Desta vez procurei nos meus arquivos um belo texto em prosa, assinado e datado, a confirmar que sobre ele terão passado mais de 7 anos. Julgo que vem a propósito do debate sobre a questão da EDP e a qualidade dos seus serviços no nosso concelho. Dedico esta diligência ao nosso blogista e amigo Dr. João de Matos cujo exercício dialéctico para formular justificações, nem sempre entendo, por culpa minha.
Trata-se de uma Carta Aberta com a chancela do Gabinete do Presidente da nossa Câmara Municipal e diz o seguinte:
- A EDP-ELECTICIDADE DE PORTUGAL SA; desencadeou já o processo de encerramento dos seus balcões de atendimento, normalmente situados na sede do concelho.
Julgamos saber que, subrepticiamente, se prepara já o encerramento definitivo do de Carrazeda.
Não podemos calar a nossa revolta nem suster o nosso protesto.
A EDP tem, no concelho (Valeira) um equipamento de produção de energia, gerador de parte significativa dos escandalosos lucros que vem somando.
Contribuímos, assim, para que a EDP se constituísse no colosso económico que hoje semeia investimentos fabulosos no estrangeiro, enquanto, por cá, explora os municípios e abandona os consumidores mais humildes e desfavorecidos.
E propõe-se reduzir ainda mais a qualidade e prontidão dos serviços que presta!...
Fique claro à EDP e estejam seguros os munícipes de que tudo faremos para suster esta iniciativa despótica, por todos os meios possíveis, designadamente em sede de negociação do contrato de concessão.
Carrazeda de Ansiães, 29 de Maio de 2001 O Presidente da Câmara….
Embora já um pouco atrasados, agradeçam-se as boas intenções patenteadas na Carta Aberta. Falta-me só esperar pelo comentário do amigo Dr. JM.
30 janeiro 2009
CONTRA FACTOS … ARGUMENTOS MALICIOSOS
Quantas vezes tenho sido acusado de falar muito e dizer pouco ou nada.
Em 2009 neste ano que ainda é uma criança, pensei em mudar o meu estilo de dizer as coisas para aqueles que devem ouvir e espero que actuem. A História é esta que se segue em 3 capítulos:
Facto nº 1 – Num dia de Janeiro de 2009, o céu cinzento, a chuva a caír copiosamente e levada com a força do vento em todas as direcções. Na paragem da carreira que faz Carrazeda – Brunheda, junto à Escola Secundária EB2-3 de Carrazeda, um grupo de homens e mulheres tentava em vão combater o frio e ter algum conforto, enquanto aguardava pelo autocarro que viria às 12,10h. NÃO HÁ UM ABRIGO – PARA ESTA GENTE QUE NÃO TEM CARRO -
Facto nº 2 – O autocarro chegou e junto à paragem da Escola Secundária referida, despejou os passageiros. Um doente e manco, cheio de dores que ìa ao Centro de Saúde de Carrazeda, que dista desta paragem 150 metros, - sabendo que o autocarro passava junto do Centro de Saúde – desabava para o motorista: - Vais para cima, bem podias parar à porta do Centro, custa-me a andar. Recebeu esta resposta: Parar ali? Não posso, ainda era multado e irónico. Vai a pé é um passeio. Ao ouvir tal o nosso doente esqueceu as dores, a fúria que sentiu deu-lhe forças para chegar a horas à consulta marcada.
APELO Nº 1 - À conversa com um taxista da praça de Carrazeda: - São tantas as queixas que se ouvem pela falta de uma placa que obrigue as carreiras a pararem junto ao Centro de Saúde, até pensei que já lá tivessem colocado uma.:-Pois não está e olha que eu sei a falta que me faz. – Olha vai à Papelaria Horizonte e queixa-te, o Faustino toma conta do caso. – E quem é esse? – Ora é o candidato a estas eleições à Câmara, lá na tua terra não sabem?!
APELO Nº 2 – Fui informado que é da competência da Câmara Municipal a colocação da tal placa. Senhor Presidente, ordene aos serviços competentes que coloquem junto do passeio que fica em frente do edificio do Centro de Saúde, uma placa de sinalização de paragem das carreiras dos autocarros que servem o concelho. Igualmente um abrigo para os passageiros.
CONCLUSÃO:Apresentados os factos.Feitos os apelos. Resta aguardar que o Senhor Presidente Eugénio de Castro, colabore e brevemente “Aquela gente, pobre gente que não tem outros meios e se desloca em transportes públicos” tenha o abrigo e a tal paragem a que têm direito. Pessoalmente empenhado ofereço o benefício da dúvida – acredito que há momentos que ficam para a história do concelho e decisões que têm de se tomar.
29 janeiro 2009
Mentiras Piedosas de Janeiro ( em alternativa à geada, nas orelhas)
- Nunca é tarde para se recuperar a credibilidade.
È francamente positiva a opinião da população perante a postura de contenção e de decência em que se tem colocado o Nosso Primeiro, neste seu épico fim de percurso. Tem sido particularmente apreciada a sua recusa em proceder a mais concursos e promoções de quadros, de forma a deixar, aos que o substituírem nesta árdua tarefa de dirigir o município, o dever de encontrarem os encarregados da sua confiança para ocuparem responsabilidades futuras;
- Entretanto o rigor do Inverno justifica plenamente a letargia imperante. È a altura da hibernação pois a alternativa só redunda em gripes e constipações; A excepção estará na comunidade cigana. Efectivamente têm resistido ao rigor do frio sem vacilar. Já há quem diga que com a ajuda desta raça, jamais desertificará o nosso concelho.
- Ainda a este propósito já foi identificado o principal foco de gripe entre nós. È precisamente na Urgência do Centro de Saúde onde os doentes engripados propagam alegremente o vírus, pelos que lá vão por outras razões;
- A novidade deste Inverno com neve, levou os mais criativos a acreditar que talvez seja possível a criação de uma Estância de Ski no nosso concelho. Sugerem por exemplo a Rampa da Sra. da Graça ou a do Sr. da Boa Morte, como locais privilegiados para esse fim. Desta vez não é mencionado o Pinocro da Fontelonga apesar deste já possuir algumas das estruturas que se exigiam. Os mais optimistas acreditam que esta proposta tem no mínimo as mesmas hipóteses que a dos Parques de Campismo e sugerem mesmo que no Verão, se não houver neve, pode-se, em alternativa, utilizar estes lugares como zonas de Desportos Radicais, por exemplo no lançamento de parapente;
- Dizem que são de origem israelita as empresas que têm obras em execução na nossa querida Vila. Esta ideia advém da comparação que alguns fazem de certas zonas em obras, com zonas de Gaza, bombardeadas pelos israelitas.
- Está a ser criada a Confraria das “Juntas de Freguesia com Alma”. Trata-se de associar as Juntas de Freguesia com nos últimos anos tenham construído na sua área de jurisdição umas “Alminhas”. A Junta de Freguesia de Carrazeda tentou candidatar-se apresentando as “Alminhas das Laçeiras”. Foi recusada a sua inscrição quando se provou que foi o Sr. João quem as construiu.
- Recebeu as melhores críticas no Festival de Cinema de Reyquiaviky o documentário anónimo que divulga as obras já construídas pelo MIECAL. O filme parece vir a ser o maior contributo jamais dado para a divulgação mundial deste nosso Museu Internacional, com as consequências que se esperam.
- Por sua vez, depois da construção do Posto de Turismo e do Centro de Interpretação do Castelo, a aguardar inauguração, já há quem acredite que, de seguida, se irá reconstruir o Castelo. Os mais pessimistas como eu, já se contentavam que ali se fizesse uma limpeza de mato;
- Para entreter os funcionários adestrados à cultura foi proposta a sua participação nos programas de rádio dedicados a discos pedidos. A intenção é a de os levar a participar nesses programas com sugestões eruditas e assim ajudar a instruir as populações a ouvir mais música medieval;
È francamente positiva a opinião da população perante a postura de contenção e de decência em que se tem colocado o Nosso Primeiro, neste seu épico fim de percurso. Tem sido particularmente apreciada a sua recusa em proceder a mais concursos e promoções de quadros, de forma a deixar, aos que o substituírem nesta árdua tarefa de dirigir o município, o dever de encontrarem os encarregados da sua confiança para ocuparem responsabilidades futuras;
- Entretanto o rigor do Inverno justifica plenamente a letargia imperante. È a altura da hibernação pois a alternativa só redunda em gripes e constipações; A excepção estará na comunidade cigana. Efectivamente têm resistido ao rigor do frio sem vacilar. Já há quem diga que com a ajuda desta raça, jamais desertificará o nosso concelho.
- Ainda a este propósito já foi identificado o principal foco de gripe entre nós. È precisamente na Urgência do Centro de Saúde onde os doentes engripados propagam alegremente o vírus, pelos que lá vão por outras razões;
- A novidade deste Inverno com neve, levou os mais criativos a acreditar que talvez seja possível a criação de uma Estância de Ski no nosso concelho. Sugerem por exemplo a Rampa da Sra. da Graça ou a do Sr. da Boa Morte, como locais privilegiados para esse fim. Desta vez não é mencionado o Pinocro da Fontelonga apesar deste já possuir algumas das estruturas que se exigiam. Os mais optimistas acreditam que esta proposta tem no mínimo as mesmas hipóteses que a dos Parques de Campismo e sugerem mesmo que no Verão, se não houver neve, pode-se, em alternativa, utilizar estes lugares como zonas de Desportos Radicais, por exemplo no lançamento de parapente;
- Dizem que são de origem israelita as empresas que têm obras em execução na nossa querida Vila. Esta ideia advém da comparação que alguns fazem de certas zonas em obras, com zonas de Gaza, bombardeadas pelos israelitas.
- Está a ser criada a Confraria das “Juntas de Freguesia com Alma”. Trata-se de associar as Juntas de Freguesia com nos últimos anos tenham construído na sua área de jurisdição umas “Alminhas”. A Junta de Freguesia de Carrazeda tentou candidatar-se apresentando as “Alminhas das Laçeiras”. Foi recusada a sua inscrição quando se provou que foi o Sr. João quem as construiu.
- Recebeu as melhores críticas no Festival de Cinema de Reyquiaviky o documentário anónimo que divulga as obras já construídas pelo MIECAL. O filme parece vir a ser o maior contributo jamais dado para a divulgação mundial deste nosso Museu Internacional, com as consequências que se esperam.
- Por sua vez, depois da construção do Posto de Turismo e do Centro de Interpretação do Castelo, a aguardar inauguração, já há quem acredite que, de seguida, se irá reconstruir o Castelo. Os mais pessimistas como eu, já se contentavam que ali se fizesse uma limpeza de mato;
- Para entreter os funcionários adestrados à cultura foi proposta a sua participação nos programas de rádio dedicados a discos pedidos. A intenção é a de os levar a participar nesses programas com sugestões eruditas e assim ajudar a instruir as populações a ouvir mais música medieval;
28 janeiro 2009
Bons exemplos
O senhor José Maria Pós-de Mina é presidente da Câmara Municipal de Moura e foi considerada uma das dez personalidades do ano pela OneWorld por causa do projecto da central fotovoltaica da Amareleja que entrou em pleno funcionamento no ano que findou.A OneWorld é uma organização que defende os direitos humanos e o combate à pobreza. A organização refere que Pós-Mina lançou um dos maiores negócios "verdes" num dos concelhos mais pequeno, mais pobre e do interior do país.
25 janeiro 2009
Zedes/Carrazeda de Ansiães - Novos Corpos gerentes Tomaram Posse
Realizaram-se no passado Domingo, dia 18 de Janeiro as eleições para a Associação Cultural e Desportiva de Zedes.
Os corpos gerentes para o próximo biénio que tomaram posse no dia 25 são:
Assembleia Geral
Presidente- João Manuel Sampaio
Vice-Presidente - Tiago dos Santos
Secretário - Sandra Valente
Suplente- José Luís Lopes
Direcção
Presidente - Fernando Luz Inácio
Vice-Presidente - Renato Cardoso Rodrigues
Secretário - Victor Félix Lopes
Tesoureiro - Orlando Lopes
Vogais- Fernando Bragança;Arnaldo Valente;António Lopes;Dina Tavares.
Conselho Fiscal
Presidente- Roberto Carlos Lopes
Secretário- Elisa de Fátima C. Rodrigues
Relator-Alfredo Sampaio
Suplente- Manuel dos Santos
Como programa de Actividades para 2009/2010
da equipa que se apresentou a sufrágio prevê genericamente:
1. Manter o Bar da sede aberto.
2. Celebrar o aniversário da Associação e organizar actividades culturais, desportivas e recreativas.
3. Realizar uma exposição relativa aos 25 anos do célebre caso do "Saco Roto", expressão do discurso do Sr. D. António Rafael, então Bispo de Bragança, feito em Agosto, de 1984, durante a Semana Cultural em Zedes, com apoio da Junta de Freguesia, da autarquia e do Jornal Mensageiro Noticias, instituições com quem irão contactar, para a concretização da actividade prevista.
4. Criar um Blog/Página da ACDZ.
5. Estabelecer parcerias com vista à dinamização da Biblioteca da Associação e criação de uma Museu Rural e Etnográfico na Ex-escola Primária, em parceria com a Junta de freguesia, a Câmara Municipal e a Liga dos Amigos da Anta, onde a Liga deverá ter a sua sede permanente.
Os dirigentes esperam em conjunto com todas as instituições da freguesia tornar a aldeia, um lugar de animação, em que os valores da solidariedade sejam um bem e que jovens e adultos possam fruir de uma convivência salutar para combater as solidões do mundo moderno.
Segundo João Manuel Sampaio, Presidente da Assembleia Geral, "todos os associados são poucos mas se todos deram o seu contributo, por mais pequeno que seja, quem ganha é cada um!"
(recebido por endereço electrónico)
Os corpos gerentes para o próximo biénio que tomaram posse no dia 25 são:
Assembleia Geral
Presidente- João Manuel Sampaio
Vice-Presidente - Tiago dos Santos
Secretário - Sandra Valente
Suplente- José Luís Lopes
Direcção
Presidente - Fernando Luz Inácio
Vice-Presidente - Renato Cardoso Rodrigues
Secretário - Victor Félix Lopes
Tesoureiro - Orlando Lopes
Vogais- Fernando Bragança;Arnaldo Valente;António Lopes;Dina Tavares.
Conselho Fiscal
Presidente- Roberto Carlos Lopes
Secretário- Elisa de Fátima C. Rodrigues
Relator-Alfredo Sampaio
Suplente- Manuel dos Santos
Como programa de Actividades para 2009/2010
da equipa que se apresentou a sufrágio prevê genericamente:
1. Manter o Bar da sede aberto.
2. Celebrar o aniversário da Associação e organizar actividades culturais, desportivas e recreativas.
3. Realizar uma exposição relativa aos 25 anos do célebre caso do "Saco Roto", expressão do discurso do Sr. D. António Rafael, então Bispo de Bragança, feito em Agosto, de 1984, durante a Semana Cultural em Zedes, com apoio da Junta de Freguesia, da autarquia e do Jornal Mensageiro Noticias, instituições com quem irão contactar, para a concretização da actividade prevista.
4. Criar um Blog/Página da ACDZ.
5. Estabelecer parcerias com vista à dinamização da Biblioteca da Associação e criação de uma Museu Rural e Etnográfico na Ex-escola Primária, em parceria com a Junta de freguesia, a Câmara Municipal e a Liga dos Amigos da Anta, onde a Liga deverá ter a sua sede permanente.
Os dirigentes esperam em conjunto com todas as instituições da freguesia tornar a aldeia, um lugar de animação, em que os valores da solidariedade sejam um bem e que jovens e adultos possam fruir de uma convivência salutar para combater as solidões do mundo moderno.
Segundo João Manuel Sampaio, Presidente da Assembleia Geral, "todos os associados são poucos mas se todos deram o seu contributo, por mais pequeno que seja, quem ganha é cada um!"
(recebido por endereço electrónico)
Para que conste
Os ventos fortes que se fizeram sentir na madrugada interromperam o fornecimento de energia eléctrica a Carrazeda, pelo menos a parte, durante cerca de sete horas (das seis da manhã à uma da tarde). Contactada a EDP apenas foi referido que se tratava de uma avaria grave, não referindo a causa, nem sequer a previsibilidade da sua resolução.Há muito tempo que não falhava a electricidade durante tanto tempo no concelho, isto é, desde que foi remodelada a rede há uns quinze anos. Não queremos que os "velhos" tempos regressem quando uma simples chuvada interrompia durante horas o abastecimento. Porque interioridade não pode significar desistência, convém estar atento e reivindicar o que nos é de direito. A energia eléctrica é um bem essencial.
21 janeiro 2009
Ciclovia do Sabor ou Manual de Mau Investir - Daniel Conde
A ponte rodo-ferroviária sobre o Douro no Pocinho, datada de 1909 e encerrada há mais de 2 décadas, vai ser proposta para reabertura e reconhecimento como Património Nacional pelas autarquias de Vila Nova de Foz Côa e de Torre de Moncorvo, ligadas por esta obra de arte. Entre os motivos da sua reabertura figura o alargamento da Ciclovia do Sabor de Moncorvo ao Pocinho, actual término da Linha do Douro.
A moda nacional e imponderada de transformar tudo o que seja leito ferroviário encerrado numa ciclovia já teve efeitos reconhecidos como prejudiciais pela autarquia de Fafe, com a sua ciclovia na Linha de Guimarães, privando-se assim dos Intercidades e Suburbanos que chegam à Cidade Berço. No Douro, a absurda ideia de converter o troço Pocinho – Barca d’Alva em ciclovia já foi liminarmente recusada por uma coligação de 28 autarquias durienses. Reabrir a Linha do Douro e a sua ligação ao Ramal de Boadilla e Salamanca é agora um projecto internacional, que em Espanha é apadrinhado pelas Cortes, mas que em Portugal é remetido para as autarquias locais pelo Governo, para quem o comboio no troço superior do Douro não representa um serviço público nem tão pouco um investimento crucial para promover e desenvolver uma região que foi considerada como estratégica pelo próprio PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo).
E não terminam aqui as incongruências das ciclovias. A ciclovia do Sabor, projecto apadrinhado pela autarquia de Moncorvo, está a registar um extraordinário custo de € 125.000/km mais € 10.000 de renda anual paga à REFER, naquilo que é em bom rigor um caminho de terra batida que aliás já existia: é o canal da Linha do Sabor, Via Estreita (VE) que liga Duas Igrejas (Miranda do Douro) ao Pocinho. Em 1995, recorde-se, a edilidade julgou incomportável a reabertura de 30km desta linha, que ficaria a preços de hoje em € 6.500/km, a mesma distância que pretende transformar em ciclovia a preços astronómicos. O autarca, Aires Ferreira, afirma que o equipamento é utilizado sobretudo pelos habitantes locais, pelo que o retorno do investimento através do Turismo é residual ou nulo. Mas o facto mais curioso é o de convidar os turistas que cheguem ao Pocinho de comboio a entrar directamente na ciclovia para chegar a Moncorvo. O que o autarca nunca menciona neste gracioso projecto é que os senhores turistas ao sair do comboio no Pocinho terão diante si a maior rampa ferroviária de Portugal. Trocado por miúdos, aos corajosos turistas é-lhes dada a hipótese de alcançar Moncorvo a pé ou de bicicleta ao cabo de 12km de canal que vencem 280m de desnível, onde as próprias locomotivas a vapor faziam uma paragem técnica para recuperar pressão. Se a coragem chegar a tanto, podem mesmo ir pela ciclovia até Felgar, e as contas transformam-se em 25km para se vencer um desnível de 540m de altitude, a totalidade da maior rampa ferroviária do país.
A VE em Espanha é contudo algo nos antípodas do que ela é em Portugal. A FEVE (Ferrocarriles de Via Estrecha) gere 1200km de vias estreitas, 300km dos quais electrificados, adquiriu recentemente 12 novos comboios (49 M€) com capacidade para atingir 120km/h (na Linha do Douro os comboios de Via Larga não atingem essa velocidade), investiu também em 120 novos vagões de mercadorias (16 M€), e gere qualquer coisa como 8 comboios históricos (Portugal inteiro tem apenas 2), sendo um deles o celebrado Transcantábrico, mais antigo e luxuoso da Península Ibérica. Mas o que mais surpreende na FEVE foi que em 2003 reabriu uma linha de 340km por 42 M€. Para se ter noção do que seria reabrir 340km de caminho-de-ferro em Portugal, poderemos pensar que seria o equivalente a reabrir a Linha do Tâmega (40 km encerrados), do Corgo (71km encerrados), do Tua (76km encerrados), do Sabor (105km encerrados), do Douro (28km encerrados), e com os restantes quilómetros quase que se ia de Bragança à Puebla de Sanábria, almejada meta para a Linha do Tua alcançar a Alta Velocidade Europeia nesta localidade espanhola. Fazendo as contas, gastou-se algo como € 123.500/km, menos do que o que está a custar uma ciclovia de terra batida num traçado já existente.
Fica assim definitivamente refutada a justificação de que as ciclovias são benéficas para conservar o canal ferroviário, impedir a apropriação abusiva de espaço que é do Estado, e recuperar estações vandalizadas graças à incúria da CP e da REFER, tal a comparação de custos com o que seria retomar a exploração ferroviária. O desperdício de potencial é tão mais óbvio se pensarmos que parte do mais antigo programa turístico da CP, o das “Amendoeiras em Flor”, obriga os turistas a fazer de autocarro o que poderiam fazer de comboio pela Linha do Sabor. Não são necessários mais inquéritos que os já realizados para saber que os turistas e demais utentes preferem as curvas e condições de transporte dos caminhos-de-ferro às das estradas. Avançando a decisão do regresso do comboio “para as gerações futuras”, Aires Ferreira só vem hipotecar ainda mais um futuro que se não for procurado a tempo levará a região envolvente a acelerar a sua desertificação. Afirmar que a reabertura é díspar pela distância das estações face às respectivas localidades é uma descarada mentira: as que distam mais de 1km, distância perfeitamente transposta a pé, são apenas 6 em 21 (Mós, Freixo de Espada à Cinta, Bruçó, Mogadouro, Sanhoane e Urrós), cuja solução é tão simples quanto a criação de pequenas carreiras de autocarro para o caso de Freixo e de Mogadouro, e táxi ou viatura particular para as restantes, suportadas por boas acessibilidades, e contemplando é claro a conclusão da linha até à cidade de Miranda do Douro. Dizer-se que é impossível reabrir por já não haver carris é igualmente falacioso; comparando com a reabertura da Linha do Douro a Barca d’Alva, certamente não estão à espera que o comboio vá passar pela via com os carris e travessas que lá soçobram podres e enferrujadas.
Não estamos a falar de construir castelos nas nuvens; estamos a falar de um terrível desperdício de fundos nacionais e comunitários que, bem aproveitados, trariam o comboio de volta ao planalto do Douro. E com ele os turistas, o transporte de mercadorias e o de estudantes e idosos mais barato que pela rodovia, o emprego directo e indirecto duradouro. Todo um leque de coisas que nem uma ciclovia nem uma barragem trazem.
Daniel Conde
Lisboa, 19 de Janeiro de 2009
A moda nacional e imponderada de transformar tudo o que seja leito ferroviário encerrado numa ciclovia já teve efeitos reconhecidos como prejudiciais pela autarquia de Fafe, com a sua ciclovia na Linha de Guimarães, privando-se assim dos Intercidades e Suburbanos que chegam à Cidade Berço. No Douro, a absurda ideia de converter o troço Pocinho – Barca d’Alva em ciclovia já foi liminarmente recusada por uma coligação de 28 autarquias durienses. Reabrir a Linha do Douro e a sua ligação ao Ramal de Boadilla e Salamanca é agora um projecto internacional, que em Espanha é apadrinhado pelas Cortes, mas que em Portugal é remetido para as autarquias locais pelo Governo, para quem o comboio no troço superior do Douro não representa um serviço público nem tão pouco um investimento crucial para promover e desenvolver uma região que foi considerada como estratégica pelo próprio PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo).
E não terminam aqui as incongruências das ciclovias. A ciclovia do Sabor, projecto apadrinhado pela autarquia de Moncorvo, está a registar um extraordinário custo de € 125.000/km mais € 10.000 de renda anual paga à REFER, naquilo que é em bom rigor um caminho de terra batida que aliás já existia: é o canal da Linha do Sabor, Via Estreita (VE) que liga Duas Igrejas (Miranda do Douro) ao Pocinho. Em 1995, recorde-se, a edilidade julgou incomportável a reabertura de 30km desta linha, que ficaria a preços de hoje em € 6.500/km, a mesma distância que pretende transformar em ciclovia a preços astronómicos. O autarca, Aires Ferreira, afirma que o equipamento é utilizado sobretudo pelos habitantes locais, pelo que o retorno do investimento através do Turismo é residual ou nulo. Mas o facto mais curioso é o de convidar os turistas que cheguem ao Pocinho de comboio a entrar directamente na ciclovia para chegar a Moncorvo. O que o autarca nunca menciona neste gracioso projecto é que os senhores turistas ao sair do comboio no Pocinho terão diante si a maior rampa ferroviária de Portugal. Trocado por miúdos, aos corajosos turistas é-lhes dada a hipótese de alcançar Moncorvo a pé ou de bicicleta ao cabo de 12km de canal que vencem 280m de desnível, onde as próprias locomotivas a vapor faziam uma paragem técnica para recuperar pressão. Se a coragem chegar a tanto, podem mesmo ir pela ciclovia até Felgar, e as contas transformam-se em 25km para se vencer um desnível de 540m de altitude, a totalidade da maior rampa ferroviária do país.
A VE em Espanha é contudo algo nos antípodas do que ela é em Portugal. A FEVE (Ferrocarriles de Via Estrecha) gere 1200km de vias estreitas, 300km dos quais electrificados, adquiriu recentemente 12 novos comboios (49 M€) com capacidade para atingir 120km/h (na Linha do Douro os comboios de Via Larga não atingem essa velocidade), investiu também em 120 novos vagões de mercadorias (16 M€), e gere qualquer coisa como 8 comboios históricos (Portugal inteiro tem apenas 2), sendo um deles o celebrado Transcantábrico, mais antigo e luxuoso da Península Ibérica. Mas o que mais surpreende na FEVE foi que em 2003 reabriu uma linha de 340km por 42 M€. Para se ter noção do que seria reabrir 340km de caminho-de-ferro em Portugal, poderemos pensar que seria o equivalente a reabrir a Linha do Tâmega (40 km encerrados), do Corgo (71km encerrados), do Tua (76km encerrados), do Sabor (105km encerrados), do Douro (28km encerrados), e com os restantes quilómetros quase que se ia de Bragança à Puebla de Sanábria, almejada meta para a Linha do Tua alcançar a Alta Velocidade Europeia nesta localidade espanhola. Fazendo as contas, gastou-se algo como € 123.500/km, menos do que o que está a custar uma ciclovia de terra batida num traçado já existente.
Fica assim definitivamente refutada a justificação de que as ciclovias são benéficas para conservar o canal ferroviário, impedir a apropriação abusiva de espaço que é do Estado, e recuperar estações vandalizadas graças à incúria da CP e da REFER, tal a comparação de custos com o que seria retomar a exploração ferroviária. O desperdício de potencial é tão mais óbvio se pensarmos que parte do mais antigo programa turístico da CP, o das “Amendoeiras em Flor”, obriga os turistas a fazer de autocarro o que poderiam fazer de comboio pela Linha do Sabor. Não são necessários mais inquéritos que os já realizados para saber que os turistas e demais utentes preferem as curvas e condições de transporte dos caminhos-de-ferro às das estradas. Avançando a decisão do regresso do comboio “para as gerações futuras”, Aires Ferreira só vem hipotecar ainda mais um futuro que se não for procurado a tempo levará a região envolvente a acelerar a sua desertificação. Afirmar que a reabertura é díspar pela distância das estações face às respectivas localidades é uma descarada mentira: as que distam mais de 1km, distância perfeitamente transposta a pé, são apenas 6 em 21 (Mós, Freixo de Espada à Cinta, Bruçó, Mogadouro, Sanhoane e Urrós), cuja solução é tão simples quanto a criação de pequenas carreiras de autocarro para o caso de Freixo e de Mogadouro, e táxi ou viatura particular para as restantes, suportadas por boas acessibilidades, e contemplando é claro a conclusão da linha até à cidade de Miranda do Douro. Dizer-se que é impossível reabrir por já não haver carris é igualmente falacioso; comparando com a reabertura da Linha do Douro a Barca d’Alva, certamente não estão à espera que o comboio vá passar pela via com os carris e travessas que lá soçobram podres e enferrujadas.
Não estamos a falar de construir castelos nas nuvens; estamos a falar de um terrível desperdício de fundos nacionais e comunitários que, bem aproveitados, trariam o comboio de volta ao planalto do Douro. E com ele os turistas, o transporte de mercadorias e o de estudantes e idosos mais barato que pela rodovia, o emprego directo e indirecto duradouro. Todo um leque de coisas que nem uma ciclovia nem uma barragem trazem.
Daniel Conde
Lisboa, 19 de Janeiro de 2009
Pensar dos leitores - por MMS
Dados da greve de professores da área de Mirandela
| AGRUPAMENTO | PROF | GREVE | % | |||
| # | AGRUP ESC ALFANDEGA DA FE | 70 | 58 | 82,86% | ||
| # | AGRUP ESC CARRAZEDA ANSIAES | 105 | 105 | 100,00% | ||
| AGRUP ESC FREIXO ESPADA CINTA | 43 | 28 | 65,12% | |||
| # | AGRUP ESC TORRE DONA CHAMA | 44 | 42 | 95,45% | ||
| # | AGRUP ESC LUCIANO CORDEIRO | 104 | 94 | 90,38% | ||
| ES/3 MIRANDELA | 98 | 93 | 94,90% | |||
| # | AGRUP ESC MONCORVO | 96 | 82 | 85,42% | ||
| AGRUP ESC VILA FLOR | 96 | 78 | 81,25% | |||
| ESC PROFISSIONAL AGRICULTURA | 12 | 7 | 58,33% | |||
| TOTAL | 643 | 564 | 87,71% | |||
# escolas encerradas
18 janeiro 2009
Eleições na ACDZedes
Realizam-se hoje eleições para a ACDZedes.
João Manuel Sampaio, uns dos fundadores da Colectividade e seu primeiro Presidente da Direcção, uns 20 anos depois, e regressado ao Nordeste transmontano, vai presidir à Assembleia Geral e o Dr. Fernando Inácio, será o Presidente da Direcção que terá o Dr. Roberto Lopes à frente do Conselho Fiscal.
João Manuel Sampaio, uns dos fundadores da Colectividade e seu primeiro Presidente da Direcção, uns 20 anos depois, e regressado ao Nordeste transmontano, vai presidir à Assembleia Geral e o Dr. Fernando Inácio, será o Presidente da Direcção que terá o Dr. Roberto Lopes à frente do Conselho Fiscal.
Referendo sobre a regionalização
José Sócrates apresenta hoje ao fim da tarde, no Centro Cultural de Belém, a sua moção política para o congresso dos socialistas intitulada "PS: A força da mudança", disse à Lusa fonte partidária.
Um novo referendo sobre a regionalização será uma das promessas para a próxima legislatura.
Trás-os-Montes ficará integrado na denominada região Norte.
Um novo referendo sobre a regionalização será uma das promessas para a próxima legislatura.
Trás-os-Montes ficará integrado na denominada região Norte.
Debate sobre a Linha do Tua
Para ouvir o debate realizado ontem em Bragança sobre a linha do Tua siga esta ligação
O partido ecologista "Os Verdes" quer que a Assembleia da República obrigue o Governo a desencadear um processo de classificação da Linha do Tua como património nacional, que poderia proteger a ferrovia da barragem de Foz Tua.
O presidente da Câmara de Mirandela (PSD), José Silvano, considerou que daqui por poucos anos todos irão constatar que uma ligação ferroviária seria mais importante para a região do que uma auto-estrada.
...Segundo o autarca, construir uma linha de caminho-de- ferro no Distrito de Bragança, com ligação a Espanha custaria "apenas um terço do valor da auto-estrada"
Acusação:
Segundo o Público o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, acusou ontem os autarcas e responsáveis políticos da região de se demitirem das suas responsabilidades de debater e escolher as melhores soluções para o futuro da região. "Não sabem o desenvolvimento que querem", acrescentou. As afirmações foram feitas à margem do debate promovido pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua, que teve pouca participação, inclusive por parte dos autarcas das localidades onde ainda passa a linha que será submersa pela projectada barragem da Foz do Tua.
O partido ecologista "Os Verdes" quer que a Assembleia da República obrigue o Governo a desencadear um processo de classificação da Linha do Tua como património nacional, que poderia proteger a ferrovia da barragem de Foz Tua.
O presidente da Câmara de Mirandela (PSD), José Silvano, considerou que daqui por poucos anos todos irão constatar que uma ligação ferroviária seria mais importante para a região do que uma auto-estrada.
...Segundo o autarca, construir uma linha de caminho-de- ferro no Distrito de Bragança, com ligação a Espanha custaria "apenas um terço do valor da auto-estrada"
Acusação:
Segundo o Público o presidente da Câmara de Mirandela, José Silvano, acusou ontem os autarcas e responsáveis políticos da região de se demitirem das suas responsabilidades de debater e escolher as melhores soluções para o futuro da região. "Não sabem o desenvolvimento que querem", acrescentou. As afirmações foram feitas à margem do debate promovido pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua, que teve pouca participação, inclusive por parte dos autarcas das localidades onde ainda passa a linha que será submersa pela projectada barragem da Foz do Tua.
Discurso directo
"A sociedade cria condomínios fechados, coloca alarmes, despende em muralhas, em vez de abater o desespero social"
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, "Correio da Manhã", 16-01-2009
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, "Correio da Manhã", 16-01-2009
17 janeiro 2009
Efeméride
Completam-se catorze anos sobre o desaparecimento de Miguel Torga. Hoje é dia de o revisitar.
VOZ ACTIVA
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.
Miguel Torga, Diário XIII
VOZ ACTIVA
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.
Miguel Torga, Diário XIII
16 janeiro 2009
Branca e leve, leve e pura...
Foi na despedida de 2008 e é no inicio de 2009, a Natureza deixa a sua mensagem.
Será que é um sinal de mudança ?
15 janeiro 2009
validade do referendo
..."Do ponto de vista legal, a autarquia (mirandelense) já possui pareceres sobre a possibilidade de avançar com esta consulta pública, mas cabe ao Constitucional validar esta possibilidade. A realizar-se o referendo, e se a participação for superior a 50 por cento, o resultado é vinculativo. “Se for favorável à manutenção não há Estado que se possa sobrepor à decisão da população, se for desfavorável será um enorme fracasso político para aqueles que defendemos a continuidade da linha”, afirmou. A autarquia quer ainda que os partidos políticos definam claramente qual é a sua posição sobre esta matéria. “Sabemos que o PS, a nível nacional, defende a construção da barragem do Tua, mas os restantes partidos nunca se pronunciaram claramente sobre este assunto”, denunciou o autarca, eleito pelo PSD."
14 janeiro 2009
referendo sobre a linha do Tua
A Câmara Municipal de Mirandela vai promover um referendo popular sobre a linha ferroviária do Tua. O resultado do referendo pode inviabilizar a construção da barragem que ameaça a ferrovia.
Segundo o presidente do Município, esta iniciativa está apenas dependente do parecer do Tribunal Constitucional (TC). A pergunta que o município pretende fazer é "Concorda com a manutenção da linha ferroviária do Tua?".
Se o parecer do TC der luz verde à iniciativa, o acto atingirá uma legitimidade inquestionável e se a população manifestar a defesa da manutenção da linha, a barragem não poderá submergir nenhum troço da mesma. Caso contrário, os últimos 14 quilómetros da linha cortam a ligação à linha do Douro e ao litoral, considerada uma das mais belas zonas do mundo.
O referendo será uma excelente oportunidade da população discutir os custos/benefícios da barragem quer para o país, quer para a região. Também porque decorrendo o período de discussão pública do impacto ambiental da barragem, seria excelente que o tema se alargasse a um conjunto maior de opinião pelo enfoque que o referendo lhe daria. A discussão pública sairia muito mais enriquecida.
Caricato será, o de só uma parte da população atingida pelo problema ter uma palavra a dizer sobre o mesmo. Isto é, os carrazedenses, os vila-florenses, os alijoenses e os murcenses deixarão que os mirandelenses decidam por si.
Se houvesse uma preocupação dos autarcas dos munícipes referidos, quererem auscultar as populações em simultâneo parecia-me perfeitamente exequível e até desejável. A data das eleições europeias seria a ideal.
Segundo o presidente do Município, esta iniciativa está apenas dependente do parecer do Tribunal Constitucional (TC). A pergunta que o município pretende fazer é "Concorda com a manutenção da linha ferroviária do Tua?".
Se o parecer do TC der luz verde à iniciativa, o acto atingirá uma legitimidade inquestionável e se a população manifestar a defesa da manutenção da linha, a barragem não poderá submergir nenhum troço da mesma. Caso contrário, os últimos 14 quilómetros da linha cortam a ligação à linha do Douro e ao litoral, considerada uma das mais belas zonas do mundo.
O referendo será uma excelente oportunidade da população discutir os custos/benefícios da barragem quer para o país, quer para a região. Também porque decorrendo o período de discussão pública do impacto ambiental da barragem, seria excelente que o tema se alargasse a um conjunto maior de opinião pelo enfoque que o referendo lhe daria. A discussão pública sairia muito mais enriquecida.
Caricato será, o de só uma parte da população atingida pelo problema ter uma palavra a dizer sobre o mesmo. Isto é, os carrazedenses, os vila-florenses, os alijoenses e os murcenses deixarão que os mirandelenses decidam por si.
Se houvesse uma preocupação dos autarcas dos munícipes referidos, quererem auscultar as populações em simultâneo parecia-me perfeitamente exequível e até desejável. A data das eleições europeias seria a ideal.
13 janeiro 2009
Lição de humildade?
12 janeiro 2009
Neve e mais interioridade
É em situações de intempérie, como a que assistimos nos últimos dias, que o nó do sentimento de interioridade se aperta sobre as populações do interior. Estradas cortadas e condicionadas, povoados isolados, muito frio e desconforto são o laço que estica e nos faz aperceber de um país a dois ritmos de desenvolvimento e com realidades bem distintas: uma com todos os meios e uma outra com características de terceiro mundo. Retenho o lamento e quase revolta de alguns motoristas de camiões TIR que comparavam a facilidade de circulação na Europa, aqui tão perto, com condições muito mais adversas, e passada a fronteira foram obrigados a pernoitar nos seus veículos no frio e com um alheamento anormal de todas as autoridades.
“Nós por cá” estivemos um pouco isolados do mundo durante longas horas com acessos condicionados à dita civilização. Muitos dos nossos filhos que estudam nas grandes cidades não puderam circular e aí se quedaram durante o fim-de-semana; os projectos de viagem não foram para além disso; algumas ruas da vila estiveram intransitáveis. Para além de outros provou-se uma das desvantagens da colocação de paralelo nas recentes obras de requalificação dos pavimentos da vila.
Relevo o esforço dos Bombeiros Voluntários que me pareceram empenhados em resolver muitas das situações.
A anotar
Misericórdia de Carrazeda assaltada durante a noite
A Santa Casa da Misericórdia de Carrazeda de Ansiães foi assaltada, hoje de madrugada (5.ª para 6.ª). Os larápios levaram um cofre de grandes dimensões, que transportaram numa carrinha da própria instituição.
Ricardo Pereira, provedor da misericórdia de Carrazeda, disse que os ladrões forçaram a porta principal para entrar nos escritórios e que terão sido vários os autores do assalto, pois o cofre “era mesmo muito pesado”.
O cofre continha, sobretudo, “bens pertencentes a utentes da instituição”. Os malfeitores trataram também de levar o sistema de gravação da videovigilância.
O montante do prejuízo causado por este assalto à Misericórdia de Carrazeda de Ansiães ainda não foi apurado.
Rádio Ansiães/José Luís Carvalho/Eduardo Pinto
Para além do apurado nesse dia (comparticipações dos docentes, mais de 5000 € em cash), foram roubados diversos bens dos utentes: ouro e jóias, que para além do valor patrimonial, têm uma alta valia sentimental.
Ricardo Pereira, provedor da misericórdia de Carrazeda, disse que os ladrões forçaram a porta principal para entrar nos escritórios e que terão sido vários os autores do assalto, pois o cofre “era mesmo muito pesado”.
O cofre continha, sobretudo, “bens pertencentes a utentes da instituição”. Os malfeitores trataram também de levar o sistema de gravação da videovigilância.
O montante do prejuízo causado por este assalto à Misericórdia de Carrazeda de Ansiães ainda não foi apurado.
Rádio Ansiães/José Luís Carvalho/Eduardo Pinto
Para além do apurado nesse dia (comparticipações dos docentes, mais de 5000 € em cash), foram roubados diversos bens dos utentes: ouro e jóias, que para além do valor patrimonial, têm uma alta valia sentimental.
11 janeiro 2009
Efeméride IV
Aqui se testemunha esta encantadora proposta apresentada pelo Sr. Presidente em reunião de Câmara Municipal de 22 de Outubro de 1988.
È-me desconhecido se terá sido um qualquer “desajustamento à realidade”, a causa de se desconhecer que tal proposta, prontamente aprovada por unanimidade, tenha resultado em termos práticos. Alguém saberá dar-me informações sobre este caso?
Pedindo mais, a titulo de exemplo, alguém me poderá calcular quantas Bolsas de Estudo se poderiam atribuir, só a poupar na iluminação de mamarrachos que o município ilumina?
Preâmbulo da proposta apresentada
O regulamento de atribuição de Bolas de Estudo entrou em vigor a 6 de Janeiro de 1994. Entretanto, com o decurso do tempo, tornaram-se evidentes alguns desajustamentos à realidade vivida pelos alunos do concelho de Carrazeda de Ansiães. Com a presente alteração pretende-se uma maior adequação dos critérios de legitimidade para as candidaturas a Bolsas de Estudo, bem como um alargamento do âmbito de aplicação do regime do regulamento, numa preocupação de justiça material Assim (...)
...Aprovou em sessão de Reunião de Câmara Municipal de 22 de Outubro de 1998, as seguintes alterações ao Regulamento de Bolsas de Estudo.
Art 1º ( Âmbito de Aplicação)
A Câmara Municipal atribuirá., anualmente, Bolsas de Estudo a alunos com aproveitamento Escolar que se encontrem nas seguintes condições:
a) Pretendam iniciar ou prosseguir estudos no Ensino Secundário, na Escola Básica 2,3 de Carrazeda de Ansiães ou em qualquer Escola Técnico-Profissional;
b) Pretendam iniciar ou Prosseguir estudos em Estabelecimentos de Ensino Superior.
Artigo 2º ( Número de Bolsas de Estudo)
1- Ao grau de ensino mencionado no artigo anterior, será atribuído, anualmente , o seguinte número de Bolsas de Estudo:
2- A) Uma Bolsa de Estudo para os alunos do Ensino Secundário ou Técnico-Profissional;
3- B) Duas Bolsas de Estudo para os alunos do Ensino Superior. ...
È-me desconhecido se terá sido um qualquer “desajustamento à realidade”, a causa de se desconhecer que tal proposta, prontamente aprovada por unanimidade, tenha resultado em termos práticos. Alguém saberá dar-me informações sobre este caso?
Pedindo mais, a titulo de exemplo, alguém me poderá calcular quantas Bolsas de Estudo se poderiam atribuir, só a poupar na iluminação de mamarrachos que o município ilumina?
Preâmbulo da proposta apresentada
O regulamento de atribuição de Bolas de Estudo entrou em vigor a 6 de Janeiro de 1994. Entretanto, com o decurso do tempo, tornaram-se evidentes alguns desajustamentos à realidade vivida pelos alunos do concelho de Carrazeda de Ansiães. Com a presente alteração pretende-se uma maior adequação dos critérios de legitimidade para as candidaturas a Bolsas de Estudo, bem como um alargamento do âmbito de aplicação do regime do regulamento, numa preocupação de justiça material Assim (...)
...Aprovou em sessão de Reunião de Câmara Municipal de 22 de Outubro de 1998, as seguintes alterações ao Regulamento de Bolsas de Estudo.
Art 1º ( Âmbito de Aplicação)
A Câmara Municipal atribuirá., anualmente, Bolsas de Estudo a alunos com aproveitamento Escolar que se encontrem nas seguintes condições:
a) Pretendam iniciar ou prosseguir estudos no Ensino Secundário, na Escola Básica 2,3 de Carrazeda de Ansiães ou em qualquer Escola Técnico-Profissional;
b) Pretendam iniciar ou Prosseguir estudos em Estabelecimentos de Ensino Superior.
Artigo 2º ( Número de Bolsas de Estudo)
1- Ao grau de ensino mencionado no artigo anterior, será atribuído, anualmente , o seguinte número de Bolsas de Estudo:
2- A) Uma Bolsa de Estudo para os alunos do Ensino Secundário ou Técnico-Profissional;
3- B) Duas Bolsas de Estudo para os alunos do Ensino Superior. ...
Ano Novo - Vida Nova
Para enfrentar "A Crise" que só alguns irão sentir neste ano de 2009, segundo os analistas.
Para viver um pouco mais e conciliar o bem mais precioso que existe "A saúde" Aqui se deixam
à reflexão dos leitores uns Conselhos para a longevidade, que estão inscritos no templo de Daiser-IR, em Quioto no Japão.
- pouca carne, muitos legumes;
- pouco sal, muito vinagre
-comer pouco, mastigar bem;
- poucas preocupações, muito sono;
-pouca ira, muito riso;
-poucas palavras, mais acções;
-poucas necessidades, muitos dons;
-pouco vestuário, muito banho;
-pouco automóvel, muita marcha
Se, seguir escrupolosamente estes conselhos vai viver mais uns anos lá isso vai e como estamos em 2009,adapte à realidade o que se segue.
EM ANO DE ELEIÇÕES
Dizem que mais uma vez
O valente português
Vai encher a barriguinha
De papa mais baratinha.
Como é ano de eleições
Baixa tudo aos trambolhões
Fala-se em carne barata
Baixa o peixe e a batata
Dizem que baixa o azeite
Baixa o pão e baixa o leite.
Não lhes causa estranheza
Assim tão grande baixeza?
Cá para mim algo baixou
Mas satisfeito não estou.
Baixou meu nível de vida
Mas não baixou a comida.
Também já me baixa a força
Meus sapatos já baixaram
Porque as solas se gastaram
Se não há solas baratas
Baixarei prás alparcatas
E a baixar assim tanto
Não me vai causar espanto
A gente ter que andar
De cócoras, a rastejar
Mais baixinhos que um cão
Com o rabo pelo chão.
(Henrique Lino -na Voz do Sado em 1985
Seringador 2009)
Para viver um pouco mais e conciliar o bem mais precioso que existe "A saúde" Aqui se deixam
à reflexão dos leitores uns Conselhos para a longevidade, que estão inscritos no templo de Daiser-IR, em Quioto no Japão.
- pouca carne, muitos legumes;
- pouco sal, muito vinagre
-comer pouco, mastigar bem;
- poucas preocupações, muito sono;
-pouca ira, muito riso;
-poucas palavras, mais acções;
-poucas necessidades, muitos dons;
-pouco vestuário, muito banho;
-pouco automóvel, muita marcha
Se, seguir escrupolosamente estes conselhos vai viver mais uns anos lá isso vai e como estamos em 2009,adapte à realidade o que se segue.
EM ANO DE ELEIÇÕES
Dizem que mais uma vez
O valente português
Vai encher a barriguinha
De papa mais baratinha.
Como é ano de eleições
Baixa tudo aos trambolhões
Fala-se em carne barata
Baixa o peixe e a batata
Dizem que baixa o azeite
Baixa o pão e baixa o leite.
Não lhes causa estranheza
Assim tão grande baixeza?
Cá para mim algo baixou
Mas satisfeito não estou.
Baixou meu nível de vida
Mas não baixou a comida.
Também já me baixa a força
Meus sapatos já baixaram
Porque as solas se gastaram
Se não há solas baratas
Baixarei prás alparcatas
E a baixar assim tanto
Não me vai causar espanto
A gente ter que andar
De cócoras, a rastejar
Mais baixinhos que um cão
Com o rabo pelo chão.
(Henrique Lino -na Voz do Sado em 1985
Seringador 2009)
09 janeiro 2009
Pensar dos leitores - S. Lourenço
Depois de tanto ouvir falar sobre as Termas de S LOURENÇO e como já há muitos anos as não visitava,eis que me dispus a faze-lo.Após ter lá chegado a minha desilusão foi tão grande que quase fiquei sem palavras.Lembro-me delas desde o tempo em que todas as casas estavam cheias de pessoas,do tempo
dos bailaricos com os rapazes do Pombal e as moças que aproveitavam ir com os familiares para aproveitarem o divertimento,arranjar uns namoricos (namoros de Lourenço)terminava a estadia nas Termas acabava-se o namoro,muito embora que me lembre ainda resultaram alguns,poucos casamentos.
As casas estão quase todas caídas a envolvente são autênticos silveirais.Gostava de deixar aqui uma pergunta,a que se deve este enormissimo abandono?
Todas as localidades que têm o privilégio de ter umas águas como aquelas as aproveitam para bem dos utentes, da Freguesia a que pertencem e até o próprio Concelho poderia ter sido beneficiado com esse desenvolvimento porque não o fizeram em S LOURENÇO?
Permaneci mais algum tempo naquele local" MARAVILHOSO E AO MESMO TEMPO HORRÍVEL" interrogando-me sobre o porquê daquele abandono,entretanto chega uma pessoa da aldeia que abordei sobre tudo o que verifiquei.Depois de houvir toda a história sobre o prometido desenvovimento e o não cumprimento do mesmo fiquei sem palavras.É preciso que os autarcas tanto a nível de Junta de Freguesia como a nível de Câmara Municipal sejam bem incompetentes para que aquela riqueza que tantos quereriam ter eles desaproveitaram.
Pergunto-me a mim mesmo "QUAL A REAÇÃO DO POVO DAQUELA TERRA OUTRORA TÃO BONITA E TÃO DINÂMICA?
Pombalenses não fiquem parados,cobrem dos culpados as suas promessas e responsabilidades,pode já ser tarde mas não deixem perder aquele BELO REFUGIO.
dos bailaricos com os rapazes do Pombal e as moças que aproveitavam ir com os familiares para aproveitarem o divertimento,arranjar uns namoricos (namoros de Lourenço)terminava a estadia nas Termas acabava-se o namoro,muito embora que me lembre ainda resultaram alguns,poucos casamentos.
As casas estão quase todas caídas a envolvente são autênticos silveirais.Gostava de deixar aqui uma pergunta,a que se deve este enormissimo abandono?
Todas as localidades que têm o privilégio de ter umas águas como aquelas as aproveitam para bem dos utentes, da Freguesia a que pertencem e até o próprio Concelho poderia ter sido beneficiado com esse desenvolvimento porque não o fizeram em S LOURENÇO?
Permaneci mais algum tempo naquele local" MARAVILHOSO E AO MESMO TEMPO HORRÍVEL" interrogando-me sobre o porquê daquele abandono,entretanto chega uma pessoa da aldeia que abordei sobre tudo o que verifiquei.Depois de houvir toda a história sobre o prometido desenvovimento e o não cumprimento do mesmo fiquei sem palavras.É preciso que os autarcas tanto a nível de Junta de Freguesia como a nível de Câmara Municipal sejam bem incompetentes para que aquela riqueza que tantos quereriam ter eles desaproveitaram.
Pergunto-me a mim mesmo "QUAL A REAÇÃO DO POVO DAQUELA TERRA OUTRORA TÃO BONITA E TÃO DINÂMICA?
Pombalenses não fiquem parados,cobrem dos culpados as suas promessas e responsabilidades,pode já ser tarde mas não deixem perder aquele BELO REFUGIO.
05 janeiro 2009
A ver
A Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua encontra-se em consulta pública até 18 de Fevereiro, tendo como principal ponto de discussão a cota da barragem e a submersão da linha ferroviária do Tua. Outras informações aqui.
O EIA está disponível na sua totalidade, para Consulta Pública, no período acima referido, entre outros locais na Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, ou aqui.
O EIA está disponível na sua totalidade, para Consulta Pública, no período acima referido, entre outros locais na Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, ou aqui.
Martinho será presidente da Turismo do Douro
JN2009-01-03
EDUARDO PINTO
O actual governador civil de Vila Real, António Martinho, vai ser o primeiro presidente da Turismo do Douro. A lista que encabeça foi apresentada ontem de manhã, em Lamego, e é a única que se vai apresentar às eleições agendadas para a próxima sexta-feira.
Na lista de Martinho que é "praticamente consensual" e que reúne várias sensibilidades da região, surge como vice-presidente o autarca de Moimenta da Beira, José Agostinho Correia, e como vogais Ricardo Paninho Pereira e Mário Mesquita Montes, representantes dos Municípios de Carrazeda de Ansiães e Peso da Régua, respectivamente, bem como Rui Oliveira, que representa empresas de rent-a-car e agências de viagens, navegação e promoção turística.
Uma vez eleito presidente da Turismo do Douro, António Martinho vai deixar o cargo de Governador Civil de Vila Real, o que deverá ocorrer até meados deste mês. A seguir vai preocupar-se com a promoção da marca "Douro" na Bolsa de Turismo de Lisboa. "A realização de um festival de cinema e a construção de um campo de golfe" são objectivos a perseguir nos próximos meses. A Turismo do Douro abrange os municípios de Vila Real (onde fica a sede), Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa.
01 janeiro 2009
Mentiras Piedosas de Janeiro ( enquanto se não encontra melhor tema para começar 2009)
DEIXAI-ME EM MEUS VERSOS DESABAFAR
Deixai-me em meus versos desabafar…
Aquilo que a falar, eu não consigo;
Deixai-me conversar, a sós comigo.
Que é aquilo que eu penso a meditar.
E quantas vezes sou levado a ir além…
Mais longe do que a minha vista alcança;
Mas eu queria ter uma “Alma” de criança…
Como quando me embalava “minha Mãe”.
Mas também não desejo ir ao fundo,
Duas injustiças e ingratidões do mundo.
Porque isso me faz doer o coração…
Que antes, alimentar a esperança…
De que um dia à Terra virá a bonança,
E que as guerras e a fome acabarão…
(Evaristo Sousa Mergulhão – O Seringador 2009)
- Admite-se como muito provável que neste ano de 2009 seja dada outra importância à Arte no nosso concelho. Referimo-nos à Arte de Engonhar;
- Na melhor das hipóteses será este ano que se concretizará o desiderato da inauguração do Centro Cultural. No programa inaugural que se mantêm, será apresentada a “Opera dos Mendigos” de Haendel;
- Nesta ordem de ideias admite-se ainda como muito provável a concretização do projecto do primeiro Parque de Campismo na aldeia da Carrapatoza. Subjacente está a ideia de descentralização de infra estruturas turísticas que irão servir todas as aldeias limítrofes;
- Outro projecto que ainda irá a tempo é o da realização de um Workshop aberto aos mais carentes, que ensine a sorrir. O objectivo é o de lhes garantir um “futuro risonho”;
- O ano começa pois com grandes expectativas. Uma das mais expectáveis é a de se conhecer o vencedor do próximo concurso do Cantar dos Reis.
- Dá-se conta de que se engaleou um negligente e um indigente de que resultou, a prisão de um e a hospitalização de outro. Admite-se que estes já não recuperarão a tempo de concorrer ao próximo concurso para Chefe de Departamento da Cultura a realizar em Janeiro, pela nossa querida C.M.
- Os nossos ecologistas vão realizar mais uma descida do Rio Tua em canoa. O objectivo é o de dar a conhecer a beleza selvagem do rio que, nesta época do ano apresenta uma água de cor garrida, devido ás descargas das águas russas, dos lagares de azeite legalizados.
- Foi dado mais um alerta anónimo enigmático que diz: - “O poder já não protege”. Falta descodificar;
- Ao que consta o Pai Natal foi-se embora sem entregar muitas das prendas que trazia. Dizem que se baralhou com as indicações, de desvios de percurso, que estão distribuídas um pouco por toda a parte. Desconhece-se a quem eram destinadas as prendas que não foram entregues mas sabe-se quais eram: - Um “vaucher” para usar no SPA de Alfandega, um par de socos, uma aguilhada, um livro de reclamações, um desodorizante de ambiente, um estojo para unhas, uma colecção de alfinetes, um jugo dos tradicionais, um rapa para jogar o raspa, um diploma de mérito cultural, um boletim municipal do século passado, com a fotografia do Nosso Primeiro de bigode e uma carteira de acções do BPP.
- Também se sabe que alguns dos pedidos ao Pai Natal não foram atendidos. Refere-se o pedido da passagem do TGV pelo Tua, a construção de um SPA junto à Fonte Bieita, dinheiro para uma operação plástica, para a cara do S. Lourenço que deita água nas Termas do seu nome, “vales saúde” para a colocação de bandas gástricas aos Presidentes de Junta mais carenciados, uma pilha atómica para adaptar ao relógio da Torre dos Paços Municipais, um pavilhão multi-usos, um cemitério suspenso, uma catedral e um bilhete para viagem galáctica de “lua de mel”.
Deixai-me em meus versos desabafar…
Aquilo que a falar, eu não consigo;
Deixai-me conversar, a sós comigo.
Que é aquilo que eu penso a meditar.
E quantas vezes sou levado a ir além…
Mais longe do que a minha vista alcança;
Mas eu queria ter uma “Alma” de criança…
Como quando me embalava “minha Mãe”.
Mas também não desejo ir ao fundo,
Duas injustiças e ingratidões do mundo.
Porque isso me faz doer o coração…
Que antes, alimentar a esperança…
De que um dia à Terra virá a bonança,
E que as guerras e a fome acabarão…
(Evaristo Sousa Mergulhão – O Seringador 2009)
- Admite-se como muito provável que neste ano de 2009 seja dada outra importância à Arte no nosso concelho. Referimo-nos à Arte de Engonhar;
- Na melhor das hipóteses será este ano que se concretizará o desiderato da inauguração do Centro Cultural. No programa inaugural que se mantêm, será apresentada a “Opera dos Mendigos” de Haendel;
- Nesta ordem de ideias admite-se ainda como muito provável a concretização do projecto do primeiro Parque de Campismo na aldeia da Carrapatoza. Subjacente está a ideia de descentralização de infra estruturas turísticas que irão servir todas as aldeias limítrofes;
- Outro projecto que ainda irá a tempo é o da realização de um Workshop aberto aos mais carentes, que ensine a sorrir. O objectivo é o de lhes garantir um “futuro risonho”;
- O ano começa pois com grandes expectativas. Uma das mais expectáveis é a de se conhecer o vencedor do próximo concurso do Cantar dos Reis.
- Dá-se conta de que se engaleou um negligente e um indigente de que resultou, a prisão de um e a hospitalização de outro. Admite-se que estes já não recuperarão a tempo de concorrer ao próximo concurso para Chefe de Departamento da Cultura a realizar em Janeiro, pela nossa querida C.M.
- Os nossos ecologistas vão realizar mais uma descida do Rio Tua em canoa. O objectivo é o de dar a conhecer a beleza selvagem do rio que, nesta época do ano apresenta uma água de cor garrida, devido ás descargas das águas russas, dos lagares de azeite legalizados.
- Foi dado mais um alerta anónimo enigmático que diz: - “O poder já não protege”. Falta descodificar;
- Ao que consta o Pai Natal foi-se embora sem entregar muitas das prendas que trazia. Dizem que se baralhou com as indicações, de desvios de percurso, que estão distribuídas um pouco por toda a parte. Desconhece-se a quem eram destinadas as prendas que não foram entregues mas sabe-se quais eram: - Um “vaucher” para usar no SPA de Alfandega, um par de socos, uma aguilhada, um livro de reclamações, um desodorizante de ambiente, um estojo para unhas, uma colecção de alfinetes, um jugo dos tradicionais, um rapa para jogar o raspa, um diploma de mérito cultural, um boletim municipal do século passado, com a fotografia do Nosso Primeiro de bigode e uma carteira de acções do BPP.
- Também se sabe que alguns dos pedidos ao Pai Natal não foram atendidos. Refere-se o pedido da passagem do TGV pelo Tua, a construção de um SPA junto à Fonte Bieita, dinheiro para uma operação plástica, para a cara do S. Lourenço que deita água nas Termas do seu nome, “vales saúde” para a colocação de bandas gástricas aos Presidentes de Junta mais carenciados, uma pilha atómica para adaptar ao relógio da Torre dos Paços Municipais, um pavilhão multi-usos, um cemitério suspenso, uma catedral e um bilhete para viagem galáctica de “lua de mel”.
31 dezembro 2008
Votos de um Ano Melhor
Não peço muito mas penso em todos.
O anúncio do investimento em estradas na nossa região, foi para mim o melhor acontecimento do ano que finda.
Para o Ano 2009., os meus votos vão para que realmente se concretizem as promessas da construção do IC2 e do IC5.
Sou dos que acreditam que definitivamente se criarão as condições para que tenhamos aqui, uma condição de vida melhor. E assim acabará tanta dependência e subserviência. Resurgirá a vontade de investir as nossas energias. Renascerá a vontade de contribuir para o bem comum. Rejuvenescerá a solidariedade e o amor ao próximo.
O desenvolvimento eleva o espirito e dignifica o homem. Saibamos lutar por ele.
O anúncio do investimento em estradas na nossa região, foi para mim o melhor acontecimento do ano que finda.
Para o Ano 2009., os meus votos vão para que realmente se concretizem as promessas da construção do IC2 e do IC5.
Sou dos que acreditam que definitivamente se criarão as condições para que tenhamos aqui, uma condição de vida melhor. E assim acabará tanta dependência e subserviência. Resurgirá a vontade de investir as nossas energias. Renascerá a vontade de contribuir para o bem comum. Rejuvenescerá a solidariedade e o amor ao próximo.
O desenvolvimento eleva o espirito e dignifica o homem. Saibamos lutar por ele.
Balanço de 2008
BALANÇO DE FIM DE ANO
Neste ano de 2008 que hoje termina, muitos foram os acontecimentos e factos relativos ao concelho de Carrazeda de Ansiães, que se revelaram noticias de interesse público.
Desejo a todos os residentes do concelho de Carrazeda de Ansiães e a todos os habitantes do Distrito de Bragança um Feliz Ano de 2009.
Apesar de saber que aqui neste espaço, houve lugar para criticar e louvar a actuação dos responsáveis camarários, na pessoa do seu Presidente do Município, que nunca reagiu ao que foi dito vale a pena recordar factos sobre as Piscinas Cobertas, a Linha do Tua e as obras da Rua Luís de Camões?
O ano de 2009 já entrou na Austrália e na Nova Zelândia, em Portugal entra daqui a poucas horas e para a população envelhecida do Distrito de Bragança, dados do INE – que é uma região onde as pessoas morrem acima da média e nascem muito abaixo da média nacional – faço um apelo para que em 2009, escolham os seus Presidentes da Câmara e Presidentes da Junta de Freguesia com cuidado, escolham os melhores e acreditem que só assim será possível viver com qualidade no Nordeste transmontano.Depende de nós o nosso futuro. Em ano de Eleições a nossa arma é o voto e é obrigatório saber escolher, pois candidatos vai haver muitos. Entre a sorrir em 2009 e acredite em si próprio.
Neste ano de 2008 que hoje termina, muitos foram os acontecimentos e factos relativos ao concelho de Carrazeda de Ansiães, que se revelaram noticias de interesse público.
Desejo a todos os residentes do concelho de Carrazeda de Ansiães e a todos os habitantes do Distrito de Bragança um Feliz Ano de 2009.
Apesar de saber que aqui neste espaço, houve lugar para criticar e louvar a actuação dos responsáveis camarários, na pessoa do seu Presidente do Município, que nunca reagiu ao que foi dito vale a pena recordar factos sobre as Piscinas Cobertas, a Linha do Tua e as obras da Rua Luís de Camões?
O ano de 2009 já entrou na Austrália e na Nova Zelândia, em Portugal entra daqui a poucas horas e para a população envelhecida do Distrito de Bragança, dados do INE – que é uma região onde as pessoas morrem acima da média e nascem muito abaixo da média nacional – faço um apelo para que em 2009, escolham os seus Presidentes da Câmara e Presidentes da Junta de Freguesia com cuidado, escolham os melhores e acreditem que só assim será possível viver com qualidade no Nordeste transmontano.Depende de nós o nosso futuro. Em ano de Eleições a nossa arma é o voto e é obrigatório saber escolher, pois candidatos vai haver muitos. Entre a sorrir em 2009 e acredite em si próprio.
30 dezembro 2008
23 dezembro 2008
Boas Festas
A todos os amigos e leitores do "Pensar Ansiães" votos de Boas Festas vividas no alegre calor da família.
Com todo o Espírito do Natal.
Com todo o Espírito do Natal.
20 dezembro 2008
Uma pérola do Nordeste
Na madrugada fria, de um dia do mês de dezembro, não resisti ao apelo da mãe Natureza, que nos ensina a amar o que de belo e gratuitamente nos oferece.
É nesta harmonia, que vale a pena viver, esquecendo òdios e querelas, lutas partidárias, obras inacabadas e até a preocupação com problemas no emprego.
Esta pequena aldeia que em conjunto com o Fiolhal, Foz-Tua e Castanheiro do Norte oferece aos visitantes a possibilidade de contemplarem maravilhosas paisagens ùnicas, autênticas no espaço rural. O concelho de Carrazeda orgulha-se do miradouro do Senhor da Boa Morte na freguesia de Castanheiro, sala de visita obrigatória para quem gosta da Natureza.
Bom Natal e Feliz Ano Novo, para os leitores, colaboradores, comentadores e administradores que trabalham neste espaço global que dá pelo nome de Internet, do Blogue pensar-ansiães, pensar-Carrazeda e muitos outros.
16 dezembro 2008
Projectos de excelência. Técnicos de excelência: Jorge Laiginhas
A menos de um ano das eleições autárquicas as oposições aos executivos municipais posicionam-se. E só fazem elas muito bem. Quando sabem posicionar-se, obviamente. Todavia, quiçá por falta de ideias, algumas oposições posicionam-se gritando – nos blogues e nos jornais – que quem está no poder o perpetua dando emprego às respectivas famílias políticas. Até pode acontecer em um ou outro caso, mas, convenhamos, aceitar que essa é a razão porque este ou aquele executivo municipal ganha, e volta a ganhar, as eleições é o mesmo que dizer que os eleitores – nós – andam com as quatro no chão e votam com o pincel do rabo!
Se eu fosse oposição – oposição a sério, com um programa eleitoral enraizado – diria antes: tenho, para vos apresentar, um projecto que dará trabalho aos actuais funcionários da Autarquia e, no futuro, se vencer a eleição, dará trabalho a muitos mais.
Quem, na tarde de terça-feira passada, entrasse na Biblioteca Municipal de Alijó deparava-se com um cenário pouco habitual em bibliotecas públicas: a sala infantil e a sala de leitura de presença fervilhavam de palavras. Palavras a sair dos livros e a pintalgar de felicidade os rostos das crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o rosto dos adultos, carregadinhos de experiência, vindos dos Centros de Dia do concelho.
Os mais pequeninos participavam num projecto – “Quatro Estações com Palavras e Música” – de promoção de leitura infantil. Um músico da casa, um músico convidado – o maestro da Banda de Música de S. Mamede de Ribatua –, e um animador de leitura, também da casa, recriavam as palavras de um livro. As palavras e a música, enleadas como namorados adolescentes, reinventavam a estória que saía de dentro do livro com o mesmo encantamento com que um pintainho sai de dentro do ovo!
A magia das palavras e a magia da música criaram uma atmosfera quase transcendente. No final, as crianças foram convidadas a requisitar um livro e levá-lo para casa com o propósito de lhes ser lido por alguém da família. Quiçá o avô ou a avó. Felizes os netos que crescem com livros e avós por perto!
Quanto aos tais adultos carregadinhos de experiência, participavam também num projecto – “Leitura em Voz Alta” – de animação de leitura. Sob a orientação do padre Pedro, um padre tão jovem que poderia ser neto de quase todos os presentes na sessão, e pela voz de um animador de leitura, ventavam a solidão para longe das suas vidas. Vai ser assim pelas tardes deste Inverno. Em Dezembro vou pintar um pouco mais os meus cabelos de branco para poder participar numa das sessões. Aquela que começa com a leitura, em voz alta, pelo animador da biblioteca, de uma passagem bíblica alusiva ao Natal e é seguida por uma explicação, a cargo de padre Pedro, de como nasceu a festa do Natal. Depois, bom, depois vou arrepiar-me ao ouvir ler – eu de olhos fechados – os “Contos Exemplares” de Sophia de Mello B. Andresen.
Cada tarde acaba com um chá e bolinhos, servidos na biblioteca pelos técnicos da casa que, como quem embrulha um presente, vão recomendando um livro ou amornando, com palavras, o entardecer.
Projectos de excelência. Técnicos de excelência.
Não há funcionários a mais nas autarquias. Assim haja projectos que sejam capazes de rentabilizar os funcionários existentes e criar condições para a admissão de mais funcionários no futuro!
Jorge Laiginhas
Se eu fosse oposição – oposição a sério, com um programa eleitoral enraizado – diria antes: tenho, para vos apresentar, um projecto que dará trabalho aos actuais funcionários da Autarquia e, no futuro, se vencer a eleição, dará trabalho a muitos mais.
Quem, na tarde de terça-feira passada, entrasse na Biblioteca Municipal de Alijó deparava-se com um cenário pouco habitual em bibliotecas públicas: a sala infantil e a sala de leitura de presença fervilhavam de palavras. Palavras a sair dos livros e a pintalgar de felicidade os rostos das crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o rosto dos adultos, carregadinhos de experiência, vindos dos Centros de Dia do concelho.
Os mais pequeninos participavam num projecto – “Quatro Estações com Palavras e Música” – de promoção de leitura infantil. Um músico da casa, um músico convidado – o maestro da Banda de Música de S. Mamede de Ribatua –, e um animador de leitura, também da casa, recriavam as palavras de um livro. As palavras e a música, enleadas como namorados adolescentes, reinventavam a estória que saía de dentro do livro com o mesmo encantamento com que um pintainho sai de dentro do ovo!
A magia das palavras e a magia da música criaram uma atmosfera quase transcendente. No final, as crianças foram convidadas a requisitar um livro e levá-lo para casa com o propósito de lhes ser lido por alguém da família. Quiçá o avô ou a avó. Felizes os netos que crescem com livros e avós por perto!
Quanto aos tais adultos carregadinhos de experiência, participavam também num projecto – “Leitura em Voz Alta” – de animação de leitura. Sob a orientação do padre Pedro, um padre tão jovem que poderia ser neto de quase todos os presentes na sessão, e pela voz de um animador de leitura, ventavam a solidão para longe das suas vidas. Vai ser assim pelas tardes deste Inverno. Em Dezembro vou pintar um pouco mais os meus cabelos de branco para poder participar numa das sessões. Aquela que começa com a leitura, em voz alta, pelo animador da biblioteca, de uma passagem bíblica alusiva ao Natal e é seguida por uma explicação, a cargo de padre Pedro, de como nasceu a festa do Natal. Depois, bom, depois vou arrepiar-me ao ouvir ler – eu de olhos fechados – os “Contos Exemplares” de Sophia de Mello B. Andresen.
Cada tarde acaba com um chá e bolinhos, servidos na biblioteca pelos técnicos da casa que, como quem embrulha um presente, vão recomendando um livro ou amornando, com palavras, o entardecer.
Projectos de excelência. Técnicos de excelência.
Não há funcionários a mais nas autarquias. Assim haja projectos que sejam capazes de rentabilizar os funcionários existentes e criar condições para a admissão de mais funcionários no futuro!
Jorge Laiginhas
10 dezembro 2008
IC5, uma revolução nos transportes do distrito

Adjudicada a 25 de Novembro de 2008 à AENOR - Douro Interior S.A., resultante de concurso público lançado, a nova concessão do Douro Interior concretiza a construção das duas estradas mais aguardadas no Nordeste Transmontano, o IP2 e o IC5.
A concessão Douro Interior, situada no Nordeste de Portugal, tem uma extensão total de 242 quilómetros divididos por dois grandes eixos viários:
O IP2 com 111 quilómetros, entre Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, estendendo-se para além do distrito de Bragança até à Guarda;
IC5 com 131 quilómetros que ligará Murça, no distrito de Vila Real, a Miranda do Douro no distrito de Bragança.
As duas infra-estruturas rodoviárias beneficiarão directamente os concelhos de Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Alfandega da Fé, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, V.N. Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira.
Estarão concluídas em 2011.
Segundo as previsões do Governo, o empreendimento deverá gerar mais de 13 000 postos de trabalho.
Segundo os promotores, esta concessão irá melhorar a qualidade de vida de 330 mil pessoas e reduzir a taxa de sinistralidade grave em 71%.
O IC5 irá ser construído em três lanços:
Murça/Pombal (23 km)
Pombal/Nozelos (25)
Nozelos/Miranda do Douro (83)
O IC5 constituirá uma verdadeira revolução rodoviária para o interior do distrito de Bragança. O nosso concelho ficará a cerca de 45 km de Vila Real, pouco mais de 20 minutos. Se complementarmos o itinerário para o Porto com a nova A4, o Porto fica ali a cerca de uma hora de distância; isto é, metade do tempo que se demora na actualidade
Tudo sobre a Duro Interior aqui
O que diz o nosso presidente aqui
Sobre a Autoestrada Transmontana aqui
09 dezembro 2008
Mentiras Piedosas de Dezembro ( enquanto não chega o Pai Natal)
“ Alinham-se, inclinam-se, corrompem-se, curvam-se, dobram-se, prolongam-se, engrossam-se, elevam-se para voltar a cair e lá vão vivendo alegremente”.
Mário Calado Pereira
- Aguarda-se a todo o momento a chegada do Pai Natal. Tal confirmará que Carrazeda ainda existe;
- Consta que das prendas que vão ser oferecidas na Ceia de Natal se encontra um livro muito bem embrulhado de título “ Crime e Castigo”. Falta adivinhar a quem será oferecido. Outros questionam-se sobre se em vez de ir à Ceia o Pai Natal, aparece antes o Homem do Fraque;
- Um dos diagnósticos que justificam a depressão reinante diz-nos que tal se deve à quebra de stocks de sardinha remetidos para o concelho. Com efeito parece que terão desaparecido os clientes das sardinhadas. Estarão a mudar os hábitos!? Se assim for ainda bem porque seria difícil aguentar mais um ano desta abstinência
- Alguns dos utentes mais viciados no uso da Piscina Municipal Coberta não se conformam com o argumento para as manterem fechadas. Por isso consideram a hipótese de pedir o estatuto de refugiados ao Município de Vila Flor o que lhes permitirá usar a Piscina Municipal local, gratuitamente;
- Entretanto há já um abaixo-assinado em que se reivindica à Câmara Municipal que, pelo menos, reabra o Jacuzzi da Piscina Coberta, para se manter a manutenção, de modo a que se não deteriore. O abaixo-assinado é liderado pelo concorrente que tinha vencido o concurso de fornecimento de gasóleo ao empreendimento;
- Ainda relativo às Piscinas Cobertas, foi detectada mais uma pichagem numa das suas paredes exteriores em que foi escrito: “A estupidez pode ser estúpida mas não temos que ser filhos dela”;
- Admite-se que um dia sejam publicadas as derrapagens dos gastos com obras a mais não previstas, realizadas nos projectos protagonizados por esta gestão camarária. Aquilo que se tornou vício é agora o pretexto para se encontrar a desculpa que é dada quando se pergunta pelos responsáveis máximos da nossa querida Câmara e eles não estão. – “Andam a derrapar por aí.”
- Os mais devotos acreditam que uma das hipóteses de se fugir ao deserto seria, por exemplo, conseguir-se canonizar um santo natural daqui. Tratava-se de angariar para a região o chamado turismo religioso.
Já existe disponível um livro de registo de candidatos a este desiderato.
Mário Calado Pereira
- Aguarda-se a todo o momento a chegada do Pai Natal. Tal confirmará que Carrazeda ainda existe;
- Consta que das prendas que vão ser oferecidas na Ceia de Natal se encontra um livro muito bem embrulhado de título “ Crime e Castigo”. Falta adivinhar a quem será oferecido. Outros questionam-se sobre se em vez de ir à Ceia o Pai Natal, aparece antes o Homem do Fraque;
- Um dos diagnósticos que justificam a depressão reinante diz-nos que tal se deve à quebra de stocks de sardinha remetidos para o concelho. Com efeito parece que terão desaparecido os clientes das sardinhadas. Estarão a mudar os hábitos!? Se assim for ainda bem porque seria difícil aguentar mais um ano desta abstinência
- Alguns dos utentes mais viciados no uso da Piscina Municipal Coberta não se conformam com o argumento para as manterem fechadas. Por isso consideram a hipótese de pedir o estatuto de refugiados ao Município de Vila Flor o que lhes permitirá usar a Piscina Municipal local, gratuitamente;
- Entretanto há já um abaixo-assinado em que se reivindica à Câmara Municipal que, pelo menos, reabra o Jacuzzi da Piscina Coberta, para se manter a manutenção, de modo a que se não deteriore. O abaixo-assinado é liderado pelo concorrente que tinha vencido o concurso de fornecimento de gasóleo ao empreendimento;
- Ainda relativo às Piscinas Cobertas, foi detectada mais uma pichagem numa das suas paredes exteriores em que foi escrito: “A estupidez pode ser estúpida mas não temos que ser filhos dela”;
- Admite-se que um dia sejam publicadas as derrapagens dos gastos com obras a mais não previstas, realizadas nos projectos protagonizados por esta gestão camarária. Aquilo que se tornou vício é agora o pretexto para se encontrar a desculpa que é dada quando se pergunta pelos responsáveis máximos da nossa querida Câmara e eles não estão. – “Andam a derrapar por aí.”
- Os mais devotos acreditam que uma das hipóteses de se fugir ao deserto seria, por exemplo, conseguir-se canonizar um santo natural daqui. Tratava-se de angariar para a região o chamado turismo religioso.
Já existe disponível um livro de registo de candidatos a este desiderato.
08 dezembro 2008
Faltas de respeito 2
Decorre uma obra em vários locais da vila que consiste em enterrar uns tubos. Dizem-nos que servirá a televisão por cabo, um novo sistema de Internet mais rápida... coisa do género. A obra percorreu toda a estrada para a barragem da Fontelonga. Aí ficou a via municipal toda esventrada. Acredita-se que brevemente serão efectuadas obras de reparação. O que nos parece é que o "rasgo", pelos vistos necessário, poderia ser executado bem mais perto da berma. Mas não. A rotura atravessou sem qualquer contemplação uma das faixas de rodagem. Por mais remendos que se procedam, nunca mais a via municipal ficará como era. A não ser que se coloque um novo piso...
Faltas de respeito 1
Decorrem há quase dois anos as obras na rua Luís de Camões no percurso entre a Misericórdia local e a aldeia de Luzelos. Recentemente o percurso alternativo proposto aos residentes são pouco mais que dois caminhos em terra batida.Dizem-nos, por especial simpatia do encarregado da obra, ali fez deslocar uma máquina para proceder a um ligeiro melhoramento. Dizem-nos que as obras até já poderiam estar acabadas se houvesse dinheiro, bastava haver mais pessoal. Da promotora da obra "nem xus nem mus", uma palavra, um aviso de desculpa, uma manifestação de compreensão, de lamento pelo sucedido e pelos atrasos. Os carros, as casas, as pessoas sofrem continuadamente com o pó e a lama. Quem se importa? Somos todos uma "cambada de labregos" que nenhuma consideração merece.
Obras
O mercado municipal de Carrazeda de Ansiães passou quase 20 anos, praticamente, às moscas. A utilização tem sido residual, salvando-se os dias de feira. Agora, a Câmara procura parceiros privados para o reabilitar.
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, reconhece que "apesar das tentativas, nunca se conseguiu pôr o mercado a funcionar". Admite, até, que o imóvel "tem mais potencialidades para um forte militar do que para um mercado".
A Câmara já tem um projecto novo para remodelar completamente o edifício e adaptá-lo às exigências dos tempos modernos. Está, no entanto, disponível para apreciar e aprovar novas propostas do agente privado que venha a ganhar o concurso internacional aberto para formar a parceria público-privada, em que a edilidade terá uma participação de 49%.
Para além do mercado, a Câmara de Carrazeda procura que a desejada parceria possa também financiar, construir, manter e conservar um hotel na vila, um parque de campismo e uma central de camionagem.
Eugénio de Castro explica que são equipamentos que "dificilmente terão financiamento comunitário" no actual Quadro de Referência Estratégico Nacional, daí a opção pela parceria público-privada. Estima que os quatro projectos representem um investimento de cinco a seis milhões de euros.
O vereador da oposição socialista, Augusto Faustino, revela que votou favoravelmente esta proposta, em reunião de Câmara, porque entende que "a iniciativa privada é importante para criar desenvolvimento e emprego". Todavia, considera-a "ambígua" e com "poucas possibilidades de execução".
"Duvido que haja interessados na gestão simultânea de todos aqueles equipamentos", frisa, acrescentando que o ideal seria abrir "um concurso para cada uma das estruturas". Sobre o parque e campismo defende que era preferível "ter vários, mais pequenos, e instalados em algumas aldeias do concelho".
As alterações no mercado municipal prevêem manter um sector a funcionar como mercado coberto e deixar outra parte para a instalação de uma galeria comercial, onde pode ser criada uma cafetaria, bem como lojas comerciais.
A ideia, diz o Presidente da Câmara, é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes". Isto porque os baixos privados que habitualmente estão disponíveis na vila "têm rendas altas e como tal o lojista dificilmente tem rentabilidade".
Os agricultores também ali terão um espaço próprio para "venderem os seus produtos sem intermediários".
Eduardo Pinto no JN
O Mercado faz parte do conjunto de obras municipais que não funciona. Juntem-se as piscinas cobertas, o Centro Cívico, A Biblioteca Municipal... Quase tudo! Não funcionam porque não estão dimensionadas, não houve capacidade para as pôr a funcionar.
O Mercado. A ideia de construir uma galeria comercial é um pouco ridícula. Todos sabemos que este conceito está ultrapassado. Se a ideia é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes", não resolverá o problema, todos os espaços foram alugado na altura e não chegaram a funcionar. E que produtos é que os agricultores vão aí vender? Só quem não conhece o concelho é que prevê esta hipótese.
O Parque de Campismo. Sempre foi o eldorado do turismo em Carrazeda. Será? Não nos parece se o local, as piscinas, for o seleccionado. Os parques de campismo funcionarão se tiverem diversas valências: lazer, clima, natureza, infraestruturas de apoio... Construir por construir terá o destino de todas as outras obras. E esta ideia da oposição de espalhar parques pelas aldeias não lembra nem ao diabo! E que iam fazer os turistas às aldeias? Olhar para os velhos acamados? Se fossem... não quererão pernoitar numa casa de habitação.
A Central de Camionagem. Confessava-me há dias o nosso empresário de camionagem que teria de retirar a sede da empresa do concelho porque não conseguia uma linha de transporte e se sentia prejudicado nos concursos municipais. Um dos seus autocarros tinha sido preterido em relação a outros por ter sete anos de idade. Se olharmos para os autocarros que servem estudantes depressa se poderá constatar que são todos novos. Ou não?
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, reconhece que "apesar das tentativas, nunca se conseguiu pôr o mercado a funcionar". Admite, até, que o imóvel "tem mais potencialidades para um forte militar do que para um mercado".
A Câmara já tem um projecto novo para remodelar completamente o edifício e adaptá-lo às exigências dos tempos modernos. Está, no entanto, disponível para apreciar e aprovar novas propostas do agente privado que venha a ganhar o concurso internacional aberto para formar a parceria público-privada, em que a edilidade terá uma participação de 49%.
Para além do mercado, a Câmara de Carrazeda procura que a desejada parceria possa também financiar, construir, manter e conservar um hotel na vila, um parque de campismo e uma central de camionagem.
Eugénio de Castro explica que são equipamentos que "dificilmente terão financiamento comunitário" no actual Quadro de Referência Estratégico Nacional, daí a opção pela parceria público-privada. Estima que os quatro projectos representem um investimento de cinco a seis milhões de euros.
O vereador da oposição socialista, Augusto Faustino, revela que votou favoravelmente esta proposta, em reunião de Câmara, porque entende que "a iniciativa privada é importante para criar desenvolvimento e emprego". Todavia, considera-a "ambígua" e com "poucas possibilidades de execução".
"Duvido que haja interessados na gestão simultânea de todos aqueles equipamentos", frisa, acrescentando que o ideal seria abrir "um concurso para cada uma das estruturas". Sobre o parque e campismo defende que era preferível "ter vários, mais pequenos, e instalados em algumas aldeias do concelho".
As alterações no mercado municipal prevêem manter um sector a funcionar como mercado coberto e deixar outra parte para a instalação de uma galeria comercial, onde pode ser criada uma cafetaria, bem como lojas comerciais.
A ideia, diz o Presidente da Câmara, é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes". Isto porque os baixos privados que habitualmente estão disponíveis na vila "têm rendas altas e como tal o lojista dificilmente tem rentabilidade".
Os agricultores também ali terão um espaço próprio para "venderem os seus produtos sem intermediários".
Eduardo Pinto no JN
O Mercado faz parte do conjunto de obras municipais que não funciona. Juntem-se as piscinas cobertas, o Centro Cívico, A Biblioteca Municipal... Quase tudo! Não funcionam porque não estão dimensionadas, não houve capacidade para as pôr a funcionar.
O Mercado. A ideia de construir uma galeria comercial é um pouco ridícula. Todos sabemos que este conceito está ultrapassado. Se a ideia é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes", não resolverá o problema, todos os espaços foram alugado na altura e não chegaram a funcionar. E que produtos é que os agricultores vão aí vender? Só quem não conhece o concelho é que prevê esta hipótese.
O Parque de Campismo. Sempre foi o eldorado do turismo em Carrazeda. Será? Não nos parece se o local, as piscinas, for o seleccionado. Os parques de campismo funcionarão se tiverem diversas valências: lazer, clima, natureza, infraestruturas de apoio... Construir por construir terá o destino de todas as outras obras. E esta ideia da oposição de espalhar parques pelas aldeias não lembra nem ao diabo! E que iam fazer os turistas às aldeias? Olhar para os velhos acamados? Se fossem... não quererão pernoitar numa casa de habitação.
A Central de Camionagem. Confessava-me há dias o nosso empresário de camionagem que teria de retirar a sede da empresa do concelho porque não conseguia uma linha de transporte e se sentia prejudicado nos concursos municipais. Um dos seus autocarros tinha sido preterido em relação a outros por ter sete anos de idade. Se olharmos para os autocarros que servem estudantes depressa se poderá constatar que são todos novos. Ou não?
Efeméride ( III )
Para quem estiver atento há-de reparar que os factos que aqui se recordam resultaram de propostas apresentadas em reunião de câmara, por vereadores da oposição. Depois, confirmará que foram todas as propostas aprovadas por unanimidade, ainda que não implementadas depois. Entenda-se que terão existido razões plausíveis para que tais propostas tenham sido aprovadas por unanimidade. Infelizmente nunca se soube porque razão lógica não foram concretizadas.
Decorreram dez anos (26/ 01 /98) desde que deu entrada e foi aprovada em reunião de Câmara Municipal (9 /02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
Assunto: Reactivação do Espaço Comercial no Mercado Municipal.
Considerando o elevado investimento que foi feito:
Considerando a importância que o edifício pode e deve ter como local de comercialização e promoção dos produtos agrícolas;
Considerando o estado de inoperância e desocupação que o espaço comercial manifesta;
Considerando em conclusão, que tais motivos se devem também à falta de políticas de incentivos e promoção dos nossos produtos da região.
Propõe-se:
Que seja estudado um projecto a implementar, cujos objectivos sejam os de activar o espaço, de modo a viabilizar a sua actividade comercial e de promoção dos nossos produtos agrícolas.
Deste projecto devem constar acções que:
- Divulguem o espaço e a sua função.
- Promovam e incentivem a actividade comercial agrícola da região:
Enumeram-se algumas actividades/acções que poderiam ter lugar nesse espaço, com vista à persecução dos objectivos mencionados:
- Realização, em períodos de feiras mensais de: feiras específicas de produtos tradicionais da região - feira da maça, da laranja, da cereja, de frutos secos, de mel, de fumeiro, de compotas, de doces regionais, etc.
- Promoção de festas gastronómicas – fumeiro, matança do porco, doces regionais, provas de vinho, provas de queijos e derivados, etc.
- Instalação de um local de venda de artesanato regional.
- Realização paralela, de eventos, de palestras e acções temáticas alusivas, bem como, a garantia da promoção dos eventos com a publicação de brochuras e catálogos alusivos.
Notas finais: A autarquia deverá estudar e posteriormente apresentar incentivos a facultar como sejam:
- Garantia da promoção dos eventos;
- Isenções de impostos;
- Gratuitidade de aluguer dos espaços;
- Prémios de participação e apresentação de certificados de qualidade.
Sobre este caso do Mercado Municipal e porque se não via qualquer desenvolvimento que o tornasse útil apresentou-se outra proposta em reunião (2 /12/ 99) que foi igualmente aprovada por unanimidade e nunca implementada.
A proposta era do seguinte teor:
“ A falta de ocupação do Mercado Municipal já foi por nos diversas vezes aflorada em reunião de Câmara Municipal...”
“ Tendo em conta o impacto económico que a produção e comercialização de legumes e frutas, já representa no nosso concelho, seja posta gratuitamente à disposição daqueles produtores e comerciantes o espaço central do Mercado para que estes os comercializem, no período da manhã, durante os meses mais movimentados de Junho, Julho e Agosto...”.
No período de depressão em que nos encontramos e aproveitando a quadra de Natal que se aproxima, estou convencido de que se justificariam acções como esta, único meio a proporcionar a pequenos produtores que, não têm outro meio de angariar mais alguns cobres a acrescentar às suas pequenas reformas.
Decorreram dez anos (26/ 01 /98) desde que deu entrada e foi aprovada em reunião de Câmara Municipal (9 /02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
Assunto: Reactivação do Espaço Comercial no Mercado Municipal.
Considerando o elevado investimento que foi feito:
Considerando a importância que o edifício pode e deve ter como local de comercialização e promoção dos produtos agrícolas;
Considerando o estado de inoperância e desocupação que o espaço comercial manifesta;
Considerando em conclusão, que tais motivos se devem também à falta de políticas de incentivos e promoção dos nossos produtos da região.
Propõe-se:
Que seja estudado um projecto a implementar, cujos objectivos sejam os de activar o espaço, de modo a viabilizar a sua actividade comercial e de promoção dos nossos produtos agrícolas.
Deste projecto devem constar acções que:
- Divulguem o espaço e a sua função.
- Promovam e incentivem a actividade comercial agrícola da região:
Enumeram-se algumas actividades/acções que poderiam ter lugar nesse espaço, com vista à persecução dos objectivos mencionados:
- Realização, em períodos de feiras mensais de: feiras específicas de produtos tradicionais da região - feira da maça, da laranja, da cereja, de frutos secos, de mel, de fumeiro, de compotas, de doces regionais, etc.
- Promoção de festas gastronómicas – fumeiro, matança do porco, doces regionais, provas de vinho, provas de queijos e derivados, etc.
- Instalação de um local de venda de artesanato regional.
- Realização paralela, de eventos, de palestras e acções temáticas alusivas, bem como, a garantia da promoção dos eventos com a publicação de brochuras e catálogos alusivos.
Notas finais: A autarquia deverá estudar e posteriormente apresentar incentivos a facultar como sejam:
- Garantia da promoção dos eventos;
- Isenções de impostos;
- Gratuitidade de aluguer dos espaços;
- Prémios de participação e apresentação de certificados de qualidade.
Sobre este caso do Mercado Municipal e porque se não via qualquer desenvolvimento que o tornasse útil apresentou-se outra proposta em reunião (2 /12/ 99) que foi igualmente aprovada por unanimidade e nunca implementada.
A proposta era do seguinte teor:
“ A falta de ocupação do Mercado Municipal já foi por nos diversas vezes aflorada em reunião de Câmara Municipal...”
“ Tendo em conta o impacto económico que a produção e comercialização de legumes e frutas, já representa no nosso concelho, seja posta gratuitamente à disposição daqueles produtores e comerciantes o espaço central do Mercado para que estes os comercializem, no período da manhã, durante os meses mais movimentados de Junho, Julho e Agosto...”.
No período de depressão em que nos encontramos e aproveitando a quadra de Natal que se aproxima, estou convencido de que se justificariam acções como esta, único meio a proporcionar a pequenos produtores que, não têm outro meio de angariar mais alguns cobres a acrescentar às suas pequenas reformas.
04 dezembro 2008
UM OUTRO OLHAR
Falar das Antas e dos Monumentos Megalíticos do concelho de Carrazeda.
Falar sobre a Associação dos Amigos da Anta, dos seus projectos, das suas ideias e dos directores.
Falar, pensar e fazer desse encontro uma tertúlia de ideias, conjugando a beleza natural das nossas paisagens, com o aroma dos nosso vinhos regando a posta na braza, ou uma p... de bacalhau com azeite novo da nossa terra.
Dissertar sobre o passado, ironizar com o presente, e nada de compromissos políticos com o futuro, foi o que me propôs o meu amigo Dr. João Sampaio, -com vida profissional na cidade do Nabão- Tomar- que de tempos a tempos regressa às origens e à simpática aldeia e freguesia de Zêdes.
Quem como eu foi sócio fundador da dita Associação, pense na melhor forma de lhe dar vida, aceite o desafio, medite na beleza das imagens que aqui lhe deixo. A melhor forma de homenagear o trabalho do transmontano, está aqui na casa do falecido António Araújo, debaixo desta fraga enorme criou os seus filhos- na misteriosa Quinta do Pobre, que me merece admiração e respeito. Tem uma história digna de ser escrita noutro local. Desde que aceite o convite proposto, venha falar com a gente em JANEIRO, com data a marcar, vamos entrar no ano,colando ideias entre dois copos e sorrindo a uma boa sobremesa, num restaurante da nossa terra.
03 dezembro 2008
Greve de professores - adesão área de Mirandela
| AGRUPAMENTO | CONCELHO | PROF | EM GREVE | % | ||||
| AGRUP ESC ALFANDEGA DA FE | ALFÂNDEGA DA FÉ | 74 | 74 | 100,00% | ||||
| AGRUP ESC CARRAZEDA ANSIAES | CARRAZEDA ANSIÃES | 116 | 116 | 100,00% | ||||
| AGRUP ESC FREIXO ESPADA CINTA | FREIXO ESPADA CINTA | 45 | 26 | 57,78% | ||||
| AGRUP ESC TORRE DONA CHAMA | MIRANDELA | 54 | 54 | 100,00% | ||||
| | | | | | | |||
| AGRUP ESC LUCIANO CORDEIRO | MIRANDELA | 199 | 198 | 99,50% | ||||
| ES/3 MIRANDELA | MIRANDELA | 50 | 48 | 96,00% | ||||
| AGRUP ESC MONCORVO | MONCORVO | 128 | 124 | 96,88% | ||||
| AGRUP ESC VILA FLOR | VILA FLOR | 50 | 48 | 96,00% | ||||
| TOTAIS | 716 | 688 | 96,09% | |||||
Fonte plataforma sindical
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