de um membro do Governo.
"A ousadia de uma secretária de Estado" por Manuel Carvalho no PÚBLICO
"(...)Ana Paula Vitorino limitou-se a repetir o que dissera em Agosto.
Que a Linha do Tua é importante e, se a barragem a submergir, o seu concessionário, a EDP, terá de a reconstruir a uma cota mais elevada. Em Agosto, porém, no dia a seguir a mais um acidente fatal no percurso, as declarações da secretária de Estado soaram a palavras de circunstância destinadas a apaziguar o protesto público. Desta vez, a solenidade da sua declaração tem outro valor. Daqui para a frente, se a barragem de Foz Tua avançar e se a linha desaparecer, uma promessa formal do Governo ficará irremediavelmente incumprida. (...)
08 fevereiro 2009
Interioridade e desistência - serviços de saúde
A última cimeira Luso-Espanhola pariu um acordo de cooperação ao nível dos cuidados de saúde que visa melhorar o acesso aos serviços de urgência das populações das zonas raianas. Assim, os utentes dos dois serviços de saúde podem optar pelo mais próximo ou indicado dos dois lados da fronteira. O acordo visto sem um conhecimento da nossa realidade parecerá um avanço civilizacional e merecerá dos mais distraídos estridentes aplausos, porém vejamos: as localidades da fronteira portuguesa estão grosso modo desprovidas de unidades de assistência à saúde com a qualidade e apetrechamento que os cidadãos mereceriam, ao contrário das existentes em Espanha. Conhecidas as realidades fronteiriças dos dois países depressa se concluirá que a cooperação será de quase sentido único e os cidadãos portugueses dessas localidades irão sair beneficiados. De acordo. Porém este "negócio" irá mais uma vez servir para o que Adriano Moreira chamou de "desistência" do interior.A racionalização que tem servido de base ao encerramento de serviços públicos, à falta de investimento público e de uma discriminação positiva parece pressupor uma desistência face a uma parte do território. Não nos devemos conformar porque todas as pessoas têm direito à sua dignidade e os valores éticos não permitem aceitar estas lógicas. O Estado não pode adiar ou suspender a sua responsabilidade perante todos os portugueses, mormente a distância e custo/utente numa lógica pura de "racionalização". Citando uma vez mais Adriano Moreira “a racionalização cobre a desistência, porém a resistência deve prevalecer sobre a desistência”.
Rodovia ou ferrovia?
No Público de 6.ª feira: A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mantém a posição defendida a 22 de Agosto de 2008 sobre a manutenção da Linha do Tua. Numa resposta enviada ontem ao PÚBLICO, a governante reafirma que, "se for considerado imprescindível o encerramento do troço em causa [por causa da construção da nova barragem da EDP], deverão ser garantidas, pela concessionária, condições para a criação de uma variante ferroviária". Ou seja, a alternativa rodoviária proposta pela EDP não é solução.
"Nem pensar", foi a resposta dada por Ana Paula Vitorino naquele mesmo dia, poucas horas depois do último acidente ferroviário na Linha do Tua, quando confrontada com a possibilidade de o comboio deixar de circular entre esta estação e Mirandela. Na altura, a secretária de Estado afirmou que o comboio "é muito importante para a mobilidade da região"
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) também se congratula com a posição de Ana Paula Vitorino e faz votos para que, "como prometido, e em Março a Linha do Tua esteja finalmente operacional, em conformidade com a segurança e modernização que se exige". O MCLT questiona e condena veementemente a desunião das autarquias de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça, Vila Flor, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, cuja consequência "é a destruição do património cultural e industrial ferroviário de Trás-os-Montes".
Para diminuir os danos provocados pela futura barragem e aproveitar a nova albufeira, é sugerida a criação de um Programa de Desenvolvimento Turístico para o vale do Tua e de um programa para a criação de oportunidades de auto-emprego.
A EDP não reage publicamente à posição assumida ontem, ao PÚBLICO, pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que exige uma alternativa ferroviária à submersão da linha do Tua pela futura barragem da eléctrica nacional. Mas a empresa tem uma posição clara sobre o assunto. A EDP não se importa de construir uma nova linha férrea, desde que o seu custo seja suportado pelo Governo. Caso o Executivo lhe impute esse investimento, então a empresa desiste da barragem, uma vez que esta se torna economicamente inviável.
A estratégia da EDP é deixar que o processo de avaliação de impacte ambiental faça o seu caminho e esperar que o empenhamento pessoal de José Sócrates na concretização Plano Nacional de Barragens e os compromissos já assumidos sejam suficientes para contornar todos os entraves ao empreendimento. Para poder construir a barragem de Foz-Tua, a EDP já pagou 56 milhões de euros, mas a licença obtida é apenas provisória.
A EDP tem a seu favor o facto de o caderno de encargos do Governo não contemplar qualquer alternativa ferroviária à submersão da linha. A proposta sugerida contempla apenas uma alternativa rodoviária. Mas Ana Paula Vitorino não aceita esta solução e reafirma que, "se for considerado imprescindível o encerramento do troço em causa [por causa da construção da nova barragem), deverão ser garantidas, pela concessionária, condições para a criação de uma variante ferroviária".
Segundo o "Público", a EDP propõe-se igualmente construir diversos cais para embarcações (vai depender da cota) para estimular o turismo fluvial e um núcleo museológico interpretativo da memória do Vale do Tua.
A ideia, de acordo com o EIA, é "ajudar a revitalizar a região e potenciar um novo tipo de turismo", de futuro assente no núcleo museológico, nas termas locais [São Lourenço e Caldas de Carlão] e albufeira.
"Nem pensar", foi a resposta dada por Ana Paula Vitorino naquele mesmo dia, poucas horas depois do último acidente ferroviário na Linha do Tua, quando confrontada com a possibilidade de o comboio deixar de circular entre esta estação e Mirandela. Na altura, a secretária de Estado afirmou que o comboio "é muito importante para a mobilidade da região"
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) também se congratula com a posição de Ana Paula Vitorino e faz votos para que, "como prometido, e em Março a Linha do Tua esteja finalmente operacional, em conformidade com a segurança e modernização que se exige". O MCLT questiona e condena veementemente a desunião das autarquias de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Murça, Vila Flor, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, cuja consequência "é a destruição do património cultural e industrial ferroviário de Trás-os-Montes".
Para diminuir os danos provocados pela futura barragem e aproveitar a nova albufeira, é sugerida a criação de um Programa de Desenvolvimento Turístico para o vale do Tua e de um programa para a criação de oportunidades de auto-emprego.
A EDP não reage publicamente à posição assumida ontem, ao PÚBLICO, pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que exige uma alternativa ferroviária à submersão da linha do Tua pela futura barragem da eléctrica nacional. Mas a empresa tem uma posição clara sobre o assunto. A EDP não se importa de construir uma nova linha férrea, desde que o seu custo seja suportado pelo Governo. Caso o Executivo lhe impute esse investimento, então a empresa desiste da barragem, uma vez que esta se torna economicamente inviável.
A estratégia da EDP é deixar que o processo de avaliação de impacte ambiental faça o seu caminho e esperar que o empenhamento pessoal de José Sócrates na concretização Plano Nacional de Barragens e os compromissos já assumidos sejam suficientes para contornar todos os entraves ao empreendimento. Para poder construir a barragem de Foz-Tua, a EDP já pagou 56 milhões de euros, mas a licença obtida é apenas provisória.
A EDP tem a seu favor o facto de o caderno de encargos do Governo não contemplar qualquer alternativa ferroviária à submersão da linha. A proposta sugerida contempla apenas uma alternativa rodoviária. Mas Ana Paula Vitorino não aceita esta solução e reafirma que, "se for considerado imprescindível o encerramento do troço em causa [por causa da construção da nova barragem), deverão ser garantidas, pela concessionária, condições para a criação de uma variante ferroviária".
Segundo o "Público", a EDP propõe-se igualmente construir diversos cais para embarcações (vai depender da cota) para estimular o turismo fluvial e um núcleo museológico interpretativo da memória do Vale do Tua.
A ideia, de acordo com o EIA, é "ajudar a revitalizar a região e potenciar um novo tipo de turismo", de futuro assente no núcleo museológico, nas termas locais [São Lourenço e Caldas de Carlão] e albufeira.
Pensar dos leitores - concursos
Alem dos direitos adquiridos há situações chocantes no nosso pais , um conjunto de cidadãos organizados em partidos , utilizando o estado para seu proveito .
No Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:
EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.
para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à volta de 3.500 EUR
(700 contos). Na alínea 7:...
" Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso
externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de
450EUR (90 contos) mensais. "...
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a
duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças; 3. - Estatuto Disciplinar
dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,
exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.....
....
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato
(Anónimo)
No Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:
EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.
para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à volta de 3.500 EUR
(700 contos). Na alínea 7:...
" Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso
externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de
450EUR (90 contos) mensais. "...
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a
duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças; 3. - Estatuto Disciplinar
dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,
exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.....
....
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato
(Anónimo)
05 fevereiro 2009
Pensar dos leitores
Meus amigos, a Terra dos "esfola gatos e mata cães" deixará de ser concelho, assim como Vila Flor, Vizela, Tabuaço, Castro Daire, Penamacor, Mação, Gavião, Barrancos, Alcoutim e muitas outras.
Para isso basta que não haja gente suficiente que justifique a manutenção dos lugares políticos locais, insignificantes aos olhos dos membros do poder central(qualquer que seja a sua cor, mesmo a vermelha ou a formada por blocos).
Sendo assim, aos actuais pensadores locais só resta tentar arranjar um lugar nos futuros órgãos de poder que resultarão das mudanças inevitáveis, de forma a defender o que restar do Castelo de Ansiães e arredores...
JM70
Para isso basta que não haja gente suficiente que justifique a manutenção dos lugares políticos locais, insignificantes aos olhos dos membros do poder central(qualquer que seja a sua cor, mesmo a vermelha ou a formada por blocos).
Sendo assim, aos actuais pensadores locais só resta tentar arranjar um lugar nos futuros órgãos de poder que resultarão das mudanças inevitáveis, de forma a defender o que restar do Castelo de Ansiães e arredores...
JM70
litterae
poema para um rufião
olha a vida pelos óculos
ginga na cadência
às vezes
veste cabedal que é napa preta
entra na pele do animal
que o torna agressivo:
reputação ideal...
tosse
não do catarro
mas da imagem reflectida
no vidro de uma montra
enquanto compõe
o nó da gravata emprestada
que o torna lascivo:
reputação ideal?
reputação animal...
h. r.
olha a vida pelos óculos
ginga na cadência
às vezes
veste cabedal que é napa preta
entra na pele do animal
que o torna agressivo:
reputação ideal...
tosse
não do catarro
mas da imagem reflectida
no vidro de uma montra
enquanto compõe
o nó da gravata emprestada
que o torna lascivo:
reputação ideal?
reputação animal...
h. r.
03 fevereiro 2009
A LIGA DOS AMIGOS DA ANTA
Foram convocados para o dia 31 de Janeiro do corrente ano os elementos fundadores da Liga dos Amigos da Anta, para um almoço queteve lugar, num dos Restaurantes da nossa terra. O objectivo foi “Comemorar a existência de 25 anos “ daquela Associação.
Está viva, de boa saúde e recomenda-se. Da reunião a quatro saiu a vontade férrea de dar vida e continuidade à “Liga dos Amigos da Anta, que vai realizar no próximo dia 6 de Março pelas 21 horas, na sede da Junta de Freguesia de Zêdes, a Assembleia Geral.
02 fevereiro 2009
Conselhos para Justificar Concelhos
Do que realmente se trata é de justificar o nosso concelho. Haverá realmente valor que justifique no futuro, o nosso concelho!?
E no passado, terá havido justificações aceitáveis para se ter construído aquele castelo!? Terão sido loucos aqueles que decidiram a nossa história ao longo destes 800 anos!? E aqueles que pugnaram pela defesa das regalias e direitos alcançados ao longo da história!? E aquela ideia de construir a linha do Tua ou o “campo de aviação”!? E aqueles que lutaram lá fora e quiseram depois voltar!? E os que aqui decidiram investir as suas vidas em trabalho honesto e aqui decidiram ficar!? Não teriam conseguido arrumar lugar mais hospitaleiro!? Terão sido loucos os que desbravaram as encostas do Douro e do Tua!?
Tenho alguns dados que me permitem fazer uma comparação entre o nosso concelho e o de Valpaços.
Valpaços tem conseguido impor-se como cidade mesmo que muito próxima de duas outras grandes cidades, a de Chaves e a de Mirandela. É verdade que tem muito melhores acessos que nós. Mas será que o seu concelho é mais rico que o nosso!? Terá o concelho de Valpaços mais potencialidades agrícolas, turísticas, naturais, maior dimensão ou potencial humano!? Investirá este concelho mais remessas dos seus emigrantes!?
Falei recentemente com o Presidente do Município de Valpaços, deu-me o exemplo de que, um dos investimentos feitos a pensar no futuro, foi na criação de energia eólica e hídrica. Disse-me que recebe por ano o valor de 2 milhões de contos em resultante deste investimento e que esse valor será a herança complementar com que pode contar quem o venha substituir. Este exemplo diz muito sobre a perspectiva com que se gere um município.
Enumerem-se então apenas algumas das nossas potencialidades naturais e conclua-se sobre como será, se formos capazes de as saber aproveitar.
Águas de S. Lourenço; Exploração de granitos; Exploração dos recursos hídricos e eólicos; Potencialidades do turismo – natural e património construído; Gastronomia; Agricultura biológica; Floresta; Cinegética; Produção animal.
Em conclusão direi que chegamos aqui por nossa culpa e depende da nossa capacidade a viabilização do futuro. A alternativa pode ser delegar noutros, esse futuro o que, também há-de ter as suas conveniências, sobretudo para os que valorizam a subserviência e desconhecem a sua identidade.
E no passado, terá havido justificações aceitáveis para se ter construído aquele castelo!? Terão sido loucos aqueles que decidiram a nossa história ao longo destes 800 anos!? E aqueles que pugnaram pela defesa das regalias e direitos alcançados ao longo da história!? E aquela ideia de construir a linha do Tua ou o “campo de aviação”!? E aqueles que lutaram lá fora e quiseram depois voltar!? E os que aqui decidiram investir as suas vidas em trabalho honesto e aqui decidiram ficar!? Não teriam conseguido arrumar lugar mais hospitaleiro!? Terão sido loucos os que desbravaram as encostas do Douro e do Tua!?
Tenho alguns dados que me permitem fazer uma comparação entre o nosso concelho e o de Valpaços.
Valpaços tem conseguido impor-se como cidade mesmo que muito próxima de duas outras grandes cidades, a de Chaves e a de Mirandela. É verdade que tem muito melhores acessos que nós. Mas será que o seu concelho é mais rico que o nosso!? Terá o concelho de Valpaços mais potencialidades agrícolas, turísticas, naturais, maior dimensão ou potencial humano!? Investirá este concelho mais remessas dos seus emigrantes!?
Falei recentemente com o Presidente do Município de Valpaços, deu-me o exemplo de que, um dos investimentos feitos a pensar no futuro, foi na criação de energia eólica e hídrica. Disse-me que recebe por ano o valor de 2 milhões de contos em resultante deste investimento e que esse valor será a herança complementar com que pode contar quem o venha substituir. Este exemplo diz muito sobre a perspectiva com que se gere um município.
Enumerem-se então apenas algumas das nossas potencialidades naturais e conclua-se sobre como será, se formos capazes de as saber aproveitar.
Águas de S. Lourenço; Exploração de granitos; Exploração dos recursos hídricos e eólicos; Potencialidades do turismo – natural e património construído; Gastronomia; Agricultura biológica; Floresta; Cinegética; Produção animal.
Em conclusão direi que chegamos aqui por nossa culpa e depende da nossa capacidade a viabilização do futuro. A alternativa pode ser delegar noutros, esse futuro o que, também há-de ter as suas conveniências, sobretudo para os que valorizam a subserviência e desconhecem a sua identidade.
01 fevereiro 2009
Perguntas de "os verdes"
O Deputado do Grupo Parlamentar "Os Verdes", Francisco Madeira Lopes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, sobre a possibilidade de estarem já a decorrer obras para a construção da Barragem da Foz do Tua, com trabalhos na Linha do Tua.
Foi noticiada ontem, no Jornal de Notícias on-line, na secção "Cidadão Repórter", uma denúncia de um cidadão, acompanhada de uma fotografia, revelando que terão sido recentemente "arrancadas linhas na Estação do Tua" e "No seu lugar foi construído um estradão de terra batida ao longo da parte de via estreita, ou seja, na Linha do Tua".
Aventa este cidadão a hipótese de se estar a "preparar o corredor rodoviário para o início da construção da barragem".
A confirmarem-se tais factos e propósitos tal seria extremamente grave já que a Barragem da Foz do Tua ainda se encontra em fase de consulta pública do respectivo Estudo de Impacto Ambiental, não existindo ainda qualquer decisão, favorável ou desfavorável, em relação à sua construção. 1. Confirma o Ministério a retirada de carris e / ou de travessas da Linha do Tua, designadamente junto à Estação do Tua? Em caso afirmativo, que entidade está a proceder a tal obra?
(...)
2. Confirma o Ministério a construção de um estradão de terra batida no lugar da linha ou no seu aterro? Em caso afirmativo qual o fim do mesmo?
3. Em que fase se encontram as obras de reparação da linha do Tua com a vista à sua reabertura?
Foi noticiada ontem, no Jornal de Notícias on-line, na secção "Cidadão Repórter", uma denúncia de um cidadão, acompanhada de uma fotografia, revelando que terão sido recentemente "arrancadas linhas na Estação do Tua" e "No seu lugar foi construído um estradão de terra batida ao longo da parte de via estreita, ou seja, na Linha do Tua".
Aventa este cidadão a hipótese de se estar a "preparar o corredor rodoviário para o início da construção da barragem".
A confirmarem-se tais factos e propósitos tal seria extremamente grave já que a Barragem da Foz do Tua ainda se encontra em fase de consulta pública do respectivo Estudo de Impacto Ambiental, não existindo ainda qualquer decisão, favorável ou desfavorável, em relação à sua construção. 1. Confirma o Ministério a retirada de carris e / ou de travessas da Linha do Tua, designadamente junto à Estação do Tua? Em caso afirmativo, que entidade está a proceder a tal obra?
(...)
2. Confirma o Ministério a construção de um estradão de terra batida no lugar da linha ou no seu aterro? Em caso afirmativo qual o fim do mesmo?
3. Em que fase se encontram as obras de reparação da linha do Tua com a vista à sua reabertura?
Recado
(...)
Os meus contemporâneos dizem quase sempre
que não são moralistas, e é por isso
que forçam toda a gente, mesmo quem não quer,
a ser livre, saudável e feliz:
proíbem o tabaco e o açúcar
e se por vezes sofrem, tomam comprimidos
porque a alegria é uma questão de química
e convém tê-la a horas certas, como
o prazer vigiado por preservativos
e outros sempre obrigatórios cintos
de segurança, pra que um dia possam
sentir que morrem cheios de saúde.
(...)
(Fernando Pinto do Amaral in Poesia Reunida, 1990-2000), todo o poema aqui
Os meus contemporâneos dizem quase sempre
que não são moralistas, e é por isso
que forçam toda a gente, mesmo quem não quer,
a ser livre, saudável e feliz:
proíbem o tabaco e o açúcar
e se por vezes sofrem, tomam comprimidos
porque a alegria é uma questão de química
e convém tê-la a horas certas, como
o prazer vigiado por preservativos
e outros sempre obrigatórios cintos
de segurança, pra que um dia possam
sentir que morrem cheios de saúde.
(...)
(Fernando Pinto do Amaral in Poesia Reunida, 1990-2000), todo o poema aqui
30 janeiro 2009
EFEMÉRIDE VI
Desta vez procurei nos meus arquivos um belo texto em prosa, assinado e datado, a confirmar que sobre ele terão passado mais de 7 anos. Julgo que vem a propósito do debate sobre a questão da EDP e a qualidade dos seus serviços no nosso concelho. Dedico esta diligência ao nosso blogista e amigo Dr. João de Matos cujo exercício dialéctico para formular justificações, nem sempre entendo, por culpa minha.
Trata-se de uma Carta Aberta com a chancela do Gabinete do Presidente da nossa Câmara Municipal e diz o seguinte:
- A EDP-ELECTICIDADE DE PORTUGAL SA; desencadeou já o processo de encerramento dos seus balcões de atendimento, normalmente situados na sede do concelho.
Julgamos saber que, subrepticiamente, se prepara já o encerramento definitivo do de Carrazeda.
Não podemos calar a nossa revolta nem suster o nosso protesto.
A EDP tem, no concelho (Valeira) um equipamento de produção de energia, gerador de parte significativa dos escandalosos lucros que vem somando.
Contribuímos, assim, para que a EDP se constituísse no colosso económico que hoje semeia investimentos fabulosos no estrangeiro, enquanto, por cá, explora os municípios e abandona os consumidores mais humildes e desfavorecidos.
E propõe-se reduzir ainda mais a qualidade e prontidão dos serviços que presta!...
Fique claro à EDP e estejam seguros os munícipes de que tudo faremos para suster esta iniciativa despótica, por todos os meios possíveis, designadamente em sede de negociação do contrato de concessão.
Carrazeda de Ansiães, 29 de Maio de 2001 O Presidente da Câmara….
Embora já um pouco atrasados, agradeçam-se as boas intenções patenteadas na Carta Aberta. Falta-me só esperar pelo comentário do amigo Dr. JM.
Trata-se de uma Carta Aberta com a chancela do Gabinete do Presidente da nossa Câmara Municipal e diz o seguinte:
- A EDP-ELECTICIDADE DE PORTUGAL SA; desencadeou já o processo de encerramento dos seus balcões de atendimento, normalmente situados na sede do concelho.
Julgamos saber que, subrepticiamente, se prepara já o encerramento definitivo do de Carrazeda.
Não podemos calar a nossa revolta nem suster o nosso protesto.
A EDP tem, no concelho (Valeira) um equipamento de produção de energia, gerador de parte significativa dos escandalosos lucros que vem somando.
Contribuímos, assim, para que a EDP se constituísse no colosso económico que hoje semeia investimentos fabulosos no estrangeiro, enquanto, por cá, explora os municípios e abandona os consumidores mais humildes e desfavorecidos.
E propõe-se reduzir ainda mais a qualidade e prontidão dos serviços que presta!...
Fique claro à EDP e estejam seguros os munícipes de que tudo faremos para suster esta iniciativa despótica, por todos os meios possíveis, designadamente em sede de negociação do contrato de concessão.
Carrazeda de Ansiães, 29 de Maio de 2001 O Presidente da Câmara….
Embora já um pouco atrasados, agradeçam-se as boas intenções patenteadas na Carta Aberta. Falta-me só esperar pelo comentário do amigo Dr. JM.
CONTRA FACTOS … ARGUMENTOS MALICIOSOS
Quantas vezes tenho sido acusado de falar muito e dizer pouco ou nada.
Em 2009 neste ano que ainda é uma criança, pensei em mudar o meu estilo de dizer as coisas para aqueles que devem ouvir e espero que actuem. A História é esta que se segue em 3 capítulos:
Facto nº 1 – Num dia de Janeiro de 2009, o céu cinzento, a chuva a caír copiosamente e levada com a força do vento em todas as direcções. Na paragem da carreira que faz Carrazeda – Brunheda, junto à Escola Secundária EB2-3 de Carrazeda, um grupo de homens e mulheres tentava em vão combater o frio e ter algum conforto, enquanto aguardava pelo autocarro que viria às 12,10h. NÃO HÁ UM ABRIGO – PARA ESTA GENTE QUE NÃO TEM CARRO -
Facto nº 2 – O autocarro chegou e junto à paragem da Escola Secundária referida, despejou os passageiros. Um doente e manco, cheio de dores que ìa ao Centro de Saúde de Carrazeda, que dista desta paragem 150 metros, - sabendo que o autocarro passava junto do Centro de Saúde – desabava para o motorista: - Vais para cima, bem podias parar à porta do Centro, custa-me a andar. Recebeu esta resposta: Parar ali? Não posso, ainda era multado e irónico. Vai a pé é um passeio. Ao ouvir tal o nosso doente esqueceu as dores, a fúria que sentiu deu-lhe forças para chegar a horas à consulta marcada.
APELO Nº 1 - À conversa com um taxista da praça de Carrazeda: - São tantas as queixas que se ouvem pela falta de uma placa que obrigue as carreiras a pararem junto ao Centro de Saúde, até pensei que já lá tivessem colocado uma.:-Pois não está e olha que eu sei a falta que me faz. – Olha vai à Papelaria Horizonte e queixa-te, o Faustino toma conta do caso. – E quem é esse? – Ora é o candidato a estas eleições à Câmara, lá na tua terra não sabem?!
APELO Nº 2 – Fui informado que é da competência da Câmara Municipal a colocação da tal placa. Senhor Presidente, ordene aos serviços competentes que coloquem junto do passeio que fica em frente do edificio do Centro de Saúde, uma placa de sinalização de paragem das carreiras dos autocarros que servem o concelho. Igualmente um abrigo para os passageiros.
CONCLUSÃO:Apresentados os factos.Feitos os apelos. Resta aguardar que o Senhor Presidente Eugénio de Castro, colabore e brevemente “Aquela gente, pobre gente que não tem outros meios e se desloca em transportes públicos” tenha o abrigo e a tal paragem a que têm direito. Pessoalmente empenhado ofereço o benefício da dúvida – acredito que há momentos que ficam para a história do concelho e decisões que têm de se tomar.
29 janeiro 2009
Mentiras Piedosas de Janeiro ( em alternativa à geada, nas orelhas)
- Nunca é tarde para se recuperar a credibilidade.
È francamente positiva a opinião da população perante a postura de contenção e de decência em que se tem colocado o Nosso Primeiro, neste seu épico fim de percurso. Tem sido particularmente apreciada a sua recusa em proceder a mais concursos e promoções de quadros, de forma a deixar, aos que o substituírem nesta árdua tarefa de dirigir o município, o dever de encontrarem os encarregados da sua confiança para ocuparem responsabilidades futuras;
- Entretanto o rigor do Inverno justifica plenamente a letargia imperante. È a altura da hibernação pois a alternativa só redunda em gripes e constipações; A excepção estará na comunidade cigana. Efectivamente têm resistido ao rigor do frio sem vacilar. Já há quem diga que com a ajuda desta raça, jamais desertificará o nosso concelho.
- Ainda a este propósito já foi identificado o principal foco de gripe entre nós. È precisamente na Urgência do Centro de Saúde onde os doentes engripados propagam alegremente o vírus, pelos que lá vão por outras razões;
- A novidade deste Inverno com neve, levou os mais criativos a acreditar que talvez seja possível a criação de uma Estância de Ski no nosso concelho. Sugerem por exemplo a Rampa da Sra. da Graça ou a do Sr. da Boa Morte, como locais privilegiados para esse fim. Desta vez não é mencionado o Pinocro da Fontelonga apesar deste já possuir algumas das estruturas que se exigiam. Os mais optimistas acreditam que esta proposta tem no mínimo as mesmas hipóteses que a dos Parques de Campismo e sugerem mesmo que no Verão, se não houver neve, pode-se, em alternativa, utilizar estes lugares como zonas de Desportos Radicais, por exemplo no lançamento de parapente;
- Dizem que são de origem israelita as empresas que têm obras em execução na nossa querida Vila. Esta ideia advém da comparação que alguns fazem de certas zonas em obras, com zonas de Gaza, bombardeadas pelos israelitas.
- Está a ser criada a Confraria das “Juntas de Freguesia com Alma”. Trata-se de associar as Juntas de Freguesia com nos últimos anos tenham construído na sua área de jurisdição umas “Alminhas”. A Junta de Freguesia de Carrazeda tentou candidatar-se apresentando as “Alminhas das Laçeiras”. Foi recusada a sua inscrição quando se provou que foi o Sr. João quem as construiu.
- Recebeu as melhores críticas no Festival de Cinema de Reyquiaviky o documentário anónimo que divulga as obras já construídas pelo MIECAL. O filme parece vir a ser o maior contributo jamais dado para a divulgação mundial deste nosso Museu Internacional, com as consequências que se esperam.
- Por sua vez, depois da construção do Posto de Turismo e do Centro de Interpretação do Castelo, a aguardar inauguração, já há quem acredite que, de seguida, se irá reconstruir o Castelo. Os mais pessimistas como eu, já se contentavam que ali se fizesse uma limpeza de mato;
- Para entreter os funcionários adestrados à cultura foi proposta a sua participação nos programas de rádio dedicados a discos pedidos. A intenção é a de os levar a participar nesses programas com sugestões eruditas e assim ajudar a instruir as populações a ouvir mais música medieval;
È francamente positiva a opinião da população perante a postura de contenção e de decência em que se tem colocado o Nosso Primeiro, neste seu épico fim de percurso. Tem sido particularmente apreciada a sua recusa em proceder a mais concursos e promoções de quadros, de forma a deixar, aos que o substituírem nesta árdua tarefa de dirigir o município, o dever de encontrarem os encarregados da sua confiança para ocuparem responsabilidades futuras;
- Entretanto o rigor do Inverno justifica plenamente a letargia imperante. È a altura da hibernação pois a alternativa só redunda em gripes e constipações; A excepção estará na comunidade cigana. Efectivamente têm resistido ao rigor do frio sem vacilar. Já há quem diga que com a ajuda desta raça, jamais desertificará o nosso concelho.
- Ainda a este propósito já foi identificado o principal foco de gripe entre nós. È precisamente na Urgência do Centro de Saúde onde os doentes engripados propagam alegremente o vírus, pelos que lá vão por outras razões;
- A novidade deste Inverno com neve, levou os mais criativos a acreditar que talvez seja possível a criação de uma Estância de Ski no nosso concelho. Sugerem por exemplo a Rampa da Sra. da Graça ou a do Sr. da Boa Morte, como locais privilegiados para esse fim. Desta vez não é mencionado o Pinocro da Fontelonga apesar deste já possuir algumas das estruturas que se exigiam. Os mais optimistas acreditam que esta proposta tem no mínimo as mesmas hipóteses que a dos Parques de Campismo e sugerem mesmo que no Verão, se não houver neve, pode-se, em alternativa, utilizar estes lugares como zonas de Desportos Radicais, por exemplo no lançamento de parapente;
- Dizem que são de origem israelita as empresas que têm obras em execução na nossa querida Vila. Esta ideia advém da comparação que alguns fazem de certas zonas em obras, com zonas de Gaza, bombardeadas pelos israelitas.
- Está a ser criada a Confraria das “Juntas de Freguesia com Alma”. Trata-se de associar as Juntas de Freguesia com nos últimos anos tenham construído na sua área de jurisdição umas “Alminhas”. A Junta de Freguesia de Carrazeda tentou candidatar-se apresentando as “Alminhas das Laçeiras”. Foi recusada a sua inscrição quando se provou que foi o Sr. João quem as construiu.
- Recebeu as melhores críticas no Festival de Cinema de Reyquiaviky o documentário anónimo que divulga as obras já construídas pelo MIECAL. O filme parece vir a ser o maior contributo jamais dado para a divulgação mundial deste nosso Museu Internacional, com as consequências que se esperam.
- Por sua vez, depois da construção do Posto de Turismo e do Centro de Interpretação do Castelo, a aguardar inauguração, já há quem acredite que, de seguida, se irá reconstruir o Castelo. Os mais pessimistas como eu, já se contentavam que ali se fizesse uma limpeza de mato;
- Para entreter os funcionários adestrados à cultura foi proposta a sua participação nos programas de rádio dedicados a discos pedidos. A intenção é a de os levar a participar nesses programas com sugestões eruditas e assim ajudar a instruir as populações a ouvir mais música medieval;
28 janeiro 2009
Bons exemplos
O senhor José Maria Pós-de Mina é presidente da Câmara Municipal de Moura e foi considerada uma das dez personalidades do ano pela OneWorld por causa do projecto da central fotovoltaica da Amareleja que entrou em pleno funcionamento no ano que findou.A OneWorld é uma organização que defende os direitos humanos e o combate à pobreza. A organização refere que Pós-Mina lançou um dos maiores negócios "verdes" num dos concelhos mais pequeno, mais pobre e do interior do país.
25 janeiro 2009
Zedes/Carrazeda de Ansiães - Novos Corpos gerentes Tomaram Posse
Realizaram-se no passado Domingo, dia 18 de Janeiro as eleições para a Associação Cultural e Desportiva de Zedes.
Os corpos gerentes para o próximo biénio que tomaram posse no dia 25 são:
Assembleia Geral
Presidente- João Manuel Sampaio
Vice-Presidente - Tiago dos Santos
Secretário - Sandra Valente
Suplente- José Luís Lopes
Direcção
Presidente - Fernando Luz Inácio
Vice-Presidente - Renato Cardoso Rodrigues
Secretário - Victor Félix Lopes
Tesoureiro - Orlando Lopes
Vogais- Fernando Bragança;Arnaldo Valente;António Lopes;Dina Tavares.
Conselho Fiscal
Presidente- Roberto Carlos Lopes
Secretário- Elisa de Fátima C. Rodrigues
Relator-Alfredo Sampaio
Suplente- Manuel dos Santos
Como programa de Actividades para 2009/2010
da equipa que se apresentou a sufrágio prevê genericamente:
1. Manter o Bar da sede aberto.
2. Celebrar o aniversário da Associação e organizar actividades culturais, desportivas e recreativas.
3. Realizar uma exposição relativa aos 25 anos do célebre caso do "Saco Roto", expressão do discurso do Sr. D. António Rafael, então Bispo de Bragança, feito em Agosto, de 1984, durante a Semana Cultural em Zedes, com apoio da Junta de Freguesia, da autarquia e do Jornal Mensageiro Noticias, instituições com quem irão contactar, para a concretização da actividade prevista.
4. Criar um Blog/Página da ACDZ.
5. Estabelecer parcerias com vista à dinamização da Biblioteca da Associação e criação de uma Museu Rural e Etnográfico na Ex-escola Primária, em parceria com a Junta de freguesia, a Câmara Municipal e a Liga dos Amigos da Anta, onde a Liga deverá ter a sua sede permanente.
Os dirigentes esperam em conjunto com todas as instituições da freguesia tornar a aldeia, um lugar de animação, em que os valores da solidariedade sejam um bem e que jovens e adultos possam fruir de uma convivência salutar para combater as solidões do mundo moderno.
Segundo João Manuel Sampaio, Presidente da Assembleia Geral, "todos os associados são poucos mas se todos deram o seu contributo, por mais pequeno que seja, quem ganha é cada um!"
(recebido por endereço electrónico)
Os corpos gerentes para o próximo biénio que tomaram posse no dia 25 são:
Assembleia Geral
Presidente- João Manuel Sampaio
Vice-Presidente - Tiago dos Santos
Secretário - Sandra Valente
Suplente- José Luís Lopes
Direcção
Presidente - Fernando Luz Inácio
Vice-Presidente - Renato Cardoso Rodrigues
Secretário - Victor Félix Lopes
Tesoureiro - Orlando Lopes
Vogais- Fernando Bragança;Arnaldo Valente;António Lopes;Dina Tavares.
Conselho Fiscal
Presidente- Roberto Carlos Lopes
Secretário- Elisa de Fátima C. Rodrigues
Relator-Alfredo Sampaio
Suplente- Manuel dos Santos
Como programa de Actividades para 2009/2010
da equipa que se apresentou a sufrágio prevê genericamente:
1. Manter o Bar da sede aberto.
2. Celebrar o aniversário da Associação e organizar actividades culturais, desportivas e recreativas.
3. Realizar uma exposição relativa aos 25 anos do célebre caso do "Saco Roto", expressão do discurso do Sr. D. António Rafael, então Bispo de Bragança, feito em Agosto, de 1984, durante a Semana Cultural em Zedes, com apoio da Junta de Freguesia, da autarquia e do Jornal Mensageiro Noticias, instituições com quem irão contactar, para a concretização da actividade prevista.
4. Criar um Blog/Página da ACDZ.
5. Estabelecer parcerias com vista à dinamização da Biblioteca da Associação e criação de uma Museu Rural e Etnográfico na Ex-escola Primária, em parceria com a Junta de freguesia, a Câmara Municipal e a Liga dos Amigos da Anta, onde a Liga deverá ter a sua sede permanente.
Os dirigentes esperam em conjunto com todas as instituições da freguesia tornar a aldeia, um lugar de animação, em que os valores da solidariedade sejam um bem e que jovens e adultos possam fruir de uma convivência salutar para combater as solidões do mundo moderno.
Segundo João Manuel Sampaio, Presidente da Assembleia Geral, "todos os associados são poucos mas se todos deram o seu contributo, por mais pequeno que seja, quem ganha é cada um!"
(recebido por endereço electrónico)
Para que conste
Os ventos fortes que se fizeram sentir na madrugada interromperam o fornecimento de energia eléctrica a Carrazeda, pelo menos a parte, durante cerca de sete horas (das seis da manhã à uma da tarde). Contactada a EDP apenas foi referido que se tratava de uma avaria grave, não referindo a causa, nem sequer a previsibilidade da sua resolução.Há muito tempo que não falhava a electricidade durante tanto tempo no concelho, isto é, desde que foi remodelada a rede há uns quinze anos. Não queremos que os "velhos" tempos regressem quando uma simples chuvada interrompia durante horas o abastecimento. Porque interioridade não pode significar desistência, convém estar atento e reivindicar o que nos é de direito. A energia eléctrica é um bem essencial.
21 janeiro 2009
Ciclovia do Sabor ou Manual de Mau Investir - Daniel Conde
A ponte rodo-ferroviária sobre o Douro no Pocinho, datada de 1909 e encerrada há mais de 2 décadas, vai ser proposta para reabertura e reconhecimento como Património Nacional pelas autarquias de Vila Nova de Foz Côa e de Torre de Moncorvo, ligadas por esta obra de arte. Entre os motivos da sua reabertura figura o alargamento da Ciclovia do Sabor de Moncorvo ao Pocinho, actual término da Linha do Douro.
A moda nacional e imponderada de transformar tudo o que seja leito ferroviário encerrado numa ciclovia já teve efeitos reconhecidos como prejudiciais pela autarquia de Fafe, com a sua ciclovia na Linha de Guimarães, privando-se assim dos Intercidades e Suburbanos que chegam à Cidade Berço. No Douro, a absurda ideia de converter o troço Pocinho – Barca d’Alva em ciclovia já foi liminarmente recusada por uma coligação de 28 autarquias durienses. Reabrir a Linha do Douro e a sua ligação ao Ramal de Boadilla e Salamanca é agora um projecto internacional, que em Espanha é apadrinhado pelas Cortes, mas que em Portugal é remetido para as autarquias locais pelo Governo, para quem o comboio no troço superior do Douro não representa um serviço público nem tão pouco um investimento crucial para promover e desenvolver uma região que foi considerada como estratégica pelo próprio PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo).
E não terminam aqui as incongruências das ciclovias. A ciclovia do Sabor, projecto apadrinhado pela autarquia de Moncorvo, está a registar um extraordinário custo de € 125.000/km mais € 10.000 de renda anual paga à REFER, naquilo que é em bom rigor um caminho de terra batida que aliás já existia: é o canal da Linha do Sabor, Via Estreita (VE) que liga Duas Igrejas (Miranda do Douro) ao Pocinho. Em 1995, recorde-se, a edilidade julgou incomportável a reabertura de 30km desta linha, que ficaria a preços de hoje em € 6.500/km, a mesma distância que pretende transformar em ciclovia a preços astronómicos. O autarca, Aires Ferreira, afirma que o equipamento é utilizado sobretudo pelos habitantes locais, pelo que o retorno do investimento através do Turismo é residual ou nulo. Mas o facto mais curioso é o de convidar os turistas que cheguem ao Pocinho de comboio a entrar directamente na ciclovia para chegar a Moncorvo. O que o autarca nunca menciona neste gracioso projecto é que os senhores turistas ao sair do comboio no Pocinho terão diante si a maior rampa ferroviária de Portugal. Trocado por miúdos, aos corajosos turistas é-lhes dada a hipótese de alcançar Moncorvo a pé ou de bicicleta ao cabo de 12km de canal que vencem 280m de desnível, onde as próprias locomotivas a vapor faziam uma paragem técnica para recuperar pressão. Se a coragem chegar a tanto, podem mesmo ir pela ciclovia até Felgar, e as contas transformam-se em 25km para se vencer um desnível de 540m de altitude, a totalidade da maior rampa ferroviária do país.
A VE em Espanha é contudo algo nos antípodas do que ela é em Portugal. A FEVE (Ferrocarriles de Via Estrecha) gere 1200km de vias estreitas, 300km dos quais electrificados, adquiriu recentemente 12 novos comboios (49 M€) com capacidade para atingir 120km/h (na Linha do Douro os comboios de Via Larga não atingem essa velocidade), investiu também em 120 novos vagões de mercadorias (16 M€), e gere qualquer coisa como 8 comboios históricos (Portugal inteiro tem apenas 2), sendo um deles o celebrado Transcantábrico, mais antigo e luxuoso da Península Ibérica. Mas o que mais surpreende na FEVE foi que em 2003 reabriu uma linha de 340km por 42 M€. Para se ter noção do que seria reabrir 340km de caminho-de-ferro em Portugal, poderemos pensar que seria o equivalente a reabrir a Linha do Tâmega (40 km encerrados), do Corgo (71km encerrados), do Tua (76km encerrados), do Sabor (105km encerrados), do Douro (28km encerrados), e com os restantes quilómetros quase que se ia de Bragança à Puebla de Sanábria, almejada meta para a Linha do Tua alcançar a Alta Velocidade Europeia nesta localidade espanhola. Fazendo as contas, gastou-se algo como € 123.500/km, menos do que o que está a custar uma ciclovia de terra batida num traçado já existente.
Fica assim definitivamente refutada a justificação de que as ciclovias são benéficas para conservar o canal ferroviário, impedir a apropriação abusiva de espaço que é do Estado, e recuperar estações vandalizadas graças à incúria da CP e da REFER, tal a comparação de custos com o que seria retomar a exploração ferroviária. O desperdício de potencial é tão mais óbvio se pensarmos que parte do mais antigo programa turístico da CP, o das “Amendoeiras em Flor”, obriga os turistas a fazer de autocarro o que poderiam fazer de comboio pela Linha do Sabor. Não são necessários mais inquéritos que os já realizados para saber que os turistas e demais utentes preferem as curvas e condições de transporte dos caminhos-de-ferro às das estradas. Avançando a decisão do regresso do comboio “para as gerações futuras”, Aires Ferreira só vem hipotecar ainda mais um futuro que se não for procurado a tempo levará a região envolvente a acelerar a sua desertificação. Afirmar que a reabertura é díspar pela distância das estações face às respectivas localidades é uma descarada mentira: as que distam mais de 1km, distância perfeitamente transposta a pé, são apenas 6 em 21 (Mós, Freixo de Espada à Cinta, Bruçó, Mogadouro, Sanhoane e Urrós), cuja solução é tão simples quanto a criação de pequenas carreiras de autocarro para o caso de Freixo e de Mogadouro, e táxi ou viatura particular para as restantes, suportadas por boas acessibilidades, e contemplando é claro a conclusão da linha até à cidade de Miranda do Douro. Dizer-se que é impossível reabrir por já não haver carris é igualmente falacioso; comparando com a reabertura da Linha do Douro a Barca d’Alva, certamente não estão à espera que o comboio vá passar pela via com os carris e travessas que lá soçobram podres e enferrujadas.
Não estamos a falar de construir castelos nas nuvens; estamos a falar de um terrível desperdício de fundos nacionais e comunitários que, bem aproveitados, trariam o comboio de volta ao planalto do Douro. E com ele os turistas, o transporte de mercadorias e o de estudantes e idosos mais barato que pela rodovia, o emprego directo e indirecto duradouro. Todo um leque de coisas que nem uma ciclovia nem uma barragem trazem.
Daniel Conde
Lisboa, 19 de Janeiro de 2009
A moda nacional e imponderada de transformar tudo o que seja leito ferroviário encerrado numa ciclovia já teve efeitos reconhecidos como prejudiciais pela autarquia de Fafe, com a sua ciclovia na Linha de Guimarães, privando-se assim dos Intercidades e Suburbanos que chegam à Cidade Berço. No Douro, a absurda ideia de converter o troço Pocinho – Barca d’Alva em ciclovia já foi liminarmente recusada por uma coligação de 28 autarquias durienses. Reabrir a Linha do Douro e a sua ligação ao Ramal de Boadilla e Salamanca é agora um projecto internacional, que em Espanha é apadrinhado pelas Cortes, mas que em Portugal é remetido para as autarquias locais pelo Governo, para quem o comboio no troço superior do Douro não representa um serviço público nem tão pouco um investimento crucial para promover e desenvolver uma região que foi considerada como estratégica pelo próprio PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo).
E não terminam aqui as incongruências das ciclovias. A ciclovia do Sabor, projecto apadrinhado pela autarquia de Moncorvo, está a registar um extraordinário custo de € 125.000/km mais € 10.000 de renda anual paga à REFER, naquilo que é em bom rigor um caminho de terra batida que aliás já existia: é o canal da Linha do Sabor, Via Estreita (VE) que liga Duas Igrejas (Miranda do Douro) ao Pocinho. Em 1995, recorde-se, a edilidade julgou incomportável a reabertura de 30km desta linha, que ficaria a preços de hoje em € 6.500/km, a mesma distância que pretende transformar em ciclovia a preços astronómicos. O autarca, Aires Ferreira, afirma que o equipamento é utilizado sobretudo pelos habitantes locais, pelo que o retorno do investimento através do Turismo é residual ou nulo. Mas o facto mais curioso é o de convidar os turistas que cheguem ao Pocinho de comboio a entrar directamente na ciclovia para chegar a Moncorvo. O que o autarca nunca menciona neste gracioso projecto é que os senhores turistas ao sair do comboio no Pocinho terão diante si a maior rampa ferroviária de Portugal. Trocado por miúdos, aos corajosos turistas é-lhes dada a hipótese de alcançar Moncorvo a pé ou de bicicleta ao cabo de 12km de canal que vencem 280m de desnível, onde as próprias locomotivas a vapor faziam uma paragem técnica para recuperar pressão. Se a coragem chegar a tanto, podem mesmo ir pela ciclovia até Felgar, e as contas transformam-se em 25km para se vencer um desnível de 540m de altitude, a totalidade da maior rampa ferroviária do país.
A VE em Espanha é contudo algo nos antípodas do que ela é em Portugal. A FEVE (Ferrocarriles de Via Estrecha) gere 1200km de vias estreitas, 300km dos quais electrificados, adquiriu recentemente 12 novos comboios (49 M€) com capacidade para atingir 120km/h (na Linha do Douro os comboios de Via Larga não atingem essa velocidade), investiu também em 120 novos vagões de mercadorias (16 M€), e gere qualquer coisa como 8 comboios históricos (Portugal inteiro tem apenas 2), sendo um deles o celebrado Transcantábrico, mais antigo e luxuoso da Península Ibérica. Mas o que mais surpreende na FEVE foi que em 2003 reabriu uma linha de 340km por 42 M€. Para se ter noção do que seria reabrir 340km de caminho-de-ferro em Portugal, poderemos pensar que seria o equivalente a reabrir a Linha do Tâmega (40 km encerrados), do Corgo (71km encerrados), do Tua (76km encerrados), do Sabor (105km encerrados), do Douro (28km encerrados), e com os restantes quilómetros quase que se ia de Bragança à Puebla de Sanábria, almejada meta para a Linha do Tua alcançar a Alta Velocidade Europeia nesta localidade espanhola. Fazendo as contas, gastou-se algo como € 123.500/km, menos do que o que está a custar uma ciclovia de terra batida num traçado já existente.
Fica assim definitivamente refutada a justificação de que as ciclovias são benéficas para conservar o canal ferroviário, impedir a apropriação abusiva de espaço que é do Estado, e recuperar estações vandalizadas graças à incúria da CP e da REFER, tal a comparação de custos com o que seria retomar a exploração ferroviária. O desperdício de potencial é tão mais óbvio se pensarmos que parte do mais antigo programa turístico da CP, o das “Amendoeiras em Flor”, obriga os turistas a fazer de autocarro o que poderiam fazer de comboio pela Linha do Sabor. Não são necessários mais inquéritos que os já realizados para saber que os turistas e demais utentes preferem as curvas e condições de transporte dos caminhos-de-ferro às das estradas. Avançando a decisão do regresso do comboio “para as gerações futuras”, Aires Ferreira só vem hipotecar ainda mais um futuro que se não for procurado a tempo levará a região envolvente a acelerar a sua desertificação. Afirmar que a reabertura é díspar pela distância das estações face às respectivas localidades é uma descarada mentira: as que distam mais de 1km, distância perfeitamente transposta a pé, são apenas 6 em 21 (Mós, Freixo de Espada à Cinta, Bruçó, Mogadouro, Sanhoane e Urrós), cuja solução é tão simples quanto a criação de pequenas carreiras de autocarro para o caso de Freixo e de Mogadouro, e táxi ou viatura particular para as restantes, suportadas por boas acessibilidades, e contemplando é claro a conclusão da linha até à cidade de Miranda do Douro. Dizer-se que é impossível reabrir por já não haver carris é igualmente falacioso; comparando com a reabertura da Linha do Douro a Barca d’Alva, certamente não estão à espera que o comboio vá passar pela via com os carris e travessas que lá soçobram podres e enferrujadas.
Não estamos a falar de construir castelos nas nuvens; estamos a falar de um terrível desperdício de fundos nacionais e comunitários que, bem aproveitados, trariam o comboio de volta ao planalto do Douro. E com ele os turistas, o transporte de mercadorias e o de estudantes e idosos mais barato que pela rodovia, o emprego directo e indirecto duradouro. Todo um leque de coisas que nem uma ciclovia nem uma barragem trazem.
Daniel Conde
Lisboa, 19 de Janeiro de 2009
Pensar dos leitores - por MMS
Dados da greve de professores da área de Mirandela
| AGRUPAMENTO | PROF | GREVE | % | |||
| # | AGRUP ESC ALFANDEGA DA FE | 70 | 58 | 82,86% | ||
| # | AGRUP ESC CARRAZEDA ANSIAES | 105 | 105 | 100,00% | ||
| AGRUP ESC FREIXO ESPADA CINTA | 43 | 28 | 65,12% | |||
| # | AGRUP ESC TORRE DONA CHAMA | 44 | 42 | 95,45% | ||
| # | AGRUP ESC LUCIANO CORDEIRO | 104 | 94 | 90,38% | ||
| ES/3 MIRANDELA | 98 | 93 | 94,90% | |||
| # | AGRUP ESC MONCORVO | 96 | 82 | 85,42% | ||
| AGRUP ESC VILA FLOR | 96 | 78 | 81,25% | |||
| ESC PROFISSIONAL AGRICULTURA | 12 | 7 | 58,33% | |||
| TOTAL | 643 | 564 | 87,71% | |||
# escolas encerradas
18 janeiro 2009
Eleições na ACDZedes
Realizam-se hoje eleições para a ACDZedes.
João Manuel Sampaio, uns dos fundadores da Colectividade e seu primeiro Presidente da Direcção, uns 20 anos depois, e regressado ao Nordeste transmontano, vai presidir à Assembleia Geral e o Dr. Fernando Inácio, será o Presidente da Direcção que terá o Dr. Roberto Lopes à frente do Conselho Fiscal.
João Manuel Sampaio, uns dos fundadores da Colectividade e seu primeiro Presidente da Direcção, uns 20 anos depois, e regressado ao Nordeste transmontano, vai presidir à Assembleia Geral e o Dr. Fernando Inácio, será o Presidente da Direcção que terá o Dr. Roberto Lopes à frente do Conselho Fiscal.
Referendo sobre a regionalização
José Sócrates apresenta hoje ao fim da tarde, no Centro Cultural de Belém, a sua moção política para o congresso dos socialistas intitulada "PS: A força da mudança", disse à Lusa fonte partidária.
Um novo referendo sobre a regionalização será uma das promessas para a próxima legislatura.
Trás-os-Montes ficará integrado na denominada região Norte.
Um novo referendo sobre a regionalização será uma das promessas para a próxima legislatura.
Trás-os-Montes ficará integrado na denominada região Norte.
Debate sobre a Linha do Tua
Para ouvir o debate realizado ontem em Bragança sobre a linha do Tua siga esta ligação
O partido ecologista "Os Verdes" quer que a Assembleia da República obrigue o Governo a desencadear um processo de classificação da Linha do Tua como património nacional, que poderia proteger a ferrovia da barragem de Foz Tua.
O presidente da Câmara de Mirandela (PSD), José Silvano, considerou que daqui por poucos anos todos irão constatar que uma ligação ferroviária seria mais importante para a região do que uma auto-estrada.
...Segundo o autarca, construir uma linha de caminho-de- ferro no Distrito de Bragança, com ligação a Espanha custaria "apenas um terço do valor da auto-estrada"
Acusação:
Segundo o Público o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, acusou ontem os autarcas e responsáveis políticos da região de se demitirem das suas responsabilidades de debater e escolher as melhores soluções para o futuro da região. "Não sabem o desenvolvimento que querem", acrescentou. As afirmações foram feitas à margem do debate promovido pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua, que teve pouca participação, inclusive por parte dos autarcas das localidades onde ainda passa a linha que será submersa pela projectada barragem da Foz do Tua.
O partido ecologista "Os Verdes" quer que a Assembleia da República obrigue o Governo a desencadear um processo de classificação da Linha do Tua como património nacional, que poderia proteger a ferrovia da barragem de Foz Tua.
O presidente da Câmara de Mirandela (PSD), José Silvano, considerou que daqui por poucos anos todos irão constatar que uma ligação ferroviária seria mais importante para a região do que uma auto-estrada.
...Segundo o autarca, construir uma linha de caminho-de- ferro no Distrito de Bragança, com ligação a Espanha custaria "apenas um terço do valor da auto-estrada"
Acusação:
Segundo o Público o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, acusou ontem os autarcas e responsáveis políticos da região de se demitirem das suas responsabilidades de debater e escolher as melhores soluções para o futuro da região. "Não sabem o desenvolvimento que querem", acrescentou. As afirmações foram feitas à margem do debate promovido pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua, que teve pouca participação, inclusive por parte dos autarcas das localidades onde ainda passa a linha que será submersa pela projectada barragem da Foz do Tua.
Discurso directo
"A sociedade cria condomínios fechados, coloca alarmes, despende em muralhas, em vez de abater o desespero social"
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, "Correio da Manhã", 16-01-2009
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, "Correio da Manhã", 16-01-2009
17 janeiro 2009
Efeméride
Completam-se catorze anos sobre o desaparecimento de Miguel Torga. Hoje é dia de o revisitar.
VOZ ACTIVA
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.
Miguel Torga, Diário XIII
VOZ ACTIVA
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.
Miguel Torga, Diário XIII
16 janeiro 2009
Branca e leve, leve e pura...
Foi na despedida de 2008 e é no inicio de 2009, a Natureza deixa a sua mensagem.
Será que é um sinal de mudança ?
15 janeiro 2009
validade do referendo
..."Do ponto de vista legal, a autarquia (mirandelense) já possui pareceres sobre a possibilidade de avançar com esta consulta pública, mas cabe ao Constitucional validar esta possibilidade. A realizar-se o referendo, e se a participação for superior a 50 por cento, o resultado é vinculativo. “Se for favorável à manutenção não há Estado que se possa sobrepor à decisão da população, se for desfavorável será um enorme fracasso político para aqueles que defendemos a continuidade da linha”, afirmou. A autarquia quer ainda que os partidos políticos definam claramente qual é a sua posição sobre esta matéria. “Sabemos que o PS, a nível nacional, defende a construção da barragem do Tua, mas os restantes partidos nunca se pronunciaram claramente sobre este assunto”, denunciou o autarca, eleito pelo PSD."
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