Não peço muito mas penso em todos.
O anúncio do investimento em estradas na nossa região, foi para mim o melhor acontecimento do ano que finda.
Para o Ano 2009., os meus votos vão para que realmente se concretizem as promessas da construção do IC2 e do IC5.
Sou dos que acreditam que definitivamente se criarão as condições para que tenhamos aqui, uma condição de vida melhor. E assim acabará tanta dependência e subserviência. Resurgirá a vontade de investir as nossas energias. Renascerá a vontade de contribuir para o bem comum. Rejuvenescerá a solidariedade e o amor ao próximo.
O desenvolvimento eleva o espirito e dignifica o homem. Saibamos lutar por ele.
31 dezembro 2008
Balanço de 2008
BALANÇO DE FIM DE ANO
Neste ano de 2008 que hoje termina, muitos foram os acontecimentos e factos relativos ao concelho de Carrazeda de Ansiães, que se revelaram noticias de interesse público.
Desejo a todos os residentes do concelho de Carrazeda de Ansiães e a todos os habitantes do Distrito de Bragança um Feliz Ano de 2009.
Apesar de saber que aqui neste espaço, houve lugar para criticar e louvar a actuação dos responsáveis camarários, na pessoa do seu Presidente do Município, que nunca reagiu ao que foi dito vale a pena recordar factos sobre as Piscinas Cobertas, a Linha do Tua e as obras da Rua Luís de Camões?
O ano de 2009 já entrou na Austrália e na Nova Zelândia, em Portugal entra daqui a poucas horas e para a população envelhecida do Distrito de Bragança, dados do INE – que é uma região onde as pessoas morrem acima da média e nascem muito abaixo da média nacional – faço um apelo para que em 2009, escolham os seus Presidentes da Câmara e Presidentes da Junta de Freguesia com cuidado, escolham os melhores e acreditem que só assim será possível viver com qualidade no Nordeste transmontano.Depende de nós o nosso futuro. Em ano de Eleições a nossa arma é o voto e é obrigatório saber escolher, pois candidatos vai haver muitos. Entre a sorrir em 2009 e acredite em si próprio.
Neste ano de 2008 que hoje termina, muitos foram os acontecimentos e factos relativos ao concelho de Carrazeda de Ansiães, que se revelaram noticias de interesse público.
Desejo a todos os residentes do concelho de Carrazeda de Ansiães e a todos os habitantes do Distrito de Bragança um Feliz Ano de 2009.
Apesar de saber que aqui neste espaço, houve lugar para criticar e louvar a actuação dos responsáveis camarários, na pessoa do seu Presidente do Município, que nunca reagiu ao que foi dito vale a pena recordar factos sobre as Piscinas Cobertas, a Linha do Tua e as obras da Rua Luís de Camões?
O ano de 2009 já entrou na Austrália e na Nova Zelândia, em Portugal entra daqui a poucas horas e para a população envelhecida do Distrito de Bragança, dados do INE – que é uma região onde as pessoas morrem acima da média e nascem muito abaixo da média nacional – faço um apelo para que em 2009, escolham os seus Presidentes da Câmara e Presidentes da Junta de Freguesia com cuidado, escolham os melhores e acreditem que só assim será possível viver com qualidade no Nordeste transmontano.Depende de nós o nosso futuro. Em ano de Eleições a nossa arma é o voto e é obrigatório saber escolher, pois candidatos vai haver muitos. Entre a sorrir em 2009 e acredite em si próprio.
30 dezembro 2008
23 dezembro 2008
Boas Festas
A todos os amigos e leitores do "Pensar Ansiães" votos de Boas Festas vividas no alegre calor da família.
Com todo o Espírito do Natal.
Com todo o Espírito do Natal.
20 dezembro 2008
Uma pérola do Nordeste
Na madrugada fria, de um dia do mês de dezembro, não resisti ao apelo da mãe Natureza, que nos ensina a amar o que de belo e gratuitamente nos oferece.
É nesta harmonia, que vale a pena viver, esquecendo òdios e querelas, lutas partidárias, obras inacabadas e até a preocupação com problemas no emprego.
Esta pequena aldeia que em conjunto com o Fiolhal, Foz-Tua e Castanheiro do Norte oferece aos visitantes a possibilidade de contemplarem maravilhosas paisagens ùnicas, autênticas no espaço rural. O concelho de Carrazeda orgulha-se do miradouro do Senhor da Boa Morte na freguesia de Castanheiro, sala de visita obrigatória para quem gosta da Natureza.
Bom Natal e Feliz Ano Novo, para os leitores, colaboradores, comentadores e administradores que trabalham neste espaço global que dá pelo nome de Internet, do Blogue pensar-ansiães, pensar-Carrazeda e muitos outros.
16 dezembro 2008
Projectos de excelência. Técnicos de excelência: Jorge Laiginhas
A menos de um ano das eleições autárquicas as oposições aos executivos municipais posicionam-se. E só fazem elas muito bem. Quando sabem posicionar-se, obviamente. Todavia, quiçá por falta de ideias, algumas oposições posicionam-se gritando – nos blogues e nos jornais – que quem está no poder o perpetua dando emprego às respectivas famílias políticas. Até pode acontecer em um ou outro caso, mas, convenhamos, aceitar que essa é a razão porque este ou aquele executivo municipal ganha, e volta a ganhar, as eleições é o mesmo que dizer que os eleitores – nós – andam com as quatro no chão e votam com o pincel do rabo!
Se eu fosse oposição – oposição a sério, com um programa eleitoral enraizado – diria antes: tenho, para vos apresentar, um projecto que dará trabalho aos actuais funcionários da Autarquia e, no futuro, se vencer a eleição, dará trabalho a muitos mais.
Quem, na tarde de terça-feira passada, entrasse na Biblioteca Municipal de Alijó deparava-se com um cenário pouco habitual em bibliotecas públicas: a sala infantil e a sala de leitura de presença fervilhavam de palavras. Palavras a sair dos livros e a pintalgar de felicidade os rostos das crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o rosto dos adultos, carregadinhos de experiência, vindos dos Centros de Dia do concelho.
Os mais pequeninos participavam num projecto – “Quatro Estações com Palavras e Música” – de promoção de leitura infantil. Um músico da casa, um músico convidado – o maestro da Banda de Música de S. Mamede de Ribatua –, e um animador de leitura, também da casa, recriavam as palavras de um livro. As palavras e a música, enleadas como namorados adolescentes, reinventavam a estória que saía de dentro do livro com o mesmo encantamento com que um pintainho sai de dentro do ovo!
A magia das palavras e a magia da música criaram uma atmosfera quase transcendente. No final, as crianças foram convidadas a requisitar um livro e levá-lo para casa com o propósito de lhes ser lido por alguém da família. Quiçá o avô ou a avó. Felizes os netos que crescem com livros e avós por perto!
Quanto aos tais adultos carregadinhos de experiência, participavam também num projecto – “Leitura em Voz Alta” – de animação de leitura. Sob a orientação do padre Pedro, um padre tão jovem que poderia ser neto de quase todos os presentes na sessão, e pela voz de um animador de leitura, ventavam a solidão para longe das suas vidas. Vai ser assim pelas tardes deste Inverno. Em Dezembro vou pintar um pouco mais os meus cabelos de branco para poder participar numa das sessões. Aquela que começa com a leitura, em voz alta, pelo animador da biblioteca, de uma passagem bíblica alusiva ao Natal e é seguida por uma explicação, a cargo de padre Pedro, de como nasceu a festa do Natal. Depois, bom, depois vou arrepiar-me ao ouvir ler – eu de olhos fechados – os “Contos Exemplares” de Sophia de Mello B. Andresen.
Cada tarde acaba com um chá e bolinhos, servidos na biblioteca pelos técnicos da casa que, como quem embrulha um presente, vão recomendando um livro ou amornando, com palavras, o entardecer.
Projectos de excelência. Técnicos de excelência.
Não há funcionários a mais nas autarquias. Assim haja projectos que sejam capazes de rentabilizar os funcionários existentes e criar condições para a admissão de mais funcionários no futuro!
Jorge Laiginhas
Se eu fosse oposição – oposição a sério, com um programa eleitoral enraizado – diria antes: tenho, para vos apresentar, um projecto que dará trabalho aos actuais funcionários da Autarquia e, no futuro, se vencer a eleição, dará trabalho a muitos mais.
Quem, na tarde de terça-feira passada, entrasse na Biblioteca Municipal de Alijó deparava-se com um cenário pouco habitual em bibliotecas públicas: a sala infantil e a sala de leitura de presença fervilhavam de palavras. Palavras a sair dos livros e a pintalgar de felicidade os rostos das crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o rosto dos adultos, carregadinhos de experiência, vindos dos Centros de Dia do concelho.
Os mais pequeninos participavam num projecto – “Quatro Estações com Palavras e Música” – de promoção de leitura infantil. Um músico da casa, um músico convidado – o maestro da Banda de Música de S. Mamede de Ribatua –, e um animador de leitura, também da casa, recriavam as palavras de um livro. As palavras e a música, enleadas como namorados adolescentes, reinventavam a estória que saía de dentro do livro com o mesmo encantamento com que um pintainho sai de dentro do ovo!
A magia das palavras e a magia da música criaram uma atmosfera quase transcendente. No final, as crianças foram convidadas a requisitar um livro e levá-lo para casa com o propósito de lhes ser lido por alguém da família. Quiçá o avô ou a avó. Felizes os netos que crescem com livros e avós por perto!
Quanto aos tais adultos carregadinhos de experiência, participavam também num projecto – “Leitura em Voz Alta” – de animação de leitura. Sob a orientação do padre Pedro, um padre tão jovem que poderia ser neto de quase todos os presentes na sessão, e pela voz de um animador de leitura, ventavam a solidão para longe das suas vidas. Vai ser assim pelas tardes deste Inverno. Em Dezembro vou pintar um pouco mais os meus cabelos de branco para poder participar numa das sessões. Aquela que começa com a leitura, em voz alta, pelo animador da biblioteca, de uma passagem bíblica alusiva ao Natal e é seguida por uma explicação, a cargo de padre Pedro, de como nasceu a festa do Natal. Depois, bom, depois vou arrepiar-me ao ouvir ler – eu de olhos fechados – os “Contos Exemplares” de Sophia de Mello B. Andresen.
Cada tarde acaba com um chá e bolinhos, servidos na biblioteca pelos técnicos da casa que, como quem embrulha um presente, vão recomendando um livro ou amornando, com palavras, o entardecer.
Projectos de excelência. Técnicos de excelência.
Não há funcionários a mais nas autarquias. Assim haja projectos que sejam capazes de rentabilizar os funcionários existentes e criar condições para a admissão de mais funcionários no futuro!
Jorge Laiginhas
10 dezembro 2008
IC5, uma revolução nos transportes do distrito

Adjudicada a 25 de Novembro de 2008 à AENOR - Douro Interior S.A., resultante de concurso público lançado, a nova concessão do Douro Interior concretiza a construção das duas estradas mais aguardadas no Nordeste Transmontano, o IP2 e o IC5.
A concessão Douro Interior, situada no Nordeste de Portugal, tem uma extensão total de 242 quilómetros divididos por dois grandes eixos viários:
O IP2 com 111 quilómetros, entre Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, estendendo-se para além do distrito de Bragança até à Guarda;
IC5 com 131 quilómetros que ligará Murça, no distrito de Vila Real, a Miranda do Douro no distrito de Bragança.
As duas infra-estruturas rodoviárias beneficiarão directamente os concelhos de Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Alfandega da Fé, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, V.N. Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira.
Estarão concluídas em 2011.
Segundo as previsões do Governo, o empreendimento deverá gerar mais de 13 000 postos de trabalho.
Segundo os promotores, esta concessão irá melhorar a qualidade de vida de 330 mil pessoas e reduzir a taxa de sinistralidade grave em 71%.
O IC5 irá ser construído em três lanços:
Murça/Pombal (23 km)
Pombal/Nozelos (25)
Nozelos/Miranda do Douro (83)
O IC5 constituirá uma verdadeira revolução rodoviária para o interior do distrito de Bragança. O nosso concelho ficará a cerca de 45 km de Vila Real, pouco mais de 20 minutos. Se complementarmos o itinerário para o Porto com a nova A4, o Porto fica ali a cerca de uma hora de distância; isto é, metade do tempo que se demora na actualidade
Tudo sobre a Duro Interior aqui
O que diz o nosso presidente aqui
Sobre a Autoestrada Transmontana aqui
09 dezembro 2008
Mentiras Piedosas de Dezembro ( enquanto não chega o Pai Natal)
“ Alinham-se, inclinam-se, corrompem-se, curvam-se, dobram-se, prolongam-se, engrossam-se, elevam-se para voltar a cair e lá vão vivendo alegremente”.
Mário Calado Pereira
- Aguarda-se a todo o momento a chegada do Pai Natal. Tal confirmará que Carrazeda ainda existe;
- Consta que das prendas que vão ser oferecidas na Ceia de Natal se encontra um livro muito bem embrulhado de título “ Crime e Castigo”. Falta adivinhar a quem será oferecido. Outros questionam-se sobre se em vez de ir à Ceia o Pai Natal, aparece antes o Homem do Fraque;
- Um dos diagnósticos que justificam a depressão reinante diz-nos que tal se deve à quebra de stocks de sardinha remetidos para o concelho. Com efeito parece que terão desaparecido os clientes das sardinhadas. Estarão a mudar os hábitos!? Se assim for ainda bem porque seria difícil aguentar mais um ano desta abstinência
- Alguns dos utentes mais viciados no uso da Piscina Municipal Coberta não se conformam com o argumento para as manterem fechadas. Por isso consideram a hipótese de pedir o estatuto de refugiados ao Município de Vila Flor o que lhes permitirá usar a Piscina Municipal local, gratuitamente;
- Entretanto há já um abaixo-assinado em que se reivindica à Câmara Municipal que, pelo menos, reabra o Jacuzzi da Piscina Coberta, para se manter a manutenção, de modo a que se não deteriore. O abaixo-assinado é liderado pelo concorrente que tinha vencido o concurso de fornecimento de gasóleo ao empreendimento;
- Ainda relativo às Piscinas Cobertas, foi detectada mais uma pichagem numa das suas paredes exteriores em que foi escrito: “A estupidez pode ser estúpida mas não temos que ser filhos dela”;
- Admite-se que um dia sejam publicadas as derrapagens dos gastos com obras a mais não previstas, realizadas nos projectos protagonizados por esta gestão camarária. Aquilo que se tornou vício é agora o pretexto para se encontrar a desculpa que é dada quando se pergunta pelos responsáveis máximos da nossa querida Câmara e eles não estão. – “Andam a derrapar por aí.”
- Os mais devotos acreditam que uma das hipóteses de se fugir ao deserto seria, por exemplo, conseguir-se canonizar um santo natural daqui. Tratava-se de angariar para a região o chamado turismo religioso.
Já existe disponível um livro de registo de candidatos a este desiderato.
Mário Calado Pereira
- Aguarda-se a todo o momento a chegada do Pai Natal. Tal confirmará que Carrazeda ainda existe;
- Consta que das prendas que vão ser oferecidas na Ceia de Natal se encontra um livro muito bem embrulhado de título “ Crime e Castigo”. Falta adivinhar a quem será oferecido. Outros questionam-se sobre se em vez de ir à Ceia o Pai Natal, aparece antes o Homem do Fraque;
- Um dos diagnósticos que justificam a depressão reinante diz-nos que tal se deve à quebra de stocks de sardinha remetidos para o concelho. Com efeito parece que terão desaparecido os clientes das sardinhadas. Estarão a mudar os hábitos!? Se assim for ainda bem porque seria difícil aguentar mais um ano desta abstinência
- Alguns dos utentes mais viciados no uso da Piscina Municipal Coberta não se conformam com o argumento para as manterem fechadas. Por isso consideram a hipótese de pedir o estatuto de refugiados ao Município de Vila Flor o que lhes permitirá usar a Piscina Municipal local, gratuitamente;
- Entretanto há já um abaixo-assinado em que se reivindica à Câmara Municipal que, pelo menos, reabra o Jacuzzi da Piscina Coberta, para se manter a manutenção, de modo a que se não deteriore. O abaixo-assinado é liderado pelo concorrente que tinha vencido o concurso de fornecimento de gasóleo ao empreendimento;
- Ainda relativo às Piscinas Cobertas, foi detectada mais uma pichagem numa das suas paredes exteriores em que foi escrito: “A estupidez pode ser estúpida mas não temos que ser filhos dela”;
- Admite-se que um dia sejam publicadas as derrapagens dos gastos com obras a mais não previstas, realizadas nos projectos protagonizados por esta gestão camarária. Aquilo que se tornou vício é agora o pretexto para se encontrar a desculpa que é dada quando se pergunta pelos responsáveis máximos da nossa querida Câmara e eles não estão. – “Andam a derrapar por aí.”
- Os mais devotos acreditam que uma das hipóteses de se fugir ao deserto seria, por exemplo, conseguir-se canonizar um santo natural daqui. Tratava-se de angariar para a região o chamado turismo religioso.
Já existe disponível um livro de registo de candidatos a este desiderato.
08 dezembro 2008
Faltas de respeito 2
Decorre uma obra em vários locais da vila que consiste em enterrar uns tubos. Dizem-nos que servirá a televisão por cabo, um novo sistema de Internet mais rápida... coisa do género. A obra percorreu toda a estrada para a barragem da Fontelonga. Aí ficou a via municipal toda esventrada. Acredita-se que brevemente serão efectuadas obras de reparação. O que nos parece é que o "rasgo", pelos vistos necessário, poderia ser executado bem mais perto da berma. Mas não. A rotura atravessou sem qualquer contemplação uma das faixas de rodagem. Por mais remendos que se procedam, nunca mais a via municipal ficará como era. A não ser que se coloque um novo piso...
Faltas de respeito 1
Decorrem há quase dois anos as obras na rua Luís de Camões no percurso entre a Misericórdia local e a aldeia de Luzelos. Recentemente o percurso alternativo proposto aos residentes são pouco mais que dois caminhos em terra batida.Dizem-nos, por especial simpatia do encarregado da obra, ali fez deslocar uma máquina para proceder a um ligeiro melhoramento. Dizem-nos que as obras até já poderiam estar acabadas se houvesse dinheiro, bastava haver mais pessoal. Da promotora da obra "nem xus nem mus", uma palavra, um aviso de desculpa, uma manifestação de compreensão, de lamento pelo sucedido e pelos atrasos. Os carros, as casas, as pessoas sofrem continuadamente com o pó e a lama. Quem se importa? Somos todos uma "cambada de labregos" que nenhuma consideração merece.
Obras
O mercado municipal de Carrazeda de Ansiães passou quase 20 anos, praticamente, às moscas. A utilização tem sido residual, salvando-se os dias de feira. Agora, a Câmara procura parceiros privados para o reabilitar.
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, reconhece que "apesar das tentativas, nunca se conseguiu pôr o mercado a funcionar". Admite, até, que o imóvel "tem mais potencialidades para um forte militar do que para um mercado".
A Câmara já tem um projecto novo para remodelar completamente o edifício e adaptá-lo às exigências dos tempos modernos. Está, no entanto, disponível para apreciar e aprovar novas propostas do agente privado que venha a ganhar o concurso internacional aberto para formar a parceria público-privada, em que a edilidade terá uma participação de 49%.
Para além do mercado, a Câmara de Carrazeda procura que a desejada parceria possa também financiar, construir, manter e conservar um hotel na vila, um parque de campismo e uma central de camionagem.
Eugénio de Castro explica que são equipamentos que "dificilmente terão financiamento comunitário" no actual Quadro de Referência Estratégico Nacional, daí a opção pela parceria público-privada. Estima que os quatro projectos representem um investimento de cinco a seis milhões de euros.
O vereador da oposição socialista, Augusto Faustino, revela que votou favoravelmente esta proposta, em reunião de Câmara, porque entende que "a iniciativa privada é importante para criar desenvolvimento e emprego". Todavia, considera-a "ambígua" e com "poucas possibilidades de execução".
"Duvido que haja interessados na gestão simultânea de todos aqueles equipamentos", frisa, acrescentando que o ideal seria abrir "um concurso para cada uma das estruturas". Sobre o parque e campismo defende que era preferível "ter vários, mais pequenos, e instalados em algumas aldeias do concelho".
As alterações no mercado municipal prevêem manter um sector a funcionar como mercado coberto e deixar outra parte para a instalação de uma galeria comercial, onde pode ser criada uma cafetaria, bem como lojas comerciais.
A ideia, diz o Presidente da Câmara, é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes". Isto porque os baixos privados que habitualmente estão disponíveis na vila "têm rendas altas e como tal o lojista dificilmente tem rentabilidade".
Os agricultores também ali terão um espaço próprio para "venderem os seus produtos sem intermediários".
Eduardo Pinto no JN
O Mercado faz parte do conjunto de obras municipais que não funciona. Juntem-se as piscinas cobertas, o Centro Cívico, A Biblioteca Municipal... Quase tudo! Não funcionam porque não estão dimensionadas, não houve capacidade para as pôr a funcionar.
O Mercado. A ideia de construir uma galeria comercial é um pouco ridícula. Todos sabemos que este conceito está ultrapassado. Se a ideia é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes", não resolverá o problema, todos os espaços foram alugado na altura e não chegaram a funcionar. E que produtos é que os agricultores vão aí vender? Só quem não conhece o concelho é que prevê esta hipótese.
O Parque de Campismo. Sempre foi o eldorado do turismo em Carrazeda. Será? Não nos parece se o local, as piscinas, for o seleccionado. Os parques de campismo funcionarão se tiverem diversas valências: lazer, clima, natureza, infraestruturas de apoio... Construir por construir terá o destino de todas as outras obras. E esta ideia da oposição de espalhar parques pelas aldeias não lembra nem ao diabo! E que iam fazer os turistas às aldeias? Olhar para os velhos acamados? Se fossem... não quererão pernoitar numa casa de habitação.
A Central de Camionagem. Confessava-me há dias o nosso empresário de camionagem que teria de retirar a sede da empresa do concelho porque não conseguia uma linha de transporte e se sentia prejudicado nos concursos municipais. Um dos seus autocarros tinha sido preterido em relação a outros por ter sete anos de idade. Se olharmos para os autocarros que servem estudantes depressa se poderá constatar que são todos novos. Ou não?
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, reconhece que "apesar das tentativas, nunca se conseguiu pôr o mercado a funcionar". Admite, até, que o imóvel "tem mais potencialidades para um forte militar do que para um mercado".
A Câmara já tem um projecto novo para remodelar completamente o edifício e adaptá-lo às exigências dos tempos modernos. Está, no entanto, disponível para apreciar e aprovar novas propostas do agente privado que venha a ganhar o concurso internacional aberto para formar a parceria público-privada, em que a edilidade terá uma participação de 49%.
Para além do mercado, a Câmara de Carrazeda procura que a desejada parceria possa também financiar, construir, manter e conservar um hotel na vila, um parque de campismo e uma central de camionagem.
Eugénio de Castro explica que são equipamentos que "dificilmente terão financiamento comunitário" no actual Quadro de Referência Estratégico Nacional, daí a opção pela parceria público-privada. Estima que os quatro projectos representem um investimento de cinco a seis milhões de euros.
O vereador da oposição socialista, Augusto Faustino, revela que votou favoravelmente esta proposta, em reunião de Câmara, porque entende que "a iniciativa privada é importante para criar desenvolvimento e emprego". Todavia, considera-a "ambígua" e com "poucas possibilidades de execução".
"Duvido que haja interessados na gestão simultânea de todos aqueles equipamentos", frisa, acrescentando que o ideal seria abrir "um concurso para cada uma das estruturas". Sobre o parque e campismo defende que era preferível "ter vários, mais pequenos, e instalados em algumas aldeias do concelho".
As alterações no mercado municipal prevêem manter um sector a funcionar como mercado coberto e deixar outra parte para a instalação de uma galeria comercial, onde pode ser criada uma cafetaria, bem como lojas comerciais.
A ideia, diz o Presidente da Câmara, é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes". Isto porque os baixos privados que habitualmente estão disponíveis na vila "têm rendas altas e como tal o lojista dificilmente tem rentabilidade".
Os agricultores também ali terão um espaço próprio para "venderem os seus produtos sem intermediários".
Eduardo Pinto no JN
O Mercado faz parte do conjunto de obras municipais que não funciona. Juntem-se as piscinas cobertas, o Centro Cívico, A Biblioteca Municipal... Quase tudo! Não funcionam porque não estão dimensionadas, não houve capacidade para as pôr a funcionar.
O Mercado. A ideia de construir uma galeria comercial é um pouco ridícula. Todos sabemos que este conceito está ultrapassado. Se a ideia é "criar pequenos espaços com rendas que possam facilmente ser suportadas pelos comerciantes", não resolverá o problema, todos os espaços foram alugado na altura e não chegaram a funcionar. E que produtos é que os agricultores vão aí vender? Só quem não conhece o concelho é que prevê esta hipótese.
O Parque de Campismo. Sempre foi o eldorado do turismo em Carrazeda. Será? Não nos parece se o local, as piscinas, for o seleccionado. Os parques de campismo funcionarão se tiverem diversas valências: lazer, clima, natureza, infraestruturas de apoio... Construir por construir terá o destino de todas as outras obras. E esta ideia da oposição de espalhar parques pelas aldeias não lembra nem ao diabo! E que iam fazer os turistas às aldeias? Olhar para os velhos acamados? Se fossem... não quererão pernoitar numa casa de habitação.
A Central de Camionagem. Confessava-me há dias o nosso empresário de camionagem que teria de retirar a sede da empresa do concelho porque não conseguia uma linha de transporte e se sentia prejudicado nos concursos municipais. Um dos seus autocarros tinha sido preterido em relação a outros por ter sete anos de idade. Se olharmos para os autocarros que servem estudantes depressa se poderá constatar que são todos novos. Ou não?
Efeméride ( III )
Para quem estiver atento há-de reparar que os factos que aqui se recordam resultaram de propostas apresentadas em reunião de câmara, por vereadores da oposição. Depois, confirmará que foram todas as propostas aprovadas por unanimidade, ainda que não implementadas depois. Entenda-se que terão existido razões plausíveis para que tais propostas tenham sido aprovadas por unanimidade. Infelizmente nunca se soube porque razão lógica não foram concretizadas.
Decorreram dez anos (26/ 01 /98) desde que deu entrada e foi aprovada em reunião de Câmara Municipal (9 /02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
Assunto: Reactivação do Espaço Comercial no Mercado Municipal.
Considerando o elevado investimento que foi feito:
Considerando a importância que o edifício pode e deve ter como local de comercialização e promoção dos produtos agrícolas;
Considerando o estado de inoperância e desocupação que o espaço comercial manifesta;
Considerando em conclusão, que tais motivos se devem também à falta de políticas de incentivos e promoção dos nossos produtos da região.
Propõe-se:
Que seja estudado um projecto a implementar, cujos objectivos sejam os de activar o espaço, de modo a viabilizar a sua actividade comercial e de promoção dos nossos produtos agrícolas.
Deste projecto devem constar acções que:
- Divulguem o espaço e a sua função.
- Promovam e incentivem a actividade comercial agrícola da região:
Enumeram-se algumas actividades/acções que poderiam ter lugar nesse espaço, com vista à persecução dos objectivos mencionados:
- Realização, em períodos de feiras mensais de: feiras específicas de produtos tradicionais da região - feira da maça, da laranja, da cereja, de frutos secos, de mel, de fumeiro, de compotas, de doces regionais, etc.
- Promoção de festas gastronómicas – fumeiro, matança do porco, doces regionais, provas de vinho, provas de queijos e derivados, etc.
- Instalação de um local de venda de artesanato regional.
- Realização paralela, de eventos, de palestras e acções temáticas alusivas, bem como, a garantia da promoção dos eventos com a publicação de brochuras e catálogos alusivos.
Notas finais: A autarquia deverá estudar e posteriormente apresentar incentivos a facultar como sejam:
- Garantia da promoção dos eventos;
- Isenções de impostos;
- Gratuitidade de aluguer dos espaços;
- Prémios de participação e apresentação de certificados de qualidade.
Sobre este caso do Mercado Municipal e porque se não via qualquer desenvolvimento que o tornasse útil apresentou-se outra proposta em reunião (2 /12/ 99) que foi igualmente aprovada por unanimidade e nunca implementada.
A proposta era do seguinte teor:
“ A falta de ocupação do Mercado Municipal já foi por nos diversas vezes aflorada em reunião de Câmara Municipal...”
“ Tendo em conta o impacto económico que a produção e comercialização de legumes e frutas, já representa no nosso concelho, seja posta gratuitamente à disposição daqueles produtores e comerciantes o espaço central do Mercado para que estes os comercializem, no período da manhã, durante os meses mais movimentados de Junho, Julho e Agosto...”.
No período de depressão em que nos encontramos e aproveitando a quadra de Natal que se aproxima, estou convencido de que se justificariam acções como esta, único meio a proporcionar a pequenos produtores que, não têm outro meio de angariar mais alguns cobres a acrescentar às suas pequenas reformas.
Decorreram dez anos (26/ 01 /98) desde que deu entrada e foi aprovada em reunião de Câmara Municipal (9 /02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
Assunto: Reactivação do Espaço Comercial no Mercado Municipal.
Considerando o elevado investimento que foi feito:
Considerando a importância que o edifício pode e deve ter como local de comercialização e promoção dos produtos agrícolas;
Considerando o estado de inoperância e desocupação que o espaço comercial manifesta;
Considerando em conclusão, que tais motivos se devem também à falta de políticas de incentivos e promoção dos nossos produtos da região.
Propõe-se:
Que seja estudado um projecto a implementar, cujos objectivos sejam os de activar o espaço, de modo a viabilizar a sua actividade comercial e de promoção dos nossos produtos agrícolas.
Deste projecto devem constar acções que:
- Divulguem o espaço e a sua função.
- Promovam e incentivem a actividade comercial agrícola da região:
Enumeram-se algumas actividades/acções que poderiam ter lugar nesse espaço, com vista à persecução dos objectivos mencionados:
- Realização, em períodos de feiras mensais de: feiras específicas de produtos tradicionais da região - feira da maça, da laranja, da cereja, de frutos secos, de mel, de fumeiro, de compotas, de doces regionais, etc.
- Promoção de festas gastronómicas – fumeiro, matança do porco, doces regionais, provas de vinho, provas de queijos e derivados, etc.
- Instalação de um local de venda de artesanato regional.
- Realização paralela, de eventos, de palestras e acções temáticas alusivas, bem como, a garantia da promoção dos eventos com a publicação de brochuras e catálogos alusivos.
Notas finais: A autarquia deverá estudar e posteriormente apresentar incentivos a facultar como sejam:
- Garantia da promoção dos eventos;
- Isenções de impostos;
- Gratuitidade de aluguer dos espaços;
- Prémios de participação e apresentação de certificados de qualidade.
Sobre este caso do Mercado Municipal e porque se não via qualquer desenvolvimento que o tornasse útil apresentou-se outra proposta em reunião (2 /12/ 99) que foi igualmente aprovada por unanimidade e nunca implementada.
A proposta era do seguinte teor:
“ A falta de ocupação do Mercado Municipal já foi por nos diversas vezes aflorada em reunião de Câmara Municipal...”
“ Tendo em conta o impacto económico que a produção e comercialização de legumes e frutas, já representa no nosso concelho, seja posta gratuitamente à disposição daqueles produtores e comerciantes o espaço central do Mercado para que estes os comercializem, no período da manhã, durante os meses mais movimentados de Junho, Julho e Agosto...”.
No período de depressão em que nos encontramos e aproveitando a quadra de Natal que se aproxima, estou convencido de que se justificariam acções como esta, único meio a proporcionar a pequenos produtores que, não têm outro meio de angariar mais alguns cobres a acrescentar às suas pequenas reformas.
04 dezembro 2008
UM OUTRO OLHAR
Falar das Antas e dos Monumentos Megalíticos do concelho de Carrazeda.
Falar sobre a Associação dos Amigos da Anta, dos seus projectos, das suas ideias e dos directores.
Falar, pensar e fazer desse encontro uma tertúlia de ideias, conjugando a beleza natural das nossas paisagens, com o aroma dos nosso vinhos regando a posta na braza, ou uma p... de bacalhau com azeite novo da nossa terra.
Dissertar sobre o passado, ironizar com o presente, e nada de compromissos políticos com o futuro, foi o que me propôs o meu amigo Dr. João Sampaio, -com vida profissional na cidade do Nabão- Tomar- que de tempos a tempos regressa às origens e à simpática aldeia e freguesia de Zêdes.
Quem como eu foi sócio fundador da dita Associação, pense na melhor forma de lhe dar vida, aceite o desafio, medite na beleza das imagens que aqui lhe deixo. A melhor forma de homenagear o trabalho do transmontano, está aqui na casa do falecido António Araújo, debaixo desta fraga enorme criou os seus filhos- na misteriosa Quinta do Pobre, que me merece admiração e respeito. Tem uma história digna de ser escrita noutro local. Desde que aceite o convite proposto, venha falar com a gente em JANEIRO, com data a marcar, vamos entrar no ano,colando ideias entre dois copos e sorrindo a uma boa sobremesa, num restaurante da nossa terra.
03 dezembro 2008
Greve de professores - adesão área de Mirandela
| AGRUPAMENTO | CONCELHO | PROF | EM GREVE | % | ||||
| AGRUP ESC ALFANDEGA DA FE | ALFÂNDEGA DA FÉ | 74 | 74 | 100,00% | ||||
| AGRUP ESC CARRAZEDA ANSIAES | CARRAZEDA ANSIÃES | 116 | 116 | 100,00% | ||||
| AGRUP ESC FREIXO ESPADA CINTA | FREIXO ESPADA CINTA | 45 | 26 | 57,78% | ||||
| AGRUP ESC TORRE DONA CHAMA | MIRANDELA | 54 | 54 | 100,00% | ||||
| | | | | | | |||
| AGRUP ESC LUCIANO CORDEIRO | MIRANDELA | 199 | 198 | 99,50% | ||||
| ES/3 MIRANDELA | MIRANDELA | 50 | 48 | 96,00% | ||||
| AGRUP ESC MONCORVO | MONCORVO | 128 | 124 | 96,88% | ||||
| AGRUP ESC VILA FLOR | VILA FLOR | 50 | 48 | 96,00% | ||||
| TOTAIS | 716 | 688 | 96,09% | |||||
Fonte plataforma sindical
30 novembro 2008
IC5
Foi tambem aqui divulgada a notícia do contrato para a construção da IC5. A ser verdade , esta concretização virá a ser o maior acontecimento de que tenho memória, par a melhoria das condições de vida do meu concelho.
Aumentará a qualidade das condições de deslocação e de acesso aos grandes centros em condições que, só por utopia, se poderá exigir melhor. Melhorará assim a qualidade e rapidez de acesso, por exemplo dos nossos doentes, nas deslocações ao Porto. Melhorará, com a consequente redução de custos, o transporte dos nossos produtos para fora da região. Motivará muito mais as pessoas para se deslocarem aqui, já que reduzirá tambem substancialmente o tempo de deslocação. Poderemos antever mais afluxos, desde a chegada mais repetida dos nossos emigrantes, passando pelos turistas e acabando em potenciais investidores. Estarão criadas condições para que surja outro dinamismo e motivação para todos os que aqui vivem. Falta então planear. Falta definir um programa de acção que defina as áreas económicas mais abrangidas pelo benefício desta infraestrutura. Urge definir ideias e projectos que possam ser agarrados e potenciados por quem aqui se proponha investir. É urgente criar pequenas plataformas de escoamento de produtos e pólos industriais próximos das saídas e entradas da IC. É urgente questionar-se a criação de uma reserva cinegética na região, a fim de se potenciar o turismo da caça que virá. È urgente pensar-se na construção de mini hidricas, para alem do mais para regadio, por exemplo na zona da Veiga, a fim de se viabilizarem certas culturas fruticolas, já que o transporte será mais barato. È necessário pensar-se na transformação de matérias naturais como as madeiras e a pedra, já que o seu transporte para exportação será facilitado. O turismo rural pode melhorar muito, atendendo à qualidade da nossa riqueza natural, gastronómica e patrimonial.
Vamos deixar de nos poder queixar da falta de condições para investirmos aqui a nossa força e as nossa ideias. A questão deixará de ser a de nos qustionarmos sobre se a obra cumprirá os prazos ou não. A questão vai passar a depender antes da nossa capacidade para justificar o investimento que o país aqui vais fazer . Saibamos estar à altura de o merecer.
Aumentará a qualidade das condições de deslocação e de acesso aos grandes centros em condições que, só por utopia, se poderá exigir melhor. Melhorará assim a qualidade e rapidez de acesso, por exemplo dos nossos doentes, nas deslocações ao Porto. Melhorará, com a consequente redução de custos, o transporte dos nossos produtos para fora da região. Motivará muito mais as pessoas para se deslocarem aqui, já que reduzirá tambem substancialmente o tempo de deslocação. Poderemos antever mais afluxos, desde a chegada mais repetida dos nossos emigrantes, passando pelos turistas e acabando em potenciais investidores. Estarão criadas condições para que surja outro dinamismo e motivação para todos os que aqui vivem. Falta então planear. Falta definir um programa de acção que defina as áreas económicas mais abrangidas pelo benefício desta infraestrutura. Urge definir ideias e projectos que possam ser agarrados e potenciados por quem aqui se proponha investir. É urgente criar pequenas plataformas de escoamento de produtos e pólos industriais próximos das saídas e entradas da IC. É urgente questionar-se a criação de uma reserva cinegética na região, a fim de se potenciar o turismo da caça que virá. È urgente pensar-se na construção de mini hidricas, para alem do mais para regadio, por exemplo na zona da Veiga, a fim de se viabilizarem certas culturas fruticolas, já que o transporte será mais barato. È necessário pensar-se na transformação de matérias naturais como as madeiras e a pedra, já que o seu transporte para exportação será facilitado. O turismo rural pode melhorar muito, atendendo à qualidade da nossa riqueza natural, gastronómica e patrimonial.
Vamos deixar de nos poder queixar da falta de condições para investirmos aqui a nossa força e as nossa ideias. A questão deixará de ser a de nos qustionarmos sobre se a obra cumprirá os prazos ou não. A questão vai passar a depender antes da nossa capacidade para justificar o investimento que o país aqui vais fazer . Saibamos estar à altura de o merecer.
29 novembro 2008
Há neve em Carrazeda
Torre de Moncorvo, tem a partir do IC2, uns acessos à vila dignos desse nome. Tem ruas de paralelos e iluminacões nas Ruas que lembram a quadra natalícia. O comércio aderiu.
Vila Flor tem ruas de paralelos, que dão cabo das suspensões dos carros -novos e velhos- mas os autarcas não ligam. Tem as Ruas iluminadas, porque vem aí o Natal. Têem estas vilas a funcionar as piscinas cobertas. Vila Flor tem para breve a inauguração do Estádio Municipal.
Carrazeda de Ansiães, tem o centro da vila com a Rua de paralelo - inimigo dos automóveis- e agora fiquenos a saber que já teve no passado, soluções crediveis para o desenvolvimento sustentado de uma vila que se quer moderna.
Carrazeda Carrazeda, por mais que te pintem, serás sempre Carrazeda.
Carrazeda tem a neve que lembra o Natal, que a Natureza enviou para abastecer a barragem da Fontelonga e aliviar os responsáveis de mais uma dor de cabeça.
O futuro vai surpreender os incrédulos, que teimam em gostar da sua terra. Há soluções mágicas que o tempo guarda e se revelam no momento próprio, acreditar ou não é com cada um.
26 novembro 2008
Efeméride ( II )
Decorreram dez anos desde que deu entrada em reunião de Câmara Municipal (09/02/98) a seguinte proposta subscrita por Helder de Carvalho e Ricardo Paninho Pereira:
No momento em que se perspectiva a entrada no terceiro milénio e, no intuito de projectar para o futuro uma obra que constitua património relevante a deixar às gerações vindouras, pretende-se: – Que seja reequacionado o projecto de arranjo urbanístico já existente e referente ao prolongamento da Praça do Município.
Propõe-se:
Que neste local se implante um projecto com utilidade e qualidade arquitectónica que constitua uma referencia do presente para o futuro;
Que seja aberto um concurso de ideias, que permita, mediante regulamento a apresentar, apreciação e posterior aprovação do melhor anteprojecto;
Que seja estudado o modo da sua viabilização económica;
Que o prazo para a concretização de tal projecto seja o ano de 2000.
Do regulamento deverá constar:
Regras que imponham que o estudo dos projectos seja integrado na envolvente, de modo a minimizarem o impacto de algumas construções já existentes;
A obrigatoriedade das propostas envolver a integração da já existente Praça do Município;
A inclusão de uma área de carácter utilitário que integre um grande auditório para a projecção de cinema e teatro, com espaço de apoio logístico e de arrumação;
A inclusão de espaço lúdico com lugar para esplanadas, café e praceta;
A inclusão de espaço para parque de estacionamento que poderá ser subterrâneo.
A proposta foi aprovada por unanimidade.
O posterior contrato com o vencedor deste projecto só foi presente em reunião de Câmara a 1 de Junho de 2000. Passado este tempo, todos conhecem em que estado se encontra esta obra e, todos desconhecem o preço em que nos ficará.
No momento em que se perspectiva a entrada no terceiro milénio e, no intuito de projectar para o futuro uma obra que constitua património relevante a deixar às gerações vindouras, pretende-se: – Que seja reequacionado o projecto de arranjo urbanístico já existente e referente ao prolongamento da Praça do Município.
Propõe-se:
Que neste local se implante um projecto com utilidade e qualidade arquitectónica que constitua uma referencia do presente para o futuro;
Que seja aberto um concurso de ideias, que permita, mediante regulamento a apresentar, apreciação e posterior aprovação do melhor anteprojecto;
Que seja estudado o modo da sua viabilização económica;
Que o prazo para a concretização de tal projecto seja o ano de 2000.
Do regulamento deverá constar:
Regras que imponham que o estudo dos projectos seja integrado na envolvente, de modo a minimizarem o impacto de algumas construções já existentes;
A obrigatoriedade das propostas envolver a integração da já existente Praça do Município;
A inclusão de uma área de carácter utilitário que integre um grande auditório para a projecção de cinema e teatro, com espaço de apoio logístico e de arrumação;
A inclusão de espaço lúdico com lugar para esplanadas, café e praceta;
A inclusão de espaço para parque de estacionamento que poderá ser subterrâneo.
A proposta foi aprovada por unanimidade.
O posterior contrato com o vencedor deste projecto só foi presente em reunião de Câmara a 1 de Junho de 2000. Passado este tempo, todos conhecem em que estado se encontra esta obra e, todos desconhecem o preço em que nos ficará.
LITTERAE 3
Decidiu recostar-se no comprido banco de madeira. O dorso, quase comido pela carrada de anos, refilava de dor e fazia-lhe arquejar o peito. Ainda levou a palma da mão ao sítio do coração porque lhe parecia que o sentia roncar do fundo de uma caverna. Que não se lembrasse agora de interromper a longa corrida. Estava ali sozinho há mais de duas horas. Era a sala de espera de uma velha e pequena estação. Tinham-lhe dito que o comboio passaria ali às dezanove e quarenta e cinco. Mas em Dezembro, a posição da lua, encavalitada no pico da escarpa que se erguia do lado de lá do rio, nunca o enganara. Pelas suas contas, haveriam de ser já umas dez, a passar. Cerrou mais a gola peluda da samarra à volta do pescoço. Não sentia os pés, colados sobre o chão de cimento. Começara a tiritar. Se andasse um pouco? Tentou. Fincou os osssos dos dedos nas costas do banco e logrou erguer-se. Arrastou um passinho tímido, com o olhar ansioso cravado na porta escancarada ao frio assassino. Se a pudesse fechar... Conseguiu apenas uns míseros segundos de pé, como uma giesta impelida pelo vento. Sentou-se. O olhar aguado, o beiço grosso, pendente, trejeito triste, como se sentisse ali a morte a germinar. Dentro de si a noite era mais escura do que a outra que ele via mesmo à sua frente. Se alguém viesse, talvez houvesse uma fogueira redentora. Mas não haveria ninguém. O negro comboio tardava. Se calhar, nem comboio havia. Então aos domingos não parava ali o das dezanove e quarenta e cinco? Ou não seria domingo!? O tempo. Agora dava em enganar-se na corrida do tempo. Foi o que fez a longuíssima mastigação sucessiva dos dias. Sempre a remoer memórias. Mas há muito que ele perdera o futuro de ontem. Agora, ao frio, à fome e ao desespero, assaltava-o a dúvida dolorosa dos dias. Talvez fosse sábado. Mas ao sábado não passa o comboio das dezanove e quarenta e cinco. Sentiu-se mais abafado. Com a manga da samarra limpou o nariz sujo de muco e sentiu pena dele próprio, perante aquela triste e inexorável condenação à caquexia. Quando era novo, diziam-lhe que era bonito ter oitenta anos. Pois. Com o dorso alquebrado, grotesco, sacudido pelo arfar do peito roufenho, sentiu-se adormecer. Mas apenas a cabeça pendeu para o lado, logo se recostou de novo. Parecera-lhe sentir o silvo do comboio. Deitou um olhar de soslaio à escuridão, como se não quisesse espantar a luz do pretenso comboio. Esperou com a alma em sentido. Seria aquilo a esperança? Esperou. Se não fosse o correr do rio no estreito vale de fragas, o silêncio haveria de pesar ainda mais entre as paredes da salinha de espera. Mas não. Felicidade esfarelada. O tempo ria-se dele. Afinal era sábado. Não passava ali o comboio das dezanove e quarenta e cinco. Encolheu as pernas para enganar o estilete do frio. Sentiu-se molhado de um mijar inconsciente e sorrateiro, rompendo o sigilo do seu descomposto torpor. Entrelaçou as mãos. Mas a lágrima, como uma pérola, passou ao lado e caiu-lhe nos pés cruzados. Deixou-se tombar no banco comprido de madeira. Que sentido poderia ter a bênção terrena daquele piedoso invólucro de água e sal, sangue e vísceras decadentes? Deixou-se estar deitado. Encolhido sobre as tiras de madeira. Ainda ressonou um pouco, zangado com a lua traiçoeira. Mas foi por pouco tempo. Quando o comboio negro ali parou com um olho de luz matando a noite em volta,, um funcionário acercou-se do corpo gelado e mandou chamar as autoridades competentes para o levarem, sobre carris, para a morgue. Afinal era domingo!
Hélder Rodrigues
Hélder Rodrigues
Estimule-se o regresso à Terra: Jorge Laiginhas
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte apresentou no dia 13 deste mês um relatório – Emprego e Desemprego na Região do Norte – 2007 – elaborado pelo seu Centro de Avaliação de Políticas e Estudos Regionais. Este trabalho resulta da análise a dez anos (1998 – 2007) da evolução do mercado de trabalho – emprego e desemprego – da Região Norte. Eis um excerto do diagnóstico:“O agravamento dos níveis de desemprego na Região do Norte resulta, em parte, do processo de ajustamento tecnológico e estrutural que a economia regional atravessa. Embora continuando a ser, do ponto de vista da estrutura sectorial do emprego, a região portuguesa mais industrializada, o Norte vive, desde há vários anos, um processo de terciarização da sua base produtiva, ao mesmo tempo que um número crescente de empresas vê esgotado um modelo de crescimento baseado naqueles que, durante muito tempo, foram os factores tradicionais de promoção da competitividade regional. Esse modelo tradicional – que se baseava na existência de uma mão-de-obra abundante, pouco qualificada e mal remunerada e na adopção de processos produtivos (essencialmente industriais) de baixa intensidade tecnológica e geradores de baixo valor acrescentado, com modelos de negócio centrados, exclusivamente, na manufactura e pouco inovadores do ponto de vista da gestão – está hoje em regressão na economia regional, embora ainda continue a caracterizar uma parte importante do seu sistema produtivo.”
A propósito deste relatório, Alberto Castro escreveu, no JN, “perguntem a alguém como está a economia e, com elevada probabilidade, obterão como resposta qualquer coisa como “mal, muito mal”. Se insistirem, ouvirão um “pior do que nunca”. Por regiões, arrisco-me a dizer que é no Norte onde este “efeito crise” é mais evidente. Sem surpresas. A dependência de uma indústria produtora de bens sujeitos à concorrência internacional, muita dela assente numa utilização intensiva do factor trabalho, a baixa qualificação de trabalhadores e empresários, são tudo ingredientes que prenunciam dificuldades.”
De acordo. Estou – creio que estamos todos – de acordo quanto ao diagnóstico. O modelo que serviu já não serve mais. Tampouco creio que, doravante, haja mais lugar a este ou àquele modelo. Haverá, isso sim, cada vez mais empresas a vomitar homens e mulheres para o desemprego. Há que ser célere a implementar políticas de apoio a esta gente. Políticas de apoio. Não subsídios.
Penso que é chegada a hora de o governo criar um conjunto de estímulos – financiamento, a juro social, da criação do próprio emprego; disponibilização gratuita de terras que não estão a ser aproveitadas; ajuda na recuperação de casas em meio rural… – que permitam a mobilidade dos desempregados, o regresso à terra – seja à Terra (aldeia onde nasceram ou onde nasceram os seus pais ou avós), seja o regresso à Terra (agricultura, pastorícia…)
Já aqui referi que a portaria n.º 699/2008 de 29 de Julho (Ministério da Economia e da Inovação e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas) regulamenta o fornecimento directo – ao consumidor, ou a estabelecimentos de comércio retalhista que abasteçam directamente o consumidor final – pelo produtor de pequenas quantidades de produtos primários, de carne de aves de capoeira e pequenos mamíferos herbívoros abatidos na exploração. É uma possibilidade. Existem outras. Haja imaginação!
Jorge Laiginhas
25 novembro 2008
24 novembro 2008
Mentiras Piedosas de Novembro ( com a geada a castigar certas orelhas)
“…eu sou, como sabeis, um defensor dos fracos e um compadecido das misérias do mundo. A toda a hora e a todo o instante penso na maneira de resgatar o povo da ignorância e da fome, da escravidão e do embuste, para o que não perco nenhuma das ocasiões que se me ofereçam para atenuar essas misérias….”
(Tomás da Fonseca in Bancarrota Ed. dest. ao Brasil ; P. 23)
- Esmoreceu o entusiasmo pelos candidatos às próximas eleições autárquicas. De qualquer modo considera-se que, dos candidatos propostos, o que tiver mais altura parte em vantagem pois acredita-se que, no poço em que vai cair, talvez tenha mais hipóteses de não se afogar.
- Com mais entusiasmo, discute-se sobre quem virão a ser, a primeira dama, segunda e terceira.
- O objectivo é o de poupar energia. Vão ser colocados diversos sensores em locais com iluminação pública, com pouco uso. Dão-se os exemplos: - Parque de merendas do Pinocro, zona envolvente e interiores das piscinas, fontes luminosas, adros das igrejas e capelinhas iluminadas, que só serão activados quando passar gente. Esta iniciativa vai ser também tomada nas esculturas públicas. Longe vai o tempo em que a Escultura do Escultor Alberto Carneiro, era o local mais bem iluminado do Fundo da Vila. Aquilo que possuía mais de uma dúzia de focos luminosos está agora reduzido a cinco.
- No momento em que se escreve, acredita-se que os nossos funcionários autárquicos já tenham recebido o decimo terceiro mês. Julga-se que esta decisão administrativa terá resultado de um milagre da sra. dos milagres. As dúvidas, sobre se havia dinheiro disponível, surgiram quando o Nosso Primeiro começou a sugerir que todos jogassem na Lotaria do Natal.
- Vai ser contratado em “part-time” a Presidente de Junta da Freguesia vizinha de Carlão para se responsabilizar pelo uso das Termas de S. Lourenço. Tal decisão deve-se ao edital ali colocado pelo Presidente da Junta de Freguesia de Pombal que não assume qualquer responsabilidade sobre o uso das águas termais. Como pagamento por esta tarefa, foi-lhe prometida uma percentagem do ordenado mensal que recebe o Presidente da Freguesia de Pombal de Ansiães.
- Entretanto confirmam-me que, em geral, estão mais gordinhos os nossos Presidentes de Junta. È a opinião de quem esteve a assistir à mais recente Reunião de Assembleia.
- Relativamente ao Presidente da Junta de Freguesia da Vila, ainda aparece, de vez em quando, quem pergunte qual será a opinião deste sobre o que vai acontecendo por cá.
- Desta vez vão todos à Ceia de Natal. Só falta confirmar a presença do Sr. Presidente. Da festa consta a programação da iniciativa de condecorar os funcionários mais trabalhadores e dedicados. Pelos vistos o funcionário mais trabalhador, seleccionado este ano, terá sido o coveiro. Perguntarão Vossas Excelências! Qual coveiro?
- Esteve muito bem servido o Jantar de Recepção aos Professores. Todos ficaram a conhecer, pelo menos, a riqueza gastronómica do restaurante de serviço.
- Aposta-se já em acertar sobre qual terá sido o acontecimento do ano. Há quem sugira a cerimónia da inauguração da Piscina Municipal Coberta. Outros consideram que mais importante foi o seu fecho.
(Tomás da Fonseca in Bancarrota Ed. dest. ao Brasil ; P. 23)
- Esmoreceu o entusiasmo pelos candidatos às próximas eleições autárquicas. De qualquer modo considera-se que, dos candidatos propostos, o que tiver mais altura parte em vantagem pois acredita-se que, no poço em que vai cair, talvez tenha mais hipóteses de não se afogar.
- Com mais entusiasmo, discute-se sobre quem virão a ser, a primeira dama, segunda e terceira.
- O objectivo é o de poupar energia. Vão ser colocados diversos sensores em locais com iluminação pública, com pouco uso. Dão-se os exemplos: - Parque de merendas do Pinocro, zona envolvente e interiores das piscinas, fontes luminosas, adros das igrejas e capelinhas iluminadas, que só serão activados quando passar gente. Esta iniciativa vai ser também tomada nas esculturas públicas. Longe vai o tempo em que a Escultura do Escultor Alberto Carneiro, era o local mais bem iluminado do Fundo da Vila. Aquilo que possuía mais de uma dúzia de focos luminosos está agora reduzido a cinco.
- No momento em que se escreve, acredita-se que os nossos funcionários autárquicos já tenham recebido o decimo terceiro mês. Julga-se que esta decisão administrativa terá resultado de um milagre da sra. dos milagres. As dúvidas, sobre se havia dinheiro disponível, surgiram quando o Nosso Primeiro começou a sugerir que todos jogassem na Lotaria do Natal.
- Vai ser contratado em “part-time” a Presidente de Junta da Freguesia vizinha de Carlão para se responsabilizar pelo uso das Termas de S. Lourenço. Tal decisão deve-se ao edital ali colocado pelo Presidente da Junta de Freguesia de Pombal que não assume qualquer responsabilidade sobre o uso das águas termais. Como pagamento por esta tarefa, foi-lhe prometida uma percentagem do ordenado mensal que recebe o Presidente da Freguesia de Pombal de Ansiães.
- Entretanto confirmam-me que, em geral, estão mais gordinhos os nossos Presidentes de Junta. È a opinião de quem esteve a assistir à mais recente Reunião de Assembleia.
- Relativamente ao Presidente da Junta de Freguesia da Vila, ainda aparece, de vez em quando, quem pergunte qual será a opinião deste sobre o que vai acontecendo por cá.
- Desta vez vão todos à Ceia de Natal. Só falta confirmar a presença do Sr. Presidente. Da festa consta a programação da iniciativa de condecorar os funcionários mais trabalhadores e dedicados. Pelos vistos o funcionário mais trabalhador, seleccionado este ano, terá sido o coveiro. Perguntarão Vossas Excelências! Qual coveiro?
- Esteve muito bem servido o Jantar de Recepção aos Professores. Todos ficaram a conhecer, pelo menos, a riqueza gastronómica do restaurante de serviço.
- Aposta-se já em acertar sobre qual terá sido o acontecimento do ano. Há quem sugira a cerimónia da inauguração da Piscina Municipal Coberta. Outros consideram que mais importante foi o seu fecho.
23 novembro 2008
19 novembro 2008
Perigo de electrocussão
17 novembro 2008
Efeméridee (I)
( Recordando o tempo em que participei, na actividade da gestão autárquica - Assembleia e Câmara Municipal , decidi que poderia ser útil recordar factos que ocorreram, se aprovaram, mas que não passaram de compromissos deitados ao lixo.
Pela importância que lhes dei, acreditei que teriam sido úteis, por isso parece-me proveitoso evocá-los e convidar quem os ler a ajuizar sobre o seu imaginável resultado, se tivessem sido realidade.)
Fez em Outubro 10 anos que foi presente em Reunião de Câmara uma proposta apresentada pelos Vereadores Helder de Carvalho e Ricardo Pereira, com o seguinte teor:
-“ No âmbito da promoção do turismo a realizar no nosso concelho, tendo em vista as nossas potencialidades e riquezas patrimoniais, mormente a paisagística, monumental e etnográfica, bem como procurando incentivos materiais ao investimento neste sector, vimos formular a seguinte proposta:
- Que seja elaborado um Roteiro Turístico onde constem referenciados: - Os principais exemplos de património construído; os principais pontos de referência paisagística da região; o calendário das principais festas e romarias; os locais lúdicos e de recreio mais importantes; os espaços de cultura e de venda de artesanato.
- Que o Roteiro contenha: - O mapa da região, com referências aos meios de acesso; os endereços úteis do concelho; os endereços dos principais restaurantes, locais de alojamento e casas de diversão.
- Que do Roteiro conste, traduzido em inglês e francês, todo o texto impresso.
- Que seja garantida a melhor qualidade gráfica deste trabalho.
- Que o Roteiro seja divulgado pelos meios de divulgação possíveis.
- Que sejam encontrados mecanismos de apoio para esta edição.
O Senhor Presidente levou ao conhecimento da Câmara Municipal de que o assunto já está a ser tratado.
Posta a proposta à votação foi a mesma aprovada por unanimidade de votos dos membros presentes.
Pela importância que lhes dei, acreditei que teriam sido úteis, por isso parece-me proveitoso evocá-los e convidar quem os ler a ajuizar sobre o seu imaginável resultado, se tivessem sido realidade.)
Fez em Outubro 10 anos que foi presente em Reunião de Câmara uma proposta apresentada pelos Vereadores Helder de Carvalho e Ricardo Pereira, com o seguinte teor:
-“ No âmbito da promoção do turismo a realizar no nosso concelho, tendo em vista as nossas potencialidades e riquezas patrimoniais, mormente a paisagística, monumental e etnográfica, bem como procurando incentivos materiais ao investimento neste sector, vimos formular a seguinte proposta:
- Que seja elaborado um Roteiro Turístico onde constem referenciados: - Os principais exemplos de património construído; os principais pontos de referência paisagística da região; o calendário das principais festas e romarias; os locais lúdicos e de recreio mais importantes; os espaços de cultura e de venda de artesanato.
- Que o Roteiro contenha: - O mapa da região, com referências aos meios de acesso; os endereços úteis do concelho; os endereços dos principais restaurantes, locais de alojamento e casas de diversão.
- Que do Roteiro conste, traduzido em inglês e francês, todo o texto impresso.
- Que seja garantida a melhor qualidade gráfica deste trabalho.
- Que o Roteiro seja divulgado pelos meios de divulgação possíveis.
- Que sejam encontrados mecanismos de apoio para esta edição.
O Senhor Presidente levou ao conhecimento da Câmara Municipal de que o assunto já está a ser tratado.
Posta a proposta à votação foi a mesma aprovada por unanimidade de votos dos membros presentes.
Casa do Douro, até ao lavar dos cestos...

Este fim-de-semana foi apresentada a primeira candidatura à liderança da Casa do Douro. Pedro Garcias é o primeiro elemento que promete submeter-se a sufrágio para aquele organismo no dia 1 de Fevereiro de 2009. O jornalista do Público e natural de Alijó defende um acordo com o governo para resolver o principal problema da instituição, uma dívida de 100 milhões de euros. Na corrida à liderança da instituição duriense deve ainda entrar Manuel António dos Santos, o actual presidente.
Para os de fraca memória, recorda-se, os problemas da Casa do Douro iniciaram-se com a compra das acções da Real Companhia Velha (RCV). O objectivo era, para além do papel de regulação e de representação dos pequenos e médios vitivinicultores, intervir no mercado do comércio e exportação do vinho do Porto. A posição minoritária na RCV impediu a instituição duriense de ter qualquer acção no comércio do vinho do Porto e o resultado foi um grande "flop". Recorda-se também que "o negócio" foi encorajado e abençoado pelo ex-primeiro ministro Cavaco Silva. A seguir a Casa do Douro foi abandonada à sua sorte pelo seu e sucessivos governos.
(veja aqui)
Aos poucos, por acção da administração central, erros próprios e mudanças de paradigma no mercado dos vinhos, foi esvaziada de funções em claro benefício dos exportadores. A candidatura de Pedro Garcia poderá ser uma lufada de ar na asfixiante situação, ou não?
O comboio, âncora de desenvolvimento...

A reabilitação e manutenção em funcionamento do troço nordeste da Linha do Douro, entre o Pocinho e Barca d`Alva, vai custar entre 20 a 25 milhões de euros, de acordo com um estudo de viabilidade económica ontem apresentado pelo chefe da Estrutura de Missão do Douro
(...)
A reactivação do troço nordeste é apontada como um projecto âncora para o desenvolvimento regional, por potenciar o acesso dos turistas a um cenário de património da humanidade e também por pretender conciliar a exploração comercial de passageiros e mercadorias a uma região que Ricardo Magalhães classifica como o «interior do interior».
Acidente por defeitos grosseiros

O relatório ao acidente aponta "defeitos grosseiros" na linha e a desadequação das automotoras do Metro de Mirandela que fazem a ligação.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, reconheceu sexta-feira, na Assembleia da República "falha humana" neste processo e anunciou que a linha permanecerá encerrada até Março.
Neste período deverão ser executados os investimentos e medidas necessários para repor a segurança na linha do Tua, onde num ano e meio ocorreram quatro acidentes com o mesmo número de mortos.
O presidente da Câmara e do Metro de Mirandela, José Silvano, disse que já esperava que a linha permanecesse encerrada durante algum tempo e entende que nunca deve abrir sem ter todas as condições de segurança.
Lusa
foto - Leonel Castro
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